Combatentes
2 Combatentes Woman's
Notas iniciais
Guiné-Bissau. Junta médica.
— Por favor, pressione melhor as gazes nesta ferida, caso contrário o sangramento não irá estancar. – Orientava uma recém-chegada com um olhar severo. Estava novamente à frente da equipe médica, contudo desta vez a área não era tão conflituosa como as outras.
Os serviços eram prestados à população e estavam tentando conter a transmissão de um vírus muito prejudicial. Contudo um soldado havia caído e ferrado com a perna esquerda, já que uma haste de ferro a atravessou ao meio.
Soldados de primeira viagem. Para ela, aquelas eram as missões ideias para a introdução dos recém-patenteados e não o Iraque para onde ela foi enviada pela primeira vez.
Fez carinho na cabeça de uma criança assim que terminou o diagnóstico e a vacinou conforme orientado pela Organização Mundial da Saúde – OMS.
E foi pela mesma fresta da tenda que ela saiu e o seu superior entrou. Os olhos verdes eram a única coisa bonita naquele lugar branco.
— Tenente Haruno. – O homem de meia idade entregou um envelope, o qual ela aceitou prontamente.
— Está sendo transferida e não me pergunte como isso ocorreu. – Geralmente era eles que solicitavam transferências ou eram transferidos por ter cometido falhas graves.
— Sim, senhor. Finjo que irei acreditar. – Sakura sorriu por debaixo da máscara. Ela sabia que o Capitão tinha uma queda por ela. Viu ele sorrir e se questionou porque não cedeu a seus encantos, afinal ele pelo menos tentou corteja-la diferente da imundice que muitos soldados tentavam fazer.
— Parte imediatamente, Tenente Haruno. Até mais! – O homem com o quepe vermelho deixou a tenta e Sakura abriu o envelope.
— Missão de alto risco? Vamos lá!
Deixaria finalmente aquela base e iria de encontro a seu novo destino. E desta vez, ela esperava que foste algo tolerável. Dentre todos os cinco anos que servia no exército, de longe está base onde estava era a melhor.
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Academia de formação especializada em combate direto
— Hoje estão aqui para aprender o que fazer, quando ficar sem uma arma de fogo ou branca. – A loira com a farda impecável dizia com a voz severa e firme. As botas batiam pesadas diante de cem homens musculosos e em posição de marcha.
— Sim, senhora! – Escutou o coral e viu os olhos firmes todos direcionados para qualquer canto em que ela não estivesse, afinal qual soldado em formação gostaria de receber um castigo severo como os dê Yamanaka Ino costumava aplicar? Por olhar onde não devia.
Para eles, era um tanto contraditório ver aquele rosto de boneca rígido ordenando e ensinando combate corpo a corpo, quando esperavam um brutamontes feito eles.
— Senhora, posso fazer uma pergunta? – Ino parou de observar o relógio sobre si e olhou para o recruta em fase final de treinamento. Ele era o engraçadinho da brigada.
— Não sei se pode fazer, mas quero te ver tentar. – E o homem já havia começado a se arrepender pela audácia. Ino esperou pela pergunta que não veio e seguiu até o soldado.
— Não ouvi sua pergunta. – Disse em tom ameno com as palmas atrás das costas em uma típica postura daquele local.
— Desculpe, senhora. Desisti de realizar. – Ino afirmou positivo e saiu de perto do soldado que deixou os músculos retesados relaxar um pouco. Entretanto na outra ponta da formação das linhas perfeitas ela ouviu comentários abafados.
— Gostaria de compartilhar com o grupo, recruta? – Gritou com o homem que na hora lembrou onde estava.
— Desculpe, senhora. Não, senhora – Estava farta de ser menospreza por conta de ser mulher. Ela era a superior deles, era melhor que eles. Podia matar um deles com uma chave de pernas e eles ainda não tinham notado isso?
— Tenente Yamanaka. O capitão da brigada está solicitando sua presença, senhora. – Um soldado formado e patenteado invadiu o pátio chamando a atenção da única mulher.
Ino saiu sem dizer absolutamente nada e seguiu para o quartel. Mal entrou e prestou continência a Tobirama, seu superior imediato.
