Combatentes
14 Quando o mar não está para peixe
Notas iniciais
16:00 horas, San Pedro, Costa Rica.
O silêncio imperava naquele casarão próximo a orla de uma das praias mais lindas do país. O sol ainda causava ardor na pele das pessoas mesmo a tarde estando próximo ao fim. E os que refrescava os ocupantes daquela residência era a brisa suave e umas cervejas bem geladas.
Sasuke aparava o gramado um pouco a frente. Concentrado em sua função e sem camisa devido ao calor. Seguia alheio sobre algumas informações como por exemplo ser objeto de distração de três mulheres.
Temari, Sakura e Hinata permaneciam sentadas próximo a piscina em cadeiras de praia observando o Uchiha prosseguir com sua tarefa. Temari bebeu um pouco de cerveja diretamente do gargalo completamente no automático. Sem desgrudar os olhos do Uchiha por um segundo.
— Ele é mesmo lindo. – Temari comentou assim que seus lábios ficaram livres sobre a beleza inquestionável do piloto com Hinata e Sakura. Ambas afirmaram sem consciência e também ingeriram a bebida do mesmo modo que a Sabaku: sem desviar os olhos do Uchiha. Porque deixar de observar aquela beldade por um mínimo instante era um pecado.
— Lindo é pouco. – Hinata comentou um pouco depois, exatamente quando Sasuke largou o cortador de grama para passar a mãos nos fios negros de seu cabelo com finalidade de tira-los de sua visão. Ele estava suado e a pele pálida adquiria um tímido bronzeado toda vez que o Uchiha saia para surfar junto ao Uzumaki. Resultado: sua aparência estava ainda melhor do que já era.
— Alguém pode chamar o médico? Porque estou passando mal. – Sakura mal acabou de se manifestar e o trio caiu no riso, pois a Haruno era a médica ali e realmente ficar olhando para Sasuke daquela maneira era um risco nocivo à saúde. A risada das três acabou por chamar a atenção do Uchiha e Sakura capitou o seu virar sensacional. – Disfarça que ele está olhando.
Alertou as companheiras. Hinata fingiu que iria passar protetor solar, Sakura jogou a cabeça para trás fingindo estar naquela posição a tempos e Temari acenou para Sasuke mantendo-se na mesma posição, porque desviar os olhos daquela visão era cometer um crime. Sasuke retribuiu o aceno com a mão e negou com a cabeça retornando para sua tarefa de forma silenciosa.
— Vocês viram a tatuagem que ele tem embaixo do braço? – Temari inquiriu sobre o brasão da força aérea tatuado no braço de Sasuke. Tatuagem que o deixava ainda mais atrativo e irresistível.
— E como deixar passar batido? – A questão surgiu em uníssono. E devido a isso Hinata e Sakura riram brevemente.
— Temos uma missão a ser cumprida, senhoras. –Temari começou séria. – Exploração de “terreno”. Alguma voluntária se apresenta?
Ficaram em silêncio por um instante. Não porque a questão era de difícil entendimento ou muito menos por constrangimento. Na verdade, a breve pausa na conversa se deu ao fato do Uchiha segurar a mangueira e esguichar água na própria pele com finalidade de se refrescar. E aquela imagem merecia toda a atenção do mundo. Sakura deixou escapar um palavrão imaginando como seria a verificação de terreno que na verdade constituía-se na anatomia do Uchiha por um instante.
— Voluntária se apresentando, senhora. — Sakura se manifestou, quando notou que Hinata apenas estava envolvida no embalo do momento e não apresentava interesse de qualquer espécie em relação ao Uchiha. Nem carnal ou sentimental.
— Voluntário para quê? – Temari estava preste a fazer mais um comentário sobre a objetificação do corpo masculino, melhor do corpo de Sasuke, quando Naruto se aproximou animado e igualmente sem camisa.
— Vai por mim. – Temari começou com um meio sorriso sabendo que Naruto amava ser útil em qualquer empreitada. –Você não vai querer ser voluntário. A não ser que Sakura se importe em dividir a verificação ou explorar a extensão deste terreno também.
Naruto cruzou os braços sem compreender o conteúdo sexual velado naquela conversa aparentemente séria e ficou encarando as três. Hinata não aguentou fingir que estava falando de algo sério e desviou dos olhos azuis para virar a cabeça de lado com finalidade de rir. Porque a Haruno estava ponderando sobre a verificação do segundo terreno também.
— Me declaro inapta para o cumprimento da averiguação do segundo terreno, senhora. – Sakura falou ainda olhando para Sasuke. – Dois são demais para mim.
Sakura finalizou séria, mas não aguentou segurar a vontade de rir e desatou logo depois. Hinata nem disfarçava mais enquanto Temari negava com a cabeça: seus soldados eram todos moles!
