Come As You Are
18 Playing With Fire
Notas iniciais
Ja vou logo explicando .. no começo desse cap vcs vão querer me matar mas no meio/fim vcs já vao estar mais calmas hsuahsuahsuahs .. e relaxem tudo tem a sua hora certa
Boa leitura!
Jen ficou calada por alguns segundos, parecia estar pensando na resposta que me daria ou que desculpa inventaria dessa vez.
– Credo Emy... não! – Respondeu me dando uma almofadada, mas não acreditei.
– Tem certeza? Porque do jeito que você fala dele parece que você já foi apaixonada por ele e se decepcionou... ou algo assim. – Me justifiquei e ela riu.
– Te juro por tudo mais sagrado que não. Eu nunca fui apaixonada por ele ou coisa parecida. – Jurou me olhando com as suas grandes bolas azuis.
– Então me... – E quando eu ia pedir para ela me contar, por infelicidade do destino os pais de Jen chegaram do trabalho no exato momento e ela na tentativa de fugir do assunto correu para cumprimentá-los e não se desgrudava deles nem fudendo. Acabei desistindo, outra hora eu perguntava.
Eu ainda acho que aconteceu algo, não que eu pense que Jen havia mentido para mim, mas sim omitido alguma coisa. Acredito nela, se ela falou mesmo que jamais fora apaixonada por ele é porque é verdade, mas que rolou algo? Isso ela não tem como negar.
– Ela ficou arrasada durante dias. – Steven surgiu DO NADA me assustando.
– Ham? – Perguntei confusa.
– A Jen imbecil! – Simplificou pra mim me dando um tapa na cabeça. – Ele é mesmo um idiota. – Concluiu se afundando no sofá.
– Mas o que rolou entre eles? – Jesus alguém, por favor, me tire essa duvida!
– STEVEN É MELHOR VOCÊ NÃO FALAR BESTEIRA! – Jen o repreendeu ao nos ver conversando.
– Ela não gosta desse assunto, ela tenta ignorar o máximo possível. – E se levantou com uma expressão de “me desculpe, não da pra falar mais” e subiu as escadas indo para o seu quarto.
(...)
E novamente a maldita segunda havia chegado.
Acordei sentindo uns pingos em meu rosto – Ótimo! Só falta ter uma goteira em cima da minha cama. –, mas logo percebi que não estava chovendo, pois não ouvi nenhum barulho de chuva, então o que era? Mais gotas me atingiram – Carai, mas que INFERNO! – e com a maior preguiça do mundo abri os olhos. Vi um borrão parado em frente à porta do meu quarto... era a minha tia.
Ela estava segurando um “matinho” com sua mão direita – Não sei o nome dessa planta. Só pra esclarecer... plantas, pra mim são dividias em três categorias; flores; árvores; e por fim matos. Se não tem flor ou não é arvore, pra mim é mato. – e um copo com água com a mão esquerda. Ela molhava o raminho lá dentro do copo e jogava a água pelo quarto TODO, até em mim.
– O que você está fazendo? – Perguntei com os olhos semi abertos e com voz sonolenta.
– Jogando água benta em seu quarto. – Me respondeu como se isso fosse a coisa mais comum do mundo.
– Água benta? – Questionei incrédula. Mulher louca!
E ela lá molhando o raminho no copo e respingando pelo quarto afora.
– Claro. – Respondeu como se fosse obvio. – Esse quarto... – Fez uma pausa fazendo uma careta. –... satânico tem que ser abençoado. – O vida, o que eu fiz para merecer isso? Serio eu não sou uma pessoa tão ruim, ta as vezes sou bagunceira, mas a ponto de merecer um castigo desses? Nem me drogar eu me drogo. Estou falando de drogas e não de remédios.
– Ok, faz o que você quiser, mas só não joga em mim porque isso pode queimar a minha pele. – Passei por ela soltando uma risada maléfica e instantaneamente a megera virou o copo de água benta NA MINHA CABEÇA me molhando por completo. – Porra tia! – Gritei.
