Notas iniciais
hoje fechou um mês que eu fiquei sem postar! porém, aqui estou, com um cap novo em folha!

A ideia era simples. Santana e Anna iriam para o quarto arrumar as malas das três, e Brittany iria avisar Quinn e Rachel. Tudo correria perfeitamente, se Brittany não tivesse esbarrado com sua mãe no corredor.

- Brittany! – A mulher exclamou. – Eu estava indo procurar você agora. Nós precisamos conversar.

- Hm, sei. – A loira respondeu. – Desculpa, Susan. Vai ter que ficar para outra hora. Eu preciso ir.

- Susan? – a mulher sibilou. – Eu sou sua mãe.

- É, não parece. – ela provocou.

- Eu exijo que você mostre o mínimo de respeito por mim, Brittany. – a mulher disse, parecendo irritada.

- É, tá certo. – a loura revirou os olhos. – Tchau, Susan.

Antes que Susan tivesse a chance de responder, Brittany saiu correndo em disparada pelo corredor. Sabia muito bem o que a mãe queria, e não daria chance nenhuma de tocar no assunto.

- Mulher louca. – resmungou para si, enquanto atravessava o corredor em direção ao quarto de Quinn e Rachel.

O problema começou ao chegar à porta do quarto. Um pedaço de papel, com símbolos que ela conhecia muito bem, estava pendurado na maçaneta. Era o código criado no clube do coral. Ela agarrou o papel, apreensiva com o que poderia estar escrito ali, mas não encontrou nada de mais. Era apenas um aviso dizendo que estavam com Will, visitando Beth. Brittany pegou uma caneta que carregava consigo e rabiscou uma resposta, mandando que elas a procurassem o mais rápido possível. Satisfeita com o que havia escrito, colocou o papel por debaixo da porta e saiu em direção ao próprio quarto.

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Santana guiava a irmã pelo pulso em direção ao próprio quarto. Andava com passos apressados, querendo ao máximo evitar qualquer possibilidade de encontrar com os seus pais no meio do caminho. Já era desagradável o bastante saber que eles estavam no mesmo prédio que ela, dar de cara com sua mãe no meio do corredor já seria muito azar. Mas, é claro, já que hoje não era o seu dia de sorte, encontrou os dois no meio do caminho.

- Santana, pode me acompanhar um minuto? – Maribel perguntou. Santana podia sentir sua irmã se encolhendo logo atrás dela.

- Na verdade, agora não vai dar. – Ela respondeu tentando passar pela mulher. – Eu preciso ir. Tenho uma aula particular de espanhol para dar agora mesmo. Annie vai me ajudar, não vai?^

Anna assentiu rapidamente, seguindo a irmã. Santana tentou passar novamente, mas a mulher a barrou.

- É sobre sua colega de quarto, — Maribel informou. – Não acha que vocês são um pouco… íntimas de mais?

- Não sei aonde você quer chegar com isso, mãe. – Santana retrucou, fingindo não entender. – Eu estou atrasada, pode me dar licença.

- Então me deixe ser rápida, Santana. – ela interrompeu. – Eu quero saber que tipo de relações você mantém com aquela garota.

Santana riu. Era o melhor que podia fazer para maquiar o medo que sentia.

- Ela tem namorado, se é isso que você quer dizer. – Santana disse rispidamente. – E eu não sou lésbica. Brittany é minha amiga, só isso.

- Nós ouvimos sobre… ruídos estranhos vindos do quarto de vocês. – Jason tomou a palavra.

- É, me poupem da vida sexual de Brittany. – ela disse, fingindo cara de nojo. – O que ela e Puckerman fazem naquele quarto quando eu estou fora é problema deles. Agora, se me dão licença…

Ela não esperou a resposta. Passou por entre o casal, levando a irmã consigo e apressando o passo. As duas praticamente correram para o quarto, e ao chegarem, se depararam com Brittany já separando algumas coisas para a própria mala.

- Vocês demoraram. – ela disse, roubando um beijo rápido de Santana. – Quinn e Rachel não estavam no quarto, mas eu deixei um bilhete por lá. San, pode me ajudar a dobrar isso? Você sabe que eu não tenho quase nenhuma coordenação para esse tipo de coisa.

Santana sorriu, beijando a bochecha da namorada antes de voltar-se para o monte de roupas em cima da cama e começar a dobrar. Brittany guardava tudo na mala, enquanto Anna apenas assistia as duas com uma expressão sonolenta espalhada por seu rosto. Santana assistia a irmã lentamente escorregar o corpo pela cama e deitar a cabeça no travesseiro, abraçando um gato de pelúcia pertencente à Brittany.

- San? – A loira chamou, tirando a namorada do seu mundo particular.

- Oi amor.

- Nós vamos ter filhos? – ela perguntou, um brilho esperançoso nos olhos azuis.

- Vamos. – a morena respondeu, largando as roupas um minuto e voltando-se para Brittany, segurando-a pela cintura. – Quantos você quiser.

- Sério? – Brittany sorriu, a voz soando animada. – Porque eu quero no mínimo dois.

- Então nós vamos ter no mínimo dois filhos. – Santana respondeu. – Nós vamos ser ótimas mães, Britt-Britt.

Brittany inclinou o rosto e colou seus lábios aos de Santana, conduzindo-a em um beijo calmo e carinhoso. Quando quebrou o beijo, Santana deu-se ao luxo de se perder por alguns momentos na imensidão azul que a encarava com ternura e carinho.

- Eu amo você. – Brittany disse, arrancando um sorriso de Santana.

- Eu amo mais.

Elas voltaram a arrumar as malas, com uma breve pausa para discutir qual seria o fim do Lord Tubbington, afinal, Brittany simplesmente não podia deixa-lo para trás. Decidiram, por fim, que ele viria junto de Holly Holiday, para não chamar muita atenção.

- Terminamos. – Santana disse, sentando-se ao lado da namorada, após porem as malas embaixo da cama.

- Terminamos. – Brittany concordou.

- Agora, vem a parte mais difícil. – a morena murmurou. – Precisamos pegar as roupas da Annie.

- Onde elas estão?

- No quarto dos meus pais.

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Havia levado um tempo, mas Quinn finalmente havia se acalmado. Ter Rachel e Beth por perto havia ajudado bastante nisso, e agora ela estava sentada no chão da casa de Will, encostada nas pernas de Rachel e brincando com a filha. Beth era uma criança incrível, como Will havia dito. Ela não chorara nem reclamara em nenhum dos dias que passou com ele. Quinn não conseguia parar de agradece-lo pela ajuda, por mais que ele simplesmente dissesse que havia sido um prazer ficar com a pequena.

Rachel havia descido do sofá e agora acomodava Quinn entre suas pernas, fazendo cafuné nos cabelos da loira. Beth havia se cansado, e agora abraçava seu bichinho de pelúcia com força enquanto recostava a cabeça no colo de Quinn, praticamente adormecida. Elas eram a família perfeita.

- Srta. Fabray, — Will chamou, a voz falha. – E-eu não consegui impedi-lo de entrar.

Russel Fabray estava parado na porta da sala, olhando para as três com uma expressão indecifrável no rosto.

- Podemos conversar agora?

Notas finais
e ai? e mil e uma desculpas pela demora