Combatentes
32 Game over
Localização; Porto marítimo
Com a unha do polegar entre os dentes a soldado da equipe de anti-bombas descascava o esmalte enquanto ouvia um tanto apreensivo Shikamaru e Temari comandando o restante dos integrantes.
Revirou os olhos ao ouvir pelo fone de comunicação Naruto em suas peripécias e não o julgava por aquele comportamento inadequado em um momento sério como aquele, — na execução de uma missão de extravio de bombas biológicas.
Sorriu, pois naquele momento se deu conta de algo: Na verdade, mesmo que tenha feito sua tarefa a dias, e mesmo que o casal a sua frente tenha dito que faria parte da “retaguarda” chegou à conclusão que, estava novamente, de castigo.
Feito aquela vez na Mongolia. Curvou os lábios e contentamento, pois percebeu uma evolução em seu comportamento já que permanecia quietinha deixando seus colegas concentrados.
Bem diferente da última vez, a qual destoou a atenção do franco-atirador por horas.
- Nota dez. – Comentou baixinho confortando-se e referindo sobre seu “amadurecimento” Os olhos redondos e castanhos encontraram os de Temari e sorriu aberto. A mulher havia ouvido sua pronuncia sem nexo.
A verdade é que TenTen tinha medo dela. E sabia que o único que tolerava suas peraltices durante missões não estava ali.
- Quadrante vazio. – Temari retornou sua atenção para o computador ao ouvir a voz de Gaara pelo fone.
- Confirmado. – Shikamaru deu retorno. – Na posição de 07 horas movimentação de civis. Permaneçam no curso. O contêiner possui o logo da farmacêutica e irá neste cargueiro. Assim que localizar a carga vamos extravia-la.
- Recebido. – Ino respondeu e o fone ficou mudo. Tenten respirou fundo. Estava ansiosa para aquilo acabar.
*
Em seu conceito aquele local era insalubre. Sakura não conseguia enxergar muita coisa e o chão escorregadio não auxiliava em nada. Foi desta forma que acabou esbarrando nas costas do Uchiha.
Diferente dele o rifle estava pendurado no corpo e estava estranhando aquela monotonia toda. Não deveria ter no mínimo algum soldado protegendo a carga? Onde estariam? Pois era certo que estavam em algum local.
- Equipe II. – Escutou a voz da Hyuuga no fone. – Localizamos o contêiner.Shikamaru, aguardando ordens.
- Que ótimo. – Escutou Sasuke murmurar longe do comunicador. – Não abaixe a guarda.
Sakura ouviu e acenou positivo. Estavam próximos de finalizar o extravio e sumir daquele local horroroso.
Olhou de esguelha quando sua audição perspicaz a alertou de algo. Seus sentidos nunca haviam lhe traído e por isso agarrou uma faca na baioneta.
Foi por segundos.
Sakura virou-se ligeiramente quando a poça de água denunciou um infiltrado. Arrancou a faca e a lançou efetivamente no pescoço do homem chamando a atenção dos outros combatentes no local.
- Estamos acompanhados. – Uchiha alertou o restante da equipe. – Repito tentativa de interceptação pelo o inimigo.
*
Assim que informação chegou em seu ouvido havia acabado de golpear um soldado com a cabeça e Gaara sentiu-se tonto por isso. Resolveu que deixaria esse golpe para casos bem específicos.
- Deem preferencia para o combate corporal, senhores. – Ouviu a voz da irmã no fone e elevou as sobrancelhas. Seria uma ótima forma de descontar toda sua frustação acumulada por meses com aquela missão. – Não queremos que disparos alarda o inimigo.
- Confirmado. – Escutou a Yamanaka, a qual havia abatido o adversário de forma formidável. E por Deus, como tinha conseguido conquistar aquela mulher?
Ino sorriu por debaixo da mascara ao captar o olhar de admiração.
- Ei não perca o foco. – Gaara sorriu fino. Era um exemplar de soldado em campo.
- Desta forma está pedindo demais. – Riram efemeramente e avançaram no trajeto. Até que deram falta da Hyuuga olhando rapidamente para trás.
- Agradeço por sentirem minha falta. – A piloto segurava o rifle rente ao corpo com a expressão entediada. Ino e Gaara eram excelentes em combate direto que restava somente assistir.
Mas algo em seu coração lhe alertava de perigo. Até o momento estava fácil demais. Como o mar calmo antes da tempestade.
*
- Larga o rifle. – Sentiu o cano da arma encostar em sua cabeça. Naruto engoliu a seco e sua respiração falhou ao notar que havia sido interceptado. Sakura e Sasuke haviam ido na frente para dar cobertura a equipe de infiltração principal a estourar as travas de segurança do contêiner e ele havia feito guarda.
Limpou a garganta tentando-se comunicar pelo fone, mas sua cabeça foi empurrada pelo cano da arma.
Não era agora que Itachi deveria atirar? Essa pergunta ressoou em sua cabeça.
