Coletânea de Fics: Desafio de OCs.

1 Colegial: Alma de Ichabod Crane


Notas iniciais
Com o final de outubro chegando, a escola de Hans resolve fazer uma comemoração para o Halloween. Algo que era para ser tranquilo, se não fosse o ódio irracional que ele sentia pelo aluno de Intercâmbio, Christopher "Chris" Engels.Mas ele não imaginava que esse ódio tinha um motivo... (Hans/Lessur)

Um garoto de cabelo azul pintado e olhar heterocromático brilhante, mas dissimulado ao ambiente que se encontrava, todo dia se sentava em sua carteira – a quarta da terceira fileira – e por lá ficara, à mercê do que seus professores planejariam para cada dia enquanto estivesse no ensino médio. Seu nome era Hansel Münch, mas todos preferiam o simples apelido de Hans. Sua mansidão e simplicidade no modo de viver era sua marca registrada. E era difícil algo o incomodar.

Ao seu lado esquerdo, se sentava seu melhor amigo, Lucio. Enquanto Hans era uma pessoa atípica de se conhecer, Lucio era alguém aplicado. Ruivo, de olhos castanhos e uma cicatriz que ia do olho direito até a testa. Isso porque o treinamento militar desde a infância já era algo tradicional na sua família, e infelizmente um dos treinos não acabou tão bem. Aparenta ser alguém bruto, mas na verdade é bem cuidadoso com o que ama.

Ambos conversavam naquela sala de aula com tons terrosos na parede (Mas muito bem conservada) até que o sinal tocou. A pontualidade era algo que o colégio prezava e muito, então poucos segundos depois o professor de Filosofia – Um senhor de meia idade – chegou no local. Mas desta vez, junto à ele, um aluno relativamente alto, cabelos cacheados louros até o ombro, e olhos cinzas expressivos. Mesmo que desse para deduzir que era um aluno novo, o professor fez questão de uma apresentação formal.


― Atenção alunos, hoje a sala receberá um novo membro. Este é Christopher Engels. Ele é aluno de intercâmbio, vindo diretamente da Áustria. Espero que o recebam bem pois ele lidará durante esses meses com uma cultura nova, e nem sempre isso é um processo simples. ― O Professor voltou sua atenção para Christopher. ― Quer trocar algumas palavras com seus novos colegas?

― Não acho que seja preciso. ― Afirmou calmamente, com a voz carregada de sotaque. ― Mas peço que me chamem de Chris. ― Deu um sorriso dócil, que sem querer aumentou a simpatia que a turma sentiu por ele... Quer dizer, todos menos Hans, que àquela altura expressava inconscientemente repulsa ao novo aluno. O Professor indicou o lugar de Chris, e assim que ele se sentou, deu-se início às aulas.

Lucio notara a aversão do seu amigo pelo novato, o que o deixou ligeiramente preocupado porque Hans costuma ser muito receptivo – Até mais que o resto da turma – Por que não dessa vez? De qualquer forma, não era momento de devaneio. Com o fim de outubro chegando, o colégio decidiu fazer uma festa de Halloween para promover a interação entre as turmas. E hoje após o intervalo seria decidido as funções de cada uma.

Como esperado, houve a divisão, com o critério de sorteio. A Sala 3-C (de Hans) ficou com a parte estética do projeto que todo o terceiro ano trabalhará: Uma “Mansão mal-assombrada”; Embora esteja mais para “Andar mal assombrado”. O que foi uma sorte, pois a sala era considerava uma das mais criativas.

Mas havia um pequeno problema: Quem organizava quem faria o que dentro do que a sala foi escalada era o professor. E ele teve a ideia de colocar Hans, Lucio e Chris e outros quatro alunos como atores da mansão. Isto significava que os dois se veriam mais, especialmente para ver quais papéis eles pegariam. E isso era algo que Lucio realmente não saberia como lidar, mas esperava que essa inimizade não chegasse ao ponto da agressão. Seria muito difícil, mas não impossível.

O Sinal de saída bateu, então Lucio e Hans se despediram.

...

Hans chegou em casa, jogando a mochila no sofá e sentando no outro lado dele, ligando a televisão pelo controle. “Só uma distração antes de fazer os serviços, não vai fazer mal a ninguém” pensou, rindo. Poucos minutos depois ouviu uma voz feminina, infantil e tímida, a qual conhecia bem. Se virou – sorrindo – para poder conversar com a dona da voz.