— Hinata, não quer se voluntariar para o segundo terreno? – Temari inquiriu. – A extensão do segundo terreno apresenta características interessantes, como por exemplo a que se situa nas proximidades dos países baixos.
Temari indicou sutilmente para o loiro ao seu lado, fazendo um gesto sugestivo, porem discreto, com a sobrancelhas em direção a região pélvica do Uzumaki. Sakura e Hinata tentaram, mas não resistiram olhar para a tatuagem rente ao cos da bermuda de Naruto. E com certeza aquilo era bem interessante. O silêncio predominou novamente, mas apenas por um instante e logo caíram no riso enquanto Naruto aguardava pacientemente para ser incluso na conversa ou ter a atenção merecida. No entanto desistiu logo depois e começou a afastar-se.
— Não falam coisa com coisa. – Saiu reclamando e foi até Sasuke. As três se entreolharam rapidamente. Naquela cumplicidade criada recentemente.
— Aguardando confirmação. – Temari olhou diretamente para Hinata. Certo que ela e Naruto começaram com o pé esquerdo. Mas Naruto era um atentado a sanidade de qualquer ser normal e ele estava se esforçando para conviver com certa civilidade com a Hyuuga. Estava se esforçando nos últimos dias.
E para Hinata ver aquele lado pervertido de Temari estava sendo uma experiência agradável. Até tinha se esquecido de como era aquele tipo de conversa entre mulheres. Ponderou e olhou para Sakura, mulher que a encorajou com os olhos.
— Voluntária se apresentando, senhora. – Hinata manifestou-se claramente numa brincadeira. Jamais iria parar na mesma cama com Naruto porque, para início de conversa, mal se engoliam.
Riram novamente e retornaram para a observação. E agora não era apenas um piloto, mas sim dois pilotos sem camisa. Um loiro bronzeado e um moreno pálido. Teste de resistência a qualquer ser de bom gosto. Enquanto isso alheios a tudo Sasuke obrigava Naruto rastelar o gramado.
— E lembrem-se. – Temari chamou a atenção para si com um tom arbitrário. Sakura e Hinata a olharam sem entender aquela mudança abrupta da Sabaku. – Missão dada...
Temari deixou que as duas concluíssem sua frase. Hinata negou com a cabeça e Sakura jogou os ombros para cima indicando que não sabiam o restante da frase. Temari revirou os olhos por conta disto.
— Vocês da Aeronáutica e Marinha não sabem de nada mesmo, não é? – Aquela pergunta soou mais como uma afirmação da Sabaku. Compreendia a ignorância de ambas, pois aquela frase era difundida e dita por fuzileiros do exército.
— Pensei que já tínhamos superado está diferença. – Hinata comentou sobre a rixa entre os braços das forças armadas. Tema favoritíssimo de debates acirrados e constantes entre os membros da equipe.
Temari iria rebater, mas viu um carro estacionar próximo a piscina chamando a atenção de todos os presentes para o automóvel. Do mesmo viram descer os membros restante da equipe, os quais estavam com dois dias de atraso. Todos visivelmente intactos ou quase isso.
Ino e Tenten saíram primeiro e logo apertaram o passo para não retirarem o equipamento que sobrou do carro, ideia obviamente de Tenten. Cumprimentaram Sasuke e Naruto de longe e um breve sorriso malicioso pairou no rosto das duas, quando Ino fez um comentário sobre a fisionomia atrativa de certo alguém: Sasuke.
— Fiquem vendo. – Temari pediu a Sakura e Hinata. – Ei, meninas!
Ino e Tenten pararam com a breve conversa paralela para ceder atenção a Sabaku desconsiderando a distância grande entre elas.
— Missão dada...! – Temari elevou a voz e consequentemente chamou a atenção dos homens.
— É missão cumprida! — E a resposta veio em uníssono das duas mulheres. Temari ficou satisfeita.
— Viram? Missão dada é missão cumprida. Não me decepcionem. – Temari levantou da cadeira a fim de conversar com Shikamaru, o qual ainda estava dentro do carro. – E claro, quero relatório.
*
— Sasuke. – Naruto se aproximou do Uchiha em uma caminhada calma. Sasuke parou de tentar ligar o cortador de grama, o qual pifou como tudo estava pifando naquela casa. Devido à falta de manutenção e de uso.
— O que foi? – Sasuke inquiriu olhando para cara do Uzumaki que alternava em olhar para a grama e para as mulheres mais atrás.
— Está acabando aí? – Naruto questionou. – Quero que você me ajude com uma parte do motor.
Naruto referiu-se ao motor do carro que Tenten fundiu semanas atrás. Claramente em um acidente.
— Te ajudo se você me ajudar. – Sasuke empurrou o rastelo para Naruto. – Rastela aí vai. Não aguento fazer mais nada sozinho.
— Mentira, sei que Temari cortou e rastelou o gramado do fundo sozinha. – Naruto apontou para o Uchiha, o qual deixou um sorriso escapar.
