Colégio Interno - Brittana
66 Mãe
Notas iniciais
Custou Brittany um bom tempo até que Santana se acalmasse. A morena mantinha a cabeça deitada no peito de Brittany, recebendo carícias nos cabelos pela loira. Anna brincava com as mãos da irmã, tentando se distrair.
Por um momento, Santana achou que realmente fosse perder a namorada, e aquilo havia sido uma experiência bastante desagradável. Ela tinha medo que se acabasse soltando a cintura de Brittany, ela pudesse ir embora para sempre. Tinha medo de nunca mais vê-la, ou de ser fadada a permanecer sozinha o resto da vida.
- San, — Brittany chamou, deixando a voz o mais suave possível. – Temos que avisar Quinn e Rachel. E eu realmente queria ver Holly.
- Não quero que você vá. – Santana choramingou, apertando ainda mais o abraço. – Sua mãe pode aparecer no corredor e tentar te tirar de mim.
- Ninguém vai aparecer, San. – Brittany sussurrou, beijando os cabelos da namorada. – Eu prometo. Mas, por via das dúvidas, venham comigo.
Santana levantou os olhos, ainda com marcas visíveis do choro, e assentiu. Brittany abriu um sorriso brilhante para ela e beijou seus lábios. Ela tinha uma vontade imensa de aprofundar o beijo, mas lembrou-se que Anna ainda estava ali. Então, separou-se da latina e estendeu a mão para ela.
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- Aquela hija da puta! – Holly gritou, socando a escrivaninha. – Ela não pode fazer isso!
- Holly, por favor… — Olivia tentou, mas sem sucesso.
- POR DÍOS! – A mulher berrou. – Quem ela pensa que é? Ela é a mãe da Brittany? Por favor! Eu criei essa menina!
- Eu sei disso…
- Mas mesmo assim, ela acha que pode simplesmente entrar na minha escola e tentar tirar a minha filha de mim? – A mulher continuava o monólogo. – Eu vou…
- Holly! – Olivia interrompeu, puxando-a para a cama. – Se acalme, por favor! Ninguém vai tirar Brittany de você, eu posso garantir isso.
- Não, não pode. – A mulher murmurou. – Por mais que eu tenha criado Brittany como se fosse minha, Susan é a verdadeira mãe dela. Não há nada que eu possa fazer.
- Pode. – A morena cortou. – Você pode e vai lutar por ela. Brittany é sua, e ninguém pode tirar isso de você.
Holly suspirou e encostou a cabeça no ombro de Olivia. A morena começou a acariciar os fios louros, fazendo-a deitar aos poucos a cabeça no seu colo. Quando Holly aconchegou-se no colo da namorada, alguém começou a bater insistentemente na porta.
- Por díos, se for Susan eu vou matar alguém. – A mulher resmungou, indo em direção à porta.
Seus olhos se iluminaram ao ver a sobrinha parada na porta. Santana estava agarrada em sua cintura, pouco se importando se alguma freira poderia vê-la assim, ou até mesmo seus pais. Ela só precisava manter de alguma forma contato físico com Brittany.
Holly deu passagem para as três e voltou a sentar ao lado de Olivia.
- Eu não conheço você. – ela observou, apontando para a pequena sentada ao lado de Santana.
- Essa é Anna, irmã de Santana. – Brittany apresentou. – Annie, essa é a minha tia, Holly Holiday e Olivia.
Anna ofereceu um sorriso pequeno para as mulheres, que foi retribuído. Brittany abraçou a namorada e beijou seus cabelos, antes de voltar-se para a professora.
- Eu quero que você me explique essa história da minha mãe querer me tirar daqui. – A loira pediu. – Ah, e eu também quero saber desde quando vocês sabem que a Megera está do nosso lado.
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- E então, posso? – Russel Fabray tornou a perguntar.
- Não acho que seja uma boa ideia, Sr. Fabray. – Rachel disse, tentando contornar a situação. – Quinn está em uma situação delicada agora.
- Eu também! – O homem retrucou. – Eu acabei de perder a minha esposa, e estou tentando reatar as coisas com a minha filha. Por favor, pode me dar licença?
- Vá embora! – Quinn gritou. – Eu não quero ver você!
As palavras pareceram machucar o homem. Ele passou a mão na cabeça e deu um suspiro.
- Diga a ela que estarei hospedado no quarto 897, sim? – ele pediu.
Russel se retirou de perto do quarto. Rachel ficou um tanto quanto confusa, mas voltou para dentro e voltou a abraçar a namorada, tentando reconforta-la.
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- E é basicamente isso. – Holly finalizou, acompanhando a expressão de Brittany.
- Então quer dizer que ela sempre esteve do nosso lado? – Santana disse, se pronunciando pela primeira vez em algum tempo. – Isso é estranho.
- Completamente. – Brittany concordou. – Mas eu não entendi por que eles querem me levar de volta para casa.
- Sua mãe desconfia que você tem mantido um relacionamento homossexual com Santana. – A loura explicou. – Eu tentei dizer à ela que isso era uma loucura, mas ela veio com uma conversa sobre uma fonte confiável ter ouvido barulhos meio… suspeitos do quarto de vocês duas. Ah, e alguém viu Brittany com um chupão no pescoço.
As duas coraram violentamente. Santana desviou os olhos da irmã. Aquilo era demais para ela.
- Mas então, — Brittany disse, tentando mudar de assunto. – você acha que devemos confiar nela? Quer dizer, ela sempre me pareceu tão má.
- A Sra. Lewis? – Holly questionou, erguendo uma sobrancelha. – Ah, sim. Por mais que eu odeie dizer isso, a velhota é uma pessoa boa. Vocês podem confiar nela.
- Então… nós vamos fugir? – Santana perguntou.
- É, eu acho que sim. – Olivia confirmou. – Mas e quanto a nós? Todo mundo vai saber que nós acobertamos vocês. É meio óbvio.
- Eu sei, eu pensei nisso. – Brittany respondeu. – Mas e que tal se vocês vierem junto? Quer dizer, não exatamente no mesmo dia, porque ai fica muito na cara. Mas e se vocês forem uma semana depois? Se ficar muito óbvio, um mês.
- Não é uma má ideia. – Holly concordou. – Até porque você não ia conseguir ficar longe de mim.
- Ah, tá certo. – Brittany debochou. – Eu não sou mais criança.
- É sim, e é uma criança que não sabe nem ligar o fogão.
- Tá bom! – Olivia cortou, rindo. – Parem vocês duas. E Santana, vá com a sua namorada avisar Quinn e Rachel. Elas precisam ficar prontas.
Santana sorriu e assentiu, puxando Brittany pela mão. A loura levantou-se, mas antes foi até Holly Holiday e a abraçou, apertando-a com força.
- Obrigada, — a loira sussurrou. – por tudo. Você foi uma ótima mãe para mim.
Um sorriso bobo tomou conta dos lábios da professora ao ouvir as palavras doces de Brittany. Ela retribuiu o abraço e logo a soltou. Ficou parada, observando-a sair do quarto. Brittany era sua filha, somente sua. E nenhuma maluca iria tentar tirá-la dela.
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