Coisas Que Eu Nunca Te Disse
26 Preparativos.
Notas iniciais
Já havia se passado três dias desde a frustrada tentativa de encontro, e Reiji evitava Ranmaru a todo instante, não dormia mais na casa da banda e só comparecia a ensaios ou reuniões. O Kotobuki não estava com raiva do albino, mas considerava a ideia de desistir desse amor quase impossível, Ayume querendo ou não sempre estaria no meio deles, sempre seria a ex namorada de Ranmaru. Situação parecida com a de Ren e Masato, Seira sempre era o motivo das brigas frequentes do casal, mas todos sabiam o quanto o ruivo amava o namorado e mesmo com todas as tramoias da atriz, eles sempre ficavam, no fim, de bem.
Mas com ele não poderia ser assim. Que garantias ele tinha que o Kurosaki fosse sentir um amor tão grande como o kouhai sentia por Masato? Que ele não iria se sentir atraído pela ex, que por sinal era linda, e ir pra cama com ela? Nenhuma. Nenhuma garantia ele tinha e se era pra sofrer… preferia dar um basta naquilo logo.
Ranmaru: Reiji!
O moreno estremeceu, estava quase indo embora quando foi abordado pelo maior.
Reiji: Ran-Ran, o que houve?
Perguntou tentando parecer o mais natural possível. Ranmaru estreitou levemente seu cenho.
Ranmaru: eu que deveria fazer essa pergunta. Você não dormiu mais aqui, por quê?
O menor ficou o olhando e sorriu de leve.
Reiji: sentia falta do meu apartamento um pouco…
Piscou ao Kurosaki que continuou o fitando de um jeito desconfiado.
Reiji: e também tenho algumas coisas que preciso fazer, então é melhor que eu fique lá… por enquanto.
Falou desviando o olhar do colega de banda.
Reiji: bom, nos vemos…
Ele ia se despedir quando o Kurosaki puxou seu braço o trazendo para si.
Reiji: Ran-Ran??
Ranmaru: é por minha causa não é?
Reiji: o que?
Perguntou meio assustado.
Ranmaru: o motivo que não para mais aqui.
Reiji engoliu em seco.
Reiji: claro que não Ran-Ran! Não tem nada a ver com você…
Ranmaru: então, porque além de não dormir mais aqui… ainda fica me evitando o tempo inteiro??
Reiji corou e desviou o olhar dos orbes do outro.
Reiji: isso é paranoia sua…
Ranmaru: não é não! Está estranho desde o nosso…
Ele interrompeu sua própria fala, fixando mais profundamente o olhar no Kotobuki que corou mais ainda.
Ranmaru: Reiji… você…?
O telefone do moreno tocou na hora, obrigando os dois a saírem do transe que estavam.
Reiji: etto… eu tenho que ir Ran-Ran.
Ranmaru: espera! Vai passar o natal aonde?
O Kotobuki petrificou com a pergunta.
Reiji: com a minha mãe e… a Raiko. E você?
Ranmaru o fitou, não acreditando muito naquilo.
Ranmaru: aqui mesmo. Provavelmente o Ai e o Camus passarão aqui também.
Reiji sorriu.
Reiji: que bom. Então nos vemos amanhã, eu passo aqui pra falar com vocês. Sayonara.
Ele se despediu tentando parecer o mesmo Reiji animado que sempre foi, mas Ranmaru sabia que aquele sorriso era falso.
.........................
Na academia…
Ren: nós precisamos fazer isso.
Disse calmo, depois de explicar o “plano nas entrelinhas”, a Tokiya, Otoya e Masato.
Ren: os senpais e nossos amigos estão com a gente nesse plano, Ran-chan já concordou em fazer a parte dele… mas nós sabemos que é preciso um “extra” nisso e pra ele precisaremos do Ai-senpai.
Tokiya cruzou os braços.
Tokiya: acha que vai dar certo?
Ren: vocês dois são os kouhais do Reiji, me digam vocês.
Tokiya e Otoya se olharam.
Otoya: baseado na personalidade imprevisível e doida do Rei-chan… vai dar certo.
Eles riram.
Masato: tem que dar. Só temos isso pra fazer aqueles dois idiotas se entenderem.
Tokiya: Kotobuki-senpai tá numa depressão contagiosa e irritante desde o encontro.
Otoya bateu no braço dele.
Otoya: não fale assim!! Ele tem motivos pra isso, aquela vaca da Ayume o fez pensar que ela havia dormindo com o Ranmaru-senpai! É claro que ele tem o direito de se sentir mal!
