Começo, Meio E Fim

131 Capitulo 131


Notas iniciais
Desculpem-me a demora, espero que gostem ;)

Capitulo 131

Pov Diego

... Meus sentidos não me obedeciam, não conseguia me mover diante dos seus atos, queria poder tocá-la também desesperadamente, retribuir sua tortura deliciosa, meu corpo fervia cada vez mais com a intensidade de suas caricias, na ousadia de suas mãos, seus lábios, sua língua... Senti-la apertar e percorrer firmemente toda a extensão do meu membro, me fez ir à loucura, sentir cada veia do meu corpo sobressaltar-se, quando ela o abocanhou me fez... Abri os olhos, sobressaltando-me ofegante, meu corpo suava tremulo, foi então que encontrei um par de lindos olhos castanhos, cheios de malicia, deu-me uma forte chupada antes de soltar-me, levantar-se parando diante de mim, completamente nua com um sorriso sacana nos lábios e então afastar-se indo em direção ao banheiro... Levei algum tempo até que conseguisse raciocinar o que se passou, eu estava dormindo, sonhando com... Não, eu não estava apenas sonhando, encarei minha ereção, antes de fazer o caminho, que me levava à belíssima mulher a minha espera... Parei estático, chocado, ao mesmo tempo fascinado e muito excitado, ao encontra-lá dentro da banheira cheia d’água, quase sem espuma, facilitando minha visão... Seu corpo ali estirado, suas pernas flexionadas e ligeiramente abertas...

– Roberta – sussurrei com a voz rouca, encarando seu olhar intensamente malicioso...

– Diego... – gemeu sem desviar seu olhar do meu, engoli em seco, vendo-a envolver seus seios com as mãos, apertando-os, brincando com os mamilos eriçados – ah Dih... – uma de suas mãos desceu por seu corpo até... – ohh Diego... – gemeu manhosa, de olhos fechados, com o corpo arqueado, enquanto dedilhava por sua entrada, deixando que um dedo deslizasse para dentro e saísse, para então esfregá-lo sob seu clitóris – aah... – só então percebi que também me masturbava, meu membro duro, necessitado – oh vem Dih... Vem sentir quão úmida eu estou... ooh Diego... – afundou seus dedos dentro de si, contorcendo-se... Em questão de segundos, estava sentado dentro daquela banheira, frente a ela, pronto para tocá-la, mas a mesma me impediu, segurando em minhas mãos – assim não – passou uma perna de cada lado do meu corpo, sorri de lado, acompanhado por ela...

– Mas eu quero assim – posicionei meu membro em sua entrada, puxando-a de encontro a ele, penetrando-a – ah... – gememos – cavalga gostosa – estoquei por baixo, incentivando-a a se movimentar, prendendo seus lábios nos meus...

– Dih... oh... – desci meus beijos pelo seu pescoço, enquanto Roberta apertava e arranhava minhas costas, ou puxava meu cabelo, num ritmo enlouquecedor, que me faria gozar em breve, conseguia sentir, sabia que o dela não tardaria a chegar também – aah... – beijei-a novamente, a fim de conter nossos gemidos, ao senti-la apertar-me ainda mais dentro de si, ao atingir o ápice, só assim para deixar-me liberar-me dentro dela, relaxando-me sob a banheira, com seu corpo cansado sob o meu...

Pilar havia telefonado pedindo permissão para que Rafael fosse almoçar com eles, na casa de seu pai, assim o traria para cá no final da tarde, consentimos... Estávamos, Roberta e eu, em seu quarto, deitados sob a cama, esperando à hora passar, assistindo a um filme qualquer, que se passava em um canal qualquer, cujo qual não estava dando à mínima...

– Dih... – chamou-me, quase como num sussurro, estava deitada sob meu peito, enquanto eu acariciava seus cabelos e seu braço, mantinha as mãos sob a lateral do meu corpo.