— E por isso amo ela. – Sasuke falou da boca para fora. Na verdade, estava amando o modo de Temari pensar. Em realização e divisão das tarefas domésticas tanto por homens e tanto por mulheres. Como por exemplo, cada um aparar uma parte do gramado e lavar a louça depois do jantar. A qual está noite seria do Naruto. O que significava que seria Sasuke a lavar.
— Já lavei todos os banheiros. – Naruto protestou, indicando que não iria levantar mais um dedo. – Vai me ajudar ou não?
— Pede para Hinata ajuda-lo. – Sasuke desistiu de obriga-lo. – Ela sabe o mesmo tanto que eu de mecânica.
— Ou seja nada. – Naruto balançou a cabeça derrotado.
— Isso mesmo, creio eu. – Sasuke parou de realizar sua tarefa e apoiou o peso do corpo no cabo do rastelo. – Acho melhor você ficar longe das vistas de Temari.
Naruto olhou em direção as três mulheres e fez cara de desentendido. Por que tinha que ficar longe dos olhos de Temari?
— Antes que ela veja o seu trabalho horrível na limpeza dos banheiros. – Sasuke abriu um sorriso e logo arcou as sobrancelhas. Naruto estava preste a protestar, quando um automóvel cessou próximo da piscina.
— Dei o meu melhor. – Sasuke escutou a pérola e viu o amigo se afastar após acenar para Tenten e Ino. Olhou para Temari indo em direção ao carro provavelmente para falar com Shikamaru. E percebeu o olhar contínuo de Sakura em sua direção. Olhou para trás sem necessidade para verificar se tinha algo lá e que este fosse o objeto de observação da Haruno.
Foi então que percebeu que o tal do “objeto” era ele. E não achou de tudo ruim.
*
Jogou a cabeça para trás assim que o rosto de Temari ficou em evidência pela janela. Shikamaru não retirou o óculos escuro e nem mesmo a cumprimentou. Ao contrário de Temari que sorriu aberto ao vê-lo em puro deboche.
— Meu Deus! –Temari começou divertida. – O que vocês andaram fazendo? Está horrível, Nara!
— Obrigado, Temari. – Shikamaru levantou o óculos e observou o rosto levemente bronzeado e parou no corte raso na bochecha esquerda. – O que aconteceu com o seu rosto?
Temari escutou, compreendeu e riu logo depois. A equipe do Nara mal conseguia andar e ele estava “ preocupado” com o corte raso no seu rosto?
— Nada. – Temari respondeu simplista e ficou observando Shikamaru sair do carro e pegar a última bolsa no banco de trás. Logo ficou na frente dela e por algum motivo retornou a abaixar o óculos escuro. – Tenho que dizer que a minha operação não obteve dados animadores.
Começaram a andar rumo ao casarão lado a lado.
— Digo o mesmo. – Shikamaru comentou e Temari fitou-o rapidamente.
— Como assim? – Temari inquiriu, porque não estava conseguindo fazer a ligação das informações apresentadas atualmente com as informações de outrora. – Você não disse que iria apenas observar?
Shikamaru meneou positivo. E olhando para Temari ficou sem jeito. Será que a orelha dela não tinha queimado, quando ele estava gritando o seu nome? Aquilo era embaraçoso e seria constrangedor se ela tomasse conhecimento sobre isso. Por isso graves ameaças foram feitas a Gaara. Cunhado? Como se ele estivesse babando por ela.
Certo que Temari era superinteligente, sua aparência não ficava a desejar e entre outras qualidades que Shikamaru tinha certeza que iria presenciar, entretanto não era por isso que iria ficar lavando o chão com baba, não é? Era sim.
— Disse sim. – Shikamaru socou as mãos no bolso da calça e olhou para ambos lados a fim de verificar se ninguém estava ouvindo, pois iria dizer umas verdades ali. Temari fitou-o de forma confusa por isso. – Você estava certa. Deveria ter levado um piloto e separado o Gaara de Tenten. Da próxima vez sugiro que troquemos de pessoal. O que acha?
Temari não sabia se ele estava fazendo piada, mas riu mesmo assim. Pela aparência e a notável fadiga estava na cara que a operação tinha sido uma aventura em tanto e com certeza os planos do Nara tinham ido por ralo adentro. E a língua da Sabaku estava sendo mordida tudo para conter o famoso: eu avisei.
— Ah, não! – Temari começou a andar deixando-o para trás e Shikamaru a seguiu a passos curtos. – Não troco nenhum deles. Você tinha que ver o Naruto! Ele seguiu tudo à risca, totalmente o oposto do que pensei.
— Shikamaru! — O Nara estava preste a rir em derrota, quando escutou o seu nome e o outro Sabaku estava requisitando sua atenção. – Está querendo se livrar da gente?
