Combatentes
3 Apresentações
Notas iniciais
Base de treinamento Militar – E.U.A
O helicóptero pousava com classe naquele pátio desértico. As hélices podiam arrancar a cabeça de um desaviado qualquer. Da aeronave desceu um marujo atento. Fazia tanto tempo que estava em alto mar que começava a sentir enjoo em terra firme. Shikamaru puxou a farda. O calor era infernal e estava o matando.
— Senhor, me acompanhe. – Uma mulher sobre saltos baixos e saia verde até o joelho a andar em sua frente o convocou. Seguiu sem pestanejar.
Entrou em uma saleta logo depois. Viu a mulher acenar e deixa-lo sozinho. Não sabia porque estava ali. A última informação mais concisa que recebeu foi do seu superior ainda quando estava no navio.
E a ver que estava em uma base militar do Exército todas suas teorias foram descartadas, afinal o que um fuzileiro naval estava fazendo ali?
— Que problemático! – Suspirou e jogou os pés sobre outra cadeira. Pelo visto teria que aguardar um bom tempo para ser informado por inteiro sobre a tal missão.
Entretanto a porta foi aberta e para sua surpresa havia outra mulher junto daquela mesma que o jogou ali. Shikamaru nem mesmo se moveu a ver a loira fardada. Seu óculos escuro se fundia a estrutura marcante dos traços delicados, entretanto rígidos de seu rosto. A boca tingida por um batom escuro, os quais ficavam terrivelmente atrativos junto dos movimentos que os músculos da região faziam ao mascar uma goma.
O marujo olhou a farda verde e depois a sua própria, a qual era azul. E não precisou muito para concluir a enrascada em que estava. Fuzileiros do exército não iam muito com a cara dos marinheiros.
Levantou-se pondo em postura impecável a perceber as estrelas sobre o ombro da mulher de alta patente.
— Major Sabaku. Este é o soldado Nara. – A mulher de cabelos vermelhos e preso em um coque firme começou com a apresentação, entretanto nem Temari e Shikamaru prestavam total atenção. Ele apenas conseguia pensar na titulação da mulher: Major. Ela que iria trabalhar junto de um cara da marinha. Aquilo podia ficar melhor?
— Este será um dos membros da equipe. Estamos aguardando o restante para informa-los acerca da missão. Com licença.
E novamente ela se foi. Temari abaixou o óculos e observou os traços fortes do marujo. Sem dúvida era um belo espécime. Observou a farda sem identificação e se sentou sem dizer absolutamente nada.
Diante disto ele retornou a divagar na enrascada que estava, mas ainda com os olhos sobre ela.
— Fuzileiro Naval? — Após aproximadamente meia hora em silêncio, ela resolveu quebrar o gelo, mesmo achando desnecessário cordialidades.
— Sim, senhora. – Nara disse preguiçosamente. Preguiça que foi confundida com falta de respeito, pois Temari era acostumada a ser menosprezada daquela forma velada.
— Tem problema com mulheres no comando, marujo? – Shikamaru levantou uma sobrancelha e parou de brincar com o isqueiro. Ter até que não tinha, mas poderia começar a ter.
— Não, senhora. – E aquele sim senhora e não senhora já estava a tirando do sério. Contudo ele seguia a norma.
E antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa a porta foi aberta, novamente pela mesma mulher. E para a alegria de Temari e surpresa de Shikamaru. Mais um belo par de pernas entrava naquela sala. Sua saia era justa e comprida e a camisa abotoada azul estava engomada e impecável. O cabelo róseo, cor que chamou atenção de ambos na sala estava preso em um coque.
— Tenente Haruno se apresentando. A quem devo me reportar? – Questionou olhando para Temari e Shikamaru, os quais ficaram de pé para receber a recém-chegada.
— Boa pergunta, senhora. – Shikamaru disse preguiçoso e Temari estreitou os olhos por detrás do óculos. Sakura assentiu sem pronunciar nada, contudo seus olhos verdes avaliavam os outros dois discretamente. Um estava evidente que era do exército e o outro da Marinha.
