Come As You Are
11 Breaking The Rules
Notas iniciais
Gente muito obrigada pelas reviews (vcs ja perceberam que em todo cap eu agradeço ne kkk mas serio eu e a Paola ficamos atualizando a nossa fic de segundo em segundo pra ver se tem um novo review e vibramos tanto quando lemos kkkkk).. E BEM VINDAS NOVAS LEITORAS =D ..
Gente sobre a promoção queneu tinha comentado com voces, eu não esqueci dela não e eu e a Paola já decidimos sobre qual vai ser, então fiquem atentas que eu acho que daqui ha 4 capítulos ela vai rolar =D ... PS .. DESCULPEM A FORMATAÇÃO MAS É Q O NYAH ME ODEIA E NUNCA ME DEIXA FORMATAR DIREITO OS CAPS
Boa leitura!
Acordei atrasada pra escola e com um ódio enorme da vida. – Hoje definitivamente eu não estava de bom humor!
Entrei no banho desejando todas as formas possíveis de morte acidental ocorresse comigo naquele momento – Como morrer eletrocutada, ou sei lá uma bala perdida, um ataque do coração... QUALQUER COISA, tudo pra que eu não fosse pra aula hoje.
– Deus tenha piedade de mim e me mate! – Resmunguei enquanto tentava achar a PORRA DO PE ESQUERDO DO MEU TENIS! Cadê essa merda? Já não quero ir pro colégio, to atrasada e a porra some... se eu não achar essa bagaça eu não vou pra aula!
Qualquer desculpa pra não ir para aquele lugar tava valendo...
E como essa vida maldita me odeia, acabei achando a porra do sapato e resolvi ir à aula mesmo, mas antes eu ia tomar um café porque eu dormi sem comer nada e não to nem ai se to atrasada.
– Já são sete horas. – Minha tia surgiu do nada atrás de mim me matando de susto.
– E? – Perguntei ríspida. Emy respira fundo, não seja grossa, você precisa da sua guitarra de volta.
– E que você vai se atrasar.
– Só vou comer um pouco. – Falei passando a mão no rosto tentando buscar a minha paciência que hoje tinha sumido. – Não estou nada bem hoje.
Ela olhou pra mim e foi ate o quarto dela e voltou com uma caixa enorme de remédios – Aquela caixa serviria de estoque durante um mês pra um hospital... exagerada nem um pouco. –, a jogou em cima da mesa e começou a vasculhá-la a procura de algo.
– Você está sentindo o que? – Ela me perguntou sem ao menos desviar a atenção da caixa.
– Que? – Serio mesmo que ela estava se importando comigo? Claro que ela tem que se importar! Eu estou na responsabilidade dela.
– Dor de cabeça? Estomago? Dor no corpo? Cólica? Tontura? – E por ai foi... ela citou todos os sintomas possíveis e impossíveis que eu poderia ter.
Na verdade acho mesmo que o meu sintoma é mais psicológico e seu nome é: Preocupação.
Mas claro que eu não iria falar isso pra tia Beth.
Primeiro; porque ela não entenderia.
Segundo; porque era bom ela se preocupar comigo porque assim talvez ela devolvesse a minha guitarra mais cedo.
Terceiro; porque não oras!
– Dor de cabeça. – Menti.
– Isso não é ressaca não né? – Ela me perguntou desviando finalmente a atenção da caixa. – Porque se for eu vou deixar você sentindo essa dor pra você aprender a não beber e principalmente a não beber em dia de semana...
– Tiaaaa eu já estou com dor de cabeça e você ainda fica gritando no meu ouvido! E não, não é ressaca, é só dor de cabeça mesmo.
Ela me olhou um pouco desconfiada, mas se deu por vencida e me entregou um remédio qualquer e foi para o seu quarto guardar a caixa de remédios. Sai correndo a caminho da escola pensando na vida.
