Notas iniciais
Hey kids.. pela primeira vez eu resolvi dar o que voces querem.. não se acostumem viu? Eu gosto de surpreende-las, mas fui boazinha dessa vez.. leiam o cap q vcs entenderão hahaha
Ahhh olha o título do cap, Scream isso ja lhes dao uma boa ideia do q se trata hahahah pareei!
O cap ta enorme mas ta bom
Boa leitura

– Ste não vai gostar nada dessa ideia de fazer um trabalho com o Syn. – Jen afirmou se virando para trás.

– Nem eu estou gostando. – Confessei esfregando minhas têmporas. – Quem você tirou no trabalho? – Perguntei trocando de assunto.

– Um dos nerds lá da frente. – Riu. – Tirei total. – Comemorou.

– Sorte a sua. – Ri desanimada.


Eu não estava nem um pouco feliz com essa situação, parece que eu atraio problemas, me livro de um e a vida da um jeito, bola uma estratégia e me arruma outro problema. Mas dessa vez não, eu preciso tirar boas notas, eu preciso e vou conseguir, nem que eu tenha que fazer essa porcaria sozinha.

O sinal que avisava o término das aulas ecoava pelas salas de aula, como de costume eu sempre era uma das ultimas a sair da sala. Eu estava guardando os meus materiais quando fui cutucada por trás. Ao me virar dei de cara com Brian.



– Amanha na minha casa então. – Disse se referindo ao trabalho. Na casa dele? Não mesmo.

– Não não não, prefiro na minha casa. – Neguei. Se tratando do assunto “Brian”, ficar sozinha com ele em sua própria casa não é uma boa ideia, sem querer ser maliciosa, mas já sendo... com certeza isso não resultaria em algo “bom” e Ste também não gostaria dessa ideia.

– Mas a sua tia não vai estar lá? – Questionou confuso. Sim ela vai, e é por isso mesmo que eu prefiro lá, assim faríamos apenas o nosso trabalho.

– Não. – Menti.

– Ok então. – Concordou se virando de costas para mim e saindo da sala.


Por que ele ainda mexe comigo? Será que não aprendi a minha lição? Cara eu tenho o Steven que é um anjo comigo, mas como de costume... tudo que não presta sempre me atraiu mais.

Johnny, Rev e Jen me esperavam na saída da escola, Matt havia sumido – Infelizmente ele não era mais o mesmo, andava todo estranho por ai, não falava muito e sempre sério. – e Brian estava com a Michelle. – ECA.

Quando cheguei em casa contei para a minha tia sobre o meu trabalho e que um “amigo” meu viria amanha de tarde para me ajudar. O que ela me falou? “Tudo bem, só não baguncem a casa enquanto eu estiver fora.” QUE DROGA QUE ESSA VELHA ANDA USANDO? COMO ASSIM TUDO BEM? NÃO TA NADA BEM? PORQUE SER LEGAL LOGO AGORA? NÃO SEJA LEGAL! Não hoje!

Logo depois tratei de ligar para Steven que provavelmente já sabia dessa história, e claro que ele não gostou nem um pouco da ideia.


– Ste calma é só um trabalho, confie em mim. – Eu tentava em vão tranquiliza-lo.

– Em você eu confio, mas não confio naquele idiota. – Ele se explicava.

– Relaxa seu bobo. – Ri com a sua preocupação que chegava ate ser cômica.


Mesmo achando boba a sua preocupação exagerada eu entendia o ponto de vista dele, seria a mesma coisa pra mim se o Ste fizesse um trabalho com... sei lá com a Michelle. Mas ele tem que confiar em mim... eu confiaria nele nesse caso.



(...)

No dia seguinte.



Eu estava sentada no sofá assistindo TV e a espera de Brian. Fazia um frio gostoso naquela tarde, o dia estava nublado e o clima estava perfeito! – Nunca fui fã de calor, por mim eu moraria na Rússia, onde faz menos vinte graus. – Eu vestia um gigante moletom azul do Pink Floyd e um short jeans, por preguiça de ir ao meu quarto colocar uma calça catei uma coberta que estava jogada no sofá e a usei para me cobrir.