— Em que repartição estava? – Questionou para Shikamaru de forma simpática e apontou para farda o fazendo entender.
— Estava com o corpo da armada. – Sakura afirmou positivo. Diferente dela, ele ficou em mar aberto. – Fuzileiro?
— Na verdade, junta medica. – Sakura disse deixando claro que se patenteou através da marinha.
— Ótimo, mais um marujo. – Temari resmungou o mais baixo que pode, contudo ambos ouviram.
— Olha só, agora só falta a galerinha da aeronáutica para isso virar um circo. – Shikamaru rebateu desconsiderando a patente elevada da mulher. Sakura arregalou os olhos. E Shikamaru ao ouvir o som de mais um helicóptero resolveu deixar a saleta. Abriu a porta no exato momento que o mesmo pousava. O vento causado pelas aeronaves era refrescante naquele calor insuportável.
Temari e Sakura o seguiram ficando no pátio. E Temari sorriu em provocação a Shikamaru.
— Pelo visto pagou a língua, marujo. – Apontou para o brasão da força aérea e Shikamaru balançou a cabeça negativamente. Os três ficaram a observar um homem de cabelos pretos e óculos no estilo aviador descer com o corpo inclinado e jogar a mochila sobre os ombros.
— Um piloto? – Sakura disse observando o homem fazendo sinal para o piloto do helicóptero. E pode-se visualizar pela abertura o piloto ceder espaço para o copiloto e saltar do transporte aéreo.
Apontou para o copiloto que prestou continência e o loiro apontou para o mesmo num gesto que expressava: você é o cara. Já que Naruto não podia pilotar aquele tipo de aeronave e bem, o piloto o permitiu.
Enquanto o outro aguardava pacientemente. Juntaram-se e Sakura julgou o sorriso do loiro o mais bonito que já vira. Caminhava par a par e diferente do moreno que marchava como o ordenado o outro vinha fazendo graça.
— Acho que dois. – Temari baixou o óculos assim que ambos se aproximaram. Sasuke olhou para aquelas duas mulheres e para o marujo de forma suspeita. Seria eles os membros para tal missão?
Enquanto Naruto tirou o óculos de forma galanteadora e sorriu. A barulheira da hélice já não existia e foi então que Sasuke saiu de suas teorias.
— Tenente Uchiha se apresentando, senhora. – Se dirigiu a Temari, pois após ver o tanto de estrelas sobre seus ombros julgou ser ela a manda chuva.
— Ah é! Tenente Uzumaki se apresentando, madame. – Sasuke suspirou pelo modo que Naruto se expressou. Se não fosse um excelente piloto, com certeza ele já estaria fora da aeronáutica.
— Não devem se reportar, não sou a chefona aqui. – Temari disse áspera e Sasuke sorriu aliviado. A ideia de ser liderado por uma mulher causava arrepios. – Estamos aguardando ordens.
Temari concluiu e virou nos calcanhares para retornar para dentro. Já que era a única do exército até o momento e marinha e aeronáutica se davam muito bem.
— Marujo em terra a parada deve ser séria. – Naruto disse apertando a mão de Shikamaru e fazendo o mesmo com Sakura.
— Digo o mesmo já que estou vendo pilotos em terra. – Um brincou com o outro e Sakura sorriu aberto.
— Não deve ser tão sério assim. Tem fuzileiros do exército no meio. – Sasuke disse e os homens riram. Sakura não compactuava com aquela rincha desnecessária. E foi neste exato momento que a mulher ruiva retornou seguida de outra.
Sasuke e Naruto a olharam e cessaram o riso. Mais uma de farda verde e cabelo loiro. Diferente de Temari que usava a beca formal, Ino chegou com farda de combate.
Olhou para todos e suspirou a ver a galera da aeronáutica e um loiro com características similares com as suas.
— Tenente Yamanaka se apresentando. – E antes que ela perguntasse a quem deveria se reportar Temari apareceu.
