Come As You Are

34 Prison Song


Notas iniciais
Hey kids! Ahh dessa vez nem demorei viu??
Gente muito obrigada pelas reviews, nossa fiquei tão feliz pelas leitoras terem se manifestado, terem exposto suas opiniões, dando ideias pra fic .. fiquei tão feliz e respondi todas com todo amor e carinho ... isso me mostrou que vocês se importam mesmo com a fic =D
Só espero que continuem assim, porque isso me animou tanto que rapidim consegui escrever outro cap. Ta vendo como funciona? Tanto pra mim como pra vcs hahahah
Agora falando sobre o cap anterior... QUEM DISSE QUE ERA O MATT NA BOATE? sei la todas vcs falando do Matt e que ela e ele vão se pegar, mas quero saber quem disse que foi ele?? hahahahahahha
BOA LEITURA e leiam as notas finais.


Matthew? Como assim ele também estava lá? Há quanto tempo? Bem, não podia ser muito, eu já estava lá há mais de uma hora e ainda não tinha o visto. Não tinha como eu não ter o visto, ele sempre se destaca por onde passa.

Seu olhar verde opaco se encontrou com o meu, ao vê-lo internamente sorri e por pouco esse meu sorriso interno se tornou externo, mas me segurei ao lembrar o quão filho da puta ele havia sido comigo. Sua expressão também não era nada boa, sua aparência era cansada e entristecida e isso me cortou o coração.

Continuei o meu caminho até o bar, e fiz o favor de esquecer que Matt estava ali, eu não o deixaria estragar a minha noite com o a sua grosseria e seu mau humor. Tomei alguns goles de uma bebida lilás muito linda, e voltei para a pista. Dancei com outros caras e algumas garotas conhecidas, mas às vezes impensadamente eu me permitia olhar para Matt e pude ver que ele me observava.

Sem querer reparei nele também, ele vestia uma blusa branca que marcava perfeitamente os seus músculos, uma calça jeans preta comum e um tênis qualquer, também de cor preta.

A luz branca da boate piscava sem cessar, a música alta invadia os meus tímpanos, mas graças ao corno do Matt eu não me sentia bem ali, então optei por ir embora, eu já não estava mais no clima daquele local. – Culpa do Matt que passou o seu mau humor pra mim!

Enquanto eu me afastava da pista de dança uma mão me puxou pelo pulso me arrastando para o lado escuro da boate. Eu me debatia tentando me soltar, aquela luz branca me cegava me impedindo de ver quem era.


– Já vai boneca? – Um garoto de cabelos loiros e olhos castanhos perguntou ao me jogar contra a parede.

– Me solta! – Me debati e o empurrei tentando diminuir a proximidade entre os nossos corpos.

– Humm ela é violenta... adoro isso. – Sussurrou ao pé do meu ouvido devido o som alto. Senti o seu hálito carregado de álcool assoprar contra a minha pele.


Seu rosto foi se aproximando do meu, uma de suas mãos puxava o meu cabelo sem piedade enquanto a outra apertava fortemente a minha cintura. Lancei um olhar desesperado para o local onde Matt estava sentado, mas ele estava de costas, e isso fez com que o meu desespero aumentasse mais.

Estúpido filho da puta, a única vez que eu preciso realmente de seus olhos em cima de mim esse monstro vira de costas... eu estava sozinha agora.

O seu corpo quente se aproximava mais do me a cada segundo, e eu tinha que pensar rápido. Com uma de minhas mãos livres eu puxei o seu corpo mais pra perto de mim e surpreso o garoto relaxou os músculos vendo que eu havia “gostado” da situação. Seus lábios atacaram o meu pescoço e vi que aquela era a hora perfeita de lhe enfiar uma joelhada entre suas pernas. – Isso é clichê, mas pode vir a calhar. – Sua boca estava prestes a se encontrar com a minha mas antes lhe dei a joelhada mais forte que eu já pude dar em toda a minha vida, acertando bem no meio de suas pernas. O garoto cambaleou para trás esbarrando em algumas mesas e atraindo a atenção de poucas pessoas, aproveitei a deixa para sair quando trombei com um corpo rígido.



– Hora de ir. – Matthew me puxou pelo braço me arrastando boate a fora.

– Tira a mão! – Briguei me soltando dele. – Eu já derrubei o cara, não preciso de você. – Falei orgulhosa de mim e passei por Matt indo para a saída da boate.

– Infantil como sempre. – Resmungou vindo atrás de mim e eu revirei os olhos, não iria discutir. – E você vai embora como, a pé? As... – Fez uma pausa olhando para o seu relógio. – às duas e vinte da manhã?

– E desde quando você se importa? – Gritei fitando seus olhos e imediatamente ele desviou o seu olhar do meu. – Pode voltar lá pra dentro, não preciso de você. – Resmunguei quando já estávamos do lado de fora.

– Ainda não acabei com você azulzinha. – Uma voz masculina ecoou fazendo com que eu me arrepiasse até a espinha.

