Notas iniciais
Demorou, mas saiu! Antes, eu quero agradecer muito todos os comentários que tenho recebido, eu demoro a responder, mas eu vou, okay? Espero que gostem e boa leitura! ;)

— Bom dia, Gerard!

— Bom dia, Arthur!

— Pronto para a escola?

— Sim.

Gerard pegou o braço de Arthur e começou a andar com ele em direção à escola. Nosso Batman sempre ia de ônibus para a escola, mas como agora tinha companhia, eles preferiram ir caminhando mesmo.

— Dormiu bem?

— Sim... E você?

— Como uma pedra!

— E pedra dorme?

— Idiota!

Os dois riram e foram o resto do caminho cantarolando Colors. Ao chegar à escola, Gerard viu Ryan com os braços cruzados encarando eles dois.

— Parece que tem alguém irritado...— avisou.

— Quem?

— Ryan está nos encarando com os braços cruzados e não parece muito feliz...

— Eu cuido disso, não se preocupe. Ele é ciumento, só isso. — os dois pararam de repente – Bom dia, Ryan!

— Por onde o senhor andou?

— Por lugar nenhum, estou aqui na sua frente, não está vendo? Porque eu não estou... — Arthur começou a rir, porém sozinho – Ah, Ryan não fique com ciúmes, apenas decidi vir com o Gerard hoje, nós somos vizinhos, então não vi motivo para ir de ônibus já que a escola é próxima.

— Eu fiquei preocupado, não com ciúmes! Eu não sou seu namorado.

Nesse instante, Gerard que ainda segurava o braço do amigo, o apertou indicando algum receio de ouvir algo preconceituoso vindo de Ryan.

— Só porque arrumou uma namorada agora está me dispensando? Você disse que continuaria comigo mesmo estando com ela...

— Art, Bia está aqui...

— Eu sei. Ela sabe que é brincadeira, certo Bia?

— Claro, Arthur! Bom dia!

— Tem a minha aprovação nesse namoro, viu Ryan? Ela é bem humorada. Mas ainda tenho pena de você com um namorado desses... Tem certeza que não merece alguém melhor?

— Arthur, eu vou te bater se não parar de falar!

— Você bateria em um pobre ceguinho?

— Bateria.

— Insensível...

Todos riram e adentraram o colégio para suas aulas que se passaram lentamente na opinião dos quatro.

[…]

Na hora da saída, todos se despediram e mais uma vez, Gerard levou Arthur para casa. Mesmo que Ryan tenha insistido tanto em levá-lo dessa vez.

— Você não acha que o Ryan vai ficar chateado com a nossa aproximação?

— Ryan é ciumento, mas eu tenho certeza de que ele entende e não vai ficar chateado. Eu o conheço faz um bom tempo, sei que ele não é assim, não se preocupe.

— Tudo bem… — Gerard sorriu em silêncio — Ah, eu queria agradecer pela hospitalidade ontem da sua mãe e sua, foi muito legal!

— Se quiser, pode ir lá para casa de novo, não precisa estar chovendo.

— Não vou abusar da boa vontade da sua mãe, Art… Deixe para outro dia.

— Não tem problema, Gerard! Ryan ia todo santo dia lá para casa e passava a tarde comigo, minha mãe gosta que eu traga amigos.

— Eu não sei…

— Já vi que você é teimoso! Não vou repetir, você tem até a minha casa para mudar de ideia.

E assim, o resto do caminho foi um silêncio e quando chegaram a casa de Arthur, Gerard viu Fabiana já esperando por eles na porta com um sorriso acolhedor.

— Aqui está ele, Tia Fabi. Até…

— Gerard, querido, não quer ficar para almoçar outra vez?

— Eu não sei, Tia… Minha mãe…

— Gerard… — O menino se calou quando ouviu Arthur o chamar com um tom autoritário.

— Tudo bem, acho que ela não vai se importar…

— Ótimo, você pode pegar o telefone daqui de casa e ligar, se quiser!— Fabiana abriu passagem para os dois meninos entrarem em casa — Vão lavar as mãos, o almoço já está na mesa.

Os dois obedeceram e depois se sentaram a mesa. Devidamente alimentados, Arthur conseguiu arrastar Gerard para seu quarto com a desculpa de ouvirem mais alguns CDs de outras bandas que ele também gostava enquanto lhe dava mais algumas "aulas" de braile.

Depois de uma hora, os dois estavam deitados no chão do quarto. Arthur tinha os olhos fechados, enquanto Gerard encarava o teto.

— Gerard, eu posso te pedir uma coisa?

— Claro.

— Me deixa tocar seu rosto? Assim eu posso tentar imaginar seu rosto na minha cabeça.

