Combatentes

31 A véspera


Notas iniciais
Olá, galera. Minhas sinceras desculpas. Lembrem-se de se atentar aos indicativos para não ficar perdido. Muito bom estar com vocês novamente e digo que irei terminar essa fic custe o que custar. Desejo uma leitura agradável, apesar da falta de revisão.

Em capítulos anteriores

- Vocês parecem irmãos, sabia? – Sakura, novamente, abriu uma fresta para ver Sasuke. Este viu a bochecha com espuma branca feito a pele de Sakura. – Ele obviamente o irmão mais novo.

Sakura riu, mas Sasuke não. Era verdade o que a Haruno apontava. Sempre levou bronca por conta de Naruto. Algo característico de relações entre irmãos, onde o mais velho sempre recebe a culpa pela besteira do mais novo.

- Sei sim. – Delimitou-se a responder. – E você tem irmãos?

- Não. – Sakura respondeu assim que abriu o chuveiro para retirar todo produto de higiene. – E você? Digo de laço sanguíneo.

Sasuke já tinha terminado de se barbear, mas estava gostando da conversa e por isso ficou.

- Tenho sim. – Respondeu com um meio sorriso. – Alias mais velho que eu.

- Então você era o inconsequente dos irmãos? – Sakura, novamente, apareceu pela fresta. E Sasuke achou graça naquilo. Em interromper o banho para fita-lo nos olhos.

- Mais ou menos. –Sasuke começou a recolher suas coisas assim que escutou a água cessar. Sakura escorou uma mão no acrílico esperando o restante da fala do Uchiha, mas o silêncio prosseguiu.

- Ah, por favor! Não diga que ele morreu? – Sasuke riu e negou mesmo sem Sakura ver. Achou graça do modo que ela falou, como se caso o irmão em questão estivesse morto ela tivesse pisado feio na bola em menciona-lo.

- Não, ele está vivo até onde sei. – Sakura colocou o braço para fora e Sasuke lhe estendeu a toalha. – Ele é fuzileiro. E não dá para saber quando esse pessoal está vivo ou morto.

*


7 meses após última intervenção


Olhava o machucado no couro cabelo usando o espelho do blush que havia achado no porta-luvas do carro do Uzumaki, o qual dirigia rapidamente para um local desconhecido pela Hyuuga. Fazia meses que não o via e de ora em outra o loiro olhava para Hinata, logo os olhos azuis foram para o blush nas mãos delicadas da piloto.

- Não sei da onde veio isso. – Hinata nada manifestou, pois parecia que o audacioso piloto estava querendo lhe dar explicações de coisas que ela não tinha relação alguma.

- Estava no porta-luvas. – Disse como quem não quer nada e Naruto sentiu algo estranho no peito. – Provavelmente de algum envolvimento seu, haja vista que deve ter obtido tempo suficiente para voltar a ter esse tipo de relação.

Pausa. Um silêncio desconfortável pairou entre ambos. Hinata franziu o cenho e negou com a cabeça em seguida. O que raios ela estava dizendo? E porquê aquilo aparentava ser uma cobrança sua para com o loiro?

Naruto limpou a garganta quando repentinamente não constatou o incomodo que deveria ter sentido com a intromissão da Hyuuga em assuntos que não cabia a ela.

- Isso deve ser da Sakura. – E novamente estranhou quando achou necessário se justificar. A verdade é que sentiu falta dos pequenos desentendimentos com a Hyuuga nos meses a fio que ficou longe dela. Cogitou estar enlouquecendo nos minutos seguintes. A verdade é que tudo aquilo era culpa do Uchiha. Obviamente ambos não se separaram feito os outros combatentes, então questionar sobre o bem estar da Hyuuga era rotina para o Uchiha, visto que havia se apegado a ela de forma fraternal. E considerando a ordem do Nara de não estabelecer contato até segunda ordem os vínculos foram espaçados.

E não era somente Sasuke sentir a falta dela, mesmo que não admitiria a afirmativa para si.

- Aparentemente você é a única combatente que querem tirar do mapa. — Naruto trocou de assunto diante do silencio de Hinata.

- Não me desvinculei da missão totalmente. – Justificou-se. – Sei que Shikamaru e Temari deixou expresso para não nos envolver mais...

