Come As You Are

32 My Poor Brain


Notas iniciais
"Ahhh Jordana sua vaca porque demorou tanto??" -- essa deve ser a pergunta que vocês mais devem fazer hahahah
Desculpa mesmo gente mas eu to sem criatividade pra NADA, serio foi um custo para escrever esse cap. :
Vocês ficam se perguntando o que vai acontecer no proximo cap e tal... vou contar o meu segredinho pra vcs.. nem eu mesma sei kkkkkkk
Tipo eu tenho alguma ideia mas nada escrito, ai quando eu travo eu fico desesperada pq eu tenho q escrever pra vcs so que se eu forçar a barra acaba que sai um cap de merda e eu prefiro demorar a postar do que postar um cap lixo, desculpa msm pela demora e espero q vcs entendam.
BOA LEITURA!

Eu tenho os meus princípios e um deles é de que se eu estou com uma pessoa eu não posso e nem devo trai lá com outra. – Mesmo que essa outra seja um Synyster Gates da vida.

E aqui estou eu, sentada no chão da sala emputecida comigo e sem saber o que fazer... conto ou não a verdade pro Steven? E Brian? Ele se declarou sim pra mim, mas isso não muda o passado, pra mim é assim, se ele não demonstra como posso acreditar? O que acabou de acontecer entre nós dois foi só uma explosão de hormônios, pensamentos descontrolados e palavras ditas sem ao menos consultar o cérebro... isso da parte dele, porque da minha foi totalmente pensada, eu acho.

Ok está decidido, vou contar para o Steven a verdade, é o certo. Por mais errada que eu seja eu sempre volto aos meus princípios e me obrigo a fazer a coisa certa, mesmo que essa certa seja ruim para mim. Ahh qual é eu tenho que contar, Ste é um amor de pessoa e eu não teria coragem de olha-lo nos olhos e fingir que nada aconteceu, não sei ser cruel a esse ponto.


– Merda! – Exclamei ao me levantar. – Ele tinha que esquecer isso. – Resmunguei ao ver o material de Brian espalhado em cima da mesa. – O que eu façooo? – Choraminguei me debruçando na mesa.


Guardei todo o material de Brian em sua mochila e a levei para o meu quarto e dentro de dez minutos consegui terminar o trabalho, mas minha cabeça estava em outro lugar.

Depois de tomar um banho bem demorado sentei em minha cama ainda pensando no que eu faria, eu me sentia mal pelo Steven e estou decidida a lhe contar a verdade, mas eu tinha medo de sua reação. Não sei o que mais me incomodava, o remorso que eu sentia por causa de Steven ou essa confusão toda com Brian.

“ESQUEÇA O BRIAN?” “E você acha que eu já não tentei carai? “Ele já deve estar com a namoradinha dele agora, esqueça... não fale sobre isso, finja que nada aconteceu.” “Não é tão fácil assim.” “Olha aqui Emily, da pra pelo menos UMA VEZ NA VIDA fazer o que eu mando, eu falo e você faz EXATAMENTE o contrário do que eu disse!” “Nem sempre eu faço o contrário.” “Ah não? Eu falo pra você não pegar o menino ai você vai lá e pula no colo dele, ai quando eu falo pra você pegá-lo o que você faz? VOCÊ NÃO PEGA!”.


– É oficial, eu sou um caso perdido. – Bufei coçando a cabeça.


Por um instante me peguei focada em sua mochila azul marinho jogada ao lado da minha no chão de meu quarto. Pensei... pensei... e que se foda sou curiosa mesmo.

Não resisti a minha enorme curiosidade e acabei pegando um de seus cadernos, o primeiro não havia muita coisa escrita então peguei o segundo caderno que estava em sua mochila. Esse já havia mais coisas escritas. Cara, sua letra é horrorosa Brian! Acho que um caderno de caligrafia seria um ótimo presente pra ele.

Achei algumas coisas aleatórias escritas em seu caderno como: “Lembrar de copiar o trabalho de história de alguma menina.” ou nome de algumas bandas escritas nas folhas e um trecho que me chamou muito a atenção.

“Paixão em meus olhos, eu vivi isso todos os dias, mas como você pode jogar tudo isso fora?