— Pelo menos estamos pau a pau agora. – Ino estranhou o modo de como a superior manifestou. Entretanto compreendeu. Dois combatentes das forças aéreas, dois da marítima e duas do exército. Sakura riu por aquela rincha, mas logo se recompôs na mulher seria que costumava ser.
— Combatentes, vejo que a maioria já chegou. – Um Capitão renomeado se aproximou aos berros. E a seu lado vinha outra mulher e desta vez quem riu foi Naruto.
— Sasuke, veja só. Ela é da aeronáutica. – Sasuke parou de analisar a base deserta demais para seu gosto para pôr os olhos sobre uma figura estonteante. Seu cabelo era azulado e diferente dos dois que trajavam a farda ela vestia o macacão habitual usado quando estão pilotando.
— Sargento Hyuuga, esta é a equipe que você faz parte. – Jiraya disse e contou os presentes se perguntando internamente onde estava os outros.
— Pelo visto a aeronáutica está na frente agora. – Shikamaru provocou a loira sem se importar com a presença do homem de cabelos esbranquiçados.
— Rapaz ela é sargento. – Naruto cochichou para o amigo que apenas afirmou positivo. Hinata arrumou a franja solta e apertou melhor o laço que prendia o cabelo em um rabo de cavalo.
— Ei! Raposa vermelha, não é? – Hinata questionou com um sorriso nos lábios e Naruto abriu um ainda maior. – Sim, sou eu.
Disse animado por saber que era reconhecido fora de sua base. Sasuke negou com a cabeça.
— O inconsequente raposa vermelha. Você não merece esta farda. – Seu sorriso morreu e quem ria agora era Sasuke. Hinata sempre seguiu a risca as instruções e reprovava as ações daquele soldado. Soldado que tinha fama um tanto ampla.
Naruto iria rebater, contudo Sasuke pousou a mão em seu ombro. Pelo visto aquela missão iria ser longa.
— Ok. Ofensas trocadas, mas agora podemos ir logo tratar desta missão? – Ino questionou impaciente. Ficar debaixo daquele sol estava incomodando.
— Fuzileiros! – Shikamaru revirou os olhos e Ino fez pouco caso de seu tom desrespeitoso.
— Temos que esperar o restante da equipe. – Jiraya disse paciente desconsiderando a hostilidade dos presentes. Hinata olhou para Sakura e sorriu. Temari e Ino já estavam lado a lado por serem do exército, enquanto Naruto, Sasuke e Shikamaru aguardavam pacientemente.
— Só não diga que são mulheres. – Sasuke argumentou e recebeu olhares fulminadores. – Não é por nada garotas, mas já tem bastante de vocês nesta equipe.
Justificou sua fala apressadamente. Não queria arranjar confusões e muito menos com a loira de lábios tingidos e muito intimidadora.
— Não basta ser piloto tem que ser machista. – Ino retrucou na lata fazendo Sasuke desviar a atenção para ela. Jiraya suspirou impaciente. Aqueles soldados pareciam recrutas se provocando.
E a provocação iria prosseguir, caso não fosse outro helicóptero pousando. Todos deixavam a rincha de lado para ver os possíveis membros daquela equipe. E neste mesmo tempo um jipe se aproximava. Hinata foi a primeira a ver o automóvel.
— Só não diga que é mais mulheres! – Sasuke provocou, novamente gritando a mesma frase por conta do barulho da hélice.
— E fuzileiros! – Shikamaru terminou sua fala e os dois consentiram numa camaradagem que não existia.
Contudo Temari riu a apontar para o jipe e dele descer outra mulher. Ela vestia uma roupa causal e tinha fones no ouvido. Cantarolava uma música e se despedia do soldado que a trouxe. O vento balançava seu cabelo enquanto ela ajeitava o óculos escuros na face. Um desavisado qualquer pensaria que ela fosse uma civil, mas o jeito duro de andar a denunciava.