Já se passavam das cinco da tarde, nos havíamos combinado ás quatro e meia, e de tanto esperar acabei cochilando ali mesmo no sofá.

Minutos depois acordei com o toque estridente do meu celular.


– Alô. – Atendi com voz de sonolência.

Cadê você? – A pessoa do outro lado esbravejou.

– Quem é? – Perguntei confusa.

Brian! – Respondeu irritado.

– Ahh ta... – Dei uma pausa pra pensar no que ia falar. – To em casa te esperando, cadê você?

To na porta, já bati a campainha umas trinta vezes. – Exagerou, e sem nem ao menos me despedir desliguei o telefone e fui abrir a porta.


Abri a porta e lá estava ele, parado com sua mochila em mãos.


– Foi mal pelo atraso. – Se desculpou enquanto entrava. – Tive um imprevisto. – Me lançou uma piscadela.


Não quero nem saber qual foi esse imprevisto, apesar deu ter uma clara ideia do que se tratava. Sem querer render assunto apenas assenti e sentei-me à mesa da sala e o observei retirar os seus materiais da mochila. Na verdade eu nem sabia que ele tinha materiais já que na maioria das vezes ele não levava mochila pra escola.

Cara será que não tem um dia que ele não está lindo de morrer? Não, é serio mesmo! Até vestindo as roupas mais simples do mundo ele fica lindo! Ele vestia uma camisa lisa de manga cumprida de cor preta que marcava a sua musculatura perfeitamente, mas que infelizmente cobria por completo suas tatuagens, vestia uma calça jeans escura, seus cabelos estavam arrepiados... como sempre.


– Cuidado pra não babar em cima dos meus cadernos. – Brian chamou minha atenção e logo depois soltou uma risada.

– Vá à merda. – Bufei fingindo procurar alguma coisa dentro da minha mochila

– Você acha que eu não vi você viajando em mim? – Ele ria da minha face que há essa hora já estava púrpura de tão envergonhada que eu estava.

– Eu não estava viajando em você! – Protestei fazendo uma cara de nojo.

– Ah não? – Perguntou irônico. – Tava fazendo o que então? – Questionou apoiando seus cotovelos na mesa.

– Eu... eu... estava me perguntando qual shampoo você deve usar. – Conclui segurando o riso da merda que eu soltei e claro que Brian riu mais ainda da minha cara.

– Sério? Shampoo? Não tinha uma desculpa melhor não? – Zombou.

– Não é serio. – Falei convicta. – Seu cabelo é tão bem tratado. – Afirmei e ele levou a mão em seus cabelos alisando-os.

– Eu cuido bem deles. – Respondeu confuso sem saber se era zombaria minha ou se eu estava falando a verdade.


Ri da cara confusa de Brian e tratei de iniciar o assunto sobre o trabalho, porque se dependesse dele ficaríamos jogando papo fora a tarde inteira.

O trabalho até que estava fácil, Syn estava realmente me ajudando... o que é estranho, acho que ele também está precisando de pontos porque nunca o vi se esforçando realmente com alguma coisa que não fosse relacionada à música.

Já estávamos quase no fim do trabalho quando Brian pediu uma pausa reclamando de fome, aceitei bem sua proposta já que eu também estava faminta. Fui pra a cozinha preparar alguma coisa para nós dois e Brian continuou sentado fitando o livro a sua frente com o olhar parado.


– O que você tem? – O despertei de seus pensamentos.

– Nada. – Sorriu. – Por quê?

– Eu sei que tem algo rolando com você. – Afirmei enquanto preparava nossos sanduiches. – Você não é de ficar calado assim... na verdade você está assim há uns dias, meio triste, pensativo... o que aconteceu? – Perguntei curiosa.