- É fogo depender de Uchiha. – Resmungou quando o fone foi arrancado de sua orelha. Havia perdido a comunicação e dificilmente conseguiria se livrar do seu capanga, já que havia chegado outros.
- Vamos leva-lo.
*
Uma tensão tomou os seus ombros quando o computador notificou a perda de comunicação de Naruto. Os olhos escuros certificavam se não era uma falta no equipamento.
- Naruto, responda. – Temari desviou os olhos para o Nara. – Ele sumiu.
- Vou fazer busca pelo rastreador. – Temari digitou uma série de sequências e sentiu o peito apertar. Odiava quando as coisas saiam do plano. Não era algo difícil, era somente extraviar uma carga e entrega-la ao governo para conduta. Por qual motivo tudo sempre desandava?
*
- Sakura, o Naruto está com vocês? – Escutou a voz em seu fone, mas não pode responder à questão a ver rifles apontadas para si e para Sasuke ao seu lado. – Responda!
- Negativo. — Recebeu um golpe com a parte traseira na face por desobedecer ao comando silencioso do inimigo para manter-se em silêncio. Sasuke foi intervir, porem de forma brutal foi jogado no chão.
Fizeram contato ocular. Qualquer passo em falso alojaria uma bala em seu crânio. Estavam certos disso.
*
- Sakura também sumiu. – O Nara levantou se afoito abrindo a porta do furgão ligeiramente. Tragou o cigarro mais uma vez ao ver o soldado se misturando ao breu naquele beco de iluminação precária. E o cano da arma estava em sua direção. – Fique parada, Temari.
Murmurou o comando para companheira e sua atenção foi desviada para TenTen tentando se livrar do mata-leão enquanto era arrastada para o seu lado.
Temari apareceu apreensiva e com as mãos ao alto. Haviam sido encurralados. A loira olhou para TenTen obtendo as mãos amarradas e para o Shikamaru calmo demais.
Era o fim de jogo para eles?
*
- Mais um pouco e... – Gaara violava uma das últimas tratavas do contêiner quando repentinamente uma bala ricocheteou no mental. Abaixou institivamente e procurou por suas parceiras. Ino encontrava-se estirada no chão e Hinata buscou abrigo na lateral da estrutura.
- Não dá para saber de onde veio. – Hinata se antecipou na resposta que o ruivo faria. Da onde sairia aquele tiro? A apreensão e adrenalina já a consumia sorrateiramente.
Outro tiro veio na direção da equipe e Ino somente cobriu a cabeça. Se o atirador estivesse no alto era morte certeira para ela, por isso se arrastou até o combatente mais próximo.
- Estou sem comunicação nenhuma. – Disse a Gaara, o qual confirmou com a cabeça. A comunicação havia sido interrompida.
- Não acho uma boa ideia qualquer reação, soldados. – O cenho da loira franziu, o lábio de Hinata tremulou a reconhecer a voz que vinha ao longe. Aquele tom sempre tão altivo. E Gaara não pode acreditar nos seus olhos quando a imagem do capitão surgiu. Estariam salvos? Então por qual motivo ele transpassava uma energia ameaçadora. – Caso contrario faremos tiro ao alvo com os seus colegas.
Ino, ao ver o restante da equipe sendo escoltados em sua direção sentiu o corpo estremecer. Estendeu o rifle no chão e levantou-se colocando a mão na cabeça. O seu peito subia visto a respiração desregulada tentando minimizar a bomba de adrenalina circulando em suas veias.
- Se atira na água. – Gaara murmurou no desespero em salva-la, visto reconhecer o traidor. Não havia escapatória para eles. Era morte certeira. Ino negou-se, qualquer manobra era arriscada e compartilhava da ideia que o jogo havia chegado ao fim.
- Ji-jiraya. – Hinata gaguejou chamando a atenção do casal. Aquilo estava sendo um golpe duro de receber e as peças do grande quebra cabeça não se montavam.
Foram empurrados para o lado dos outros combatentes e pares de olhos descrentes fitavam a imagem do Capitão.
Algo estava terrivelmente errado.
Shikamaru foi empurrado ao chão permanecendo de joelhos, logo Temari estava sendo obrigada a ficar na mesma postura enquanto o restante tinha suas máscaras ninjas arrancadas da face.
O semblante de surpresos de alguns foram rapidamente substituídos por expressões de ódio. Hinata já tinha sido consumida pela raiva.
O Nara ouviu passos calmos vir em sua direção enquanto tentava regular os seus sentimentos. Ver a equipe toda interceptada lhe trazia sentimentos ruins.
- Deveria ter acatado a ordem. – Shikamaru reconheceu a voz de imediato, a declaração era diretamente para o Nara. Tentou levantar a cabeça, mas o soldado o impediu. – E poderíamos ter evitado esse momento desnecessário, o qual vocês morrem.
- Capitão! – Hinata verbalizou com a raiva consumindo-a por inteira a ver o Capitão em sua típica postura aproximar-se. Um nome e tudo ficou claro. Num rompante tentou aproximar-se afim de soca-lo, mas o cano da arma virou-se para si. Um passo e um tiro e ela iria ao chão e por isso paralisou. Logo um bruta-monte a chutou colocando-a no chão.
