Come An' Get It
14 Convite
Notas iniciais
Estou com vontade de escrever nas notas hoje, vou deixar pra falar mais nas notas finais...
boa leitura!
Matusmoto Rangiku. Neliel Tu Oderschvank.
Duas lindas mulheres que trabalhavam em dupla em uma grande marca de vestuário que logo seria da alta costura mundial e ninguém tinha dúvidas. Conheceram a garota Rukia que havia acabado de se mudar para Tóquio buscando informações sobre a enorme cidade que mal conhecia; se tornaram grandes amigas. Rukia passou o dia trabalhando, para esquecer o que tinha visto dentro da caixa e depois chamou as duas amigas para passarem um tempo bebendo e comendo porcaria em sua casa.
Por volta das sete da noite, Rangiku chegava em sua casa trazendo uma garrafa de sake e atrás dela Neliel — ou Nell, para os íntimos ou nem tanto — que vinha com pizza congelada. Rukia havia comprado com Hanatarou alguns pacotinhos de amedoim, e a festa estava feita.
Sentaram-se à mesa e Rukia foi contando aos poucos tudo o que havia acontecido no final de semana. Rangiku já estava bêbada quando ela começou a contar do domingo, quando foram pegos por Inoue e Renji.
— O quê? E o que vocês fizeram no quarto?!?!
4 dias atrás, Domingo, cidade de Karakura
Ichigo, que puxava a morena pela mão enquanto subiam as escadas, entrou por último na suíte e encostou-se na porta, de costas. Ela estava sentada na cama, de frente para o homem, totalmente desarrumada pela grande aproximação repentina.
Puseram-se a rir.
Não poderiam evitar, afinal. Era tão trágico e tão cômico! Havia o medo de Ichigo de ter que sustentar uma mulher que não amava com um filho — e ele definitivamente não estava querendo isso agora — e havia ainda o medo de Rukia de se decepcionar novamente com aquele que continuava mexendo com seus sentidos.
— Rukia.. eu não sei o que fazer com você. — ele recobrou-se do ataque de risos, ao começar um diálogo.
— Não sabe ou não quer? — ela perguntou, de qualquer jeito.
— Quero, quero muito! — ela apertou os lábios, balançando a cabeça e olhando em direção às calças meio abertas do morango, como se dissesse "dá pra ver.." — mas agora você não é a única que está com medo, entende? — ele andou rapidamente e se sentou ao lado dela, acariciando seu rosto alvo. — Não quero que você pense que fazer sexo com você é pouca coisa. Apesar de não ter nada que eu já não tenha visto...
Ela deu um tapa na face do ruivo, envergonhada. Seria um soco, mas deu um desconto por ele estar sendo sincero e principalmente estar sendo uma "gracinha". Em resposta, recebeu um beijo terno do Kurosaki. Ele não aguentava! Queria ficar perto e cada vez mais perto dela. Ao terminarem o beijo, ela murmurou que iria embora no dia seguinte.
— E quanto você volta?
— Não sei.. tenho muito trabalho a fazer. Devo demorar um mês, ou mais.
— Sei, sei. Então vamos aproveitar hoje! — ele deu um sorriso, sabia que não demoraria um mês para vê-la de novo, mas ainda assim queria aproveitar ao ver a fera "mansa". — ah, falando nisso.. Ishida ligou pra você e vai passar no seu escritório semana que vem.
Iniciaram uma conversa trivial, e ficaram sentados na cama conversando até tarde. Foram vencidos pelo cansaço e dormiram juntos pela segunda vez desde que Ichigo voltara; acordaram bem cedo para Rukia arrumar suas coisas, tomaram café antes mesmo de Inoue acordar e não se viram mais desde então.
Quinta-feira, cidade de Tóquio.
— Kia-chan, não acredito que vocês, depois de tudo aquilo, ficaram CONVERSANDO! — Neliel, que ostentava bonitos cabelos esverdeados, dizia indignada. Havia visto uma foto ou duas do ruivo e sabia que não era alguém para ficar conversando em cima da cama.
— Nell.. foi melhor assim. Muito melhor! E ainda não acabei!!
A menor foi até a sala, já que estavam bebendo na mesa da cozinha, e pegou a caixa que recebera de Ishida. Deixara lá, o primeiro lugar que vira, depois de entrar em casa. Abriu a caixa e entregou um pequeno envelope para Rangiku que olhava curiosa, assim como a outra amiga. Dentro do envelope, havia um bilhete e um convite.
