Combustão

13 Capítulo 12


Notas iniciais
Oi meus amores. Queria dizer que Combustão agora tem playlist! Segue aqui, ó: http://grooveshark.com/playlist/Combust+o/104540003 Sintonizem, joguem no aleatório e entrem no clima dessa história envolvente. Beijos e espero que gostem!!!

“Posso me sentar aqui?”

Hook levantou a cabeça e deparou-se com os olhos verdes encantadores de Zelena Mills. A novata tinha uma cabeleira ruiva volumosa, e um corpo muito bonito. Hook achava que o mercado de trabalho não era um lugar muito indicado para uma garota, muito menos uma tão bonita. Os homens falavam demais.

“Claro.”

Zelena puxou uma cadeira e sentou-se à mesa onde ele estava sentado, calculando os lucros do dia. Ele não a fitou por muito tempo, achava desrespeitoso. Manteve os olhos na calculadora e voltou a fazer seu trabalho.

“Você vai a festa da empresa?”

“Não sei, preciso perguntar à minha esposa.”

“Eu vou” Começou ela, retirando seus números do bolso. “Com o Pan.”

Hook encarou-a por algum tempo. Dizer ou não dizer? Não era da sua conta. Mas Pan… aquele bastardo tinha mesmo é que se foder.

“Se me permite te dar um conselho, Mills — tome cuidado com o Peter.”

Zelena o fitou, interessada. Em seus lábios, um sorriso tímido se instalara. “Porque diz isso?”

“Você tem alguma coisa do que o Peter diz sobre você no meio dos outros homens? Ou o que eles dizem sobre qualquer mulher?”

“É legal da sua parte me proteger, Killian.” Respondeu ela, encarando-o. “Mas eu já saí com outros do tipinho do Pan, e eu sei lidar com os prós e os contras. Ele é um babaca, mas me diverte um pouco.”

“A escolha é sua, Zelena. Mas eu acredito que você é boa demais para isso. O cara é um imbecil.”

“Eu sempre soube que você era do time dos bons.”

Hook sorriu para ela. “Eu não sou.”

“Você é, Killian. Mas infelizmente, todos os bons já tem esposas.” Zelena piscou para ele, antes de se levantar sorrindo e deixá-lo sozinho novamente.



“Eu aposto cem dólares que transo com ela na festa.”

Hook encarou Pan em silêncio. Acompanhava a brincadeira nojenta que ele havia começado, denegrindo Zelena com sua postura ridícula de adolescente. Um dos rapazes da companhia tirou a carteira do bolso e gargalhou.

“Eu aposto duzentos que você não vai conseguir nem colocar a mão dentro do vestido dela, idiota.”

“Da Zelena?” Pan gargalhou, arrogante. “Se duvidar eu transo com ela na frente de todos vocês.”

“Você é nojento, Pan.” Hook resmungou, chamando a atenção de todos.

"Ah! Olha só quem resolveu se pronunciar! O santo da paróquia. Só porque tem uma mulher gostosinha em casa se acha no direito de estragar a brincadeira alheia."

Risadas preencheram a sala, e Hook levantou-se, também rindo. Ele caminhou até Pan. "Primeiro, minha mulher não é gostosinha. Ela é mais gostosa que todas as mulheres que você já pegou juntas. Você só fica aí se vangloriando porque ela não pode te ouvir, só por isso. Não tem culhões para falar isso na cara dela e sabe muito bem disso."

"E você ta defendendo a putinha da empresa porquê? Quer comer também?"

"Eu já tenho minha esposa e é suficiente, Peter. Mas se eu quisesse, com certeza passaria longe desses seus métodos ridículos de sacanagem. Você é um fracassado."

Pan fitou o moreno com ódio e Hook sorriu para ele, a dentição perfeita e um semblante debochado.

Você ainda vai me pagar, Jones. O que é seu está guardado.



Killian estava chegando em seu carro quando ouviu seu nome. Zelena vinha correndo até ele, usando salto alto e uma jaqueta de couro verde. Quando estava suficientemente perto, a ruiva cravou a unha na gola de sua camisa e puxou-o para si, beijando sua bochecha animadamente.

"Eu soube o que fez por mim, Killian. Obrigada. Obrigada mesmo."

"O cara é um nojento. Não foi nada demais."

"Ah, foi sim!"

Zelena debruçou-se para beijá-lo mas Killian afastou-se repentinamente. "Opa... Zelena, eu sou casado..."

"Você está certo, me desculpe. De qualquer modo, só queria agradecer. Você é incrível, Hook."

