Come As You Are

2 She's A Rebel


Notas iniciais
Gente muito obrigada pelas reviews, ficamos muito felizes mesmo ... Desculpa a demora pra postar o segundo capítulo, mas achamos que vai valer a pena essa espera toda =D

Chegara o temido dia, o dia da viagem.



Faltavam apenas uma hora e meia para o vôo de Emy decolar, seus pais já estavam prontos para leva-a para o aeroporto, mas havia um único problema e esse problema tinha nome, Emily.

Insistente e rebelde como sempre foi, Emy não desistiria de tentar até o ultimo minuto, para que sua viagem a Califórnia não ocorresse, ela lutaria com todas as suas armas.


– Ela já está pronta? – Clair, a mãe de Emy, perguntava para Robert.

– Não sei, ela ficou no quarto dela a manha inteira, não quis sair nem para tomar o café.

– Já se passaram três semanas e ela ainda não se conformou com isso. – Clair dizia num tom de desapontamento.


Seus pais então subiram as escadas e foram em direção ao quarto de Emy para avisá-la que já estava na hora de partir, mas quando Clair girou a maçaneta da porta do quarto de Emy, ela percebeu que a porta estava trancada.


– Filha, já está na hora, vamos? – Clair falava com a boca quase encostada na madeira da porta do quarto de Emy. – Como Clair não obteve nenhuma resposta, ela tentou novamente. – Emily? Vamos querida, o seu vôo sai em uma hora e meia.

– Daqui uma hora e meia eu saio então! – Emy respondeu agressiva.

– Vamos Emily! Não tenho mais paciência para os seus joguinhos, já basta o que você me aprontou na semana passada. – Gritava Robert do outro lado da porta.


Emy apenas riu baixinho se lembrando do ocorrido na semana anterior, e do quanto o seu pai ficou nervoso vendo-a na estação pronta para pegar o primeiro trem com destino a St. Catharines, uma cidade onde morava um dos seus melhores amigos de infância, Luca. – Ela havia contado para ele que os seus pais iriam manda-lá para a Califórnia, para morar numa cidade onde ela nem se quer lembrava o nome, e como Luca já tinha 22 anos, já trabalhava, morava sozinho e a conhecia desde quando ela tinha apenas sete anos de idade, ele a ofereceu um refugio e ela aceitou sem hesitar. – Quando Emy viu Robert, ela correu o mais rápido possível, deixando as suas malas largadas no chão da plataforma de embarque, mas seu pai conseguiu alcançá-la e arrastá-la a força de volta para casa. – Ela ainda se pergunta quem foi o infeliz que contou para os seus pais que ela estava na estação.


– Eu já disse que daqui uma hora e meia eu saio! – Emy não iria se entregar tão facilmente.

– Emily, abra essa porta agora! Você vai pegar aquele avião hoje mesmo, nem que eu tenha que arrombar essa porta para te tirar daí de dentro! – Robert gritava.

– Ok então... você vai ter que arrombar. – Emy falava em tom de desafio e com um sorriso maléfico no rosto; o seu pai mal sabia o que lhe aguardava.

Robert respirou fundo, colocou a mão na cabeça e começou a pensar no que faria. Ele já estava bem nervoso com aquilo tudo. – Robert conhecia a sua filha e sabia que ela não iria desistir tão cedo; ele teria que arrombar a porta se quisesse tira-la de lá. – Então ele se afastou um pouco da porta e a encarou por alguns segundos, respirou fundo, tomou distância, correu e jogou todo o seu peso contra a porta. A primeira tentativa não deu certo, então Robert tentou mais uma vez. Clair apenas o observava de longe sem saber o que fazer. Na quarta tentativa o trinco da porta do quarto de Emy se rompeu, fazendo com que Robert caísse no chão do quarto de sua filha.


– Porta vagabunda! – Emy exclamou quando viu o seu pai e os destroços da porta de seu quarto espalhados pelo chão.
Robert olhou para Emy com os olhos já vermelhos de tanta raiva e gritou – O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO MENINA? – Ele estava espantado com a cena que via.


Emy estava sentada no chão de seu quarto com a sua mão direita algemadaao pé de sua cama com a cara mais deslavada possível, a guerra tinha apenas começado.


– Pelo amor de deus, aonde você arranjou essa algema? – Robert exclamava assustado com Emy.
– Eu peguei do policial intrometido que me trouxe em casa só porque eu tinha bebido “um pouco” na festa da Lucy. – Emy respondeu com um sorriso vitorioso.
– Anda Emily para de graça, cadê a chave dessa algema? – Robert falou olhando no relógio e percebendo que só tinha mais uma hora ate o vôo decolar.
– Ta aqui! – Emy mostrou uma chave minúscula para Robert, mas na hora que ele ia pegar a chave de sua mão, ela arremessou a chave janela a fora. – Ops... – Disse Emy segurando o riso.