Eu já havia reparado que ele estava estranho há uns dias atrás, e a prova de que ele realmente está esquisito é que durante todo esse tempo que trabalhamos juntos ele não falou de si mesmo e nem chegou a me jogar uma de suas cantadas idiotas... muuito estranho.


– Anda reparando em mim ruiva? – Disse esboçando um enorme sorriso.

– Não foge do assunto. – Ralhei.

– Não é nada de importante. – Afirmou. – É serio. – Reafirmou ao ver a minha cara de desconfiada.

– Bem... você é quem sabe. – Desisti de insistir, se ele não quiser contar que não conte, talvez ele se sinta melhor assim. – Está pronto! – Anunciei levando os pratos até a mesa e pegando os refrigerantes.


Comemos o nosso sanduiche sem trocarmos nenhuma palavra um com o outro, apenas alguns olhares e sorrisos, e aquele silencio entre nós por incrível que pareça não foi estranho pra mim, foi até... bom?


– Me sinto um Zacky. – Brian comentou acariciando a sua barriga.

– Um Zacky? – Questionei sem entender.

– É... comi que nem ele. – Confessou e eu soltei uma gargalhada com essa besteira que ouvi.

– Não te incomoda? – Brian mudou de assunto apontando pros meus lábios.

– O que? O piercing? – Perguntei mexendo nele.

– É. – Confirmou.

– Na verdade eu nem sinto ele... sempre esqueço. – Confessei.

– Eu acho legal, queria ter um no nariz. – Comentou.

– E porque não tem?

– Ahh sei lá, deve doer. – Riu.

– Você fez trocentas tatuagens e tem medo de fazer um furinho no nariz? – Zombei. – Que mocinha.

– É diferente. – Tentou se defender.

– Não é nada. – Eu ria da sua cara avermelhada.


Por sorte fomos interrompidos pela campainha e eu tive que cessar minha zombaria com a cara do moreno – Que já estava vermelho de raiva. – para abrir a porta.


– Ste? – Falei surpresa com a sua aparição. – O que faz aqui?

– Oi meu anjo, vim te ver. – Me cumprimentou selando os nossos lábios.

– Oi meu anjo! – Syn gritou da mesa em tom de provocação.

– Vocês ainda não terminaram? – Steven questionou ignorando totalmente a presença de Brian. – Não acha que já está tarde? – Comentou.

– É eu sei... – Lamentei. – O trabalho é grande e chato... então demora um pouco, mas já estamos acabando. – Conclui e automaticamente olhei para Brian que estava com uma cara nada boa.

– Você quer que eu fique ai com você até vocês terminarem? – Steven perguntou e eu o olhei confusa já que não tem o porquê dele ficar aqui.

– Nããão. – Brian gritou da cozinha. – Acho melhor ficarmos as sós. – Sorriu de lado.

– Eu acho melhor eu entrar e ficar ai. – Steven se prontificou.

– Hey! – O barrei antes que ele entrasse porta adentro. – Você não veio me ver, você veio checar se estávamos mesmo fazendo o trabalho... não foi.

– Err... – Steven gaguejou.

– Não precisa dizer mais nada. – O interrompi. – Eu te falei que eu ia fazer o trabalho, e que era pra você confiar em mim. Cara... – Bufei. – Steven pra que tudo isso? Será que você não pode confiar em mim? – Questionei já irritada. Eu não estava irritada a toa, eu pedi para que ele confiasse em mim, e ele ainda teve a cara de pau de vir aqui e mentir pra mim?

– Acho que alguém aqui está com medo de ser traído. – Brian zombou.

– Fica quieto na sua seu marginal! – Steven esbravejou.

– Para Brian! – Pedi. – E você também Steven!

– Parar por quê? Porque o seu namoradinho não confia em você, ou porque ele não confia nele próprio a ponto de ter que vim aqui conferir se você e eu estávamos mesmo fazendo o trabalho? – Debochou caminhando em direção a Steven e eu.

– Brian chega, é melhor parar. – Avisei.

– Eu confio nela! – Steven relutou.

