Notas iniciais
Desculpem-me a demora, espero que gostem ;D

Pov Diego

– Oi, Dih – Carla deu-me um abraço que retribuí instantaneamente – tudo bem? – disse ao entrar na sala.

– Tudo – respondi notando que ela aparentava estar nervosa ou ansiosa com algo – e com você? Está sozinha?

– Estou bem – disse meio afobada – e sim, estou sozinha e você?

– Estou com você agora – ela sorriu divertida, agora sim ela estava parecendo a Carlinha que eu conheço – e onde está o Tomás?

– Na emissora – sorriu – é, bom...– Meu Deus, o que está havendo com ela? Eu raramente a vejo assim, incerta do que dizer, o que chegava até a ser divertido vê-la nessa situação – eu passei aqui apenas para..., Diego nós precisamos conversar.

– Pode falar – indiquei o sofá para que ela se sentasse e assim ela o fez, sentei-me ao seu lado, ela sorriu para mim antes de continuar a falar.

– Eu tenho uma coisa para você – disse mexendo em sua bolsa, tirando de lá um envelope de carta que entregou a mim.

– O que é isso? – perguntei incerto pegar o envelope de suas mãos, não continha nenhuma escrita do lado de fora, mas não o abri para saber o que continha do lado de dentro.

– É uma carta – sorriu e eu a acompanhei – que eu já deveria ter lhe entregado há algum tempo – estava confuso, acho que ela percebeu – você se lembra quando estive aqui, contando-lhe sobre o nascimento o Rafa e aquelas outras coisas – assenti – pois bem, deveria ter-lhe entregue naquele dia, mas acabei optando por não te entregar, porque – respirou fundo – pensei que não era o momento certo – ergui as sobrancelhas a ela – você e a Roberta ainda não tinham se entendido, você não sabia sobre o testamento e estava confuso ainda com tudo que você tinha acabado de descobrir e saber... – ela falava tudo muito rápido, quando a interrompi.

– Carla – ela sorriu – essa carta é da Roberta?

– Não – ficou séria – é do Giuseppe – acho que não compreendi direito o que ela disse – sim Diego, esta carta quem me pediu que lhe entregasse foi o falecido marido da Roberta.

– Por quê? – estava confuso, por que raios o marido da Roberta me mandaria uma carta?

– Você foi nomeado administrador dos bens dele, em seu testamento – eu a escutava atento, era verdade, fui nomeado no testamento de um homem que jamais vira na vida e que involuntariamente detestava e invejava – imagino que nessa carta ele venha a lhe contar os motivos que o levou a agir de tal forma.

– Você leu?

– Não, claro que não! – ela estava sendo sincera, mas havia mais alguma coisa.

– A Roberta sabe sobre essa carta?

– Não! E eu lhe seria muito agradecida se você não contasse nem comentasse sobre ela com ninguém, muito menos com a Roberta – disse firme, foi então que percebi que...

– Você já sabia sobre o testamento, não é? – ela continuou calada – você sempre soube – acusei-a, claro, como não percebi isso antes?!

– Sim, eu sempre soube – eu estava incrédulo – não me olhe com essa cara, eu sei o que parece e sei o que você deve estar pensando, mas eu jamais faria algo que prejudicasse nenhum de vocês – ela estava brava?! – quando você ler esta carta, tenho certeza que entenderá o que fizemos – Carla e essa sua maneira de bloquear qualquer ressentimento, magoa ou irritação que alguém venha a sentir dela.

– Tudo bem – disse por fim.

– Você está com raiva de mim? – perguntou sorrindo de lado, mas já sabia a resposta.

– E eu consigo? – perguntei também sorrindo, fazendo-a rir e me abraçar fortemente, ela sem duvida é um anjo, bem levada, mas um anjo – mas eu deveria, viu?!

– Eu sei – ela riu ainda abraçada a mim – eu te amo, Dih.

– Também amo você, Carlinha – dei-lhe um beijo em sua bochecha.

– Oh My God – ouvimos uma voz pronunciar atrás de nós – o que fazer quando se chega em casa e se depara com o seu namorado agarrado a uma morena gostosa!? – Lizie disse fingindo-se de indignada, depois sorriu para Carla que se levantou sorrindo.

– Agradeça a Deus por não ser um moreno gostoso e agarre a morena gostosa também – não acredito que ouvi isso, Lizie riu indo até minha amiga e dando-lhe um abraço.

– Como você está e o Tomás?

– Estou ótima e o Tomás também – Carla respondeu sorrindo, sentando-se no sofá novamente, Lizie a acompanhou, sentando-se ao meu lado e dando-me um selinho, antes de voltar sua atenção para a minha amiga.

– Que bom, ah eu falei com a Alice ontem – comentou – ela e o Pedro voltam de São Paulo hoje, marcamos de almoçarmos juntas amanhã, você não gostaria de nós acompanhar?

– Adoraria – sorriu – e você Dih, vai fazer o que amanhã?

– Não sei ainda, estava pensando em ir visitar o Rafael – disse, fazendo ambas sorrirem – não o vejo a alguns dias.

– Acho ótimo Diego – Lizie disse, segurando em uma das minhas mãos.

– Eu também acho que você deve ir sim, ele me contou sobre o jantar de vocês – Carla comentou – ele gostou de você, Lizie – o sorriso da minha namorada foi radiante.

– Também gostei muito dele, seu menino parece um anjo Carla – meu menino, não da Carla.

– Sim ele é um anjo, levado – rimos – ele é lindo, né?

– Sim, um gatinho, nem se parece com o pai – ambas gargalharam.

– Hahahaha, muito engraçada Elizabeth – eu disse fazendo-as rir.

– O que é isso, Dih? – Lizie perguntou, notando o envelope que eu segurava, Carla me olhou seriamente.

– Nada – respondi e Carla sorriu – apenas um envelope velho que achei por aí, nada que tenha alguma importância – Lizie sorriu despreocupadamente, antes de voltar a conversar animadamente com Carla, guardei a carta dentro de um livro que estava em cima da mesinha de centro, iria lê-la depois, amanhã ainda teria que conversar com a Roberta sobre o testamento e de quebra veria o meu filho, teria que conversar com ela também sobre as minhas visitas ao menino, pois na próxima segunda-feira começaria meu trabalho na Galeria.

Continua...

Notas finais
Não deixem de comentar, por favor ;)