Coisas Sobre Nós
5 Doce ilusão_Vanessa-vvf
Notas iniciais
Para mim os momentos ShikaTema nesse capítulo foram os melhores, espero que gostem.
E as fãns de Uchiha Sasuke que estão ordenando a sua presença e quase me matado pela sua ausência, se preparem!
Eu prometendo sempre fazer um capítulo menor... Mas quando vejo está maior que o anterior :/, enfim, agora o enredo da verdadeira história está se formando.
Boa leitura! :D
Capítulo 5: Doce ilusão_Vanessa-vvf
Os corpos estavam grudados e suados, principalmente depois de horas realizando o mesmo ato.
Uma das mãos femininas segurava com força os lençóis, enquanto a outra arranhava as costas masculinas e malhadas de um ninja de elite.
A cada estocada, um gemido mais alto de ambos.
As penetrações começaram a diminuir de frequência, pelo simples capricho de Shikamaru, que adorava ver as expressões de desgosto de Temari que suplicava apenas com o olhar para voltar a frequência anterior, que eram mais rígidas, rápidas e até mais violentas, mas que durante o ato só permitia um tesão maior.
Mas ele a queria ouvir implorar por isso. Shikamaru sabia o quanto aquilo enlouquecia ela, Temari sempre adorava joguinhos, o problema era também que ela sempre queria ganhar.
Porém a princesa de Suna, orgulhosa do jeito que era, jamais imploraria a nada, e ele sabia disso.
Trocando intensos olhares, ambos sabiam muito bem o que o outro desejava.
Em um movimento rápido e astuto, a loira girou o corpo, fazendo com que ele deitasse as costas na cama enquanto ela prontamente montava nele, voltando a frequência que tanto desejava.
– Sempre tem que ser do seu jeito. – Ele murmurou enquanto encostava as mãos no quadril dela e observava o corpo feminino rebolar e remexer freneticamente a sua frente. Criando um movimento desgovernado em seus robustos seios, e aquilo enlouquecia o Nara. Mas mais do que isso adorava ver os cabelos loiros desgrenhados pelo fato dele tê-los despenteado. O rosto dela corado talvez pelo ato ou pelo exercício físico constante, talvez pelos dois. Mas alem disso, ainda havia a respiração ofegante.
Como ele amava vê-la daquele jeito, e como havia sentido falta disso!
– Sempre! – Exclamou respondendo Temari, logo depois ela aumentou ainda mais a frequência, usando mais força e agilidade, e consequentemente gemendo mais alto.
Sabendo que logo chegaria ao ápice, Temari se curvou e colocou uma das mãos no maxilar do Nara e a outra no cabelo dele, e beijou fervorosamente os lábios entreabertos e ofegantes de Shikamaru.
O Nara sorriu quando sentiu a intimidade dela contrair e em um ato incontrolável ela gemeu durante o beijo. Um murmúrio rouco dela que invadia a sua boca e penetrava a sua garganta vibrando suas próprias cordas vocais.
Mesmo sentindo o liquido dela transbordar, ele não parou com os movimentos. Não, ele ainda os intensificou, parando com o beijo e se erguendo e abraçando o corpo amolecido de sua companheira. E ouviu ela gritar em êxtase. Em um movimento tão bruto que para Temari parecia que ela era rasgada por dentro, mas como ela amava aquela sensação!
Shikamaru poderia ser preguiçoso em muitos momentos, mais durante o sexo a energia acumulava se esgotava. Ninguém jamais produzia aquelas sensações nela, apenas ele. E como ela sentia falta daquilo!
Sendo invadida daquele jeito, era involuntária a princesa de Suna não gritar. Ao mesmo tempo em que ela adorava sentir o que ele produzia nela, ela também se envergonhava por transmitir as sensações tão intensas. Mas aquilo, apenas agradava o Nara.
Interrompendo o beijo intenso, Shikamaru começou a beijar o rosto dela, descendo e parando na curvilínea do pescoço esguio, e lá começou a chupá-lo.
Sentindo que estava já chegando ao ápice, ele penetrou e a chupou com mais força. Quando gozou foi involuntário ele também gemer chamando por ela.
Depois afastou o rosto e observou perto do ombro dela uma mancha de nascença, e sentiu nostalgia dos tempos antigos, quando viu aquela mancha pela primeira vez, quando transaram há muitos anos atrás. Tal mancha tinha um formato peculiar que usando muito da sua imaginação lembrava um veado. O animal símbolo de seu clã.
Ele aproximou seu rosto e ronronou perto do ouvido dela:
– Como consegui ficar cinco anos sem você.
Ela sorriu e encarou os olhos castanhos, e massageou carinhosamente os cabelos de Shikamaru com a mão que se mantinha lá. Diferente que das outras vezes, em algum momento, Shikamaru também ficou com os cabelos soltos, talvez estivessem tão armados quanto o dela.
– Achei que nunca mais transaríamos – Ela também comentou, mas diferente dele, apresentava muito mais nostalgia e talvez até mesmo agonia em suas poucas palavras.
E por um breve momento, encarando os olhos de Temari naquela escuridão, ele percebeu nos verdes musgos uma tristeza que ele jamais imaginou. E quando percebeu, estava tão melancólico quanto a princesa de Suna.
– Por que você desapareceu? – Finalmente Shikamaru perguntou o que mais o atormentou durante esses cinco anos.
Cinco anos sem noticias nenhuma dela, que após a guerra, apenas desapareceu. Mas se ela sentia tanta falta dele, se ela realmente se importava com o simples caso que tinham. Então por que? Por que se afastar daquela maneira?
– É complicado... – Ela murmurou sabendo que aquilo o irritaria, e foi o que aconteceu.
Ele bufou contrariado e tentou se afastar dela, mais imediatamente ela o abraçou mais forte, não permitindo com que ele realmente se afastasse.
E mesmo que quisesse mentalmente, o corpo de Shikamaru logo cedeu, porque também queria manter aquela aproximação tão intima.
Tesc! Odiava se sentir tão submisso, mas era inevitável com ela.
– Por que você não confia em mim? – Perguntou em suplício encarando Temari com tanta intensidade que por um momento pode enxergar um brilho diferente nos olhos dela. Eles estavam marejados?
– Eu confio – Ela rapidamente respondeu dando rápidos beijos na face dele – Eu confio – Repetiu.
– Então por que se afastou de mim, Temari? – Ele perguntou sentindo sua voz começar a ficar esganiçada. Droga! Odiava se sentir sentimentalista, mas não era possível esconder sentimentos tão intensos.
Ele queria compreenda-la. O que havia acontecido naqueles cinco anos?! Em um momento, parecia que nada havia mudado entre eles, os hormônios juvenis continuavam os mesmos. Porém ao mesmo tempo existia uma enorme cratera que os separava, unicamente pelos segredos dela!
– Shikamaru, por favor – Suplicou Temari, para a grande surpresa dele, porque ela jamais, absolutamente jamais, havia suplicado algo a alguém. – Por favor, não vamos conversar sobre isso.
Logo depois Temari o beijou, desta vez com carinho e ternura, movimentos calmos de sua língua, que foram correspondidos à altura pelo Nara. Como se quisesse memorizar cada canto da boca de seu companheiro.
Ele sabia que Temari estava tentando mudar rapidamente de assunto, por algum motivo que pela primeira vez ele não fazia a menor ideia.
Mas antes que pudesse retrucar qualquer coisa, ele sentiu enquanto ela segurava a mão direita dele, algo movimentando a aliança de prata que até aquele momento tinha esquecido completamente.