— A merda! – Shikamaru disse, pois provavelmente ela era outra integrante do exército. Sakura continuava a observar um homem que descia do helicóptero junto de outro.
— Todos fuzileiros! – Ino sorriu abertamente em provocação a Sasuke. Que deixou de observar a mulher para ver os outros dois.
Tenten chegou primeiro até o grupo. Retirou o óculos e sorriu aberto. Para ela aquilo estava interessante. Nunca tinha visto tanta mulher junta deste a formação.
— Soldado se apresentando Capitão! – Prestou continência por pura gozação já que não estava fardada e por isso não havia necessidade.
E foi então que a atenção se deslocou dela para os outros dois. E estes além de fardados estavam armados. O transporte já tinha partido e o silêncio era grande o suficiente para ouvir a conversada de ambos.
— Acho que estou chapado para estar vendo gente da marinha e aeronáutica, cara. – O ruivo cessou o passo fingindo espanto. Qual era o problema dos fuzileiros com os outros braços da força armada?
— Não, não está. Estou vendo até mulheres. Acho que estamos no lugar errado. – Sakura ouviu o outro dizer com um rifle pendurado ao lado do corpo. Gaara e Neji começaram a rir e a travar uma conversa privativa entre eles.
— Neji, você viu aquela de cabelo azulado? Acho que é a mulher mais linda que já vi. – Gaara provocou o amigo. – Mas estou achando ela parecida demais com você.
— Ela é minha prima. – Neji revirou os olhos. – Mas olhe para aquela loira, ela tem tantas estrelas no ombro que o reflexo está me cegando.
Gaara olhou para Temari e mostrou o dedo mediano para Neji. Diferente do ruivo ele sabia quem era Sabaku no Temari.
— Já estou com saudade do Tenente Asuma. – Gaara disse a ver o tanto de mulher naquele local e uma era sua adorada irmã.
— Gaara, está vivo? Pensei que tivesse morrido já que não entrou em contato. – Temari manifestou de forma dura e Gaara afirmou positivo.
— Ah eu devo ter esquecido. – Levou a mão ao queixo como se estivesse tentando lembrar de alguma coisa importante. – Ah, não! Eu estava ocupado demais atirando em pessoas.
E Temari revirou os olhos diante de tal alegação enquanto Tenten riu.
— O que está civil está fazendo aqui? – Neji apontou para Tenten questionando diretamente a Jiraya.
— Não é uma civil. E Mitsashi quero vê-la fardada o mais rápido possível. – Tenten baixou o óculos para encarar Neji. Por culpa dele fora repreendida.
— Sim, senhor. – Deu as costas para pegar sua mochila jogada no chão. Ino observou aqueles fuzileiros desaforados, afinal mal prestaram continência quando chegaram e isso a fez deduzir que eram veteranos de guerra.
— Deixe me ver. – Temari disse antes de começar andar. Fez uma conta nos dedos e logo sorriu em provocação. – Cinco mulheres, cinco fuzileiros acho que está com um sério problema.
Encarou Shikamaru, o qual fez pouco caso diante sua provocação. Naruto olhava para Hinata discretamente, para ele ainda teria volta. A Hyuuga olhava para o primo praguejando internamente a presença do mesmo. Sasuke olhava o cabelo rosa e se questionava como ela ainda não tinha levado um tiro por conta da cor chamativa.
Tenten observava Temari e Ino se perguntando qual era a especialização daquelas mulheres. Ino revira os olhos a ouvir a conversa paralela do ruivo com seu amigo. Temari deixou as provocações do lado para se concentrar nas informações. Shikamaru se perguntava por que um marujo estava ali e no caso o marujo em questão era ele.
— Combatentes! Acompanhem a cabo Karin. Ela irá conduzi-los até seus aposentos. Dentre uma hora espero vocês no pátio. Irão obter conhecimento sobre o projeto Catarse. Dispensados!
— Sim, senhor! – As vozes soaram altas e Jiraya deu as costas para aquelas dez pessoas. Para aqueles santos soldados.
