Combatentes

7 Lagartos ligeiros


Notas iniciais
Ooe!! Pessoal :D SIM, eu já voltei. Com um capítulo bem quentinho e extenso. Vou explicar o título u.u Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de tentar capturar um lagarto. Pois bem, partindo da ideia que a resposta seja negativa vos lhe digo: é maior empreitada. São ligeiros demais. Hahaha. Agora vamos a um assunto sério: onde estão vocês, monamores? Os comentários entraram em declínio no último capítulo. Ele não estava bom? :( Eu uso ***** para trocar de cena ou dar saltos temporais, né galera. Neste capítulo também irei usar, mas como verão será um so (*) em alguns momentos. Para sinalizar que está trocando de personagem, mas continua na mesma cena.Capiche? Para vocês entenderem melhor. ;) Enfim, espero que gostem deste. Boa leitura, soldados.

O colchão do beliche era duro, admitia. E talvez foste por isso que se revirava de um lado para o outro ou por conta do calor exorbitante contido dentro do barracão. Suspirou pela quinta vez.

Sentou se e quase bateu a cabeça na grade da cama acima da sua. Beliches! Havia ganhado uma inimiga poderosa. Revirou os olhos e certificou que a maioria dos brutamontes estavam dormindo.

Temari então retirou a camisa ficando somente com o top de cor escura. Deitou se, mas fora em vão. O sono não havia marcado presença no evento que era dormir. Seu corpo estava doendo e sua cabeça cansada de tanto pensar. Aquela remoção sem aviso prévio, uma missão que caiu do céu sobre seu colo e agora estava ali, no meio do nada aguardando ordens.

Virou para o lado tentando afastar os pensamentos e dormir quando ainda tinha tempo. Foi quando ouviu estalos no telhado de lata do barracão. Mais alguns e logo um montante.

— Não se preocupe. – Escutou a voz vir da cama próxima a sua, a qual pertencia Sasuke. – É chuva, já ouviu falar?

Temari, caso pudesse reviraria os olhos novamente, mas apenas afirmou com um sorriso forçado.

— Sim, já ouvi falar. E você, já ouviu falar de idiotas? – Rebateu calma, mas provocativa. Na sua opinião a hora menos propícia para travar uma conversa era de madrugada.

— Ah, sim. Eu vivo com um. – A luz fraca advinda de uma lâmpada possibilitou que Temari viste o apontar de Sasuke para Naruto no beliche acima do seu. O chamando de Idiota, quando Temari fez o mesmo com Sasuke.

— Está falando de mim, Sasuke? – Naruto disse e logo ficou de ponta cabeça com finalidade de ver o Uchiha, o qual usava o braço como travesseiro.

— Eu? Obviamente que não, irmão. – Sasuke o respondeu divertido e Temari deu as costas para os dois, antes que ocupante da cama acima da sua acordasse, entretanto ela achava isso muito improvável: Shikamaru.

— Chega de papinho. – Temari os repreendeu. Entretanto ela não sabia de algo: quando Naruto despertava dificilmente ele pegava novamente no sono. E já estava quase na hora de levantar mesmo.

— Ei! Sasuke, olha aquilo. – Naruto saiu de sua cama e fora para o do Uchiha.

Temari franziu as sobrancelhas e uma ideia passou pela sua cabeça. Aquele dois eram unidos demais para serem apenas amigos. – Aquela antipática não está na sua cama.

Temari deixou de pensar na provável relação homo afetiva de Sasuke e Naruto para pôr os olhos sobre a cama vazia de Hinata. Viu Sakura ressonar tranquila no beliche abaixo enquanto Sasuke sentou se na cama.

— Poxa, eu nem vi quando ela saiu. – Sasuke fez uma observação desnecessária. Anteriormente ele parecia tão sério diante dos olhos verde água de Temari. E agora um perfeito idiota. – Cai fora, Naruto.

Sasuke o expulsou da cama, mas Naruto não obedeceu. Temari se sentou, era impossível dormir com aquela feira de peixe acontecendo.

— Vamos averiguar onde ela está. – Sasuke levantou uma sobrancelha para Naruto em questionamento. O loiro sabia que aquela expressão queria dizer muita coisa. – Pode ter acontecido algo com ela.

Naruto o rebateu antes mesmo do Uchiha fazer suposições acerca dos seus interesses.

— Que coisa, Naruto. Ontem mesmo você disse que ela poderia quebrar a perna no meio que não levantaria um dedo para ajudá-la. –Sasuke riu da expressão de reprova do Uzumaki, afinal aquela fora uma declaração indelicada quando estava bravo.

— Ela sabe se cuidar, Naruto. – Sasuke prosseguiu e puxou o travesseiro para cima do rosto. Naruto retornou para sua cama e arrancou sua camisa antes de deitar.

Mesmo com a chuva torrencial o calor não parecia dispersar.

Temari murmurou um: homens! Antes de sentir seu corpo amolecer. Iria dormir finalmente. O silêncio havia ganhado no final das contas.

******************

Os olhos lilases estavam fixos numa imagem. Hinata esperava seu sono vir pacientemente e quando fazia isso olhava para o primo. Este dormia com um braço sobre o rosto e parecia estar imerso em um sonho terrível.