Todos olhavam para o ruivo meio surpresos pela atitude dele.
Otoya: o que? Eu não gosto de ver o Rei-chan assim!
Virou a cara cruzando os braços.
Ren: oh o Ikki tem pavio curto quando quer hein? Cuidado Ichii, ou ele que vai mandar na relação.
O moreno o fuzilou e virou a cara.
Masato: fala a pessoa que também não manda em nada na nossa.
Alfinetou cinicamente, Tokiya e Otoya riram da careta do Jinguji.
Ren: Masa… assim você acaba com minha imagem.
Masato: só estou falando a verdade.
Deu de ombros.
Masato: ou você acha mesmo que manda em alguma coisa?
Arqueou a sobrancelha sarcástico.
Ren: depois nos entendemos.
Encarou maliciosamente o Hijirikawa que corou de leve e bufou virando a cara. Tokiya e Otoya observavam aquilo segurando o riso.
Tokiya: podemos voltar para o drama da vida amorosa dos nossos senpais?
Cruzou os braços sarcástico.
Ren: hai, hai.
Fez um movimento com a mão.
Ren: todos estão preocupados e torcem por eles, mas nós precisamos junta-los. São nossos senpais e…
Ele olhou para o namorado e depois para os dois amigos.
Ren: se estamos felizes e juntos hoje, a quem devemos isso?
Os três presentes arregalaram os olhos.
Otoya: Rei-chan…
Masato: Kurosaki-sempai.
Eles suspiraram.
Ren: foi ele que me incentivou a criar coragem e admitir que amava o Masato, antes tinha receio dele me odiar.
O Hijirikawa o fitava.
Masato: e por causa dele eu acreditei que o Ren falava a verdade. Achava que ele estava apenas brincando comigo ou queria só se divertir. Mas foi o senpai que me convenceu que o Ren me amava de verdade.
Tokiya e Otoya se entreolharam.
Otoya: se não fosse pelo Rei-chan, Tokiya nunca tinha se confessado e eu descoberto que o amava.
Ele sorriu de leve.
Otoya: até dar a impressão que estavam tendo um caso, ele fez para me fazer ter uma atitude.
Os três riram da careta do ruivo.
Otoya: naquela vez me senti enganado, mas sabia que o senpai fez o que fez porque nos queria juntos.
Tokiya: e pela primeira vez ele tá amando alguém.
Ren: nós já sofremos por causa do amor, então sabemos bem o que eles estão sentindo. Inclusive o sentimento de achar que o outro não nos corresponde.
Todos ficaram em silêncio.
Ren: o Reiji os vê como seus irmãos mais novos e adora vocês. Ran-chan, apesar do jeito marrento e que sempre tenta se fazer de indiferente… eu sei que ele se importa comigo e com o Masa, sempre que precisamos dele ou que estamos com problemas, ele nos ajuda.
Otoya: nós tiramos a sorte grande quando os escolheram pra serem nossos senpais não?
Eles riram.
Masato: o começo era difícil a convivência, pelo gênio difícil do Kurosaki-senpai. E até hoje não o perdoo por ter jogado meu tatame no lixo.
Ren riu.
Ren: mas ele depois acabou te dando outro.
O moreno sorriu.
Masato: foi.
Ele se levantou da cama.
Masato: vamos continuar com o “extra” do plano. Ren e eu falamos com o Ai-senpai.
Tokiya: e quanto a Raiko, Otoya e eu nos entendemos com ela.
Otoya: hai!!
Falou animado.
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Syo estava no seu dormitório, como Natsuki havia saído com Nagi, ele tinha o quarto todo pra ficar com seu namorado a sós.
Ai: como o Natsuki e o Nagi estão?
Perguntou enquanto abraçava o menor por traz, estavam sentados na cama com Ai apoiado no espelho da mesma.
Syo: estão ótimos, até o projeto de anão de jardim nunca mais deu os pitis dele. Natsuki anda mais reluzente que o normal.
O veterano riu.
Ai: fala o ser mais alto da terra.
Syo virou a cara.
Syo: pelo menos sou mais alto que ele.
Bufou tirando outro riso do bluenette.
Syo: deveria ser crime o senpai fazer bulliyng com o kouhai dele.
Ai revirou os olhos.
Ai: mas não estou aqui como senpai, mas como namorado.
Syo: pior ainda! Se você me ama, não tem que ficar me sacaneando pela altura!
Fez um bico irritado.
Ai: mas o que seria das melhores relações sem essas demonstrações de afeto?
Falou cinicamente recebendo um olhar de repreensão do chibi.