Gaara apontou para os membros que dividiram a operação e Shikamaru negou com veemência. Temia que toda a ameaça que tinha feito iria para os ares assim que Gaara confirmasse sua hipótese.
— Obviamente que não. – Rebateu imediatamente e Gaara calou-se. Naquele dia em especifico o Sabaku estava muito quieto.
— Ah! Se fosse eu tentaria trocar. – Mas a piada logo surgiu e Temari sorriu divertida, mesmo percebendo o abatimento do irmão. Shikamaru notando a análise sistemática da mulher sobre Gaara adiantou-se em informa-la.
— Não fique preocupada. – Temari destinou-lhe atenção. – Ele está quieto assim porque raspou a cabeça. Autoestima baixa.
— Deve ser. – Temari continuou fitando o irmão usando um boné e travando uma conversa amistosa com Uchiha e Uzumaki, mas até a mão do Nara pesar em seu ombro.
— Preciso que você confirme algo para mim sobre a missão. — Temari o olhou e afirmou positivo. Aquilo era novidade. Nara requerendo sua atenção sobre algo? E a falsa sensação que ela tinha sobre ser rebaixada se esvaiu junto do fino sorriso do Nara.
*
— Me passaram no triturador de carne. – O comentário de Gaara arrancou alguns sorrisos. Ino o viu deitado no sofá, trocando de canal de forma frenética. Mas não chamou a atenção do Sabaku por isso. Havia reconhecido nas últimas horas que encrencava muito com ele. Enfim estava se habituado a Gaara e aprendendo ignorar algumas coisas feito o Hyuuga. Mas especialmente no dia do seu retorno Gaara estava muito quieto.
E a curiosidade em saber o que causava aquela quietude fez Ino ir questionar para a pessoa que mais sabia de Gaara. O próprio Gaara? Errado, ao Hyuuga arrumando equipamento de pesca.
— O que ele tem? – Curta e direta. Neji viu Ino apontar para Gaara deitado no sofá e entendeu a questão. Neji parou de arrumar o anzol de um molinete e negou com a cabeça.
— A autoestima deve estar baixa, sabe? – Neji começou incerto. Sabia que não era aquilo que derrubava Gaara de uma hora para a outra. – Por conta da falta de cabelo.
Ambos riram brevemente e Ino desistiu de saber o motivo. Neji não iria dizer. Ino fitou a caixa de equipamentos e as varas de pescar em seguida. Não via graça nenhuma naquilo e por isso se afastou logo depois indo conversar com Sakura. Mal Ino se foi e Hinata se aproximou. Seria a primeira conversa com Neji desde que fora selecionada para a missão.
A Hyuuga cessou próximo ao balcão da cozinha e Neji a fitou rapidamente. Hinata olhou para caixa de equipamento de pesca. Uma sensação repentina a fez crer que todos pareciam analisar sua tentativa de conversar. E talvez foste por isso que a garganta arranhou ou devido ao fato da relação inexistente entre ambos.
— Vai pescar? – Hinata questionou algo obvio e se arrependeu em seguida.
— Vou. – Ouviu a resposta seca e a declaração parecia ser um convite para encerrar a conversa ali, mas Hinata foi traída por suas memórias.
— Papai adorava pescar. – Comentou mais para si do que para Neji. O homem levantou o rosto para olha-la diretamente na face. Encarando-a.
— Adorava sim. – Neji comentou. – Feito o meu.
Hinata engoliu a seco ao chegar na ferida dos Hyuuga. O que viesse a seguir naquela conversa aparentemente amistosa seria uma troca de ofensas carregadas de sentimentos negativos.
*
Não acreditava que o sol estava se pondo majestosamente e ele estava ali: deitado no sofá trocando de canal feito um vegetal. Via os seus colegas passeando pela sala ampla e Neji sentado na cozinha arrumando o equipamento de pesca. Foi quando sentiu uma mão bater delicadamente na sua testa, mas com força suficiente para doer. E por isso Gaara cerrou os olhos e ao retornar a abri-los encontrou um par de olhos castanhos acima dos seus.
— Pare de vegetar. – Escutou Tenten ainda com o rosto marcado e inchado pela agressão que recebeu dias atrás. – Naruto e eu vamos sair. Vem conosco?
— Não, mas valeu pelo convite. – Tenten não associou a declaração ao homem que topava qualquer parada.
— O que tem de errado com você? – Tenten escorou os cotovelos no encosto do sofá e apoiou o maxilar nas palmas da mão, fitando os olhos verdes de cima. Gaara observou o rosto de menina que Tenten ainda tinha. Era uma jovem mulher, afinal. E não demonstrava dureza feito o de Temari e de Ino.
— Autoestima baixa, sabe? – Tenten deixou em evidência os dentes brancos e perfeitos, os quais lhe causaram muita dor no passado quando usou aparelho odontológico. – Rasparam o meu cabelo.
