Colégio Interno - Brittana
65 Capítulo 65
Notas iniciais
- Uma o quê? – Brittany exclamou.
- Você ouviu bem, Srta. Pierce. – A velha respondeu. – Temos que tirar vocês quatro daqui o mais breve possível. Eu estive com os seus pais, e acredito que seja de seu conhecimento que eles desejam tira-la da escola.
- Eu sei disso. – Brittany cortou. – Mas por que você se importa?
- Eu não acho que um amor tão belo quanto o seu e o da Srta. Lopez deva ser destruído assim. – ela respondeu com um sorriso lento se apoderando de seus lábios. – Não faça essa cara, Brittany. É claro que eu sei sobre vocês, eu sei de tudo que acontece nessa escola. Quem você acha que acoberta o coral? Holly não consegue segurar tudo sozinha.
Brittany estava estática. Seus olhos azuis estavam arregalados e sua boca formava um ‘O’. A diretora levantou-se da mesa e entregou as cartas à Brittany.
- Fiquem prontas. – Ela avisou. – Eu pretendo tira-las daqui o mais breve possível. Arrumem suas coisas e aguardem. Vou chama-las em breve.
Brittany apenas assentiu e saiu da sala. Cambaleou até o quarto, onde parou na porta. Quando a abriu, Santana apareceu e a recebeu com um sorriso, dando um rápido selinho em seus lábios. Mas nem assim Brittany conseguiu voltar para o mundo real. Sua cabeça estava presa nas palavras da velha. Se fosse verdade, ela e Santana poderiam ficar juntas. Mas… e se não fosse? Holly devia saber sobre isso. Pensou em perguntar a ela, mas lembrou da discussão mais cedo.
- Britt? – Santana chamou. – Tudo bem?
A loira não respondeu. Era demais para a sua cabeça. Só pôde sentir os olhos ficando mais pesados e em segundos, tudo ficou escuro.
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Quinn já esperava no refeitório havia certo tempo. Havia combinado de encontrar-se com seu pai ali o mais cedo possível. O homem tinha algo importante para conta-la, mas ela não conseguia imaginar o que era.
Minutos depois, o Sr. Fabray chegou. A loira se levantou, mas o pai fez sinal para que ela sentasse. Ele tomou a cadeira a sua frente, largando a pasta que trazia consigo.
- Como tem passado, Quinn? – ele perguntou.
- Bem. – a loira respondeu, arqueando uma sobrancelha. – Quer dizer, estou bem na medida do possível. Por que o interesse?
- Ora, você é a minha única filha. – ele justificou.
- E isso não te impediu de me expulsar de casa. – a loira retrucou. – Vamos, papai. – ela ironizou. — Você não me chamou até aqui só para saber como eu estou. O que você precisa me contar?
Russel Fabray suspirou. Aquilo não seria fácil para nenhum dos dois.
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- Britt? – Ouviu Santana chamando. – Dios mio, Britt, por favor, acorde.
Os olhos azuis abriram-se devagar. Santana soltou um suspiro aliviado e encostou a cabeça no peito da namorada. Brittany beijou o topo dos cabelos escuros e apoiou-se nos próprios cotovelos para sentar. Estava em sua cama, e recebia um olhar curioso e assustado de Anna.
- O que foi que houve? – Santana perguntou. – Você chegou aqui completamente pálida e apagou do nada! O que foi que Holly disse?
Brittany lembrou-se da discussão que ouvira no quarto da professora. Não sabia bem ao certo como lidar com aquilo, muito menos se acreditava ou não nas palavras da diretora. Mas ela não tinha outra opção.
- Eu… eu fui até o quarto da Srta. H. Ela e a minha mãe estavam discutindo, — Brittany explicou. – sobre mim. Minha mãe quer me levar de volta para casa.
O chão de Santana desapareceu. Seus olhos começaram a ficar úmidos, e ela pode sentir uma lágrima grossa rolando por sua bochecha.
- N-n-não, você n-n-não pode ir embora. – ela falou, tentando controlar o choro. – V-v-você prometeu que nós íamos ficar juntas, Brittany.
Brittany segurou as mãos da namorada e ajoelhou-se à sua frente, secando uma lágrima.
- E nós vamos ficar juntas, San. Eu não vou a lugar algum. – Brittany disse, beijando o rosto de Santana. Ela tirou as cartas que a diretora a dera e as entregou para Santana. – Nós vamos embora daqui. Nós vamos para NYADA, nós vamos viver em Nova Iorque, vamos comprar uma casa, vamos casar, vamos construir uma família. Nós vamos ficar juntas para sempre, San. E nós cinco, — falou, apontando para Anna também. – ou seis, contando com Beth, nós vamos viver bem longe daqui. E nós vamos embora o mais rápido possível.
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Quinn entrou no quarto correndo, fechando a porta com força. Rachel levantou em um salto da cama e se assustou ainda mais ao ver Quinn com lágrimas escorrendo pelo rosto.
- Meu amor, o que houve? – Ela perguntou enquanto sentava com Quinn, abraçando-a o mais forte que podia. – Quinnie, o que foi que aconteceu?
Quinn abriu a boca para falar, mas nenhum som saiu. Apenas lembrava-se de si mesma correndo para longe do refeitório, para longe do pai. Não conseguia acreditar que aquilo havia acontecido.
- Minha mãe…
Foi tudo o que ela conseguiu dizer. Rachel a apertou com mais força, e a loira enterrou a cabeça na curva do pescoço da namorada. A morena sussurrava palavras sem sentido e beijava o rosto de Quinn.
- Ela morreu, Rach, ela morreu. – Quinn choramingou, enquanto Rachel sentia sua camisa ensopando das lágrimas da namorada.
- Q, eu sinto muito. – a morena murmurou.
Quinn continuou a chorar. Rachel estava sem reação, realmente não tinha ideia do que fazer para fazer a loira sentir-se melhor. Então simplesmente deitou na cama ao seu lado e passou o braço ao redor de sua cintura. Quinn continuou soluçando baixinho, mas agora se sentia mais protegida. Era como se Rachel fosse o seu único e exclusivo porto seguro, a sua escapatória do mundo real.
- Eu amo você. – Rachel sussurrou, beijando os cabelos louros. – Amo tanto.
Alguém bateu na porta. Rachel ignorou as primeiras vezes, mas depois resolveu atender. Deveria ser importante.
Quando a abriu, deu de cara com um homem muito parecido com Quinn. Russel tinha os olhos vermelhos e uma expressão tristonha no rosto.
- Será que eu posso falar com a minha filha?
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