— Capitão. – O homem desgrudou os olhos da papelada enquanto Ino aguardava rente a porta.
— Ino, está sendo transferida. Parte imediatamente. – Ino pegou o envelope que o homem a entregou. E um tanto perdida afirmou positivamente. E lá estava sua melhor soldado o deixando para se enfiar em algum lugar terrível.
— Senhor, algum motivo aparente por conta da transferência? – Questionou corajosa mesmo que não fosse de seu perfil. Ino era daquelas que acatava e executava ordens sem questionar.
— Sim, alguém acabou reconhecendo seus esforços Tenente. Dispensada. – Ino afirmou positivo e deixou a sala após prestar sua última continência a aquele capitão.
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Republica do Gongo, missão de reconhecimento
— Eu não quero saber se vocês perderam os equipamentos. – Gritava por conta da incompetência de uns soldados de seu pelotão. Estavam numa selva ou melhor tentando sair dela, após a besteira de deixar um soldado cair num fosso e acabar com o resto dos equipamentos de localização.
Estavam a cinco dias caminhando e seguindo as ordens daquela mulher. Ela causava medo até nos homens mais fortes e corajosos. Por sorte, aquela mulher já tinha se embrenhado em matas mais fechadas e densas, como a amazônica. E agora ensinava as técnicas de sobrevivência que aprendera para aqueles soldados.
Olhou para as copas das arvores gigantescas e viu um bando de macacos pulando de galho em galho. Procurou a luz do sol e constatou que já estava no período da tarde. Percebeu que se havia animais naquela região logo chegou a conclusão que estaria próximo ao rio ou arvores frutíferas, mesmo sabendo que aqueles bichos tem o território muito amplo.
— Major, permissão para descansar, senhora. –Um soldado ferido sentou em um galho e foi então que ela percebeu o tanto que estava sendo dura com seus homens, mas desta vez eles haviam feito por merecer.
—Permissão concedida. – Estranhou o silêncio dos pássaros e por um momento ouviu um barulho estranho na vegetação. Aquilo significava duas coisas: Ou era outro grupo de pessoas ou animais predadores.
Uma árvore secular atrapalhava a visão dos olhos verdes. As suspeitas da Sabaku aumentaram drasticamente, quando ouviu o grunhir e logo aparecer um gorila de aproximadamente duzentos e cinquenta quilos. Cerrou os olhos por um instante e praguejou baixo.
Se aquele animal avançasse nem a base da bala ela conseguiria pará-lo. Talvez com cinco ou seis tiros, mas então seria tarde demais.
— Senhora, permissão para atirar. – Um soldado assustado e afoito mirava para o gorila aparentemente chefe do bando. Havia mais três do mesmo porte daquele. Haviam invadido o território dos gorilas e agora ele estava a intimidando.
— Permissão negada. Abaixem bem devagar. – Ela deu um passo para trás e o gorila bateu no peito urgindo e deixando as pressas amostra. Viu uma fêmea com seu filhote e foi então que percebeu que a coisa estava séria, muito mais séria do que pensou.
Teriam que correr, pois não podia atirar naqueles animais e não se tratava de uma disputa de território. Ele estava protegendo o bando e isso iria custar sua cabeça, caso ele resolvesse a partir no meio.
Estava enfraquecida feito o restante da sua equipe, mas não conseguia ver outra alternativa. O terreno tinha uma inclinação favorável para uma corrida. Era só correr ladeira a baixo, mas se para ela era favorável, para aquele animal era muito mais.
— Conseguem correr? – Questionou baixo para os doze homens que a seguiam.
— Não é mais fácil atirar em todos eles, senhora? – Um soldado questionou com a mira apontada para o líder do grupo. – Abaixa essa merda! Eles são acostumados com caçadores, qualquer disparo vai ferrar com tudo.
E assim que o soldado baixo o rifle o gorila recuou, mas foi para pegar impulso.
— Corre! – Temari gritou para o grupo e apontou para a direção que ela queria que fossem. Correram ladeira abaixo com aquele animal atrás de si. Não demorou muito para ouvir disparos e a única pergunta que ressoou na sua cabeça era como ainda estava viva.
