Combatentes

15 Dois caras legais


Notas iniciais
Vejo vocês nas notas finais. E leiam, viu! Para não querer sair me espancando quando acabar o capítulo! ^^

Costa Rica, San Pedro, 21:00 horas

Seus punhos começavam a doer de tanto deferir socos ao saco de pancadas. Alguns fios loiros grudavam em sua testa devido ao suor gerado pelo exercício. Ino deu mais um soco e segurou o saco logo depois tentando controlar a respiração.

Cada pedaço de seu corpo começava a reclamar pelo excesso de exercícios e pela falta de descanso. Caso Ino deitasse iria apagar rapidamente. Passou as costas da mão na testa e cerrou os olhos por um instante, entretanto rapidamente os abriu olhando para trás.

Direção em que Gaara acabava de tropeçar nos pertences de Ino. O Sabaku forçou um sorriso sem mostrar os dentes para a loira em um claro pedido de desculpas por chutar suas coisas.

— Vai desmaiar de tanto treinar. – Gaara apoiou a mão na parede e encostou a testa na costas da mão. Ino fitou-o. O abatimento de Gaara era tanto que estava quase deixando sua distância e frieza para lá, mas da última vez que isso aconteceu as coisas não acabaram bem. – Vamos jantar.

Gaara a chamou e passou a mão na cabeça fechando um olho e repuxando um sorriso. Gaara se encaixava perfeitamente nos requisitos de muitas mulheres e homens. Alto, corpo definido, de feições atrativas e divertido. Mesmo que a última qualidade não descesse bem pela garganta da Yamanaka. Ah! E como podia esquecer dos fios escarlates? Tom bem peculiar para fios capilares.

— Preciso treinar, estou um pouco enferrujada. – Ino largou o saco de pancadas para passar a mão no rosto. – Apanhei demais no último combate.

— Dizem que não importa o tanto que consegue bater e sim o tanto que se aguenta apanhar. – Gaara sorriu a ver Ino negar e juntar as sobrancelhas provavelmente achando a declaração absurda.

— Isso não é frase de filme? – Ino sorriu aberto e Gaara deixou uma expressão pensativa em evidência.

— Não sei, acho que sim. – Gaara se aproximou. – Naruto deve saber. Vamos jantar agora?

— Vou tomar um banho primeiro. – Ino informou. Geralmente não informava o que pretendia fazer, pois Gaara sempre se convidava no processo. Todavia, Ino esperou pelo: posso ir também? Mas este não veio e então teve certeza que algo estava terrivelmente errado.

Sentou-se no chão e Gaara imitou-a. Ino bebeu água de uma garrafa e abanou o rosto com uma mão enquanto Gaara apenas apoiou os cotovelos nos joelhos afastados.

— Vai surfar amanhã? – Ino começou indagando algo supérfluo. Era obvio que Gaara iria, mas por incrível que pareça Ino queria conversar. Talvez foste devido aos fatos dos dias passados. Afinal Gaara tinha questionado se ela estava bem após levar uma surra. E que estava contente por saber que sim. Um pequeno sorriso surgiu no rosto de Ino quando ela se recordou deste detalhe. Enquanto Gaara se perguntava o tanto que era a frieza do seu pé. Pois visivelmente Ino queria conversar, quando ele não estava disposto. Um convicto azarão.

— Acho que sim. – Respondeu segundos mais tarde. – Quer ir também?

— Não sei surfar. — Ino estava quase desistindo de comer pelas bordas e fazer uma abordagem direta, entretanto manteve-se firme.

— Posso te ensinar se assim desejar. – Gaara se prontificou. – Ou talvez Sasuke e Naruto. Garanto que não haverá oposição.

— Me contento com você. – Ino riu rapidamente enquanto Gaara apenas franziu a sobrancelhas em um sinal de derrota. Será que todos estavam zombando de si? – Mas me avise, pois caso seu astral estiver no chão irei requerer os serviços do Uzumaki e Uchiha.

Gaara riu rapidamente, entretanto permaneceu com a feição descontraída e agora relaxada. Passou a mão no queixo e mordeu o lábio inferior. Jamais perderia aquela oportunidade de contato direito. Tocar em Ino, sem apanhar e com sua permissão seria um grande avanço na relação de conflito entre ambos. Mesmo que apenas ela vivesse em um pé de guerra com ele.

— O que você tem hoje? – Inquiriu olhando nos olhos verdes. – Nem está fazendo piadinha de mal gosto.

— Pensei que não gostava tanto delas a ponto de notar a ausência das mesmas. – Gaara piscou e Ino revirou os olhos e em seguida empurrou o ombro de Gaara delicadamente. Sem a força e violência tão presentes cotidianamente.

— E não gosto, aliás as odeio. – Ino bebeu mais um pouco de água sob o olhar inquisitório de Gaara. – E você deveria ganhar um prêmio por não fazê-las durante vinte e quatros horas. Meus parabéns.

— Muito obrigado. – Ino desfez o sorriso singelo no rosto. Aquilo era demais! Nem mesmo rebate? Verdade que Gaara apanhava em todos os aspectos, entretanto nunca deixou de bater.

— Essa data em especial não está sendo boa para você, não é? – Questionou um pouco com o pé atrás. Todas as pessoas têm lembranças ruins, mas algumas sofrem caladas quando as datas se repetem ano após ano. Talvez foste isso que arrebatava Gaara de uma maneira tão assustadora.