Ok Emy você tem quatro semanas para treinar com a Jen, tenho que conseguir a guitarra de volta, arranjar uma musica beeem foda e torcer para que o Brian desista da aposta. Belê pensamento positivo!
E claro que essa tentativa falha de me animar não funcionou nem um pouco. – Já comentei que hoje não é um bom dia pra mim? E olha que ainda nem cheguei na escola.
Todos nos sabemos que a escola é um saco então não preciso contar como que foi o meu dia lá né? Se rolar algo de importante eu conto.
(***)
No caminho de volta para casa, como era de costume, todos nos voltávamos conversando sobre os acontecimentos da escola, ou como o Brian é um filho da puta em nos deixarmos voltar a pé sendo que ele tinha um carro, ou como o desgraçado trocava os amigos por um rabo de saia, ou reclamávamos do Jimmy que reclamava do calo de cinco em cinco minutos... essas coisas ai.
– Jeeenn! – Gritei fazendo com que todos parassem e olhassem pra mim. – Temos que pintar o meu quarto! – Como pude me esquecer disso??
– Nossa é mesmo! – Ela falou animada. – Que tal hoje?
– Ammmm.... tem que ver se minha tia vai estar em casa. – E isso me fez pensar. Pra onde que ela vai quando ela sai de casa? Eu sei que às vezes ela ajuda na igreja... huuummmm será que ela ta de caso com alguém?? HAHAHAHAHAHAH não”.
– Então você me liga e me avisa. Ahhh eu já comprei a tinta que eu lhe devia. – Jen disse deixando escapar um sorriso, provavelmente ela se lembrou da cena em que ela derramava a tinta na cabeça da Michelle.
– Eu posso ir? – Johnny perguntou com um sorriso infantil no rosto.
– Se o anão for eu também quero ir! – Jimmy se intrometeu.
– Claro que vocês dois podem, to precisando mesmo de alguém pra pintar o teto e de outro pra pintar o rodapé. – Brinquei com. Jen e Matt soltaram uma gargalhada muito alta enquanto Jimmy me dava tapas na cabeça e Johnny ficava emburrado pelo o que eu disse.
– Mas as moças não estão se esquecendo de nada não? – Matt nos perguntou.
– Ta Matt... você pode ir também! – Jen falou dando tapinhas nele.
– Não é disso que eu to falando idiota! Temos que ensaiar para o festival.
– Aff é mesmo. – Resmunguei.
– E se alguém não quiser beijar os pés de um certo guitarrista, acho melhor esse alguém treinar muito e...
– Ok Matt entendi! Eu tenho que treinar muito!
– Relaxa Emy, a gente consegue. – Jen falou colocando sua mão em meu ombro.
– Ahh, mas eu quero pintar hoje. – Jimmy reclamou fazendo beiço.
– Mas o tio Matt não quer deixar. – Jen fez voz de criança e imitou o Jimmy cruzando os braços e fazendo bico e Johnny resolveu se juntar aos dois e ali ficaram encarando Matt.
– É tio Matt... suas crianças querem uma folga hoje. – Ri.
– Cala a boca Emy! – Ele me olhou serio e deu um suspiro. – Ok... mas eu quero todos na garagem do Jimmy as sete em ponto para o ensaio. – Disse apontando para Jimmy e Johnny, que por sua vez pulavam com Jen em comemoração a decisão dele.
Cheguei em casa e senti um cheiro bom de comida. – E acho que o meu estomago gostou disso também porque até vibrou de felicidade. – Vi minha tia na cozinha colocando a comida na mesa enquanto cantava suas musicas.
– O almoço está servido. – Falou ao me ver parada a encarando. Aquilo definitivamente era novidade pra mim. – Percebi que você anda se alimentando muito mal então resolvi preparar essa comida pra você. – Ahh deus ela vai me matar envenenada! Ela continuava a mesma pessoa amarga de sempre, mas estava estranha.
Sentei-me a mesa e me servi.
– Coma. – Ela me assistia enquanto eu olhava desconfiada para o prato.
