Notas iniciais
Oi amiguinhos! Desculpem a demora, mas é que eu estou sem computador, ou seja, sem os meus rascunhos da fic. Por isso eu tive que fazer um capítulo completamente novo, mas enfim. Eu provavelmente vou demorar mais um pouco para recupera-lo, então imploro a paciência de vocês. Pode ser? Tá, obrigada.

As meninas demoraram mais alguns minutos até se vestirem e se arrumarem mais propriamente. Brittany tinha um sorriso satisfeito nos lábios, tentando acompanhar os passos apressados de Santana até o quarto das amigas. A loira havia feito Santana se atrasar ainda mais, pois cada vez que ela tentava colocar uma peça de roupa, Brittany a puxava de volta para a cama. Foi uma luta para conseguir se vestir, mas no fim ela conseguiu convencer Brittany que precisavam procurar as amigas, antes que ficasse muito tarde e aumentassem as possibilidades de elas serem pegas vagando sozinhas pelos corredores.

Antes que pudessem bater na porta, Quinn a abriu, quase se chocando contra o corpo de Santana.

– O que vocês estão...

– Entra, loira azeda. – Santana cortou, puxando Quinn para dentro. – Berry, desliga o rádio.

– Mas eu quero ouvir a Barbara e...

– É mais importante do que essa mulher, acredite. – Brittany disse, sentando ao lado de Rachel. – É sobre a Megera.

Brittany não tomou muito tempo explicando todos os detalhes, apenas disse o necessário para as amigas. Quinn olhava para a loura com uma expressão confusa no rosto, enquanto Rachel mexia nervosamente no fecho do casaco.

– E mais, a Sra. H disse que nós podemos confiar nela. – Santana reforçou. – Vocês precisam vir.

– Eu não sei, Santana. – Quinn murmurou.

– Você não está falando sério, está? – Santana indagou, parecendo nervosa. – Quinn, nós estamos juntas em tudo há anos! Você não pode simplesmente me abandonar agora.

– Você ainda tem a Britt... – Quinn argumentou.

– É, mas a Britt é a Britt, você é você. – Santana devolveu. – Eu amo a Brittany, e eu quero que ela fique comigo, mas eu não vou abrir mão de você. – Enfatizou. – Quinn, eu preciso que você venha.

– Você não entende, Santana.

– Não, eu não entendo. – ela retrucou. – Sinta-se à vontade para me explicar.

Quinn respirou fundo e procurou os olhos de Rachel. Ela assentiu para a namorada, como se quisesse encoraja-la a discutir o assunto com Santana.

– Meu pai veio me procurar hoje. – Quinn contou. – Ele me pediu desculpas. E me ofereceu um recomeço. Para mim, Rachel e Beth.

Santana voltou a desabar na cama. Nem percebeu o instante que havia levantado, ou que os dedos de Brittany haviam prendido o seu pulso, como se estivesse com medo do que ela pudesse dizer ou fazer.

– E o que você disse? – Brittany perguntou, acariciando as costas da namorada suavemente.

– Eu disse que ia pensar. – Quinn murmurou em resposta. – E-eu não sei o que eu vou fazer. É tudo muito confuso. Quer dizer, ele esperou esse tempo todo pra me dizer que queria ter uma família comigo de novo? É confuso.

Santana permaneceu inerte na cama, deixando que Brittany envolvesse sua cintura em um abraço reconfortante. Estava irritada com Quinn. Ela não podia voltar a confiar naquele homem. Não depois do que ele havia feito. E ela não podia simplesmente abandona-la assim, não depois de tudo o que passaram juntas. Ela era a sua família. Ela nunca havia a deixado para trás. E agora, Quinn estava a ponto de esquecer tudo isso porque o seu pai voltara com uma história mirabolante e um estúpido pedido de desculpas por ter tentado matar a própria neta e ter jogado a filha em um internato só para não ter que aguenta-la.

Aquilo tudo era demais para Santana. Ignorando o pulso firme de Brittany, ela levantou da cama e, sem dizer mais nenhuma palavra, saiu do quarto batendo a porta com força.

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Já havia passado mais de uma hora desde que Santana e Brittany haviam deixado Annie com Holly para buscar a mala da menina. E aquilo estava começando a enlouquecer a mulher.

Não que ficar com Annie fosse um esforço. Mas quanto tempo se leva para pegar uma mala? Elas não tinham nenhuma deficiência nos braços, que Holly soubesse.

– Já chega, eu vou atrás delas. – Ela disse decidida, levantando da escrivaninha. – Vocês ficam bem sem mim?

– Mhm. – Olivia concordou. – E tome cuidado.

Assentiu distraída e abriu a porta do quarto. No instante em que botou o pé no corredor, sentiu seu corpo chocando-se com alguma outra pessoa, lançando-a para trás. Cambaleou um pouco até recuperar o equilíbrio e levantou os olhos, surpresa ao ver Quinn.

– E-eu preciso de ajuda. – A loira gaguejou, caminhando até a professora e fechando a porta do quarto. – Eu não sei o que eu faço.

– Quinn, não é uma boa hora. – Holly disse, tentando tirar a loira do caminho. – Eu preciso achar Santana e Brittany, e...

– Elas estavam no meu quarto, — Quinn disse apressada, antes que a mulher abrisse a porta. – E é sobre isso que eu quero falar. Elas me contaram da Megera.

Holly parou ao ouvir o apelido, o qual ela mesma havia espalhado, e voltou-se para Quinn. Sentou ao lado de Olivia e fez sinal para que a loira prosseguisse.

Quinn não demorou muito na história. Tentou contar os detalhes de forma mais completa possível, desde que descobrira a morte da mãe até as ofertas que recebera para finalmente conseguir sair da escola.

– Eu não sei com quem eu fico. – Quinn explicou. – Santana é praticamente uma irmã para mim, eu não posso deixa-la para trás. Mas ele é o meu pai. E eu quero confiar nele, eu quero dar uma segunda chance a ele, mas eu não sei se eu posso. E eu conheço a Santana. Se eu for embora, ela nunca vai me perdoar. Mesmo que ela queira, o orgulho dela é muito maior do que isso.

– Eu não sei o que te dizer, Quinn. – Holly respondeu. – Você tem duas famílias, e vai ter que escolher uma delas. A não ser que queira ficar aqui até se formar.

Quinn soltou um gemido frustrado e enterrou o rosto nas mãos. Concentrou-se na própria respiração, tentando não surtar. Holly levantou e sentou ao seu lado, encostando a mão no ombro da loira.

– Eu não posso ajudar nisso, — ela murmurou. – mas, talvez eu conheça alguém que possa.

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Aquela devia ser uma das piores ideias que Quinn já havia tido na vida. Mas agora era tarde demais para voltar atrás. E além do que, ela não tinha nada a perder. Inspirou profundamente, tentando se recompor ao máximo, e bateu na porta.

Ouviu um resmungo mandando aguardar, e segundos depois, uma mulher apareceu na porta, parecendo surpresa com a presença de Quinn. A loira também estava surpresa consigo mesma. Ainda não conseguia acreditar que, de todas as pessoas do mundo, havia vindo até ela.

– Será que nós podemos conversar?

Notas finais
E ai?