Come As You Are

12 God Hate Us


Notas iniciais
Olá avengers lindas (vey isso soou muito gay mas bele kk)
Antes de tudo e como de costume, me sinto na obrigação de agradecer a essas lindas reviews que voces mandam para nós .. e as leitoras novas; sejam bem vindas e espero que voces curtam bastante a historia =D
Beemm esse cap ficou enorme pq muitas coisas rolaram, mas em compensação o cap seguinte ficou um pouco pequeno mas depois explico direitim pra voces o porque =D
Até a proxima e boa leitura!

Serio mesmo? Satânico tia? Poxa só porque tem preto? A sua TV ainda é em preto e branco e nem por isso você chama a TV de satânica. Nãaaoo mas tudo que vem da Emily tem que ser do “mau”.


– Surpresaaaaa!!! – Pulei na sua frente com os braços jogados para cima. Vai que dava certo né?

– Surpresa é a que você vai ter agora! – Me ameaçou apontando o dedo no meu rosto. – Eu até iria te devolver a sua guitarra nessa semana como tinha te falado, mas olha só... só a devolverei na semana que vem... SURPRESA! – Falou com um sorriso cínico no rosto.



Velha maldita! O que tem de mais em pintar o quarto? Sou eu que moro aqui certo? Então tem que ser da cor que eu quero!



– Tiaa, mas eu só decorei o quarto, e pra você não achar tão ruim eu pintei ele de preto e BRANCO! – Tentei fazê-la aceitar, mas não estava funcionando.

– Não quero nem saber... – Disse se virando para a porta. – ...minha casa, minhas regras! Você deveria ter me consultado antes.

– Mas você não deixaria se eu perguntasse. Vamos tia, não tem nada de errado em decorar o quarto, eu que durmo aqui dentro... tem que ser o meu gosto. – Eu tentava ainda convencê-la, até pensei em contar sobre o festival de talentos, ou da aposta... ta essa idéia de contar sobre a aposta foi idiota, aí mesmo que ela não devolveria a guitarra.

– O que está decidido está decidido. – Disse saindo do quarto.

– Toma cuidado velha, se eu decidir pintar a sua cara enrugada vai está decidido também. – Resmunguei baixinho, mas pelo grito que ela deu eu acho que ela ouviu.



Parabéns Emily, você é um gênio mesmo... só que ao contrario!

Nossa quando eu contar isso pra Jen ela vai me esfaquear, aahh to ferrada. E assim terminou essa merda que alguns chamam de dia.



(...)

No Intervalo da Aula



Precisava contar para a Jen de alguma maneira que eu ficaria mais uma semana sem a minha guitarra, tudo por culpa daquela velha! To vendo que vou sair com um olho roxo depois de dar a notícia a ela, mas vamos lá né?



– Jen...? – disse com um pouco de medo na minha voz

– Fala – ela disse sem tirar os olhos do canudo que não conseguia tirar do plástico.


Meu estômago estava embrulhando, como que eu ia falar isso ela ia me matar. Resolvi falar tudo de uma vez então.



– Aminhatiaviuoquartopintadoevaimedeixarsemaguitarrapormaisumasemana. – pronto falei, não sei se ela entendeu, mas já falei. Oh God é agora que eu morro.

– Emy o que que você tá falando? – ela disse com uma cara confusa, provavelmente não entendeu merda do que e falei.

– É que... hum.. a minha tia sabe, aquela velha desgraçada, é.. ela meio que viu o quarto pintado sabe..

– E...?

– Então... ela fico puta sabe... porque eu não avisei ela antes e... ela vai me deixar sem a guitarra por... hummm.... é.... por mais uma semana.



Depois de ter dado a “notícia”, ela me encarava com uma com um olhar mortal. Engoli em seco, minha hora de apanhar estava cada vez mais perto. O clima estava meio tenso, um daqueles momentos em que ninguém fala nada e enquanto eu tinha medo de morrer, acho que ela estava tendo o prazer de pensar em me matar.



– O QUE??? – ela explodiu – EMILY EU NÃO ACREDITO! COMO ASSIM VOCÊ VAI FICAR SEM A SUA GUITARRA POR MAIS UMA SEMANA??? DESSE JEITO VOCÊ SÓ PODE TÁ É QUERENDO MEEEESMO BEIJAR O PÉ DO BRIAN!!!



