Sou um saco de ossos, sangue e dor

Um infinito aprisionado,

Um grito silenciado.

Leve-me para casa, não estou bem

Vejo ao meu lado um inexistente alguém

Que me faz feliz

Mas com a realidade, não condiz.

Preste atenção

Mantenha-se atento

Cuidado com ele.

Cruel, o vento.

Não posso vê-lo

Não posso toca-lo

Mas sua voz não para de me dizer:

Corra, corra! Eles vão alcançar você.

Os ossos tornam-se porosos

O sangue esquenta e borbulha

A dor aos poucos se esvai.

Ele sorri e se vai.

Coloco um casaco,

Piso em um caco.

Leve-me para casa

Não é só meu pé que está machucado.