Come As You Are
14 Going Insane
Notas iniciais
Sobre a promoção galera, pois é ta demorando pra chegar o dia mas relaxem q vai chegar, é pq os caps ficaram muito grandes e ai tivemos q dividir =P
Bom nesse cap vcs vão saber oq o efeito de alguns remedios podem causar kkkk
Boa leitura!
JEN POV’S ON
Eu tinha acabado de chegar do mercado quando vi que havia uma chamada não atendida em meu celular, – Era o número do telefone da Emy. – e decidi ligar para ela.
Liguei uma vez... duas vezes... três vezes, e só chamava até cair na caixa postal. Achei estranho ela não atender o telefone, já que ela vivia com ele ao seu lado, mas provavelmente ela deveria estar ocupada e não o ouviu tocar – Deduzi. – Decidi então tomar um banho e comer algo, mais tarde eu ligaria para ela. – Isso se eu lembrasse.
Era umas cinco horas da tarde quando me lembrei de ligar para Emy e ver o que ela queria comigo. O telefone novamente chamou até cair na caixa postal. – Shit!... eu já estava começando a ficar preocupada com essa ruiva! – Liguei mais uma vez – Na torcida que ela atendesse esse bendito telefone. – e para o meu alívio eu ouvi uma voz parecida com a da Emy, mas estava um pouco diferente.
– Emy? – Perguntei duvidando de que aquela voz era realmente dela.
– Eu. – Ela me respondeu com uma voz um tanto embriagada.
– Menina eu te liguei mais cedo, mas você não atendia essa merda! Fala ai o que você quer.
– Err... eu não lembro Jen. – Ela me respondeu seria com uma voz chorosa.
– Emy, você está bem? – Perguntei um pouco assustada, ela estava muito estranha. Ela não me respondeu. – Emily você esta me ouvindo? – Alterei um pouco meu tom de voz.
– To...
– Emy o que aconteceu? Você está estranha. – Falei devagar, como se eu estivesse falando com uma criança, mas ela não me respondia. – Foi o Brian? Porque se for eu arrebento aquele cretino! – Tentei adivinhar o que se passava, já que ela não queria me dizer.
– Ele ta bem ... – Ela me respondia com uma voz chorosa e um pouco... pouco... mole? É... ela não estava falando como falava normalmente, sua voz parecia com a de uma pessoa que acabara de acordar, falava devagar e pausadamente, como se precisasse se esforçar muito para isso. – Eu estou no meu quarto. – Essa ultima parte eu não entendi o porquê que ela falou. Minha amiga definitivamente estava estranha e eu precisava checar o que era.
– Emy fica ai que eu vou ai te ver. – Falei desligando o telefone e gritando o Steven logo em seguida para ele me levar até a casa da Emy.
Cheguei em sua casa em menos de dez minutos – Fiz Steven correr como se a vida dele dependesse disso. – e toquei a campainha, bati na porta, toquei a campainha de novo até que finalmente Emy apareceu.
– Gentee... – Foi a única coisa que consegui dizer ao olhar para a cara dela.
A aparência de Emy estava horrível. Seus olhos estavam inchados de tanto choro, seu cabelo estava todo desarrumado, sua boca estava seca e seu olhar era parado, como se não existisse ninguém habitando aquele corpo. Ao abrir a porta ela se virou e foi para o seu quarto sem dizer nenhuma palavra.
– Emy... – Falei me aproximando dela, que estava sentada em sua cama apenas me fitando. – Conta pra mim amiga, me fala o que aconteceu. – Delicadeza, isso era o que me descrevia nesse momento. Eu normalmente riria dela ou zombaria de seu cabelo, mas a coisa parecia ser seria.
– Ela morreu... – Emy dizia olhando fixamente para o chão enquanto eu a olhava com os olhos arregalados. – e me abandonou. – Deus, por favor, que ela não tenha matado a tia dela!
– Quem amiga? – Perguntei ainda rezando para que ela não tenha feito nenhuma besteira.
– A minha guitarra, a minha música! – Ela começou a chorar e me abraçar. – Eu comecei a tocar e testava tudo indo bem, mas o pino não estava preso direito na correia e ela caiu! – O choro de Emy ficava cada vez mais forte à medida que ela ia me contando o que havia acontecido. – Eu estava tão feliz.