– Não, não confia e também não confia em você! – Brian falava com um sorriso sarcástico no rosto.

– Você não sabe o que fala. – Ste respondeu serio, seu rosto já estava vermelho de raiva, mas como sempre, mantinha sua postura.

– Ele ta certo. – Me virei para Steven.

– Você vai acreditar nas merdas que ele fala? – Protestou incrédulo.

– Não, não foi as “merdas” que ele falou e sim nessa sua atitude ridícula de vir até aqui. – Falei de braços cruzados. – Você podia ter me ligado, eu aceitaria numa boa, mas eu poderia mentir pelo telefone também não é? – Cada palavra minha era dita com uma grande dose de sarcasmo e raiva. Eu simplesmente não conseguia acreditar na sua atitude. – É melhor você ir. – Finalizei e assim Steven fez, caminhou cabisbaixa até o carro sem emitir nenhum som. – E você... – Me virei para Brian após fechar a porta. – qual é o seu problema? – Esbravejei.

– Eu? O que tem eu? – Fingiu-se de bobo.

– Que direito que você acha que tem de se meter nos meus problemas, ainda mais aqueles que estão envolvendo o Steven!

– Não gosta que eu me meta na sua relação com o seu namoradinho? – Brincou sentando-se a mesa.

– Ele não é meu namorado! – Gritei. – E eu não me metia na sua relação com aquela... aquela loira oxigenada, então não se meta na minha! – Eu o xingava, mas a minha vontade mesmo era de pular em cima dele e arrancar o seu cabelo fora, fio por fio.

– Porque você está com ele se ele não passa de um imbecil ciumento e mentiroso? – Brian perguntou indiferente e a minha raiva só aumentava.

– O único imbecil aqui é você! – Eu esgoelava para quem quisesse ouvir. – Steven é um amor de pessoa, super educado, bom caráter e divertido. – O defendi. – Ao contrário de algumas pessoas. – Comentei indiretamente.

– Então eu não sou educado? – Brian se levantou da cadeira vindo em minha direção. – Sou mau caráter? Não sou divertido? – Ele me questionava sem alterar o seu tom de voz, e aquilo me deixava possessa.

– Para de fazer isso! – Ordenei me desviando quando sua mão áspera estava prestes a tocar a pele do meu rosto e ele riu com a minha atitude.

– Acredite, eu não estou fazendo nada. – Afirmou com aquele seu sorriso maroto que sabia fazer tão bem.

– Vamos terminar essa porcaria de trabalho logo. – O empurrei contra a mesa e Brian se desequilibrou caindo para trás caindo escorado nela.

– Você o ama? – O moreno perguntou sem ao menos olhar-me nos olhos.

– Que?

– Você o ama? – Questionou alterando o seu tom de voz e novamente andando em minha direção. – Você é apaixonada por ele? – A cada passo para trás que eu dava Brian dava dois em minha direção. – Você o deseja? – Eu não sabia o que responder, na verdade eu ainda estava conhecendo o Steven, não havia tempo para eu ama-lo ou outra coisa.

– Bri... Brian para com isso. – Pedi ao ser encurralada por ele contra a parede.

– E eu? Você não sente nada por mim? – Me perguntou me forçando a olhar em seus olhos. – Eu sei que você me quer, eu te entendo. – Sorriu sarcasticamente. – Você pensa em mim até quando não quer. – O Brian de sempre havia voltado, e com ele a minha raiva também, eu simplesmente não o suportava se achando desta maneira.

– Você não se cansa mesmo. – Bufei. – Você ensaia suas falas em casa? – Debochei.

– Não preciso. – Sorriu de lado. – O seu olhar me conta o que eu tenho que dizer.

– Brian é serio, vamos terminar logo esse trabalho. – Pedi nervosa, eu precisava de me livrar dessa proximidade exagerada do seu rosto com o meu.