Pensava na relação entre eles, a qual não existia. Fazia anos que não se viam e quando isso aconteceu nem mesmo um simples cumprimento fora trocado. Estalou os lábios e trocou de lado dando de cara com o Uzumaki babando. Revirou os olhos e retornou para a posição inicial, foi quando viu a morena levantar da sua cama na pontas dos pés.

Viu ela parar na frente da cama de Gaara e conter o riso. Continuou seu trajeto de forma sorrateira até sumir de vista.

Hinata sentiu curiosidade em saber o porquê da Mitsashi estar perambulando de madrugada. A seguiu de forma silenciosa.

A viu atravessar o pátio com cautela após verificar que o cão não alarmaria o soldado de vigia. Observou ela andar até os automóveis e de repente ela sumiu. Hinata saiu da cobertura e foi na mesma direção.

Não sabia exatamente o porquê de estar seguindo um soldado numa brigada. Era estranho, mas nunca em sua vida sua intuição a tinha lhe traído, por que no momento seria diferente?

Procurou Tenten entre os automóveis e não a encontrou. Decidiu retornar ao barracão antes da sirene soar foi quando deu de cara com a Mitsashi.

— Resolveu passear? – Tenten a questionou séria. Certo que não estava fazendo nada demais em descumprir uma regra, mas ser seguida por colegas não lhe descia bem.

— Está calor demais para dormir. – Hinata rebateu imediatamente de forma séria. Cruzou os braços em frente ao corpo.

— Pois é. – Tenten arqueou as sobrancelhas e escorou no jipe esverdeado. A conversa morreu ali, mas nem uma das duas deixaram o local. Hinata colocou uma mão na cintura e Tenten encarou o cercado de arame.

— Parece que irá cair água. – Disse despreocupadamente e Hinata afirmou. A Hyuuga viu o morder de lábios da morena, a qual esperava que Hinata a deixasse sozinha.

— Qual é? Fuma logo. – Hinata jogou verde para colher maduro e Tenten estalou os lábios. Suspirou e enfiou a mão no bolso esquerdo da calça.

— Não sou fumante. – Hinata a viu abrir uma embalagem e o doce ficar exposto. – Aceita?

Ofereceu um pedaço do chocolate que pretendia comer sozinha. Tudo! Entretanto quebrou a pequena barra e dividiu com a Hyuuga que aceitou.

Quando a textura macia do chocolate preencheu o paladar Hinata fechou os olhos de satisfação. Realmente sua intuição nunca tinha traído e não fora diferente. Aqueles tipos de besteiras eram negadas aos soldados. Conseguir qualquer coisa saborosa diferente da gororoba servida merecia uma medalha de honra ao mérito.

— Onde conseguiu? – Hinata disse e Tenten fez sinal com a mão, para que, Hinata esperasse ela ficar com a boca vazia.

— Seu primo é um saco, mas eu vi ele apostando na roda de pôquer hoje mais cedo. – Hinata já havia chegado a uma conclusão em que Neji havia ganhado a guloseima no jogo de procedência desconhecida. – Então Gaara pegou dele e eu peguei do Gaara.

Uma conclusão equivocada, a qual pensou que ele havia dado a ela.

— Eu sinto falta disto quando estou entrando no meu período menstrual, sabe? Chocolate não é meu doce favorito, mas está valendo no momento. – Tenten enfiou a embalagem no bolso e terminou de limpar as mãos. – Eles não iriam precisar disto como eu, tenho certeza.

Hinata riu da declaração da Mitsashi. Provavelmente iria ter maior bate boca por conta do furto e ambas sabiam disto.

— Tem razão, Tenten. – Começaram a caminhar atentas para o barracão. Serem pegas no flagra após se acabarem numa pequena barra de chocolate não seria agradável.

— Você é minha cumplice. – Tenten arrematou assim que pisou no barracão e a chuva despencou do céu. Viu Gaara e Neji dormindo e retornou para sua cama da forma mais silenciosa possível. Hinata a imitou depois de prestar continência a ela, num claro sinal que expressava: seu delito está guardado comigo.

Entretanto assim que deitou na sua cama após verificar o sono tranquilo de Sakura abaixo de si, seu sorriso morreu. Lá estavam os olhos azuis abertos observando cada gesto seu. Havia sido pega no flagra no final das contas e logo por ele: Naruto.
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A sirene gritava em seus ouvidos e se esquecendo do lugar onde estava apenas trocou de posição. Entretanto não conseguiu dormir. De repente parecia estar no meio de uma feira. E o tomate era ela.

Abriu os olhos, sua cara estava um pouco amassada e seus dedos com esparadrapos. A batata havia acabado consigo. Sakura pôs os pés no chão gelado e levou a mão até a nuca dolorida.

Levantou os olhos e deu de cara com Sasuke vestindo suas botas. Os olhos enigmáticos a observava e Sakura percebendo isso deu-lhe as costas. Estava com a cara amassada pior momento para flertar com o galã da brigada.