- Mas você não deixaria isso de lado. – Naruto a interrompeu e ambos se olharam.

- Exato. – Hinata desviou os olhos. Desde que Neji havia morrido muito tempo havia se passado em sua percepção, e ser interrompida de terminar a missão não lhe descia bem pela garganta. Por isso continuou com sua investigação sozinha, mas não havia avançado sequer um episódio da grande trama que era a Cadillac 52.

- Pois é, você não é a única. – Visualizou os olhos azuis mais uma vez e em sequência a visão se deslocou para o portão da garagem sendo suspenso automaticamente. – Bem-vinda de volta a equipe, piloto.

**

Em algum ligar desconhecido

- Até mais! – Tirou o jaleco do corpo e colocou no local apropriado. Sakura passou a mão na nuca e ouviu a porta ser fechada. Havia se despedido do colega de equipe e se preparada para ir embora, quando foi surpreendida novamente por este.

- Sei que isso pode ser repentino, mas gostaria de chama-la para sair. – Sakura deixou a boca entreaberta ao ouvir a proposta. O rapaz, diga se de passagem, de fisionomia esplêndida e de rosto atrativo, aguardava pacientemente uma resposta. A Haruno arregalou os olhos levemente, não esperava que os poucos meses que passou naquele hospital de campanha iria arrumar admiradores.

- Agradeço o convite, mas já tenho namorado. – Limpou a garganta a ver o sorriso fino do homem. Havia sido pega na mentira, afinal Sakura não era boa em convencer pessoas. O rapaz resignado apenas acenou com a cabeça e saiu porta fora deixando uma Sakura sorridente de lado, afinal isso apenas significava que estava no auge de sua beleza para chamar atenção de um homem do porte daquele.

- Um deus grego. – Murmurrou enquanto a porta do elevador se abria absorta em seus pensamentos.

- Chamou por um. – Novamente arregalou os olhos ao sair do elevador e visualizar, agora sim, literalmente um deus grego: Uchiha Sasuke.

O Uchiha nem sequer conseguia segurar a empolgação de estar três metros de distância de Sakura novamente, mas disfarçava bem. Sasuke era mesmo um convencido e com total razão.

- Sasuke. – Sakura, novamente, sussurrou. Apressou os passos até o Uchiha o abraçando sem maiores cerimônias. Afinal nada havia mudado entre eles, não é? Ao sentir o leve perfume adocicado Sasuke aprofundou o aperto de seus braços. Aqueles meses foram longínquos e levantou a hipótese que jamais a veria.

- Até segunda ordem. – Se perdeu em seus pensamentos e Sakura o compreendeu mesmo assim. Temari e Shikamaru haviam deixado claro que não era para estabelecer contato até segundo momento e assim fizeram. Não era difícil de entender o porquê daquele pedido, visto a possibilidade de retaliação, entretanto os meses passaram e nada foi feito.

Até que repentinamente as ordens mudaram.

- Da última vez que te vi estava sangrando. – Sakura murmurou entre a sequências de selos distribuídas pelo piloto. – Não despenque do céu novamente, por favor.

Riram e Sakura se desvencilhou dos braços firmes. Apenas ela sabia o quão difícil foi cuidar para que não perdesse nenhum de seus amigos, bem como Sasuke.

- Prometo que vou tentar. – Sasuke a alcançou na corrida, visto que Sakura havia se afastado para limpar os olhos lacrimejantes. Estava emocionada com o reencontro e desconfiava que toda a aventura em estar novamente naquela equipe iria recomeçar. – Mas você sabe, piloto cai e explode.

A Haruno riu das palavras do Uchiha ao se recordar dos outros pilotos. A feição pela força aérea havia aumentado muito de uns tempos para cá.

- Eu sei.– Sakura cessou o passo. – Estou contente por estar de volta.

- Faço das suas palavras as minhas.

E desta vez desejava que ela ficasse para sempre.

**


A camisa estava dobrada até os cotovelos, as mãos firmes no volante e a concentração no trânsito não o deixava captar o par de olhos azuis intensos em sua análise solitária. Gaara havia despertado semanas após o fracasso da missão e mesmo após os longos meses de fisioterapia e o apoio incondicional da Yamanaka a sua áurea extrovertida havia o abandonado.