O inconformismo era tanto que nem se preocupava com a dor física quando de sua testa saiu uma filipeta de sangue.
Gaara fitou-o. Não sabia o que passava consigo. Um misto entre a raiva e o inconformismo. Sasuke cuspiu sangue enquanto os outros mantiveram-se na mesma posição. Um movimento mal calculado e Shikamaru teria a cabeça estourada.
- Não sei como chegaram até aqui e admito que estou impressionado. – Jiraya sorriu a ver Naruto olha-lo com ódio. – Vocês sempre surpreendem. Sempre ligam os pontos, confesso que estou tentado a saber como obtivem a informação que a arma biológica iria ser transportada hoje.
Jiraya olhou para o colossal navio cargueiro rasgando a água silenciosamente e levando uma arma que mataria centenas e milhares de civis em um piscar de olhos.
- Não é uma questão pessoal, mas Darwinismo Social* já não está sendo suficiente. – Outro sorriso do Capitão. Eles, o exército era aquele que deveria oprimir os opressores, entretanto tornaram-se os próprios opressores. – Daqui uns dias populações de terceiro mundo estarão sendo dizimadas como insetos e seus líderes procuraram ajuda com aqueles que os dizimaram.
Jiraya cessou para ver o rosto de espanto de alguns e de ódio de outros. Sorriu sem mostrar os dentes e em seguida estalou a língua no céu da boca mostrando conformismo com a situação.
- A situação é tocante e pergunto-me até que ponto um ser humano pode chegar com o outro. – Negou com a cabeça reflexivo, mostrando um sadismo horripilante ao mesmo tempo que dava pequenos passos. – Mas o que podemos fazer? As vezes estamos apenas seguindo ordens.
- Você me dá nojo. — Ino praticamente cuspiu as palavras cerrando ainda mais os punhos. Jiraya arqueou o corpo para vê-la melhor visto que ela estava mais atrás ignorando-a e logo em seguida dando as costas para o grupo, entretanto após afastar-se cessou em sua caminha e virou nos calcanhares.
- A melhor parte de tudo isso foi observar vocês. – Regressou a caminhada para encara-los. – Ver os desentendimentos e fazê-los desconfiar um dos outros e claro que não poderia deixar os romances de fora. – Riu ao pontuar os envolvimentos. – Pensando melhor: a melhor parte foi ver o sniper morrer como o pai dele, ou seja, atoa.
- Por que? – Tenten questionou um pouco atrás. – Por que nós? Porque montar todo esse circo?
Inquiriu sobre a tarefa de montar uma equipe, quando tudo já estava planejado. Jiraya exibiu um semblante tristonho e em seguida arqueou as sobrancelhas. Tenten era de cortar o coração de qualquer um.
- Não é obvio? Não foi coisa nossa montar uma equipe para realizar uma investigação sobre a Cadillac 52. – Jiraya ajeitou o quepe na cabeça. – Mas quando o novo Ministro da Defesa solicitou uma intervenção demos um jeito de incumbirmos da escolha dos combatentes. E meu único erro foi ter escolhido você, Nara.
Jiraya apontou para Shikamaru ajoelhado no chão sendo mantido sob ameaças.
- Foi tudo armado? – Naruto mostrava sua incredulidade ao negar com a cabeça enquanto mordia o lábio. – Tudo. Desde do episódio do deserto. Você era o agente duplo.
Jiraya levantou um dedo mantendo uma expressão divertida na face.
- Acertou, Uzumaki. – Virou-se para Naruto. – Aquela emboscada era mesmo para valer e se não fosse pela presença da oposição era para vocês estarem mortos e de verdade. Tenho que dizer que foi impressionante o modo de como engoliram aquela conversa de “mortos para concluir a missão” Tsunade precisava escutar alguma coisa e foi por conta dela que saíram vivos.
- De início era mesmo uma emboscada falsa. – Temari chamou a atenção para si. – Para realizarmos a missão sem maiores empecilhos.
- E para testar aquelas balas tecnológicas. – Jiraya cruzou os braços. – Se não fosse pela intrometida da Senju avaliando o seu material as balas iriam ser trocadas pelas quais nós conhecemos. As que matam de verdade. Agradeça quando chegar no inferno, tivemos um probleminha e ela acabou descobrindo tudo.
- Como Hiruzen. – Shikamaru lembrou da morte do General. – Ele deixou uma informação escapar, não foi? E por isso fez parte da queima de arquivo.
- Tem razão. Era para ter destruído o relatório de Hyuuga Hiashi quando foi ordenado, mas por algum motivo ele não o fez. Não admitimos falhas. – Jogou os ombros para cima. – Mas mesmo com contratempos iremos iniciar o projeto Catarse.
Jiraya, novamente, olhou para o navio e iria sorrir, mas ouviu um estalar de língua do Nara. Mudou o foco de sua observação para o homem e o viu negar.