Tinha ficado para trás, até mesmo o soldado mais abatido corria decentemente a sua frente. Virou e viu a tempo o gorila saltar sobre si. E por reflexo abaixou e rolou para cima fazendo que o gorila errasse o alvo, que no caso era ela.
Temari ouviu o bicho reclamar de forma barulhenta e um buraco feito a bala. O animal a agarrou e atirou contra uma árvore. Foi impossível conter o grito quando suas costelas bateram contra a árvore. Provavelmente havia quebrado. A força do animal era muita.
De todas as formas que pensou que iria morrer, aquela era a última. Viu o animal avançar sobre si novamente, mas antes que ele a agarrasse novamente para lançar contra outra árvore outro gorila igualmente de pelo negro com o peito esbranquiçado chegou.
— Ai meu Deus. – Sussurrou baixinho para si. Antes de se tornar um militar era uma veterinária. E seu amor por animais a fez conhecer os rituais de acasalamento, disputa territorial e de comando de bando. E no caso não ocorria nenhuma destas e sim a disputa do direito sobre o rival.
Viu a demonstração de poder através dos ungidos e sorrateiramente foi se esgueirando pela beirada se rastejando pelo chão com vegetação baixa sem desgrudar os olhos dos animais.
E assim que a troca de mordidas, empurrões começou ela levantou e pôs se a correr. Se saísse viva para contar a história certamente nunca mais se embrenhava numa selva. E assim que os animais perceberam a fuga do troféu eles deixaram a disputa de lado para agarra-la novamente.
Entretanto desta vez, seria difícil conseguir alcançá-la, pois se tinha algo que ela sabia fazer era superar quaisquer obstáculos, como aquele terreno desnivelado e cheio de armadilhas naturais. E nada como dois animais perigosos para dar um gás.
Desceu o máximo que pode até que atingiu uma clareira e a primeira coisa que se perguntou onde estava os homens que odiava obedece-la? E segundo: os gorilas?
E como respostas as feras ressurgiram do nada e para sua sorte um helicóptero apontou baixo intimidando os animais. Uma corda foi lançada para ela e da abertura colossal na lateral do helicóptero ela pode ver seus homens sentados e acomodados. Agarrou a corda e passou pelo seu corpo logo sendo suspensas do chão.
Os animais batiam no peito e ficaram a observar ela ir embora. Pela primeira vez, Temari ficou feliz de estar suspensa do chão. Os soldados a puxaram para cima, quando já estavam em espaço completamente aberto.
Pode vislumbrar o cobertor verde extenso. E chegou a pensar que jamais sairia daquela floresta, caso não fosse tal resgate.
— Major, sentimos sua falta. – O piloto disse assim que ela colocou os comunicadores. Sua testa sangrava e as costelas reclamavam. – E por isso e entre outras coisas viemos busca-la, mesmo que você fosse atingir o acampamento dentre dois dias.
Temari não entendia muito bem a conversa. Aquele piloto sempre falou demais em sua opinião. Mas ficou contente em saber que teria tirado seus homens daquela selva.
— E você está sendo transferida. – Gritou em alto e bom som para todos os soldados ouvirem. E ao contrário do que ela pensou ninguém comemorou. Logo depois desceram no acampamento. Temari tinha horror a altura e foi por isso que rejeitou as aeronaves e resolveu ser integrante do exército verde.
— Como assim transferida? – Questionou para o piloto, o qual não soube responder. E horas depois o mesmo estava a tirando daquele local esquecido pelos homens.
E seu peito queimou, assim que baixou o óculos escuros para fitar uma última vez a floresta de perder de vista e o pôr do sol logo acima do tapete verde. Sorriu, finalmente estava deixando aquele inferno.
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Duas mil e quinhentas jardas aproximadamente de Cingapura.
Silenciosamente e invisivelmente aquela estrutura de metal fingia ser uma enorme baleia silenciosa. Um modelo novo, com uma tripulação nova. E ela estava entre eles no submarinho que fazia uma patrulha próximo as áreas de tráficos internacionais.
Seu cabelo estava preso em um coque baixo e impecável, sua farda igualmente. Os olhos atentos fitavam o radar silencioso e límpido demonstrando que não havia exatamente nada no caminho do submarino.