Depois disso meus olhos estavam arregalados. Nunca tinha visto a Jen desse jeito, eu to falando é hoje que eu morro.



– Mas... – uma tentativa frustrante de me defender, já que ela me interrompeu na hora.

– A não acredito e agora como que você vai treinar? Como que a GENTE vai treinar?

– A gente não pode perder pra eles. JEN EU NÃO VOU BEIJAR O PÉ DO SYN NEM FUDENDO! Imagina que humilhação, e se eu perder, a não, ele vai se achar mais do que já se acha, eu não posso dar esse gostinho a ele! JEN PELO AMOR DE DEUS ME AJUDA – Eu falava sacudindo o corpo da minha melhor amiga e me olhava meio engasgada com o suco.

– EMILY PUTA QUE PARIU CALA ESSA MATRACA AGORA E PARA DE ME SACUDIR! – Na mesma hora eu me sentei e me calei. A Jen era super alegre, mas quando tava brava credo me dava até medo. – Fica calma ok? A gente dá um jeito nisso.

– O que você vai fazer?



Fomos interrompidas pelo sinal que acabava de bater anunciando o fim do nosso intervalo e o retorno ao inferno.


– Vou pensar em alguma coisa e no final da aula eu te falo. – Foi a última coisa que consegui ouvir de sua boca antes de entrar na minha sala, que por azar não era a mesma que a dela nesse horário.


Fiquei a aula toda pensando no que a Jen iria aprontar. – PUTAA EU SOU CURIOSA!

O sinal avisando o fim da aula bateu e vi Jen andando no corredor indo em direção ao portão para encontrar os meninos.



– Já tem uma solução? – Perguntei esperançosa quando finalmente a alcancei.

– Não... – Ela falou baixinho parecendo desapontada consigo mesma e acabou que fiquei triste também.

– Então acabou né? – Resmunguei com ela.

– Não. – Olhei surpresa para Jen. – Isso é só um atraso, então para adiantar as coisas amanha decidiremos uma musica e eu vou treina-lá na bateria e o vocal dela e você vai tentar arranjar uma guitarra.

– Como?

– Hoje provavelmente os meninos tem ensaio, então depois do ensaio tenta pegar com o Zacky a guitarra dele emprestada pelo menos por um dia só pra você treinar um pouco. – Jen concluiu toda sorridente e isso me deu um pouco de esperanças. – Relaxa amiga, vamos fazer o possível pra você não beijar o pé do Gates!



Chegamos no portão e como sempre, lá estavam Matt, Jimmy e Johnny a nossa espera.

Cheguei em casa ainda desanimada, esse lance da minha guitarra fez com que o sentimento de que eu estava sozinha nesse mundo tomasse conta de mim. – Eu sei que pode ser besteira isso mas tocar era o que mais me alegrava, eu me sentia bem assim, eu me sentia completamente relaxada e não ter ela me deixava um pouco abalada.



– Carai ainda tenho que pedir a guitarra pro Zacky! – Exclamei ao me lembrar desse detalhe.



Eu precisava relaxar de alguma maneira, e música era a minha única solução, já que não posso tocar pelo menos posso apreciar uma. Peguei minha coleção de CD’S a procura do meu mais novo CD, “Nimrod” do “Green Day”. Não sei ao certo o que, mas algo na voz do Billie Joe – Vocalista do Green Day. – me acalmava profundamente, me dava uma sensação de paz e tranqüilidade e por mais idiota que são as letras das músicas – Sim, pode apostar que são muito idiotas, algumas letras, é claro. – elas até me faziam rir sobre as coisas que falavam. Mas é claro que eu não gostava só da voz do Billie, o conjunto todo me fazia bem, a bateria do Tré e o Baixo do Mike eram diferentes das bandas que eu ouvia e isso me agradava, essa era uma das poucas bandas de Punk que eu realmente admirava.


O som de um violino começou a tocar e como uma boa fã percebi que sou “Hitchi’n a Ride” e deitada na cama lá estava eu cantando – Gritando. – a música.



– Troubled times… You know I cannot lie… I'm off the wagon and I'm hitchin' a ride!



Uma felicidade começava a tomar conta da minha mente, mas ela logo foi substituída por uma tristeza ao começar “Good Riddance” – Ou como ela é mais conhecida “Time Of Yuor Life”. – e como uma boa pessoa depressiva que sou resolvi curtir a minha depressão acompanhada dessa música que falava sobre a vida. – Hoje vou me afogar na depressão mesmoo. CADE O MEU POTE DE SORVETE PRA COMPLETAR?