– Emy para com isso. Da pra concertar a sua guitarra, calma... vamos resolver isso. – Eu tentava consolar a minha amiga, mas ela parecia nem ao menos se importar com o que eu falava.
– Não Jen... acabou... eu não quero mais isso! Eu não sirvo pra música! EU NÃO TENHO TALENTO! – Ela me olhava seria e convicta do que falava, mas sua voz não estava firme, Emy falava arrastando as palavras e com uma certa dificuldade ao pronunciá-las. – Eu não quero mais isso pra mim. Acabou!
– Claro que você tem talento. – Ri da bobagem que ela acabara de falar. – Emy nos podemos dar um jeito nisso. – Eu sei que ela tinha talento, mesmo falando que o Brian tocava demais, eu já havia a visto tocar e era divino, ela tinha chances de vencer.
– Não eu não tenho... eu não sirvo pra isso, vou desistir do festival, vou fazer outra coisa da vida, cansei.
Eu não sabia mesmo o que falar, fiquei aflita. Eu já não sabia mais o que fazer, não adianta falar que ela tinha talento sim, pois ela ignorava completamente o que eu falava e tornava a dizer que ela não tinha talento nenhum e que estava decidido que iria parar de tocar.
– Jen... – Emy me olhava com um olhar cansado. – eu tomei uns remédios também. – Me confessou.
– “Uns” remédios Emy? – Perguntei assustada. – Quantos remédios?
– Não sei... não lembro.
– Emyyy faz uma forcinha vai.
– Uns quinze? Dezesseis? – Ela falou me lançando um olhar carregado de tristeza. – Acho que foi isso.
– PUTA QUE PARIU EMILY! CARALHO MENINA VOCÊ QUER SE MATAR? – Explodi fazendo com que ela chorasse mais ainda.
Emy começou a se justificar falando que precisava disso, que queria dormir para passar a dor e outras coisas, mas que o remédio não estava fazendo efeito. Como sua tia não estava em casa eu resolvi ficar por lá mesmo até que ela se recuperasse.
– Minha vida é uma merda... eu não sirvo pra nada! Só sei dar trabalho. – Emy resmungou. – Quando as coisas começam a dar certo... – Ela deu uma pausa parecendo buscar forças para continuar sua frase. – ...alguma desgraça acontece e fode com tudo. Eu não agüento mais essa vida, porque que eu não morro de uma vez? Seria melhor para todos! Eu sou uma fracassada. – Emy concluiu se deitando na cama virada para a parede.
Eu definitivamente não sabia o que dizer, ainda mais para uma pessoa birrenta como a Emy, que quando coloca alguma idéia na cabeça ninguém tira mais!
E por alguns minutos Emy se calou – Talvez o remédio estivesse começando a fazer efeito em seu organismo. –, apenas fiquei a observando enquanto algumas lágrimas escorriam de seus olhos.
Fui à cozinha tomar um gole d’água pensando como a Emy ficou diante dessa situação, ela sempre me falou que não gostava da vida, que ela era azarada, mas eu nunca me importei com isso, pois ela sempre falava essas coisas rindo ou chingando a vida do jeito rebelde dela. Mas dessa vez foi diferente, ela falava seria, como se realmente ela desejasse o fim de sua vida. Será que todas as vezes que ela havia me dito essas coisas era verdade mesmo?
Voltei para o quarto e me deparei com a Emy sentada em sua cama encarando seu telefone que estava em suas mãos e com seus olhos vermelhos de tanto chorar.
– Acho que liguei para o Brian... Não lembro. – Emy não desviava os olhos do telefone. Não posso deixar essa ruiva sozinha por um segundo que ela já faz merda!
– Olha nas ligações recentes.
– Eu apaguei. – Essa menina só podia estar de brincadeira comigo.
– Porque que você apagou Emy? – Perguntei incrédula.
– Não sei. – Me respondeu com uma voz chorosa esfregando a mão em seus olhos.
– Você está muito engraçada! – Comentei soltando um risinho. – Pra que você ligou pro Brian?
– Também não sei. – Murmurou baixinho.
– Amiga... – Falei me aproximando dela e me sentando ao seu lado. – ... você tem uma queda pelo Brian, não tem?
– Não sei. Acho que não... não.
– Nem um pouquinho? – Agora era a minha chance, ela tava grog mesmo, com certeza falaria tudo e como o orgulho dela não a deixa admitir as coisas nem para a sua melhor amiga sabe.