Ora em outra ela aparecia, mas logo sumia e deixava uma faceta desconhecida dominar o seu ser e Ino já havia se habituado a ela. De fato, afastou-se das atividades laborais como tinha dito e neste tempo havia se dedicado a Gaara exclusivamente.

Não era segredo o tanto que havia se afeiçoado a ele e todas suas características. Para ele Ino era tudo o que havia permanecido e tudo que não abriria mão.

- Não está animado para este passeio? — Chamou a atenção do ruivo e o viu negar aéreo. Desviou os olhos para a faixa abarrotada de pedestres incerta se deveria retomar com tudo aquilo. Logo agora que o ruivo seguia bem.

As perdas não são superadas, apenas acostuma-se com o assento vago. Afeiçoa-se as ausências.

- Desculpe, o que perguntou? — Gaara a olhou e, a seu lado e não encontrou com a expressão irritadiça como era de costume em tempos atras.

- Não era nada de relevante. – Gaara sentiu o calor da mão feminina ao agarrar a sua quando a levou para trocar a marcha. – Quero te fazer uma proposta.

Iria prosseguir quando o telefone da loira tocou. Logo os olhos verdes penderam para o visor. Ambos olharam se.

- Acho melhor atender. – Ino deixou-se sorrir. Aquilo apenas significava uma coisa. – Sua cunhada odeia quando não atende o telefone.

- Obrigada pela dica. – Ino sentiu o aperto entre seus dedos e Gaara os soltar em seguida. A Yamanaka sabia do acordo, entretanto não abriu mão do ruivo em seu momento mais vulnerável. De fato, fora uma sentinela por longas semanas e o suporte mais firme nos dias compridos e nas noites infindáveis durante a recuperação do soldado.

E desta vez estaria lá para garantir que nada o atingiria. Nem sequer uma bala.

**

Batia a caneta contra a mesa na sala ampla. Estava imerso em seu pensamento profundo. Não tinha dúvida se aquilo era de fato o correto a se fazer, bem como nenhuma incerteza se os combatentes iriam aceitar ou não aquela missão.

O fracasso da missão que havia coordenado junto de Temari não descia pela garganta mesmo com o passar dos meses. E por ser Nara Shikamaru e umas coisinhas a mais resolveu colocar um ponto final naquela situação mal acabada.

Foi arrancado de seus pensamentos quando a porta fora aberta de supetão e por um milésimo de segundo obteve uma disritmia cardíaca ao vê-la depois de tanto tempo. Era certo que a regra de contato nulo entre eles não era válida, contudo, os meios de comunicação utilizados não possibilitavam aquelas emoções.

Temari passou meses em uma distância considerável de Shikamaru e realmente estava contente por tê-la de volta.

- Não sei para que esse povo tem celular. – Aquilo era musica a seus ouvidos e deixou-se rir por isso. – O que foi, Nara? Não entendi a piada.

Conteve-se diante da repreensão da Sabaku. Era obvio que Temari não correria para seus braços e muito menos falaria algo clichê de sangrar os ouvidos. Sua colocação o fez recordar da primeira vez que se viram e fez uma nota mental de quão aleatório estava na época sobre a periculosidade da Major.

Agora tinha total ciência e não brincaria com fogo para se queimar.

- Fico contente em te ver também. – Shikamaru proferiu paciente ao mesmo tempo que Temari deixava escapar impaciência pelos poros. Ela o via em sua contemplação silenciosa. Em sua concepção não tinham tempo para isso, pois tinham que resolver aquele mal entendido. Diante da tentativa fracassada em contatar Gaara jogou o aparelho no sofá fazendo o mesmo em seguida. Por fim sorriu.

- Velhos hábitos nunca mudam pelo visto. – Comentou sobre o fato de sempre chegar primeiro nas reuniões de equipe com tais membros. Shikamaru notando a ansiedade de Temari e um tanto receoso se as coisas haviam mudado ou não, aproximou-se.

- Não vamos falhar desta vez. – Começou certo de que era aquilo que a afligia. – E com toda certeza não vamos perder mais ninguém.