Em meus sonhos sou eu e você, foi lá que eu vi tudo se tornar real

O tempo foi passando e a fé em você cresceu então só me resta uma coisa a faze...” – E.F


– E.F? – Murmurei fitando o caderno vermelho em minhas mãos. – Emily Fletcher?


Não é possível, claro que não! Fechei seu caderno e o guardando novamente em sua mochila.

Quem procura acha... claro que esse ditado havia de se encaixar perfeitamente para mim. Minha cabeça girava, meus pensamentos trabalhavam a toda velocidade, eu tenho que resolver isso logo ou eu vou acabar PIRANDO!


(...)



– Filho da puta como assim ele me faz trazer a porra da sua mochila e não vem na aula? – Exclamei ao saber pela boca de Jimmy que Brian havia ligado avisando de que não estava a fim de vir ao colégio.

– Pode deixar que eu entrego. – O grandão pegou a mochila de minhas mãos.


Eu nem ao menos havia prestado atenção nas aulas, eu estava focada na conversa que eu logo teria com o Ste. Eu criava inúmeros diálogos em minha mente, inúmeras conversas e modos de explicar o que havia ocorrido, mas eu sabia que na verdade não havia uma explicação.

Ontem à noite eu lhe mandei uma mensagem pedindo para que ele me buscasse no final da aula para conversarmos.


– Está muito pensativa hoje. – Jen me despertou de meus pensamentos depressivos.

– Desembucha. – Jimmy se sentou no chão ao meu lado.


Estávamos no intervalo das aulas, eu estava sentada no corredor em frente a nossa sala de aula quando Jen e Jimmy chegaram. Não pensei duas vezes antes de lhes contar o que havia ocorrido no dia anterior, eu precisava mesmo conversar com alguém sobre isso, eu precisava de uma opinião e principalmente, eu precisava desabafar. No começo por Jen ser irmã de Steven eu me senti um pouco desajeitada, afinal ela estava tão alegre com isso que ate de cunhadinha a menina me chamava, em parte eu também me sentia mal por Jen.

– Ele disse aquilo mesmo? – Jen perguntou pasma quando contei que Brian havia dito que eu estava constantemente em seus pensamentos. Apenas assenti com a cabeça.

– Eu sabia. – Rev exclamou vitorioso atraindo para ele olhares confusos vindo de mim e de Jen. – Ahh meninas vamos lá, tava na cara. – Disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Não, não estava! – Neguei. – Brian é instável, não sabe o que quer, ele não demonstra amor por ninguém, nem pelos amigos. – Tentei persuadi-los.

– Mesmo te provocando ele sempre te socorria quando você precisava de ajuda. – Jimmy concluiu me fitando com os seus grandes olhos azuis.

– É verdade. – Jen concordou ainda confusa.

– Pense bem Emy, quem te levou no hospital? Quem te deu aquele sermão que você precisava ouvir quando a sua guitarra quebrou? Quem te levou flores no seu aniversário? – A cada palavra de Jimmy eu me lembrava de tudo de bom que Brian havia feito para mim e isso me deixava pior do que eu já me sentia.

– O que eu faço? – Choraminguei afundando o meu rosto contra o peito de Jimmy e ele me recebeu fazendo caricias e alisando meus cabelos.

– O que você quer fazer? – Jen questionou me encarando.

– Realmente eu não sei. – Desabafei. – Só quero sofrer de novo. – Murmurei e os dois riram fracamente. – Sinto que ainda não posso confiar em Brian, porque na primeira chance que ele tiver, ele me trairá.

– Se depois de tudo que ele te disse você ainda não acredita nele, acho que não vale a pena investir. – Essa frase dita por Jen me matou, ela estava certa, e isso doía.

– Menino louco, me deixa confusa, me deixa parecendo uma doida que não sabe o que quer. – Resmunguei brava com os efeitos que Brian causava em mim. – Ste vai me matar né? – Perguntei com cara de cachorrinho abandonado para Jen.

– Não sei. – Ela riu de mim.


Essa conversa com eles me fez tão bem, os dois sabiam exatamente o que falar, como me acalmar, e isso me ajudou tanto que eles não faziam ideia, acho que isso era exatamente o que eu precisava... de amigos.