Os segundos se passaram e ela continuou sentada perguntando se por que havia se enfiado naquele lugar. Suspirou e tratou de se arrumar antes que o manda chuva entrasse no barracão aos berros.

E pensando em manda chuva percebeu que literalmente a chuva estava marcando presença. Ótimo iria ficar ensopada o dia inteiro.

Ino terminava de enfaixar o punho na chuva mesmo. O pátio acumulava água e a Yamanaka apenas conseguia se questionar quanto tempo ficaria naquele local e se este tempo a presentearia com um belo resfriado, para que, pudesse dormir na enfermaria.

Despertou dos seus planos, quando Sakura parou ao seu lado com um semblante devastado. Estava exausta dos treinos daquela brigada. Olhou para Hinata e Tenten com uma disposição afiada. Pareciam que tinha trocado a refeição da manhã por energético. E pela primeira vez sentiu inveja das duas.

— Eu queria muito, mais muito mesmo sair desta chuva. – Sakura a arrancou da sua observação. E Ino fixou os olhos em Gaara. Ele não estava se mantendo em pé. Parecia que todos havia tido uma péssima noite de sono, exceto Shikamaru.

— Eu também. – Concordou, aqueles dias estavam sendo exaustivos. E ainda não compreendia onde seus superiores queriam chegar.

Os pingos de chuva engrossavam cada vez mais e debaixo do boné os fios longos do Hyuuga estavam cada vez mais encharcados. Estava começando a se preocupar, afinal quando iriam implicar com sua madeixa? Desta vez estavam demorando.

Deixou suas questões internas quando o superior imediato chegou a passos duros. Estavam a cerca de quinze minutos naquele pátio.

— Hoje o dia começou bem, não é rapazes? – O Tenente questionou de forma amistosa e os homens enfileirados prestaram continência.

— Sim, senhor. – Sem exceções todo esquadrão dividido em dois grupos o responderam.

— Mas não para todos. – O Tenente procurou com os olhos por alguns rostos de forma discreta e diante do silêncio resolveu continuar. – Alguns soldados foram selecionados para um treino fora da base.

Não precisava ser um gênio para saber quem eram os soldados selecionados. E foi com este pensamento que Gaara fechou os olhos.

— Diga que não somos nós, cara. – O ruivo estava realmente cansado e Neji o olhou de esguelha.

— Não somos nós. – Queria socar o parceiro, mas iria desfazer a formação e seria reprimido por isso.

— Muito engraçado. – Forçou uma risada de forma baixa, quando os nomes começaram a serem ditos. E como previu o dele estava no meio.

— Fora estes soldados o restante terá folga. –Como esperado a comemoração fora tímida, entretanto até o Tenente dar as costas para os soldados.

— Estranho, não? – Neji comentou com os olhos fixos no cercado de amare afim de não chamar atenção. – Apenas dez Soldados.

— Bastante. – Gaara completou. Geralmente era de trinta a quarenta homens.
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Na opinião dela aquela lata velha que os levava para longe da brigada militar iria fundir o motor em questão de segundos. E como não bastasse estar molhada teria que andar. Sakura cheirava a própria farda tentando identificar se o cheiro desagradável desprendia de si, mas constatou que não.

Dentro do caminhão o silêncio era absoluto. Como muitos deduziam aquilo não seria mais um treino como fora dito e sim e enfim a maldita missão.

A falta de armas de fogo de qualquer calibre incomodava profundamente o Hyuuga que olhava de ora em outra para a cabine do caminhão visivelmente apreensivo. Ino massageava as próprias mãos imersa em um silêncio questionador, como se naquele ato se preparasse para um confronto digno de um ringue.

E como para os dois combatentes anteriores algo estava errado para Shikamaru observando a paisagem cada vez mais seca e rasteira, sinal de que não havia nada em seu destino além de poeira e lagartos ligeiros, também estava.

O engasgo do motor começou a ser audível e junto a ele o resmungar da Haruno, aquilo havia sido previsível.

Os olhos castanhos se abriram após o cochilo, para Tenten estavam a tempo demais dentro do caminhão. Quando a lona fora puxada a intensidade da luz solar a cegou. Estavam no meio do nada.

— Algum marmanjo aí sabe um pouco de mecânica? – Um oficial questionou de forma entediada, mas ninguém o respondeu. – O Optimus Prime aqui resolveu nos deixar a pé.

Diante da pequena referência aos filmes que Naruto tanto gostava ele chegou a rir. E levantou a mão pretendendo ir ver o motor do caminhão velho. Entretanto sem antes trocar um olhar com seu parceiro de anos. Sasuke assentiu ao loiro sendo observado pelos olhos do soldado com um rifle pendurado ao lado do corpo.

— Não deve ser tão diferente de um motor de avião, não é? – Naruto disse ao pular da traseira do caminhão e Hinata fez cara de derrotada. Aquele cara era mesmo um tapado. Naruto logo sumiu.

— Permissão para descer, senhor? – A voz de Gaara se fez ouvir, o qual estava encostado de forma desajeitada na lataria fria do automóvel. – Meu traseiro já está doendo.

Justificou o motivo do seu requisito, pois o soldado parecia estar suspeitando de seus atos.

