Começo, Meio E Fim

50 Capítulo 50


Pov Rafael

- Meu anjo – tia Lice disse sentando-se no sofá, ao lado da minha madrinha, já que eu estava no colo dela e deu-me um beijinho na bochecha – que saudades de você – retribui seu beijo – nós duas estávamos – referiu-se a Sophia – e oi pra você também – disse à madrinha que riu, antes de mostrar a língua para tia Lice.

- Quanto amor entre vocês duas– mamma disse sentando-se ao lado da tia Lice – onde está o Pedro, Alice?

- No estacionamento com o Tomás – bufou – já estão subindo.

- E o que o Pedro queria com o Tomás? – madrinha perguntou, meus padrinhos já estavam aqui há algum tempo e há alguns minutos tio Peu telefonou pedindo que o padrinho descesse para encontrá-lo.

- Nada, apenas exibir o carro novo – bufou novamente – pela milésima vez – mamma e a madrinha riram – ele colocou uma nova aparelhagem de som, sei lá o que, e queria que o Tomás desse uma olhada – revirou os olhos.

- Tão a cara deles isso – mamma comentou – mas Alice, você não sabe mesmo onde os garotos vão levar o Rafa?

- Não – olhou para a madrinha – mas eu aposto como a dona Carla sabe – madrinha riu.

- Perdeu a aposta, porque eu não sei de nada.

- Duvido! – tia Lice e a mamma disseram juntas – tenho certeza de que o Diego te contou tudo – tia Lice completou.

- Pois fique vocês sabendo, que eu não sei de nada, mas tenho certeza que seja lá o que for você irá gostar – disse a mim, dando um beijo no topo da minha cabeça e eu sorri para ela.

- Você está tão quietinho, amor – tia Lice disse a mim – está tudo bem?

- Sim – assenti, mas antes que alguém dissesse algo, o padrinho entrou no apartamento com o tio Peu.

- Rafinha, menino, como você cresceu – tio Peu disse me dando um abraço e pegando-me do colo da madrinha.

- Eu digo isso a ele todos os dias, né campeão?! – padrinho disse e eu assenti, fazendo-os sorrir.

- Preparado para o passeio surpresa? – assenti, na verdade não estava com muita vontade de ir, não sei se queria ver o Diego novamente, mas eu gostaria de passear com o padrinho, com o tio Peu e com os gêmeos, acho que eles perceberam a minha insegurança e meu desânimo – vai ser legal, você vai ver – sorriu-me, não tive tempo de responder, pois a campainha tocou, o que me deixou um pouco tenso.

- O apartamento movimentado esse seu, hein Roberta?! – madrinha disse fazendo-nos rir.

- Deixa que eu abro – mamma disse caminhando-se até a porta, já imaginava quem era – oi.

- Oi – Diego respondeu depois de um tempo, parecia um pouco sem jeito.

- Oi meninos – mamma cumprimentou os gêmeos com um abraço – entrem.

- Oi Rafa – Bruno e Danilo disseram juntos e foram cumprimentaram os outros assim com o Diego.

- Oi Rafael – ele me disse com um meio sorriso – como é que você está?

- Bem e o senhor? – perguntei tentando ser educado.

- Bem, tá pronto pra nós irmos? – assenti incerto – meninos vamos – chamou os garotos – Tomás e Pedro, partiu?!

- Partiu – padrinho pronunciou – vamos fazer assim, Pedro e eu vamos com o Rafa no meu carro e você leva o Bruninho e o Dani, pode ser?

- Tudo bem – respondeu depois de parecer pensar um pouco – bom, até mais tarde então, meninas – ele disse quando já estávamos saindo.

- Tchau, meu anjo – mamma deu-me um beijo na testa antes de eu sair – já sabe, se...

- Se precisarmos de algo nós ligaremos – padrinho disse a ela e eu assenti – ele ficará bem, cuidarei dele, não se preocupe – tentou tranquilizá-la.

- Mais tarde nós o traremos de volta, são e salvo – Diego disse já no corredor do nosso andar – bom, tchau.

- Tchau.

Fui o caminho inteiro quieto, só respondia o que o padrinho e o tio Peu perguntavam, o nosso diálogo não era muito longo, acho que eles perceberam que eu não estava muito para conversa, passeio o trajeto inteiro olhando pela janela, sem dúvida o Rio de Janeiro tem belas paisagens. Não demorou muito para chegarmos ao tal lugar que o Diego escolheu para irmos e sim, a madrinha tinha razão sobre eu gostar de onde ele iria me levar, nós estávamos em uma praia, desde que cheguei ao Brasil, ninguém me levou a praia, talvez esse passeio não fosse ser tão ruim quanto eu pensava.

- E aí gostou? – Diego perguntou-me sorrindo, acho que notou meu encantamento com aquele lugar, era muito bonito.

- Sim – não sei bem o porquê, mas retribui seu sorriso, involuntariamente.

- Que bom – nossos olhares se cruzaram por alguns segundos, os olhos dele pareciam brilhar e me prendiam a concentração...

- Mandou bem, hein muleque?! – padrinho disse, fazendo com que eu quebrasse o contado visual com o Diego, o que era bom, pois não gostava muito de olhar para ele, era uma sensação estranha, como se nós conhecemos um ao outro e há muito tempo.

- Muito bem – os gêmeos disseram juntos.

- Nós costumávamos vir aqui, Rafa – tio Peu comentou – os seis há alguns anos, os rebeldes.

- Por isso que escolhi este lugar, em quantas praias do Rio você já esteve? – Diego perguntou.

- Nenhuma – respondi e ele me olhou surpreso – esta é a primeira.

- Ninguém te trouxe a uma praia carioca? – eu assenti – em que lugares do Rio de Janeiro você já esteve?

- Eu já fui ao Cristo Redentor e ao Corcovado duas vezes, uma vez com o padrinho e a outra com a mamma e a madrinha, e em alguns shoppings, mas ninguém me levou a nenhuma praia – contei a ele, que parecia chocado.

- É que não deu tempo – padrinho disse ao Diego, parecia que se defendendo.

- Bom, eu espero que você goste e se divirta – ele disse a mim.

Continua...