– Hmm... – resmunguei, fazendo-a olhar-me insegura, já sabia do que se tratava – eu vou conversar com ele, não se preocupe – beijei a ponta do seu nariz, fazendo-a sorrir.

– Obrigada – deu-me um leve selinho – eu quero que as coisas melhorem entre nós, quero voltar a ficar com o meu filho – sorri – quero voltar a abraço, beijá-lo e niná-lo com antes.

– E você vai – acariciei sua bochecha – você é uma ótima mãe, Roberta – corou sorrindo – tentarei ser um bom pai também, eu prometo.

– Você não precisa prometer nada – sentamos um frente ao outro – você já é um ótimo pai, não tenha duvidas disso – beijei-a suavemente.

– Obrigado – disse ao final do beijo.

– Sou eu que tenho que agradecer – outro selinho, colei minha testa a dela.

– As coisas teriam sido diferentes se eu tivesse ido até você, na Itália? – perguntei olhando no fundo dos seus lindos olhos, ela ficou surpresa, mas sorriu fraco assentindo – durante esses anos que se passaram, não houve um só dia que eu não tenha pensado em você, em te encontrar – admiti, seus olhos estavam lagrimejados.

– Eu senti tanto a sua falta – acariciou meu rosto – tanto...

– Eu deveria ter ido, quando soube onde você estava – suspirou – mesmo você estando casada, eu deveria ter ido – abriu a boca, mas a fechou novamente – mas eu estava com raiva por tudo, por você ter sumido e principalmente por ter se casado – respirei fundo – você havia formado uma família, a família que eu tanto desejei formar com você – estava tremula – a família que deveria ter sido minha... – toquei seus lábios com os meus – você o teria deixado, caso eu tivesse ido até você? O teria deixado por nós, pela nossa família? – Roberta não respondeu, sorriu deixando que uma lágrima escorresse pelo canto dos seus olhos, sequei-a – a Lizie me incentivava a ir, sempre – comentei, esperando por sua resposta, que não vinha – e então, você teria deixado seu marido, deixado tudo por mim?

– Não – não sei ao certo quanto tempo se passou, desde minha pergunta a sua resposta, até eu entender o que havia sido dito... Um murro na boca do estômago? Muito pior que isso...

– Você não o teria deixado? – merda, Diego, deixe como está? Merda, eu precisava saber.

– Não – repetiu, outra vez, tão falha quanto à primeira.

– Não, o quê? – questionei-a, mais uma vez...

– Eu não o teria deixado e nada teria mudado se você fosse até mim, quando eu já estava casada – com suas palavras levantei-me, seguido por ela que me encarava apreensiva – Diego isso não muda o agora – disse firme – como não muda o passado, eu sei, mas... – tentou aproximar-se, recuei um passo – não faz assim...

– Já fiz – retruquei – sempre foram as suas escolhas, essa é a minha!

– Você não entende...

– O que você não fez questão nenhuma, em momento algum de explicar?! – exasperei-me interrompendo-a – é, não entendo mesmo e não precisa mais se dar ao trabalho de dizer.

– Você não faz ideia nem da metade do que eu passei, então não diga o que você não sabe.

– Foi você que me privou de tudo isso – lembrei-me, riu nervosa.

– Você vai passar a vida me culpando e jogando isso na minha cara, os meus erros.

– São difíceis de esquecer, foram mais de cinco anos.

– Você criou, viveu e teve uma vida em cinco anos, eu vivi as margens do meu passado, tendo como lembrança cada momento ali presente, na imagem do meu filho, que refletia tudo que eu passei, tudo que nós passamos, toda a minha culpa ou o que eu acreditava ser a minha culpa – disse friamente, bufei.

– E eu deveria te agradecer por isso?! Por ter tido uma “vida” longe de vocês?! – debochei.

– Você deveria me agradecer por ter criado sozinha seu filho, por ter te poupado de passar noites e dias tortuosos, cuidando de uma criança enferma, velando, rezando e suplicando a Deus, pela vida dela, tudo isso enquanto você construía a sua vida – jogou as palavras sob mim, sem desviar seu olhar do meu... Raiva, mágoa e rancor eram o que ele refletia...