Após o almoçar ouvi sons que pude identificar como a bateria de Jimmy, então aproveitei pra tomar coragem e ver se a guitarra de Zacky estava lá e se eu podia tomá-la emprestada.

Bati no portão na pouca fé de que Jimmy escutaria minhas batidas mas fui surpreendida quando Brian abiu o portão.



– Posso ajuda-lá? – Me perguntou fingindo não me conhecer.

– Pode sim, o Sr. Sullivan está? – Brinquei também.

– Só um momento que vou verificar. – Disse fechando o portão.

– Brian abre isso! – Gritei dando socos no portão. Tentei abri-lo mas a anta do Brian estava forçando o portão para que eu não conseguisse.

– Ele está a sua espera. – Ele abriu o portão como se nada tivesse acontecido e apenas entrei dando um esbarrão em seu braço.

– Ohh... – Jimmy exclamou fingindo surpresa ao me ver. – Senhorita Emily, a que devo a sua magnífica presença? – Falava fazendo um gesto de reverencia.

– Vocês já estão drogados assim logo cedo? – Disse soltando uma risada gostosa.

– Um pouco... – Brian disse pigarreando. – Talvez.

– Babacas. – Ri mais uma vez dos dois. – Mas enfim, Zacky vem hoje? – Resolvi ir direto ao assunto.

– Huuummm Emy safadinha, o que você que com ele? – Jimmy falou arqueando as sobrancelhas pra mim.

– Para de pensar merda menino! – Falei lhe dando um tapa.

– E como você sabe que eu pensei alguma merda? Você que pensou pra falar isso. – Me respondeu como se fosse o dono da verdade.

– Jimmy... – O encarei seria. – Você só pensa merda!

– Verdade! – Brian concordou de imediato.

– E você não pode falar nada porque a sua mente é bem poluída também! – Disse lhe apontando o dedo deixando um sorriso escapulir do meu rosto. E me virei para Jimmy novamente. – É que como vocês já sabem, a minha tia tomou a minha guitarra de mim e... eu preciso de uma para treinar um pouco sabe... e queria perguntar ao Zacky se ele poderia me emprestar sua guitarra. – Falei um pouco acanhada.

– Poxa ruiva... – Jimmy vez uma cara de “pois é acho que não vai dar”. – o gordo passou aqui mais cedo e levou a guitarra dele pra treinar também, já que hoje não tem ensaio geral. – Finalizou coçando a nuca.

– Posso te emprestar a minha. – Ouvi a voz de Brian soar um pouco irônica e me virei para olhá-lo. – Mas com uma condição. – E olhar esperançoso que eu tinha se desfez quando ele disse essas palavras.

– Pode deixar, não quero não. – Falei naturalmente.



Como se não fosse humilhante o suficiente para mim pedir a guitarra do Zacky emprestada – Sim sou orgulhosa e isso já está mais do que na cara. – Brian me oferece a dele mas só me emprestará com uma condição? Nem fodendo!



– Mas você nem quer saber qual é a condição? – Brian me perguntou sorridente, sorridente até demais.

– Com certeza não é algo que preste! –

– Mas vou te contar assim mesmo, vai que você acaba gostando.

– Porra Brian mas você é chato em cara! – Jimmy exclamou sorrindo. – Eu não estou nem um pouco afim de ouvir a merda que ele vai falar, então eu vou pegar uma cerveja. – E saiu saltitando da garagem. – Já volto minhas gatinhas.



Brian ia abrir a boca para falar algo comigo e eu imediatamente levei minhas mãos aos ouvidos e comecei a falar. – Não quero saber lá lá lá lá lá. – Não, eu nem estava agindo como uma criança de cinco anos. E sai correndo da garagem.



Me sentei no meio fio em frente a minha casa e fiquei rindo da minha atitude nada infantil.



– Eu sei correr também sabia? – Brian disse se sentando ao meu lado.

– Ahh então você sabe como usar essas “coisinhas que se chamam pernas né”. – Conclui dando-lhe um sorriso.

– Sei sim. – Ele riu e se sentou ao meu lado.



Sabe aqueles momentos tensos em que as duas ficam caladas sem saber o que fazer ou o que falar? Pois é eu estava vivendo esse momento.



– Não vai querer mesmo saber qual era a condição? – Brian quebrou o silencio com esse assunto desagradável.