— Concedida. – Levantou e saiu em direção a saída traseira do caminhão. O soldado lhe deu as costas indo em direção ao motor. Assim que virou foi ao chão sendo abatido pelo Hyuuga que desceu antes de Gaara.

— Ei, o que vocês estão fazendo? – De dentro do automóvel Temari ouviu o outro soldado questionar e ser abatido logo depois por Naruto. E estava preste a fazer o mesmo, quando seu irmão fez sinal para ela descer.

— Sasuke, desce agora! – Naruto apareceu alarmado, com uma expressão que o Uchiha conhecia bem.

Viu Naruto correr em direção oposta para onde estavam indo e o Hyuuga apontar o rifle em outra direção. Não contou nem dois segundos e o observou o disparo. Retornou a sua contagem mental e como tinha pressuposto houve revanche do tiro.

— Vai, vai! Estão esperando o que? Isso é uma emboscada. – Não conseguiu identificar de imediato quem alarmou sobre a situação, mas assim que a passagem ficou livre Ino saltou da traseira do caminhão. Olhou para o norte, direção em que a lata velha os levava e identificou no mínimo três pessoas armadas.

Os olhos azuis se arregalaram, quando no céu azul e límpido um artefato identificado por ela como um míssil de lançamento portátil seguia em direção ao caminhão, seguia em sua direção.

Pois se a correr para longe do caminhão e estranhando a falta do estardalhaço que o míssil de pequeno alcance causaria olhou para trás.

Novamente os olhos azuis se arregalaram. Aquilo tinha sido um golpe de sorte.

Hinata corria na mesma direção que Naruto. Podia ver suas costas logo a frente. Sua respiração estava descompassada e a farda úmida dificultava no processo de tentar salvar sua cabeça. Um zunido a fez olhar para trás e por conta dele viu Ino regressar na corrida, quando o caminhão voou pelos ares e para se livrar de ser esmagada pelo tal teve que tomar uma decisão rápida.

O impacto contra o chão fora duro, suas costas reclamaram. O caminhão em chamas passava por cima de si, a poucos mais de três metros. A garganta ressecou e os lábios se entreabriram. Para os espectadores tudo parecia ocorrer em câmera lenta, mas aos olhos da Yamanaka tudo passava rápido demais. Rolou o corpo na tentativa de se afastar ainda mais. A poucos metros de si o caminhão caiu. Olhou a palma esfolada e como se seu cérebro zombasse de sua cara a ardência fora imediata. Iria ter que correr, havia ficado para trás.

— Onde está a Ino? – Tenten gritou para quem quisesse ouvir, não cessou sua corrida para olhar para trás em busca de qualquer sinal de sobrevivência da Yamanaka. Ela não conseguia ver saída daquele tiro ao alvo. Não havia sequer rochedos para se abrigar, tinha apenas areia e vegetação seca. Iria morrer. E todo mundo parecia ter sumido.

— Foi abatida. – A resposta fora seca e rápida. Shikamaru disse no exato momento em que outro míssil foi contra o chão. Foi jogado a poucos metros com um montante de areia. O ardor do esfolado no braço surgiu de imediato assim que deixou o terreno arenoso para entrar em contato com o ar. Aquilo havia salvado sua vida, como se fosse um despertador da inconsciência que o tomava por conta do impacto. Pois se a correr. Lembrava de ter passado por um declínio de terreno a quinze minutos, onde o motor havia falhado pela primeira vez. Era a única chance.

— Estamos sendo alvos fácies! – Hinata se jogou no chão e pôs a mão na cabeça, quando achou uma leve ondulação no terreno servindo de abrigo. Abrigo insuficiente. – Temos que traçar um plano.

Assim que viu os únicos homens armados de seu grupo ela gritou. Shikamaru se jogou no mesmo lugar que ela. O rosto do Nara com ralados superficiais fez ela se recordar de algo importante: a médica ainda estava viva?

— A inclinação de terreno está ficando propícia. Irão ter que se deslocar se quiserem nos matar. – O plano estava sendo elaborado e dividido com a Hyuuga. – Chegar lá vai ser a única chance de pensarmos em alguma coisa. Visto a insuficiência de armamentos.

— Certo, temos que continuar correndo. – Hinata disse e olhou em direção onde os caçadores estavam. O som dos tiros cessou por um instante.

— Pararam, isso significa duas coisas: Não tem ninguém a vista ou apenas nós estamos vivos. – Shikamaru pensou alto enquanto procurava sinal dos outros combatentes emboscados.

— Se alguém estiver vivo, escute com atenção. – Shikamaru ouviu a voz forte e determinada de Hinata. — A doze horas há uma inclinação favorável no terreno a única chance de sair vivo é se abrigar lá.

*

Escutava com dificuldade a voz um pouco distante, mas havia compreendido a informação. Entretanto em vez de se rastejar como estava fazendo ficou imóvel.

Sua cabeça tentava lembrar de ter passado por tal desnível no terreno plano que o deserto costuma ser.

Agradecia aos céus pela chuva de manhã que a fez colocar o boné camuflado. O acessório mais a areia grudada nele servia para encobrir a madeixa rosada. Estava suja da cabeça aos pés e fora a sujeira mais uma corrida veloz que a mantinha viva. Suspirou, aquilo não estava sendo uma experiência interessante.