— Não é o meu dia favorito do ano. – Gaara restringiu-se a responder. Não iria falar mais nada além do que já tinha dito. Ino olhou para Gaara e afirmou positivo.

— Tenho um dia que também não fico no meu normal. – Ino chamou a atenção de Gaara para si e este deixou um sorriso fino surgir.

— Você fora do seu normal? Difícil de acreditar. – Os dentes brancos do Sabaku ficaram em exposição e os de Ino em seguida. Era duro admitir, mas a sensação de vê-lo fazendo graça foi boa.

— Pois é! Entretanto nesta data em especial fico ainda mais agressiva do que o costume.

— Meu Deus! Me avise quando o dia estiver próximo. – Gaara começou e Ino franziu as sobrancelhas fingindo irritação. – Para me afastar o máximo de você.

— Assim magoa, sabia? – Gaara arqueou uma sobrancelha rapidamente. Aquilo era novo para ele. Muito novo ver Ino interagindo por livre e espontânea vontade. Ainda mais com ele. – Vou te contar o porquê.

— Meus ouvidos são seus, madame. – Gaara a encarou e viu o sorriso largo da Yamanaka. Com certeza ele iria ficar horrorizado com as informações que iria ouvir.

— Você não vai acreditar, mas já fui casada. – Ino não riu a ver a surpresa no rosto do Sabaku.

— Sério? Tenho que dizer que o cara tinha muita coragem.- Questionou retoricamente e zombou de Ino em seguida. Como se fosse um teste de sobrevivência se casar com ela. -E muita sorte.

Ino iria ralhar com Gaara, mas então escutou o restante. Virou o rosto por um momento e Gaara abaixou o seu.

— Para você ver. – Ino retomou com a narração do seu envolvimento amoroso. – Acho que ficamos uns dois anos casados. Eu realmente amava aquele cara.

Ino cessou a fala para organizar melhor as ideias e Gaara riu por isso. Já até previa o final trágico, onde provavelmente o cara tinha morrido.

— O nome dele é Sai. – Mas Ino informou. – Caso veja ele por aí. Por favor, não hesite em atirar.

— Seu pedido é uma ordem. – Ino riu e inspirou ar. Aquilo a marcou de forma tão negativa que Sai fora o seu único namorado e marido até então. Claro retirando os casos antes do moreno.

— Aliás Sasuke lembra um pouco ele. – Ino franziu as sobrancelhas ao se dar conta daquele fato. Os dois tinham algumas similaridades.

— Isso explica o motivo de você querer voar na garganta dele quando se viram pela primeira vez. – Gaara recordou o curto fuzilamento de Ino para com Sasuke. E ficou contente por saber deste fato, pois se tivesse um concorrente pela atenção da Yamanaka com certeza seria o Uchiha. E por sorte ele lembrava o ex-marido da loira. Aquilo era uma notícia boa.

— Então, nesta época eu já tinha a minha patente e devido a rotina intensa do meu trabalho quase não ia para casa. – Ino balançava a garrafa de água com um semblante reflexivo. – Entendo o porquê ele me traia. Era uma esposa ausente.

— Tenho que dizer que ele tinha mesmo coragem. – Ino riu com o comentário de Gaara. Entretanto logo franziu o cenho. Será que Gaara pensava que ela era um assassino sangue frio? — E um grande idiota.

— A parte do idiota concordo sem protestar. – Ino sorriu. – Enfim, ele me traia quando minhas missões e operações eram demasiadamente longas. E obviamente eu nunca desconfiei disto. Apenas fui notar que tinha algo errado, quando comecei a planejar uma possível gravidez.

Gaara observou a expressão congelada de Ino. E entendeu o motivo do dia em que Ino descobriu a traição viria ser mais tarde uma péssima data.

— Contei para minha melhor e única amiga sobre meus planos de ser mãe e ela veio com um papo estranho de que não era a melhor coisa para mim. – Ino mostrou inconformismo com aquela informação da tal amiga, como se ela fosse dita em horas passadas e não a anos. – Nunca entendi o motivo dela falar daquele modo. Porque claro que maternidade é algo para mim!

— Concordo com você sem mesmo pensar. – Gaara tratou de falar algo, quando Ino queria ouvir uma declaração acerca do que foi dito. E se esforçou para manter-se sério a ver um revolver entre as coisas da Yamanaka. Com certeza ela iria ser a mãe mais protetora da face da Terra.

— Então em um dia qualquer uma operação que fui escalada foi abortada. – Ino retomou a história. – Retornei para casa alegremente pensando ser a oportunidade perfeita para tentar engravidar, visto que Sai tinha concordado e era o meu período fértil.

Um silêncio desconfortável pairou no ambiente assim que Ino cessou. Gaara viu ela apoiar os cotovelos nos joelhos e ficar na mesma posição que ele, fitando a parede branca do outro lado. O Sabaku já sabia o restante da história. Não precisava ser um gênio para deduzir.

— E flagrei a traição do meu marido e da minha melhor amiga. – Ino deixou um palavrão incompreensível escapar dos lábios desenhados e Gaara trincou os dentes. Era fato que ser chifrado era péssimo, mais pela melhor amiga? Com o marido? Era demais!

— Juntei todas as minhas coisas na mesma hora e o mandei ir para o inferno. – Ino continuou. – Pedi transferência para outra base e uns dois anos depois me patenteado a Capitão. Pensei que tinha superado toda aquela situação a deixando para trás, mas foi por causa dela que perdi o título de Capitão e fui rebaixada a Tenente.