Ai: não me olhe assim…
Ele o abraçou mais forte e enterrou seu rosto na curvatura do pescoço do Kurusu, Syo corou de leve com aquilo.
Ai: eu te amo. E quando amei você, já tinha seus belos 1.61 de altura e amei mesmo assim…
Syo riu.
Syo: que declaração de amor linda.
Falou sarcástico, mas mesmo assim estava corado.
Ai: hmm… mas te fiz corar com ela.
Pressionou com o dedo indicador a bochecha direita.
Syo: baka. Não to corado…
Ai: claro que não está.
Disse irônico.
Ai: acho que usarei essa declaração quando casarmos. Já que gostou tanto dela.
Disse rindo de leve, Syo arregalou os olhos e o fitou virando um pouco a cabeça para o lado.
Ai: que foi?
Syo: casar?
Ai ficou observando a expressão surpresa do kouhai.
Ai: alguma objeção com isso?
Syo: err… n-não… mas…
Ele estava corando mais ainda, nunca se imaginou casado com Ai. O Kurusu queria sim, passar sua vida inteira com o veterano, mas nunca passou pela cabeça que Ai pensasse nisso e muito menos num compromisso tão serio.
Ai: não é proibido pessoas do mesmo sexo casarem, pelo menos até onde sei.
Ficou pensativo.
Syo: eu sei que não é.
Falou baixo.
Ai: então o porque ficou assim?
Syo desviou o olhar.
Syo: é que… nunca imaginei que tinha vontade de casar.
Ai o olhava e passou os dedos pelos cabelos loiros carinhosamente.
Ai: e não tinha, nunca fui muito fã de coisas tradicionais. Mas… desde quando namorei um certo garoto, ele começou a me fazer gostar de coisas que não dava valor antes. E ele é o único que me faz querer casar com tudo que tem direito e passar a vida inteira com ele.
Ai se aproximou do ouvido do chibi e sussurrou lentamente.
Ai: “quando duas pessoas são unidas pelo amor na terra… ninguém pode separar. Até que a morte separe os corpos e a almas eternizem no tempo com o amor.”
Syo corou profundamente com as palavras que eram ditas no casamento.
Ai: mas me responda… se eu te pedir em casamento, você aceitaria?
Continuo sussurrando no ouvido do menor que sentia o arrepio subir pela espinha.
Syo: e-eu te amo, você sabe disso. Passar minha vida com você, eu não poderia querer algo melhor… e claro que eu aceitaria me casar com você.
Ai sorriu contra a pele de Syo e passou o nariz, roçando-o delicadamente na nuca do Kurusu.
Ai: Koishiteru…
Syo sorriu fechando os olhos em deleite pelo carinho que o namorado fazia em si.
Syo: Koishiteru.
Depois de ter dito aquilo o Kurusu se virou para Ai e sorriu aproximando os lábios dos dele.
Syo: de tudo que aconteceu de bom pra mim desde que entrei na Saotome… você foi o melhor deles.
Ai fitou os olhos do kouhai intensamente e sorriu. Ele tocou o rosto de Syo com carinho e encerrou a distancia o beijando com amor e sem pressa. O menor apoiou seus braços no colchão enquanto o rosto era tocado pelas mãos de Ai e vez ou outra o bluenette fazia um carinho em sua nuca. O beijo durou o máximo que eles conseguiram ficar sem ar e antes de termina-lo, Ai mordeu de leve o lábio inferior do loiro.
Syo: Ai…
Ele voltou a ficar por cima de Ai, o maior passou seus braços pelo corpo do Kurusu o abraçando.
Ai: que foi?
Syo: você tava meio estranho quando chegou aqui, o que aconteceu?
O Mikaze ficou em silencio e depois soltou um suspiro lento.
Ai: é o Reiji e o Ranmaru, eles estão cada vez mais estranhos. Reiji tenta em todos os ensaios mostrar que ele continua com aquela animação dele, mas o conhecendo bem… você percebe que ele tá fingindo.
Syo: o plano vai dar certo e verá que depois de amanhã, eles estarão juntos.
Disse confiante e tentando acalmar o namorado.
Ai: eu espero. Já é uma boa vantagem o Ranmaru saber dos sentimentos do Reiji, só precisamos colocar na cabeça daquele outro baka que é correspondido.
Bufou.
Ai: como o Camus disse, esses dois são mais trabalhosos que o Starish inteiro.
Syo riu.
Syo: não damos tanto trabalho assim.
Ai: nem um pouco.
Disse irônico. Syo revirou os olhos.