Robert correu para a janela tentando ver aonde a chave caira, mas ele não conseguiu ver mais nada além dos arbustos do jardim de seu quintal. Então ele se virou e olhou para Emy com uma expressão séria e chamou Clair para ajudá-lo a procurar a minúscula chave nos arbustos.– Emy sabia que seus pais iriam enlouquecer com ela mais tarde, mas a essa altura do campeonato desistir estava fora de cogitação. – Então ela retirou uma minúscula chave de seu bolso, pois ela possuía uma chave reserva, se desprendeu das algemas, pegou a sua bolsa e correu em direção a porta. Ela desceu as escadas pé ante pé, tomando o máximo de cuidado para não fazer nenhum barulho para que os seus pais não a ouvissem. – Na verdade, nem ela mesma sabia para onde ela estava indo, ou melhor, para onde ela estava fugindo, mas ela sabia que precisava sair dali o mais rápido possível. Quando Emy estava abrindo a porta de casa para ir pra rua ela escuta um grito.


– Mãee! Ela ta fugindo! – Era o seu irmão mais novo, Charles.
– Cala a boca peste! – Emy gritou com ele.


Emy abriu correndo a porta, mas quando ela estava quase saindo o seu pai a puxou pela gola da blusa. Emy se debatia tentando escapar, mas de nada adiantou. – Lá se fora todas as suas esperanças de escapar da Califórnia por água abaixo.


– Vai pro seu quarto agora e desça com a sua mala! – Robert gritava com a filha.
– Err ... pois é ... é que ... eu ainda não arrumei a mala. – Emy disse meio sem graça com a mão coçando a atrás da cabeça, ela tinha apostado todas as suas fichas nesse plano e achou desnecessário arrumar sua mala.


Robert a arrastou ate o seu quarto – Você tem dez minutos para arrumar essa mala. – Ele ficou encostado naquilo que já fora uma porta um dia observando-a para que ela não tentasse fugir novamente. Emy arrumou a sua mala desesperadamente tentando se lembrar de tudo que precisaria lá, ela se sentia fracassada pelo seu plano não ter dado certo, mas ao menos ela usou todos os recursos possíveis – Talvez se o seu irmão não tivesse a atrapalhado, ela já estaria bem longe dali – Emy jamais fizera sua mala tão rápido em toda a sua via.


– Daqui a meia hora o seu vôo sai, já está com as malas prontas? – dizia Clair.
– Uhum. – Murmurou Emy.
– Está tudo pronto, então vamos? – Falou Clair.


Emy então entrou no carro dos seus pais e não falou mais nada. – Ela vestia um blusão preto com os escritos Iron Maiden, um short jeans e um all star verde de cano alto. – Olhou pela janela com um ar triste nos olhos, – Ela estava se despedindo de sua casa. – então ligou o seu ipod e começou a ouvir suas músicas preferidas para ver se ao menos conseguia relaxar depois dessa confusão toda.


(...)


– Finalmente, ar livre! Já não agüentava mais essa merda de avião – Dizia Emy enquanto saia do avião, fazendo com que um homem que estava ao seu lado a olhasse com um olhar de reprovação – O que é? Perdeu algo??? – Disse ela rudemente encarando o homem, que apenas virou pra frente sem falar nada.


(Agora cadê aquela velha bruxa?)

Quando ela chegou à sala de desembarque avistou uma mulher segurando um pedaço de papel com os escritos,“Emily Fletcher”, provavelmente era a tia dela.

(Ah não, aquela mulher ta parecendo uma freira! Claro, é a minha tia.)


– Enfim você chegou menina, já estava cansada de te esperar. – Dizia Elizabeth, a tia de Emy.
– Bom te ver também... – Velha chata. Pelo visto a tia de Emy não estava nem um pouco feliz com a vinda de sua sobrinha para a Califórnia.


O caminho do aeroporto para a casa de sua tia foi uma tortura para Emy. Sua tia foi durante o caminho todo cantando as musicas gospel que tocavam na radio, e Emy passou o caminho todo pensando em táticas suicidas para se livrar dessa tortura. Os pais dela tinham a avisado que a sua tia era muito religiosa, mas Emy não fazia idéia de que ela era tão religiosa assim. Chegava ate a ser cômica a cena.
O carro parou em frente a uma casa branca com janelas azuis e com um muro bem baixo, ficava em uma rua tranqüila, mas naquele momento tinha uns garotos jogando. Emy desceu do carro e foi pegar as suas malas.


– Brian, pega esse meu arremesso então! – Gritava um menino, arremessando uma bola de beisebol.


Brian correu de costas olhando fixamente para a bola, e quando ele estava quase pegando a bola.

– Atrás de você Brian! Cuidado! – Gritava um dos meninos.

Brian trombou com Emy, jogando-a no chão e fazendo com que as malas que ela carregava fossem parar no meio da rua.


– Olha por onde anda seu animal! – Bufava Emy, tirando Brian de cima dela.
– Opa, desculpa ai gatinha, não te vi – dizia o tal de Brian, com um sorriso de lado e esticando a mão para me ajudar a me levantar.


Notas finais
E ai o que acharam desse capítulo???
Deixem suas reviews comentando =D