Colégio Interno - Brittana
28 Enfermaria
Notas iniciais
– Brittany, pelo amor de deus, cale a boca – Holly Holiday suplicou, apertando o travesseiro contra o seu rosto como se estivesse tentando se sufocar.
– Mas pense bem, Srta. H. Ia ser tão legal se nós pudéssemos...
– ARGH! – A professora gemeu – Onde está aquela latina besta?
– Ei! Não fale da minha Santana assim! E ela já deve estar voltando, por quê? – Brittany perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Você fica insuportável quando está com saudades dela.
– Eu sei. Tento o meu melhor, Srta. H. – Brittany disse sorrindo.
– Não entendo como ela consegue te achar a coisa mais adorável do mundo – A professora divagou – E nem como ela te aguenta! Dios mio, Brittany! Você não consegue manter a boca fechada por mais de cinco minutos?
– Não. Eu estou entediada. E para piorar a sua situação, estou com saudades da minha namorada. – Brittany respondeu – Eu não a vejo há três horas, Srta. Holiday!
– Olivia! – Holly chamou, tirando o travesseiro do rosto – Pelo amor de deus, mande-a para o quarto. Eu preciso de repouso absoluto, ela não me deixa descansar!
A enfermeira riu, ajeitando os óculos na ponta do nariz.
– Sinto muito, Srta. Holiday, mas ela tem que ficar – Olivia disse.
– Então me mande para o quarto! – A mulher retrucou, fazendo a enfermeira gargalhar – Sério, mais cinco minutos com ela e eu vou sufoca-la com o meu travesseiro.
– Vai sufocar quem, Srta. Holiday? – Santana perguntou, entrando na enfermaria.
A morena recebeu um sorriso enorme de Brittany e beijou seus lábios. Santana abraçou o pescoço da namorada e acariciou as suas bochechas.
– Graças a deus – A professora murmurou, virando-se para o lado e fechando os olhos. Olivia apenas riu da situação e voltou sua atenção para o seu livro.
Santana voltou a beijar os lábios da namorada. Brittany sorriu e a abraçou, puxando a morena para a cama. Já era noite, e Santana fora autorizada a ficar com Brittany depois da súplica da professora que não queria ficar sozinha com Brittany tagarelando a madrugada inteira em seus ouvidos.
– Eu senti sua falta – Brittany reclamou, puxando Santana para seu peito.
– Eu também, B. – Santana respondeu, acariciando o rosto da loira. – Amanhã eu vou te levar de volta para o quarto, B. Eu vou cuidar de você até você melhorar.
Brittany sorriu e fechou os olhos, abraçando o corpo da namorada. Santana acomodou-se em Brittany e também fechou os olhos, esperando o sono vir. Quando estavam adormecendo, a porta da enfermaria abriu-se, criando um enorme estrondo que fez Santana afastar-se de Brittany. Olivia caminhou até a porta para receber as visitantes e Santana arregalou os olhos ao ver quem era carregada para uma maca. A professora acompanhava com os mesmos olhos preocupados a menina sendo esticada na cama ao lado de Brittany. A menina tinha a pele extremamente pálida e estava desacordada. Seu corpo estava frio, e qualquer um que entrasse na enfermaria diria que não tinha mais vida. Santana aproximou-se da garota que velava a menina na cama e tocou seu ombro.
– Mas que merda aconteceu com ela? – Santana perguntou.
– Eu não sei, — A menina respondeu – nós estávamos conversando, então ela perdeu completamente a cor e desmaiou.
Santana assentiu e afastou as mechas que caiam nos olhos da garota. A sua respiração era completamente descompassada e a morena temeu que ela tivesse uma convulsão ou algo do gênero.
– Mas que porra, Fabray. – Santana resmungou – Só me faltava essa agora.
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Quinn acordou com uma luz forte em seu rosto. Sua cabeça rodava, e assim que ela tentou levantar sentiu-se mal. Rachel, que antes dormia ao seu lado, despertou e aproximou-se da loira.