Bufei alto e pensei bem – Um dos meus maiores defeitos é a curiosidade e eu luto muito contra ela mas me provocar já é sacanagam. – e fiz um sinal com a minha mão para que ele prosseguisse e no mesmo instante um sorriso sacana se abriu nos lábios de Brian fazendo com que um profundo arrependimento tomasse conta de mim.



– Pois bem boneca... – Aff já começou mal. – Você sabe bem o que eu quero, nem adianta se fazer de boba.

– Brian eu não vou te beijar! – Disse revirando os olhos e me levantando para entrar em casa, sinceramente eu não estava nem um pouco afim de brigar com ninguém hoje.

Quando eu estava prestes a abrir a porta senti o meu braço sendo puxada e num milésimo de segundo eu já estava escorada na porta com o corpo de Brian me prensando contra ela.

– Cara me solta! – Falei me debatendo.



Tentei empurrá-lo com as duas mãos, mas ele conseguiu segurar a minha mão esquerda e prende-lá no topo da minha cabeça enquanto tentava segurar a minha mão livre e eu toda retardada ficava rindo por que ele não conseguia segura-la.



– Serio... me solta! – Eu falava numa tranqüilidade que até eu me surpreendi comigo mesma, talvez fosse a preguiça de brigar com ele... eu já tinha problemas demais e ficar estressada com o Brian não ia ajudar em nada.



E nesse meio tempo eu me distrai e ele conseguiu segurar a minha outra mão e prensá-la contra a porta.



– Porque você insiste em resistir? – Ele me perguntou me fazendo olhar em seus olhos castanhos penetrantes. – Nos dois sabemos que você me deseja. – Disse levando seus lábios ao meu pescoço me fazendo arrepiar. – Ta vendo, você gosta. – Sussurrou ao meu ouvido.

– Brian eu não estou brincando, me solta! – Ok eu já estava ficando nervosa com isso.

– Só te solto quando eu ganhar o que eu quero.

– Vamos ficar a vida inteira aqui então! – Resmunguei tentando me soltar dele, mas isso fez com que ele me prensasse mais contra a porta.

– Eu sei que você me quer e isso está mais que claro, o modo como o seu corpo reage ao meu toque te denuncia! Eu não desisto tão fácil assim. – Ele sussurrava beijando a minha nuca.

– Brian... da... um... tempo... – Falei pausadamente. – Você só quer o meu beijo porque eu não sou como as outras garotas que se jogam aos seus pés e isso que te faz querer esse beijo.

– Talvez seja isso. – Ele me encarou dando um sorriso de lado. – Eu vou conseguir o que eu quero. – Ele sussurrava pra mim em tom de desafio.



Cara que menino escroto! Ele ainda afirma na cara dura que é um... um... um sei lá!


Ok, por mais que ele fosse bonito, sexy, com um cabelo lindo, com essas tatua... FOCO EMY! Continuando... e talvez, eu disse TALVEZ... eu quisesse, TALVEZ EM... eu quisesse beijar ele ou pelo menos tirar uma casquinha eu sei que não deveria porque isso é exatamente o que ele quer, apenas provar que ele é fodastico, o rei da cocada e que consegue pegar qualquer vadia que ele quiser e EU NÃO SOU UMA VADIA!



– Emy eu sei que você gosta de bancar a difícil e foi por isso que entrei nesse jogo, mas acho que já está na hora de você se render porque eu posso me cansar e você com certeza vai se arrepender depois. – Brian falava tranquilamente, como se isso fosse a coisa mais natural a se dizer para uma pessoa.



É disso que eu to falando! Eu odeio essa maneira dele de achar que sabe tudo sobre mim e que pode me ter a qualquer hora.



– Me solta caralho! – Gritei.

– Só depois do meu beijo. – Ele me encarava com AQUELE sorriso torto.



Consegui soltar uma de minhas mãos e quando eu estava quase me livrando totalmente dele, eis que a porta em que eu estava prensada se abre e nos dois caímos no chão e tchanaaaammm... quem estava parada nos encarando com uma expressão aterrorizada?? SIIIMMM titia Beth lindaaaa.


Brian estava em cima de mim enquanto eu estava com a cabeça nos pés de minha tia. Eu estava vermelha, roxa, amarela, azul, lilás sei lá mais o que de vergonha. – Agora sim a velha vai pensar que sou uma vagabunda.