― Olá Angel, olá Joshua.

Joshua e Angel não eram seres humanos comuns. Ambos eram entidades – Usando o termo correto, energias – de uma doutrina pouco comentada, mas bem difundida. A “Millenium” se baseia na ideia de que o ser humano influencia e é influenciado por meio de energias (Popularmente conhecido como emoções ou status psíquicos – Inveja, Amargura, Amor, Esperança etc.). Dentro desta doutrina, fala-se que aqueles que possuem alta afinidade com uma energia em específico, além de serem muito sensitivos no geral, é um “contratante” dela.

Hans era um contratante do Desejo – Representado justamente por Joshua. Sua forma de um brinquedo era meramente um modo de recuperar sua vitalidade e acompanhar Angel, pois ele também tinha forma humana.

― Olá Hans... – Respondeu Angel de volta.

― Você parece muito negativo. O que houve na escola? – Continuou Joshua.

― É que apareceu um novato na sala, vindo do exterior. Ele parece ser gente boa... Mas não consigo gostar dele. Ele tem uma aura que me deixa extremamente irritado, mesmo que pareça ser de boa índole. – Hans trocou de canal em busca de mais entretenimento. Enquanto isso, Angel e Joshua pensavam em como resolver esse problema. Só após uma longa pausa, tomaram uma decisão.

― Eu vou deixar o Joshua com você, para ajudar a investigar quem é esse garoto novo. – Angel sorriu, mesmo que levemente – Mas... Mesmo que pouca gente nos enxergue... Toma cuidado com ele, tudo bem? – Ela colocou então o gato no colo de Hans, desaparecendo logo em seguida. – Boa Sorte!

O Dia foi passando, mas como se pressentisse que ia precisar de ajuda externa, logo contatou um amigo de redes sociais, especializado em hackeamento. Lessur – Como era conhecido – nutria uma pequena simpatia por Hans, justamente pelo caráter forte e por sua doutrina pouco conhecida. Era uma relação mútua, ora um era usado, ora era o outro. Desta vez, era algo simples demais para um Hacker: Procurar no passado de Chris algo que justificasse a desconfiança de Hans.

O Segundo dia de aula com aquele novo elemento chegou, e com ele a missão de ter que lidar com essa raiva – Ao menos nos momentos de ensaio. Joshua decidiu que estava suficientemente forte para manter sua forma humana durante esse tempo (Uma vez que sua forma de pelúcia era extremamente dependente de Angel) para analisar o caso a fundo e ajudar quando preciso.

Joshua, quando humano, era bem alto e corpulento. Cabelos naturalmente cinzentos e longo, com parte da franja escondendo o lado esquerdo do rosto, e o outro lado jogado para trás. Sua roupa era formal um terno mais estilizado, porém cinza – Tal como seus olhos. A única coisa que escapava dessa cor era sua pele bronzeada. Sua personalidade era extremamente fechada, mas se tornava completamente protetora quando se falava de Angel. Pois ela o salvou quando ele mais precisava, e ele é muito grato por isso.

Hans se sentou em sua cadeira, virando sua cabeça para a direção onde Chris sentava. E inesperadamente, estava cheio de alunos questionando como era a Áustria e seus costumes. Ele as respondia com uma tranquilidade ímpar, o que fez-lhe ranger os dentes de desgosto. Antes que essa situação piorasse, Lucio chamou-lhe a atenção, fazendo-o se concentrar na conversa. A Professora de Inglês chegou, avisando os horários para o preparo da mansão. Os atores deveriam estar juntos dos cenaristas para assim entender como ambiente construído funcionava e como aproveitar-se disso. Seria algo que tomaria uma tarde inteira, mas o que podiam fazer? Hans não queria mostrar sua aversão a ninguém, então teria que engolir suas tardes com Chris.

Assim, a aula começou.

1ª Tarde. – 20 de Outubro.