Abriu os olhos durante o beijo e observou Temari retirando com uma de suas mãos a aliança que o Nara usava.
“Ino”, foi tudo que ele pode pensar naquele momento; e rapidamente interrompeu o beijo, sentido rapidamente a culpa. Ino, sua companheira de time, sempre fora muito importante para o Nara, ela era uma amiga de infância e companheira dos seus piores momentos da vida. Ela mais do que ninguém, não merecia ser traída, muito menos por ele.
Temari contendo a aliança retirada, se afastou por um breve momento do Nara, e colocou a peça sobre o criado mudo ao lado da cama.
Naquele momento ele percebeu que era o único que tinha se esquecido de tal aliança, porque Temari se importava, e havia sido ela, que teve a necessidade de tirar tal objeto do Nara. Talvez querendo enganar a si mesma que ele não tinha o relacionamento sério com ninguém.
Temari logo voltou a encarar o companheiro e disse:
– Hoje, apenas hoje, não iremos pensar nos nossos problemas, está certo? Apenas por hoje.
Por um momento ele ficou confuso, primeiramente pela culpa que sentia por Ino, e depois por descobrir que assim como ele, ela também possuía empecilhos para estarem juntos.
Ela começou a massagear o tórax dele e não demorou em chegar no membro do Nara, voltando a atiçá-lo com movimentos ágeis de suas mãos experientes.
E sem perceber voltaram a se beijar intensamente.
Apenas naquela noite... Por um momento o Nara sentiu uma forte pontada no coração, porque ele percebeu que aquilo não havia apenas sido um pedido de Temari. Não, ele pelo menos a conhecia um pouco para perceber a verdade, “Apenas por hoje” também era uma despedida. Ele só não entendia o motivo.
Shikamaru sabia que aquelas eram as consequências por se importar tanto com aquela loira tão enigmática.
[...]
[Pov Naruto]
Remexi-me na cama pela milésima vez, aquela havia sido uma das piores noites, eu não consegui dormir em nenhum momento.
Muito menos parar de pensar como ela estava. Se eu não havia conseguido dormir, imagine então a Hinata!
Eu sei que muitas vezes faço burrada e tudo mais... É uma marquinha típica de Uzumaki Naruto, mas eu jamais deveria ter começado com aquele caso. Tesc! Certo, eu estava carente e ela estava lá, sempre do meu lado, foi meio que inevitável, entende?
Mas incomoda muito saber o quanto a machuquei ontem, sei que foi a melhor escolha que poderia fazer. Aquela situação não era justa com Hinata, mesmo assim, jamais gostaria de ter feito aquelas lágrimas serem derramadas, não sabendo que eu era os motivos delas.
Primeiramente ela foi tão gentilmente na minha sala levar a minha tão desejada refeição, e como eu a tratei logo depois? Com uma das maiores rejeições que já fiz e provavelmente a maior que ela já passou.
Tesc! Eu realmente sou um mostro.
Em um suspiro longo encarei a janela, pelas frestas não era possível ver a luz ultrapassando e clareando o quarto. Olhei para o relógio ao lado da cabeceira e marcavam cinco horas da manha.
Sabia que não iria dormir, então a melhor escolha que poderia fazer era me levantar e seguir o meu dia mais cedo que o normal.
Pensando bem, era melhor visitar uma pessoa, porque desde que Hinata voltou de missão, isso há dois dias, eu não passei por lá para visitá-lo. Sem contar que tenho que levar os remédios que a baa-chan havia pedido.
Mesmo não estando com os meus melhores ânimos, eu precisava ir.
Levantei-me desanimado e fui direto para o banho, sentindo um mal estar tremendo, meu estomago estava extremamente embrulhado. Tudo por culpa pelo que fiz a ela.
Mesmo amargurado, tomei meu banho de água quente pensando que aquilo poderia pelo menos relaxar os músculos tensos de meu corpo, mais doce ilusão.
Sai e fui me arrumar, colocando a primeira roupa que via pela frente e jogando o meu sobretudo costumeiro, escrito “sexto hokage” atrás.
Olhei para o relógio e eram ainda cinco e meia da manha. Não ia comer nada, meu estomago continuava muito embrulhado. Peguei o pacote com os remédios que Sakura havia me entregado ontem no horário do almoço, minutos antes de partirmos para o Ichiraku ramen.
Então finalmente parti em direção do meu destino, o conhecido e abandonado distrito Uchiha.
[...]
Era uma manha fria, onde ainda existia a serração da madrugada.
Por cima de sua costumeira roupa ninja, Haruno Sakura, ainda colocou um pesado casaco branco, para suportar o frio daquele dia a caminho do Hospital.
Agora com a ausência de Ino no hospital por obter a mãe adoecida e precisando assumir mais a floricultura, a Haruno estava não apenas fazendo as suas horas no hospital, como também cobria a ausência da amiga no trabalho, fazendo assim horas extras.
Afinal, ela dava todo o apoio que conseguia para a amiga, porque depois que o pai dela faleceu e consequentemente a sua mãe adoeceu, a vida dela não estava nada fácil. Se não fosse pelos amigos Shikamaru e Choji, ela temia que a mesma tristeza que assolava Tenten pudesse um dia atingir a amiga loira.
Saindo de casa e andando tranquilamente pelas ruas ainda escuras, ela observou um movimento extremamente rápido por entre os telhados das casas. Estranhando tal movimentação naquele horário do dia, ela tentou seguir tal pessoa, ou pelo menos tentou, se o desconhecido não fosse tão mais rápido que ela.
Aflita e perdendo-no de vista naquele ambiente frio e ainda nebuloso, Sakura ficou imediatamente preocupada, e pelo visto, antes de ir ao hospital ela teria que passar no prédio dos Kages e relatar ao Hokage o movimento estranho que havia presenciado no inicio da manha.
Ela iria notificar o Hokage sim, até pelo menos descobrir onde realmente estava.
Os muros eram envelhecidos e abandonados, onde várias plantas prendiam-se nos blocos e o mostrava o quanto estava abandonado. Mas o pior era observar na entrada daquele tão antigo clã o símbolo que tanto conhecia, um leque circular com duas cores: branca e vermelha.
Encarou atônica a entrada do Clã Uchiha, e foi involuntário ela não vibrar de temor. Afinal, porque haveria alguém entrado naquele distrito tão abandonado?
“Poderia ser... Não, é lógico que não! Que idéia mais ridícula, Sakura” Ela repreendia ao pensar sobre isso.
Afinal, para possuir uma velocidade que nem ela conseguia acompanhar ou pelo menos analisar a sua forma física, a pessoa tinha que ser treinada. Muito bem treinada!
Não era qualquer ninja que poderia entrar naquele Clã sem que ela pudesse acompanhar, portanto o mínimo que poderia pensar que era um intruso e muito perigoso.
Mas ela voltou a negar a si mesma a maior possibilidade. Ela jamais admitiria mesmo sabendo que o mais provável era que aquele fosse Uchiha Sasuke! Depois de cinco anos desaparecido.
[...]
O sol estava nascendo, aparecendo timidamente entre as colinas e enquanto o frio ainda inibia a sua exuberante presença.
Mas para Hinata, que estava deitada e encolhida sobre a cama, nada daquilo importava.
Na verdade, nem ao menos ela direito sabia como tinha chego ao seu clã ontem à noite. Lembra-se apenas do auxilio de Shizune, sim, a secretária do Hokage havia lhe ajudado a sair da sala do mesmo.
Ela continuava muito abatida depois de... Bem, vocês sabem.
Ela suspirou melancólica na cama e se levantou, tirando forças que nem ao menos ela sabia definir muito bem da onde.
