Começo, Meio E Fim
123 Capitulo 123
Notas iniciais
Pov Diego
– Então, tudo certo para amanhã? – Fernanda perguntou-me, amanhã, sexta-feira, no inicio da tarde, Roberta e eu viajaríamos juntos a São Paulo.
– Tudo, vocês ficaram bem, cuidaram de tudo?
– Sim, pode deixar – sorriu.
– Ótimo – retribuí seu sorriso – o Victor já foi embora, você não vai?
– Estou esperando a Roh, ela ficou de me dar uma carona – assenti – você poderia avisá-la que daqui a uns dez minutos já estarei pronta para irmos, por favor?
– Claro aviso sim, eu também já estou de saída – sorri antes de seguir em direção a minha sala, encontrando Roberta ainda trabalhando em seu notebook – a Fernanda disse que estará pronta, para vocês irem dentro de dez minutos – disse a ela, que me olhou rapidamente.
– Ok – voltou sua atenção ao que estava fazendo antes – o que você acha desses tons? – chamou-me, fui até sua mesa, ficando ao seu lado, seu corpo ficou visivelmente tenso pela proximidade do meu, que não estava muito diferente, merda!
– Eu gosto desse contraste, está muito bom – disse ainda próximo a ela, poderia jura que ela havia se arrepiado.
– Que bom – disse depois de um tempo, somente quando me afastei, observando-a salvar as informações e desligar seu notebook, permaneci atrás dela, afastei-me no momento em que Roberta levantou da cadeira, nossos corpos se chocaram, quase que propositalmente, não houve resistência da parte dela, quando minhas mãos foram parar em sua cintura, nem mesmo quando nossos lábios se tocaram suavemente, muito menos enquanto minha língua deslizava sobre a dela, pelo contrário, puxou-me ainda mais para si, coloquei-a sobre sua mesa, tentando subir a merda daquela saia colada ao corpo que ela usava, quando finalmente consegui puxei-a pelas coxas, encaixando-me entre suas pernas que envolveram minha cintura, nosso beijo agora estava mais para desesperado, suas mãos trabalhavam em abrir os botões da minha camisa, as minhas apertavam e deslizavam sobre suas coxas, subi-as em direção a sua camisa social, enquanto a minha foi atirada em algum canto, quando a merda daquele maldito telefone começou a tocar... – não o atenda, ignore – pedi descendo meus lábios por seu pescoço, ouvindo-a soltar um fraco gemido em resposta – dispense-a – mordi-lhe o lóbulo.
– Dih, eu preciso... – disse ofegante, seus dedos entre meus cabelos, puxando-os levemente.
– Não, por favor – pressionei-a contra minha ereção, fazendo-a gemer novamente, espalhava beijos, leves mordidas e fracos chupões por seu pescoço, quando a mesma atendeu ao maldito telefone, merda Fernanda!
– Oii – suspirou ao tender – er... eu... tô... ahh... – chupei a parte desnuda do seu seio direito – queeê... – Roberta jogou a cabeça para trás, enquanto dizia coisas desconexas – aham... ah, to sim... – sabia como ganharia essa disputa, ela ficaria, subi uma de minhas mãos que acariciava sua coxa em direção a sua calcinha, mordi sua pele satisfeito ao sentir o quão úmida e necessitada ela estava, passei meus dedos sobre ela – oohhh... eu já vou! – desligou o telefone, tacando-o sobre a mesa, no momento em que meus dedos arrastaram sua calcinha para o lado – não faça isso! – eu estava tão alucinado naquele jogo, que mal me toquei quando ela me empurrou, saindo de cima da mesa, abaixando sua saia e fechando os botões de sua camisa, encarava-me fixamente, merda!
– Roberta, volte aqui – céus, será que ela não viu o quão desesperado por ela eu estou?!
– Não posso!– respirou fundo passando as mãos pelo cabelo.
– Pode sim, venha cá – aproximei-me dela que estava perto da porta, com sua bolsa em mãos.
– Mas que merda, Diego! – saiu, deixando sozinho, desesperado e necessitado por ela, merda!
Que merda de viajem, que merda eu fiz ontem! Depois do que aconteceu na sala do meu escritório, do nosso escritório, Roberta e eu não nos falamos, mal nos encaramos horas depois quando deixei Rafael em seu apartamento. Sabia que ela não tocaria no assunto, eu muito menos, ainda estava irritado e acima de tudo frustrado pelo que aconteceu, merda! E para piorar, ainda temos essa viajem, ficaríamos hospedados no mesmo hotel, o que nos fez dividirmos o mesmo vôo, o mesmo táxi...
– Olá, boa tarde, em que posso ajudá-los? – perguntou-nos a recepcionista educadamente.
– Boa tarde, temos reservas em nome da Companhia JunF’s Art’s – disse a ela, que sorriu.
– Sim – olhou-nos de modo atento – Diego Maldonado e Roberta Montemezzo? – assentimos – Messi? – perguntou a Roberta que assentiu, jurava que tinha ouvido-a pronunciar “DiRo”, então sorriu-nos, entregamos nossas identidades – oh sim, aqui está – devolveu nossos documentos e um cartão – suíte presidencial.
– Espera é... – disse Roberta lendo o crachá da moça a nossa frente – Amanda? – assentiu a recepcionista sorridente – apenas um cartão abre a porta de duas suítes?
– Não, senhora – sorriu – apenas uma suíte.
– Então, onde está o outro cartão? – perguntei, merda!
– Não há outro cartão, há apenas uma suíte disponível em todo hotel, foram feitas apenas uma reserva pela parte da Companhia de Arte.
– Como?! – perguntamos em uníssono, acho que assustamos um pouco Amanda – eu preciso de outro quarto, qualquer um que seja – pediu-lhe Roberta.