— Não acredito que deixou isso acontecer, Ino. – Gaara levou as mãos na cabeça e a loira afirmou positivo. Ser rebaixado, quando era tão trabalhoso ser promovido.

— Não tenho tanto sangue frio quanto deixo aparentar, legal? – Ino balançou a cabeça em negativo. – Perdi a cabeça ao ser escalada na mesma porcaria de operação que Sai porque ele também é um oficial. Daqueles burocráticos, entretanto por algum motivo foi escalado. Ele era feito a sua irmã. Major.

Gaara passou a mão no rosto já entendo toda a situação. Provavelmente Ino tinha perdido a patente, perdido a família que tentava construir e consequentemente a cabeça. E por ter perdido a última quase foi exonerada do exército.

— O que você fez? – Gaara questionou paciente.

— Efetuei três disparos na perna esquerda dele. – Gaara não riu. Aquilo era insano até para ele que tinha problemas em manter o controle. Ino silenciou-se por um instante. – Na frente do esquadrão inteiro.

Ino terminou, refletiu e deixou um suspiro pesado escapar. Tinha quase perdido tudo naquele dia ao disparar com vontade na perna de um Major.

— Foi os melhores disparos que efetuei até então. – Ino fitou Gaara e logo caiu no riso o fazendo rir em seguida. E Gaara confirmou que tinha mesmo tomar cuidado. Muito cuidado ao mexer com Ino.

— Quase fui exonerada. O único que intercedeu ao meu favor foi o Capitão Tobirama. Três meses depois fui rebaixada a Tenente e sai de campo indo ser instrutora em combate corporal em base de treinamento militar. E agora estou aqui após reconhecerem os meus esforços para ter acesso a armas de fogo novamente.

— Eu sinto muito por você. – Ino escutou as palavras mais sinceras do Sabaku. – E valeu a pena ter perdido a patente de Capitão?

— E como valeu. – Ino respondeu. – Cada disparo.

Ambos riram e Gaara negou com a cabeça. Ino não atirou em sua perna dias atrás, estava apenas brincando. Entretanto desconfiava que ela era capaz e agora tinha certeza.

— Então vamos? – Ino cessou a garrafa de água antes de ingerir mais liquido e o olhou desentendida.

— Vamos o que? – Gaara abriu um sorriso travesso e Ino deixou toda a descontração do momento para retornar a seriedade e retomar a falta de paciência que tinha para com Gaara.

— Jantar, oras! – Gaara optou por deixar o convite para ao banho de lado a ver Ino em seu estado habitual novamente. – O pessoal está esperando a gente.

— Se fosse para o banho eu iria aceitar. – Gaara deixou sua surpresa em evidência. Jamais esperava algo do gênero vir de Ino. A Yamanaka riu e levantou-se logo depois. — Faço a mesma cara que você quando diz algo do gênero.

De incrédulo.

— Não pode fazer brincadeiras deste tipo, sabia? – Gaara levantou indo atrás da loira que prosseguia rindo alto. – Eu acredito que é verdade.

Ino cessou no vão da porta e Gaara ficou perto o suficiente para ver a íris e as pupilas dilatadas dos olhos azuis.

— E o que te faz acreditar que eu não? – Ino inquiriu, esperou uma resposta e está não veio. Gaara ficou vendo ela balançar a cabeça em negativo e se afastar ainda sorrindo.

Para ela Gaara estava mesmo derrubado. E para Gaara ela não podia estar falando sério. Porque se estivesse ele iria dar um jeito no passado e se animar rapidamente.

— Assim você acaba comigo. – Resmungou quando se viu sozinho. – E nem precisa atirar.

*

— Ai está ele! – Tenten cruzou as pernas elegantemente quando Gaara apareceu na varanda onde todos estavam reunidos. – Estou vendo que o astral se elevou.

A Mitsashi comentou arrancando um riso curto de Gaara e um mais alongado de Naruto enquanto os outros se delimitaram a mostrar os dentes num sorriso.

— É que olhei no espelho e vi uns fios. – Gaara mostrou para Tenten a cabeça raspada e a mulher não aguentou segurar o riso. – Já estão até balançando com a brisa do mar.

Gaara parou de brincar e sentou-se ao lado de Sakura, a qual estava rubra devido ao álcool que ingeria. Gaara olhou para a irmã e não encontrou nenhum indício de embriaguez. Temari era dura na queda em todos os sentidos. E ao ver o Nara cochichando algo no ouvido da Sabaku devido ao barulho no ambiente e o assovio do vento recordou-se de algo.

— Acho que você devia usar o vestido da mamãe. – Gaara levou a bebida até a boca e atenção dos demais foram parar em si. Temari deixou sua falta de compreensão em evidência. E o soldado já ia acabar com o suspense referindo-se ao vestido de casamento devido a relação aparentemente estreita entre ela e o Nara, quando Ino enfiou um boné em sua cabeça.

— O frio do vento está o fazendo delirar. – Shikamaru deixou todo o corpo relaxar e agradeceu a Ino como se ela fosse uma deusa por salvar a sua pele. Temari provavelmente o faria engolir o baralho que Sasuke mexia ao saber do que andou gritando: o seu nome.

Gaara viu Ino sentar-se ao lado de Hinata, a qual estava comendo algo aparentemente delicioso no seu costumeiro silêncio, mas sem a rigidez habitual no rosto de boneca que a Hyuuga tinha.