Os atores se encontraram com os cenaristas e os poucos alunos responsáveis pelos efeitos especiais. Com 7 atores, poder-se-ia fazer de sete a quatro cenários. Como havia apenas duas semanas para isso, optaram por três. Cada uma com dois atores e uma em especial com três. Nesse meio tempo de decisão, Hans trocava mensagens com Lessur, que por algum meio já entendia toda a situação, mas não avançara muito em sua pesquisa.

E como se o destino quisesse zombar de sua cara – Ou alguém mais notou o quanto ele se alterava perto do novo aluno, e quisera brincar com isso – Decidiram que um dos cenários seria a famosa ponte d’A lenda do Cavaleiro sem Cabeça. Chris fora designado para o Cavaleiro e Hans como Ichabod Crane. Joshua também notou a “estranha” coincidência, e aconselhou que fosse tomar um pouco de ar antes que explodisse – A aura negativa dele estava algo muito forte, tão ao ponto de ser notado para quem não o conhecia. E assim ele fez.

Os 5 minutos de pausa que deu a si mesmo eram suficientes para colocar a cabeça no lugar. Não entendia esse ódio irracional. Queria ser como todos os outros alunos e gostar dele, mas não dava. Joshua entendendo este lado penoso em Hans, se dispôs a falar.



― É realmente estanho essas reações. Você não costuma ser assim.

― Legal, agora me diz algo que não sei.

― Tudo bem. Você soube que este mês houve uma Lua Vermelha, não?

― Sim, sei. – Hans suspirou – E o que tem?

― É natural uma instabilidade energética nos contratantes, pendendo para o negativo. Talvez seja por isso. Acho que quando passar esse mês, tudo ficará bem. – Ele iria ser interrompido, então tornou a falar mais alto e mais sério – Mas cuidado. Se permanecer nesse estado constantemente, há a possibilidade do ódio te fazer algo que se arrependerá para sempre.

― ... Certo.

Mal terminara a “conversa” e ele vira um garoto provavelmente do primeiro ano pelo uniforme, moreno e de cabelos cinzas o observando. Assim que seus olhares se encontraram, o menor tornou a sorrir e pegou seu celular, parecendo digitar uma mensagem. Mensagem esta que Hans recebeu, mas sob o endereço de Lessur. Não podia acreditar, mas aquele jovem poderia ser o seu amigo de internet, todo sigiloso com sua identidade? Só então parou para ler a mensagem inteira.

“Não se espante. Sim, sou eu. Estou apenas investigando os arredores. E antes que pergunte, não, o uniforme é apenas um disfarce. Tenha um bom ensaio, seus colegas já estão preocupados com sua demora. Não conte a ninguém sobre mim”.

Vendo que realmente ficou mais tempo que o previsto, ele agradeceu o lembrete e retornou ao ensaio.

3ª Tarde – 22 de Outubro.

O Contato visual que ambos deveriam ter na hora de encarnar seus personagens, era algo que o matava por dentro. Aqueles olhos além de expressivos, para ele carregavam certa malícia. Eram como navalhas que lhe cortavam cada pedaço são de si, provocando-o a explodir, a tornar seu desejo de – Alguma forma – sumir com aquela presença. Mas até o momento, o lembrete de Joshua ainda ecoava em sua mente, o que continha suas ações.

6ª Tarde – 25 de Outubro.

O Domingo chegou, e junto com ele uma dúvida crescente: Quem afinal era Christopher Engels? Lessur fez uma varredura até mesmo nos mais bizarros locais da Web e da Deepweb, e nada fora encontrado. É algo no mínimo inquietante, visto a popularidade dele, ao menos uma foto sua com alguém deveria ter sido postada em alguma rede social. Hans estava de fato vendo o loiro não como um aluno, mais um inimigo dos grandes, que está afetando seu psicológico, querendo o levar para algum lugar. “Mas que lugar?” Era o que questionava. Mas o aviso de Joshua ainda o fazia recuar.

10ª Tarde – 29 de Outubro.

A pressão era demais. As questões e impulsos eram demais. Tudo era demasiadamente irritante. Tão irritante que ele explodiu no meio do ensaio. Ichabod foge do Cavaleiro, não parte para cima e dá uma surra nele. Chris nada fez para se defender – Na mente de Hans, já sabendo que ele seria acudido pelos outros. – Mas valeria a pena cada soco que dera na cara daquele silencioso sádico. E assim ocorreu. Logo o separaram, mas ele não imaginava que Lucio também ficaria do lado do outro. Seu melhor amigo o olhou decepcionado. Seu melhor amigo falou na frente de todo mundo que não o reconhecia mais. Seu melhor amigo levou seu inimigo para a enfermaria. Hans teve sorte de ainda ser mantido como ator, mas sua participação no ensaio do dia seguinte (30 de outubro) fora recebida friamente pelos outros.