– Claro, mas antes eu quero que você me diga uma coisinha. – Pediu brincando com a minha mão. – Me diga, o que você vê nele? Me diga que você não sente mais nada por mim, que eu não sou nada pra você, que o que tivemos não foi nada. – À medida que ele ia falando sua voz se alterava, os seus lábios iam se aproximando mais e mais de mim e numa tentativa inútil eu me afundava contra a parede para fugir dele. – Eu quero ouvir da sua boca, “eu amo o Steven”. – Me desafiou fazendo leves carícias em meu lábio inferior com o seu polegar.


Brian se calou por alguns instantes apenas na espera de minha resposta, de que eu dissesse tudo àquilo que ele não queria ouvir, que eu amasse o Steven, mas eu não o amava... não ainda, mas poderia um dia. Em vão eu tentava quebrar o nosso contato visual, mas eu era obrigada pela sua mão que estava em meu queixo a encara-lo.


– Isso mesmo. – Disse com um sorriso vitorioso. – Você não o ama... você ainda sente algo por mim, então porque você está com ele? – Questionou apelativo enquanto acariciava o meu rosto pálido.


Meu coração estava disparado, minhas mãos transpiravam e minhas pernas estavam bambas, meu corpo estava sendo sustentado por Brian que me empurrava contra a parede. Fala? Ahh isso eu já havia perdido há muito tempo, eu me sentia uma idiota perto dele, um toque, apenas UM TOQUE dele na minha pele era capaz de me fazer sentir como se eu houvesse acabado de dar uma volta numa montanha russa. Mas ele era uma montanha russa, às vezes era doce, às vezes detestável e isso me deixa tão confusa.

Eu me sentia mal comigo mesma, eu não conseguia ser forte perto dele, eu não conseguia lutar contra isso, ele não fazia ideia do quanto era difícil pra mim o ter tão perto, mas mesmo assim tão distante.


– Me responde! – Gritou me assustando. – Porque você está com ele?

– Eu gosto dele. – Murmurei.

– Mas não o ama não é?

– Ainda não. – Confessei empurrando-o na tentativa de afastá-lo de mim, mas o seu corpo permaneceu inerte.

– E eu? – Questionou retirando as minhas mãos que estavam em seu peito e segurando-as.

– E eu? – Gritei sarcástica. – Eu que tenho perguntar pra você isso... e eu Brian? Você me trata apenas com um brinquedinho, que quando tiver vontade você vai lá e brinca e quando cansa o deixa de lado. Eu não me chamo Michelle, eu não sou sua boneca, eu não estou aqui pra te satisfazer! – Há essa hora eu já não sabia mais o que eu estava falando, o meu lado racional falou mais alto e eu o deixei tomar conta da situação calando as minhas emoções. – Isso não é um jogo, só porque eu não vou atrás de você como suas cachorrinhas você se sente na obrigação de me “conquistar”, só pra não perder a sua pose de machão, não é senhor Gates? – Ri disfarçando as lágrimas que estavam prestes a cair. – Sabe o que é isso? Ciúmes, siim CIÚMES! Você está com ciúmes do Ste, porque ele ganhou. – Eu ria me remexendo na tentativa de me soltar de seus braços.

– Você me vê assim? Você acha que eu sou assim? Que você não é nada pra mim? Apenas um peão? – Questionou aparentemente bravo e me segurando mais forte ainda para que eu não me soltasse de seus braços.

– É assim que você age comigo, é assim que você é, é assim que eu me sinto. – Esbravejei entre dentes ainda tentando me soltar dele.

– Pois não é verdade. – Negou. – Eu já cansei de pensar em você, de querer você por perto, de...

– Palavras não me conquistam mais Brian. – O interrompi friamente.

– Não? – Questionou com um sorriso sedutor nos lábios me confundindo mais ainda.

– Não.

– Então se eu te falar que você não sai da minha cabeça, que você me provoca sensações que eu já mais tive... – Cada palavra sua era pronunciada com a quantidade certa de sensualidade, seus lábios roçavam contra os meus torturando-me lentamente. – Precisa de mais para te convencer? – Sussurrou me causando arrepios.

– Palavras não...