— Tudo bem…

Os dois se sentaram e Gerard ficou de frente para o amigo pegando suas duas mãos e pousando seu próprio rosto.

Com os toques sutis de Arthur em seu rosto, ele fechou seus olhos apenas aproveitando a sensação estranhamente boa que estava lhe proporcionando.

Arthur, enquanto tateava com cuidado cada parte do rosto do amigo, o encarava "vendo" a aura dele brilhar ainda mais. Tinha se esquecido como era linda a aura de Gerard. Ele ficou tão encantado que não se aguentou e teve que elogiar, mesmo que deixasse Gerard confuso.

— Sua aura é a coisa mais linda que eu já vi em toda minha vida…

— Como?

— Eu posso te contar um segredo? — Arthur disse recolhendo suas mãos para si.

Ele podia mentir dizendo que disse errado, mas algo em Gerard o fazia querer contar sobre o seu dom. Não que seus pais e Ryan não fossem confiáveis para saber também, mas era algo que Arthur nunca quis dividir com ninguém, talvez Gerard fosse o primeiro e mais tarde ele contasse para os outros.

— Claro! Já lhe contei o meu e como você guardou, guardarei o seu também!

— Ótimo! — Arthur sorriu — Bem, é difícil de explicar, mas eu enxergo a aura das pessoas… Basicamente é isso.

— Mas… Como exatamente?

— Cada pessoa tem algo em si como se fosse uma luz que o envolve. Eu chamo isso de aura porque foi o significado mais próximo que eu encontrei…

— É por isso que você sabe quando chega alguém?

— Sim, eu identifico as pessoas pela aura. Alguns tem uma aura negra ou escura, outros com uma cor que eu julgo neutra, há pessoas cuja a aura é dividida e há outras que tem a aura colorida e brilhante, como a sua.

— E isso quer dizer algo?

— De acordo com a internet, a aura define uma pessoa. E como a sua é colorida e brilhante, quer dizer que você é uma excelente pessoa, de boa índole e tem algo verdadeiramente incrível consigo.

— Isso é incrível!— Gerard disse com os olhos quase brilhando - E… Obrigado pelo elogio.

— Apenas fui sincero. Aliás, seu rosto também é muito bonito. — Gerard ouviu aquilo e sorriu envergonhado — Te fiz sorrir…

— Como…?

— Eu ouvi…

— Você realmente tem uma audição ótima! Saiba que você também é muito bonito, viu? Não vou ficar envergonhado sozinho.

Os dois riram e depois veio o silêncio, algo que estava confortável. Gerard ficou admirando Arthur que permaneceu de frente para o amigo como se soubesse que estava sendo encarado.

— Ger? Ainda está aí? — Ele perguntou apenas para puxar assunto, conseguia ouvir a respiração do outro.

— E-estou…

— Posso tocar seu rosto outra vez?

— Claro…

Gerard pegou as duas mãos do Arthur outra vez e como antes, colocou-as em seu rosto. Ele aproveitou que estava com os olhos fechados, e pôs suas mãos também no rosto de Arthur que sorriu.

— Resolvi entrar na brincadeira, só que eu já sei como é seu rosto, então não tem muita graça.

— Mas o carinho está bom…

Arthur segurou as mãos de Gerard, o guiou pelo seu próprio rosto e suspirou ainda aproveitando o carinho.

Gerard começou a se aproximar de Arthur, quase hipnotizado pelos lábios dele que de repente se tornaram tão atraentes. Porém, a mãe do Arthur bateu na porta.

— Posso entrar, filho?

— P-pode, mãe…

— Só queria perguntar se vocês queriam um suco com alguns biscoitos, já estão um bom tempo aqui, se quiserem, posso trazer o lanche aqui…

— Não precisa, Tia Fabi… Eu vou indo para casa, já está tarde.

— Mas…

— Obrigado, Arthur e Tia Fabi… Outra vez.

Gerard saiu rapidamente da casa do amigo e com passos largos, chegou em sua casa no final da rua. Lá, ele largou a mochila de lado em qualquer lugar, já que morava sozinho, não teria ninguém para cobra-lo pela bagunça.

Se jogou no sofá e ficou encarando o teto pensando no que quase havia acontecido minutos atrás. Ele estava começando a confundir as coisas, Arthur era a pessoa mais encantadora que ele já conheceu e talvez por isso, estava confuso sobre seus sentimentos. Nunca havia se apaixonado verdadeiramente por alguém, por isso não sabia se aquilo era realmente paixão que estava sentindo.

— Eu não posso estragar tudo. Droga.

Notas finais
Qualquer pedido, só falar! Beijos e até o próximo! ❤