Ao fim da aula como de costume fui embora a pé com Jen, Johnny e Jimmy, – Que agora eu os chamava de “os três jotas”. – Matt também não havia aparecido na aula nesses últimos dias, ele nunca teve uma frequência escolar perfeita mas agora ela estava pior do que antes, e como amiga eu sentia a necessidade de fazer algo em relação a isso. Mas primeiro eu tinha que resolver os meus problemas para poder ajuda-lo, e o primeiro passo era encarar Steven.

Fui para a casa de Jen junto com ela, que ensaiava comigo algumas possíveis reações de Ste e como lhe dar com elas.


– Ste! – Jen gritou ao adentrar pela porta de casa.

– Oi. – Sua voz distante respondera.

– Vai lá. – Jen me empurrou até as escadas para que eu as subisse ate o quarto dele.


Eu não sabia o porquê mas o meu coração estava disparado, minhas mãos suavam, e a cada passo que eu dava em direção ao seu quarto eu sentia um friozinho na barriga. Parei e encostei-me à parede ao lado da porta do quarto de Steven. Procurando fôlego e coragem para lhe contar toda a verdade. A porta de seu quarto estava aberta e enchendo o pulmão de ar dei um passo a frente parando em frente a porta.


– Oi. – Sorri desajeitada ao vê-lo deitado em sua cama lendo.

– Ei. – Cumprimentou-me animado ao me ver. – Entra. – Levantou-se atirando o livro no chão e me guiando até sua cama para que eu pudesse me sentar.


Eu nunca tinha entrado em seu quarto – Que para um quarto de um menino estava bem arrumado, acho que até mais do que o meu. – que possuía uma decoração de extremo bom gosto. As paredes de seu quarto eram pintadas de cor verde, um verde claro, tipo verde oliva, o piso era revestido por um carpete aveludado de cor preta, sua cama ficava no meio do quarto, colada a uma parede, em frente a sua cama havia uma extensa bancada de madeira que ia de uma parede a outra, e em cima desta bancada havia um computador, vários livros espalhados e uma tv não muito grande. Colada em uma das paredes havia uma estante de madeira com inúmeros CD’s e mais livros, ao lado desta mesma estante tinha uma porta marrom – Provavelmente era a sua suíte. – Num cantinho escondido havia um violão preto apoiado contra a parede e isso me chamou bastante a atenção, já que Ste nunca tinha me falado que tocava algum instrumento.


– A que devo a esta sua inesperada visita? – Cavalheiro como sempre Steven perguntou acariciando minha mão.

– Acho que precisamos conversar. – Fui direto ao assunto destruindo impiedosamente o sorriso em seus lábios.

– Sobre ontem né? – Perguntou retoricamente, já que com certeza ele sabia do que se tratava. – Olha Emy eu sei que fui um idiota ciumento, mas é que... – Fez uma longa pausa. – você sabe que eu não suporto o Brian, e sei que ele faria de tudo para me provocar, e até usar você. – Seu tom de voz era baixo e calmo e com um toque de ressentimento.

– Não! – O interrompi. – Você estava certo. – Em partes é claro.

– Mas e... – Tentou novamente se justificar mas eu o interrompi.

– Olha Ste eu tenho que te contar o que aconteceu depois que você foi embora. – Desembuchei olhando para baixo, eu não tinha coragem de encara-lo. – Er... bem... eu e Brian discutimos e bem... nós nos beijamos mas foi só isso, eu juro. – Seus olhos cor de mel já não estavam brilhantes como antes, eles estavam mais escuros e carregados de tristeza.

– Só isso? – Questionou me olhando nos olhos.

– Só. – Afirmei. – Eu não precisava entrar em detalhes, era desnecessário isso, o menino já está bastante magoado comigo e acho que não seria nada agradável para ele soltar que eu tirei a blusa de Brian e ele a minha ou algo assim, só o necessário basta.

– Porque vocês brigaram? – O loiro me perguntou sem ao menos tirar os olhos de mim e automaticamente abaixei a cabeça fitando a colcha branca de sua cama.

– Por causa de você. – Respondi baixo.