— Então, conseguimos algo relevante nos arquivos? – Sasuke questionou de forma descontraída e Tenten fez bico. Não queria saber de exatamente nada, muito menos da missão.

— Estamos usando um programa para decodificar e extrair as informações que desejamos. – Temari se adiantou em informar e Shikamaru apenas meneou positivo, quando alguns encararam o seu rosto.

— Provavelmente vai demorar alguns dias até realizarmos outra intervenção. – Shikamaru informou e bebeu diretamente cerveja da garrafa pequena.

— Não me importo. – Sakura e Naruto começaram em uníssono. Naruto acenou positivo e deixou que Sakura falasse primeiro.

— Não me importo em ficar por aqui por mais uns dias. – A declaração da Haruno arrancou alguns risos. E quem se importava? Aquele lugar era um paraíso.

— O que temos a dizer é que. – Shikamaru chamou a atenção. – Chega de quintetos. As próximas averiguações e missões serão realizadas em duplas e trios. Ou até mesmo solo e com a equipe completa.

O silêncio foi grande, mas não foi absoluto. Alguns ficaram sem entender, mas Temari compreendia perfeitamente e por isso o seu riso era alto. Shikamaru não se arriscaria novamente.

— Desde que eu fique com amor da minha vida ali. – Naruto começou apontando para Sasuke. – Tudo bem.

— Não fala deste jeito, Naruto. – Sasuke ralhou sério e a brincadeira que o Uzumaki fez gerou uns sorrisos, mas Sasuke acabou com todos eles ao chamar a atenção de Naruto. – Lembra o porquê optou pela aeronáutica?

— E qual é a relação? – Hinata questionou curiosa, pois a seu ver a repreensão de Sasuke parecia mais uma ameaça e não fazia sentido.

— Entrei porque piloto não leva tiro na cara. – Naruto começou e Sasuke riu. Era um pouco absurdo pensar daquela forma, mas chegava a ser lógico. Hinata o olhou e deixou sua incompreensão visível, afinal levando em consideração as circunstâncias pilotos levam sim tiros na face.

— Os caças levam os tiros e afins. – Naruto prosseguiu levantando a mão e inclinando a mesma em rumo ao chão. Imitando a queda de um caça ou algo do gênero. – A gente só caiu e explode com o avião, quando não conseguimos ejetar. Então, sem tiros na cara.

Hinata afirmou positivo. Se fosse parar para pensar era mesmo. E pelo visto Naruto não desejava ficar desfigurado. E mesmo com o mal-entendido entre ambos Hinata achava que seria uma pena. Seria uma perda lastimável os traços belos do Uzumaki serem substituídos por cicatrizes e afins.

— Já que Naruto faz suas exigências. – Gaara começou. – Já informo que Neji fica comigo. Sem separações.

— Desde modo vocês complicam minha vida. – Temari ralhou com os três homens, mas logo abriu um sorriso.

— Tomara que não consiga pegar nem algas. – Tenten praguejou baixo e Sasuke a fitou rapidamente. Era obvio que ela estava falando de Neji em sua pescaria solitária invés de estar ali como todo mundo estava.

— Vai chover entre instantes. – Shikamaru pontuou ao também ouvir a Tenten. – Não dá para ficar no mar quando chove.

— Se o marujo está dizendo. – Ino começou enquanto retirava o calçado e colocava os pés sobre o estofado. – Acredite.

— Não sou marinheiro de primeira viagem. – Temari escutou o Nara com atenção. – Acho que sei quando vai chover.

Alguns riram. Era obvio que Shikamaru sabia, pois os anos em mar dava margem de entendimento meteorológicos.

— E também vi a previsão do tempo. – A risada foi geral e o Nara abaixou a cabeça. Aquela interação era boa, mas ainda era estranha. Onde estavam o “sim, senhor” tão costumeiro aos seus ouvidos.

— E alias vocês não disseram o que fizeram na missão. – Sakura chamou a atenção para aquele detalhe.

— Nem vocês. – Ino rebateu. Temari e Shikamaru se olharam.

— Nossa equipe. – Temari começou. – Não fizemos nada demais. Sem complicações. Foi tudo muito calmo, sabe?

Hinata, Sakura, Naruto e Sasuke a olharam rapidamente. E confirmaram o que Temari tinha dito. Ela não gostava de se vangloriar por coisas deste tipo.

— Sei, invadir uma multinacional deve ser fácil. – Gaara começou incrédulo nas informações apresentadas. – Todo dia acontece.

Temari riu e os outros acompanharam. Obviamente era uma aventura em tanto. A qual acabou tudo bem. Os olhares da primeira equipe pairaram sobre o Nara e este ficou procurando por palavras para descrever a maldita invasão. Os olhos negros esbarraram com os verdes de Temari. Nem mesmo para ela tinha dito a verdade e não queria sair como metido da história. E o mais importante: dar margem de entendimento de que a operação de Temari tinha sido mais fácil que a sua.

— Bem, não foi nada extraordinário. – Shikamaru falou. – Comum, sabe?

Shikamaru olhou para Temari e está estava séria. Porque não acreditava na declaração do homem.

— Foi comum mesmo. – Temari parou de encarar o Nara para fuzilar o irmão, o qual começou a ajudar Shikamaru. – Apenas uma infiltração rápida, conversamos com uma cara aí sem importância. Teve até um passeio de carro depois, não é?