Temari suspirou pesado. Não sabia como os outros membros encarariam aquela empreitada e tinha receios de que tudo poderia acabar mal novamente, todavia a necessidade de dar cabo com a missão Cadillac 52 a consumia e apenas após isso poderia seguir sua vida.

E de preferência com o Nara em seu encalço.

Deixou-se sorrir a ter tais pensamentos e a ver os olhos negros tão próximos não pode conter a necessidade de tocar aqueles lábios.

- Desculpem interromper. – Mas fora impedida antes de alcança-los. Ambos sorriram por isso. Aquela voz e o tom brincalhão trazia boas lembranças. – Volto mais tarde?

Tenten viu o casal olhando-a. A morena estava exatamente igual a sete meses, quando a viram pela última vez. Os olhos castanhos atentos, o mesmo sorriso grande nos lábios e aquela vestimenta jovem que lhe caia tão bem. A alma de velho caia bem no Hyuuga e Tenten complementava tudo que faltava nele. Inclusive era um exercício eterno para aprimorar sua paciência.

A morena se distraiu com o chegar de outros combatentes e Temari aproveitou para apertar o queixo do Nara, o qual mordeu o lábio.

- Deixamos isso para depois. – Temari murmurou.

- Irei lembra-la na primeira oportunidade. – Shikamaru a viu se afastar e observou a loira abraçando Gaara. Logo, o último casal ocupou sua visão e se questionou porque Hinata estava com a da testa manchada de sangue.

Questionamento que seria respondido em momento mais oportuno porque o tempo já havia acabado.

*

- Qual é a sua compreensão sobre intacta? – Naruto quis revirar os olhos, feito ela, quando Sasuke veio de conversinha para cima de si.

- Eu já a encontrei assim. – Não era mentira, mesmo que foste ele a assustar e fazer bater o carro. A culpa não era sua, ao menos, não totalmente sua por Hinata ter se machucado. – Me lembre da próxima vez que sempre estão querendo acabar com ela.

Naruto o deixou de lado e Sasuke sorriu. De fato, Hinata sempre estava na mira de alguém e desta vez não foi diferente. Viu o amigo suspender a rosada do chão em um abraço e logo seu foco foi para piloto ao seu lado.

- Incrível como ele não evoluiu em nada neste último meses. – A verdade que o curto trajeto se tornou longo quando os pequenos desentendimentos de ambos começaram. Hinata suspirou sem entender tudo aquilo. Na verdade, compreendia, mas não estava pronta para aceitar. A junção de todos só deixava mais clara e pontiaguda a morte de seu familiar. Aquilo doía feito uma hemorragia. Não parava de jorrar sangue e era difícil coagular.

- Vejo que a maioria já está presente. – Shikamaru chamou a atenção dos combatentes assim que Ino e Gaara adentraram pela porta. – Fico feliz em revê-los.

O silencio perdurou no ambiente. Como a junção daqueles soldados remetiam experiencias agradáveis e outras nem tanto. De certa forma memoráveis e sem sombra de dúvida adquiriram sabedoria suficiente para não repetir, contudo apenas se necessário.

- Solicito desculpa pela demora em convoca-los, entretanto a hora não havia chegado. – Temari repuxou o sorriso ao ouvi-lo. – Entre dois dias iremos capturar os responsáveis por este atentado a humanidade.

Todos estavam atentos, não havia tempo para piadinhas ou abraços fraternais. Exatamente tudo estava em jogo, inclusive a integridade e honra daquela equipe. Não queriam e não deixariam barato os meses que ficaram de molho esperando a oportunidade certa, confiavam cegamente nos coordenadores daquela equipe e pulariam de um precipício se fosse solicitado sem mesmo refletir.

- Montamos uma operação de sabotagem. – Shikamaru ligou o projetor. – E neste tempo, levantamos informações preciosas, as quais nos levará até a arma química e em consequência pegaremos os responsáveis por ela.

- Incrível. – Tenten deixou seus pensamentos adquirirem voz. Estava entusiasmada e ânsiava por colocar um fim naquela operação. Shikamaru a olhou por alguns segundos antes de fazer uma chamada de vídeo. Não sabia qual seria a sua reação.

- Logicamente iremos precisar de apoio. – Sasuke cruzou os braços. A seu ver aquela operação necessitaria de um batalhão. – Durante esses meses contamos com o apoio de um sniper, o qual atualmente está trabalhando como mercenário.

