Notas iniciais
Noite! Vocês estão me fazendo ir mal em química, quase esqueci o meu trabalho. Boa leitura:)

Quinn caminhava junto de Santana e mais algumas de suas amigas do coral que conseguiram convencer a participar de mais uma de suas ideias para irritar a diretora. A ideia era simples: entrariam no quarto da Megera e aprontariam algumas poucas e boas. Sugar e Tina vigiariam o corredor enquanto Santana e Quinn fariam a sua mágica.

As meninas conseguiram invadir o quarto sem muitas dificuldades. Holly conseguira uma cópia da chave para elas, o que facilitara a entrada. Pegaram uma lata de lixo e deixaram na porta entreaberta. Depois pegaram manteiga e começaram a esfregar deliberadamente no chão, até se darem por satisfeitas. Santana entrou no banheiro da mulher e colocou uma porção de nitrato de prata em todos os hidratantes da freira. Feito isso, saíram rapidamente do quarto, deixando a chave na fechadura para evitar outras tentações.

As meninas do clube do coral se amontoaram em um espaço escuro o suficiente para escondê-las. Santana encontrou os olhos azuis de Brittany e caminhou até ela com um sorriso, entrelaçando os mindinhos. Quinn sorriu para Rachel e se aproximou da pequena, pousando a mão em seu joelho.

- Q, precisamos conversar – Rachel falou em um tom baixo e sério.

- Hm, pode ser depois? – a loira retrucou – Eu realmente quero ver isso.

- Pode. Mas eu preciso saber de uma coisa: por que você veio para o internato? – Rachel perguntou.

A cabeça de Quinn girou. As imagens do seu conturbado oitavo ano voltaram para a sua mente, fazendo a garota ficar nervosa. Mas não nervosa o suficiente para não achar graça quando a megera abriu a porta e uma lata de lixo caiu sobre sua cabeça, depositando todo o conteúdo na roupa da freira. A mulher entrou no quarto e escorregou no chão emplastado com manteiga, estatelando-se. Aquele foi o sinal que as meninas esperaram para dispararem do corredor, seguindo para o clube do coral.

- Quinn, podemos conversar agora? – Rachel perguntou segurando a loira no corredor.

- Aqui? Você não quer ir ver a Srta. H antes e...

- Não! É importante, Quinnie. Por favor. É sobre a minha mãe. – A pequena pediu.

Quinn suspirou e acariciou a bochecha da pequena, ignorando o fato de algum professor ou freira poder aparecer a qualquer momento e pegá-las no flagra. Aproximou-se dos lábios da garota e depositou um selinho demorado em seus lábios.

- Tudo bem. – Cedeu por fim. – Aonde vamos?

- Quarto. É sério, Quinn. – A morena disse, puxando a loira pela mão escada a cima.

Quinn e Rachel entraram no quarto em silêncio. Assim que a porta se fechou, Quinn girou o corpo e segurou Rachel pela cintura, colando seus lábios com os dela. Rapidamente pediu passagem com a língua, que foi cedida pela morena. Esse era o ritual das duas. Sempre que voltavam para o quarto, faziam exatamente a mesma coisa.

Quinn encerrou o beijo e encostou a testa na de Rachel, com um sorriso bobo no rosto. A pequena tomou suas mãos e a puxou em direção à cama, sentando-se de frente para ela.

- Quinnie, eu preciso saber. Por que você veio para um internato? – Rachel perguntou, com algo visivelmente a incomodando.

Quinn soltou um suspiro alto e permitiu sua mente retroceder às suas lembranças.

- Eu tinha catorze anos. Eu vivia naquela onda de festa pra lá, festa pra cá. Um dia, sei lá. Eu fiquei com um desses meninos e a gente transou – A loira explicou com naturalidade. – E então, alguns dias depois, eu descobri que estava grávida. Foi horrível. A criança nasceu e eu mal a vi. Meus pais já a deram para uma mulher, eu não me lembro direito quem. Eu estava completamente dopada por aqueles remédios. Eu mal segurei ela no colo e já a levaram de mim, Rach. Acho que foi a pior coisa que já me aconteceu. Dias depois, eles me mandaram para cá. E aqui estamos.

Quinn tinha um sorriso amargurado no rosto. Recusava-se a chorar, mas isso não impedia que a dor em seu peito apenas aumentasse gradativamente. Rachel abraçou-a e acariciou seus cabelos, sentindo os músculos rígidos da loira relaxando aos poucos.

- Quinn... E se eu te dissesse que eu sei com quem está a sua filha? – Rachel perguntou, sua voz não passando de um sussurro.

- O que você quer dizer com isso? – Quinn retrucou, afastando-se subitamente.

- Eu quero dizer que... Bem, a sua filha tem nome. Beth, se você quiser saber. Ela tem três anos e mora aqui no internato. – A morena disse, deixando a loira visivelmente confusa – Q, eu estou tentando dizer que a mulher que levou a sua filha de você... Bom, ela é a minha mãe.

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Brittany deitou a cabeça no travesseiro e soltou um gemido de dor baixinho. Santana balançou a cabeça em reprovação e sentou ao lado da namorada.

- Você é bem teimosa, sabia? – Santana perguntou – Quando vai me dizer que está com dor e me deixar te carregar à enfermaria?

- Nunca! – Brittany protestou – Eu vou ficar bem, Sanny, é só uma dorzinha boba.

- Mentirosa. Eu vi que você pisou em falso na aula do coral. Anda Britt, deixa eu ver esse pé. – Santana disse, puxando a perna da namorada.

- San, eu entendo que você queira achar logo uma profissão, mas não acho que médica seja bem a sua cara – Brittany disse séria, arrancando uma risada de Santana – O quê?

- Me deixa ver o seu pé logo, Britt!

Brittany deu-se por vencida e estendeu a perna na cama. Santana tirou o sapato e a meia da loira e examinou o tornozelo. Estava inchado, mas não apavorou a morena.

- Não é nada de mais. – Santana disse.

- Viu? – Brittany retrucou – Eu disse que estava tudo bem.

- Não é nada de mais, — Santana retomou – mas a senhorita torceu o tornozelo. Vai ter que deixar o pé com uma tala por um tempo, e nada de dançar. Agora vem, eu vou te levar para a enfermaria nem que eu tenha que te carregar no colo, Srta. Pierce.

Brittany estendeu os braços para a morena e assim que pôs-se de pé, puxou-a para um abraço de urso e um beijo demorado. Santana sorriu e passou o braço ao redor da cintura de Brittany, puxando-a para fora do quarto. Brittany agarrou-se ao pescoço de Santana, usando como desculpa a dor “insuportável” no pé.

As duas pararam na enfermaria, e Santana ajudou Brittany a deitar-se em uma das macas. Olivia veio e cumprimentou alegremente as meninas, e disse que Brittany teria que passar a noite ali, para manter o pé imobilizado. A loira assentiu e virou a cabeça para o lado, encontrando os olhos da professora Holiday. A mulher tinha uma careta no rosto e estava espirrando deliberadamente, com o nariz completamente vermelho.

- Bem, — Brittany disse, soltando uma gargalhada – Vai ser uma noite melhor do que eu pensei.

Notas finais
Aprovado?