– Ele é gostozinho... – Emy disse meio acanhada. GOSTOZINHO? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH, essa não é mesmo a minha amiga Emy, ela jamais falaria essa palavra horrível!
Depois dessa eu tinha certeza que ela não estava bem!
A deitei na cama novamente e fiquei sentada na cadeira a observando enquanto ela se remexia de baixo do edredom e resmungava algumas coisas que não pude decifrar.
– Não consigo dormir. – Emy se sentou novamente em sua cama fitando a parede negra que havíamos pintado há dias atrás. – Minha visão está ficando escura. – Por um instante me deu uma vontade imensa de rir dessa situação toda.
– É porque você está olhando pra parede PRETA animal! – Emy soltou um sorrisinho para mim logo voltou a ficar seria.
– Vem cá. – A ajudei a se levantar da cama e caminhar até a janela para tomar um pouco de ar.
Emy olhava as folhas das arvores, as pessoas na rua e os carros como se tudo aquilo fosse novidade para ela. – Seu estado já estava um pouco preocupante.
– Jeen olha a calça daquele cara!!! Porra que horror! – Emy gritou apontando para um homem sentado na calçada e soltou uma gargalhada alta logo em seguida.
Também ri, não é comum ver pessoas andando com calças rosa com desenhos de dinossauros. Ficamos mais um tempinho “apreciando a paisagem” quando Emy me assustou.
– Jeen olha a calça daquele cara!!! – Emy gritou novamente e soltou outra gargalhada, dessa vez até mais alta que a anterior e apontou para o mesmo homem sentado na calçada.
– Emy, você já me mostrou a calça dele. – Falei rindo, com certeza o remédio já estava fazendo efeito.
– Ahh é? – Emy me perguntou aparentando estar um pouco sem graça com essa situação.
– É melhor você voltar pra cama. – Falei e Emy foi rapidamente sem protestar, deitou-se na cama e não disse mais nenhuma palavra.
Enquanto eu ficava em seu quarto sem fazer nada, resolvi mexer em sua coleção de CDs, ela tem bom gosto... muito bom gosto.
Ouvi um barulho vindo da cozinha e fui até lá ver quem estava fazendo essa barulhada toda; tia Beth havia chegado em casa. Agora que a situação ficou negra pro meu lado, a velha já não gosta de mim, provavelmente ela vai pensar que eu dei alguma droga para Emy e ela ficou nesse estado por minha culpa.
Mas o pior de tudo não é nem a tia dela me ver, mas sim ver a Emy nesse estado. Varias vezes tentei arrastá-la para o hospital, mas teimosa como sempre, ela relutava falando que não iria pois ela estava muito bem. Emy estava fraca e falava devagar, mas mesmo assim insistia que o seu raciocínio continuava o mesmo. – Dei credito para ela, já que ela conseguiu falar a palavra “raciocínio” corretamente, ao contrario da maioria das outras palavras. – E fui forçada a prometer que não faria nada. – Aposto que eu me arrependeria disso.
– Emy... – A sacudi na tentativa de acordá-la. – Sua tia chegou, eu to vazando então. Melhoras e até amanha.
– Uhuum... – Ela resmungou antes que eu saísse de seu quarto.
TIA BETH POV’S ON
Vi uma mini delinqüente sair correndo do quarto da menina e descer as escadas e me mandar um beijo e sair pela porta da frente sem ao menos falar nada. – Era aquela criatura de cabelo azul.
O meu senhor, o que a menina aprontou dessa vez? Eu largo essa casa para ir até a sua te louvar e o senhor permite que ela destrua a minha?
Subi as escadas me preparando para entrar naquele quarto de paredes negras, que mais parecia uma sala de exorcismo e me deparei com a garota enfiada em baixo de suas cobertas.
– O que aquela delinqüente de cabelos coloridos e roupas inadequadas fazia aqui Emily?
– Nada... – Resmungou com a cabeça ainda enfiada em baixo do cobertor.
– Emily é bom você me contar o que vocês aprontaram! – Disse puxando o seu cobertor e pude ver seu rosto vermelho e os olhos inchados. – Minha nossa senhora! O que aconteceu com você?
– Não foi nada. – Me respondeu com uma voz fraca.
– Porque a sua voz está assim Emily?
– Nada, eu só quero o meu chiclete. – Disse puxando o cobertor e se cobrindo até a cabeça.
Essa menina deve estar delirando.