*****
— Vocês podem escolher entre aqueles beliches ali. – Viram a ruiva apontar após sua voz sair de forma severa. – Aconselho que as mulheres fiquem com as superiores. Os soldados aqui não veem mulheres a um bom tempo.
Karin manifestou sincera. Aquela brigada não tinha muitas mulheres e o assédio era constante.
— As fardas para vocês da aéreo e marinha estão postas sobre os colchões, aconselho que as troque antes que o esquadrão deste barracão retorne. – Acenaram positivo para a mulher que os instruía com perfeição. Sabia que não eram muito bem-vindos e tiraram a prova viva com aqueles cincos fuzileiros da equipe.
— Senhora, não deveria me alojar junto com os membros da junta medica? – Karin virou nos pequenos saltos para fitar a novata daquele local.
— Está certa, Tenente Haruno. Contudo seguindo ordens superiores a senhora se alojara junto com os membros de sua equipe.
— Sim, senhora. – Sakura respondeu resignada. Poderia ficar naquele barracão com mais cento e trintas homens sem problemas. Foi quando viu Ino arrumando suas coisas no beliche de baixo sem seguir as orientações da cabo Karin que uma insegurança bateu. Afinal era uma médica e não uma assassina sangue frio.
— Mais alguma questão, senhores? – Karin pôs a mãos para trás e aguardou qualquer pergunta daquela equipe.
— Tenho sim. – Sasuke olhou para Naruto que sorriu. – Que horas é servido o jantar?
Os outros riram e Sasuke revirou os olhos. Karin deixou uma linha curvilínea aparecer no rosto em um sorriso efêmero e logo recuperou a postura.
— Por volta da seis da tarde. Mas alguma questão? – Aguardou pacientemente para continuar suas instruções.
— Banheiro feminino fora de cogitação, não é? – Karin afirmou positivo diante da pergunta afirmativa de Temari. – Se localiza do outro lado do pátio.
Apontou e esperou qualquer outra pergunta. Gaara a olhava quieto e Neji já estava estranhando o seu silêncio.
— A quem devemos nos reportar? – Hinata questionou firmemente e Karin assentiu.
— Não obtenho tal informação sargento.
— De ruivo para ruiva. – Gaara chamou a atenção da mulher e do restante também. – Então é como se eu estivesse tornado me recruta?
— Exatamente, soldado. Pois vocês irão receber um treinamento base antes de prosseguir com a missão. – Gaara suspirou e largou sua arma sobre o beliche acima de que Ino escolheu.
— Isso fica comigo. – Karin recolheu o rifle e Neji cedeu o seu. – Bem-vindos, soldados.
E se foi com os rifles em mão. Gaara se jogou sobre sua cama e Sasuke estava pasmo. Pois, voltar a ter um treinamento depois de tantos anos em ação era, no mínimo, ser rebaixado.
Shikamaru pegou a farda e viu aquele tom verde e seguiu para o vestiário. Chega de pessoas pegando em seu pé por ser da marinha.
— Isso só pode ser brincadeira. – Ino resmungou e seguiu para o vestiário logo atrás de Shikamaru.
— Sakura vem, afinal é melhor tomar banho sem cem homens lhe observando. – Sakura pegou a farda e seguiu a loira. Diante tal declaração as outras seguiram o mesmo rumo.
— Eu vou também! – Gaara disse e Temari o fulminou com os olhos, mas o mesmo nem deu importância. Sendo seguido pelos aviadores ficando somente Neji para trás, o qual também se juntou a equipe.
As divisões do box eram altas e feita de tijolos atribuindo mais privacidade aos soldados. Contudo a água era fria demais, mas mesmo assim Naruto parecia ter morrido debaixo do chuveiro.
— Naruto, temos que ir. O Capitão quer falar sobre a tal missão. – Sasuke chamou sua atenção e os outros combatentes já haviam deixado o local. E assim que o Uzumaki saiu um esquadrão inteiro entrou no vestiário. Sasuke suspirou, pois a seu ver eram novatos naquele local.