– Você mesma que fez isso? – A perguntei com um olhar “torto”.
– Foi menina! Agora vai comer ou não? – Com certeza que ela pôs veneno nessa comida. Ouvi o meu estomago roncar mais uma vez e resolvi me render, já sabia que a vida não ia ser boa o suficiente comigo para me matar assim tão cedo.
Não sei se era a fome ou o tempero do veneno, mas aquela comida estava maravilhosa!
Levantei-me e fui para o meu quarto deitar um pouco e pude escutar a minha tia me gritando falando que sairia e voltaria mais tarde, PERFEITO!
Liguei para Jen avisando-a que podia vim para minha casa e gritei Jimmy pela janela – Vantagem de vizinhos. – e mandei-o avisar para Johnny, Matt e Zacky. – Eu sei que Zacky adoraria participar dessa bagunça.
Já eram mais ou menos quatro horas da tarde quando Jen chegou acompanhada de Johnny e de uma lata de tinta.
– Foi mal o atraso, mas tive que passar na casa do baixinho pra buscar ele. – Jen entrou me entregando a lata.
– Cadê o Rev? – Johnny me perguntou com cara de preocupado.
– Relaxa nanico ele anda não chegou. – Respondi o deixando mais aliviado.
Já estava tudo no esquema, puxei a minha cama para o centro do quarto, a bancada também e tinha forrado os cantos do quarto com jornal. – Meu lado pintora atacou. – Estávamos à espera de Jimmy com o pincel, e ali ficamos no meu quarto durante uns 10 minutos só aguardando.
– O GIRAFA VEM LOGO! – Jen gritou pela janela do meu quarto. Gritos do Jimmy puderam ser ouvidos, mas não foram decifrados. – Ao menos ele sabe que estamos esperando ele. – Ela deu um sorriso torto.
Segundos depois ouvimos a campainha, era Jimmy carregando uma porrada de pinceis.
– Vamos lá meus pintores do mau? – Ele falou soltando uma risada macabra e começamos a bagunça.
Jen e eu ficamos com a parede que iria ser pintada de preto e Jimmy e Johnny ficaram com a parede que iria ser pintada de branco.
– Má idéia deixar Rev e o anão pintarem juntos. – Zacky disse escorado no vão da porta. – Ahh outra coisa... você tem que aprender a trancar a porta.
Nota mental: Trancar a porta do quarto e da sala antes que um estuprador apareça.
– Ehhh o gordo chegou! – Comemorou Jimmy em tom de deboche.
– Fica quietinho ai girafa.
Trocamos as duplas, mas mesmo assim Jimmy ainda conseguia irritar o coitado do Johnny, que por sua vez ora pintava a parede ora dava uma pincelada de tinta nos braços de Jimmy. – Até eu acabei entrando nessa brincadeira, como estávamos com roupas velhas nem teve problema em sujar as blusas. Pintamos tudo ouvindo músicas e dançando – Principalmente Jimmy que dançava igual uma dançarina de boate de strip.
– Jimmy seu bosta, abre a porra do portão! – Ouvimos alguém gritando e fomos até a janela olhar, era Brian que estava parado em frente à casa de Jimmy.
– To aqui vadia! – Jimmy gritou em resposta e o chamou para a minha casa, já estávamos quase terminando.
Zacky foi abrir a porta pra ele enquanto Jen me sujava de tinta e Johnny a ajudava. – A filha duma vadia veio com as duas mãos sujas e fez questão de marcar suas mãos em meus peitos, deixando duas mãozinhas pintadas na minha blusa.
Quando Brian chegou se deparou com a cena de Jen “apertando” os meus peitos Johnny me segurando e Jimmy rindo de mim.
– Opaa quero entrar nisso também! – Ele falou esfregando as mãos.
– Pode tirar o cavalinho da chuva que não tem esquema nenhum aqui Brian! – Falei me afastando dele enquanto ele encarava as marcas de mão na minha blusa. – E tira o olho! – Reclamei me virando.