O Nara viu alguns combatentes trocarem olhares enquanto Gaara apenas abaixou a cabeça. Era obvio a necessidade de alguém com as habilidades de um franco-atirador na equipe. E para ele apenas havia espaço para um.

Naruto iria questionar quem era o sujeito quando a vídeo chamada foi aceita.Hinata parou de olhar a expressão de surpresa do Uzumaki. Havia um misto de admiração e surpresa. E ao olhar para a imagem do projetor compreendeu. O rosto era extremamente familiar e por isso os olhos claros correram para os olhos do Uchiha, o encontrando estático.

- Vejo que te deixei sem palavras. – Shikamaru sorriu a ver a boca do Uchiha se abrindo e uma expressão furiosa adquirindo força. Sakura, ao lado do homem, estava tão surpresa quanto. Admitia que Sasuke era um avião, mas aquele ser tão parecido com ele era ainda mais. Uchiha Itachi.

- Não é possível. – Sasuke disse pausadamente. Sua mente apenas poderia estar lhe pregando uma peça. Havia anos que não o via, senão uma década. E justamente, após um longo período de tempo, Itachi aparecia desta forma.

- É uma honra poder contribuir com vocês senhores. – Estranhamente, aquele mercenário estava atrativo demais, deixando a plateia um tanto confusa. Foi desta forma que Itachi acenou antes de cortar a comunicação não deixando oportunidade para o seu irmão mais novo dizer um “A”.

- Mais que grande filho da... – Sakura tampou a boca do Uchiha e destinou lhe um sorriso doce enquanto Shikamaru permitiu se sorrir.

- Acredito que se havia duvidas sobre a confiabilidade do sniper, acredito que já tenham sido liquidadas.

Muitas perguntas, escassas respostas, e algo urgia que não tinham tempo para esclarece-las. Confiavam no Nara cegamente. Como havia achado Itachi? Quando havia coletado e elaborado toda aquela operação?

A admiração reluziu nos olhos verdes da Sabaku. Realmente a inteligência de Shikamaru era inquestionável.

- Enquanto erámos monitorados o franco-atirador, a meu pedido, realizou toda operação investigativa. – Shikamaru explicou-se rapidamente. — O conheço de outros carnavais,

Respondeu à questão silenciosa de Naruto, o qual se contentou rapidamente.

- Ele é bichão demais. – Sussurou um elogio ao Nara e não pode ver o sorriso repuxado da Hyuuga. Ela havia se desacostumado a aquele vocabulário adolescente. Havia sentido sua falta.

A Yamanaka olhou para trás encontrando a morena segurando uma plaqueta reluzente pendurada em seu pescoço. Ele jamais seria substituído e no fim aquilo tudo era mais por ele. Tenten piscou para a loira, a qual voltou sua atenção para Gaara apertando sua mão em seguida.

- Temos a informação que a substância bioquímica e o dispositivo de disparo de disseminação irá partir em um cargueiro em direção a Sul América. Não sabemos se tem a pretensão de disparo nesta região, mas a ideia é intercepta-la no porto. E acho de grande prudência a instalação de alguns explosivos no cargueiro. Acha que consegue me ajudar com isso? Apenas por precaução.

Caso a execução não saia conforme o plano, era apenas colocar tudo para os ares. E Tenten era ótima nesta parte.

- Não precisa nem perguntar. – Poderia fazer isso de olhos fechados. Shikamaru assentiu com a cabeça e fitou Temari rapidamente. A mulher estava de braços cruzados e gostaria que ela explanasse todo o plano, mas ela mantinha-se em silêncio. Temari entendendo a solicitação oblíqua sorriu. A verdade é que poderia ouvi-lo por horas a fio.

- Iremos ter a equipe de infiltração. – Porem tomou a frente diante do silencio do Nara. – Gaara, Ino e Hinata tomaram a dianteira frontal. Sasuke, Naruto e Sakura laterais. O Sniper estará posicionado a uma distância segura. Acreditamos que não teremos muitos empecilhos, visto que não imaginam nossa interceptação, contudo nós estaremos na retaguarda.

