Começo, Meio E Fim
35 Capítulo 35
Pov Roberta
- Termina de comer, meu amor – disse ao Rafa que mal tinha tocado na comida.
- Não estou com fome, mamma – deu-me um meio sorriso tristonho.
- Só mais um pouquinho, meu anjo – insisti, mas ele negou.
- Tudo bem – sorri para ele – parece que todo mundo dessa casa perdeu a fome hoje – comentei, meu pai havia chegado há algum tempo, conversamos rapidamente, depois fui tomar um banho enquanto ele conversou algo com o neto, também não quis jantar e não saiu mais do quarto, acho que o Rafael comentou sobre a conversa que iremos ter – filho, será que nós podemos ter aquela conversa agora? – perguntei apreensiva ao notar sua expressão.
- Sim, mamma.
- Venha – peguei-o no colo e fomos para o meu quarto – você sabe que o Diego esteve aqui hoje, não sabe?! – perguntei apreensiva tentando achar uma maneira de iniciar esse assunto, estava sobre a minha cama com ele sentado no meu colo.
- Sei – disse firme, causando um forte aperto no meu peito, fazendo-me abraçá-lo ainda mais forte, beijando o topo de sua cabeça.
- Ele... – não achei palavras para descrever o que se passou esta tarde – bom, você, meu anjo, como está se sentindo me relação a isso? – eu sabia como ele estava se sentindo, sabia que ele estava confuso, com receio... Isso fazia com que aumentasse ainda mais minha necessidade de protegê-lo, de cuidar dele e não deixar que nada o atingisse.
- Eu não sei — odiava vê-lo assim, confuso – não gostei de tê-lo encontrado, me assustou a maneira como ele me olhava, era diferente de todas as outras pessoas que me olham espantadas achando que eu sou ele, mas ele me olhou como se me conhecesse, como se soubesse quem eu sou – seus olhinhos estavam tristes – eu não quero mais vê-lo, mamma, per favore – pediu-me e eu o abracei fortemente, mais uma vez.
- Amor – alisei seu rostinho e ele me olhou atento – nós já conversamos sobre isso antes, você sabe que as coisas irão mudar um pouco, ele será uma presença constante nas nossas vidas a partir de agora.
- Mas ele pode não me querer – indagou – ele pode simplesmente não me querer e ir embora, não pode?! – sugeriu um pouco agitado, rejeição, ele espera mesmo que o pai o rejeite?!
- Isso não irá acontecer – garanti – ele jamais abrirá mão de você, meu amor – infelizmente.
- Como a signora, sabe? O que ele disse?
- Nada – admiti – mas sei que isso não acontecerá – afirmei, tentando passar-lhe confiança de que tudo ficaria bem.
- A signora me disse que eu posso gostar de quem eu quiser, não é? – assenti – então eu não preciso gostar dele? – perguntou-me inseguro.
- Meu anjo, eu sei que não será fácil para vocês, principalmente no começo, mas tenho certeza que com o tempo vocês irão se adaptar um ao outro – eu podia ver a incerteza em seu olhar – e mesmo que as coisas mudem um pouco, ficará tudo bem entre a gente, eu estarei sempre com você e você permanecerá comigo, independentemente do que venha a acontecer – beijei sua bochecha, meus olhos já estavam marejados.
- Eu te amo muito, mamma – sorri para ele que retribuiu – eu confio na signora, só não chore, per favore – pediu com um meio sorriso, enquanto limpava com seus dedinhos algumas das minhas lágrimas que insistiam em cair.
- A mamma te ama muito, muito, muito – distribui beijinhos pelo seu rosto – jamais duvide disso – o abracei fortemente – eu te amo, bambino mio.
Continua...
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