Hook sorriu e piscou para ela, entrando no carro logo em seguida. "Vejo você no bar do Carl?" Perguntou ele, e a viu sorrir.

"Estarei lá, caubói."



Robin observou-a dormir. Regina vestia apenas uma camisola curta, e enrolada nos lençóis de cor salmão, parecia um anjo. Seu semblante estava um tanto apreensivo e isso chamou a atenção dele. Já era quase manhã e ele estava exausto.

Com cuidado para não acordá-la, ele se despiu. Dobrou as roupas com cuidado e depositou-as sobre uma cadeira, voltando para a cama vestindo apenas uma cueca boxer preta.

Delicadamente, ele se posicionou atrás dela, puxando-a para si e enfiando o rosto em seus cabelos, onde depositou uma serie de beijos. Regina aninhou-se no tórax dele, abraçando os braços que a abraçavam. "Amor? Resmungou ela, ainda sonolenta e sem abrir os olhos.

" Sim?" Respondeu ele, mordiscando o lóbulo da orelha dela e diminuindo toda e qualquer distância entre eles.

"Você demorou."

"Estou aqui agora."

"E é onde deve ficar."

Ele beijou a curva do pescoço dela e ambos voltaram a dormir.



Tinkerbell notara o quão tarde o marido estava chegando, mas não disse nada. Não conseguiria dizer nada. Em sua cabeça, lembranças reais e muito envolventes de Regina dançavam com alegria. A sensação da boca dela, o toque e a força de seus dedos. A maneira cruel com a qual a morena se desfez dela.

Hook cheirava a bebida, e Tinker respirou rarefeita, esperando religiosamente que o marido dormisse. Não suportaria transar com ele bêbado, muito menos depois de Regina. Seria injusto com ele.

"Tinky, você tá acordada?" Perguntou ele demonstrando certa moleza na voz. O silêncio que se seguiu fez com que ele desistisse de chama-la.

Minutos depois, ele caiu em profundo sono.



Flashback on

Com maestria, Regina caminhou até a porta, checando no reflexo dos espelhos decorativos se algo estava aparecendo demais. Ela usava apenas o robe o e cabelo estava preso em um coque frouxo, mas estava apresentável.

"Tinker?"

Por incrível que pareça, Regina estava surpresa com a presença da loira ali. Já era tarde da noite para qualquer que fosse a ocasião.

"Precisamos conversar." Sibilou a loira, entrando na casa sem ser convidada e passando por ela com uma irritação transparente no rosto.

Regina revirou os olhos e fechou a porta, imaginando o desgaste emocional que essa conversa causaria.

Tinkerbell transbordava irritação. Seus olhos claros pareciam mais escuros e seus lábios formavam um traço inexpressivo. Ela encarava Regina de baixo para cima com fúria no olhar. Não era preciso investigar muito. As pernas dela estavam marcadas, seus pulsos machucados, havia um chupão abaixo da sua orelha. Era fácil supor o que havia acontecido entre Regina e David, e isso a enfurecia quase que incompreensivelmente.

"Vai falar a que veio, Tinker ou vamos ficar aqui a noite toda?"

"Qual é seu problema?"

"Sono e dores musculares. E os seus?" Brincou Regina, os braços cruzados na altura dos seios.

"Estou falando sério, Regina. O que pensa que está fazendo?"

Sério? Você veio até aqui para essa conversinha inóspita? Eu só posso estar com cara de Forest Gump mesmo.

"Eu estava indo para a minha cama quando você tocou a campainha da minha casa e veio fazer esse interrogatório sem finalidade. O que quer que você esteja ensaiando dizer, Tinkerbell, diga de uma vez. Não estou com paciência para os seus joguinhos."

E era isso. Tinker havia atingido o limite de sua paciência e Regina não estava disposta a relevar.

"Você não é Deus, Regina. Não pode brincar com as pessoas. Manipular tudo e todos só para satisfazer seus desejos insaciáveis. Será que não percebe que tudo que faz tem consequência?"

"Mas que merda! Do que você está falando? Eu nunca manipulei você, Jones. Tudo foi sob a sua livre e espontânea vontade. Usando o seu livre arbítrio. Pare de agir como uma adolescente mimada, que porra Tinker!"

Tinker engoliu em seco. Era a primeira vez que via Regina nervosa. Nunca ouvira a morena aumentar tanto o tom de voz mas isso não mudava nada. Você está errada, Regina.