Ino e Tenten se entreolharam e o Nara levou a mão na boca. Tudo iria para os ares, caso Tenten e Ino gostassem de plateia, mas para o alivio do moreno, não gostavam.

— É verdade. – Tenten começou. – Eu e Ino apenas fomos busca-los. Nem precisou de todo o pessoal.

— Confirmem com Neji se não acreditarem. – Ino reforçou, pois não era aquilo que a aparência dava margem a imaginação. E sim a um grande embate com direito a bomba e afins.

— Se vocês dizem. – Temari jogou os ombros para cima. –Acredito.

Um alivio sem tamanho tomou Shikamaru, mas mesmo assim acendeu um cigarro para acalmar-se. Temari viu o Nara tragar o cigarro logo em seguida e balançou a cabeça em negativo.

— Você não engana ninguém. – Temari começou quando conversas paralelas se iniciaram. Shikamaru a olhou de soslaio.

— Não?

— Nem um pouco. – Temari puxou o cigarro da boca do Nara e o tragou em seguida.

— Fumar faz mal à saúde. – Shikamaru engoliu a seco. Temari dava fim na sua preguiça e causava um pouco de receio também.

— Omitir as coisas de mim também. — Temari não devolveu o cigarro e Shikamaru nem mesmo tentou tê-lo de volta, quando Gaara negava com a cabeça. Aquilo era um aviso, não? Era.

— Tenho certeza que sim. – Murmurou para si próprio e ao longe viu o entregador de pizza se aproximar. Preferiu ir pegar as encomendas a fim de se afastar do pessoal, entretanto viu Hinata destravar um revolver e por isso manteve-se no mesmo lugar.

— Hinata, para que essa arma? – Shikamaru questionou aflito. Estava cansado de ser surpreendido. – É apenas o entregador de pizza.

Hinata forçou um sorriso e escondeu o revolver atrás das costas enquanto os outros apenas batiam papo sem perceber a Hyuuga montando guarda.

— Desconfie de todos. – Hinata falou baixo apenas para Shikamaru ouvir. – Por mais inofensivo que aparente ser.

Hinata foi receber o entregador de pizza e Shikamaru sentiu falta de seu cigarro. O viu entre os lábios atrativos da Major. Balançou a cabeça logo depois.

Um grande silêncio sussurrou em seus ouvidos, mesmo com as conversas paralelas prosseguindo a todo vapor. O cenho franziu, as sobrancelhas se juntaram e a boca se entreabriu. Acendeu outro cigarro ao ligar alguns fatos sobre a missão. Apenas faltava confirmar e se realmente fosse o que estava pensando. Eles estavam para lá de mortos.

— E tudo graças ao cara da pizza. – Shikamaru comentou para si próprio, mas Temari cedeu lhe atenção.

— O que? – Shikamaru a olhou animado. As vezes achava que estava delirando ao chegar em hipóteses tão alucinantes e cinematográficas.

— Precisamos conversar. – Shikamaru a informou ainda com os olhos na Hyuuga e Temari seguiu o olhar rapidamente. Provavelmente algo sério tinha acontecido.

— A pizza chegou. – Hinata chamou a atenção do pessoal, mas a dupla mais centrada obteve a sua atenção. O que tinha dito a Shikamaru não fora nada demais. Por que a mudança de seu corpo relaxado parecia tão retesada? Iria descobrir cedo ou mais tarde.

— Hinata. – Naruto chamou sua atenção de forma baixa. – Não vai comer? Pelo jeito do vento dentre minutos iremos tomar um banho de chuva.

— Ah, vou sim. – Naruto escutou a resposta aérea da Hyuuga. E a viu pegar um pedaço de pizza logo depois. Iria tentar continuar a agir de forma “civilizada” com Hinata, quando Sasuke fingiu uma tosse. Naruto o olhou entediado, pois sabia o que iria sair dos lábios do Uchiha.

— Avançou nas casas, Naruto? – Sasuke questionou bem próximo ao ouvido de Naruto. – Pelo visto agora Hinata não quer mais atirar na sua cara.

— Morri de rir. – Naruto comentou e forçou uma risada chamando a atenção de terceiros. E no mesmo momento uma chuva forte despencou do céu escuro.

Fazendo-os regressar para casa rapidamente e debaixo da chuva.

*

A mesma chuva que anulou o jantar continuava a despencar do céu. Entre raios e trovões o oceano continuava agressivo. Aquilo era péssimo para os pescadores noturnos, os quais provavelmente teriam que abortar a pesca.

Entretanto, havia uma pessoa que estava contente pela tempestade e levemente preocupada: Tenten. Não que Neji fosse sua pessoa favorita daquela equipe e nem de perto era o mais agradável para conversar, contudo ele era da equipe, não era? Era.

E como o sofá era a sua cama acabou por adormecer antes do Hyuuga regressar da sua pescaria. Sem mesmo poder tirar uma com sua cara pela possível pesca anulada.

Foi assim que ele a viu, deitada no sofá encolhida devido a corrente de ar intensa que invadia o ambiente por umas das vidraças abertas.

Olhou no seu relógio de pulso tomando conhecimento do horário avançado. Já era madrugada. Empurrou os pés de Tenten e sentou-se no sofá a fim de arrumar a tralha da pesca. A viagem até o porto demorava entorno de duas horas. Quando chegou em seu destino fora barrado de ingressar no seu próprio barco de pesca, pois o vento já assobiava forte.