Tenten iria rir, mas outra risada chamou a sua atenção. Foi então que o par de olhos castanhos viram Ino e Neji descontraídos na cozinha. Gaara ficou vendo o sorriso morrer e por isso olhou na mesma direção.
— A piada deve ser muito boa para os dois rirem assim. – Tenten piscou para Gaara em seguida, mas a ação rápida e descontraída não foi o suficiente para notar o perceptível ciúme da Mitsashi.
— Tenho certeza que você faz ele rir com mais entonação. – Gaara levantou as sobrancelhas para Tenten numa sugestão de que dava entender que o interesse dela já estava estampado em sua testa.
— Eu sei, porque sou uma ótima piadista. – Tenten não lhe cedeu importância e acabou arrancando um riso de Gaara.
— Suas piadas são horríveis. – Gaara rebateu logo depois. Conhecida as piadas de Tenten, as quais foram feitas o trajeto inteiro. E de ora em outra Shikamaru pedia gentilmente para ela fechar a boca.
— Não mais que as suas. – Não houve rebate do Sabaku, pois era verdade e além disto a ver que não era mais a Yamanaka a conversar com Neji sua descontração esvaiu-se rapidamente.
— Aquilo não vai prestar. – Gaara levantou o tronco e Tenten seguiu a direção dos olhos de Gaara. Captando os primos numa conversa aparentemente amistosa. – Vamos lá e faça uma ótima piada quando chegar.
Shikamaru viu Gaara seguir rapidamente até os primos e Temari estava prestando atenção também. E para Tenten ficou claro que sua piada tinha que ser muito boa.
*
— Sinto muito pelo seu pai, Neji. – Hinata baixou os olhos. – Adorava ele.
Neji escutou, enfiou o boné na cabeça e se levantou da cadeira onde estava sentado até o momento. Não queria falar de seu pai com sua prima.
— Não sinto nem um pouco pelo seu. – Hinata deixou a boca entreabrir enquanto Neji pegava as varas de pescar. – Detestava ele.
Hinata iria rebater, mas Tenten esbarrou em Neji desmanchando o clima desconfortável entre os primos.
— Vamos pescar? – Tenten questionou e fitou diretamente os olhos claros do Hyuuga. Ele parecia estar mais irritado do que nas outras vezes. Gaara olhou para Hinata ainda de cabeça um pouco baixa, mas ao ver os olhos dela percebeu a dureza e a frieza contida neles, bem como uma magoa notável.
— Não sei se você vai. – Neji respondeu rápido. – Eu vou.
— Vai dizer que também gosta de pesca esportiva, Hinata? – Gaara questionou e a Hyuuga parou de fitar o primo. – Acho isso coisa de gente velha.
Tenten riu com o comentário de Gaara, mas ao notar que somente ela achou graça parou. O que Gaara estava fazendo? Eles não tinham vindo até ali impedir um possível conflito?
— Pescar é um esporte. – E segundos depois os Hyuuga responderam em uníssono e por isso se olharam.
— Não é coisa de gente idosa. – Neji prosseguiu. – Você não sabe de nada, Gaara. Estou indo e só volto amanhã.
Tenten arregalou os olhos ao escutar a afirmação. Apenas amanhã? Ela iria ficar enchendo quem até lá?
— Gosto sim, Gaara. – Hinata respondeu quando Neji se afastou, mas não o suficiente como ela pensou. – Meu primeiro pescado foi um peixe-espada que fisguei junto do meu tio.
Hinata olhou para as costas de Neji e depois para Gaara sem expressão. Aquilo era desconfortável. Tenten cruzou os braços deixando um semblante tristonho na face pelo modo que Hinata era repelida pelo primo. Gostava da Hyuuga.
Silêncio logo depois.
— Não fique tão para baixo assim, Gaara. – O Sabaku levantou uma sobrancelha, quando percebeu que Hinata também iria tirar com sua cara. Hinata crispou os lábios rapidamente. – Logo cresce.
Deixou um riso escapar quando Gaara deixou uma expressão de descrente na face. Estava tão para baixo assim?
— Até você, Hinata? – Abriu os braços fingindo falso inconformismo enquanto fitava as costas da piloto canário-azul. E ao mudar o foco da observação encontrou um par de olhos azuis o observando. E não eram os de Naruto.
E para falar de Naruto este estava muito quieto.
*
— Por favor, Temari! – O Uzumaki pedia de forma frenética e tudo que conseguia era um negar de cabeça. E Shikamaru segurava o riso a ver a cena.
— Já disse que não! – A Sabaku respondeu um pouco irritada. – Não vou hackear sua conta bancária.