– Isso não justifica os seus atos – acusei-a – você não me procurou em nenhum momento, nem mesmo antes de se casar!

– Sim, é isso que você quer ouvir? – ironizou – pois bem, não, eu não te procurei, você sabe por quê?! Não, você não sabe – cerrei os punhos, tentado conter minha irritação – preferi o meu filho a você, preferi cuidar e proteger o meu filho, ao estar e ter você de volta – respirou fundo – mas não que isso importe agora, nunca importou, e sim, eu pensei em ir até você, eu quase fui até você.

– Mas não foi!

– O Rafael teve três paradas cardiorrespiratórias, a primeira, no primeiro mês de vida, ainda na incubadora, por isso o batizamos, a segunda, horas antes do meu voo, para New York, sim, eu estava indo até você, depois que os outros te reencontraram.

– E a terceira? – perguntei frio, mas no fundo estava atordoado por saber...

– Duas semanas depois da segunda – deu de ombros.

– Então foi isso que aconteceu?!

– Basicamente – disse indiferente – não se preocupe, ele é uma criança normal, sabe ser encantador quando quer, e acima de tudo, agora ele goza de uma saúde excepcional, que contradiz o que eu acabei de dizer e o que ele passou – sorriu ironicamente – para você sobrou à parte legal de ser pai, você só precisa ficar um pouco com ele, brincar e mimá-lo se quiser, já a mim restou à parte complicada, daquela que educa, protege, cuida, ensina conceitos básicos da vida e repreende, quando é necessário! – respirou fundo.

– Não te pedi para “livrar-me” de tudo isso, eu ainda quero passar por tudo isso, eu queria ter passado por toda essa merda com você! – exasperei-me novamente – mas você preferiu enfrentar tudo sozinha, não é? De novo, mais uma vez, você não confiou em mim pra enfrentarmos juntos os problemas – permaneceu calada – você preferiu dividi-los com outra pessoa – ri debochado.

– Eu não fui à única que tive outra pessoa! – acusou-me – ao contrario de você e do que você pensa, eu não me entreguei a um novo relacionamento!

– Não, você fez muito pior, você me traiu!

– Você está insinuando que eu fui para a cama com ele, com o meu marido?!

– Antes fosse, mas não, você... – merda – você entregou seu coração para ele!

– E o que você fez com a Elizabeth, hein?!

– A Elizabeth, não é assunto em pauta! Mas se você quer saber, eu deveria e sim, eu tentei desesperadamente me entregar a ela, de corpo e alma, mas eu ainda estava preso de mais no que nós tivemos, preso no que eu ainda tinha esperanças que tivéssemos, preso a você.

– Talvez você tenha razão, mas saiba que eu não fui à única – encarei-a sem entender – cada historia e frase que você solta, inconscientemente ou não, você menciona a Elizabeth, você dá um jeito de colocá-la em tudo, em todos os momentos...

– Não seja ridícula – bufei interrompendo-a.

– Então não seja hipócrita – seu tom de voz era cortante – ao contrário de mim, você ainda tem tempo, corra atrás, vá em frente – cuspiu as palavras – você disse que se sentia preso a mim, pois bem, não há nada que te prenda aqui, não mais!

– Não mesmo! – devolvi seu olhar frio, antes de dar-lhe as costas – ah, ainda falarei com o Rafael, amanhã, não se preocupe – encarei-a fuzilando-me pela ultima vez, antes de deixá-la, precisava sair daquele local sufocante o mais rápido possível, aquela discussão besta não daria em nada, além de trazer mais ressentimentos, nada entre nós daria em algo, saí daquele apartamento tendo a certeza disso...

Continua...

Notas finais
Pela centésima, trigésima primeira vez... Comentem, por favor!!! Muito obrigada ;D