– Brian você me paga! – Cochichei com ele ao me levantar.

– Serve sexo como pagamento? – Me respondeu.

– Agora a fachada da minha casa virou um PROSTIBULO? – Minha tia gritava comigo. – Entra agora Emily! – Eu entrei e ela bateu a porta na cara de Brian, que ficou rindo da minha cara. Filho da puta.



Por mais que ele fosse aquelas porras todas que eu falei, ele continua sendo um VAGABUNDOFILHODAPUTAQUESOMEFERRANESSASMERDAS.

Só falta a velha usar a minha guitarra como punição de novo! Porque nada que esteja ruim possa piorar.



– Olha Emily jamais imaginei que você fosse desse tipo de garota que se esfrega com outros garotos. – Ela falava enquanto eu a olhava assustada com os absurdos que ela dizia. – Daqui uns dias você vai chegar grávida aqui e EU NÃO VOU CUIDAR DE CRIANÇA DE NINGUEM! Daqui a pouco você vai ficar por ai beijando outras meninas – Nesse momento eu juro que tentei, mas não consegui segurar o riso. –, e cometendo esses pecados. Deus Emily, ele não gosta de meninas assim....



E lá a velha foi me dando um sermão de mais de uma hora falando de deus e como é pecado ter piercings, tatuagens e beijar... Por mim ela poderia falar até por mais uma hora, desde que não tome a minha guitarra por mais uma semana.



Por um milagre divino ela não falou nada sobre a minha guitarra e apenas me mandou ficar no quarto pelo resto do dia. – Como se isso fosse uma coisa ruim pra mim.



Resolvi me “comportar” pelo resto da semana para que a minha tia me devolvesse a minha guitarra e achar que eu aprendi a lição. – Me comportei tão bem que nem reclamei do seu toque de recolher às dez horas da noite, até a louça eu lavei pra provar que eu tinha aprendido a lição. – O que o desespero para não beijar o pé de alguém não faz!


Até na escola eu estava me comportando, consegui recusar o convite da Jen de matar aula. – Coisa que eu toparia facilmente. – Eu fiquei com medo de dar algum azar – O que ultimamente eu tinha de sobra era azar. – e alguém nos pegar matando aula.

Jen me chamou de chata por isso e falou que eu parecia uma “daquelas alunas certinhas”.


Também tomei vergonha na cara e pedi diretamente pro Zacky a guitarra dele emprestada e ele me emprestou por um dia e meio. – Até que as coisas estavam indo bem.

No fim de semana eu não sai, recusei todos os convites praticamente com lágrimas nos olhos. – Resumindo, eu não vivi nessa semana e tudo por culpa da minha tia e seu castigo idiota.

Terça-feira chegou e com ela completava exatamente uma semana do meu castigo. – Hoje era a data em que minha tia devolveria a minha guitarra uhuuuullll.



– Emily? – Tia Beth entrou no meu quarto e me viu sentada na cama ouvindo música.

– Oi. – Me levantei com um falso sorriso nos lábios.

– A sua guitarra. – Disse entregando-me a minha preciosa com uma expressão nada satisfeita.



Abri um sorriso tão grande nos lábios que isso com certeza deve ter destruído minha tia por dentro. – A velha com certeza achou que eu não conseguiria me comportar, mas como o meu orgulho estava em jogo eu consegui me esforçar. – E com uma cara fechada ela me deixou as sós apreciando a minha guitarra.


Minha vontade era de tocar todas as músicas possíveis para compensar o meu tempo longe dela e assim resolvi fazer.

Levantei-me da cama toda feliz e coloquei a correia da guitarra sobre os meus ombros e para comemorar optei por tocar “Stairway To Heaven” do “Led Zeppeling”.



O solo inicial dessa música simplesmente me deixava feliz, invadia minha alma e me passava uma paz interior simplesmente inexplicável. – Eu tocava caminhando toda feliz pelo quarto, de olhos fechados apenas sentindo a música.


De repente aquele solo que trazia uma paz para minha alma se tornou a trilha sonora de um filme de terror. A alça da minha guitarra estava mal encaixada no pino e simplesmente ela se soltou fazendo com que minha guitarra se chocasse contra o chão.


Notas finais
Oo ... Agora a situação ficou preta! kkkkkk .. como de costume uso as notas finais para pedir reviews ne.. vai que funciona? kkkkk .. bjooo s2