Ele não aguentava mais. Dane-se o aviso de Joshua, dane-se Lucio, dane-se sua antiga reputação. Estava agora com um ódio irracional, quase animalesco daquele maldito. Mesmo que Joshua falasse diversas vezes das consequências do que sua mente planejava, ele não escutava mais. Hans era movido por apenas um desejo: Eliminar Christopher. Ele questionou mais umas ou outras coisas para Lessur, mas não houve retorno algum. Sendo assim antes de sair de casa, ele pegou uma faca, decidido.

Hoje, Ichabod não mais fugiria do Cavaleiro sem Cabeça. Hoje – especialmente – Ele faria a “lenda” ser engolida em seu próprio mistério.

Ele vestiu sua roupa, já devidamente provada, e se pôs na posição que deveria ficar e retornar a cada vez que a apresentação terminasse. Sua expressão simples deu uma exceção para o dia de hoje, deixando-a uma séria e fria no lugar. Embora mudasse constantemente para o bem do personagem, a maioria de suas ações carregavam um semblante sombrio.

Por ser de noite, decidiu que seria melhor fazer seu plano quase no encerramento das atividades. Assim, com poucos alunos e com pouca chance de irem visitar a mansão e mais ainda visitar a parte que ele estava, era seguro para um homicídio.

Quando declarou aberta a mansão, era divertido em parte assustar as pessoas esbarrando, correndo e com uma expressão desesperada. Sabe-se lá como, mas até cavalo e uma espada afiada arranjaram para Chris poder correr atrás de Ichabod e o visitante, com o rosto coberto por uma abóbora oca. Numa dessas correrias – Desta vez com Lessur – O Jovem o lembrou de um fato que aparentava não ter relevância, mas acharia útil para alimentar as desconfianças e “brincar” com a mente do amigo: Lessur notou uma cicatriz no pescoço dele. Infelizmente, sua tentativa de aumentar a paranoia fora em vão pois ele não ligou os fatos. Todavia, apenas nessa parte sua noite fora divertida. Ele ainda tinha a missão que impusera para cumprir.

Quando a última pessoa se afastou do Andar, Hans pôde sentir o guincho de metais se chocando, e para sua surpresa ao se virar para averiguar a fonte do barulho, Joshua lhe protegeu de ter sua cabeça cortada repelindo a espada de Chris com sua adaga. Suou frio. Então quer dizer... Que ele também estava marcado para morrer hoje?! Apenas ficou paralisado, vendo o desenrolar dos dois.

Chris bufou – Não esperava este tipo de contratempo. Então tornou a recuar com o cavalo e questionou aquela intromissão. Algo que Joshua também tinha em mente.


― Então o guri tem um escudeiro – Sorriu sadicamente – Um escudeiro não humano.

― Eu devia ter ligado os fatos. Mas só cheguei a você quando falaram da cicatriz.

― Ah sim, agora pode sair da frente? Você interrompeu meu momento de vitória. – Chris tentou dar outro golpe, novamente repelido.

― Apenas se você explicar todas as suas intenções. Se você realmente quer ser visto como um vencedor nobre, deve-se apresentar para o adversária. Sumirei, porque esta luta não é minha – O Sorriso de Chris se fechou, com as sobrancelhas arqueadas.

― ‘Tá, ‘tá. Vai logo. – Joshua desapareceu, fazendo o sorriso de Chris retornar.

Encarava Hans como se fosse uma presa fácil. Também, estava em vantagem. Havia um cavalo, e uma espada bem afiada. Não teria como perder para alguém que se bobear nem arma carrega consigo. Riu, começando a apresentação.