– Sente-se melhor? – A pequena perguntou, pressionando seus lábios nos da loira por alguns segundos.
– Não sei. – Quinn respondeu – O que exatamente seria o meu pior? Eu não me lembro do que aconteceu.
– Não se lembra do que conversamos? – A morena perguntou, arqueando uma sobrancelha.
– Ah, não. Isso eu lembro perfeitamente bem. – Quinn respondeu, fechando os olhos – Eu só não sei o que aconteceu depois.
– Você desmaiou Quinnie. – Rachel disse calmamente, acariciando os cabelos da loira.
Quinn olhou para o lado e encontrou Santana abraçada ao corpo da namorada dormindo profundamente. Ao seu lado, a professora Holiday dormia com um travesseiro no rosto, escondendo-se do sol.
– E-eu vim para a enfermaria? – Quinn perguntou – Mas o que elas estão fazendo aqui?
– Hm, deixe-me ver, a Srta. Holiday pegou uma gripe horrível e foi “internada”, Brittany está aqui para mantes o tornozelo imobilizado e Santana... Bom, está aqui pelo mesmo motivo que eu.
– Me fazer companhia? – Arriscou a loira.
Rachel riu baixinho e beijou o topo da cabeça da namorada.
– Não. Se bem que ela ficou bem preocupada com você. – Rachel respondeu – Mas o caso dela é fazer companhia para Brittany.
Quinn abriu um sorriso torto e olhou para a amiga. Santana tinha o rosto enterrado no peito de Brittany e as mãos em sua cintura. Brittany tinha os lábios na nuca de Santana e as mãos abraçando seu corpo magro.
– Q, você está bem? – Rachel perguntou.
– Não – A morena respondeu passados alguns segundos – A minha filha está aqui. Eu estou bem por saber que ela está bem, mas tudo o que eu queria era poder tê-la para mim, Rach. Ela é minha, sempre foi e sempre será. Tiraram a minha menininha contra a minha vontade, e eu realmente a quero de volta. Eu não pude escolher, e isso não foi justo. Ela é minha filha.
– Tem certeza que a quer de volta? – Rachel perguntou.
– O quê? – Quinn respondeu – Óbvio que sim. Ela é minha.
– Então vamos trazê-la de volta para você, meu amor.
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O jantar começou tranquilo. Santana e Quinn comiam olhando ansiosamente para a porta, esperando a chegada da diretora. Brittany tinha um dos pés erguidos, e era constantemente monitorada por Santana. A morena praticamente agia como sua babá, fazendo tudo o que Brittany precisava e cuidando para que nada de ruim lhe acontecesse.
Sem pensar muito onde estavam, Brittany beijou o canto da boca de Santana rapidamente. Santana sentiu os músculos tensos. Olhou ao redor, mas ninguém pareceu ter percebido o ato de Brittany. Suspirou aliviada e discretamente pousou sua mão na da loira. Inclinou-se para mais perto do ouvido de Brittany e apertou seu joelho.
– Eu amo você, Britt-Britt. – Santana sussurrou, beijando de leve a bochecha da loira.
Brittany estava prestes a responder quando uma criatura com a pele completamente preta irrompeu o refeitório. Quinn mordeu os lábios com força para prender a sonora gargalhada que quase escapara de sua garganta. Santana desviou os olhos escuros da diretora e tentou desesperadamente não rir.
– O que disseram para ela? – Santana perguntou.
– Algum pecado mortal ou coisa assim. Deus, eu amo nitrato de prata. – Quinn respondeu, soltando uma risadinha e voltando para a sua janta.
Santana sorriu e voltou-se a sua janta. Brittany tinha os olhos fixos nela, com um sorriso torto nos lábios.
– Ei San. – a loira chamou.
– O que foi, Britt? – Santana perguntou, com uma ruga de preocupação formando-se em sua testa.
– Eu também amo você.
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