"As pessoas não são a porra dos teus servos sexuais, Regina! Minha irmã não é uma aventura. Ela tem 17 anos! Eu não quero nem imaginar o que você fez com ela. Isso é inescrupuloso até para você! E o David? Ele é casado com a minha melhor amiga! Eles não tem um casamento aberto. Você está fodendo minha irmã e o marido da minha melhor amiga bem debaixo do meu nariz e acha que meu papel é consentir com isso? Não! Não vou! Você precisa parar com isso, caralho! As pessoas não são objetos seus, pelo amor de Deus!"

"Cala a boca." Sibilou Regina. Seus olhos faiscaram de puro ódio, os lábios contraídos e um clima obscuro tomou conta delas. "Cala essa boca, Tinkerbell. Tua irmã veio aqui sem ser convidada, e eu garanto a você que ambas permanecemos vestidas o tempo todo. Eu não fiz nada com a tua 'princesinha'. Se você parasse de me vigiar, talvez se sentisse melhor a respeito da sua própria vida, não?"

"Você está insinuando que..."

"Não estou insinuando, Tinkerbell." Cortou Regina, impedindo-a de falar. "Estou dizendo, com franqueza e objetividade. Você está com raiva de mim ou do David? Porque pelo que estou percebendo, a preocupação não é exatamente com o casamento deles. Talvez você quisesse estar no meu lugar, não é? Mas não assume. Não assume porque é fraca e desonesta consigo mesmo. Uma covarde."

Tinkerbell não entendeu como aquilo aconteceu. As palavras de Regina a atingiram como um tornado, e seu emocional entrou no espiral de aflições, de modo que foi completamente involuntário quando ela ergueu a mão e desferiu um tapa na cara da morena. A palma da sua mão causou um som opaco e alto quando voou contra o rosto dela, e Regina respirou fundo, incrédula com a coragem da loira. Segundos de um silêncio enlouquecedor a separaram, até que Regina caminhou até ela e a empurrou até a parede, prensando-a na parede branca enquanto devorava sua boca. Regina forçou os pulsos dela contra a parede, seu corpo esmagando o dela. Tinker sentiu seu corpo em alerta, mas não ousaria parar. Ela entendia. Entendia porque as pessoas vinham continuamente aos pés de Regina, porque as pessoas imploravam para entrar em seu quarto e deitar na sua cama. Regina era o sexo, personificado em um corpo sensual e libidinoso e intensificado pela personalidade intensa e ousada. Regina ia fazê-la desmanchar apenas com o beijo.

A boca dela viajou até o pescoço da loira, onde Regina mordeu e lambeu, as mãos acariciando o corpo pequeno e delicado, apertando-a, acariciando, e enfraquecendo as resistências dela de modo irreversível. Regina abandonou o pescoço dela e voltou a sua boca, mordiscando-lhe o lábio inferior dela enquanto seus dedos circulavam o pescoço fino da loira à sua frente. "É a primeira e absolutamente última vez que você me bate na cara, estamos entendidas?" Tinker gemeu em resposta e Regina sorriu enquanto subia o vestido da loira enquanto fitava a carne descoberta com um olhar perverso.

"Regina" Tentou Tinker, trêmula demais para demonstrar uma reação precisa. Ela delicadamente segurou a barra do vestido, impedindo que Regina o subisse mais; o movimento enfureceu a morena, que afastou-se dela. "Se você não quer, saia." Ordenou Regina, a voz soando rouca e sôfrega.

Tinkerbell não saiu. Milhões de coisas lhe passavam pela mente. Ela não podia ir embora e conviver com a culpa de ter fugido do toque de Regina, porque ela o queria. Almejava desesperadamente por ele. Regina observou-a por um minuto inteiro, os olhos de lince presos aos seus como uma maldição mitológica.

"Por que ainda não se foi? Esqueceu o caminho?"

"Eu não vou embora, Regina."

Um sorriso rápido passou pelos lábios de Regina — ela já tinha ouvido essa frase, recentemente. Talvez fosse coisa da família, uma característica genética das garotas Swans. Uma persistência insana no que as excitava. Regina voltou a se aproximar de Tinker, puxando-a pelo cabelo para si com o intuito de roubar outro beijo, saboreando a boca dela com almejo. "Vadia." Sussurrou Regina contra Tinker enquanto caminhava com ela, guiando-a até a mesa da sala de jantar. Num movimento rápido, sentou-a ali e foi subindo o vestido sem cerimônia, enquanto empurrava-a para a mesa forçando-a a deitar. "Você tem esperado por isso desde que nos conhecemos, Tinker." Regina abriu-lhe as pernas, escancarando-as; ela posicionou-se ali e massageou o clitóris da loira por cima do tecido fino da calcinha. "Você quer tão desesperadamente ser fodida por mim que a ideia de eu estar fazendo isso com as outras pessoas te enlouquece, Tinkerbell."