- Sabe, Capitão. – Shikamaru começou e Temari negou. O que ele estava fazendo? – O seu único erro não foi apenas ter me escolhido para a equipe. Foi também ter mencionado esse projeto quando nos reunimos pela primeira vez.
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Alguns meses atras – EUA.
- Combatentes! Acompanhem a cabo Karin. Ela irá conduzi-los até seus aposentos. Dentre uma hora espero vocês no pátio. Irão obter conhecimento sobre o projeto Catarse. Dispensados!
- Sim, senhor! – As vozes soaram altas e Jiraya deu as costas para aquelas dez pessoas. Para aqueles santos soldados.
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Jiraya franziu o cenho pela primeira vez. Tinha deixado escapar aquela informação? Entretanto jogou os ombros para cima, pois no momento nada poderia modificar os planos das potencias mundiais e alguns de seus líderes.
- Entretanto não foi aí que comecei a desconfiar de você. – Shikamaru tentou se levantar e como resposta a boca do revólver fora pressionada contra sua cabeça. – Foi quando escutei esse nome pela segunda vez em uma reunião secreta na Mongólia. Entretanto ainda era cedo para desconfiar do próprio sistema.
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Meses atrás – Mongólia
- Seria total falta de prudência realizar testes em área de monitoramento americano. – Tenten escutava com facilidade a conversa. Ativou o comunicador e rezou, para que, Shikamaru também estivesse ouvindo. – Entretanto com a cooperação entre países os testes serão permitidos. Dentre segundos o General Sarutobi poderá esclarecer quaisquer dúvidas sobre o projeto Catarse.
As mãos ficaram mergulhadas no balde de água e sangue por um momento. E escutou passos apertados em sua direção. Engoliu a seco, quando sentiu duas mãos pousarem em seus ombros.
- Sai daí agora. – Escutou o comando arbitrário de Shikamaru em seu ouvido. Tenten agarrou o seu balde e fitou a mulher que discursava. Logo estava no corredor. Olhou com o canto dos olhos a arma rente à cintura do homem fardado.
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- Por isso você me perguntou sobre. – Temari o fitou rapidamente ao recorda-se do dia em que o Nara regressou para casa após invadir a base russa. Viu ele afirmar positivo e voltar a encarar Jiraya, agora, um pouco impressionado. Enquanto cada combatente entre olhavam-se. Não sabiam daquilo.
- Foi então que minha teoria adquiriu maior peso. – Shikamaru lembrou-se da operação onde Gaara havia sido ferido. – E após nossas dúvidas sobre Hinata ser uma traidora esvair veio o vídeo de Hiashi. E foi lá que recebi o arremate, afinal as vezes estamos apenas recebendo ordens.
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Meses atras, Costa Rica
A gravação cessou. O silêncio se fez majestoso. A gravação não havia mostrado, mas Hinata sabia que a vida de seu pai tinha acabado exatamente ali. Ela balbuciou. Todos sabiam o que ele iria falar, afinal era um ensinamento base das forças armadas.
- O maior inimigo é aquele que não podemos ver. – Hinata manifestou atônita. Seus olhos penderam diretamente para Neji e este não demonstrava nenhuma emoção.
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Sustentou um sorriso fino no rosto a ver Jiraya franzir o cenho. Gaara e Ino olharam-se e Sakura meneou positivo. Vendo lógica nas deduções de Shikamaru ao mesmo tempo em que Naruto pensava e pensava, mas nada concluía.
- Logo depois supôs que a Iniciativa C, nome que a indústria farmacêutica atribuiu, era parte do Projeto Catarse, o qual foi sabotado pela Operação Cadillac 52 a sete anos, quando novamente, Tenten reconheceu a ruiva.
- O que nos atrasou bastante diga-se de passagem. – Jiraya o interrompeu a ver que seus poucos subordinados o olhavam de soslaio. – Deduções fantásticas, Nara. Mas não o serviram de nada.
- Algo me diz que você ainda não terminou. – Temari falou e obteve as mãos empurradas na cabeça.
- Estou longe de acabar. – Naruto sorriu e negou desacreditado. Shikamaru era mesmo incrível. – Tenho que dizer que fazer um desconfiar do outro dentro da equipe lhe cobriu bem.
- Agradeço. Faze-los desconfiar de Hinata foi de grande serventia. – Jiraya enalteceu o episódio. – Desequilibrou bem a equipe.
- E foi graças a isso que eu previ os movimentos seguintes que vocês fariam. – Shikamaru levantou os olhos. – E bolei o plano perfeito.
- Do que você está falando, Shikamaru!? – Naruto ralhou por não conseguir acompanhar a conversa. Onde o Nara queria chegar? Estava acabado. Tinham perdido e além deles o mundo iria pagar pela falha da missão. O Uzumaki foi empurrado no chão no exato momento que Shikamaru levou a mão na orelha, gesto captado apenas por Temari e por Jiraya.