Olhou para Tenten e acendeu a luz sem mesmo se preocupar se iria desperta-la. Começou a retirar as botas alternando entre olhar para o que estava fazendo e a mulher adormecida no sofá.

— Dormindo deste modo nem parece que é um perigo para a sociedade. – Murmurou para si próprio e negou com a cabeça em seguida. Por constatar que estava pensando demais nela e ao seu ponto de vista aquilo era um problema, bem como o esverdeado na bochecha. Vestígio do roxo gerado a joelhada que Tenten havia recebido.

Levantou e seguiu até a cozinha de forma silenciosa, caso Tenten acordasse iria ser o maior escarcéu. Retornou a passos apertados até o sofá, observou Tenten dormindo tranquila e o pedaço de carne crua e gelada em sua mão.

Era apenas pôr com delicadeza no lado da face levemente inchada da Mitsashi, mas Neji não sabe medir o peso de sua mão. Nunca soube.

Colocou o pedaço de carne e Tenten não acordou mesmo sendo praticamente agredida no ato. Apenas se remexeu no sofá acertando um chute “sem querer” no Hyuuga, o qual quase soltou um palavrão.

Sonhava com algo duvidável, quando um frio fora do comum lhe atingiu. Tenten abriu os olhos assustada logo depois dando de cara com o Hyuuga e um pedaço de carne crua sobre sua bochecha.

— Mas que... – Iria soltar um palavrão, mas a ver o Hyuuga com as costas da mão encostada na própria boca, parou. – Precisava me estapear com o bife cru?

— Apenas queria ajudar. – Rebateu sem paciência. A intenção era boa, mas a execução não fora uma das melhores. – Não achei um saco de gelo.

— Ino e Gaara usaram todos. – Tenten retornou a deitar na parte disponível do sofá enquanto Neji ocupava uma parte menor. – Como foi a pescaria?

Não conseguiu segurar o riso e Neji percebeu que estava sendo motivo de piada. Aquilo já era normal.

— Não consegui nem entrar no barco se quer saber. – Tenten se arrumou no sofá e pressionou o bife no rosto.

— Tenho que dizer que tenho que concordar com Gaara. – Tenten levantou o braço apoiando o sobre os olhos devido a luz, mas logo retirou. Iria falar que pescar era coisa de gente idosa. – Pesca é mesmo uma prática que não chama muita a atenção dos jovens.

Reformulou sua frase e tirou o braço dos olhos para espiar a reação do Hyuuga. Um sorriso fino dançou em seus lábios ao ver o sorriso fino dele.

— Bela tentativa, Mitsashi. – Neji encarou. – E não acho que pesca seja uma prática de pessoas idosas. Aliás aprecio muito. Aprendi a pescar com o meu pai.

Tenten devolveu o braço para cima dos olhos. Tinha uma percepção de que aquele assunto era delicado ainda mais pela amostra de mais cedo.

— Ele era piloto, não é? – Neji retirou o boné da cabeça e o jogou longe. Tenten levantou o braço para fita-lo e o viu afirmar positivo. A conversa iria acabar ali, caso Tenten resolvesse prosseguir no mesmo assunto. – O que Gaara tem?

— Nada. – Neji relaxou no sofá em completa derrota. – Hoje não é um de seus melhores dias.

— Percebi. – Comentou com a voz um pouco turva com o sono batendo em sua porta. -Gaara estava tão para baixo!

— Hoje faz quatro anos de parceria. – Tenten, novamente, levantou o braço e tirou a carne crua da face. – Quero dizer, que trabalhamos juntos e nos conhecemos.

— Agora entendo. – Tenten sorriu e prendeu o cabelo até então solto. – No dia do aniversário do relacionamento você o deixa para ir pescar? Eu ficaria magoada no lugar dele.

— Pare com isso. – Neji ralhou mesmo sem ter certeza de que tipo de relacionamento a mulher se referia. – Ele está assim porque no dia que nos conhecemos não foi o melhor de sua vida.

A Mitsashi se sentou no sofá e o fitou de perto esperando a continuação da história por detrás do abatimento do Sabaku. Neji deixou um riso seco escapar e tão breve a ponto de fazer Tenten duvidar se seus olhos a estavam enganando.

— Não irei falar mais nada. – Neji começou e Tenten fechou o semblante retornando a se deitar no sofá. – Esquece.

Esto no me gusta. — Tenten resmungou e arrancou um riso de Neji. A fazendo a levar o braço até o rosto novamente. O qual entendeu perfeitamente a declaração emburrada da mulher – Esqueço que você também sabe espanhol.

— E o que você gosta então? – Neji questionou visivelmente mais complacente depois do riso calmo e apreciável de se ouvir.

— Massagem nos pés. – Tenten levantou o pé e mostrou todos dentes em um sorriso pidão. Neji franziu o cenho imediatamente deixando claro que ela poderia esquecer. Não iria fazer massagem nos pés de ninguém. – Não se esqueça de que...

— De que você me salvou, eu sei. – Tenten abaixou o pé colocando-o sobre o colo do Hyuuga. Homem irritado suficiente para nem notar sua invasão de espaço. – Quantas vezes você vai ficar repetindo isso?

— Ah, algumas. – Tenten respondeu o fazendo recordar novamente do resgate que Ino e Tenten fizeram. Tenten começou a cutucar as unhas ao perceber que nenhuma ação seria espontânea daquele homem. Foi então que sentiu as mãos em seus pés e os olhos castanhos o fitaram rapidamente.