Olhava para os seus comandantes de ora em outra, eles cochichavam tanto que causava curiosidade, mas como um bom segundo-sargento permanecia focada em sua função. Quando deixou a aeronáutica para servir a marinha não esperava ficar enlatada dentro de uma estrutura de metal quase raspando a barriga no fundo do oceano. Exagerava, mas na verdade apenas sentia falta dos caças.
Estava emprestada, por assim dizer. E como era uma ótima rastreadora e lidava muito bem com mapas. Tinha um ótimo discernimento de profundidade, altura e distância, e por isso havia sido emprestada.
— Sargento Hyuuga. – Levantou de sua cadeira para fitar o seu superior imediato.
— Sim, senhor. – A mão foi posta atrás das costas e viu o homem fitar sua postura impecável.
— Está dispensada de seus serviços. Iremos até a base marítima dentre dois dias e aviso de antecedência, para que, deixei o Geisel.
— Sim, senhor. Se me permite senhor gostaria de saber os motivos para minha dispensa. – Por mais que não simpatizasse ficar sobre litros e litros de água salgada, Hinata não queria deixar sua carreira sem saber pelo menos o motivo.
— Não obtenho informação sobre isso. Disse dispensa, pois a Marinha irá lhe devolver para as forças aéreas.
— Foi uma honra servir com o senhor, Capitão Hiruzen. – Viu o senhor afirmar positivo e deixa-la que ela continuasse a desempenhar suas funções.
— Yes! – Comemorou baixinho sua saída daquele braço das forças armadas. E o seu retorno para os ares, contudo uma dúvida surgiu em sua cabeça.
Para que eles a queriam de volta depois de nove meses?
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Iraque – Zona de conflito
— Onde estão os especialistas em desarmamento? – Gritava firme o responsável por manter os civis longe das bombas espalhadas naquele local. Dois prédios haviam sido postos abaixo por um grupo terrorista e o exército dava suporte enquanto o do próprio país buscavam uma solução.
— Segundo informações foram rendidos por um grupo extremista, senhor. – Um soldado devidamente equipado informou ao Major, o qual suspirou.
— Como assim foram rendidos, Inuzuka? – A pergunta soou mais para si do que para o soldado que tentava conter a população que insistia em entrar no prédio onde civis eram mantidos reféns.
— Não faço ideia, senhor.
— Isso não é nosso trabalho, onde está o esquadrão antibombas? – Questionou exasperado. Seu trabalho se resumia em atirar em pessoas e não ficar tentando resolver questões dos responsáveis por aquele país. Então se lembrou porque estava nele. Ninguém o respondeu e vendo que ninguém chegava teve que dar o braço a torcer. De todos os homens daquele ramo, sem dúvida ele era o que menos engolia as mulheres. Para ele, jamais elas poderiam ficar par a par. Um machista cristalizado.
— Chamem a soldado. – Arrumou a boina e suspirou. De tantas pessoas que podiam desarmar uma bomba tinha que ser logo ela a única disponível no momento.
— Sim, senhor. – O Major viu ela prestar continência com o semblante sério e firme. Tenten sabia que aquele homem não engolia mulheres nas forças armadas, pois ele mesmo deixou claro para ela no seu primeiro dia junto daquele pelotão.
— Vá lá e desarme aquela bomba, soldado. – Apontou para entrada do prédio. Tenten olhou na mesma direção e seus olhos brilharam. Aquela era a oportunidade perfeita de fazê-lo engolir todas suas ofensas que ouvira durante os 18 meses que estava naquela junta.
— Sim, senhor. – Rumou para a porta do prédio assim que a passagem ficou livre. Os quatro soldados que a cobriam era perfeito atiradores de elite e pensava que não podia haver ninguém melhor que eles.
— Senhora, está no terceiro andar. –Kiba disse enquanto detinha mais um rebelde extremista. Não entendia as razões deles e também não se esforçava. O seu serviço era manter as pessoas boazinhas seguras e atirar nas más, simples. Se começasse a pensar demais ficaria louco em sua opinião.
Subiu os lances da escadaria com sua arma apontada para qualquer eventualidade e quase atirou, mas diferente da maioria que atirava primeiro e perguntava depois ela analisou a pessoa e viu que se tratava de uma civil.