— Olha só, mocinhas! – Um soldado gritou para os amigos e Sasuke se levantou no intuito de deixar o local sem Naruto, o qual acaba de se vestir tranquilamente.
— Isso vai dar problema. – Sasuke murmurou para o loiro que assentiu e suspirou.
— Na verdade, já deu.
*******
Um apito fez a briga generalizada no vestiário cessar. O superior e responsável por aqueles homens estava furioso. Os galos que começaram a briga estavam em postura alinhada e com cortes na face.
— Eu não sei qual é o problema de vocês. – As medalhas de honra no seu peito esquerdo causavam inveja. – Quem começou com esta brincadeira?
Ninguém respondeu e muito menos assumiu a culpa. Naruto e Sasuke que continuavam no esquadrão e nada manifestaram.
— Vejo que a lealdade aqui é gritante. – O homem olhou nos olhos de uns soldados. – E é por isso que todo o esquadrão vai ficar sem o jantar.
Passos foram ouvidos e logo na porta apontou Jiraya. O soldado que havia chamado Sasuke de mocinha o encarava e foi por isso que o Uchiha sorriu. Agora vinha a parte legal da história.
— Capitão Yamato. Creio que o senhor está com dois soldados meus. – Jiraya disse e o homem ficou em silêncio. – Aqueles dois ali.
— Podem ir, senhores. – Sasuke e Naruto saíram da formação com o semblante sério.
— Sim, senhor. – Deixaram o vestiário seguindo Jiraya. Que custava acreditar que ambos são os melhores pilotos. Entraram numa sala logo depois onde estava o restante da equipe.
— Estavam fazendo amizades no vestiário? – Shikamaru questionou tediosamente enquanto escorava na cadeira. – Sim, gostamos de socializar.
Naruto respondeu e Jiraya sorriu brevemente. E que socialização, não?
— Bem, os chamei aqui para avisa-los sobre o método avaliativo que serão submetidos durante o tempo que ficarão nesta base.
— Pensei que foste para falar da missão. – Temari disse de braços cruzados. Para ela aquela história estava com rodeios demais.
— Não hoje, Major. Estão aqui para aperfeiçoar suas habilidades e se entrosarem como equipe. Então peço que não fiquem de picuinhas um com os outros e ajam feitos soldados que são.
— Sim, senhor. – Tenten respondeu tediosamente a ordem que recebeu e olhares foram lançados a morena. – Eu estou começando a gostar de você.
Gaara disse sorrindo e ela retribuiu. Jiraya se questionou se ele estava falando grego quando mencionou as picuinhas e que eram para ser postas de lado.
— Agora se apresentem como devido e após isso estão dispensados. – Jiraya disse e saiu exausto daquele local. O silêncio dominou logo em seguida, mas a curiosidade começava a brotar.
— Ino, não é? – A loira escutou e afirmou positivo diante da pergunta de Sasuke. – Para você é Yamanaka. O que quer saber?
— O básico. – Sasuke respondeu seco. Aquela loira exalava autoridade e agressividade.
— Tenente, seis anos no exército. Especializada em combate corpo a corpo. – Gaara riu diante tal afirmação e recebeu um olhar questionador de Ino.
— Combate corpo a corpo é difícil de acreditar com este rosto de boneca. – Justificou seu riso e apoiou os cotovelos no encosto do banco.
— Estou aqui se quiser tentar. – Retorqui-o Ino de forma séria, mas logo abriu um sorriso. – E você? — Perguntou para Sasuke.
— Aeronáutica, Tenente, especializado em ataques em formação águia. Feito o loirinho ali. – Naruto assentiu sem pestanejar, afinal ele e Sasuke eram peritos nisto.
— E qual é o nome de batismo de vocês? – Sakura questionou curiosa. Sabia que tinha esta tradição entre pilotos de caças.