Olhou para direita e em meio aos gravetos secos da vegetação rasteira constatou que Gaara estava igual a ela. Imóvel e encoberto de areia dificultando a visão dos atiradores numa camuflagem improvisada. A única coisa que divergia era que ele verificava o rifle e fazia pequenos sinais com as mãos. Então Sakura olhou para esquerda e viu Neji confirmar os gestos de Gaara com pequeno acenar positivo.

— Ei, Haruno. Vamos precisar de sua ajuda. – Sakura escutou e sua expressão foi de aflição, mas logo acenou positivo. – Certo, a Hyuuga está a quatro ou cinco metros para frente. Você pode correr até lá segurando isto?

Gaara apontou na direção onde Hinata estava e Sakura seguiu os seus dedos. Depois os olhos verdes penderam sobre um tecido vermelho que Gaara tentava tirar a areia esfregando na farda.

— Quer que eu seja uma isca? – Questionou um pouco atônita e incrédula. Mas viu o sorriso amarelo do Sabaku e sua boca se abriu.

— Sakura. – Neji a chamou e ela tratou de encara-lo. – Não são atiradores de elite e quando você se levantar nós iremos atirar.

O Hyuuga lhe mostrou o rifle e Sakura suspirou. Aquele parecia um plano furado na sua opinião, mas parecia o único esboço do plano que tinha disponível.

— Quando eles atirarem. – Gaara prosseguiu tentando convencer a Haruno ser alvo fácil. – Saberemos com precisão onde estão. Então iremos te cobrir.

Sakura olhou para trás e não viu nenhum sinal dos atiradores, como se estivessem tão bem camuflados no monte rochoso que começava a se formar.

— Hum e vocês querem que eu confie que irão ver alguém desta distância? – Sakura rebateu um tanto nervosa, pois tudo aquilo parecia muito incerto e perigoso.

— Tem algum plano melhor? – Neji disse começando a perder a paciência. Estavam longe e os rifles não tinham mira de longo alcance. Teriam que confiar em suas habilidades. Sakura cerrou os olhos e se arrastou um pouco mais para perto de Gaara. Agarrou o pano vermelho com uma expressão questionadora sobre a procedência do tecido.

— Você não vai querer saber. – Gaara se adiantou. – Ao seu sinal Haruno.

Disse sério e preparou o rifle virando o seu corpo para cima, para que, quando se levantasse, levantasse atirando.

*

O calor do deserto fazia pequenas ondas imaginarias surgirem no horizonte plano demais para seu gosto. Temari se arrastava com muito cuidado. Precisava achar um abrigo imediatamente. Ouvira as palavras da Hyuuga poucos metros atrás de si.

Em direção ao oeste, a poucos metros via Naruto estirado no chão com areia sobre o corpo e fogo na vegetação devido ao impacto e produto inflamável do míssil. Até parecia que estava morto e para ela era a única coisa que o deixava vivo.

Estavam distantes, mas provavelmente a equipe que tentavam abate-los tinha equipamentos para verificar com exatidão o estado de seus alvos.

— Temari! Vem para cá. – Escutou a voz grave e calma do Uchiha a poucos metros de si. Se arrastou com cautela até o monte de terra fofa. Olhou para trás antes de sair do meio da vegetação espinhosa que tinha se embrenhado. Logo agarrou a mão de Sasuke que a puxou para cima de si com facilidade. Um disparo fora efetuado por conta da movimentação captada.

— Escutou o plano da Hinata? – Sasuke a questionou enquanto ela se ajeitava melhor no buraco raso que Sasuke estava cavando com as mãos. Fazendo que sua cabeça ficasse a salvo de tiros certeiros.

— Sim, apenas estou esperando um sinal. – Ela disse afoita e compenetrada. Seus ouvidos estavam aguçados. – Não vou sair correndo sozinha nem a pau.

—Penso igual a você. – Temari afirmou. Afinal se partissem do pressuposto que não havia um atirador disponível para cada um e que tivessem que recarregar as armas numa regularidade de dois a três segundos, esses fatores lhe davam uma chance maior caso saíssem todos juntos invés de um apenas.

Os tiros começaram e ambos trocaram olhares rápidos. Alguém estava correndo. Alguém estava atirando e iria morrer.

*

O tiro fora bem na cabeça. Não era segredo para ninguém o quão bom era sua pontaria. Neji se levantou e continuou atirando. Gaara fez o mesmo depois de identificar onde os atirados estavam.

— Minhas balas já eram. – O Hyuuga gritou depois de acertar mais um atirador. Gaara o olhou rapidamente. Fechou um olho e pós o outro na mira simplificada.

Apertou o gatilho e viu com muita dificuldade um corpo cair da formação rochosa.

— Então vamos correr! – Sakura mal tinha pulado no mesmo abrigo que Shikamaru e Hinata quando escutou a voz do Sabaku. Naruto saltou da sua encenação e facilmente ultrapassou

Shikamaru e Hinata que segurava a mão da Haruno intacta. Os tiros retornaram e a corrida também. De repente quinze metros pareciam quilômetros.