Falou perfeitamente o dialeto e mandou a civil descer a escada atenta e com as mãos para cima, para que, nenhum soldado atirasse em sua cabeça. A menina assentiu e ela continuou a seguir seu rumo. Chegou no terceiro andar e viu a bomba. Sua cabeça pendeu para o lado, ato que ela sempre fazia a achar algo entranho.
— Ah, não! Merda! – A constatar que aquilo era apenas uma bateria com explosivos presos com fitas adesivas na lateral, praguejou. Aqueles idiotas nunca tinham visto uma bomba?
Desceu a escada a passos largos. Aquela porcaria deveria estar no terceiro andar, contudo não estava. E parou no degrau assim que percebeu a jogada.
Correu para o saguão e quase recebeu uns tiros. Aqueles homens estavam fora de si.
— Ei, sou eu! – Gritou e os tiros cessaram. O Major se juntou aos seis homens dentro do prédio.
— Já resolveu? – E o homem questionou assim que viu a mulher estática no pé da escada.
— Não, senhor! A bomba era falsa. A de verdade deve estar alojada no porão, senhor. – A morena estava com o rosto sujo de carvão e o desespero começava a tomar, já que seu superior olhando de forma interrogativa só fazia seu tempo escoar.
— Estão esperando o que? Achem a entrada e desarmem esta porcaria! – Sua cabeça começou a trabalhar rápido e foi ver o gesto da civil apontando para lateral do prédio que entendeu o recado.
— Por aqui! – Chamou os outros soldados que reviravam o local. Sem dúvida ficar vivo naquele esquadrão era um ato de coragem. De longe era os que tinham menos suporte. Tenten achou uma passagem estreita e se enfiou nela logo em seguida. Teria que ir sozinha, pois nem se quisesse aqueles homens fortes e com o braço da espessura de sua cintura passaria por ali. E por sorte era ela, a menina que sempre gostou de mexer com explosivos.
Entrou no porão e viu a verdadeira passagem concretada. Ouviu o apitar e logo acendeu uma lanterna. Viu o objeto fabricado de forma caseira e achou que aquilo era pouca para pôr o prédio abaixo. Foi então que ouviu mais uns apitos.
O relógio corria contra ela. E somente ela seria capaz de resolver esta questão. Já que o outro especialista em desarmamento de bombas era o seu superior Deidara. E pela primeira vez desejou que ele estivesse por perto.
Olhou para o rolo de fios de apenas um cor. Escutou o chiado rouco depois que tirou o capacete. E sorriu. Aqueles caras estavam ficando bons no que estavam fazendo, mas não bom o suficiente para engana-la.
Os fios ligado a matriz eram para distração e foi com esta ideia que Tenten levantou o objeto com cautela e removeu o fundo. Visualizando o tão clichê fio vermelho, azul e amarelo. Não cortou nenhum deles e procurou escondido perfeitamente com fita e este sim ela picotou enquanto fechava um olho. Forçou o alicate e a ver que tudo continuava em pé suspirou aliviada. Uma já era, agora só faltava mais quatro posicionadas estrategicamente nos alicerces do prédio, com a intenção de fazê-lo cair.
Partiu para próxima e a ver que era diferente da outra, seus olhos se arregalaram. Aquela carreira estava ficando perigosa demais.
Do lado de fora do prédio, agora com os reféns a salvo e a população dispersa o Major andava de um lado para o outro. Para ele a arte era um estouro e por mais que amasse mexer em bombas. Desde fazê-las a desarma-las sabia que deveria intervir em último caso. Pois era o responsável por aquele esquadrão e a ideia de morrer em campo não era agradável a seus superiores.
— Senhor, esse prédio já não era para ter ido para os ares? – Um soldado questionou olhando a estrutura já parcialmente destruída. Era uma pergunta pertinente, mas Deidara apenas queria saber da combatente que havia ido desarmar aquelas bombas. Pois seu retorno significava nada de bombas.
E assim que ela apareceu suja de terra o pelotão vibrou. Por mais que a ideia da rejeição das mulheres no exército fosse maciça, Tenten era uma exceção. Pois se não fosse as curvas e o rosto delicado, para seus companheiros era ela um perfeito homem.