Ele iria acatar seu pedido/chantagem? Seria um sonho, mas infelizmente Tenten não estava em um.

Neji segurou ambos os pés e a puxou fazendo Tenten levantar o troco e emitir um grito devido a surpresa.

— Vai me derrubar. – Falou num sussurro afim de não acordar os outros. – Me solta.

— É claro. – Neji parou de rir e tirou as mãos, agora, em suas pernas. – Lembre-se sempre disso quando for me pedir algo.

Tenten se arrumou no sofá o xingando de todas as maneiras que sabia. Neji, novamente, levou as mãos na boca tentado a fazer algo que iria se arrepender mais tarde. Tenten era uns quatro anos mais nova que ele, uma jovem mulher com prováveis poucos envolvimentos e que não sabia separar as coisas.

Totalmente ao contrário de Neji. Balançou a cabeça logo depois e decidiu ir dormir, quando escutou o riso da Mitsashi. Levantou mesmo assim se afastando o máximo possível.

— Sabe, Neji. – Começou. – Eu gosto mesmo é de te irritar.

Omitiu. Gostava mesmo era de outra coisa.

Vai dormir! – Escutou a ordem de longe e retornou a deitar no sofá. Virou de lado e viu o pedaço de carne sobre a mesa de centro posto em um prato. E chegou à conclusão que ele a suportava para o além do que dizia.

— Obrigada. – Cerrou os olhos após agradecer pelo “cuidado” do Hyuuga para consigo. Se é que o seu gesto poderia ser qualificado como cuidado.

*

Acordou com um barulho enorme vindo da sala. Temari esfregou os olhos e sentiu a cabeça pesar. Fazia tempo que não bebia e praticamente encher a cara não foi uma boa ideia.

Olhou para o lado e encontrou Sakura dormindo. Levantou as sobrancelhas e deixou um sorriso escapar a se pegar pensando em quem ela queria que estivesse ali. Ah! Aquilo era um pecado. Levantou-se, jogou água no rosto, escovou os dentes e decidiu fazer um café bem forte para ajudá-la no processo de despertar.

Seguiu para a cozinha a passos calmos, viu Tenten dormindo no sofá e o carro do Hyuuga do lado de fora indicando o seu retorno. Ligou a cafeteria e apoiou os cotovelos no balcão e neste ato verificou suas roupas. Precisava troca-las por roupas mais discretas rapidamente. Mesmo não estando nem aí para opinião de terceiros.

Bebericou o café assim que o colocou em uma xícara e encostou o quadril no balcão. Iria rir do modo de Tenten dormir, quando outro barulho chamou sua atenção. E este vinha do cômodo onde ela e Shikamaru deixaram todas as informações em processo de extração.

Seguiu rapidamente para lá e ao empurrar a porta viu Shikamaru levantando uma cadeira, a qual ele derrubou num esbarrão. Temari o avaliou. O Nara ainda estava do mesmo modo de quando a chuva começou e parecia estar empolgado com algo.

Shikamaru a viu encostar no batente da porta e levar uma mão para cintura enquanto a outra levava a xícara até os lábios. Cessou no revirar de papéis ao perceber que era a primeira vez a ver tanta pele da Sabaku em exposição.

Temari parou de beber o café para entortar os lábios ao continuar a contemplar Shikamaru revirando e revirando arquivos em busca de algo.

— Você está me deixando aflita. – Temari bradou. – Da para você dizer o que está procurando?

Shikamaru levantou a cabeça rapidamente e retornou abaixa-la procurando por um arquivo desesperadamente, mas logo levantou com uma pasta em mãos.

— Você tem uma ótima memória, não é? – Temari cruzou os braços começando a perder um pouco da paciência. Sem entender aquela afobação que nunca tinha visto no homem. Ele tinha crivado algo. Shikamaru tropeçou em uma caixa ao ir em direção de Temari para fechar a porta. E Temari franziu o cenho sem entender a pergunta. Seguindo-o até a mesa ampla.

— Sim, quero dizer depende. – Temari retornou a beber o café e Shikamaru levou as mãos na cabeça. Ainda era cedo para dizer suas teorias, mas se tinha alguém naquela equipe que iria entende-lo era Temari.

— Primeiro: você tem que saber que os primos são russos. – Temari afirmou positivo e esperou pela continuidade, mas Shikamaru se afundou em suas conclusões.

— E daí aí? – Shikamaru olhou para a mulher e cerrou os olhos. Acusar sem provas era cometer um erro. E a impaciência de Temari estava em evidência.

— Lembra que Jiraya disse que havia agentes duplos para tudo que era canto? – Temari ouviu e começou a pensar com as informações apresentadas pelo Nara.

— Sim, lembro. – Temari encostou na mesa. Encafifada tentando saber onde o Nara queria chegar que nem mesmo notou a proximidade do Nara.

— Então olhe isso. – Shikamaru esticou o braço e colocou um arquivo sobre a mesa. Temari fitou o rosto próximo demais do seu, mas desviou para a ficha de um soldado que compunha a equipe.

Temari olhou a ficha e negou com a cabeça. Shikamaru achou aceitável a falta de compreensão da mulher, pois não tinha dito tudo a ela.