Logo chegaria o horário do café da manha e a única coisa que não precisava eram de perguntas indelicadas do motivo dela se encontrar daquela maneira tão melancólica.
Hinata se encarou no espelho, e imediatamente percebeu que melancolia não era a única coisa que ela transparecia.
Observou bem seus olhos, levemente avermelhados e extremamente inchados, fora o fato de ainda estarem marejados, mesmo depois de tanto tempo do acontecido.
Frustrada, ela ainda observou as enormes olheiras que se apresentavam sobre a pele tão branca debaixo dos olhos.
Seu corpo, ainda possuía uma postura curvada, talvez ainda tremula, e com certeza insegura. Nada menos esperado depois da grande rejeição que levara ontem, o pior de tudo não era a rejeição. Não, e sim de quem ela a levou.
Foi involuntário Hinata não sentir mais uma fria e solitária lágrima escorrer em seu rosto pelo simples fato de imaginá-lo por um breve momento. Mas rapidamente ela secou tal lágrima, afinal, ela tentava se negar a chorar ainda mais pelo infeliz incidente de ontem à noite.
Soltou um longo suspiro e se aproximou da porta da sacada de seu quarto, abrindo-na, e logo depois se arrepiando com a frigida rajada de vento que tocou seu corpo.
Com passos lentos e abraçando o próprio corpo, Hinata encarou o monte dos Kages. Sim, infelizmente, seu clã não ficava longe daquele monumento histórico, e a casa principal do grandioso clã era voltada para a grande vista. Muitas vezes ela se alegrava ao saber que poderia ver todos os dias o rosto de Naruto esculpido sobre as pedras, até mesmo pensava o quanto ela deveria ser sortuda por poder vê-lo quando quisesse.
Doce ilusão.
Naquele momento ela amaldiçoou o fato de poder encará-lo mesmo não querendo.
Sentiu mais lágrimas desenfreadas escorrerem por seu rosto, e rapidamente colocou a mão sobre os lábios negando a soluçar por ele. Não depois de já ter feito isso à noite inteira.
Encostando o corpo no parapeito da sacada sentindo-no tremulo de mais, e temeu não suportar o peso.
– Por que Naruto-kun? Por que fez isso comigo? – Hinata perguntava retoricamente sentindo mais lágrimas escorrerem pelo rosto, e a única coisa que fez foi fechar os olhos com força e virar o rosto, se negando a observar a face esculpida pelas pedras.
Ela se ajoelhou sobre o chão frio e colocou as mãos tremulas sobre o rosto, escondendo-no envergonhada.
“- Na verdade eu... Sinto muito, mas eu não te amo, Hinata”. Aquelas seriam palavras que a gentil Hyuuga jamais poderia esquecer.
Se havia algo que Hinata tinha todas as certezas, era que ela havia tentado. Usou todas as maneiras que sabia e tudo que podia para tentar se aproximar dele, tentando ser mais que uma amiga.
Se isso não ocorreu, a culpa não foi dela.
Ela se entregou inteiramente a ele, se dedicou e o amou intensamente.
Era uma pena ele não retribuir tais cuidados, mas pelo menos ela havia tentando, e mesmo que por pouquíssimos momentos, ele havia sido dela. Mesmo sendo em uma doce ilusão.
Mesmo abatida Hinata tentou secar as insistentes lágrimas que escorriam em sua face. E com dificuldade se levantou, e saiu daquela sacada. A última coisa que precisava era encarar mais uma vez o rosto do Uzumaki.
Naquele momento ela percebeu que não poderia vê-lo, pelo menos por um bom tempo.
Fechou bruscamente a porta da sacada, como se negasse mentalmente que poderia vê-lo novamente, mesmo que seu corpo muitas vezes suplicasse de saudades, e ela sabia que daqui um tempo, logo isso aconteceria.
Ferida, porem decidida. Hinata sabia a escolha que tinha que fazer.
Correu em direção de seu guarda roupa e ignorou as lágrimas que insistiam em escorrer. Procurou uma mochila e pegou algumas roupas necessárias e alguns utensílios ninjas.
Naquele momento ela percebeu que não poderia ficar em Konoha, pelo menos por um tempo.
Seria ainda naquele dia que ela partiria sem remorso algum, indo atrás do objetivo de seu clã e também querendo esquecer sobre seus problemas pessoais. Talvez querendo até mesmo sarar seu coração tão ferido.
Havia apenas uma coisa que tinha absoluta certeza, ela precisava de um tempo da sua doce ilusão, Uzumaki Naruto.
[...]
[Pov Shikamaru]
Um barulho diferente me fez acordar, uma mistura de tosse com jatos de água.
Preguiçosamente olhei ao meu redor e demorei a entender onde realmente estava, aquele era o quarto do hotel de Temari. Afinal, meu quarto jamais era tão luxuoso ou organizado quanto aquele.
Sorri ao me lembrar desta madrugada. Foi inevitável não terminar desse jeito quando começamos a nos beijar na frente do hotel ontem à noite.
Mas cadê Temari? Por que eu estava sozinho na cama coberto por uma manta escura?
Temari não havia amanhecido ao meu lado, diferente que das outras vezes há anos atrás.
Poderia até visualizar a região do lençol amassado próximo de mim, provavelmente onde ela antes estava deitada.
Porem voltei a ouvir os barulhos esquisitos, eles vinham do banheiro.
Levantei-me nu, e pelo frio tive que por minha calça, foi a única peça de roupa que havia encontrado no caminho.
Caminhei descalço pelo piso gélido até a suíte daquele quarto, e visualizei Temari ajoelhada na privada vomitando.
– Temari! – Exclamei correndo até a sua direção, mas ela estendeu o braço, como se pedisse para que não me aproximasse, obviamente a ignorei e fiquei ao seu lado, auxiliando a segurar os cabelos loiros displicentes.
Ela vomitava, e muito. Rapidamente observei sua pele extremamente pálida, ela não parecia estar nem um pouco bem.
Pelos intensos movimentos peristálticos, Temari começou a vibrar, e com a mão tremula ela deu descarga enquanto a outra mão ela colocava próxima dos lábios extremamente esbranquiçados.
– Ei, você está bem? – Perguntei preocupado ao seu lado ainda segurando o seu cabelo.
Sem me encarar, ela apenas movimentou a cabeça positivamente e se levantou indo até a pia jogar água na boca para depois começar a escovar os dentes.
Mesmo recebendo um olhar mortal dela, pedindo que eu saísse, eu não saí. Simplesmente me mantive sentado observando-na à distância.
Quando ela terminou a sua higiene ela simplesmente informou:
– Devo ter comido algo podre no caminho.
– Pelo visto comeu muita coisa – Comentou Shikamaru se lembrando o quanto ela havia vomitado.
– Que nojo Shikamaru! – Ela exclamou irritada saindo do banheiro, ela não parecia estar bem humorada.
Levantei-me também e fui até o quarto, a acompanhando, encostei-me ao batente da porta, observando-na. Ela engolia alguma coisa e guardava algo dentro da bolsa, logo depois ela retirava um par de roupas limpas.
– O que você tomou? – Perguntei.
– Não tomei nada.
– Eu vi você tomando alguma coisa, Temari.
– Já disse que não tomei nada! – Explodiu lançando-me um olhar tão feroz que provavelmente intimidaria qualquer pessoa, menos eu. Ela escondia mais uma coisa.
Fui até a sua direção e sem pedir permissão peguei a sua mochila, e rapidamente ela gritou:
– Não ouse!
Como se eu realmente obedecesse ao que ela iria me pedir.
