Começo, Meio E Fim
118 Capitulo 118
Pov Roberta
Dia quente, sala quente, corpo quente... Merda! O que está acontecendo comigo hoje? Estava em minha sala, tentando ignorar a presença dele... Estávamos tão próximos... Não, não estávamos, eu estava em um canto e ele em outro... Tentava evitar olha-ló trabalhando, tarefa difícil devido as atuais circunstâncias... Não nós falamos, nem sequer nos cumprimentamos quando o mesmo chegou... Foram apenas olhares, intensos olhares, até mesmo quando o mesmo foi até meu apartamento buscar Rafael, para o treino... Merda de olhares, merda de circunstâncias, merda de calor que não passa... Senhor... Deve ser problema com o ar, só pode, pois ele parece estar desconfortável assim como eu... Levantei-me não aguentando mais permanecer naquela sala, estava me sufocando, saí de lá percebendo seu olhar sobre mim...
– Eu não sei não, Feh, ainda acho que prefiro o primeiro – escutei Victor dizer a Fernanda, quando descia as escadas, notaram minha presença – qual você prefere, Roh?
– Ah... – encarei sem entender os dois, ah... sim, os catálogos para exposição – o primeiro.
– Viu?!
– O Dih disse que prefere o segundo – comentou Fernanda.
– Ótimo, ficaremos com o primeiro – puxei o catalogo de suas mãos e comecei a me abanar com ele, ambos me olhavam com os olhos arregalados.
– Roh, você está bem?
– Estou ótima, por quê? – respirei fundo – está quente hoje, não acham?
– Eu tô normal – disse Victor, olhando para Fernanda, que assentiu.
– Também.
– Sério que vocês não estão sentindo esse calor? – negaram com a cabeça – acho que tem algum problema com o ar condicionado da minha sala, aqui parece mais fresco.
– Pode ser – sorri para Victor, que retribuiu – ok, nós já vamos?
– Onde? – perguntei sem entender.
– Você disse iria comigo resolver o problema da iluminação.
– Oh, claro... – merda, tinha me esqueci disso – então vamos...
(...)
– E então? – perguntou Fernanda, quando retornei a Gallery, algumas horas mais tarde.
– Tudo resolvido – disse a ela – até passou o calor – rimos.
– Que bom, marquei seu encontro com os publicitários, para próxima quinta-feira, tudo bem?
– Tudo, quinta-feira tá ótimo – sorri – obrigada.
– De nada, onde está o Victor?
– Estou aqui, por quê? – rimos.
– Por nada – respondeu a ele.
– Eu vou subir pra mim sala infernal...
– Se eu fosse você ficaria um pouco mais aqui – sugeriu Fernanda, não entendi e ela percebeu – o Diego tá recebendo uma pessoa lá em cima.
– Que pessoa? – perguntei sem interesse.
– Uma moça, me apresentou como namorada dele – merda, espero que eles não tenham reparado minha expressão se tornar tensa.
– A Lizie está aqui? – perguntou Victor.
– Você conhece a Elizabeth? – estava surpresa.
– Sim, almocei com eles uma vez, daí o Diego me apresentou – deu de ombros, enfim...
– Então, Fernanda, a Elizabeth está aqui?
– Sim, eles estão lá na sala de vocês já faz um tempo.
– Oh, que ótimo – merda, teria que aprender a conter minha ironia, principalmente aqui – vou subir e você vem comigo – Fernanda abriu a boca, provavelmente para contestar, quando...
– Olá – ouvi a voz do ser mais simpático existente na face da terra dizer – como vocês estão?
– Oi Lizie, tudo bem? – não acredito que estou presenciando isso, concurso de simpatia, Victor a cumprimentou, logo atrás dela, ele... Voltei minha atenção a Fernanda, até que...
– Oi Roberta – fui surpreendida com um abraço, da moça bonita de sorriso encantador – como você está, tudo bem?
– Oi – disse sem jeito, merda – estou bem e você, como vai Elizabeth?
– Estou ótima, melhor agora que nos encontramos – sorri sem graça, não me sinto confortável na presença dela, principalmente agora, depois que... Será que ela... Não, lógico que não! – estava conversando com o Dih e sugeri que deveríamos sair juntas mais vezes – como?! Acho que foi visível minha expressão de espanto, pois a mesma sorriu – todos nós, eu gostaria muito.
– Ah... – como dizer não a miss simpatia?!
– Ótimo – sorriu entusiasmada, ao meu lado Fernanda se segurava para não rir, céus, eu gostaria de gritar – vocês tem planos para o final de semana? – não tinha, mas diria que sim...
– Eu...
– Excelente – merda, ela não me deixa terminar de falar... – será meu ultimo final de semana no Rio, gostaria muito de passar com vocês.
– Está bem – ruim, péssimo, pensei, mas sorri, onde estava o imbecil do Diego numa hora dessas?
– Eu gostaria que tivéssemos a oportunidade de nos conhecermos melhor, antes de eu voltar a New York – assenti – assim, o Diego permanecerá aqui sozinho – merda de momento para encarar seus profundos olhos azuis, algo neles me fez ter certeza que ela sabia, Diego filho da...
– Lizie, vamos?! – falando no diabo.
– Sim – sorriu a ele, que me encarou com as sobrancelhas arqueadas, provavelmente o estava fuzilando com o olhar, Senhor, que vontade de espancá-lo... – tchau, Fernanda, foi um prazer conhecê-la – abraçou a moça ao meu lado.
– Igualmente – sorriu educadamente a Elizabeth.
– Tchau, Roberta – mais uma vez recebi um de seus abraços – te ligo para combinarmos sobre nosso fim de semana, tudo bem?
– Tá...
– Vamos embora, Elizabeth – ótimo, percebi pelo tom de voz de Diego, que eu não era a única desconfortável com a situação, principalmente sobre o final de semana...
– Tchau, meninas – sorriu antes de sair, sendo puxada pelas mãos do namorado...
– Nossa, ela é tão linda – comentou Fernanda.
– Eu não acho – dei de ombros, minha amiga arregalou os olhos, surpresa.
– Sério, que você não a acha linda?
– Ela é bonitinha – muito bonitinha – mas seu charme é apenas a educação e a simpatia, existem garotas muito mais belas do que ela – talvez, ou não...
– Sério?!
– Sim, você por exemplo – Fernanda corou – seus olhos verdes são muito mais belos do que aqueles olhos azuis – radiantes – do que aquele sorriso – encantador – seus cabelos ruivos nem se comparam com os dela – liso e brilhante – até mesmo suas sardinhas – corou mais ainda, ok.
– Nossa...
– Ela precisava ser tão bonita – bufei – e simpática, pra que tudo isso?! – suspirei – Senhor, eu sou uma vadia – não acredito que disse isso em voz alta, merda!
– Quê?! – Feh me encarava confusa, mas sabia que no fundo ela segurava-se para não rir.
– Minha sala, venha – chamei-a, quando estava próxima a escada Victor apareceu, provavelmente vindo da cozinha – obrigada – peguei de suas mãos um copo d’água, Fernanda riu, enquanto subíamos em direção a minha sala – pronto – sentei-me sobre minha mesa...
Continua...
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