Começo, Meio E Fim

40 Capítulo 40


Notas iniciais
Esse capitulo é narrado por um anjo, ou melhor, uma anja ♥ Espero que vocês gostem :D

*Pov Especial – Carla

...

Há Nove Meses Atrás

- Buonanotte – ouvi uma voz grave, vinda de atrás de mim, fazendo-me levar um susto.

- Boa Noite – sorri para ele, que ria do susto que eu levei.

- Te assustei? – assenti rindo também – sem sono, Carlinha? – perguntou-me servindo-se de um copo d’água.

- Pois é, mas na verdade eu estava era assaltando a sua geladeira mesmo – ele riu olhando para a bandeja cheia de comida sobre a bancada da cozinha e eu sorri – e você perdeu o sono ou veio assaltar a geladeira também?

- Vim buscar água – levantou seu copo.

- Bom, então eu já vou indo, se não é bem capaz do Tomás descer para vir pegar a comida ele mesmo – ele sorriu, quando eu estava me retirando ele me chamou.

- Carla – hesitou por um momento – eu gostaria de conversar com você.

- Agora? – perguntei surpresa.

- Não, está tarde – disse, mas ainda assim eu estava sem entender – é importante, se você pudesse, poderia ser amanhã? – sugeriu.

- Sim – disse meio incerta – tem haver com... – calei-me meio sem graça.

- Sim, em partes – ele disse com um meio sorriso – amanhã, quando o Tomás estiver com o Rafael, na Praça de São Pedro, a Roberta ainda estará na Galeria, então você poderia encontrar algo para fazer pela manhã e tomar um café ou um suco, em uma Cantina que fica localizada perto do Hospital onde eu trabalho, creio que você já esteve lá algumas vezes, não esteve? – eu apenas assenti – ainda se lembra o caminho?

- Sim.

- Que bom, eu sugiro lá pelas 10 horas, talvez – ele sorriu-me – e apreciaria muito se você não dissesse nada a respeito desse seu passeio, com ninguém – Roberta – até mesmo com o Tomás, capisce?

- Tudo bem, Giuse – dei-lhe um meio sorriso – Boa Noite.

- Buonanotte.

...

- Você chegou há bastante tempo? – perguntei ao homem, que no instante que cheguei, levantou-se e me acomodou em uma cadeira a sua frente.

- Não se preocupe, estou aqui há uns dez minutos, apenas – Giuseppe sorriu-me e eu retribui – pedi um café, o que você gostaria?

- Um suco, obrigada – não trocamos nenhuma palavra até que chegaram nossos pedidos, eu estava um pouco desconfortável com aquela situação, não sabia ao certo o que ele queria conversar comigo, que precisasse ser longe e escondido de todos – pois então, acho que já podemos conversar, não?

- Sim – respirou fundo – imagino que a Roberta já tenha te dito algo sobre o resultados dos meus últimos exames – claro, os exames.

- Sim, eu sinto muito... – comecei a dizer, mas fui interrompida.

- Não se preocupe comigo, estou bem, apesar de tudo – sorriu-me – mas o que me preocupa mesmo é como a Roberta e o Rafael ficarão daqui a alguns meses, quando eu não estiver mais aqui para cuidar deles – havia certa mistura de emoção e angústia em suas palavras, senti um aperto no peito.

- Nós, digo, Tomás e eu, cuidaremos deles, não se preocupe – segurei em sua mão – você sabe que pode contar comigo, não sabe?

- Foi por isso que te chamei aqui – respirou fundo – preciso muito da sua ajuda.

- Você sabe que te ajudarei no que for, pode confiar – sempre gostei muito do Giuseppe, mesmo antes dele se casar com minha melhor amiga, serei sempre grata por tudo que ele fez por nós, ele sempre cuidou muito bem deles, ele era uma excelente pessoa, impossível não gostar dele, ele era um homem muito bonito, não apenas fisicamente, por dentro tinha um enorme coração, além de um charme irresistível de agradar a todas, bom quase todas, sem contar aquele sorriso que fazia qualquer um se derreter, era lindo e cativante, mas quando ele terminou de contar-me seu planos para o futuro da minha amiga e do meu afilhado, confesso que todo seu charme e poder de persuasão, ou partes deles, se desfez – nisso eu não poderei te ajudar – ainda estava tonta com tudo que ele havia me dito – eu jamais faria algo...

- Você não irá prejudicá-los, apenas estará ajudando-os se concordar em me ajudar.

- Não posso, a Roberta, ela jamais me perdoaria.

- Ela não saberá, a princípio, que você me ajudou, ninguém contará a eles, ninguém saberá, apenas você e eu – respirou fundo – e sugiro que se um dia você vir a contar tudo que você sabe eles já tenham se acertado, enquanto isso você ficará ao lado dela.

- Eu não sei... – mas que merda! Já estava considerando a idéia de fazer parte dessa maluquice toda, porque se tudo que o Giuseppe suponha desse certo, seria algo tão... – supondo que eu te ajudasse, eu teria que te dar o endereço do Diego? – perguntei ainda incerta.

- Sim – sorriu-me, mas não retribui – apenas do trabalho dele e me dizer um pouco do que ele faz por lá, como posso encontrá-lo.

- Tudo bem, eu te ajudarei a...

...

- Carlinha, amor, você viu o onde eu deixei a minha carteira – Tomás perguntou entrando no quarto e tirando-me dos meus devaneios.

- Serve essa – peguei a carteira que estava em cima do criado mudo e entreguei a ele, que sorriu pra mim.

- Obrigado – deu-me um selinho – não sei o que seria de mim sem você, linda – deu-me outro selinho – vai sair? – perguntou-me surpreso.

- Vou até o apartamento da Roh, oras! – tentei parecer convincente.

- Pensei que nós só fossemos para lá mais tarde, depois que eu voltasse da emissora.

- Resolvi ir mais cedo, estou com saudades do Rafa – sorri e ele retribuiu.

- Pois é, eu também, eu não o vejo desde domingo e mesmo falando com eles todos esses dias – que foram apenas três, pois hoje é quarta-feira – sei lá, bate um saudade – ele tinha razão.

- Mas você não vai demorar muito na emissora, né?

- Não, é coisa rápida – garantiu – então, eu te encontro lá na Roh mesmo e de lá saímos para almoçar, não vejo a hora do Rafa conhecer nossa casa nova – disse todo animado.

- Nem eu – retribuí seu sorriso.

- Bom, agora deixa eu ir e não esquece de mandar um beijo para eles, tá? – eu assenti e então nós beijamos carinhosamente – amo você – deu-me um selinho

- Também amo você – dei-lhe outro selinho antes dele sair, já havia se passado um pouco das nove da manhã, fui até meu closet e tirei uma pequena caixa de madeira de lá, de dentro retirei dois envelopes, guardei-os na bolsa e sai em direção ao apartamento do meu compadre.

Continua...

Notas finais
Comentem, por favor,quero saber o que acharam dele :)