Ela pulou em minha direção e tentou realmente pegar violentamente a sua mochila, até conseguiu, mas não antes de eu meter a mão dentro da mochila e pegar um frasco que havia lá dentro. Assim que o peguei, observei o pote plástico transparente cheio de comprimidos dentro. E assim que ela me viu com o pote ela paralisou, aquilo era o maior sinal de que ela estava me escondendo algo realmente muito importante.
– Que remédio é esse, Temari? – Perguntei sério encarando os olhos verdes.
– Para dor de cabeça – Ela me respondeu rápido, rápido até demais.
– Você não tinha passado mal por que havia comido algo estragado? – Perguntei mantendo o olhar intenso.
– Talvez esteja passando mal por causa dos dois – Ela inteligentemente respondeu. Tesc! Como se eu realmente não percebesse que ela estava omitindo alguma coisa.
– Quando vai começar a realmente ser honesta comigo?
– Quando irá parar de me fazer tantas perguntas!? – Ela vociferou e foi a minha direção e puxou bruscamente o recipiente de remédios e voltou a guardar dentro da mochila. Ela me deu as costas e voltou a pegar a muda de roupas. – Quero que vá embora, Shikamaru.
– Eu também quero que você pare de mentir para mim, mesmo assim você não irá fazê-lo, assim como eu não vou embora.
Ela se voltou para mim pronta para retrucar alguma coisa, porém teve que correr ao banheiro, e eu apenas a ouvi voltando a vomitar na privada.
Fui até o criado mudo e peguei o meu prendedor de cabelo que permanecia ali, observei também a minha aliança, deixada lá durante a madrugada por Temari, mas a ignorei.
Dei lentos passos até o banheiro novamente e encostei-me ao batente da porta, observando-na novamente ajoelhada de frente da privada e dando descarga.
– E foi-se embora o seu suposto remédio de dor de cabeça – Murmurei dando um longo suspiro e voltando a andar em sua direção.
– Por que você continua aqui?
Voltei a sentar ao seu lado, e sem pedir permissão, prendi o seu cabelo com o meu prendedor.
– Pelo menos hoje vamos esquecer dos nossos problemas, lembra-se? – Perguntei encarando-na e dizendo as mesmas coisas que ela havia me dito durante aquela madrugada.
Observei-a com atenção, ela possuía o rosto extremamente pálido, assim como seus lábios. Os olhos avermelhados e com presença de olheiras.
Eu não sabia o que Temari tinha, mas provavelmente não era algo bom.
Como esperei, ela não me respondeu. Apenas encostou a cabeça em meu ombro e continuou de frente a privada, provavelmente esperando passar mal novamente.
Eu apenas suspirei vencido e fiquei ao seu lado.
Voltando a tentar entender a minha loira problemática.
[...]
Era raro Hinata se maquiar, mas naquela manha ela havia feito isso.
Depois de arrumar as malas e tomar um longo banho e encarar a sua imagem no espelho, ela percebeu que precisava urgentemente esconder aquelas olheiras, e foi o que fez, o inchaço dos olhos não tinha como esconder, mas pelo menos, fez com que seu rosto não mostrasse estar tão abatido quanto estava.
Respirou fundo quando saiu do quarto e foi até a sala de jantar, no horário habitual do café da manha, quando chegou lá viu a mesa completamente posta e bem organizada preparada por alguma empregada do clã.
Seu pai e sua irmã mais nova, Hanabi, já estavam sentados à mesa. Ambos observavam seriamente Hinata, mas ninguém falou absolutamente nada.
Mesmo sabendo que provavelmente ainda estava abatida, tentou ser o mais indiferente possível, não querendo transmitir a ninguém daquela casa a sua fragilidade e evitar perguntas constrangedoras.
Em silêncio, Hinata começou a comer seu café da manha, algo simples, porque seu estomago estava extremamente embrulhado, mas antes que colocasse algo na boca, ela finalmente relatou aos dois presentes a mesa:
– Irei partir hoje de Konoha, talvez antes mesmo do almoço, e ir à minha viagem para ganhar experiência para a liderança do clã – Disse com tanta obstinação que Hiashi foi o que mais se surpreendeu por ouvir as palavras da filha.
Ele deu um singelo sorriso e logo depois pegou a xícara de café e tomou um gole, não antes de encarar mais uma vez sua filha.
Ele estava sim feliz pela escolha de Hinata, porem não tanto quanto achou que ficaria... Não por completo, ele sabia que a partida não era principalmente pelo clã. A sua maior duvida era: qual o real motivo por tanta obstinação repentina de sua filha?
– Mais tão de repente! – Hanabi exclamou confusa.
Hinata apenas fez um sorriso gentil e respondeu:
– Sim, assim tão de repente será a melhor maneira. Irei ainda me despedir de algumas pessoas, mas será algo rápido. – Avisou não apenas a irmã casula, como também para o pai.
Hinata pegou uma xícara de café e encarou o liquido negro, pensativa. Ela iria se despedir sim de seus amigos, menos de uma pessoa, Uzumaki Naruto. Apesar de que Naruto, não fosse classificado como amigo de Hinata. Não, ele era algo mais do que isso.
[...]
Diferente de como Naruto havia chego no distrito Uchiha, que era correndo em uma velocidade impressionante, agora ele saia com passos lentos, e ainda o dia estava claro. Frio, mas claro.
Deveriam ser cerca de dez horas da manha.
Mas ele se assustou ao ver Haruno Sakura de braços cruzados de frente a saída do clã Uchiha.
– Era só o que me faltava – Resmungou Naruto encarando sua companheira de time que não possuía uma expressão muito amigável no rosto.
Ao se aproximar dela, ele foi recebido por uma metralhadora de perguntas:
– Então era você que estava correndo hoje de manhãzinha para dentro do distrito Uchiha. O que você está escondendo? Por que correu tão rápido para aí dentro? Por que demorou tanto para sair? O que há dentro do distrito Uchiha que te interessa tanto? Pergaminhos? Aquela famosa pedra Uchiha? Por que Naruto? Porque estava aí dentro?!
Tantas perguntas só fizeram Naruto ficar confuso e até mesmo irritado. Era só o que faltava, ele também discutir com Sakura, não bastava já ter discutido com Hinata?
– Você está aqui fora me esperando sair desde que entrei? – Naruto rapidamente observou, ele tinha ficado cerca de cinco horas lá dentro!
– Sim! E exijo uma explicação! – Ela exclamou de braços cruzados e se aproximando ainda mais do novo Hokage.
– Se está tão curiosa, por que não entrou e tentou descobrir a verdade?! – Perguntou Naruto trocando intensos olhares com a Haruno, que recuou dois passos para trás. – Está com medo, não é, Sakura-chan? Tem medo de descobrir se meu motivo de estar lá dentro tem alguma coisa haver com o Sasuke.
Sakura rapidamente ficou afoita e temerosa, abriu a boca para dizer algo, mas voltou a fechá-la sem saber muito bem o que dizer.
Como Ino lhe disse uma vez, Sasuke teve a sua oportunidade de retornar a Konoha, mas ele não o fez. Então porque ela ainda tinha um fio de esperança que aquilo fosse mentira? Ou o simples fato de realmente descobrir a verdade e saber o que aconteceu realmente com Sasuke após a guerra? Ou quais eram os motivos dele não ter retornado? Talvez por uma escolha própria, ou talvez por não poder! Vai saber! Existiam tantas suposições em sua cabeça, e a única coisa que ela queria era a verdade, e se Naruto sabia dela, então por que seu amigo não lhe dizia?
