Come As You Are

13 Buried Alive


Notas iniciais
Hi girls! Boomm já vou logo avisando que esse cap é beeemm dramático e um pouco "especial" pra mim, pq tipo, isso rolou de verdade comigo e na verdade eu descrevi o que eu sentia naquele momento e a besteira que eu fiz =P ... vocês vão entender kkkkkk.
Boa leitura =D

O meu mundo parou de girar nesse exato momento. O barulho da minha guitarra caindo no chão ecoava em minha cabeça – Simplesmente um som horrível. –, pedaços de madeira se espalharam pelo chão – A imagem dela caindo no chão repetia de novo e de novo. –, eu fiquei ali parada, olhando a minha guitarra, a que eu tanto amava, jogada no chão... quebrada.

Eu não via apenas uma guitarra jogada no chão, eu via um corpo... um corpo de uma pessoa jogado ali, largado no chão do meu quarto. No chão do único lugar em que eu me sentia verdadeiramente segura. O piso do meu quarto agora era a sede de um filme de terror. Senti que minha alma havia morrido naquele instante e que a escuridão estava tomando o lugar de minha alma em meu corpo.



Muitos podem dizer que isso é exagero de minha parte, mas quando uma das poucas coisas de sua vida que consegue te alegrar, te fazer andar nas nuvens, elevar o seu animo a um nível inexplicável em questão de segundos e isso simplesmente fugisse de seus braços e morresse, a dor que eu sentia era a mesma da perda de um parente ou de um ente querido. Senti-me vazia e inconsolável.

Claro que esse turbilhão de sentimentos que eu sentia não era só por causa da guitarra, mas era o que ela representava para mim... a música... um dos meus únicos amores, se é que não é o único amor verdadeiro em minha vida... havia morrido na minha frente.



Eu não conseguia chorar, eu não queria acreditar que isso estava mesmo acontecendo... isso não podia acontecer.

Desesperadamente eu fechava os olhos tentando fugir dessa realidade insana e cruel, e que logo eu acordaria e percebesse que isso não fora mais que um mero pesadelo, um daqueles horríveis em que você acorda aliviada por isso não ser real... mas ao abrir os olhos eu me via desolada em meu quarto encarando aquilo que já fora uma guitarra.

Ajoelhei-me no chão abraçando aquele corpo de madeira e lagrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Tentei tocar algum acorde, mas só ouvi sons desafinados que ao meu ouvir eram gritos de dor e agonia. Desesperadamente liguei o amplificador e o conectei a guitarra, mas nenhum som saiu. Me sentei em minha cama chorando descontroladamente e comecei a gritar, a dor que eu sentia era surreal, parecia não ter fim e era pior do que qualquer dor física que eu já havia sentindo em toda a minha vida. A dor de quebrar um braço ou de uma perna jamais chegaria aos pés dessa dor da perda da minha alegria e de minha alma.



Após minutos incontáveis de dor e choro, a guardei em sua bolsa preta... em seu caixão – Já não agüentava mais olhar aquele corpo. – ... e ali fiquei velando sua morte e jorrando lágrimas de dor.

Aproximadamente vinte minutos foi o tempo que eu fiquei encarando o nada, apenas chorando e tentando conciliar os meus soluços com o choro e com a respiração, minha cabeça começou a pesar, minha visão ficou turva e tudo parecia rodar, mas nada ainda era pior que a dor interna que eu sentia... a dor de ser uma fracassada que deixara a sua única paixão se esvair de seus braços.



Será que isso era um aviso? Não podia ser apenas uma infeliz coincidência, minha tia tomar minha guitarra de mim e quando finalmente ela me devolve eu simplesmente a destruo deixando-a se chocar contra o chão. Será que era pra eu desistir dessa besteira de querer um dia ser uma guitarrista consagrada? Será que isso era um aviso para que eu não perca o meu tempo com isso e faça algo que possa gerar um futuro realmente promissor para mim? Nunca fui uma pessoa supersticiosa ou que acreditara no destino, eu sempre acreditei que o destino era feito por nós mesmos, mas naquele momento de dor eu já não sabia mais nem quem eu era.

Uma vontade enorme de impedir que essa dor que eu sentia continuasse começou a dominar o meu corpo de uma forma absurdamente forte, eu não queria mais saber de minha guitarra ou da música, eu só queria parar essa dor, nem que fosse por alguns instantes. E essa vontade acabou se tornando uma necessidade, eu precisava me estabilizar, eu necessito.

Comecei a pensar em algumas formas de parar essa dor e lembrei que dormir sempre foi a resposta para todos os meus problemas, uma boa dormida sempre fez com que eu acordasse melhor e mais tranqüila.



– Eu preciso dormir. – Falei com um olhar parado, apenas encarando o nada.



Deitei-me na cama e fechei os olhos na tentativa de dormir, mas flashes de minha guitarra caindo no chão começaram a surgir em minha mente... meus joelhos se chocando contra o chão... o som do meu choro, TUDO. Comecei a reviver o maior terror de minha vida e rapidamente me levantei chorando mais ainda.

Eu precisava conversar com alguém, liguei para Jen – Ela sim saberia como me acalmar. –, mas seu celular estava dando fora de área. Novamente pensei na tentativa de dormir e controlada pela necessidade de parar com essa dor eu me lembrei que remédios sempre me davam sono, me lembrei também da caixa de remédios de minha tia.

Sem pensar duas vezes sai de meu quarto e percebi que não havia ninguém em casa, corri em direção ao quarto de minha tia e ainda em prantos comecei minha caçada a aquela caixa de remédios. – Com certeza se eu tomasse alguns eu conseguiria dormir. – Por sorte consegui achar a caixa em baixo de sua cama.



Deparei-me com aquela imensidão de remédios, havia varias caixas com cores variadas em sua embalagem – Até remédio tarja preta tinha. –, e optei pelo tarja preta logo de cara, pois com certeza ele seria forte o suficiente para me fazer dormir. E assim fui pegando um remédio de cada caixa e desci as escadas indo em direção a cozinha para pegar um copo d’água. Dezesseis remédios... dezesseis capsulas de comprimido que enfiei garganta a baixo no desespero de cessar a minha dor. Também procurei alguma bebida alcoólica para acelerar o processo e fizesse com que o meu sono chegasse mais rápido, mas não achei... minha tia era contra álcool. – Sorte? – E logo subi para o meu quarto a espera do fim de minha dor e da chegada do meu sono.



Eu não queria me matar, claro que não... não agora, eu só queria parar a minha dor, eu só precisava dormir um pouco e quando acordasse me sentiria renovada e pronta para encarar os meus problemas. – Sempre foi assim, porque dessa vez seria diferente?


Notas finais
Gostaram?? Dramatico demais? kkkkk e no proximo cap eu escrevi um pouco do meu momento de nostalgia e as besteiras que eu fiz =P
Ahh e voces perceberam que estamos demorando menos para postar?? pois é, agpra tudo depende de voces, de acordo com as reviews nos vamos demorar ou n ... muahahahaha (sou idiota)
bjoos e até a proxima