– Agora sim eu quero ver se você não vai melhorar esse seu jeito! – Afirmou convicta de que isso me mudaria e só pra piorar a situação eu tive uma crise de riso com o que ela falou e do modo que ela gesticulava, o que fez mesmo ela achar que eu tinha alguma coisa me possuindo. Agarrando os meus braços a velha começou a me sacudir e dando inicio a uma serie de orações.
Numa tentativa desesperada comecei a me contorcer toda para me livrar de seus braços – Ela é velha, mas é bem fortinha mano. – o que não ajudou nada na situação em que eu me encontrava. – Claro que ela a deve ter achado que estava dando certo e que o “demônio” estava saindo de meu corpo. Boa Emy, se remexe mais ai e engrossa a voz que vai ficar melhor ainda!
Por um milagre consegui me soltar dela e me tranquei no meu quarto enquanto minha tia ralhava do lado de fora “Volte aqui, eu ainda não terminei com você”.
Tomei um banho rápido e me aprontei para a escola, quando sai do quarto corri em direção a porta para que minha tia não surtasse de novo e tentasse me exorcizar.
Como sempre fiquei alienada a aula toda e só prestei atenção quando o professor falou sobre o festival de talentos.
– Todos vocês estão prontos para o festival? – Perguntou animado o professor e alguns alunos responderam que não.
– Pra vocês que falaram não, tenho uma boa noticia! – Devido ao feriado da semana que vem a escola resolveu emendar a semana toda, ou seja, o festival foi adiado para a primeira semana após o feriado. – O professor anunciou fazendo com que todos pulassem de alegria.
Era simplesmente PERFEITO! Mais tempo para eu treinar.
E esses dias eu só sabia ir para casa ficar treinando, às vezes Brian ia lá com os meninos para buscar sua guitarra, outras vezes eu mesma ia até a garagem para devolver e aproveitava para assistir os ensaios deles.
Ahh e claro, no dia seguinte Jen contou a verdade sobre o nosso caso, tentei fazer uma cena implorando para que ela não terminasse comigo, mas mesmo assim não deu certo. – Droga!
(...)
Dois dias depois.
– Que calor dos infernos! – Reclamei deitada com a cabeça no colo de Johnny, que brincava com o meu cabelo.
Estava tão calor que decidi abandonar por uns tempos as minhas calças jeans e minhas blusas de banda. – Andar de preto nesse calor? De jeito nenhum. – Eu resolvi usar um short jeans rasgado e uma regata branca simples apenas com os escritos “Green Day”.
Todos nos estávamos reunidos na garagem de Jimmy, pois os meninos haviam acabado de ensaiar. Eu estava deitada no chão com a cabeça apoiada no colo de Johnny, Jen estava sentada no chão com as costas escoradas na parede com Matt deitado em suas pernas, Jimmy ainda estava sentado no banco de sua bateria girando sem parar, Brian e Zacky disputavam para ver quem ficaria com o sofá.
– Não cabe nos dois aqui seu gordo! – Brian o chingava tentando empurrar Zacky para fora do sofá.
– Já que você está tão incomodado, sai você! – Zacky o empurrou.
– Da pra vocês dois pararem com isso? – Jen gritou. – Zacky você pode deitar no meu colo também... vem cá. – Disse batendo a mão na sua perna livre e Zacky com um sorriso sapeca foi logo deitando sua cabeça na perna de Jen.
– Cara eu to com sede. – Matt resmungou.
– Tem água. – Jimmy ofereceu.
– Não, eu to com sede de bebida.
– Ihh bebida aqui não vai rolar não. Já tive que encher a garrafa de Whisky dos meus pais com refrigerante para eles não perceberem que a bebemos toda. – Jimmy alertou.
– Vamos comprar uma cerveja então? – Johnny deu a idéia.
– Você não pode beber cerveja gnomo. – Jimmy o repreendeu.
– Não fode Rev... eu sempre bebo com vocês! Vamos lá? – Disse se levantando fazendo com que a minha cabeça que estava apoiada em sua perna entrasse em contato diretamente com o chão.
– Porra Johnny! – Reclamei levando a mão na cabeça.
– Ops... – Riu. – Desculpa ai.
– Eu não vou lá não, está muito calor e nem fudendo que eu saio nesse sol dos infernos. – Protestei.
