Combustão

2 Capítulo 1


“30 reais o quilo da carne?” Resmungou Mary Margareth. “Isso torna um churrasco em um banquete de gala.”

“Porque a gente não troca? Você leva as saladas e eu levo a carne?”

Mary olhou para Tinker sorrindo.

“Podemos não ter dinheiro para comprar uma mansão na Park Avenue, mas podemos comprar a carne.”

“Você tem caixas extras para doar? Estou de mudança.”

“Mas é claro, Sra. Jones.” Respondeu o atendente do açougue. “Grande, pequena, média?”

“Qualquer uma que você puder me dar. Me mudo esse final de semana.”

“Para um casarão de três andares na Park Avenue.”

“É verdade”, continuou Tinker. “Vou fazer compras com a Gwen Stefani e ser vizinha do Cristiano Ronaldo.”

Elas se afastaram do balcão, sorrindo e Mary colocou os pacotes no carrinho.

“Você vai sentir minha falta, sabia?”

“Não vou não. Estou mudando para apenas algumas ruas mais longe. Continua sendo bem perto.”

“Se são apenas algumas quadras, porque tem que se mudar?”

“Dizem que mudar é bom, Mary.”

“Eu achei que você estava feliz onde estava. Todo esse tempo e eu nunca percebi que você estava tão insatisfeita.” Provocou ela, colocando as compras na esteira do caixa.

Tinker apenas a observou por alguns minutos, mas não respondeu.

“É o último final de semana até os cursos de verão, pessoal. Celebrem a liberdade de vocês com sabedoria.”

Emma levantou-se da carteira e caminhou até seu professor. Ao chegar na mesa, ela entregou a prova.

“Terminou rápido, Emma.”

“Eu não vou viajar.”

“Ahn?”

“Esse final de semana. Minha irmã está se mudando. Tecnicamente, eu estarei viajando. Alguns quarteirões. Meu cunhado é tão capitalista.”

Graham apenas a observou por alguns segundos, e antes que conseguisse dizer algo, mas o sinal do final da aula gritou acima deles.

“Pessoal, a aula acabou! Entregando as provas!”

Emma começou a se afastar, e parou antes de chegar à porta.

“Tenha um bom final de semana, Sr. Humbert.”

Ele sorriu para ela, timidamente.

“Você também, Emma. Boa sorte com a mudança.”

Emma caminhou pelos corredores, e saiu pela porta frontal do colégio. Um carro com tração nas quatro rodas amarelo parou perto da calçada e ela se aproximou, debruçando sobre a janela.

“O que está fazendo aqui, Neal?”

“Te dando uma carona, se você quiser. Tirando o dia de folga.”

Emma sorriu, e entrou no carro. Ela debruçou-se e o beijou.

“Você fumou.”

Ele sorriu para ela, e pegou o baseado que estava sobre o painel, entregando a ela. Emma o colocou entre seus dedos e o levou à boca.

Regina estava sentada no sofá assistindo a um programa de perguntas e respostas quando Robin passou por ela carregando um pacote de compras. Ele tocou de leve o braço dela.

“Desculpe a demora. Ela mora em Maine, na casa dos pais. Você acredita?”

“Sim.” Respondeu ela, sorrindo maliciosamente para ele. “Como era mesmo o nome dela? Abigail? Amélia?”

“Algo assim.”

“Ela usava um crachá, baby.”

“Ariel. E provavelmente deveria ser demitida após a performance dela conosco.” Ele se aproximou, sentando-se no sofá ao lado dela. “Ao menos prestar serviço comunitário.”

“Pelo que eu vi você pareceu gostar da performance dela.”

Ela estendeu a mão e acariciou o cabelo dele, delicadamente.

“Está com ciúmes? Ei, você é a única aeromoça para mim.”

“Seu canalha.”

Ela deixou que sua mão deslizasse pelo rosto dele e passou a ponta do dedo indicador sobre os lábios dele.

“Vamos manter nossos relacionamentos na nossa faixa etária, tudo bem?”

“Tudo bem.”

Robin se inclinou e a beijou, a mão sobre a coxa dela. Regina colocou as duas mãos no rosto dele, e ele se deitou sobre ela, continuando o beijo na horizontal. Ela passou uma das pernas por fora da perna dele. Ele a beijou com volúpia, o fogo ardendo entre eles como de praxe. Robin subiu as mãos pelas coxas torneadas, subindo seu vestidinho leve.

“Rob.”

“Ah, me deixa comer você vai.”

O sussurro dele a arrepiou e ela sentiu sua excitação dobrar. A umidade em sua calcinha se fez presente.

“Não faz nem duas horas que a gente fez um ménage com a garota.”

“Você acha que eu consigo resistir a você? É só você dar esse gemidinho sacana e eu fico todo duro.”

Robin continuou subindo a mão pelas pernas dela. Ele a acariciou por cima da calcinha.

“Parece que você está bem animada.”

“Ah, sabe como é. Meu marido não me fode direito.”

Ela sentiu quando ele afastou a calcinha dele e enfiou logo três dedos dentro dela, em ritmo moderadamente lento.

“Ah é?”