Terminamos de pintar o quarto e os meninos foram embora, Jen me ajudou com a arrumação do meu quarto e foi embora logo em seguida.
Fiquei ouvindo o ensaio dos meninos do meu quarto mesmo, fiquei lá... deitada na cama... apreciando a voz do Matt, a bateria do Jimmy, o baixo do Johnny, a guitarra do Zacky... é e só... não vou apreciar porra nenhuma do Brian!
Tomei um banho e fui comer algo, quando estava na cozinha com um pacote de biscoitos de baixo do braço minha tia entra pela porta da sala já reclamando.
– Agora esses monstrinhos vão fazer barulho a noite também? – Ela reclamava do som que vinha da casa de Jimmy. – E que gritos são esses? – Gritos de Matt. – Parece que tem alguém sendo torturado. – Falava com uma expressão de nojo em seu rosto e isso me irritou profundamente.
– Vou pro meu quarto. – Vou evitar ela o máximo possível até ela devolver a minha guitarra, vou ser a Emy “boazinha”.
– Que cheiro forte é esse? – Ela perguntou quando passei perto dela e eu automaticamente subi as escadas que nem um foguete e me tranquei no quarto para ela não ver o que eu fiz com ele.
Sim, dessa vez eu tomei vergonha na cara e aprendi a trancar a porta do quarto.
– Emily abra a porta. – Minha tia girava a maçaneta tentando abrir. – Esse cheiro está vindo daí de dentro, o que você está aprontando?
– O que? – Me fingi de idiota. Droga de tinta, na lata falava que o cheiro saía em uma hora... UMA HORA... e já se passaram as uma hora, TINTA VAGABUNDA!
– Abra a porta! – Ela gritava do outro lado me fazendo a lembrança do dia em que eu me algemei ao pé da cama viesse em minha mente... Pelo menos eu sei que ela não tem condições de derrubar a porta hahaha.
É agora fudeu tudo, já era, vou ter que abrir mesmo... JÁ SEEEIIII! Vou apagar as luzes. – Gente sou um gênio... Palmas pra mim que eu mereço.
Apaguei as luzes e abri a porta e ela entrou procurando o “cheiro” de tinta que ela sentia.
– Esse cheiro vem do seu quarto mesmo. – Puta que pariu, mas que velha com um olfato bom! Ela entrou no quarto fungando na tentativa de sentir o cheiro e sacudindo o seu molho de chaves.
– Que cheiro tia? – Se fingir de idiota nessas situações é a melhor coisa a fazer.
– E por que você está no escuro? – Disse se virando pra mim. – O que você ta aprontando?
– Ahh é por que eu ia dormir, e você me atrapalhou. Amanhã eu tenho aula cedo tia. – Falei apontando para a porta para que ela saísse do meu quarto.
Ela apenas bufou e foi em direção a porta e eu vibrava de alegria – Discretamente é claro. –, não acredito que ela caiu nessa. E na minha comemoração – Que seria eu pulando atrás de minha tia que nem uma idiota. – sem querer esbarrei em seu molho de chaves que foi arremessado no chão do meu quarto. Ser idiota deve ser o meu maior dom.
– Pode ir pro seu quarto que eu pego e levo pra você tia. – Falei me agachando no chão pra procurar o maldito molho de chaves.
Fiquei agachada no chão tateando a procura das chaves, e quando finalmente consegui encontrá-las, um clarão domina o meu quarto me cegando por uns segundos.
– O QUE É ISSO? – Exclamou olhando atordoada para as paredes. – Esse quarto... esse... virou um quarto SATÂNICO!
AVISOO!
Para quem não leu as notas iniciais, favor ler as finais então!
Notas finais
Agora ferrou tudo pra Emy, a velha surtou geral! kkkkkkkkkkkkk ..
Merecemos reviews ne galera??? Façam duas escritoras felizes, uma review alegra dois corações de uma vez (nem to apelativa kkk) ... BEIJOS ATE A PROXIMA
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