Fui interrompida por Brian que me calou com um beijo urgente, desesperado e extremamente... necessário. Suas mãos apertavam contra a minha cintura, eu o puxa mais pra mim, eu precisava dele mais perto de mim, minhas unhas arranhavam a sua nuca o forçando a soltar alguns urros de dor, todo o seu peso era usado para me prender contra a parede deixando a minha mobilidade limitada a apenas os meus braços.


– Ainda não está convencida de que eu te desejo mais do que eu já desejei alguém? – Perguntou intercalando as palavras com beijos dados em meu pescoço.


Sem ao menos me deixar responde-lo Brian voltou a sua atenção aos meus lábios. Nossas respirações descompassadas eram altas mas mesmo assim não interrompíamos o nosso beijo, nossas línguas brincavam em nossas bocas, suas mãos ágeis já estavam de baixo de meu moletom arranhando minha barriga e em resposta eu o arranhava mais, e uma espécie de batalha subentendida era travada entre nós.

Pega de surpresa, fui suspensa por Brian, minhas pernas estavam entrelaçadas em sua cintura, suas mãos passeavam pelas minhas pernas, deixando rastros por onde é que elas passavam, apertando-a e a arranhando. Lentamente ele me desceu de seu colo e finalmente me tirou da parede, mas suas mãos firmes ainda me prendiam contra o seu corpo para que eu não tentasse escapar dele. Sem interromper o nosso beijo eu o puxava em direção ao sofá e sem hesitar Brian acompanhou os meus passos. Brian me deitou no sofá me enchendo de beijos, numa atitude impensada eu puxava a sua blusa para cima implorando para que ele a retirasse e exibisse suas tatuagens que tanto me encantavam e assim ele fez, o tornando mais atraente ainda. A próxima peça de roupa a ser arrancada foi o meu enorme moletom, que me cobria por completo e que me mantinha aquecida, mas naquele momento ele era uma peça totalmente dispensável.

Brian nos girou trocando de posição e me deixando por cima, meus lábios avermelhados chegavam a ficar dormentes com a sessão de beijos intermináveis... mas eu queria mais. Seus beijos eram como uma droga para mim, viciantes, deliciosamente incansáveis, que me levavam as nuvens em questão de segundos. Delicadamente suas mãos quentes e pesadas iam abrindo os botões do meu short e essa pausa entre os beijos eu fui tomada por um súbito de racionalidade e senso do que eu estava prestes a fazer.

“Isso não ta certo.” “Como assim não ta certo, ta tudo certo, ta mais que certo”. Não ta, eu não posso. “Não pode O QUE? Pega ele logo carai antes que ele desista de você!” Mas tem o Steven. “Que Steven o que, é do Brian que estamos falando, o que você me obriga a sonhar toda maldita noite!


– Não. – Falei saindo de cima de Brian e catando o meu moletom que estava jogado no chão da sala.

– Não o que? – Perguntou confuso.

– Isso não é certo.

– O que não é certo? – Questionou totalmente desnorteado.

– Isso, nós... não é certo. – Expliquei vestindo o moletom.

– Como assim? A gente se gosta, como isso não é certo? – Perguntou vindo em minha direção para me beijar novamente.

– É melhor você se vestir e ir embora. – Virei o rosto evitando encara-lo.

– Emy, o que houve? E o trabalho? – Questionou confuso.

– Vista a sua blusa. Eu termino sozinha. – Lhe entreguei sua camisa e lhe dei as costas.


Sem protestar Brian fez o que pedi, vestiu sua blusa e saiu porta a fora me lançando apenas um olhar de lado totalmente indescritível pra mim.

Sentei-me no chão me sentindo um caco, uma porcaria, briguei com o Steven pra depois provar que ele estava certo. E o que eu fiz com Brian? Talvez nada disso teria acontecido se o Ste na viesse aqui.


Notas finais
oohh lord é muita confusão pra pouco capítulo hahahahahah .. Gostaram? Reviews? Sugestões pro proximo cap?