Come An' Get It

13 Nem tudo são flores, nem tudo são papéis


Notas iniciais
Mais um capítulo de come and getcha!!!
boa leitura!

Em Karakura, Inoue voltava para sua casa após um dia cheio de aulas e a andança que fez pelo grande prédio com o novo funcionário, Ulquiorra. Ele falava muito pouco e tinha um sotaque demasiadamente esquisito — principalmente para ela — além da pele muito clara e os olhos tão expressivos.

Passava por dentro do grande shopping de Karakura, como sempre fazia, e parou na loja que havia encontrado na semana passada. Lá dentro, encontrou o dono da mesma, Urahara Kisuke.

— Olá, Urahara-san! Kurosaki-kun não está aqui mais?

— Orihime-san! Não, não está! Ele foi pra Tóquio!

— T-Tóquio? Certo, obrigada, Urahara-san!!

Inoue pensou em ligar para Rukia e avisá-la, mas achou que talvez Kurosaki quisesse fazer alguma surpresa. Iria esperar e ver o que estaria acontecendo.

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— Yoruichi-san! Não sabia que tinha vindo para Tóquio também...

— Pois é. Urahara que não quer largar Karakura de jeito nenhum.. seus pais já voltaram?

— Já, já sim!

Shihouin Yoruichi. Alguém que dificilmente não é notada na rua, pelas belas curvas, pelo jeito extrovertido e sua pele morena, bem escondida pelas roupas formais de seu negócio imobiliário. Namora Urahara Kisuke, dono de uma loja de discos em Karakura, e tenta arduamente fazer com que ele largue a pequena cidade de praia para desfrutar da grande metrópole. É amiga de Kurosaki Masaki, a mãe de Ichigo, há muitos anos e inclusive é madrinha do mesmo.

— O que está procurando? — ela se preparava para digitar alguma coisa no computador.

— Qualquer coisa.. — recebeu um olhar reprovador da madrinha — um apartamento.

— Pra alugar?

— Pode ser pra compra mesmo... tudo aqui é uma facada de qualquer jeito.. — Ichigo recostava-se no balcão olhando para a tela de computador que mostrava várias ofertas de apartamentos dos mais variados tipos e tamanhos e acabou gostando de um deles. — esse está ótimo.

Yoruichi arrumava alguns papéis para o ruivo preencher e disparou-se a perguntar novamente.

— Arrumou trabalho aqui, "doutor"?

— Tsc. Sim.. um amigo vai construir uma clínica.

— Entendi.. sabe que a Kuchiki mora aqui também, não é?

— Como se eu fosse encontrar a Rukia nessa cidade desse tamanho!

— Sei. Vou ficar muito brava se souber que você vai casar e não me disse nada! — ela disse entregando os documentos para Kurosaki. — Me traga esses papéis e já pode se mudar para seu novo lar! Já tem onde ficar?

Ele estava atarefadíssimo. Tinha acabado de chegar na grande cidade e já estava cansado. Ainda faltava pegar o exame de DNA da Senna — e a Senna junto, que insistiu por ir também — e teria que arrumar um lugar pra passar a noite, já que não conseguiria tudo o que a imobiliária pedia de uma vez só. Saco! Tinha uma boa quantia guardada justamente para esse tipo de coisa que vinha arrecadando de todos os estágios e trabalhos que fez na Europa e isso não era preocupação, mas ainda assim havia muito o que fazer. Não tinha nem um lençol! Precisava de sua mãe urgentemente.

Ela e seu pai haviam voltado no dia anterior, terça-feira, com suas irmãs menores. Passaram o dia (infelizmente, Senna esteve junto também) em família e depois Yuzu, sua irmã mais nova entre os três, acompanhou Senna em um passeio, então sua mãe foi conversar consigo em seu quarto.

— Filho, eu não preciso nem dizer, não é.. você já é bem grandinho. — ela dizia de modo doce, não queria repreendê-lo. Já tinha percebido que o primogênito agia de forma diferente desde que voltara para o Japão.

— Sim.. amanhã vou levar a Senna para um exame. Não tenho certeza se é meu mesmo.

— Entendo, mas tem algo a mais te incomodando, não é?

— Que? N-nada, mãe.