- Não tente chamar o sniper Uchiha. – Jiraya antecipou-se. – Não tem ninguém no raio de dois quilômetros. Deveria escolher melhor para quem pede ajuda.
Jiraya comentou a desistência do Uchiha das forças armadas, o qual vivia a vida de mercenário. Shikamaru riu rapidamente, reação que fez Ino juntar as sobrancelhas.
- Concordo. – Shikamaru olhou para Naruto assim que Jiraya fez sinal com as mãos indicando a execução, fazendo o desespero brotar, começando a deixar o lugar. – Naruto, diga-me quais são os efeitos para o sucesso de filmes de ação?
Jiraya parou ao ouvir tal questão, de fato, estranhando-a. Sakura buscou por Sasuke e negou vendo o moreno jogar os ombros para cima na mesma proporção que os outros se perdiam no rumo da conversa. Naruto olhou confuso. Não pela questão, mas por ser feita fora de hora.
- Acho que não é a melhor hora para isso! – Temari ralhou assim que o restante da equipe foi empurrados no chão obrigando-os a ficarem de joelhos como ela e Shikamaru permaneciam até o momento.
- Grandes explosões? – Mas Naruto resolveu responder.
- Não, já tivemos isso. – Shikamaru rebateu e Hinata desesperou-se assim que foi puxada pelo cabelo.
- Calem a boca! – Gritou nervosa, pois aparentemente seria a primeira a ser executada com um tiro na cabeça.. Era o seu fim. Era o fim de todos. Naruto suspirou assim que viu Hinata, balançou a cabeça e olhou para Jiraya, o qual fez sinal para retardar a execução.
Uns segundos a mais de vida.
- Um grande vilão? – Shikamaru negou. Naruto, o especialista em filme não sabia responder. O que era? O que fazia um filme ser bom? E aquilo era hora? E ao ouvir o som da destrava do revólver recordou-se.
- Agora seria o momento que alguém nos salva. – Ino murmurou. Naruto procurou pelo rosto do Nara e este afirmou positivo. Isso, era o momento que alguém os salvava, entretanto não havia ninguém.
- O elemento surpresa! – Naruto exaltou-se e como se fosse palavras chaves um corpo caiu no chão. Alguém estava atirando. O loiro soltou um grito por puro êxtase e adrenalina deixando os soldados armados em alerta.
Outro disparo. Outro corpo. Shikamaru levantou-se assim que seu opressor fora atingido em cheio na cabeça.
Feito os outros, um por um. Como patinho no jogo de tiro ao alvo. Em questões de milésimos.
- Exatamente: o elemento surpresa. – Jiraya procurou pelos soldados que estava consigo e encontrou-os no chão. Mortos. Rapidamente pegaram as armas do abatidos e Jiraya viu vários canos apontados para si ainda tentando entender o que tinha dado de errado.
- Itachi? – Tenten balbuciou mesmo querendo acreditar que fosse outro atirador. Negou em seguida e voltou a prestar atenção em Jiraya.
- O jogo parece que virou. – Jiraya sorriu e Temari e Ino olharam-se. Qual era o problema do Capitão? – Estoure os meus miolos e acabe logo com isso.
- Estou tentado, confesso. – Shikamaru arrumou o fone no ouvido. – Mas vamos conversar um pouco porque não tenho que dar uma explicação apenas para você.
- Acho bom. – Temari o olhou rapidamente. Não estava sabendo daquela parte, mas mesmo assim estava amando-a, pois pelo o que tinha entendido Shikamaru tinha virado o jogo.
- Você tem razão. Não tem nenhum franco-atirador dentro do raio de dois quilômetros. – Shikamaru virou para olhar para Gaara. – Esse tem o recorde de acertar o alvo a 3,5 km de distância. Acho que deve ser a distância em que ele está.
Gaara continuou encarando-o, engoliu a seco e segundos depois levou a mão até a face desacreditado. Apenas ele. Apenas Gaara sabia o que aquilo significava. Um misto de euforia e de alivio o tomava com o passar dos segundos a ponto dos lindos olhos verdes se encherem de lagrimas.
- Tenten, o seu homem está de volta. – Shikamaru disse sem virar-se para olha-la nos olhos. Não tinha a coragem de fazer, pois acreditava que iria vacilar em suas emoções. Por aquela estratégia arriscada ter dado certo. A Mitsashi negou e de imediato os olhos encheram-se de lágrimas, sua boca entre abriu e ouvi-lo pelo fone fez o seu coração se desmontar.
- Desculpe-me pelo atraso. – A voz tão grosseira geralmente soou no fone daqueles que ainda usavam. – Estou me aproximando.
- Neji está de volta?– Hinata custou acreditar nas próprias palavras até ver Naruto sorrindo aberto demais. Era verdade. Ele estava vivo.
- Isso é impossível. – Jiraya comentou. – Não tem como escapar daquele gás venenoso. Vi o morto com meus próprios olhos.