— Eu preciso de dinheiro, sabia? – Naruto apontou para o próprio corpo, o qual estava parcialmente coberto faltando a camisa. Shikamaru acompanhou os olhos de Temari na constatação da parcial nudez de Naruto e no demorar da loira acabou por emitir um barulho com a garganta apenas para desviar a atenção de Temari. Naruto se afastou em seguida, totalmente contrariado.
— Ele está com razão. – Shikamaru levou a cerveja que bebia até a boca. E Temari desviou os olhos da sua para vê-lo. – Olha só para mim! Vestindo xadrez. Não gosto disto.
Temari olhou para a camisa do Nara e este deixou escapar um sorriso. Odiava xadrez, mas era melhor do que uma camisa florida, da qual Neji não queria falar sobre a procedência.
— Não fica tão ruim assim, caso esteja preocupado com a aparência. – Temari estava bebendo o dia inteiro. E mesmo que sua resistência para com bebidas alcoólicas fosse incrível, eram as dosagens que estava a deixando mais descontraída a ponto de elogiar o Nara. Que realmente ficava muito bem usando a camisa xadrez dobrada até os cotovelos.
— Obrigado, mas realmente temos que conseguir dinheiro. – Shikamaru preferiu dar continuidade na pauta principal. – Gastamos uma boa parte com equipamentos e outro montante para fazer identidades falsas e afins. Estamos quase no zero.
— Hum, bom saber. – Shikamaru levantou uma sobrancelha quando Temari mordeu o lábio inferior como se estivesse preste a contar algo que ele não estava ciente. – Permiti uma liberação de uma quantia considerável para Naruto e outra ainda maior para as meninas. Espero que não tenha problema. Sabe, precisávamos de roupa.
— Entendo, nem todo mundo é igual a Naruto que anda seminu por aí. – Temari riu, mas logo franziu as sobrancelhas. Por que o Nara parecia estar incomodado com isso? Levou a mão até os lábios tentando conter o acesso de riso descontrolado ao perceber que, o Nara tinha chegado a uma conclusão equivocada. Naruto a atraia tanto quanto Gaara, ou seja, em nada. Naruto era como o irmão que Gaara deveria ser, mas não era.
— Então vamos conseguir dinheiro. – O Nara sentiu-se constrangido pela risada alta e divertida de Temari e por isso resolveu pegar o notebook e acatar o pedido do Uzumaki.
— Ou podemos ir lá para fora e ver alguma coisa absurda vir de Naruto e Tenten. – Temari propôs e abaixou a tela do notebook. Shikamaru a fitou em seguida. E aquela proposta era inevitável.
— Uma ótima ideia.
*
— Anda logo, Sasuke! – Naruto esmurrava a porta do lado de fora enquanto Sasuke tomava um longo banho despreocupadamente.
— Eu já vou pé no saco! – Riu embaixo da água ao adivinhar que Naruto estava mostrando o dedo do meio, mesmo que, ele não pudesse ver. E não é que estava?
— Vamos jantar sem você. – Naruto informou e se afastou. Sasuke continuou embaixo do chuveiro. Jantar feito os de família? Os pensamentos de Sasuke o traiu. Aquilo era uma equipe e estavam em uma missão. Quando tudo acabasse cada um iria para um canto e nunca mais iriam se ver. E como de costume Naruto iria ficar falando de cada um deles por alguns meses. Aquela era a pior parte.
Desligou o chuveiro e enrolou a parte inferior na toalha felpuda e rosa. Cantando uma música de efeito chiclete, a qual Naruto vivia cantando e não suportava mais escutar. Secou o cabelo com outra toalha e desembaçou o espelho para fitar o seu reflexo ao sentir os pelos da barba. Iria ter que se barbear. E para Naruto não esmurrar a porta de segundo a segundo a destrancou.
Mal a destrancou e a porta foi aberta com rapidez. Já iria rasgar o verbo com o Uzumaki, quando viu um par de olhos verdes se arregalarem ao flagra-lo seminu.
Sakura puxou a maçaneta logo depois e fechou a porta rapidamente. No corredor fechou um olho e trincou os dentes. Por que ela tinha que fazer aquelas coisas?
— Desculpe, Sasuke! – Sakura começou falando alto a fim de Sasuke escuta-la dentro do banheiro. – Pensei que o banheiro estava livre. Os outros que Naruto limpou não da coragem de entrar.
Sasuke riu aberto ao ouvir a declaração da Haruno. Era verdade. Naruto não levava jeito para limpar absolutamente nada. Sasuke puxou a porta logo depois e Sakura fitou o rosto belo demais.
— Eu sei. – Abriu ainda mais a porta e foi impossível não olhar para o corpo quase nu do Uchiha. – Este está limpo de forma descente porque eu limpei.
Sasuke deixou a porta aberta e Sakura escorou no batente sem um pingo de constrangimento. Era uma mulher adulta, afinal. Viu que ele estava se preparando para se barbear, mas mesmo assim prosseguiu rente à porta. Sasuke a olhou de cima a baixo e notou a toalha e produtos de higiene.