Mais sim, Naruto estava certo, ela tinha medo, muito medo de saber a verdade. Sasuke já havia lhe machucado tanto que ela tinha medo de se aproximar e realmente descobrir a verdade. Por isso queria antes se precaver para que não permitisse que ele a ferisse, não mais uma vez.
Naruto não conseguia entender isso?
– A escolha é sua Sakura, se quer saber a verdade, entre lá dentro.
E sem esperar por resposta ou ouvir qualquer coisa que a Haruno havia para falar, Naruto continuou andando, desta vez em direção ao prédio dos Kages. Ele estava atrasado, e sabia que provavelmente ouviria muito de Shizune ainda naquela manhã na qual tinha acordado com o pé esquerdo.
Sakura apenas permanecia atônica encarando a entrada do clã Uchiha. Refletindo sobre suas escolhas: descobrir a verdade ou permanecer alheia e não se envolver.
Qual das duas era mais segura a ela?
Pior, qual realmente deixaria a Haruno em paz?
Seria possível dentro daquele distrito haver as respostas de tantas de suas perguntas?
Sakura apenas mexeu nervosamente nos cabelos e continuava a refletir sobre sua escolha, e ela teria que ser rápida, porque a Haruno ainda tinha que ir ao hospital e trabalhar tanto por ela quanto para Ino.
[...]
O quarto permanecia em silêncio, porém agora ambos estavam na cama. Shikamaru continuava a usar apenas a calça colocada ás pressas naquela manhã.
Ele estava sentando e com as costas encostadas na cabeceira da cama, já Temari com as roupas trocadas, e naquele momento mais tranquila e até sonolenta, naquele instante Shikamaru percebeu que ela havia dormindo muito menos do que ele, provavelmente por não se sentir bem à madrugada inteira.
Ela estava sentada no colo dele, com a cabeça apoiada no peito nu do Nara enquanto era abraçada pelo mesmo.
Temari encarou a janela, agora aberta, e observou a claridade do dia, sabia que havia passado das oito horas da manha e que provavelmente estivesse até próximo do meio dia. Então comentou:
– Estamos atrasados no serviço.
– Você não está em condições de trabalhar hoje.
– Eu estou bem...
– Não, você não está. – Retrucou rapidamente Shikamaru, e tudo que ele ouviu como resposta foi um resmungo dela, mesmo assim, ambos não saiam da posição confortável que estavam.
Shikamaru sorriu ao perceber que talvez aquela fosse a primeira discussão na qual realmente vencia, porem sua felicidade durou pouco, porque ela falou:
– Mas você está em condições de trabalhar.
– Tesc, Temari! Quando vai entender que não vou te deixar sozinha. – Informou encarando os olhos dela, que assim como Shikamaru, ela o encarava com a mesma intensidade.
Temari abriu a boca para dizer algo, porem voltou a fechá-la, incerta. E se sentiu ainda mais confusa quando Shikamaru beijou carinhosamente a sua testa, ficando também estranhamente confortável.
– Só vou ficar uma semana em Konoha, Shikamaru. Precisamos adiantar o trabalho.
Ele suspirou lentamente apoiando o seu queixo no topo da cabeça dela, e rapidamente calculou as poucas horas que ainda tinha com a princesa de Suna, antes de ela partir e desaparecer um bom tempo de sua vida.
Porem a única coisa que respondeu em murmúrio foi:
– Prometo que o restante da semana vamos adiantar o serviço, se te deixa mais tranquila, posso até prometer fazer hora extra.
Imediatamente Temari sorriu presunçosa. Pela primeira vez em sua vida ela havia conseguido convencer Nara Shikamaru, o preguiçoso número um de Konoha, a fazer hora extra! Aquilo era um milagre! Só podia.
Até mesmo ele não conseguiu reprimir um sorriso. Ela era a única que realmente mexia com ele.
Todavia ambos continuaram naquele silêncio, que diferente dos outros, era acolhedor e tranquilo, porque nem que fosse apenas uma doce ilusão, eles estavam juntos, apenas naquele dia.
[...]
No campo de treinamento, mesmo durante o frio da manha, um belo ninja acompanhando de seu cachorro, Akamaru, estavam na zona de treinamento número cinco de Konoha.
Agora com vinte e quatro anos, Kiba havia parado de pintar as laterais de seu rosto principalmente pelo fato de usar a barba, que era curta, porem presente. Assim como também deixou de usar sua jaqueta com capuz, agora, ele usava apenas o colete verde de um membro da ANBU, sua mais nova posição ninja, deixando assim presente também seus espetados cabelos castanhos.
Ele e seu fiel companheiro treinavam mais um novo jutsu, afinal, Kiba ainda sonhava um dia poder lutar novamente com Uzumaki Naruto, seu verdadeiro rival, apesar de só ele o ver assim.
Mesmo Naruto se tornando o novo Hokage de Konoha, Kiba não perdeu a esperança de um dia ter a sua tão sonhava revanche da época na qual eram apenas guenins, porque Naruto ainda era conhecido como o “pior” ninja da academia quando foi vencido, e aquilo foi a maior humilhação para ele. Porem naquela mesma prova, Naruto não só provou que era muito mais forte e capaz do que muitos um dia poderiam ter imaginado, como também venceu Hyuuga Neji, o gênio Hyuuga.
Foi inevitável Kiba não sorrir com as lembranças nostálgicas enquanto descansava de seu treinamento encostado no tronco de uma árvore.
Aquilo havia sido há doze anos atrás, e como a vida deles havia mudado! Infelizmente, Hyuuga Neji havia morrido durante a guerra, ironicamente salvando a vida de Naruto. O Uzumaki, não tinha apenas se tornado o ninja mais forte de Konoha, como também o sexto Hokage, e o principal responsável pelo fim da Quarta Guerra Mundial, sendo assim, reconhecido por todo o mundo ninja. E ele havia se tornado um membro da ANBU, um cargo tão almejado por tantos ninjas, mas que naqueles últimos anos, com a paz entre as grandes nações, não existiam muitos serviços para serem realizados.
Porem, Kiba parou de refletir sobre o passado quando sentiu um cheiro tão familiar e ao mesmo tempo tão antigo, fazia muito tempo que ele não a via.
Rapidamente sorriu por perceber quem se aproximava, e não demorou a Akamaru também sentir o tão familiar cheiro e se levantar afoito e feliz por ver quem se aproximava. O cachorro, apesar de adorar seu dono, sempre gostava de brincar e receber carinho de Hyuuga Hinata após o fim de seus treinamentos enquanto ainda eram guenins e treinados por Kurenai.
E o cachorro não era o único por ainda nutrir tantos intensos sentimentos pela Hyuuga.
– Faz muito tempo, Hinata. – Comentou Kiba sorridente e observando a sua antiga companheira de time se aproximar, que assim que foi recebida, sorriu.
Mas mal deu tempo para se aproximar de Kiba, porque Akamaru correu e pulou em direção da delicada Hyuuga, quase a esmagando pelo seu enorme tamanho e excesso de felicidade, recebendo assim uma severa bronca de seu dono, porem só arrancou uma longa e alta risada de Hinata, que por um lado, Hinata adorou o fato de rir daquele jeito, principalmente naquele fatídico dia.
– Também estava com saudades, Akamaru. Não! Não me lam... – Mas mal deu tempo para terminar de falar, o pobre cachorro felicíssimo acabou dando uma enorme lambida no rosto da Hyuuga, deixando o percurso cheio de baba. Fazendo com que a Hyuuga apenas risse mais.