-Ele estará aqui dentre minutos. Usei da sua própria tática. – Shikamaru explicou para Jiraya, o qual permanecia expressando confusão ao mesmo tempo que um quebra cabeça se formou na cabeça de Sakura. – No mesmo dia que nos desentendemos descobri que Sakura conseguia inibir a presença de medicamentos no organismo e pedi para ela trabalhar nisto para mim.
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Meses atrás – Costa Rica
- Como você conseguia inibir a droga no organismo? – Perguntou direto e Sakura desviou os olhos. – Apenas uma curiosidade.
- É um pouco complicado explicar. – Sakura arrematou e abriu a revista novamente sentindo levemente constrangida. Shikamaru notando a mudança da Haruno acendeu outro cigarro.
- Quero que me mostre. – Falou e Sakura estranhou. – Tem como?
Shikamaru levantou-se e esperou a resposta de Sakura. Para quê Shikamaru queria obter conhecimento de seus feitos?
- Tem, mas qual objetivo disto? – Sakura cruzou os braços vendo o sorriso do Nara. Era obvio que Sakura iria questionar.
- Nenhum. – Shikamaru esperou pela resposta antes de afastar-se.
- Tudo bem. – Sakura meneou positivo. – Mas vou precisar de algumas coisas.
- Certo. – Shikamaru tragou o cigarro. – E tem como isso ficar entre nós?
Sakura, novamente, estranhou. Jogou rapidamente os ombros para cima e sorriu fino.
- Está bem. – Respondeu e voltou para a revista. Shikamaru sorriu contentado.
**
- Você sabia, Sakura? – Sasuke questionou sobre a falsa morte de Neji e a Haruno negou com veemência.
- Não, não fazia ideia. – Respondeu rapidamente. Era verdade, Sakura não detinha conhecimento acerca do plano de Shikamaru.
- Foi então que ficou fácil. – Shikamaru puxou um cigarro do colete e o acendeu. – Eu tinha o cara que era resistente a dopagens, tinha a droga que simulava uma morte e a substância inibidora. Sabia que estávamos sob monitoramento vinte e quatro horas. Apenas tive a mesma ideia da sua e claro as balas modificadas.
Exalou fumaça. Naruto apontou para ele desacreditado enquanto Ino negava no mesmo estado. Sakura e Tenten olharam-se ao mesmo tempo que Gaara permanecia estático ainda absorvendo as informações.
- Você é o meu herói. – Naruto disse eufórico para Shikamaru.
- Enquanto você estava de olho em nós o Hyuuga estava agindo na surdina junto do Uchiha. – Shikamaru referiu-se a Itachi. – E quando você nos tirou da jogada ficou fácil. Dias depois entrei em contato com o Capitão de Mar-e-Guerra Kakashi. Não foi difícil conseguir o que eu precisava.
Shikamaru parou, quando ouviu as palmas de Jiraya. E a tensão do momento regressou com força.
- Impressionante e diria até comovente. – Jiraya jogou o quepe longe antes de cruzar os braços. – E te pergunto: o que vai fazer agora? Atirar na minha cabeça? Sabe que isso não vai acabar com minha morte, não é? Sou apenas uma peça desse jogo, Nara. Você não pode impedir um sistema inteiro, não pode barrar potencias mundiais de destruir os mais fracos e gerarem conflito para vender armas, remédios e torna-los heróis! São os donos do mundo. E não serão vocês que findarão o Projeto Catarse.
Ele estava certo. Potências mundiais começam e terminam guerras em países periféricos. Envolvem-se em conflitos civis e geram tantos outros por questões socioeconômicas e culturais. Era uma questão de tempo criarem uma arma de poder destrutivo catastrófico. E por mais que fosse duro admitir a destruição será sempre eminente e nem sempre existirá alguém para detê-la, retarda-las.
Shikamaru sabia disto. Cada um que estava naquele porto detinha conhecimento sobre. Destruição era tão certas como o nascer ou pôr do sol. Uma hora, senão todos os dias, acontecia.
- Não farei nada. – Shikamaru viu o sorriso fino do Capitão. – Contudo tem um cara que vai. Ino.
Shikamaru chamou-a e a loira abriu a mochila que estava trazendo consigo até momento. Retirou um smartphone e entrou para Shikamaru sob observação contínua de terceiros.
- Hoje, exatamente as 20:00 horas o antigo Ministro da Defesa Danzou iria para a sua casa de veraneio. – Shikamaru dizia quando procurava algo no dispositivo. – Minhas fontes confirmam que ele era o cabeça do Projeto Catarse e com sua influência ainda é gritante no âmbito ele comandava todo o esquema.
- Não importa. Por mais que ligue os fatos, Shikamaru. Nunca conseguirá comprovar. – Jiraya adiantou e Shikamaru afirmou. – Tempo perdido tentar ir atrás dele.
- Também concordo. – Shikamaru jogou o cigarro fora. – Mas Itachi discorda e Danzou deve considerar-se que é um homem de sorte por ser raptado por um cara que pergunta primeiro e atira depois.