*

Uma bala ricocheteou no metal do caminhão destruído e agora todo cinza devido ao fogo. Ino se aproximou ainda mais da estrutura ainda quente. Ela iria morrer, caso mais tarde os atiradores resolvessem verificar a carcaça da lata velha. Tinha que sair dali, mas não via como.

Correr na mesma direção que seus colegas caçados sem um pingo de proteção a levaria a morte. Afinal, seria um alvo fácil. Mal terminou o suspiro que dava, pois do nada o alvo parecia ser ela. Várias balas atingiam o caminhão e na cabeça de Ino apenas se passava uma pergunta: como sabiam que ela estava ali?

Sentiu areia voar em seu rosto e então a ver o que causou aquilo percebeu que o alvo não era ela. Não ainda.

Tenten cerrou os dentes e sacudiu a mão na tentativa de aliviar a dor do pulso trincado. Olhou para face de Ino manchada de sangue e a mão da loira enfaixada com um pedaço da farda.

— Revelei sua localização, não é? – Tenten disse entre um suspiro. – Foi mal, pensei que você já estava morta.

Tenten se abrigou melhor afim de ficar longe da mira de qualquer um. Sua respiração estava descompassada pela corrida fitando o horizonte.

— Você também ficou para trás. – Ino fez uma pequena observação. Ambas estavam no mesmo barco. – Pensei que você tinha vindo me resgatar.

Ino riu e Tenten a acompanhou. Não tinha saída para elas, então não viam mal fazer piada na hora da morte com um possível resgate. Que na verdade era a última esperança.

— Antes foste, mas quando o míssil me fez voar eu perdi a consciência e quando recobrei já era tarde demais para acompanhar o bando. – Referia aos outros combatentes. – Estavam longe demais, voltar para a lata velha era a melhor opção.

Ino assentiu, havia compreendido e não faria diferente caso fosse ela. Era o mais sensato a se fazer.

— Entendo, mas agora que sabem que você está aqui. – Ino ficou de joelhos tentando visualizar os inimigos. – Teremos que sair, caso contrário vamos virar churrasco.

Tenten confirmou, eles tinham um lança míssil e provavelmente a munição não havia acabado. A Mitsashi também se levantou e foi neste momento que viu a porta do caminhão pendurada.

— Eu tenho uma ideia, mas já digo que vamos ter que contar um pouco com a sorte. – Ino a olhou e depois seguiu os dedos da morena apontando para porta de metal.

— É pesada demais para servir como escudo. – Ino rebateu, afinal já tinha pensado em usar a porta.

— Para uma pessoa até pode ser. – Tenten seguiu de forma rastejante até a porta segurando a mesma por um segundo, verificou se ainda estava quente e visto que não forçou a porta que se desprendeu do resto do metal retorcido. – Mas para duas não.

Disse assim que conseguiu separar a porta. Agora era só levantar e tentar correr com aquilo sobre as cabeças.

— Isso vai nos atrasar na corrida. – Ino disse e Tenten afirmou. — Precisávamos de uma distração forte para ganharmos vantagem nos primeiros quilômetros.

Seus olhos desviaram dos castanhos procurando qualquer coisa que pudesse servir de alvo. Foi neste momento que viu um soldado abatido momentos atrás um pouco estraçalhado. No seu cinto tinha uma granada de mão.

— Aquilo sem dúvida vai servir. – Tenten que observava o mesmo que ela se adiantou. Buscou a granada sem empecilhos. – Certo, eu lanço a granada naquela direção. Provavelmente irá chamar a atenção. Assim que eu jogar você vai ter que correr sozinha com a porta.

— E você me alcança logo depois. – Ino concluiu enquanto Tenten ajudava ela arrumar a porta de uma forma que encobrisse boa parte de seu corpo. Seu rosto ficou vermelho pela força que fazia, era muito pesado manter o pedaço de metal longe do chão.

— Talvez eu leve um tiro enquanto tento te alcançar, caso isso aconteça você vai ter que ir sozinha. Não pare. – Tenten disse a Ino que afirmou. Caso aquilo ocorresse as duas estariam mortas.

— E qual é o plano depois? Caso a gente consiga. – Ino questionou, pois para ela aquele esforço estava parecendo que seria em vão. Mas não podia ficar esperando a morte, podia?

— Pensei que você fosse a estrategista aqui. – Tenten disse e sorriu com as sobrancelhas franzidas devido a dor. – Ao seu sinal, Yamanaka.

Ino afirmou, arrumou as mãos no metal e focou os olhos no horizonte. Iria morrer de qualquer forma, então que morressem tentando.

— Vai! – Ino gritou e saiu com o metal sobre as costas. Os atiradores a viram e a colocaram na mira, quando uma explosão os fez mudar de direção. Tenten lançou a granada o mais longe que conseguiu. Mal esperou para ver se a granada iria explodir, começou a correr na direção de Ino, a qual tinha se saído bem nos primeiros metros.

Entretanto a porta começava a pesar demais. As balas começaram a bater contra o metal e algumas chegaram até ultrapassa-lo.