– Akamaru! Modos garoto! – Exclamou Kiba irritado e correu em direção dos dois, primeiramente querendo ajudar a amiga que havia sido derrubada no chão e era recebida por lambidas do animal felicíssimo, porem carregadas de baba.
Era raríssimo o cachorro não obedecer a seu dono, e quando isso acontecia, Hinata sempre estava metida no meio.
Quando era mais jovem Kiba havia feito uma tese no qual Hinata com todos os seus defeitos e qualidades, possuía um charme que não apenas afetava a ele, como também seu cachorro. Ambos sentiam um amor platônico e extremamente juvenil pela delicada menina, que agora com seus vinte e quatro anos tornou-se uma belíssima mulher, não menos delicada que antigamente.
– Akamaru! Você precisa saber se controlar! – Exclamou Kiba vendo que a felicidade do cachorro parecia eterna, e quando se aproximou, ajudou a afastar seu animal e auxiliou a Hinata a se levantar, porem mesmo assim ela ainda passava as delicadas mãos sobre o pelo do rosto do cachorro, que depois de um tempo começou a ronronar. – O que posso dizer, ele sempre teve uma quedinha por você, Hinata. – Comentou encarando a sua ex-companheira de time, que naquele momento tinha olhos apenas para o seu animal.
Ela sempre tinha olhos para qualquer outro, ele já estava habituado a isso.
– Nossa! Realmente faz muito tempo que não o vejo. Na verdade, que eu não vejo nenhum de vocês dois, não é Kiba-kun? – Perguntou sorridente olhando para seu companheiro mais não parando de dar carinho a Akamaru. – Estava com saudades, se não estivesse toda babada até te abraçaria.
– Eu não me importo – Comentou Kiba com humor e apenas recebeu uma risada de Hinata, que para seus ouvidos era um adorável som.
Porem ele ficou sem seu abraço, mesmo o desejando.
Doce ilusão.
– Fiquei sabendo que você se tornou um novo membro da ANBU, fico feliz por isso – Comentou Hinata parando de dar atenção a Akamaru e voltar-se para Kiba, o cachorro pareceu levemente frustrado, mesmo assim não se afastou dela, muito pelo contrário, deitou em seus pés.
Hinata ao perceber o enorme carinho do animal, apenas sorriu.
– Pois é, me tornei mesmo, mas o serviço anda escasso. Essa paz não trás grandes missões.
– Isso é verdade.
– Mas não sou o único com novidades, não é? – Perguntou Kiba cruzando os braços e encarando sua ex-companheira de time.
– Como ficou sabendo?
– Shino – Ele simplesmente respondeu – Você mais do que ninguém sabe que a pessoa mais informada de Konoha é ele, mesmo as pessoas não sabendo disso. – Ele deu de ombros – Ele me contou que seu pai quer que você assuma o clã.
Hinata voltou a sorrir, desta vez orgulhosa de si mesma. Era estranho sorrir tantas vezes em um intervalo de tempo tão curto, mas quando ela estava com Kiba e Akamaru era quase que impossível isso não acontecer. Provavelmente fosse o fato de uma verdadeira amizade para ela e uma intimidade antiga. Ela sempre se sentia à vontade com eles.
– Pois é, papai e os conselheiros Hyuuga me indicaram como futura líder do clã, e por isto estou aqui.
Kiba ficou intrigado com as últimas palavras de Hinata, logo depois ficou sabendo da história, e principalmente o fato dela ter que sair de Konoha, um costume Hyuuga em relação ao futuro líder antes de entrar em seu cargo. Mas o que mais lhe surpreendeu, foi o fato dela estar partindo ainda naquele dia.
Ela também explicou, enquanto se sentavam na grama um de frente do outro, que tinha ido lá se despedir de seu amigo, assim como havia feito com Kurenai, Shino, Tenten no hospital e até mesmo Lee, que fazia companhia a Tenten.
– Quando você volta? – Ele perguntou enrugando os cenhos e contendo em sua voz, uma leve agonia, mas algo que jamais havia sido percebido por Hinata.
– Quando decidir. Na verdade eu não faço a menor ideia, estava realmente pensando em passar em todas grandes cinco vilas, e isso levará um longo tempo. Sem contar que... –hesitou Hinata, e isso foi rapidamente percebido por Kiba, que entendeu que com certeza existia mais do que um motivo pela saída da Hyuuga de Konoha –... Eu preciso de um tempo para mim, e está viagem apareceu na hora certa.
Kiba encarou intensamente a ex-colega de time, que por um momento até se sentiu constrangida, e logo ele perguntou discretamente:
– Hinata, seus olhos estão inchados, você chorou à noite, não é?
Ela se surpreendeu com as palavras de seu companheiro, e tal atitude, apenas afirmou sua desconfiança. Porque ele havia sido o único a perceber que Hinata não estava bem.
– Qual é o real motivo de você estar saindo de Konoha? – Ele novamente perguntou.
E pensar no assunto tão doloroso para a gentil Hyuuga foi o estopim para o sorriso, que vigorava até aquele momento, morrer repentinamente. E ao lembrar dos intensos e dolorosos motivos, ela ficou rapidamente com lágrimas escorrendo no delicado rosto, assustando principalmente Kiba, que ficou desesperado ao ver Hinata chorar tão de repente na sua frente.
Naquele instante ele entendeu que existia alguma coisa que havia a machucado profundamente.
Ele apenas se aproximou dela e a abraçou, continuando sentados.
Com o grande afeto e carinho que Hinata sentia dele, ela apenas encostou o rosto em seu peito, e sem pudor nenhum, chorou intensamente no ombro amigo, sentindo ainda os toques gentis em seus cabelos. Kiba a tentava consolar.
– Não precisa me contar, se achar melhor.
E o foi o que ela fez, afinal Hinata não teria a mínima coragem de contar a ele, na verdade, a ninguém. O caso sexual com o sexto Hokage de Konoha seria o grande segredo de sua vida.
Mesmo não sabendo o verdadeiro motivo de tanta infelicidade da Hyuuga, Kiba se sentia satisfeito em saber que Hinata ainda confiava fielmente nele, mesmo com o tempo.
Ele pensou naquele momento que talvez ela se sentisse segura e a vontade apenas com ele.
Doce ilusão.
Ele mal poderia imaginar que aquilo também acontecia com o seu maior rival, Uzumaki Naruto.
[...]
Konoha possuía a movimentação costumeira naquele inicio de tarde, porem a Floricultura estava vazia.
Com os cotovelos encostados no balcão, e resmungando coisas sem sentido, Ino se mostrava extremamente entediada, alem de irritada.
Principalmente pelo repentino desaparecimento de seu namorado.
Encarou desgostosa a aliança de prata no dedo anular, onde dentro estava inscrito “Shikamaru”.
Irritada, ela resmungou ofensas a ele, principalmente por ontem, que era o dia do falecimento de seus pais, e mesmo assim, pela primeira vez naqueles cinco anos, ambos não foram juntos para o túmulo de seus familiares. Ela nem ao menos sabia se Shikamaru realmente tinha ido à lápide de Shikaku.
Porem ela havia encontrado a sua sogra na lápide do marido, elas tiveram uma rápida conversa, e a mãe do Nara informou que ele havia saído cedo de casa, indo realizar uma missão.
E ela sabia, muito bem, que missão era aquela. Mais do que isso, também sabia com quem ele iria trabalhar, e foi involuntário não ficar enciumada!
Temari era uma ótima pessoa, e Ino sabia disso, e não tinha nada contra a pessoa “Temari”, porem quando envolvia Temari e Shikamaru no mesmo assunto... Ai sim ela tinha tudo contra!