– Eu vou então. – Jen se levantou a contragosto de Matt e Zacky, que estavam adorando ficar deitados em suas pernas e acabaram por se levantarem também.
– Jimmy você também vai? – Perguntei.
– Não... vou ali em cima tomar um banho gelado e já volto. – Disse subindo as escadas da garagem.
E assim todos saíram e depois de um longo tempo percebi que ali na garagem estavam somente eu e Brian... sozinhos... de novo.
Me levantei do chão e com um sorriso levado no rosto me sentei atrás da bateria de Jimmy e comecei a bater nas caixas e nos pratos, fazendo um barulho insuportável.
– Não, não, não, não! – Brian se levantou rapidamente vindo em minha direção e retirando as baquetas de minhas mãos. – Não faz isso, se não o Jimmy te mata. – Me alertou.
– Larga de ser chato! Ele está no banho, nem vai ouvir.
Sem escutar o que eu falei, Brian me puxou pelos braços me arrastando para longe da bateria.
– Você é tão sem graça... – Bufei. – Tenho certeza que Jimmy não ficaria nervoso comigo. – Falei cruzando os braços e fazendo bico.
– Não tenha tanta certeza. – Disse em tom desafiador. – Eu só estou tentando te proteger.
– Proteger? E eu lá tenho cara de donzela em perigo? – Questionei ainda com os braços cruzados.
– Um pouco. – Sorriu. E no mesmo segundo o puxei do sofá em que estava sentado e o joguei no chão pulando em cima dele e imobilizando suas pernas e seus braços.
– Continuo com cara de donzela em perigo? – Perguntei sarcástica.
– Porra Emy! – Gritou. – O que foi isso? Caralho aonde você aprendeu a lutar? Mas não valeu, eu estava desprevenido!
– Meus amigos treinavam artes marciais e me usavam como cobaia e conseqüentemente aprendi também. – Expliquei sorrindo e me lembrando daquela época.
– Ahh sei, mas em uma coisa você não me vence.
– No que? – E quando eu dei por mim Brian havia conseguido se soltar trocando de posição comigo.
– Na cosquinhaaa! – Gritou sorrindo e fazendo cócegas em mim.
Eu gritava implorando para que ele parasse, mas Brian não me atendia. Eu me remexia completamente na tentativa de escapar dele, mas isso era inútil, ele era muito mais forte do que eu.
– Syn por favor! Paraa. – Gritei em meio aos risos e com os olhos cheios de lágrimas.
– Huummm... – Fez uma cara de pensativo e logo em seguida um largo sorriso brotou em seus lábios. –Só se você admitir que sou o cara mais gostoso de HB. – Ele deu uma pausa nas cócegas.
– JAMAIS! – Gritei rindo. – Chantagem não vale!
– Então você sentirá cócegas para sempre! – Soltou uma risada maléfica e voltou a fazer cócegas em mim.
– Ok eu faloooo. – Me rendi fazendo com que ele parasse.
– Então repete comigo... O Synyster Gates é o cara mais gostoso de Huntington Beach!
– O Synyster Gates é o cara mais IDIOTA de Huntington Beach! – Gritei. Jamais que eu falaria uma merda dessas!
– Ahhh é assim? – Disse levando suas mãos em sua cintura. – Ok então. – E novamente voltou a me atacar.
– Para Syn! É serio. – Consegui soltar uma de minhas mãos e empurrar sua cabeça para trás fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse. – Bem feito. – Falei tentando recuperar o fôlego e me sentei no sofá e ele logo se sentou ao meu lado. – Nem vem se não te castro! – Me afastei um pouco dele.
– Relaxa... eu também cansei. – Levou suas mãos ao ar como sinal de rendido.
– Belê então. – Esbofeteei seu braço.
– Caralho menina! – Gritou.
– Isso é pra você aprender a NUNCA MAIS fazer isso de novo.
– Não me provoque se não você vai sentir o poder das cócegas de novo! – Brian disse em tom de ameaça e se curvando para cima de mim com as mãos esticadas.
– Não Syn! – Me levantei rapidamente na tentativa de escapar de Brian, mas acabei sendo puxada pela cintura e acidentalmente acabei caindo sentada sobre suas pernas.
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