— Péssimo plano! – Tenten gritou para si própria, quando o alvo era ela. Ino escutou a sua observação. A Mitsashi ainda estava viva. Pôs a porta no chão e agachou junto ao metal. Tenten se jogou ao chão afim de desviar das balas, mas mesmo assim uma se alojou em seu ombro. Ino olhou pela passagem que anteriormente era a janela.

— Vem, Tenten! – Esticou uma mão para morena. A adrenalina de tudo aquilo era desnorteante e era única coisa que a fazia levantar e correr. Tenten pressionou o ombro e se levantou somente para se jogar atrás da porta.

— Ino, eu não vou conseguir carregar essa droga. – Se agachou, juntou se a Ino. Por sorte a bala tinha atingido o ombro esquerdo e Tenten poderia usar o direito.

Arrumou a mão direta onde o vidro da janela subia anteriormente. Alguns cacos de vidro entraram na sua mão como haviam entrado na da Yamanaka.

— Estamos adquirindo distância. No três. – Tenten escutou a contagem de Ino e como dito na terceira vez levantaram a porta. – Dentre três quilômetros podemos nos livrar dela.

Com o peso dividido a velocidade fora aumentada gradativamente. A distância entre atiradores e o alvo estava cada vez mais dilatada.

Por um milésimo todo aquele esforço parecia estar gerando algum resultado. Até que ambas ouviram o tradicional zunido de um míssil. E o alvo era elas.

*

Os olhos lilases da piloto foram os primeiros a olhar na direção da explosão. Havia acabado de atingir o objetivo graças a um fator desconhecido. De repente o alvo que eram eles passaram a ser outra coisa.

— Estão atirando em que? – Naruto limpou a face após se abrigar na inclinação do terreno. Ficando definitivamente longe da mira de qualquer coisa.

— Não faço ideia. – Temari o respondeu enquanto tentava amenizar a dor da queimadura de primeiro grau no braço. – Mas eu agradeço eternamente ao novo alvo deles.

— Eu tenho uma ideia do que seja. – Sakura disse a constatar que estava faltando pessoas no abrigo. – A Mitsashi ficou para trás.

As sobrancelhas se franziram a ver que a informação era mais do que verídica. Tenten não estava com eles. Gaara socou a areia. Para ele a loira já era arquivo morto e Tenten provavelmente seguiu o mesmo caminho.

— Eles não estão para brincadeira. – Murmurou deitando na areia. – Os atiradores eram péssimos, mas mesmo assim abateram dois combatentes.

— Está querendo dizer o que, Gaara? – Sasuke o questionou tentando regular a respiração. – Que mandaram a rale para nos eliminar?

— De fato, caso fossem atiradores excelentes duvido que estivemos vivos. – Neji se adiantou na resposta enquanto tirava o boné da cabeça. – Se eles, seja lá quem forem, esperavam que morrêssemos de imediato. Quando atingiram o caminhão.

— Sim, mas porque nos eliminar? – Shikamaru questionou em alto e bom som. Já se fazia está pergunta deste que pulou do caminhão.

— Talvez previram que não éramos bons o suficiente para tal missão ao analisar o nosso comportamento na base. – Temari disse. – E resolveram acabar com a gente.

— Mas não faz sentido, não tínhamos informação alguma sobre a missão. – Shikamaru fixou os olhos na areia e balançou a cabeça negativamente. – Não, esse ataque é repentino demais. Sem logica.

— Está bem, Sherlock Holmes. – Naruto disse enquanto pressionava o braço esquerdo com a mão. – Mas agora temos que sair daqui, por que não estou a fim de morrer.

— Está ai! Nunca pensei que iria morrer neste país e desta forma. – Gaara comentou retornando a ficar atento.

— Alguma coisa está se aproximando. – Hinata comentou e o silêncio aumentou. Escutaram outra explosão.

— Não estou ouvindo ruído de carro. – Sasuke se preparou para batalha enquanto Shikamaru pensava e repensava. Alguma coisa estava errada. Em algum ponto. Por que os soldados que os levavam sabiam da emboscada? Por que deram uma pista, quando se referiram ao caminhão?

— Temos que nos render! – Shikamaru disse rápido. Desta vez, esperava contar com a sorte. – Não há outra opção. Não temos armamentos, não temos abrigo e caso a gente consiga sair nós iremos morrer no deserto.

Os outros sobreviventes do ataque o olhavam espantados com a ideia. A qual parecia absurda demais.

— Eles irão atirar em nossas cabeças! – Naruto gritou, pois, para ele render-se era uma besteira enorme.

— Eles não querem nos matar! – Shikamaru rebateu. – Vocês têm que confiar na minha palavra.

— E como você chegou a esta conclusão? – Temari o questionou. – Pois tudo isso prova ao contrário. Ino e Tenten estão mortas!

Shikamaru baixou a cabeça. Aquela informação era a única coisa que não encaixava em sua teoria. E caso sua teoria fosse falida, ele teria condenado a todos.

— Eu não sei! – Shikamaru a rebateu. A respiração instável e com uma veia saltando da testa. Ele estava a procura das respostas, entretanto elas não pareciam existir.

