Começo, Meio E Fim
128 Capitulo 128
Notas iniciais
Pov Roberta
– O que mais você me esconde? – esbravejou, estava bem confusa diante de suas acusações, não fazia ideia de por que tudo isso, céus...
– Você quer fazer o favor de falar mais baixo e me dizer o que houve – disse firme – não quero que seus gritos acordem o Rafael – repreendi-o, mas sua postura não se alterou.
– Eu não preciso dizer nada, já você, sem duvida alguma, me deve muitas explicações!
– E que explicações eu te devo? Pensei que já tivéssemos deixado as coisas bem claras – bufei.
– Não se faça de desentendido – debochou – eu duvido muito que você tenha deixado tudo em pratos limpos – juro que se não houvesse uma mesa entre nós eu seria capaz de batê-lo.
– E o que foi que eu fiz, hein?! Qual o motivo da acusação? – disse lhe irritada.
– Eu sei quem era o bebê da fotografia, no álbum do Rafael – Meu Deus! – como se não bastasse você me esconder um, um filho não, você vai e... – calou-se, seu olhar me fuzilavam de ódio, magoa e eu estava paralisada – um bebê anencéfalo – respirou fundo – quando você ia me contar?! Eu tinha o direito de saber!
– Não faria diferença – disse contida, não gosto de falar sobre...
– Não faria diferença?! – exasperou-se, vindo até mim, parando a minha frente, assustei-me com sua reação – faz toda a diferença, droga! – segurou firme em meus braços – o que você pensou, hein?! Que eu nunca saberia, que o próprio Rafael não me contaria sobre ele!?
– Foi o Rafael que te contou? – seus olhos estavam brilhantes, eles pareciam lagrimejados, estava confuso, eu ainda mais confusa e... – eu não gosto de falar sobre o bebê, isso...
– Eu sei – interrompeu-me, segurando minhas mãos e beijando-as – eu entendo, bom, eu imagino... – abraçou-me – eu queria ter podido estar com você – beijou minhas pálpebras e a ponta do meu nariz, ele estava tremulo... – nos teríamos enfrentado e superado isso juntos – ah... – você tinha que ter me procurado, eu precisava saber! – como?!
– Diego – olhei no fundo de seus olhos, que transmitia seu ressentimento – do que você está falando?
– Como assim? – franziu a testa – eu to falando do nosso filho.
– Ah – suspirei – me perdoa – acariciei a lateral do seu rosto – aconteceram muitas coisas e eu tive medo de você... – não queria chorar, merda! – me perdoa.
– Eu o teria amado, bom, eu acho que ainda irei amá-lo, eu só preciso me conforma e aceitar tudo isso – assenti confusa, oh céus, é tão visível o amor dele pelo nosso menino, será que ele não percebe isso? – e meu amor por ele será incondicional, assim como o meu amor pelo Rafael.
– Diego do que... – Ah Meu Deus – você não está falando do Rafael?
– Eu to falando do nosso bebê, o outro bebê – Senhor...
– Você acha que o bebê da fotografia era nosso?
– Sim, o Rafael me disse que...
– O Rafael te disse que o bebê era nosso?
– Não, ele disse que era o irmão dele – enfureceu-se novamente – ele era... – afastou-se de mim, passando as mãos pelo cabelo.
– Filho do meu marido – não acredito nisso... – com a primeira esposa dele – ele pareceu surpreso com o que disse, abriu a boca para dizer algo, mas a fechou – ele não era meu, muito menos seu, não era nosso – ótimo, agora eu estou irritada e ofendida...
– Roh, me desculpa – dei um passo para trás, quando ele tentou se aproximar – quando o Rafael disse que era irmão dele, me lembrei de como você se incomodou em ver a foto, que eu pensei que...
– Que eu havia te escondido outro filho – disse secamente – e depois você pensou que ele fosse meu filho, com o Giuseppe.
– É, eu pensei – suspirou ao admitir – me desculpa, eu não sábia o que pensar.
– Já entendi.
– Se ele fosse nosso – disse calmamente – você teria me contado? Ou...
– Você saberia a cinco anos atrás – disse firme – quando tudo aconteceu à única coisa que eu queria era que ele ficasse bem, desejava ter você do meu lado – limpei o canto dos olhos – mesmo eu estando com muita raiva de você por ter desaparecido, como eu pensava na
época, eu o queria lá comigo – se aproximou, dessa vez não me afastei, deixei que ele limpasse uma lagrima solitária que escorria pelo meu rosto.
– E depois? – perguntou suavemente.
– Aconteceram muitas coisas – dei de ombros, coisas que eu gostaria de esquecer, que talvez não precisasse um dia contar a ele... – acho melhor você ir embora, já está tarde – queria encerrar aquela conversa, suspirei.
– Eu quero ficar – virei meu rosto, quando ele tentou me beijar – por favor.
– Não, já disse que aqui não.
– Por que não? O Rafael já está dormindo – bufei – você tem me evitado a semana inteira, me deixa dormir aqui – queixou-se, encarei-o sem paciência.
– Não – disse firme – não com o Rafael, eu não serei como a Eva – revirou os olhos.
– Você não é a sua mãe – disse olhando no fundo dos meus olhos – e eu não sou qualquer um, sou o pai dele.
– Nós não temos nada – lembrei-o, pareceu se incomodar – e mesmo que tivéssemos você não deve dormir aqui, sem contar que não estou no clima hoje.
– Tudo bem, desculpe – sorriu e dei de ombros – mas eu ainda quero ficar com você, quero mais do que uma rápida foda diária, no banheiro da Gallery – riu.
