Come As You Are
1 A Problem Child
Notas iniciais
Esperamos que gostem =)
– Como uma garota de 15 anos consegue ser expulsa da escola uma semana antes das férias de verão? – Perguntava o pai de Emily aos berros.
– Fácil – respondia Emy com um sorriso aberto no rosto – É só ser pega com um galão de gasolina tentando incendiar o carro da professora de matemática — Dizia ela aos risos.
– Sinceramente minha filha, já não sei o que fazer com você.
– Pai, a escola não foi feita pra mim, pra que me formar se o que eu quero eu não vou encontra lá? – Emy se levantou e foi para o seu quarto.
Ela era uma menina bem rebelde, tinha um gênio forte e possuía um humor bem sarcástico e irônico. Ela tinha cabelos de cor avermelhada, mas não era um vermelho qualquer, era um vermelho vivo e bem chamativo – Ela o pintou assim que conseguiu juntar dinheiro suficiente para comprar a caixa de tinta para cabelos. –, eles eram lisos com as pontas um pouco enroladas. Sua pele era bem clara, quase pálida – Talvez isso devesse ao fato de que ela quase nunca ficara exposta ao sol. –, e uns olhos tão grandes que pareciam duas bolotas encarameladas, que realizava um contraste suave com a cor de sua pele e a tonalidade do seu cabelo, ela era um pouco baixinha, possuía um snakebite no canto esquerdo do seu lábio inferior.
Emy entrou no seu quarto e fechou a porta se escorando na mesma, deu um sorriso se jogou em sua cama. Para ela o seu quarto era o seu porto seguro, um mundo totalmente diferente daquele em que ela era obrigada a viver, seu quarto possuía vários pôsteres de bandas colados em uma grande parede roxa ao lado da sua cama e ela se sentia muito orgulhosa com a decoração de seu quarto. Emy então pegou a sua guitarra toda customizada com desenhos de caveiras e começou a tocar Thunderstruck do AC/DC, ela estava relaxada agora.
*toc toc*
– Emy, abre a porta. – Dizia Robert, o pai de Emy.
– Huuumm ... – Ela resmungava, ainda tentando acordar e saber o que estava acontecendo.
*toc toc toc* As batidas ficavam ainda mais fortes e barulhentas.
– Emy! Abre! – Robert já gritava do lado de fora do quarto.
(To indo porra!) Emy falava consigo mesma se levantando pra abrir a porta.
– Mas que demora pra abrir essa porta – Dizia Robert entrando no quarto e se sentando na cama de Emy. – Já te disse pra você não a trancar.
– Ta. O que você quer? – Dizia ela nervosa por terem a acordado.
– Emy, eu e sua mãe tomamos uma decisão sobre o seu comportamento – Dizia Robert com uma cara nada boa –, e decidimos que vamos te mandar pra casa de sua tia Elizabeth, já que ela tem mais tempo “livre” e pode cuidar de você melhor.
–O QUE??? NA CASA DAQUELA BRUXA? NÃO! DE JEITO NENHUM! NÃO MESMO. – Ela gritava andando pelo quarto pensando em alguma maneira de se livrar dessa situação. – A MINHA MÃE CONCORDOU COM ISSO?
Robert fez que sim com a cabeça, mas com uma cara desanimada.
– Mas pai, ela mora na ... na Califórnia! Eu não quero sair daqui do Canadá, e os meus amigos?– Emy já estava em desespero.
– Emy nos não tivemos outra escolha, eu e sua mãe não temos muito tempo pra ficar de olho em você por causa do nosso trabalho.
– Eu não preciso de ninguém cuidando de mim. – A menina ainda tentava em vão.
Emy ficou calada, não conseguia falar mais nada, ela estava em choque. – Ela devia estar se perguntando como que os seus pais tiveram a coragem de mandá-la para a casa da bruxa de sua tia, que ela nunca conseguiu ser dar bem com ela, talvez isso se deva ao fato dela não aceitar o comportamento, e as roupas de Emy. – Mas ela não deixaria por isso, ela prometeu a si mesma que iria se vingar.
– Emy, sabemos que você não entende, mas depois de algum tempo você vai conseguir entender que isso foi a melhor escolha para o seu futuro – Dizia Robert.
TALVEZ NÃO FOSSE ...
Robert saiu do quarto e fechou a porta, queria dar um tempo a Emy. – Ele percebera que ela não aceitou nada bem essa noticia.
Emy estava estática, sentada na cama e lutando consigo mesma para não chorar. – Chorar é para fracos Emy. – Dizia ela tentando se acalmar.
Ela então deitou na cama pensando em tudo que o seu pai tinha lhe falado e querendo acreditar que isso tudo não passasse de um pesadelo de que logo logo ela acordaria. Como ela desejava poder voltar no tempo e não ter feito aquela burrada de tentar atear fogo no carro da professora.
– Mas o que eu tinha na cabeça? Ferrei com a minha vida. – Resmungava ela.
Finalmente, vencida pelo cansaço, ela adormeceu.
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