– Victor! – Matt exclamou vendo o garoto acompanhado de mais um menino.

– Ora ora, quem é vivo sempre aparece. – O garoto comemorou ironicamente. – Não diga que eu sem querer com a sua namorada... de novo. – Victor sorriu vitorioso e Matt cerrou os punhos na tentativa de se controlar.

– Fica longe dela. – Matt o ameaçou.

– De novo? – Questionei confusa com as palavras dele.

– Ela não é minha namorada. – Matt esbravejou infantilmente.

– Se ela não é sua namoradinha, então não se meta. – O menino se impôs vindo em minha direção.


Dei um passo para trás e Matt se pós a minha frente acertando um soco certeiro em seu nariz, Victor andou para trás com a mão em seu nariz, ele estava prestes a cair no chão quando foi amparado por seu amigo que estava logo atrás. Victor se recompôs pronto para atacar Matt e seu companheiro também fez o mesmo.

Os dois pularam em cima de Matt enquanto eu transtornada não sabia o que fazer, apesar de Matt ser muito mais forte que eles, mas era dois contra um. Um dos garotos acertou o estomago do ogro e o outro acertou a sua face, fazendo com que ele cambaleasse até uma parede próxima. Mesmo assim Matt não se abateu, tomou fôlego e partiu pra cima de Victor derrubando-o, uma expressão de desespero brotou em meu rosto ao ver que o amigo de Victor estava indo pra cima de Matt com uma barra de ferro que sei lá de onde ele havia tirado.

Matt estava de costas tratando de Victor, sem pensar duas vezes acertei as costas do menino que estava com a barra de ferro, com os meus pés, e o garoto caiu aos pés de Matt, que abriu um sorriso ao ver o menino vulnerável jogado no chão.


– Matt! – Chamei a sua atenção quando ele se preparava para bater no garoto jogado no chão.


Matt me olhou e viu que um dos seguranças da boate me segurava pelo braço enquanto o outro puxava Victor também pelo braço, a polícia chegou logo em seguida jogando brutalmente Matt no chão e algemando-o, e ele apenas me lançou um olhar que eu não soube decifrar.

O policial também algemou o outro garoto no chão enquanto outro policial algemava Victor.


– Essa aqui também estava no meio. – Um dos seguranças falou com um dos policiais me sacudindo.

– Ela não tem nada a ver com isso. – Matt protestou.

– Cala a boca! – Ordenei nervosa.


Por fim também fui levada para a delegacia, Matt e eu entramos em uma das viaturas e Victor e o outro garoto em uma viatura diferente.


– Ser algemada e escoltada até a delegacia não estava nos meus planos. – Bufei.

– Você tinha que abrir a sua boquinha. – Matt reclamou.

– E você tinha que meter o nariz onde não é chamado. – Retruquei brava por ele ter se intrometido nos meus assuntos.

– Se eu não tivesse metido o meu nariz sabe-se lá o que esse Victor teria feito com você. – Rebateu irônico e eu me calei ignorando a sua presença.


Eu estava preocupada com essa situação toda, eu já tinha me metido em varias confusões mas nunca cheguei a ser presa, já parei na delegacia, mas algemada e jogada em uma cela? Essa era nova pra mim. Tudo isso culpa do monstro chamado Matthew Sanders! Ou talvez isso possa ser culpa do Ste também, por ter roubado a minha melhor amiga... é, quando ele me xingar por isso vou falar que a culpa é dele.

Presa por brigar na rua”... essa frase ecoava em minha cabecinha.

Já se passavam das quatro da manhã, o policial nos guiou até uma das poucas celas da delegacia e nos desalgemou, Matt agia como se essa situação toda fosse extremamente natural, enquanto eu parecia um filhotinho assustado.

A cela era fria, as paredes eram feitas de cimento, em duas das três paredes da cela havia uma espécie de banco largo e cumprido forrado por um colchonete fino – Uma espécie de cama improvisada. – ,o espaço da não era muito grande e a iluminação precária da cela aumentava mais ainda o clima de terror que eu estava.

Sentei-me em um dos “bancos”, Matt se sentou no outro que ficava exatamente na minha reta.


– Amanha cedo eles vão nos deixar ligar para alguém. – Matt explicou ao ver a minha cara de assustada. – Eles nos deixam passar a noite aqui só pra nos assustar, mas só vir alguém maior de idade nos buscar que estaremos liberados.


Não respondi. Eu não queria conversa com ele, eu não queria ouvir a sua voz, eu estava tão irritada e assustada com isso tudo que eu só queria fechar os olhos e dormir um pouco, mas nem isso eu conseguia já que fazia um frio tremendo naquela noite e eu estava coberta apenas por um tomara que caia e uma calça jeans.

Encolhi-me abraçando meus joelhos na tentativa de me aquecer, mas a parede fria ao meu lado não contribuía, Matt tamborilava seus dedos contra o banco, seu olhar era fixo em mim, me deixando cada vez mais desconfortável, se é que isso era possível.


