Come An' Get It
17 Vitória
Notas iniciais
– E isso é...
– O prédio em que estou morando.
– Ah, legal. Mas porque viemos para cá?
– É mais perto. Você está apertando os olhos, está bem mesmo? Demora mais até a sua casa. — Ichigo parou o carro na frente do prédio, onde havia um estacionamento.
– Estou bem.. espera. Como você sabe que demora até minha casa?
– Como você acha que a caixa chegou na sua casa?
– Tolinha. — Ichigo deu uma risada e fez um movimento para abrir a porta do veículo mas foi segurado pelas mãos finas da mulher.
– Ichigo, eu.. preciso te perguntar algo.
O ruivo paralizou-se por um segundo, tentando prever o que ela faria. Nos olhos azuis dela, viu um olhar lascivo no qual se lembrou vagamente de ver há alguns anos atrás. Deu um sorriso de canto.
– Defina ''perguntar''. — ao dizê-lo, agarrou a morena ali mesmo, beijando-a; ela se deslocou até o colo de Ichigo, que havia chegado o banco do motorista para trás pelo simples motivo de gostar de espaço, e ele invadiu-lhe o vestido passando a mão pelas suas coxas. Em um momento de pausa, ela perguntou:
– O que você colocou naquilo, hein? — Rukia o olhava com certo pânico, como se não tivesse o mínimo controle do que estava fazendo.
– Tinha tequila, canela, pimenta e mais um negócio.
– Que negócio? Você está me drogando, olha a confirmação!
– Não! Vê se eu vou fazer isso com você, sua coisada. Você só está aqui porque você quer.
– Ichigo... — ela fez manha, sem perceber, e movimentando seu quadril também de forma automática, fez o ruivo pensar que também estava começando a ficar ''drogado''. — Me fala logo a outra coisa!
– Lá em cima.
A morena revirou os olhos, mas abriu a porta e saiu de cima dele, ajeitando ligeramente seu visual já um pouco amassado. Entraram no elevador e ela tentava evitar o contato, sem muito sucesso. O que era aquele maldito cheiro? O perfume dele parecia ter sido esguichado bem no meio do seu nariz, era insuportavelmente.. bom.
Chegando em seu andar, Ichigo ainda tentava segurar o riso.. Rukia era uma eterna caixinha de surpresas. Abriu a porta do apartamento que ainda tinha algumas caixas num canto da sala, mas sentou-se no sofá e deu duas batidinhas em sua própria perna.
– De onde paramos?
– Só depois que me falar o que tinha naquilo. — ela permanecia parada na porta, de braços cruzados.
– Ah, eu sei que você está se segurando, Rukia. — a morena virou o rosto para o lado, sem responder. — Vou ter que ir aí te buscar?
– Tsc...
Rukia tira seus próprios sapatos e dá um passo para trás, pegando distância, arrancando um sorriso aberto de Ichigo; com alguns grandes passos, cai por cima do morango com uma perna de cada lado. Ao cair, colocou as mãos em volta do pescoço do ruivo, que aproveitou o momento para cheirar profundamente a jugular desta.
– Estava com saudades disso...
– E por isso me drogou? Era só pedir.
– Você não está drogada, merda! E era só pedir mesmo?
– Como se eu fosse resistir por muito tempo. — ela deu uma risadinha e um selinho no ruivo. — Agora me diz o que mais tinha naquela bebida.
– Estava fácil, vai... — ele fez uma pausa dramática, chegando bem perto do ouvido dela. — Mo-ran-go.. — Ichigo diz calmamente cada letra do seu ''nome''.
– Certo.. — Rukia diz num sussuro.
O casal voltou a se beijar de forma fervorosa, até que Ichigo fica por cima da morena no sofá, segurando quase carinhosamente seus pulsos.
– Agora desliga o celular.
– Hein? Que porra é essa, Ichigo? Já basta ter me drogado..
– Eu sei bem que o pessoal do seu trabalho fica te ligando.. aliás, o Ishida também facilmente faria isso.
– Amanhã é domingo.
– Por isso mesmo! Você vai ficar por minha conta o dia todo. — ele abriu um sorriso e ficou dando vários beijos em lugares aleatórios do rosto dela.
– Você está me babando, merda! E eu tenho um monte de coisas pra faz..
– Não tem não.
– E se eu não desligar?
– Eu desligo pra você.
Praticamente esquecendo o diálogo que acabara de acontecer, voltaram a se agarrar e Ichigo foi empurrando a morena para seu quarto, sem largá-la nem por um segundo. No caminho, algumas coisas caíram, mas ele resolveria depois; a jogou na cama e tirou sua própria camiseta. Ele estava com planos de continuar por cima dela, mas a baixinha virou a situação, ficando assim por cima.
– Estava esperando por isso... — ela diz, começando a morder e dar pequenos chupões e todo o lugar com pele exposta que tinha acesso.
– Ai! Isso vai ficar marcado por dias, Rukia.. eu tenho que trabalhar, sabia?
– Uau! Ichigo falando em trabalho! Use cachecol.
– Está calor... — duramente ignorado, Ichigo tentou negociar. — Então você vai deixar eu te marcar também.
– Mas de jeito nenhum!
– Rukia... — ele geme seu nome, meio por charme, meio pela excitação crescente, mas ela é impassível.
– Não.
– Ai! — vendo que ela não iria parar e que continuava doendo, decidiu não se opor. No fim, era extremamente excitante.
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Já era de manhã. Assim como de costume aos domingos, Orihime visitava o cemitério com as lápides de sua família, deixando tudo mais ou menos limpo e também trocando as flores, que as vezes estavam no chão ou simplesmente haviam sido roubadas.
– Olá, família! O dia está bonito hoje.. acordei um pouco otimista, sabem? — ela começou sua ''conversa'' com as três lápides enfileiradas. — A Kuchiki-san está com o Kurosaki-kun lá em Tóquio, aposto que logo vou receber uma boa notícia! Ah, e também... a escola está ótima também. Conheci uma pessoa nova, o Ulquiorra. Ele é um pouco misterioso e ás vezes parece meio triste, mas... eu tenho certeza que podemos nos dar muito bem! Ele fala bem pouco também.. gostaria de saber mais da vida dele. Sabe, Ulquiorra tem o mesmo corte de cabelo que o Sora-nii-chan tinha! — Orihime soltou uma risada triste. — Gostaria que vocês estivessem aqui comigo, irmão, papai, mamãe.. mas estou bem, ok?! Não precisam se preocupar. Tenho a Kuchiki-san, o Kurosaki-kun, até o Ishida-kun, o Abarai-kun e o Ulquiorra! Portanto, fiquem bem!
Ela se despediu de sua falecida família e foi fazer compras para o almoço. Talvez seria uma boa ligar para Ulquiorra... mais tarde.
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