"Regina, por favor."

Regina sorriu, os olhos faiscando com maldade e malícia. Implore, vagabunda. Rasteje. Seja a porra da submissa agora.

"Regina!" Gemeu Tinker quando a morena chupou-a por cima do tecido. Ela ouviu a morena rir vitoriosa, antes de arrancar sua calcinha com urgência, destruindo o tecido fino. As mãos de Regina apertaram com força os seios cobertos dela no exato momento em que Regina encostou seus lábios na carne sensível e lubrificada entre as pernas e sua língua passou a se movimentar graciosamente ali.

"Puta merda... " Gemeu a loira, antes que Regina colocasse três dedos que antes estavam em seu seio agora em sua boca. Tinker começou a chupa-los como se seu prazer dependesse daquilo e talvez o fosse, ela não saberia dizer. A cada movimento que Regina fazia com a lingua, calafrios lhe percorriam a espinha; ela estava sendo lambida, chupada, mordida e fodida com fome e maestria, e se esse era o verdadeiro gosto do tesão, bem, ela o queria sempre. Regina começou a sugar seu clitóris ouvindo seus gemidos cada vez mais urgentes e então buscou os dedos que estavam sendo deliciosamente chupados e enterrou-os nela, socando fundo em sua boceta.

"Oh meu... Deus!" Gemeu Tinker quando sentiu-a movimentando os dedos dentro dela sem nenhuma piedade ou misericórdia. Regina tinha fogo em seus olhos e um sorriso selvagem enquanto a estocava com força, seus dedos afundando na carne macia e sensível. Prazer do mais denso e quente se apoderava de cada centímetro do pequeno corpo de Tinkerbell Swan Jones. "Sua putinha..." Sibilou Regina, lembrando-se de todas as merdas que escutara anteriormente. Lembrando-se de David. Do segredo enlaçado entre eles. Da fantasia dele sobre ela. Da dor em sua carne. "Fica de quatro para mim."

"Como?" Gemeu Tinker, confusa.

"De quatro, Tinkerbell. Agora." Ordenou Regina, irritada.

Relutante, Tinker virou-se. Regina puxou-a contra si e deu-lhe um tapa na bunda, antes de puxar os cabelos loiros com força e sussurrar. "Eu quero te foder até você pedir clemência, Tinkerbell." Quatro dedos invadiram-na e Tinker arfou, as unhas arranhando a madeira da mesa. "Regina! Porra!" Tinker sentiu que seu corpo todo fosse se desmanchar quando sentiu-a chupando seu períneo anal ao mesmo tempo que seus quatro dedos entravam e saíam com força, rasgando-a; o mix de sensações era intenso demais para ela. A língua da morena passou pelo seu orifício e forçou uma leve penetração, mordendo ali logo em seguida. Tinker choramingou de prazer e Regina enfiou o polegar em sua boceta, socando-a com o punho fechado. Sabia que ela não estaria pronta para isso e esse era seu objetivo. Infligir dor. O punho da morena afundava firme e bruto dentro dela, preenchendo, estocando, maltratando. "Rebola, Tinker. Rebola no minha mão." Sussurrou Regina, forçando ainda mais a penetração. Ela deixou que a mão livre percorresse o caminho até o clitóris da loira e o beliscou, de modo que fez Tinkerbell explodir num orgasmo uníssono e catalisador, um espasmo quase convulsivo. "Regina!" Gritou ela, enquanto todas as células de seu corpo respiravam ofegantes e eletrizadas.

Depois de algum tempo, Tinker recuperou-se e desceu da mesa. Regina estava de costas para ela, com um cigarro nas mãos enquanto observava a vizinhança.

"Regina..."

"Vá embora." A voz ríspida e o tom raivoso a deixaram confusa. Regina não tinha acabado de fodê-la na mesa da sua sala de jantar?

"Regina, como..."

"Você por acaso é surda?" Regina virou-se de frente com ela. Seu rosto permanecia impassível. "Eu disse para ir embora e espero não ter que repetir pela terceira vez."

Tinker respirou fundo. É assim que você quer, Regina? É assim que vai ser! Em poucos minutos, Tinker passou pela porta frontal, batendo-a com força atrás de si. Regina sorriu, agachando e segurando o resto da calcinha rasgada. Ela levou o tecido ao nariz e inalou o cheiro.

Deliciosa, senhora Jones. Incrivelmente deliciosa.

Flashback off

Notas finais
Dedicado à duas pessoas lindas, maravilhosas e que me divertem muito, sempre. @swanperrylla e @pantiesparrilla ♥