― Talvez você desconfie, mas tudo bem. Eu sou o verdadeiro cavaleiro sem cabeça. Um condenado a vagar eternamente pela Terra atrás de minha própria cabeça. Mas já que me conformei com o fato de que jamais encontrarei a minha cabeça. Portanto, diz um trato, e a cada Lua de Sangue posso pegar uma cabeça qualquer e torna-la minha. Adivinha? Eu estou afim da sua. – Hans tremeu enquanto Chris ria sadicamente. Então de fato havia algo por trás de suas desconfianças. Tivera muita sorte em ter essas paranoias, caso contrário teria o destino hipotético de seu personagem. – É irônico estarmos interpretando uma situação real. Pois bem, quais são suas últimas palavras? Antes que elas se tornem minhas, claro.

― Chris... Ou melhor dizendo... Cavaleiro sem cabeça... Eu não farei como Ichabod. Não serei dominado pelo medo, muito menos fugirei. Venha! – Hans tirou a faca de um dos bolsos, sério e corajoso. – Eu te eliminarei!

Ao sinal de desafio, ambos começaram seus ataques. O Plano de Hans era simples: Encontrar um meio de tira-lo do cavalo, e pegar sua espada. Enquanto isso, desviava de cada golpe, mesmo que derrubasse parte do cenário. Infelizmente, a área que eles estavam era pequena, então ele forçou uma saída para fora.

O Cavaleiro não tinha pena em quebrar os objetos também. Apenas queira ceifar e obter sua cabeça nova. Quando era impossibilitado para o cavalo agir, ele arranjava uma forma brusca para continuar a persegui-lo montado.

A correria seguiu até o ginásio – Uma área aberta para os dois. De lá, Hans fazia o que podia para ora ou outra desviar. Mas acabava levando muitos cortes especialmente no braço, quando o desvio passava de raspão. Isso o deixava cada vez mais cansado e ferido.

Ofegante, não queria mais ficar na defensiva, correndo o risco do cavaleiro obter a brecha perfeita para cortar sua cabeça. Então teve a drástica ideia de – para desorientar o cavalo – cravar a faca na coxa traseira do animal. Funcionou mais do que o esperado. Em um relincho, o cavalo empinou por instinto o que fez Chris cair. Sem poder pensar muito no que fazer, se colocou por cima do inimigo caído e cravou a faca em seu coração – Em troca de ter levado um corte profundo no peito.

Gemendo de dor, ao menos pôde ver Christopher tendo sua existência apagada para sempre. – Isto é, se seu nome realmente era esse. Estava tão cansado que não queria sair de lá por um bom tempo, o que foi sensato pois Lessur preparara alguns utensílios médicos para cuidar dele. E mesmo com o cheiro de sangue forte; E do abdômen até o ombro enfaixados, sorriu: Havia cumprido sua missão.

...

O Dia primeiro de Setembro trouxe de volta o bom humor de Hans, que conversara sobre como foi legal o evento de Halloween com Lucio – Mesmo que o amigo não lembrasse de certas partes, o que incitava piadas sobre idade e esquecimento. O Sinal bateu e logo o professor de Geografia entrou, fazendo a chamada dos alunos. Hans estranhou o nome de Chris não ser citado em momento algum, então levantou a mão para perguntar ao professor.

― Sim Hansel?

― Professor... Sobre Christopher-

― Christopher? Quem seria?

― Ele é novato... Ainda não deve estar em sua pauta e-

― Hans. – Levantou Lucio, para corrigi-lo – Nunca tivemos um aluno chamado Christopher. – Ele virou a atenção para o professor – Perdoe o Hansel. Ele parece com sono hoje. Estava me falando como foi divertido a parte do Cavaleiro sem cabeça, como se eu não tivesse feito o Cavaleiro. – Lucio deu um riso nervoso, instigando Hans a se sentar. E assim foi feito.

Ele não precisou questionar sobre a existência de Chris. Estava acostumado com isso. Era o fardo de um millenista carregar segredos e eventos que nenhum humano normal poderia enxergar. Soltou um riso, voltando a focar na aula.

Notas finais
Entãoooo, eu disse que era algo muito retardado, não me bata DDD: Tipo, eu sei que usei muitos chars e pans mas Lucio, Angel e Joshua vão aparecer mais devido ao contexto do Hans.E desculpe não ter usado muito o Lessur ;3; Muito menos ter feito um tema colegial decente. Eu prometo melhorar no próximo tema!! >_