"Rukia,
Eu ganhei dois convites pra festa de inauguração do bar de um velho amigo.. Bem, pensei em te chamar, mas como fiquei sabendo que você só sabe trabalhar, decidi te mandar pra.. você guardar de lembrança. O vestido também, pode servir se você tiver algum casamento de algum parente.. Estarei lá às 20h.
Beijos,
Kurosaki Ichigo."
Eram os dizeres do bilhete, que vinha com as letras quase bem feitas do ruivo. Rukia já tinha escutado falar do lugar, até porque ninguém menos que o irmão de seu "chefe", Kyouraku Shunsui, era o dono do mais novo empreendimento da cidade. Além daquilo tudo, havia um vestido que ela mostrou para as amigas, que ficaram estupefatas, era um vestido bonito! Conheciam muito bem como eram os homens para dar presentes em suas lojas, e quase sempre uma vendedora devia escolher para o homem que não tinha nenhuma noção. Na etiqueta, havia um bordado escrito "Ishida Uryuu". Estava tudo conectado; Ishida adorava costurar e tinha um talento além do comum para roupas femininas.
A noite calma e animada continuou com as três amigas falando sobre suas próprias vidas. Suas viagens a negócio, férias, ex-namorados, épocas de escola... qualquer coisa que fizessem esquecer do stress do dia-a-dia e, no caso de Rukia, esquecer o ruivinho que tanto atormentava sua vida.
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Ele estava sentado no sofá da sala de Yoruichi, com o tornozelo esquerdo apoiado na coxa direita. Era como sabia cruzar as pernas, estava olhando para a televisão que passava qualquer coisa e ele ao menos prestava a atenção. Será que ela teria aberto a caixa naquela altura? O que teria feito? Bem, pelo menos ele tinha certeza que ela não iria queimar tudo, confiava no talento de Ishida a "convencê-la" pelo menos a guardar o vestido, mesmo se não fosse. Yoruichi havia saído para algum lugar que não estava mesmo interessado em saber e tudo o que queria é que a sexta-feira passasse logo, e que o sábado viesse trazendo um bom tempo e boas notícias.
Ichigo sabia, acima de qualquer coisa, que mesmo se ela não quisesse mais olhar na cara dele, não faria diferença para seu coração; ele precisava ter Rukia próxima de si, talvez mais do que precisava no Ensino Médio. Ficou pensando, será que tinha dado todo o valor que ela merecia? Claro que Rukia tinha uma família adinheirada, tinha condições de qualquer tipo de coisa. Mas não tinha nada a ver com isso. Ela tinha algo a mais que o fazia tremer só de pensar em sua figura. Sua inocência e fragilidade competindo com uma mulher forte e determinada que aprendeu a se virar sozinha, no fim. Ela crescera, afinal.
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Inoue passara em uma padaria antes de ir para casa, acabava de chegar ao lar. Esteve pensando em como era misterioso o cara que começou a trabalhar na biblioteca. Consigo mesma, com as outras pessoas, ele beirava o anti-social e não fazia questão de ser amigável. Mas, ao mesmo tempo, era gentil e educado com todas as crianças que apareciam querendo todos os tipos de livros possível. Sabia fazê-los respeitarem o silêncio da biblioteca apenas com um olhar levantado de algum livro ou revista que lia quando não havia trabalho, assim como em tão pouco tempo havia conquistado o coração de cada criança que ali estudava. Até mesmo Hikifune, a diretora, ficou impressionada com o talento do rapaz, que apenas se confirmava. A ruivinha sentou-se no sofá, ainda com a casa toda escura e as chaves da porta na mão, mal sabia o que estava fazendo. Não deveria pensar tanto em alguém que mal conhecia.
Sabia que era estranho, mas no outro dia com certeza pediria o telefone do rapaz de olhos esmeraldinos e o chamaria para tomar um sorvete, ou algo assim. Existia algo sobrenatural que pairava sobre seus pensamentos que a faziam querer estar mais perto de Ulquiorra. Gostaria de saber do porquê da solidão que ele emanava.
Notas finais
Como todo mundo sabe, o ENEM (e mais outras coisas haeuh) estão chegando, preciso ter um foco um pouco (só um pouco) maior. Me desculpem se eu sumir! ahuahue Mas, bem.. vou fazer o possível para me programar por aqui.
Falando em programar, já tenho trabalho marcado... vish
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