Ino se irritou ainda mais quando percebeu o seu ridículo ciúme!
Apesar de tudo, Ino queria acreditar que ambos exclusivamente apenas trabalhariam, e que nada, absolutamente nada, ocorreria entre os dois.
O preguiçoso Shikamaru jamais teria coragem de traí-la, sem contar, que ficar com duas loiras seria algo “problemático”. Oh sim! Com certeza era assim que ele nomearia a relação.
Doce ilusão dela.
[...]
Shikamaru observava silenciosamente Temari, que agora cochilava em seu colo tranquilamente.
O rosto tranquilo e delicado lhe proporcionada uma paz inexplicável. Vê-la tão perto de si, criava a doce ilusão que ela era sua. E que, apenas em sua companhia ela estaria segura.
Inevitavelmente ele fez um singelo sorriso, principalmente quando encontrou uma marca avermelhada com alguns pigmentos arroxeados no pescoço esguio dela, marca que ele mesmo havia feito durante a madrugada.
– Shikamaru... – Murmurou Temari acabando de acordar e percebeu que permanecia na mesma posição que antes, ainda no colo do Nara com a cabeça encostada em seu peito, ainda também sendo teimosamente abraçada por ele.
Temari percebeu que era estranho aquele conforto tão intenso, provavelmente alguma parte do corpo dele deveria estar formigando por mantê-la tanto tempo em cima de seu corpo, por isso ela tentou se mexer para se afastar, porém Shikamaru não deixou, apenas a abraçou mais forte e resmungou alguma coisa.
– Fique ai. – Ele ordenou voltando a encostar a sua cabeça na dela, e deixando um beijo cuidadoso na lateral de seu rosto quente. – Está se sentindo melhor? – Perguntou preocupado por perceber que ela continuava pálida, assim como também mantinha os lábios esbranquiçados, porém suas maças estavam levemente avermelhadas, não sabia se era timidez ou o corpo febril, na verdade ele nem tinha absoluta certeza se ela realmente estava febril, mais com certeza estava mais quente.
– Sim.
Shikamaru teve suas duvidas se aquelas palavras realmente eram sinceras.
– Você precisa comer alguma coisa... Melhor, nós dois precisamos.
– Não sei se consigo comer.
– Seu estomago ainda está estranho? Está sentindo alguma dor? Talvez seja melhor te levar para o hospital.
– Que hospital o que! Já disse que estou bem, Shikamaru. Meu estomago só está um pouco embrulhado, vou apenas comer alguma coisa salgada, mas pouco.
Por um lado Shikamaru gostou do fato de não tê-la que levar ao hospital, afinal, era possível encontrar Ino naquele ambiente, e aquilo era tudo o que o Nara menos queria naquele momento.
– Bem, acho melhor ir a um restaurante buscar nosso almoço...
– Não. – Ordenou Temari prendendo suas mãos na gola da camiseta dele, mostrando que não queria que ele se afastasse de si, e sabendo disso, ele se sentiu estranhamente feliz. – É só pedir no hotel que eles entregam.
– Mesmo assim eu preciso sair pra pedir.
– Não... — Resmungou manhosamente aproximando seus lábios do dele, que mantinha um sorriso de contentamento, fazendo com que sorrisse também. – Você... Fica... Comigo. – Disse entre beijos, criando apenas mais um extenso sorriso no rosto do Nara.
– Volto daqui alguns minutos, e quando voltar eu quero muito mais disso – Ele informou e depois a beijou intensamente, brincando algumas vezes até com a língua dela, até que finalmente ele se afastou, recebendo um resmungo dela, mas sabia que se continuassem naquele ritmo eles iam acabar comendo era outra coisa – Volto logo. – Informou sério.
Ele a tirou de cima de seu corpo, colocando-na delicadamente sobre um espaço gélido da cama, fazendo apenas com que Temari desejasse ainda mais voltar à posição confortável anterior.
Logo depois Shikamaru buscou o restante de suas roupas, que estavam em lugares completamente diferentes do quarto. Partiu não antes de roubar um beijo da princesa de Suna.
Ela ouviu a porta se fechar e alguns passos no corredor, obtendo certeza que o Nara havia se afastado. Em um movimento astuto e ligeiro, ela saiu rapidamente da cama e foi até a sua mochila. Agradeceu quando Shikamaru não vasculhou suas coisas direito, não percebendo assim, outros conteúdos.
Temari também sabia que não tinha muito tempo, então rapidamente ela retirou um recipiente com uma solução aquosa e uma seringa.
Agradeceu também o fato de terem transado durante a noite e madrugada no escuro, pois assim, Shikamaru não percebeu as arroxeadas marcas no braço da princesa de Suna, reveladas assim que ela ergueu a manga da blusa que usava.
Rapidamente ela encheu a seringa com o conteúdo aquoso, e sem pestanejar, aplicou em si mesma; não antes de prender um elástico no braço e verificar a veia dilatada.
Porem, ela ficou atônica quando viu a porta do quarto se abrir lentamente, e mostrar a figura severamente aborrecida de Shikamaru encostado no batente da porta, observando tudo atentamente.
– Sabia que você ia fazer alguma coisa assim que eu saísse.
Naquele exato momento ela percebeu que o assunto do almoço talvez tivesse sido apenas um plano meticulosamente planejado por seu companheiro, que provavelmente já teria várias teses sobre os motivos dela estar passando mal.
– Quando vai começar a me contar a verdade, a verdadeira verdade, Temari?
Doce ilusão dela pensar que realmente pudesse esconder tudo de Shikamaru. Naquele momento ela percebeu que pelo menos uma pequena parte teria que ser dita.
Ela suspirou vencida e após terminar de aplicar a substância misteriosa, ela tirou o elástico do braço e guardou a solução aquosa novamente dentro de sua bagagem, jogando logo depois a seringa fora.
– Te explico depois de arranjar o almoço, preciso comer algo antes que minha pressão caia ainda mais. – Informou tão séria quanto ele, e aquilo foi tudo o que Temari lhe respondeu.
Doce ilusão se Shikamaru pensou que conseguiria suas respostas tão facilmente.
[...]
[Pov Sakura]
Como imaginei, aquele clã realmente estava abandonado.
A rua era tomada por mato, às casas eram velhas e algumas haviam até mesmo desabado com os anos, sobrando assim, apenas o alicerce. Outras mostravam até uma bela arquitetura, porem, com a pintura antiga e o telhado destruído, viravam apenas ruínas.
É triste imaginar que um clã tão grandioso como aquele havia sido reduzido a nada, mas foi o que aconteceu. Com certeza quando ele ainda existia, deveria ser muito bonito e movimentado, por isso é compreensível Sasuke-kun adorá-lo quando criança.
Pergunto-me se quando éramos ainda guenins como era passar por aqui todos os dias, observando aos poucos seu clã se desmoronando literalmente diante de seus olhos.
Enfim, agora que realmente estou aqui, o que estou procurando?
Andei ainda entre as ruas, observando tudo ao meu redor, mas tirando o lugar em ruínas, não havia nada que chamasse a minha atenção.
Estava quase desistindo, afinal, nem sabia o que procurava e o frio daquele inicio de tarde começava apenas há intensificar, fora que o céu começava a se fechar, logo cairia uma forte tempestade, e eu não gostaria de estar dentro do clã Uchiha quando isso acontecesse.
Até que finalmente algo peculiar me chamou a atenção. Uma casa, mais no centro do clã, estava com a pintura em ordem, o telhado limpo e até mesmo a grama aparada. Como se alguém realmente morasse lá.
Impossível! Ninguém morava no clã Uchiha... Há não ser que...?!