Ai: mas eu juro, que se depois de amanhã eles não saírem da estaca zero… eu ajudo o Camus a jogar os dois dentro do mesmo ambiente e gritar na cara deles que se amam.
O loiro começou a rir da carranca de Ai.
Syo: você é engraçado quando tá com raiva.
Ai o fitou.
Ai: ah, ah… você nunca me viu com raiva chibi. E nem vai querer ver…
Murmurou cinicamente.
Syo: deu medo agora.
Ai: é bom ter mesmo.
Disse sorrindo o puxando para outro beijo. Os dois ouviram batidas na porta e se separaram.
Syo: pode entrar!
Autorizou vendo Ren e Masato adentrando seu quarto.
Ren: desculpe se nós atrapalhamos qualquer coisa.
Falou maliciosamente recebendo um olhar fuzilador de Syo.
Masato: calado Ren.
Disse sério fitando o parceiro e depois dirigiu o olhar ao veterano.
Masato: Ai-senpai, nós precisamos falar com o senhor um assunto sério.
Ai arqueou a sobrancelha curioso.
Ai: e o que seria?
Ren: sobre o plano de juntar o Ran-chan com o Reiji.
Syo: mas já não tínhamos acertado tudo?
Perguntou confuso.
Ren: mas tem uma peça chave e precisamos de você senpai, pra nos ajudar.
Ai estava meio surpreso, mas balançou a cabeça concordando.
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Ranmaru estava jogado no jardim da mansão olhando para o céu, estava um dia belo, apesar da estação.
Ken: que postura bela para o líder do Quartet Night.
Ranmaru, ainda olhando para o céu, disse.
Ranmaru: vai embora Ken.
O moreno riu e se aproximou do Kurosaki sentando ao lado dele.
Ken: não é jeito de falar com um amigo de séculos.
Disse sarcástico.
Ranmaru: o que veio fazer aqui?
Perguntou, dessa vez o fitando.
Ken: estava passando por perto e decidir te ver. Faz tempo que não nos falamos mais.
O albino o olhava desconfiado e sentou.
Ranmaru: não é do tipo que faz algo sem planejamento. Não viria aqui, mesmo que fosse pra me ver, apenas por estar passando perto.
Ken o fitou de esguelha.
Ranmaru: fala logo, o que quer?
Perguntou irônico.
Ken: não dá pra ser “simpático” hoje em dia.
Ranmaru: não pra alguém que te conhece bem.
Eles riram.
Ken: era sobre o seu novo companheiro, o Reiji.
Ranmaru estreitou o cenho.
Ranmaru: o que quer falar dele?
Perguntou desconfiado.
Ken: a irmã dele, Raiko. A conhece?
Ranmaru: bom, já tive alguns contatos com ela. Mas a garota tem um gênio difícil, nosso ultimo contato não foi muito bom. Mas a mãe deles é encantadora.
Ken sorriu.
Ranmaru: mas por que tanto interesse nisso?
Ken: a irmã dele, deu uma surra há dois dias na sua ex lá na agencia.
Falou naturalmente. Ranmaru arregalou os olhos.
Ranmaru: a Raiko o que…? Na Ayume?
Estava incrédulo.
Ken: uma surra bem dada. Ayume tá toda roxa, dolorida, ela cancelou compromissos e sumiu da agencia nesses dias. E parece que ainda tá com um ferimento, que provavelmente foi a unha da Raiko que fez.
Ranmaru não acreditava no que estava ouvindo.
Ken: o que me deixa curioso é… o porquê da irmã do seu novo companheiro de banda dar uma surra na sua ex-namorada?
O albino engoliu em seco começando a desconfiar do motivo.
Ranmaru: Ken, você e eu somos amigos desde crianças. O que eu vou te falar agora… terá que morrer aqui, promete que não vai dizer a ninguém.
Ken estava bastante curioso e concordou.
Ranmaru: eu to apaixonado pelo Reiji.
O moreno arregalou os olhos.
Ken: pelo Reiji??!
Estava completamente incrédulo.
Ranmaru: você sabe que eu já saí com homens, Reiji oficialmente também. Já até namorou publicamente alguns.
Ken: bom, sim. Mas… eu não pensava que poderia acontecer isso, você sempre tirou da banda todos que começavam a gostar de você, então é meio impactante saber que dessa vez foi você que se apaixonou.
O Kurosaki riu.
Ken: espera! Então a Raiko bateu na Ayume por isso?
Ranmaru: eu acho, é que foi por ela ter inventado ao Reiji que nós transamos justamente na noite em que tínhamos acabado de ter um encontro.
Ranmaru bufou.