— Raptamos um antigo General do exército americano na nossa operação. – Temari franziu o cenho e deixou o café de lado assim que leu o conteúdo da ficha. Negou em seguida associando as informações com os fatos apresentados por Shikamaru. Aquilo não era possível, era? Questionou com os olhos a teoria apresentada.

— Fui abordada com muita facilidade na minha operação. – Temari complementou a teoria de Shikamaru.

— Você acha que? – Temari perguntou em um completo sussurro. Shikamaru cerrou os olhos. Não sabia responder. E Temari não queria acreditar. – Temos um agente duplo na equipe.

Temari falou em alto e bom som a conclusão de ambos enquanto Shikamaru suspirou. A Sabaku virou o corpo para fitar a ficha descritiva do soldado, mas nem mesmo assim Shikamaru se afastou. Viram o nome do Capitão da marinha em que Hyuuga Hinata estava recebendo ordens antes de ser convocada para a Cadillac 52.

— Hiruzen Sarutobi. – Leram em uníssono.

— Devemos contar a eles? – Shikamaru questionou um pouco desapontado, mas viu Temari negar.

— Não, vamos resolver isso nós três. – Referiu-se a Hinata. Não queria acreditar que ela era uma traidora.

Ficaram em silêncio pensando e repensado. Tinha alguma coisa errada naquilo tudo. Temari levantou a alça da camisola curta e Shikamaru cruzou os braços totalmente afundando em suas análises.

O Nara descruzou os braços e levou as mãos até a boca ao perceber outro fato.

Temari franziu o cenho ao constatar outro fato deixando um sorriso na face em seguida.

— Hunf! – Shikamaru escutou e levantou a cabeça para fitar Temari. A viu mordendo o lábio inferior e afirmando positivo. – Quase passaram a perna na gente.

— É o que parece. – Shikamaru deixou um sorriso fino de contentamento surgir. Temari tinha mesmo a capacidade de análise igual ou superior a sua. – Está pensando o mesmo que eu?

— Pode ter certeza que sim. – Temari riu. Não era tão fácil engana-los. Shikamaru esfregou as mãos e as assoprou.

— Você é mesmo fantástica. – Shikamaru comentou no calor do momento e Temari sorriu satisfeita.

— Se você está dizendo. – Respondeu assim que fez um sinal na ficha de Hinata. Virou-se e esbarrou em Shikamaru.

Ambos se olharam de forma contínua. Um sorriso brotou em ambos os rostos em contentamento. Porque não era fácil enganar eles. Ah! Não. Shikamaru passou os olhos pela figura da Sabaku deixando a descoberta um tanto de lado. E Temari segurou na camisa do Nara sem calcular bem suas ações.

Enquanto a Shikamaru este estava num completo êxtase por conseguir matar uma charada tão rapidamente.

Temari bateu o quadril contra a mesa assim que foi encurralada pelo o Nara. Não que quisesse ter saída. Os lábios se encontraram logo depois de forma sôfrega e inebriante. Porque aquela descoberta merecia uma comemoração.

Logo os objetos próximos de ambos foram ao chão devido ao sutil impacto contra a mesa. Temari desvencilhou do beijo para fitar o notebook que foi ao chão feito outras coisas. E ao perceber que o café danificou o dispositivo Temari olhou para Shikamaru com um pouco de divertimento. Não sabia se tinham muita sorte ou azar. Deixou uma expressão de derrota na face em seguida. Deu uns tapinhas no peitoral do Nara e o soltou.

— Eu tenho um plano. – Esse se afastou ignorando o contato acalorado. Temari passou as mãos nos lábios se afastando da mesa.

— Sei que sim. – Shikamaru sorriu e cerrou um dos punhos. Temari o viu comemorando e achou graça naquilo. Era algo novo de se ver. Se olharam mais uma vez e Temari acenou positivo. – Vamos pegar esses caras.

Notas finais
Por onde eu começo! Fans da Hyuuga: calma, muita calma. Prestem atenção neste trecho de uns capítulos atrás. " - Está dispensada de seus serviços. Iremos até a base marítima dentre dois dias e aviso de antecedência, para que, deixei o Geisel. — Sim, senhor. Se me permite senhor gostaria de saber os motivos para minha dispensa. – Por mais que não simpatizasse ficar sob litros e litros de água salgada, Hinata não queria deixar sua carreira sem saber pelo menos o motivo. . — Não obtenho informação sobre isso. Disse dispensa, pois a Marinha irá lhe devolver para as forças aéreas. — Foi uma honra servir com o senhor, Capitão Hiruzen. – Viu o senhor afirmar positivo e deixa-la que ela continuasse a desempenhar suas funções." AHAM! Tem que prestar atenção nos capítulos. Mas calma, tudo ficará ainda mais claro nos próximos capítulos. Agora mudando o foco da conversa confusa ( É para ser confuso mesmo) entre Nara e Sabaku. Rolou um beijo ai minha gente! :D Gosto muito dos dois na fic. Temari a chefona maior que você respeita! Entenderam porque Ino é especialista em combate corporal? Quase foi exonerada, gente! E por isso a sua resistência a um certo alguém: Gaara, o qual estava para baixo neste capítulo. Por que será? Muita coisa rolou nesses capítulos! E quero saber o que acharam, hein? Aos leitores que participam muito obrigada e aos que sumiram nos últimos capítulos pergunto: posso chamar a policia? HAHAHA. Você sabem, não? Aqui ninguém é obrigado a nada. ♥ Nos vemos em breve ou por aí! Beijos!!!