– Por mim? – Questionou confuso.

– É, porque o Brian disse que você era um idiota e eu falei que não que você era um doce de pessoa e muito melhor que ele e ele ficou puto por eu te defender e falou que você não confiava em mim e então eu briguei com ele por falar tanta besteira... – Eu disparei a falar, eu falava tão rápido que nem sei se Steven conseguia entender o que eu falava.


Num instante eu estava tagarelando como uma louca e no outro segundo eu estava sendo beijada por Steven, que me puxava pelos braços, na altura de meus ombros e me apertando agressivamente, sua barba mal feita roçava contra o meu rosto arranhando-me suavemente. Eu estava surpresa por esse seu lado que eu não conhecia um lado agressivo e extremamente charmoso. O nosso beijo era urgente, carregado de mágoa e ressentimento, o nosso sincronismo era perfeito, ele me puxava cada vez mais contra si enquanto eu respondia aos seus beijos o puxando para mim com minhas mãos em sua nuca. Separamos os nossos lábios e colamos a nossa testa uma na outra, nossas respirações estavam pesadas e sem querer ri dessa situação fazendo com que Ste risse também.


– O que foi isso? – Perguntei um pouco confusa.

– Um beijo oras. – riu.

– Serio Ste.

– Esse foi o único jeito que arranjei de te fazer parar de falar. – Confessou e fiz um biquinho de reprovação. – Não seja boba. – Acariciou meu rosto. – Acho que nos dois tivemos culpa nisso tudo, eu por ter ido a sua casa e te deixar nervosa por achar que eu não confio em você e por te obrigar a me defender do Brian ...


Como alguém podia ser tão... tão bom ao ponto de chegar a ser “bobo”? Ste é simplesmente incrível.


– Desculpa mesmo. – Me desculpei novamente.

– Você não tem que se desculpar. – Disse me puxando pela minha nuca para outro beijo.

– UHUULL ELES FIZERAM AS PAZES! – Jen entrou no quarto gritando e se jogando em cima de nós.

– Você ouviu tudo sua vaca? – Perguntei indignada.

– Mas é claro? – Me respondeu como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Ela sempre escuta. – Ste apertou as bochechas da irmã. – Agora vaza! – A enxotou para fora do quarto fechando a porta.

– Usem proteção crianças! – Jen gritou do outro lado da porta fazendo com que eu corasse de vergonha instantaneamente.

– Pode deixar! – Steven respondeu enquanto eu me matava de vergonha.


Ste sentou-se novamente na cama e me puxou para uma abraço forte, afundei-me contra o seu peitoral enquanto ele afagava meus cabelos, e assim ficamos por alguns instantes. O cheiro de seu perfume entrava pelas minhas narinas me trazendo calma e paz.


– Você é linda. – Ste disse nos afastando enquanto eu soltava um “Ahh” por ser obrigada a me separar de seu corpo.


Dessa vez eu o puxei para mim o beijando intensamente, Steven não hesitou em aceitar o meu beijo. Lentamente ele ia me deitando em sua cama, e à medida que meu corpo ia descendo o seu ia subindo em cima do meu. À medida que nos beijamos íamos nos envolvendo mais, mãos corriam pelos nossos corpos, nossas respirações descompassadas se misturavam tornando-se uma só. Sua mão apertava contra a minha cintura fazendo com que eu soltasse alguns urros bem baixo. Ste puxava com os dentes o meu snakebite me provocando e em resposta eu arranhava impiedosamente as suas costas.

Fomos obrigados a nos separar pelo toque agudo de meu celular que estava em meu bolso, o nome de Brian apareceu no visor mas algo dentro de mim dizia “Que se foda” e assim fiz, desliguei o telefone direcionando toda a minha atenção para Steven.


– Não vai atender? – Questionou ofegante.

– Não é importante. – Respondi lhe puxando para mais um beijo.

– Tenho uma pergunta boba pra te fazer. – Ste nos separou novamente me olhando nos olhos.

– Fala.

– A senhorita me daria o prazer de ser minha namorada? – Perguntou me olhando nos olhos e com um sorriso encantador nos lábios.


Notas finais
Genteeee será que ela vai aceitar?? kkkkk ... Reviews?