Nesse momento seu pai, que estava na porta ouvindo tudo, entrou de uma vez só no quarto e começou a dizer com a voz alta:

— Pode contar comigo, filho querido! Podemos ter nossa conversa de homens agora se você quis-

— Cala a boca, velho! — ele jogava um reloginho despertador que não funcionava há muito tempo no pai.

— O seu pai está certo, Ichigo. Você pode contar com a gente!

— É que... bem. Eu encontrei a Rukia.

Masaki, na mesma hora, abriu um sorriso. A pequena menina fazia seu filho ser tão mais feliz! Só poderia ser ela quem mudaria o jeito de agir do morango tão facilmente. Temia pelo o que ela poderia ter feito ou falado para o seu filho, mas esperou o "seu garotinho" continuar.

— Que saudades da Rukia-chan! — Isshin, seu pai, apenas fez um comentário olhando para a janela. — deve estar muito bonita agora.

— Sim, está.

— E então, qual o problema, Ichigo?

— Nenhum! Ela tem raiva de mim até hoje. — ele riu do próprio comentário — Mas acho que vamos voltar. — sua mãe apenas fez cara de quem não entendeu nada — Eu estou fazendo o possível, pelo menos.

Ichigo recebeu conselhos valiosos sobre o filho de Senna, sua vida, seu novo trabalho.. conversou com os pais por uma hora inteira.

Logo após descobrir que o filho não era seu, ele saiu andando meio sem rumo por Tóquio. Iria para a casa de Yoruichi, que tinha oferecido para que ficasse a noite lá, ligaria para sua casa em Karakura e verificaria com Ishida sobre a entrega que faria na casa de Rukia. Concluiu que precisava de um carro, também. Enquanto andava, recebeu a ligação de Renji.

— Yo.

— Ichigo! Saiu o resultado da cria?

— Já. Não é meu.

— Que falta de ânimo! Você tava querendo o moleque?

— Não é isso, idiota! Estou cansado, fiz coisa pra caramba hoje.

— Legal! Hoje eu só dei uma aula, tenho bastante energia! — o laranja escutou a risada alta do outro pelo aparelho.

— Se soubesse que era assim teria virado professor...

— Não se engane, meu caro. Nem tudo são flores. Falando em flores, e seu plano mirabolante com o Ishida?

O celular teve a bateria descarregada antes que Ichigo dissesse alguma coisa. "Não é mirabolante" ele resmungou, guardando o dispositivo no bolso. Anotou mentalmente que ainda tinha outra coisa para fazer em Tóquio: falar com Kyouraku.

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— Bom dia, Kuchiki-san! Chegou uma caixa para você!

Sexta-feira . Um novo dia para Kuchiki Rukia, que seria assim como todos os outros. Escutar a música insistente do seu celular despertando, sentar-se na cama; desligar a música, esfregar os olhos e então abri-los; após despreguiçar-se, levantaria de vez, abriria a janela. Reclamaria da claridade, fechando os olhos e indo em direção à cozinha. Veria Hinamori terminando o café e dizendo "Bom dia, Kuchiki-san!". Se tivesse forças, poderia responder a garota. Como sempre fizera, tomou um banho que a acordou de vez e só então foi até a cozinha novamente, lembrando-se que Hinamori não havia se limitado no bom dia, havia algo a mais na fala da garota.

— Você disse que chegou uma caixa?

— Sim! Omaeda-san disse que alguém chamado Ishida Uryuu deixou aí pra você. — Hinamori fez um sinal com a cabeça em direção à caixa, que estava sob uma cadeira e Rukia foi ver o que era.

— Como sempre, sistemático. Ele disse que me mandaria uns papéis, mas dentro de uma caixa de roupas assim é novidade. Vou levar para o trabalho e lá eu olho.

No dia anterior, nada de importante acontecera. Na verdade nem de pouca importância houvera muita coisa, o dia fora um pouco tedioso para Rukia. Esperava que a sexta-feira fosse diferente, pelo menos. E o dia já começou com o e-mail de uma amiga completamente animada: Neliel.

From: odershvank_tun@email.com

To: kuchikirukia@email.com

Subject: Estou com saudades!!!

Message: "Você foi pra Karakura, voltou de lá e não me contou nada! Ran também voltou de Quioto, faremos algo! Qualquer coisa me liga, beijos!"

Ela respondeu o e-mail da amiga e foi abrir a tal caixa de Ishida. Realmente teria muito a contar para elas...