– Sinto muito, como lhes disse não há outras vagas no hotel – deu-nos um sorriso fraco.
– Ok, então como é essa suíte? Tem divisória de quartos? – perguntei.
– A suíte presidencial é ampla, contém um amplo espaço de lazer, sala de estar, sala de TV...
– Quantos quartos? – perguntou Roberta interrompendo-a.
– Apenas um, para casal – ah, que ótimo!
– Tudo bem, fique com ele – entregou-me o cartão do quarto saindo, sorri levemente para a recepcionista que me encarava sorrindo, e fui atrás dela.
– Roberta! – chamei-a um pouco mais alto, pela distância – fique.
– Não, procurarei outro hotel.
– Serio?! E você vai perder uma ótima hospedagem, em um dos hotéis mais caros e luxuosos de São Paulo?
– Não dividirei um quarto com você!
– Engraçado, eu tenho a impressão que já dividimos coisas bem mais importantes e intimas do que um quarto – zombei – ontem, por exemplo – me segurei para não rir de sua expressão – se você ficar, eu prometo que não irá acontecer nada que você não queira – disse seriamente, encarando seus olhos li... – fique.
– Tudo bem – disse incerta, depois de um tempo – mas nada de gracinhas.
– Nada a menos que você me peça – sorri de lado, fazendo-a bufar e voltar à recepção...
Estávamos algum tempo acomodados em nossa suíte, daqui a poucas horas começaria a exposição. Roberta estava no banho e eu sobre a cama, falava com Rafael ao telefone...
– Então, você está se divertindo com seus padrinhos?
– Sim, papai – disse-me, parecia feliz, sorri – está muito divertido, os meninos estão aqui, estávamos brincando de mímica, a madrinha é muito esperta nesse jogo e o padrinho fica muito engraçado – contou-me, dava para imaginar – e aí, como está?
– Está tudo bem filho, daqui a pouco sua mãe e eu iremos ao evento, mas não será divertido como seria estar aí com vocês.
– Eu queria que o senhor estivesse aqui com a mamma, todo mundo junto.
– Papai também queria, filho – admiti – nós voltamos no domingo, no final da tarde, tudo bem?
– Tudo – disse um pouco sem ânimo.
– Um dia, eu te prometo que iremos viajar todos juntos, sua mãe, você e eu – eu disse a ele.
– O senhor promete?
– Prometo, e nós iremos nos divertir bastante, está bem?
– Sim, papai.
– Ótimo, agora vou deixar você ir brincar, campeão, depois papai liga para você, se cuida, divirta-se, qualquer coisa é só ligar para o papai, tá bom?
– Tá papai, divirta-se também.
– Te amo, filho.
– Também te amo, papai, beijo – impossível não sorrir, ao encerar a chamada, mas não por muito tempo, pois meus olhos levemente arregalaram-se, meu corpo ficou tenso quando...
– Você estava falando com o Rafael? – Roberta apareceu apenas de toalha, na porta do quarto.
– Aham... – engoli em seco.
– Como ele está?
– Bem – fiquei frente a ela, saí em direção ao banheiro, agora eu precisava de um banho, merda!
Estava algum tempo, na exposição, observando algumas obras, ao lado de uma moça que não me recordo o nome... Acho que era Ana, não, era Giovanna, não, não era Julia, acho... Como foi que me meti nessa?! A garota era bonitinha, mas falava de mais, se exibia de mais, e eu mal conseguia me concentrar em uma conversa com ela... O local era grande, havia perdido a Roberta de vista já fazia algum tempo... Já estava na hora de ir embora, já havia passado da hora, mas cadê a Roberta?
– Então, o que você achou? – perguntou-me, excessivamente sorridente, não fazia ideia do quê.
– Bom – sorri, fazendo-a ampliar seu sorriso – sabe o que quê é Poliana...
– É Juliana – corrigiu-me, sabia que tinha Ana, sorri levemente.
– Então, sabe o que é, eu já estou indo embora.
– Mas já? – assenti – você ainda nem bebeu seu champanhe e ainda é o primeiro, está segurando-o há horas, não me faça essa desfeita, Dih, por favor – pediu manhosa, Céus...
– Eu não bebo – disse a ela – só estou segurando a taça, mas eu não bebo nada.
– Oh que incrível, é raro homens como você, viu Dih?! – colocou suas mãos em meu peitoral.
– Pois é – retirei suas mãos delicadamente – eu preciso mesmo ir.
– Você está hospedado próximo aqui? Talvez nós pudéssemos sair para be... – bebermos, ela iria dizer, mas calou-se e sorriu – para darmos uma volta, não estou hospedada muito longe.
– Eu preciso mesmo ir – sorri, Senhor... – tenha uma boa noite, Juliana.
– Nós iremos nos ver amanhã? – perguntou, um tanto quanto próxima a mim, foi quando avistei Roberta, ao lado de... Quem era aquele cara?! O que ela estava fazendo com ele?!
– Eu preciso ir, talvez... – pisquei sorrindo de lado, fazendo-a me devolver um sorrisinho insinuante, mas um naquela noite, mas o primeiro que correspondi, tive a certeza que Roberta viu, pois seu sorriso lindo se desfez, em nossos olhares se cruzaram, estava me fuzilando, ótimo!
– Até Dih – passou suas mãos em meus braços.
– Até, Juh – beijei sua bochecha, quase no canto da boca, apenas para exibir para ela, Roberta!
Saí daquele local enfurecido, ridículo! Onde a Roberta estava com a cabeça, para ficar dando bola para aquele cara? O que ela pensava que estava fazendo? De onde surgiu àquele cara? Cristo, eu irei enlouquecer com essa mulher...
Continua...
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