Shikamaru virou o tablet exibindo uma transmissão ao vivo. A boca de Jiraya abriu-se em surpresa a ver o rifle na cabeça de Danzou e Itachi acenando.
- Saudades, pessoal. – A Haruno escutou e conteve o sorriso. Itachi sinalizou para Shikamaru e este cortou a comunicação.
- Ele está sendo escoltado para prisão e consequentemente para julgamento por crimes contra a humanidade. – Shikamaru informou. – Mas quem garante que ele vai entregar todos os envolvidos e seu amado país? Tenho certeza que a Rússia levaria toda a culpa considerando a nacionalidade de Danzou.
Jiraya viu um helicóptero aproximar-se e soube que não sairia daquele porto livre. Shikamaru olhou para Temari assim que outros combatentes desceram da aeronave.
- Hoje também tivemos uma reunião deveras importante. – A Sabaku começou. Aquilo tinha sido obra dela. – Uma reunião entre líderes mundiais, onde o atual Ministro da Defesa Norte-americano não pode comparecer porque ele tinha que assistir uma operação. Posso afirmar que ele não deve estar nada feliz por seguimentos das forças armadas estarem envolvidos em projetos juntamente com opositores ao governo russo.
- Quem diria que esses países iriam dar as mãos para alguma coisa? – Ino falou desacreditada. Era muita informação.
- Ele ouviu cada palavra dita aqui. – Temari largou a arma ao mesmo tempo que mais e mais soldados chegavam no local. – O projeto Catarse foi cancelado.
- Não afirmaria com tanta convicção assim, Sabaku. – Apenas Shikamaru e Temari escutaram o Capitão, pois a atenção dos outros fora desviada para o último integrante da equipe. Se olharam e depois para Jiraya que estava sendo algemado. – Isso nunca vai parar.
- Você tem razão! – Shikamaru elevou a voz e a escolta parou de levar Jiraya para longe. – Mas podemos retardar. Sabe qual foi seu outro erro?
- Por um estouro de mulher na equipe. – Temari concluiu. – Tenten!
Tenten acenou para Jiraya e deu lhe as costas. Nada aconteceu, entretanto, segundos depois uma grande explosão ocorreu em mar aberto. A luz gerada da explosão encantou algumas pessoas. Tão repentina e inesperada.
O projeto Catarse dormiria por mais um tempo, até que ressurgisse novamente.
- Missão cumprida, marujo. – Temari falou e Shikamaru engoliu a seco assim que ela deu a entender que iria se afastar, era logico que ela ficaria chateada por não dividir aquela estratégia maluca com ela.
Agora Shikamaru tinha algo mais urgente para resolver.
- Temari, Temari. – A chamou e a Major cessou a caminhada. – Não fique brava comigo.
- Não estou brava com você. – Os olhos se encontraram e pela primeira vez Shikamaru não viu aquela seriedade presente. – Você é incrível.
- Isso não seria possível sem você. – Temari conteve o sorriso. Ela sabia disso e não questionaria os métodos do Nara.
Não naquele momento.
*
A verdade? É que naquele momento não eram combatentes, estavam mais para crianças animadas na véspera de Natal. Um sentimento comum pairava no ar. Eram tantas emoções para processar e quando os olhos castanhos o viram ao longe, o costumeiro sorriso largo apareceu.
Trajava a farda preta feito a dela e do restante da equipe. E por Deus, como poderia viver com a ideia de que nunca mais veria aquele rosto? E atormentaria sua mente.
O abraço foi primeiro em seu irmão e achou justo porque se ela ficasse por último poderia ficar o tempo que quisesse.
- Adianto que a ideia não foi minha. — Ao ouvir a voz de seu amigo aparentou despertar de um pesadelo. Ino sorria ao seu lado e Gaara não poderia estar mais feliz. A missão tinha acabado e seu amigo estava de volta.
Poderiam finalmente ir para casa.
- Não faça mais esse tipo de coisa por favor. – O abraço foi longo e solitário. Os outros combatentes estavam próximos recebendo cuidados médicos ou sendo absorvidos em outros comandos. – Senão eu te mato.
- Já fiquei morto por tempo suficiente. – Riram juntos e foi a vez da Yamanaka abraça-lo. Os olhos frios já estavam direcionados a outra mulher e estava louco para chegar até ela.
- Eles quase morreram juntos. – Ino manifestou baixo. – Por Deus não fica indo na onda do Shikamaru.
O Hyuuga sorriu com o comentário da Yamanaka e cumprimentou Hinata com um aceno de cabeça de longe.
- Agora vai lá que ela está te esperando. – Ino disse inclinando a cabeça em direção de TenTen.
*
- Ei! Deixe me ver este rosto. – Sakura sentiu a mãos frias pousar em sua face. Sasuke olhava aquele hematoma como se fosse responsabilidade sua. – Filho da p...
- Olha boca suja. – Sakura o repreendeu baixinho. A medica estava feliz e também apreensiva, pois sabia que o fim da missão significava o fim de tudo.
