Começo, Meio E Fim

111 Capitulo 111


Notas iniciais
Especial para as DiZie's ;)

Pov Diego

– E tá na hora desse meninão dormir... – estava brincando de cavalinho com o Rafael, deixei-o sobre sua cama, retribuindo o sorriso lindo do meu filho.

– Eu não tô com muito sono – disse segundos antes de bocejar, ri.

– Tô vendo que não – ajeitei-o sobre a cama – tem certeza que não quer dormir comigo?

– Tenho, quero dormir no meu quarto novo Diego – sorri – obrigado, eu gostei muito.

– Que bom, esse era o meu objetivo – beijei-lhe a testa – vou contar uma historia pra você dormir, campeão – ele assentiu entusiasmado, contei-lhe um conto que minha mãe costumava me contar antes de dormir, ele estava bem cansado, passamos o dia inteiro nos divertindo, tanto que ao final do conto já estava praticamente adormecido – boa noite, muleque – beijei o topo de sua cabeça.

– Boa noite, papai – sussurrou, não sei quanto tempo levei para entender o que ele havia dito, papai, meu coração parecia querer sair pela boca, não, ele não disse, disse? Não pensei em questionar ou pedir para que ele repetisse, pois o mesmo já estava em um sono sereno, não iria de modo algum incomodá-lo, isso poderia esperar, deixei o quarto com um sorriso enorme e bobo no rosto...

Saí do banho, vestindo apenas uma boxer preta, encontrando Elizabeth deitava em minha cama, observando-me com um sorriso sacana no rosto.

– Que delicia, hein Maldonado, quase me seduziu – piscou para mim – quase...

– Não se preocupe, até o final da noite pretendo já ter te seduzido – sorri de lado, ajoelhando-me na cama entre suas pernas, ela apenas riu negando com a cabeça – já te disse que você fica maravilhosa vestindo minhas camisas? – assentiu – que bom, porque você fica ainda mais maravilhosa sem ela – deitei-me sob Elizabeth, a fim de beijá-la, mas a mesma arqueou a cabeça, fazendo com que beijasse seu queixo, descendo para seu pescoço – tão cheirosa, Lizie.

– Oh, Dih... Tire suas mãos inquietantes das minhas coxas – riu, empurrando-me para o lado, puxei-a para que ficasse por cima de mim – você está estranho hoje – comentou – tá tudo bem?

– Estou ótimo, mas posso ficar melhor se você deixar – subi minhas mãos pelas coxas de Elizabeth levantando um pouco minha camisa, ela se deitou sobre mim, nossas bocas ficaram centímetros uma da outra, sorrimos.

– Nós não vamos transar, Diego – bufei, enquanto ela ria – estou menstruada – definitivamente, hoje não é meu dia, Senhor... Abaixou a cabeça no meu pescoço, pensei que fosse beijá-lo, mas seu corpo ficou tenso, segundos depois saiu dos meus braços, sentando-se ao meu lado na cama, com os olhos levemente arregalados – o que foi que você fez? – perguntou seriamente.

– O quê? – perguntei sem entender, então ela apontou para o meu peitoral, merda... Ele estava todo arranhado... – Lizie, eu posso explicar – disse tentando amenizar sua expressão, que eu não sabia ao certo se estava zangada, furiosa ou apenas séria – eu é... – não sabia como dizer...

– Você está transando com alguém? – ótimo... – com a Roberta, não é?! – assenti.

– Não – disse calmamente – nós não chegamos a transar.

– Por que não?

– Não deu tempo – admiti – o Rafael acabou chegando quando nós estávamos, enfim – Céus, sabia que me sentiria culpado, mas parecia pior do que esperava, estava doendo magoá-la, tudo que eu menos queria era magoar a pessoa que mais esteve ao meu lado durante esses anos, e para piorar ainda mais, Elizabeth permanecia calada, até que...

– Então vocês não consumaram o ato? – assenti, mas a mesma não disse nada.

– Isso não voltará a acontecer, eu prometo – disse firme, segurando em suas mãos – foi só um momento de fraqueza...

