Colégio Interno - Brittana
68 Amor
Notas iniciais
Anna estava no quarto com Holly e Olivia, por via das dúvidas. Santana e Brittany permaneciam paradas no corredor, ainda incertas de como começar o que estavam prestes a fazer. Invadir o quarto dos pais não era a coisa mais inteligente do mundo, mas Santana não via outro jeito. Assim que se mudassem para Nova Iorque e ficassem longe de todos eles, com certeza não teriam dinheiro o suficiente para repor todas as roupas de Annie. Não sabia nem ao certo se teriam dinheiro suficiente para se sustentarem, mas dariam um jeito. A única coisa de que tinha certeza era que não voltaria nunca mais a morar com seus pais, muito menos a sua irmã.
– Quando você estiver pronta. – Brittany sussurrou, e Santana assentiu.
– Vamos.
Atravessaram o corredor até a porta do quarto dos Lopez. Eles não estavam. Santana havia esperado que eles saíssem. Aquilo tinha que dar certo.
– Ali, Britt. – Ela apontou. – Tem que ser aquela ali.
Brittany lançou o olhar até uma mala pequena, com uma figurinha de um desenho colada no puxador. Tinha que ser aquela. A loura caminhou até a mala e a puxou do chão. Não era muito pesada, então ela facilmente conseguiu manuseá-la, seguindo Santana até a porta. Mas antes que a morena pudesse sequer tocar na maçaneta, uma mulher baixa, com olhos tão negros quanto os de Santana a abriu, encarando as meninas com certo desprezo.
– Posso saber aonde vão com essa mala, senhoritas?
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– Pai, por favor, escute. – Quinn colocou a menina atrás dela.
– Ela é sua filha? – Ele perguntou, tentando espiar Beth por trás de Quinn. – É a menina, não é?
– Por favor, deixe-me explicar…
– Não, Quinn. Você escuta. – ele cortou. – Por favor, saiam. Eu gostaria de ter um momento a sós com a minha filha.
– Eu vou ficar. – Rachel disse, cruzando os braços.
– Eu realmente gostaria de ficar a sós com ela, Srta. Berry. – Russel disse, passando a mão na cabeça.
– Rach, tudo bem. – Quinn confortou. – Leve Beth com você.
A morena saiu, mesmo contrariada. Quinn sentou no sofá, em frente ao pai, sem encara-lo nos olhos.
– Eu não sabia se ela ainda estava viva. – ele confessou.
– Não irá machuca-la. – Quinn cortou. – Eu não vou deixar.
– Quinn, você está me entendendo mal. – ele disse, ajoelhando-se perto da filha. – Desde que sua mãe se foi… eu tenho buscado um jeito de tentar consertar a coisas entre nós dois. Eu queria que nós pudéssemos ser uma família de novo. Eu, você, Beth e a Srta. Berry.
– C-c-como…
– Eu não sou cego, Quinn. – O homem sorriu.
Ela estudou o pai por alguns segundos. Não via nenhum lapso de desconfiança nele, acreditava que fosse verdade. Mas depois de tudo o que passou, era difícil confiar nele.
– Eu… eu não sei se posso confiar em você. – ela disse, de cabeça baixa. – Desculpe. Eu preciso de um tempo para pensar.
– Eu imaginei, Quinn. – Ele levantou. – Tome seu tempo. Vou deixar vocês três a sós.
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– E então? – Maribel cruzou os braços no peito, encarando as meninas com certa irritação.
– Nós viemos buscar as coisas da Annie. – Santana respondeu, tentando manter a voz firme.
– E para que vocês querem as coisas dela? – A mulher perguntou.
– Nós… ela vai ficar no nosso quarto. – Santana disse. – Não faz sentido deixar as coisas dela aqui.
– Podiam ter batido.
– Batemos. – a loura falou. – Vocês não estavam.
– Poderiam ter esperado então.
– Annie queria tomar banho. – Santana se apressou em responder. – E as minhas roupas ficam grandes de mais nela.
A mulher estudou Santana com os olhos por alguns instantes, como se decidisse se ela falava a verdade ou não. Por fim, deu de ombros.
– Na próxima vez, esperem alguém chegar. – ela falou.
– Sim, senhora Lopez. — Brittany concordou, antes que Santana dissesse algo indevido. – É melhor irmos, San. Sua irmã está nos esperando.
Santana assentiu fracamente, seguindo Brittany para fora do quarto com passos apressados. As duas alcançaram o quarto em questão de minutos, trancando a porta assim que entraram.
– Você está bem? – Brittany questionou, aproximando-se da namorada. – Ela não nos pegou, San.
Santana desviou os olhos para Brittany, sorrindo para a loira. Deixou que os braços longos puxassem sua cintura e a beijou assim que seus rostos ficaram próximos o suficiente. Brittany encheu o rosto de Santana de beijos, fazendo a namorada gargalhar.
– Para, B! – ela pediu, tentando se afastar da namorada.
– Não consigo, — a loira murmurou com um sorriso torto no rosto. – você é tão gostosa.
– Britt, agora não. – Santana tentou se desvencilhar, mas os braços de Brittany prenderam sua cintura firmemente.
– San, — ela chamou. – eu estou sem ter você há dias. Eu vou surtar se tiver que esperar mais um pouco.
– Britt, minha irmã pode chegar.
– Eu tranquei a porta. – ela beijou o pescoço de Santana. – Ninguém vai entrar, San.
Com isso, Santana se rendeu. Ela girou o corpo e beijou Brittany, empurrando-a em direção à cama. Jogou a namorada no colchão e prendeu-a na cama, agarrando seus pulsos e mantendo-os presos acima de sua cabeça. Abriu um sorriso torto e começou a trilhar beijos pelo pescoço pálido, desabotoando a camisa da loura e jogando-a no chão. Lambeu os lábios e sem mais delongas, arrancou o sutiã de Brittany, avançando nos seios da loira. Brittany mordeu os lábios com força, tentando abafar um gemido alto que quase escapou de seus lábios. Santana massageava um dos seios da namorada enquanto sugava o outro com fome.
– S-s-San, anda logo. – Brittany murmurou, agarrada aos cabelos da morena.
Santana sorriu, debruçando-se sobre o rosto da loira e beijando seus lábios rosados. Brittany tentou inverter as posições, mas Santana a prendera com força na cama. Ela começou a se desfazer lentamente da própria roupa, impedindo Brittany de tocá-la. Depois, puxou a saia de Brittany junto de sua calcinha, deixando-as completamente nuas. Deitou seu corpo junto do de Brittany, voltando a beija-la. Começou a massagear lentamente o sexo da loira, colando seus lábios nos dela no momento em que ela ameaçara soltar um alto gemido. Penetrou-a sem aviso prévio, fazendo o corpo de Brittany se contorcer sobre o seu. A loira se movimentava junto com o ritmo que Santana ditava, completamente entregue à namorada. Sentiu as paredes de Brittany se contraírem em seus dedos, e logo depois um líquido quente escorreu por sua mão. Ela removeu os dedos de dentro de Brittany e sugou o líquido, sorrindo para a namorada que abria os olhos lentamente. Voltou a beija-la, carinhosamente desta vez. Ditava um ritmo lento, acarinhando a língua da namorada.
– Eu amo você. – Brittany disse entre seus lábios, puxando Santana para deitar-se ao seu lado. – Amo você, San.
– Eu também amo você, Britt-Britt. – Santana deitou ao lado da namorada, encostando a cabeça em seu peito. – Mas nós realmente precisamos ir. Ainda não falamos com Quinn e Rachel.
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