Corri em direção de tal casa, sentindo meu coração bater com tanta intensidade que poderia jurar que ele sairia pela boca.
Agitada, entrei sem pestanejar na casa, ou ao menos sem pedir permissão.
Olhei ao meu redor e tudo estava extremamente arrumado. O carpete de madeira do corredor de entrada estava limpo e até mesmo encerado.
Então vi, em um cômodo à direita com luzes acesas, provavelmente deveria ser a sala, e talvez tivesse alguém lá.
Afinal, EXISTIA alguma pessoa morando lá!
Agora, dentro da casa do Clã Uchiha, eu travei! Pois é, afinal, poderia ser o Sasuke, não é?! Se fosse, o que faria?!
Temerosa, porem decidida e curiosa. Dei lentos passos até o cômodo, senti meu coração palpitar quando parei na entrada do cômodo de luzes acesas e percebi que não havia ninguém.
Doce ilusão em imaginar que alguém poderia estar lá.
Porem observei que em cima de uma mesa de madeira no centro da sala existiam duas xícaras de café. Provavelmente uma deveria ser de Naruto, que tinha saído daqui a poucos minutos atrás, mas a outra seria de quem?
– Naruto! Eu já não alertei para você avisar antes de entrar!? – Irritado perguntou e exclamou uma voz grave atrás de mim, um timbre que eu conhecia tão bem, e que imediatamente fez com que me arrepiasse.
Aquela era a voz de Uchiha Sasuke.
Afoita, me virei lentamente, então realmente percebi que não estava enganada, Sasuke estava em um cômodo de frente à sala, aparentemente era a cozinha... Enfim, não prestei muita atenção naquilo.
Apenas encarei paralisada Sasuke, que apesar dos anos, não havia mudado nada, os cabelos negros displicentes tinham o mesmo corte, e até mesmo seu corpo malhado continuava o mesmo; apenas os trajes haviam mudado.
Porem...
– É você Tsunade? Voltou de Suna? – Voltou a perguntar pelo meu insistente silêncio.
E então eu finalmente entendi, Sasuke não conseguia me reconhecer, porque seus olhos negros, agora possuíam um brilho diferente, assim como também possuíam a íris esbranquiçada.
Aquele era um Uchiha Sasuke cego.
– Não, Sasuke-kun. – E assim que comecei a falar já observei ele mudar completamente de postura, tornando-se mais rígido – Sou eu.
Sabia muito bem que não precisava dizer meu nome, ele reconhecia a minha voz “irritante” e havia descoberto quem realmente tinha invadido a sua casa.
Não sabia há quanto tempo, mas Sasuke estava morando em Konoha.
Não sabia como, mas ele estava cego.
E não entendia principalmente o porque de Naruto nunca ter me contado a verdade!
[...]
– Eu disse para vocês não virem – Comentou sem graça Hinata encontrando não apenas Kurenai, Kiba e Shino na saída da Vila de Konoha, como também Lee.
Ela estava acompanhada de sua irmã e seu pai, e ficou extremamente constrangida quando foi se despedir de Lee e ele chorava muito, repetindo palavras de boa viagem e que ele cuidaria de Tenten enquanto ela estivesse fora.
Foi triste dizer adeus a todos, principalmente a Akamaru, no qual ela tinha absoluta certeza que sentiria saudades.
Seu pai não lhe disse nenhuma palavra; sua irmã apenas pediu para que tomasse cuidado; Kurenai pediu que sempre estivesse alerta, pois viajar sozinha era bem diferente que em grupo, tornando-se mais perigoso; Shino avisou para tomar cuidado com insetos desconhecidos e Kiba apenas a abraçou intensamente pedindo para não demorar muito para retornar.
Com um singelo sorriso e sem cerimônias, ela partiu.
E assim que cruzou os grandes portões da vila, ela se sentiu extremamente aliviada e inspirou fortemente o ar fresco pela baixa temperatura, mas ela se sentia também extremamente livre. Primeiramente porque ela não havia o visto, e tinha conseguido partir de Konoha despercebida por Uzumaki Naruto.
Doce ilusão.
Já um pouco distante da vila, ela se virou, e ainda conseguia ver seus amigos e familiares nos portões de Konoha, porem ao olhar pro alto viu o Monte Kage, e sem muitos detalhes pode observar o rosto do Sexto Hokage, e apenas naquela imagem ela se despediu tranquilamente e sem puderes.
Porem ela mal imaginava que em cima do Monte Kage, e especificamente em cima do rosto de Uzumaki Naruto, estava sentado nas rochas o atual Hokage. Observando de longe uma pessoa se afastar de Konoha, a quem ele sabia muito bem quem era, mais que jamais teria coragem de se despedir pessoalmente, não depois do que aconteceu na noite passada.
– Adeus, Hinatinha. Boa viagem e tome cuidado.
E foi assim que Hyuuga Hinata partiu de Konoha, deixando para trás as dores que lhe atormentavam para descobrir um novo mundo com seus próprios olhos. E seria assim que ela aprenderia a proteger a si mesma, porque agora sozinha, apenas ela poderia fazer isso.
E ela ainda pensou que o seu caso com o sexto Hokage se tornaria passado, e com o tempo, não lhe atormentaria mais. Seria apenas um acontecimento de sua juventude.
Doce ilusão.
Continua...
Notas finais
Mereço mais recomendações? *-*!
A relação de Shikamaru e Temari aos pouco vão se complicando. Amei a cenas deste casal no capítulo de hoje, reli várias vezes, hehehe. O que? Também sou leitora, ué.
Ino está sendo traída, e com certeza, ainda vai causar muitos problemas.
Kiba finalmente apareceu! Uhul! Achei bunitinha a cena de Kiba e Hinata.
Naruto ficou com muito mais peso na consciência pelo que fez a Hinata do que poderia ter imaginado.
Não tivemos apenas a aparição de Kiba hj, como o de Uchiha Sasuke também! Finalmente. E que aparição bombástica ein!
Fora à situação inusitada de Haruno Sakura.
E calma que todos os mistérios da fic ainda serão esclarecidos, como também surgiram outros, hehe.
LEITORES FANTASMAS, APAREÇAM! A sua opinião faz sim diferença para mim, me motiva a escrever e pode me ajudar de várias maneiras. Então, se você lê, me faça feliz, ok? Sou uma escritora carente, #fato. :D
Há! Vocês gostaram da nova capa? Estou meio incerta, mas entre todas achei essa a melhor, afinal, estou narrando tantos casais.
Há! Quase me esquecendo. Como esse capítulo saiu MUITO grande, eu não coloquei cenas NejiTen, algo que devo por no próximo capítulo, afinal ainda não narrei direito esse romance. Então aos fãns, não se preocupem.
Há! Outra coisa tbm, estava eu aqui refletindo e pensando em quais personagens ainda não coloquei aqui na fic, ou pelo menos nem citei. Já me lembraram do Kakashi [eu tinha esquecido, hehehe], o Gaara [este sempre lembro, porem ainda não apareceu na fic pq n foi o momento dele], o Kankurou os mesmo motivos que o Gaara. Tem o time da Hebi tbm... Mas eles eu n sei se vou por mesmo na fic, Karin e Suijetsu é um bom casal, mas já são tantos para me preocupar que não sei se irei desenvolvê-los... Então, tem mais alguém que estou esquecendo? Há! O Sai já foi citado no primeiro capitulo, mas não apareceu, n sei se vai ter um papel importante na fic, ele é um personagem indiferente para mim assim como o Shino.
Até a próxima gente.
Bjs Nessa.
Fale com o autor