— Se quiser pode ir para o chuveiro. – Sasuke apontou para o box e Sakura deixou evidente o tanto que achava absurdo a proposta. Ao menos fora o que Sasuke concluiu –Já estou de saída e o box e de acrílico. Não dá para ver nada e juro que não vou espiar.
O sorriso perfeito do Uchiha a fez fracassar em não rir. Sakura abaixou a cabeça rapidamente agora sim um pouco envergonhada.
— Olha lá, hein! – Seguiu para a repartição do box deixando suas coisas no balcão de forma descontraída. Era óbvio que o Uchiha não iria espiar. Porque eram adultos no final das contas. E Sasuke sabia respeitar uma mulher e vice-versa. – Estou confiando em você.
Sasuke começou a se barbear assim que Sakura fechou a repartição do box. Estava passando a lâmina no rosto, quando uma peça de roupa o atingiu. Se assustou e deixou um riso escapar por lembrar de algo: a última vez que uma mulher lhe atingiu com uma peça de roupa Sasuke estava sendo mandando embora. E a peça em questão era sua. Tempos sombrios foram aqueles e Sasuke devia saber que o seu relacionamento não iria dar certo porque Naruto não ia com a cara dela. Contudo amigos, amigos e mulheres aparte.
Sakura terminava de tirar a peça superior intima e a lançou para o outro lado do box. Escutou o riso baixo do Uchiha e estava se perguntando internamente qual foi gafe da vez.
— Espero que nenhuma peça o tenha atingido, caso sim perdoe-me. – Sasuke retirou o sutiã de numeração pequena do ombro e o jogou no chão no exato momento que Sakura abriu uma pequena fresta do box. – Minha pontaria não é tão boa quando não estou olhando.
A repartição se fechou e Sasuke escutou o barulho do chuveiro. Olhou para o acrílico totalmente embaçado devido ao vapor da água quente e mesmo sem ele, sem o vapor, nada era visível além da silhueta de um corpo.
— Discordo de você. – Sasuke murmurou sobre a mira de Sakura, visto que foi atingido em cheio pelo sutiã voador, quando Sakura informava que sua mira era péssima a cegas.
— Disse alguma coisa? – Sakura inquiriu parando de esfregar a pele. Esperou pela resposta do Uchiha, mas está não veio. Sasuke prestava atenção ao descer a lâmina até um determinado ponto do pescoço. Porque não queria se cortar naquela região.
Todavia, quando estava preste a responder uma figura para o além do conhecida cessou rente à porta escancarada. Sasuke viu Naruto olhar para as peças femininas espalhadas pelo chão e depois perguntar com os olhos se alguém estava no box. Mas Naruto logo viu uma silhueta e abriu a boca. Estava preste a falar alguma asneira, quando Sasuke fechou a porta em sua cara.
— Disse que não podemos demorar. – Sasuke começou. – Caso contrário Naruto vai vir aqui nos buscar.
— Vocês parecem irmãos, sabia? – Sakura, novamente, abriu uma fresta para ver Sasuke. Este viu a bochecha com espuma branca feito a pele de Sakura. – Ele obviamente o irmão mais novo.
Sakura riu, mas Sasuke não. Era verdade o que a Haruno apontava. Sempre levou bronca por conta de Naruto. Algo característico de relações entre irmãos, onde o mais velho sempre recebe a culpa pela besteira do mais novo.
— Sei sim. – Delimitou-se a responder. – E você tem irmãos?
— Não. – Sakura respondeu assim que abriu o chuveiro para retirar todo produto de higiene. – E você? Digo de laço sanguíneo.
Sasuke já tinha terminado de se barbear, mas estava gostando da conversa e por isso ficou.
— Tenho sim. – Respondeu com um meio sorriso. – Alias mais velho que eu.
— Então você era o inconsequente dos irmãos? – Sakura, novamente, apareceu pela fresta. E Sasuke achou graça naquilo. Em interromper o banho para fita-lo nos olhos.
— Mais ou menos. –Sasuke começou a recolher suas coisas assim que escutou a água cessar. Sakura escorou uma mão no acrílico esperando o restante da fala do Uchiha, mas o silêncio prosseguiu.
— Ah, por favor! Não diga que ele morreu? – Sasuke riu e negou mesmo sem Sakura ver. Achou graça do modo que ela falou, como se caso o irmão em questão estivesse morto ela tivesse pisado feio na bola em menciona-lo.
— Não, ele está vivo até onde sei. – Sakura colocou o braço para fora e Sasuke lhe estendeu a toalha. – Ele é fuzileiro. E não dá para saber quando esse pessoal está vivo ou morto.
— Você tem razão. – Sakura saiu da repartição com o cabelo pingando água e o corpo enrolado na toalha.