— Missão cumprida, senhor. – Notificou seu responsável e segurou o sorriso na frente do loiro. – Estou vendo. Se junte ao pelotão e procure por qualquer indicio de uma nova bomba.
— Sim, senhor.
— Dispensada. – Afirmou positivo e finalmente saiu das vistas do seu odiado superior. Era difícil lidar com ele, mas não impossível. Queria distância de homens com aquele perfil. Preferia seus colegas.
— Madame, cada vez você me surpreende mais. – Lee, outro soldado disse brincalhão. Ignorando o fato de estarem fardados.
— Soldado, respeite o que está farda representa e se pronuncie de forma adequada a um oficial. – Tenten disse com um tom severo imitando Deidara em suas chamadas de atenção fazendo o restante rir. Afinal não era todo o dia que eles se davam a aquele deleite, geralmente as bombas explodiam e pessoas boas morriam.
— Sim, senhora. – Lee disse sério e Tenten continuou a rir na tentativa de toda a adrenalina de a pouco dissipar.
— Qual é a piada da vez, mocinha? – E Tenten virou nos calcanhares para encarar Deidara que tinha visto todo o seu teatrinho. E foi somente aí que ela entendeu a seriedade de Rock Lee.
— Nenhuma, senhor. – Disse de forma contida, porem audível. Deidara afirmou positivamente.
— Junte suas coisas e se despeça destes infelizes. Você está sendo transferida! – Disse em alto e bom som. Tenten deixou sua boca abrir. Aqueles infelizes era tudo o que ela tinha, não podia deixá-los. E não captando a informação de forma correta, pensou que foste uma vingança de Deidara.
— A qual é? Foi só uma brincadeira, senhor. Prometo que não irei fazer novamente. – Descarrilhou a falar com todo pelotão de plateia. Ela era mesmo uma mulher tempestuosa e um ótimo fuzileiro.
— Está dizendo que não sou profissional? – Deidara virou para encara-la. E a viu negar veementemente.
— Longe disto, senhor. Apenas digo que...
— Sua transferência não é obra minha, Mitsashi. Mesmo estando feliz por me livrar de você. –Deidara a deixou juntos de seus companheiros. Tenten acenou e prestou continência a cada um deles.
— Foi uma honra servir ao lado de vocês. E mês que vem quero todo mundo naquele bar perto da brigada.
— Sim, senhora! – O pelotão prestou continência e ela sorriu aberto. Suspirou aliviada, era ótimo ter o reconhecimento daqueles homens.
Seguiu rumo a seu superior, para que, ele o instruísse melhor. E ao se aproximar perto do tanque de guerra o viu conversar com um homem de madeixas esbranquiçadas.
— Mitsashi, acompanhe o Capitão Jiraya até a base. Ele irá informar melhor sobre seu novo rumo. – Tenten afirmou firme e viu o homem se afastar. Deidara olhou no fundo dos olhos castanhos e sorriu para ela pela primeira vez.
— Enfim livre de você. – Tenten deixou seu sorriso morrer. Estava certo que a rincha entre os dois era uma guerra, mas ela estava indo embora. – Ah, mas eu volto, senhor.
— Estou certo disto, senhora. – Deidara viu o sorriso mais aberto destinado a ele. Era duro reconhecer, mas seu melhor soldado o estava deixando.
— Tenten! – Ele gritou assim que ela entrou no helicóptero. Pela primeira vez a chamou pelo nome durante os dezoito meses que conviveram juntos. – Não exploda tudo para onde vai. Dispensada!
Ela prestou sua última continência a aquele Major. E do alto viu o pelotão inteiro, em média de 32 homens suados e sujos a dançar uma música que ela costumava a cantar no dormitório e logo serem repreendidos ferreamente por Deidara. Sem sombra de dúvidas ela tinha que ser daquele pelotão e Deidara tinha que ser o comandante, caso contrário todos já teriam sidos banidos do exército.
E assim que deixou a área de conflito após cumprir outra missão seus olhos penderam sobre o renomeado Capitão Jiraya. E foi somente aí que ela quis saber o seu destino. Para que queriam aquele estourou de mulher no final das contas?
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