— Objeto desconhecido se aproximando! – Sakura, confusa com o montante de informações sem consistência lembrou da aproximação de algo ou alguém. A adrenalina subiu e atenção de todos se desviaram para cima do pequeno morro que haviam se enfiado.

— Ótimo, estou morto. — Neji resmungou. Não esperava que aquelas seriam suas últimas palavras.

*

— Solta! – Ino gritou e Tenten soltou a porta no mesmo instante que ela. Conseguiram se livrar do primeiro míssil. E pelas contas de Tenten aquele seria o último que poderia alcança-las. Se jogaram no chão e o outro míssil atingiu o terreno a poucos metros a frente.

— Esse era o último que podia nos atingir do ponto em que estão. – Tenten levantou. A dor que sentia havia sumido devido ao alto nível de adrenalina. – São misseis de alcance máximo de oito quilômetros. Estamos passando disto.

— Isso significa que as balas irão retornar. – Ino concluiu e a morena assentiu. Teriam que continuar correndo. Tenten olhou para trás e viu automóveis surgirem levantando um rastro de poeira enorme.

— Estão vindo atrás de nós. – Ino a olhou e depois virou para trás. –A gente já era.

Continuaram a correr, quando Ino percebeu que o terreno começava a se desnivelar. Podia se abrigar ali, até conseguirem roubar um jipe.

— Tenten, pula! – Ino saltou, para que, não caísse de mal jeito. E orientou que Tenten fizesse o mesmo a segas. O contato com o chão, novamente, fora duro. Ino já havia perdido o seu boné e os fios loiros se espatifaram no terreno arenoso feito ela.

Tenten caiu logo depois e por uma infelicidade bateu o ombro ferido no chão. Por mais que fosse contraditório aquele dia estava sendo o seu dia de sorte.

Pares de olhos observaram as duas tentarem se levantar e logo penderam para Shikamaru.

Ino levantou o rosto encontrando o do Sabaku logo em seguida. Sorriu minimamente. Aquilo parecia surreal.

— Não acredito que irei dizer isso. – Ino começou de forma entre cortada, pois a dor ocasionada por mais um impacto retorcia seus músculos. – Mas estou feliz em te ver.

— Ino! – Shikamaru a chamou, não tinham tempo para perder. — Conseguiu ver se eles estavam fardados?

— Alguns estavam. – Respondeu rápida. – É o próprio exército que quer nos matar. E estão vindo para cá.

— Não vamos conseguir lutar. – Shikamaru se apressou. – Temos que nós render.

O silêncio foi grande. O sol queimava e a areia entrava nas feridas. Os olhos castanhos da Mitsashi encontraram o de Ino como se quisessem tomar uma decisão conjunta e logo se desviaram para o do Hyuuga.

— Estamos mortos. – Temari disse o que parecia ser inquestionável. Dando credito a ideia de Shikamaru. – Não consigo mais fugir.

Alta avaliações foram feitas. Estavam acabados e tinham resistido bem até o momento, entretanto não havia saída. Estavam encurralados mesmo provando que eram lagartos ligeiros no deserto.

— É a coisa mais sensata a se fazer. – Foi a última coisa que o Nara disse a ouvir o som do jipe se aproximando. Levantou e arrancou seu boné. Levantou as mãos para cima. Sua teoria não poderia estar errada. Não poderiam mais fugir. E o pior não poderiam lutar.

O jipe esverdeado apareceu e com ele três homens armados. Apontaram as armas para todos visíveis.

— Nos rendemos! – Temari se apressou. Talvez, muito talvez pudessem ter alguma chance ao se aproximarem.

— Estão se aproximando, senhor. – Um soldado deixou de olha-los para observar a distância dos outros automóveis que se aproximavam. Shikamaru, o qual estava mais perto dos três viu uma linha curvilínea se sustentar no rosto do outro.

— Ótimo que se renderam. – O soldado disse. – Agora morram.

— O que? — Sasuke balbuciou. Não estava compreendendo.

Mais de dez disparos foram efetuados pelos dois soldados. Enquanto o terceiro pegava um galão de gasolina.

Mais três jipes chegaram minutos depois. Vários homens observavam a cena. O chão tingindo de sangue, os corpos estirados e imóveis. De um escorria sangue ainda.

— Todos foram abatidos, senhor.

— Ótimo, registre as baixas. – O homem fardado usando um quepe ordenou. – Missão cumprida.

— Sim, senhor. – O deserto ficou silencioso com a partida dos automóveis. Apenas ficaram onze soldados e deste número apenas um vivo.

Notas finais
Todo mundo morreu!!!! Hahaha. Veremos no próximo capítulo. Gente :D neste não deu para falar da missão. Iria ficar muito extenso. Agora outro assunto sério u.u Leitores fantasmas eu queria que vocês aparececem. Senão vou jogar sal em vocês! Kk' Brincaderia a tia não faz essas coisas. (Hoje engoli uma vitrola, quero ficar conversando com vocês. "?") Optimus Prime: É o líder dos autobots da série de filmes Transformers. Vocês entenderão a referência no próximo capítulo. ( Eu adoro esses filmes) Beijos e beijos, câmbio desligo. ♥