— Susano e raposa vermelha e o seu, senhora? – Naruto questionou na lata para Hinata ainda lembrando da provocação de horas antes.
— Sete anos, segundo-sargento, piloto de caça. Especialização na formação falcão. Nome de batismo canário azul. – Hinata exibiu o básico feito os outros e o silêncio foi grande. Seu currículo era invejável.
— Então é você a famosa canário azul? – Naruto questionou embasbacado. – Este piloto é o bichão na base onde nós estávamos. – Justificou para os outros sua reação, pois eles não compreendiam.
— Você sumiu do nada, por isso um dos seus betas veio para minha formação. – Sasuke a informou e ela afirmou. – Fui empresta por um tempo.
— Incrível, Hinata. – Seu primo comentou sincero e ela lhe deu pouco importância. – E você?
Gaara riu e Neji o acompanhou deixando os outros confusos.
— Oito anos no exército. Atirador de elite a qualquer distância, mas se for de longe eu prefiro. – Gaara foi o único a rir diante de tal informação.
— Com todo este tempo já era para ser capitão. – Tenten comentou espantada.
— Vamos dizer que eu não quis ser promovido. – Neji a respondeu e ela ficou sem compreender, porem nada disse. – Vai irmãozinho e você?
Gaara ouviu a irmã que não via a quatros anos e não esperava ver tão cedo.
— Soldado, seis anos no exército, pertenço a artilharia. Especializado em fazer Neji levar tiros. – A risada foi geral e o ruivo balançou negativamente. – Especialista em infiltrações e combate físico.
Disse olhando para Ino que levantou uma sobrancelha. – Temari, sua vez.
— Major, oito anos no exército. Especialista em infiltração e pertenço a cavalaria. Também sou veterinária. Sua vez, marujo.
— Marinha, cinco anos. Especialista em computação por assim dizer. Pertenço a equipe de IA e sou patenteado a Capitão-de-corveta.
Temari desfez o sorriso e o silêncio se instalou. Shikamaru estava sendo chamado de soldado a todo momento. Sakura deixou escapar um “uau” bobamente.
— Por que você não falou sua patente? – Temari se irritou, pois o chamava de marujo a todo momento enquanto estava na presença de um ser importante.
— Não havia necessidade, major. – Disse entediado e os outros afirmaram positivo. Era de praxe o uso de patente para impor respeito, por isso se apresentavam dizendo as patentes. – Sakura.
— Marinha, terceira-tenente, seis anos e sou médica. – Ela disse docemente e Sasuke sorriu. – Estou contente por ser uma mulher desta vez a ideia de outro homem me apalpando não é agradável.
Manifestou arrancando sorrisos de todos. O silêncio prosseguiu até Tenten perceber que todos esperavam sua apresentação.
— Soldadinho, quatro anos no exército. Pertenço a artilharia, integrante da equipe antibombas. E especialista a todo que se refere a explosões de pequeno a grande porte.
— Você fabrica bombas? – Naruto questionou impressionado. E a ver o afirmar positivo da morena deixou um riso escapar. – Agora eu já gosto de você.
Gaara disse e ela sorriu piscando logo em seguida. Shikamaru então se deu conta de um fato. – Quem será o líder da missão?
— Provavelmente o cara com a maior patente, ou seja, você. – Temari o respondeu e deixou a sala para ir dormir. – Você não deveria ter omitido sua patente, ela ficou te chamando de marujo.
Gaara manifestou, pois, conhecia a irmã e sabia que ela estava fula por este erro.
— E o que tem demais? Todos da marinha se tratam desta forma, por marujos. O posto mais baixo é marinheiro me chamar assim seria um erro. Acho que a Major sabia o que estava falando.
Sakura assentiu e se foi. Agora que sua patente não valia nada e retornou a ser um soldado preferiu ir dormir. E todos seguiram o mesmo rumo sem mesmo jantar. A maioria não tinha uma cama descente a tempo e preferiu ir deitar no colchão duro do beliche e dormir o máximo que podiam.
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