– Tesão reprimido – disse por mim, claro que não teria usado essas palavras, mas era por aí...

– É – admiti com pesar, então ela saltou da cama – aonde você vai?

– Eu, a lugar algum – disse entrando no meu closet – você é que vai – saiu de lá, com algumas peças de roupas minhas, a encarei sem entender – você vai terminar o que começou mais cedo.

– Como é que é? – acho que não entendi direito o que ela disse.

– Você vai até o apartamento da Roberta terminar o que começaram mais cedo – disse firme.

– Eu não vou! – era um absurdo isso!

– Você vai sim, não é nenhum pouco legal deixar uma mulher sexualmente frustrada – repreendeu-me, colocando minhas roupas na beira da cama – e se for para me trair, que pelo menos faça o serviço completo.

– Você é louca, Elizabeth?! – a mesma me ignorou, atravessando o quarto e entrando no banheiro, saiu de lá me entregando um pacote de...

– O que é isso?

– Camisinhas, nunca viu? – revirei os olhos – é para vocês usarem, a não ser que você queira cumprir a promessa que fez ao Rafa, de lhe dar um irmãozinho – riu – anda Diego, é pra hoje!

– Eu não vou – deitei-me de volta da cama, observando-a se irritar – você sabe que tem uma parcela de culpa nisso também, não sabe? – acusei-a e a mesma riu, arqueando as sobrancelhas – sim, você tem, se você não estivesse me evitando desde que chegou aqui, eu não estaria nesse estado – ok, estava sendo egoísta e mesquinho, mas eu estava frustrado, oras...

– Minha culpa? – perguntou divertida.

– Sim, você que fica aí se insinuando para mim e pula fora toda vez que o clima esquenta – riu – você quer que eu te lembre sobre aquele dia da massagem?!

– Eu te ofereci uma massagem, não uma noite repleta de orgias – defendeu-se, fazendo-me bufar – além do mais eu te fiz a massagem, não tenho culpa se o meu celular começou a tocar, era a minha mãe e eu precisava atender.

– Tivesse dito a ela, que retornava depois!

– Eram quase duas da manhã, em Londres, eu precisava atender.

– Claro, isso porque a sua mãe apenas ligou para saber se você estava bem.

– Ela sonhou que eu precisava de ajuda, então ficou preocupada e me ligou, não tenho culpa de que você já estava dormindo quando retornei ao quarto – revirei os olhos – sem contar que não me sinto confortável na cama da Roberta.

– Como? – que ridículo, minha cama, não dá Roberta!

– Não me sinto bem aqui, onde você e ela transavam.

– Se for por isso, querida, terei que me mudar então, porque já transamos em cada canto desse apartamento – ri de expressão – agora deixa de onda e vamos dormir.

– Nem pensar, você está desviando o foco – a encarei impaciente – se lembra quando nós começamos a ficar? – assenti – eu deixei um homem excitado me esperando em uma cama, para saber a sua opinião sobre o meu ato – ri, oh sim, como esquecer da noite em que Elizabeth me telefonou de Londres, para me contar que estava preste a transar com o Bennett – se lembra do que você me disse? – assenti novamente, entendendo o que ela queria dizer – você me disse que nós devemos apenas nos arrepender do que fizemos e não daquilo que não tivemos a coragem de fazer, que a decisão era minha e que nada iria mudar independente da minha escolha, então eu dormi pela ultima vez com o Harry, encarando aquilo como uma despedida – estávamos frente a frente, seus olhos refletia sinceridade – você se lembra do que me disse quando nos encontramos uma semana depois, em New York?

– Disse que o que importava para nós era a nossa lealdade para com o outro e não a fidelidade.

– Então Maldonado, vá fazer uma mulher feliz – riu – sei que consegui, você é ótimo nisso.

– Você acha mesmo, que eu vou sair do meu apartamento, deixando você e o meu filho, que está dormindo no quarto ao lado, sozinhos, sair nessa chuva para ir atrás da Roberta?

Continua...

Notas finais
:D Pela centésima decima primeira vez... Não deixem de comentar, por favor ;D