Apontou para Tenten em sua breve pausa.

- Temos a pretensão de juntar provas e capturar os responsáveis ou parte deles, então não atirem para matar a não ser que seja extremamente necessário.

Temari finalizou e bebeu água. Pares de olhos a fitavam. De certa forma chegava ser nostálgico.

- Mais tarde iremos dar detalhes da ação de cada membro da equipe. – Shikamaru retomou. – Por hora é prudente manter-se em alerta, mesmo que apenas Hinata tenha sido alvo nas últimas semanas.

E todos compreendiam o porquê. Para a Hyuuga aquela reunião estava sendo um alivio, visto que achava que somente ela tinha seguido naquela empreitada. Seu coração estava aliviado.

- Obrigada por retomar a operação, senhores. – Shikamaru e Temari entreolharam-se. Também estavam fazendo isso por eles, e ainda mais pelo Hyuuga.

- Não poderia ser diferente. – Sakura manifestou. A real é que Hinata agradecia cada um. Eles muito bem poderiam ter seguido suas vidas, mesmo não sendo perfil de nenhum combatente daquela sala ter essa atitude.

- Você sabe. – Naruto chamou a atenção da canário-azul quando outros membros deixavam a sala. – Missão dada é missão cumprida.

Hinata sorriu para o loiro. A verdade é que estava emocionada por saber que poderia colocar um fim naquele pesadelo.

- Sei. – Afirmou e viu uma fileira branca de dentes aparecer em um sorriso aberto. – Não vamos deixa-lo ser alvejado desta vez.

Referia-se a Sasuke e a queda que havia sofrido na última operação.

- Não se preocupe. – Reconheceu o tom brincalhão do Uzumaki. – Sakura irá cuidar dele.

Naruto observou Hinata levantar-se. Algo estranho o consumiu. Era difícil e duro reconhecer. Havia sentido sua falta.

- É bom ter você de volta. – Hinata cessou o passo ao ouvir a declaração do loiro. Virou-se nos calcanhares para olha-lo.

- É bom estar com você novamente.

Sorriram.

*

Admitia que mais um minuto naquela sala a faria chorar e por isso resolveu ausentar-se rapidamente quando Temari os liberou. Sua veste permanecia jovem, os fios castanhos tão belos quanto antes, mas suas peripécias tão presentes estavam ausentes. Porque era com ele e para ele, para provoca-lo e ver aquele sorriso repuxado de canto que Tenten tanto gostava.

Sentiu uma mão pousar em seu ombro e os pensamentos dispersaram. Encontrou os olhos verdes do ruivo e o abraço demorado chegou. Era gratificante aquela amizade.

- Por onde andou por todo esse tempo? – Gaara começou incerto. Não tinha noticias de Tenten desde que acordou do coma.

- Você sabe. – Os olhos lacrimejaram. – Estava explodindo algumas coisas por aí.

- Seria estranho se fosse diferente. – Gaara comentou e ambos riram.

O silencio tomou o ambiente por um momento e Tenten retirou o colar debaixo da blusa que utilizava. Não conseguiu sustentar os olhos no do ruivo.

- Ele havia me pedido para guardar isso. – Abriu a mão de Gaara depositando a plaqueta de identificação de Neji na palma da mão masculina. – Acho justo que fique com você.

Gaara sentiu sua garganta ressecar. Como era difícil aceitar aquela verdade. Não suportaria, caso Ino não estivesse a seu lado.

- Não. – Tenten surpreendeu-se, quando Gaara colocou a plaqueta em sua mão a fechado em seguida. – Ela está com quem deveria estar.

Uma lagrima solitária desceu pelo rosto feminino.

- Não vamos deixar que sua morte tenha sido em vão. – Afirmou diante da declaração do Sabaku. – Nem que seja a última coisa que eu faça.

- Que nos façamos. – Ino manifestou chamando a atenção de ambos. Os olhos castanhos viram todos os combatentes, seus amigos e companheiros. Não estava mais sozinha, e a partilha daquele sentimento não era apenas com Gaara.

Os tempos eram outros e fariam valer cada minuto. Na mira da arma, na ponta da faca, no cronometro do relógio.

Estavam prontos para o combate.

Situação atual – Em combate.


Notas finais
Até breve.