— O banheiro agora é todo seu. – Sasuke abriu um sorriso e a porta logo depois. Sentiu um alivio muito grande por Naruto não está esperando-o do lado de fora. Sakura sorriu rapidamente assim que Sasuke bateu a porta e saiu.
Deixou os ombros caírem e um suspiro pesado escapar.
— Não é exatamente o banheiro que desejo todo para mim.
*
Aquela casa tinha espaços diversos e agradáveis. Um deles era uma espécie de varanda chique e aconchegante aparte da casa em si, onde os ocupantes da residência resolveram se reunir com intenção de conversar sobre o trabalho que tinham a cumprir, mas claramente aquilo estava fora de cogitação.
Naruto jogou-se no sofá entediado e morrendo de fome. Logo os olhos azuis pousaram na única mulher que estava ali: Hyuuga Hinata. O vento forte dando indícios de tempestade balançava uns fios azuis que se desprendiam da amarra. Naruto a ver aquilo virou no sofá e Hinata tirou a atenção do livro a perceber que o Uzumaki estava ali, mas não se deu o trabalho de começar uma conversa trivial, pois quando tentou fazer isso horas antes o resultado tinha sido péssimo.
— Hinata. – Os olhos claros, novamente, deixaram o livro um tanto surpresa. Por dois motivos. Primeiro: Naruto estava falando com ela e segundo a tinha chamado pelo nome. Era para ficar surpresa mesmo.
— O que foi? – Naruto escutou a pergunta seca demais, mas não deu importância. Sentou-se no sofá e Hinata lhe cedeu toda a atenção.
— Onde está Tenten? – Naruto questionou. Era para saber do paradeiro da Mitsashi que ele a tinha chamado?
— Ali. – Hinata apontou para a praia onde Tenten estava deitada sobre uma toalha. – Disse que está rezando para a chuva despencar logo de vez.
Naruto riu ao ouvir aquele complemento de informação. Hinata não era tão ruim assim, era? Apenas tinham começado com o pé errado. Hinata conteve o seu riso ao ouvir o de Naruto. Silêncio logo depois.
— E Ino e Gaara? – Naruto indagou e olhos bonitos o fitaram rapidamente.
— Uma boa pergunta. Shikamaru e Temari estão lá dentro...
— E Sasuke e Sakura tomando banho. – Naruto a cortou e Hinata se surpreendeu pela informação repassada de forma errônea pelo o Uzumaki. O qual ficou vendo o sorriso de Hinata se acrescer com o passar dos segundos. Sakura levava mesmo as missões dadas à risca!
— Não! Quero dizer. – Hinata fitou-o. – Ela está tomando banho e ele se barbeando.
Naruto passou a mão na nuca um pouco embaraçado.
— Não quis dizer que eles estavam você....sabe. – Não conseguiu concluir sua frase, a qual falaria que Sasuke e Sakura não estavam tomando banho juntos e claramente não estavam fazendo sexo.
— Sei. – Hinata abriu o livro rapidamente e o levantou para poder rir, porque aparentemente o desbocado piloto raposa-vermelha ficava envergonhado ao falar que supostamente tinha duas pessoas transando embaixo do chuveiro.
Mas sua tentativa foi em vão e o riso aumentou drasticamente. Naruto deitou no sofá ignorando-a. Ótimo, não bastava Hinata não ir com sua cara e vice-versa, agora ela estava rindo de si também. Entretanto ele também começou a rir da pequena confusão que gerou.
— Naruto. – Hinata o chamou assim que controlou o riso. Naruto então sentou-se no sofá da área e encarou a Hyuuga. – Me desculpe por te ofender no dia que nos conhecemos.
Ah! O dia estava mesmo surpreendente. Gaara quieto, Sasuke galanteando os outros e Hinata pedindo desculpas? Era muito acontecimento extraordinário para um dia ordinário qualquer. E ninguém estava vazando sangue ali.
— Não precisa se desculpar. – Naruto começou incerto. – Você apenas expressou sua opinião.
— E parece que não estou totalmente errada, não é? – Hinata inquiriu de forma pacifica e divertida. Do modo que Naruto nunca tinha visto anteriormente. – Acho que tem um avião caído alguns quilômetros daqui. Seguindo naquela direção.
Naruto conteve o riso e olhou na direção apontada por Hinata. Ah! Ele não estava acreditando que iria dar razão para canário-azul. Realmente o seu pouso foi mais uma queda do que propriamente um pouso.
— Parece que sim. – Naruto concluiu para satisfação da Hyuuga. – Mas também não está totalmente certa.
— Nunca disse que estava. – Hinata abriu o livro novamente e Naruto se jogou no sofá. Sim, Naruto era responsável quando queria e calculava as consequências de suas ações. Hinata tinha dito sim que ele era inconsequente, mas apenas quando era o piloto.
Um sorriso pequeno surgiu em ambos rostos segundos depois.
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