- Posso ser o seu medico essa noite. – Franziu o cenho com a fala do piloto e negou com a cabeça. – Vai recusar assim? Nem conhece as minhas especializações.
Sasuke cessou com a brincadeira a ver o rosto sério da Haruno, Algo a preocupava e o Uchiha já sabia o que poderia ser.
- Para onde eles irão me mandar desta vez? – Sakura se referia ao seu remanejo, visto o fim da operação e da missão. Não desejava ficar sozinha de novo.
- Bom, acredito que você possa escolher. – Sasuke começou a andar ao seu lado. – Sabia que a Aeronáutica possui uma ótima relação com a Marinha?
Sasuke amou ver o sorriso aumentando. Era obvio que não sairia do lado dela.
- Já ouvi relatos. – E Sakura estava contente por isso.
- Você vai adorar ficar com a gente. – Sasuke a encurralou em um local mais reservado. – E eu vou adorar ficar com você.
E mais uma vez o piloto tratou de roubar os lábios rosados para si. Sakura estava se acostumando mal, muito mal. Poderia ficar nisto para sempre.
*
- Que cacetada, hein. – A vontade foi de revirar os olhos, mas já havia se acostumado do jeito nada formal do Uzumaki. Naruto estava se referindo a pancada na sua cabeça, a qual já tinha estancado o sangramento. – Não vai ir falar com ele?
Naruto se referia a Neji e Hinata pode vê-lo ao longe abraçando Gaara.
- Depois. – Foi simplória em sua resposta e feito um imã os seus olhos foram puxados para o sorriso viciante do loiro. – Se machucou?
- Nenhum arranhão. – Naruto respondeu com a mente leve. Estava feliz por saber que tudo aquilo havia acabado. – E o que vai fazer amanhã? Amanhã a noite?
Ou a pancada tinha sido muito forte ou Hinata tinha compreendido errado. Por isso ficou olhando para o loiro sem reponde-lo. O que era aquilo?
- Está me chamando para sair? – Foi direta e reta. Seria uma característica ruim dos Hyuugas?
- Digo com todo mundo. – Naruto corrigiu ligeiramente sua fala a perceber que estava deixando o seu interesse translucido. Hinata sorriu fino ao vê-lo massagear a própria nuca.
- Vou estar ocupada. – Respondeu área. – Mas vou fazer um esforço.
- Legal. – Naruto disse começando a se afastar, mas por alguma razão não conseguia dar as costas para a piloto. – Vou ficar contente se conseguir ir.
Hinata abaixou os olhos e logo voltou a fita-lo. Em que momento o Uzumaki havia deixado de ser intragável? Assim que ele se virou permitiu- se sorrir.
Ela também ficaria contente.
*
- Você poderia ter me ligado. – Neji suspirou compreensivo ao ouvi-la. Era obvio que não seria fácil como tinha sido com o Gaara.
- Sabe que não. – Disse retirando o colete pesado do corpo.
- Poderia sim. – Tenten cruzou os braços irredutível. – Sabe como foi difícil pensar que nunca mais o veria? E tem que aceitar e me acostumar com essa ideia descabível.?
Tenten permanecia em seu inquérito que nem mesmo notou a aproximação do franco-atirador, o qual a segurou pelos ombros.
- E como você saiu vivo? Tinha uma máscara com você ou algo do tipo. Poderia ter mandado uma mensagem, uma carta, feito um sinal de fumaça.
A viu secar algumas lagrimas e suspirar fundo.
- Não colocaria você em perigo. – Ouviu o tom ameno quando o abraço finalmente veio. Tenten fechou os olhos. Como era reconfortante estar entre aqueles braços novamente. – Itachi me tirou de lá por um túnel subterrâneo e fiquei desacordado por dias. E em todos esses meses apenas tinha dois desejos. Queria a todo custo finalizar minha missão e poder falar com você.
Os olhos se encontraram e Tenten sabia que era verdade. Gaara estava em ótimas mãos, entretanto Tenten ficaria sozinha. E ele odiava essa ideia.
- Shikamaru já tinha planejado tudo, não é? – O viu menear com a cabeça.
- Me desculpe. – Tenten o viu solicitar e acabou sorrindo. A jovem mulher apenas não estava sabendo processar suas emoções. – Mas ordens são ordens.
- Eu sei. – Finalmente o beijo surgiu sem mesmo se preocuparem com plateia. – E ordeno que não morra mais.
- Vou tentar cumprir pelo máximo de tempo que der. – Arrumou-lhe a franja. – Prometo.
Era bom estar de volta e saber que ela ainda estava ali para ele.
O jogo havia acabado. E missão cumprida e para TenTen, — ela havia ganhado um porto para atracar e uma casa para voltar.
Entre todas as relações, algumas mais próximas e outras nem tanto todos haviam ganhado algo com aquela missão. E o mais importante: poder ter a chance de ficar ao lado de casa integrante daquela equipe.
Eram perfeitos combatentes, mas no final das contas eram somente pessoas tentando voltar para casa.
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