JEN POV’S ON
Meu coração estava partido por ver a Emy naquele estado, eu queria muito ajudá-la, mas infelizmente não havia nada para fazer em relação a isso... só esperar.
Já passava das onze horas quando me deitei na cama, e meu celular tocou, era Emy me ligando.
– Alô?
– Oi. – Uma voz chorosa e fraca me respondeu, com certeza era Emy.
– Emy, aconteceu alguma coisa? – Perguntei preocupada.
– Cadê você?
– Em casa amiga, sua tia chegou e fui embora, eu te avisei.
– Ahh, acho que ela veio aqui, mas eu não lembro.
– Vai até ela e pergunta então. – Ouvi alguns estalos da cama de Emy.
– Não consigo me levantar. – Ela falava pausadamente como se estivesse explicando algo.
– Grita ela então Emy. – E mais uma vez ouvi os estalos de sua cama.
– Não consigo gritar. – E ela fez uma pausa enorme. – Boa noite.
– Boa noite amiga, amanha tem prova e como eu sei que você não estudou, eu te ajudo. – Sorri desligando o telefone e com o coração apertado fui dormir.
Acordei com o despertador tocando e me levantei rapidamente para tomar um banho e me arrumar para escola, tomei o meu café e sai.
Sentada em frente a calçada de minha casa vi alguém com cabelos avermelhados.
– Emy? – Perguntei ao me aproximar e ela apenas se virou para mim e deu um sorriso forçado. – Cara o que você está fazendo aqui?
– Eu to tentando chegar na escola e parei aqui. – Sua voz continuava a mesma porcaria de ontem, fraca e chorosa, sua aparência também estava a mesma, olhos inchados de choro e vermelhos.
– Vou te levar para o hospital. – Disse seria, isso já estava preocupante, ela deve ter tomado remédios muito fortes, pois o efeito está durando até agora.
– NÃO! – Gritou se afastando de mim. – Eu não posso! Tenho que fazer a prova. – E se aproximou de mim novamente. – Jen eu não posso perder esses pontos ou eu reprovo, por favor não faz isso comigo, eu estou bem.
– Emy a sua voz está igual à de um bêbado, você não está bem.
– Caralho Jen, eu to sim! É efeito dos remédios, mas eu to bem! – Gritou comigo e saiu cambaleando pela rua em direção oposta a escola.
– Volta aqui ruiva! – Corri até ela. – A escola é para o outro lado. – A puxei e tentei ajudá-la a caminhar descentemente.
– Me solta! Você quer me levar pro hospital! – Gritou tentando se soltar de mim. – Sai de mim porra.
– Para de cena inferno! – Tive que grita para que ela me ouvisse. – A escola é pra lá, da pra confiar em mim.
Foi uma longa caminhada, Emy andava cambaleando e ainda me arrastava junto com ela fazendo com que quase caíssemos no chão.
– Anda reto. – Falei a ajeitando.
– Eu to andando reto... você que fica me arrastando pro lado. – Emy gritava no corredor do colégio fazendo com que todos nos olhassem.
– Porque você está me puxando.
Ela se sentou na cadeira da sala totalmente torta e fechou os olhos.
– Qual foi a treta dessa vez? – Jimmy parou ao meu lado encarando a ruiva, que estava toda largada na cadeira.
– Remédios... muitos remédios. – Respondi.
– Ela bebeu? – Brian chegou gritando todo animado.
– Não seu idiota! Ela está dopada.
– Por quê? – Perguntou deixando transparecer a sua ansiedade.
– Ela quebrou a guitarra dela e agora cismou que não tem talento pra musica e que vai desistir de tudo relacionado a musica. – O respondi e Brian soltou uma risada.
– Ria da desgraça alheia mesmo Brian, porque quando isso acontecer com você eu também vou rir horrores da sua cara! – Emy se levantou repentinamente. – Vou tomar água. – Disse indo em direção a porta e esbarrando com o professor que estava entrando na sala.
– Parabéns imbecil. – Xinguei Brian.
– Nãao, eu não ri do que aconteceu. – Ele falou serio. – Eu ri dela falando que não tem talento.
– Mesmo assim idiota, irritou ela! A menina já não está nada bem e você ainda ajuda. – Falei irônica e sentei em meu lugar.
Cadê essa Emy que não chega? A prova ja vai começar.
Notas finais
Beijos e até a proxima =D
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