– Você está tremendo de frio. – Obrigada pelo óbvio Sanders, eu nem tinha percebido que EU estava MORRENDO de frio. Não respondi, apenas o olhei erguendo uma de minhas sobrancelhas. – Vem cá. – Chamou abrindo os braços e eu o olhei confusa. – Calor humano. – Sorriu com a cara assustada que eu fiz. Não respondi nada, fiquei o encarando sem saber o que fazer. – Ok, morra de frio. – Concluiu ao ver que eu não me moveria dali.

– Tudo isso é culpa sua! – O acusei.

– Desculpa se eu queria te defender. – Retrucou grosseiramente.

– Não estou falando só disso. – Esclareci nervosa. – Você preferiu acreditar naquela vadiazinha do que em mim, preferiu brigar comigo, que era a sua amiga há anos, ao acreditar que a sua namoradinha era uma dissimulada. – Pausei para respirar profundamente. – Preferiu agir como um primitivo das cavernas, ser grosso e mal educado comigo, e ser um completo filho da puta do que me pedir desculpas. – Enquanto eu o atacava Matt teve uma de suas típicas reações, revirar os olhos e rir ironicamente, o que me deixava mais nervosa ainda.

– Eu te pedi desculpas por isso tudo, e você não quis aceitar. – Rebateu.

– Pediu sim, no dia que eu RACHEI a minha cabeça contra o chão e desmaiei por SUA culpa! Aquilo foi remorso, você não queria de fato pedir desculpas, mas viu que quase me matou ai o seu cerebrozinho resolveu pensar. – A cada palavra minha Matt era desarmado, ele sabia que estava errado mas não admitia por causa de seu orgulho imbecil. – E você acha que eu deveria ter feito o que? Aceitar o seu pedido de desculpas, fingir que está tudo bem, te abraçar e ignorar a dor dos infernos que eu estava sentindo?


De todas milhares de brigas que tive com Matt, acho que essa deve ter sido a mais séria de todas, normalmente eu brigava e logo estávamos sorrindo e nos desculpando, mas essa não, ele percebeu que eu estava realmente brava, e como ele, poucas pessoas sabem que quando eu estou nervosa é porque a coisa foi séria mesmo.


– Esse monstro que está a minha frente não é o meu amigo, eu não sei o que aconteceu com ele, mas ele não é você. – Conclui afundando a cabeça em meus joelhos.

– Eu não sei o que falar ou fazer. – Murmurou sem graça com as palavras que eu havia cuspido para ele.

– Muito menos eu.


Ainda abraçada aos meus joelhos tentei inutilmente dormir um pouco mas aquela tensão toda me deixava louca. De minuto em minuto Matt suspirava profundamente e murmurava enroladamente alguma coisa que não consegui entender, e aquilo me deixava mais nervosa ainda.


– Da pra parar? – Pedi nervosa.

– Vai dormir. – Retrucou grosseiramente.

– Se você se calasse talvez eu conseguisse! – Respondi aumentando consideravelmente o tom de minha voz.

– Além de ser obrigado a ficar em uma cela com você ainda tenho que seguir a suas ordens. – Comentou debochadamente.

– Matt não me obrigue a ir ai e afundar a minha mão na sua cara. – Ameacei erguendo a minha mão e ele concordou em ficar calado.


Finalmente... silêncio... ou quase, pois o barulho dos meus dentes batendo ainda me incomodava.

Ainda encolhida em meu canto, tremendo como nunca aos poucos senti os meus músculos relaxarem, a minha mente se esvaziar e meus olhos pesarem mais, oh gloria, o meu sono havia chegado.

Ainda levada pelo sono pude perceber algo quente me envolvendo, minha cabeça e minhas costas foram escoradas em algo duro mas ao mesmo tempo macio, meus braços foram cobertos por algo quente, o conforto só havia contribuído para com que o meu sono pesasse mais.

Me virei abraçando aquele corpo quente que me envolvia e... corpo quente...


– Que porra é essa que você ta fazendo? – Exclamei ao perceber que Matt me envolvia em seus braços. – Me solta! – Surtei tentando me afastar de Matt, mas ele me apertou mais contra si.

– Só estou impedindo que você morra de frio e pare de bater os dentes, porque isso já está me dando nos nervos, agora cala a boca e volta a dormir. – Resmungou e já levada pelo cansaço optei por não discutir e com as mãos apoiadas contra o peito de Matt e com ele me carregando como um bebe cai no sono.


Notas finais
Owwnnn Matt lindo! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ... bem eu estou com uma ideia aqui sobre uma cena na fic mas estou com medo de vcs não gostarem e sei la ... me abandonarem .. hahahahaha tipo n seria nada radical mas so quero algo "novo" ... isso está me matando e eu queria tanto contar pra vcs oq é =S ...
Enfim .. reviews??? Leitoras novas e fantasmas comentem!