Ela mordeu o lábio inferior, sorrindo para ele. Robin debruçou-se e a beijou com desejo, enquanto ela passava a outra perna por fora da perna dele, ficando totalmente aberta. Ele continuou a enterrar os dedos dentro dela, aumentando o ritmo. Regina cravou as unhas nos ombros dele, deixando-o agir sem pressa.

Robin começou a chupar o pescoço dela, descendo, a língua acariciando sua clavícula, e mordendo seus seios por cima do vestido. O gemido dela se tornou um pouco agudo, e ele continuou descendo os beijos, tirando os dedos de dentro dela e ouvindo-a suspirar em frustração.

Regina sentiu quando ele a abriu, e deitado sobre ela, a tomou com a boca, encaixando-a no sexo dela. A língua dele fazia movimentos leves, lentos e profundos, acertando as terminações nervosas dela e pressionando-as. Regina enfiou os dedos nos cabelos dele, impulsionando a cabeça dele com força contra o centro da sua umidade, incentivando-o a começar.

“Oh Deus, Robin!” Suspirou ela.

Ele usava os lábios para suga-la, enquanto a língua a penetrava, incansável. Regina começou a se movimentar contra a boca dele, tamanha a excitação que tomava conta dela. As mãos dela agarraram os próprios seios, tentando aplacar o tesão que a consumia. Robin a manteve no lugar enquanto a chupava, lambia e sugava, sentindo os músculos tencionando, o baixo ventre dela estremecendo. Ele passou a língua sobre o clitóris e o prendeu entre seus lábios. Regina não aguentou, agarrando o cabelo dele com uma mão e o sofá com a outra e dando um grito que denunciava o prazer enlouquecedor que a tinha feito gozar.

“Puta que pariu Robin! Oh Deus.”

“Agora eu vou te comer bem gostoso.”

Robin abriu seu zíper e puxou o membro para fora, engrandecido pelo tesão. Ele tirou as peças de roupa que faltavam, ficando gloriosamente nu. Regina tentou levantar-se, mas estava mole pela pequena brincadeira que eles tinham acabado de fazer. Robin puxou o vestido dela por cima, e tirou o sutiã logo em seguida. Regina roçou os lábios no dele e tentou pular em seu colo.

“Aqui não, Regina.”

Ela franziu o cenho, encarando-o em dúvida. Ele levantou-se e a puxou com ela, pegando-a no colo, enquanto ela cruzava as pernas por cima do seu quadril. Robin andou com ela até a varanda da casa, encostando-a na porta de vidro.

“Aqui.”

“Robin, você enlouqueceu? Os vizinhos podem nos ver daqui.”

“Quem sabe eles não queiram se juntar a nós?”

Ela sorriu para ele, cheia de segundas intenções.

“Vamos dar um showzinho privado para as empregadas deles.”

Robin virou-a, colocando sobre a mesa de vidro que ficava na varanda. A mesa onde eles costumavam tomar café. O pensamento o fez sorrir. Qualquer um que passasse pela rua e prestasse um pouquinho de atenção veria os dois ali e isso o excitou. Passou as mãos pelas costas dela e então a penetrou, de uma vez. Seu pênis entrou rasgando dentro dela, e ele passou a mover-se com urgência, estocando, metendo com força. Regina curvou-se para trás, as unhas enfiadas nos antebraços dele enquanto ela observava a rua.

Aquilo era insano.

“Seu marido precisa te comer direito, moça.”

Ele rebolou contra ela, acertando o ponto certo em seu osso púbico.

“Puta merda” Gemeu ela. “Ele precisa, mesmo.”

“Ele faz assim com você?”

Robin começou a entrar e sair dela rebolando, criando assim uma curvatura em seu pênis que raspava as paredes internas dela. Regina gemia alto, e agarrava-se ainda mais contra ele. Ele a pegou pelo pescoço, levantando-a e fazendo com ela que olhasse em seus olhos. A boca dele roçou na dela e ele tacou a língua dentro da sua boca, beijando-a. Forte.

“Eu te amo.”

“Eu te amo mais.”

“Duvido.”

“Cala a boca e me come logo.”

Ele sorriu e chupou a carne do pescoço dela enquanto se enterrava ainda mais nela, indo cada vez mais fundo. Ele estava ficando quase sem forças, mas pegou-a da mesa e a apoiou contra a porta de vidro, o quadril dela empinado contra o ar enquanto ele a invadia, os seios dela espremidos contra o vidro, deslizando para cima e para baixo a cada estocada. Ele continuou a socar dentro dela, ouvindo-a choramingar.

Ele passou a estoca-la mais um pouco e quando sentiu que ia explodir dentro dela, deslizou uma mão por dentro da virilha dela, pressionando a carne do clitóris e dando-lhe um beliscão firme. Regina sentiu as pernas estremecendo quando o orgasmo a atingiu, forte e poderoso. Suas pernas dobraram, e Robin a segurou para que ela não caísse. Ela gemeu loucamente contra o vidro da porta, embaçando-o.

Robin continuou estocando-a, com menor intensidade e segundos depois, atingiu seu clímax também.