– Diego! – repreendi-o, mas logo sorri... – nós podemos sair amanhã à noite, se você quiser, o Rafael dormirá na casa do seu pai, parece que o Guilherme vai para lá também.
– Agora eles são amigos, né? – assenti, rimos – por mim amanhã a noite ta ótimo – beijei-o... –posso ficar? – deu-me um selinho.
– Não! Vá embora – o beijei novamente – amanhã a gente se vê – disse ofegante.
– Aham, ta... – merda de boca a dele, cuja qual não consigo desgrudar-me...
(...)
Deliciosa noite de sexta-feira, deliciosa companhia... Não tenho duvidas de que ela ainda me surpreenderá e muito positivamente, espero...
– Tem certeza que precisamos mesmo ir? – perguntou-me o belíssimo homem, semi nu, estirado em minha cama, sorri assentindo, estava frente a ele, terminando de vestir meu sutiã.
– Sim, você mesmo disse que queria sair – caminhei de volta ao meu closet, ignorando seu revirar de olhos – será divertido e eu quero dançar – retornei ao quarto, praticamente vestida, faltando apenas que... – anda, suba o zíper para mim – pedi-lhe, que prontamente sentou-se a beira da cama, para subir o zíper do meu vestido, merda, puxou-me pela cintura, fazendo com que caísse sentada em seu colo, a ponta de sua língua subia por minha coluna, seguida pelo zíper, meu corpo inteiro respondeu ao toque, arrepiando-se – Diego... – beijou minha nuca.
– Eu amo a sua pele – suas mãos firmaram-se em minha cintura, apertou minha coxa.
– Pare com isso – levantei-me de seu colo, quando sua mão inquietante chegou próxima a minha virilha, bufou – se vista logo, já perdemos muito tempo naquele banho.
– Verdade e nessa cama também – sorriu de lado – por isso mesmo, eu não quero mais a lugar algum, nós temos tudo que precisamos bem aqui.
– Não – disse firme – nós vamos a essa boate, eu pelo menos vou, com ou sem você.
– Ok, eu vou – disse irritado, sorri, estava entre seus joelhos, o que lhe dava a disponibilidade de passar suas mãos em minhas pernas – mas antes vá colocar uma calça, enquanto me visto.
– Eu vou assim, só preciso calçar as sandálias e...
– Tá brincando, né?! – neguei com a cabeça – você não vai sair apenas com essa blusa.
– Não é uma blusa – revirei os olhos – é um vestido – arqueou as sobrancelhas.
– E onde está a parte de baixo desse vestido? – bufei – você...
– Eu irei terminar de me arrumar, enquanto você se veste – interrompi-o dizendo, dei-lhe um rápido selinho, para encerrar a “discussão”, então me dirigindo novamente ao meu closet...
Já se fazia algum tempo que Diego e eu estávamos naquela boate, musica alta, muita gente bebendo e outras se pegando por onde fosse, éramos desse ultimo grupo de pessoas. Não me lembro ao certo, em que parte da noite nós acabamos parando em um canto escuro daquele local, meu corpo era prensado contra a parede, nossas bocas coladas um a outra, tentávamos inutilmente conter os gemidos que eram emitidos em nossas gargantas, descobri que ele tinha razão sobre o meu vestido, era mesmo bem curto...
– ahh... Dih... – puxei seus cabelos – só mais um pouco... – pedi-lhe – ah, isso...
– Aham, ah... – mordeu meu pescoço, com mais algumas investidas, cheguei ao meu ápice, seguida por ele, que me segurou ainda mais firme em seu colo, contra a parede, beijando-me suavemente – tudo bem?
– Tudo – respondi, recuperando meus sentidos, soltei minhas pernas que envolviam sua cintura – eu preciso ir ao banheiro – abaixei meu vestido, ainda ofegante.
– Eu também – passou as mãos pelo cabelo, sorrimos...
A cena que avistei quando saí do banheiro, me deixou tensa, eu diria, Diego no bar, segurando um copo de conhaque ou de uísque, respirei fundo e fui até ele...
– Vai beber? – acho que foi impossível conter a repreensão e o desapontamento, em meu tom de voz, merda!
– Não é pra mim – sorriu de lado, estendendo-me o copo – todo seu – entregou-me, pegando sob o balcão um copo de energético, ah... – meu fetiche – riu, acredito que tenha sido da minha expressão.
– Seu fetiche é – cheirei o copo – me ver beber uísque?
– Sim – sorriu – um deles, na verdade – puxou-me pela cintura – quando nos conhecemos meu sonho era embebedar você – arqueei as sobrancelhas surpresa – me embebedar com você – deu-me um selinho – mas eu não bebo mais, então você terá que beber sozinha.
– Você quer me deixar bêbada?
– Não exatamente – acariciou meu rosto – quero apenas te deixar alegre, como no final de semana passado – céus... – o que me diz?
– Diego, isso é... – calei-me repensando, por que não? – você não vai me dar um boa-noite-cinderela, vai? – riu negando, devolvendo os copos sob o balcão do bar.
– Não, eu ainda preciso de você bem consciente, para concluir meus planos para essa noite.
– Tudo bem – concordei – mas antes eu quero dançar – puxei-o em direção a pista de dança, beijei-o fervorosamente, enquanto dançávamos sensualmente, não me importando com quem estivesse presenciando nossa agarração, afinal não éramos os únicos, tanto que acabamos colidindo com um casal, que aparentava estar na mesma situação que a nossa – desculpe... – pedimos os quatro ofegantes, em uníssono... Ah não... Merda, merda e merda!
Continua...
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