Ranmaru: mas a Ayume me fez o favor de ir ao meu apartamento e estragar tudo com o Reiji.
Ken estava surpreso.
Ken: então é reciproco o sentimento?
Ranmaru: meus kouhais dizem que sim, o Tokiya e Otoya já falaram que o Reiji também gosta de mim a eles, só não tem coragem de se declarar assim como eu.
Ken: nossa…
Ranmaru: há dois dias a Raiko foi ao meu apartamento tirar satisfações sobre eu ter dormido com a Ayume, queria saber se era verdade e eu disse que não. Então deve ter sido por isso que ela foi a agencia bater nela.
Ken riu.
Ken: mas que historia!
O albino o fitou de esguelha.
Ranmaru: por favor, Ken, você é filho de diretores e seu pai é um dos sócios da agencia. Não vai contar isso a ninguém, sabe que é proibido romance entre colegas de banda.
O moreno sorriu.
Ken: você é meu melhor amigo baka! Eu jamais faria nada pra te prejudicar e o Reiji também é meu amigo desde quando ele estreou como idol. Se vocês se gostam, eu só tenho que desejar muita felicidade e sorte a vocês.
Piscou cínico ao Kurosaki que riu.
Ken: então ela e o Reiji são irmãos muito próximos não é? Pra ela fazer isso por ele.
Ranmaru: na verdade… eles têm algum desentendimento que ocorreu no passado. Raiko o evita o tempo inteiro, não fala com ele há anos.
Ken: hã??
Ranmaru: exatamente o que ouviu, a mãe deles me falou. Então é estranho ela ter feito tudo isso por ele.
Eles ficaram em silencio.
Ken: a não ser… que ela já esteja o perdoando pelo que fez. Irmãos são irmãos… não importa o quanto briguem ou tentem se matar.
O albino riu.
Ranmaru: tem razão.
O Kurosaki ficou pensativo e sorriu de canto fitando o amigo.
Ranmaru: mas Ken… por que tanto interesse na irmãzinha mais nova do Reiji?
O sorriso cínico que o outro deu fez o albino rir.
Ranmaru: não diga que seu coração foi conquistado? Que milagre!
Disse irônico.
Ken: hey! Espera aí! Eu não sou tão cafajeste assim…
Ranmaru: imagina, nem um pouco.
Ken: fala o que está apaixonado pelo maior do Japão.
O albino o fuzilou.
Ranmaru: Reiji é o cafajeste dos homens e você das mulheres! Eu to bem arranjado!
Ken riu.
Ken: a Raiko é diferente das outras mulheres, dá pra ver só de olhar nos olhos dela.
Falou sorrindo de canto.
Ken: não nego que adoraria conhece-la.
Ranmaru: hm… boa sorte pra enfrentar a fera.
Ken: que coisa feia falar assim da sua cunhada.
Disse cinicamente, o Kurosaki revirou os olhos.
Ken: bem que você poderia me ajudar Ranmaru, dá uma força lá com o Reiji. Pra ele me apresentar a irmã dele…
Aliciou sorrindo.
Ranmaru: ah claro, ele já vai fazer isso. Aquele ali morre de ciúme até dos kouhais dele, da irmã não quero nem imaginar.
Ken suspirou.
Ken: então se declara logo pra você poder convencê-lo.
Ranmaru riu se levantando da grama.
Ranmaru: você é amigo do Reiji, pede você.
Ken: você corre menos o risco de ter a cabeça decapitada.
Disse seguindo o Kurosaki que riu mais uma vez.
...............................
Raiko estava na sua aula de dança, mas antes de entrar na sala foi abordada pelos kouhais do irmão mais velho.
Otoya: Rai-chan!
A morena olhou meio incrédula para os dois.
Raiko: o que estão fazendo aqui?
Tokiya: queríamos falar com você Raiko, é importante.
A Kotobuki arqueou a sobrancelha.
Raiko: eu não vejo nenhum assunto que poderíamos ter, mas… podem falar.
Otoya: na verdade temos sim, é o Rei-chan!
Raiko estreitou as sobrancelhas.
Raiko: o que tem ele?
Cruzou os braços.
Tokiya: ele deve ter sumido da casa de vocês, então provavelmente você não sabe… mas o Kotobuki-senpai tá péssimo.
A menor arregalou os olhos.
Raiko: ainda é pelo encontro fracassado?
Otoya: na verdade, nós achamos que ele desistiu do Ranmaru-senpai.
Raiko: hã??
Otoya: ele acha que esse amor não tem a menor chance de dar certo, a Ayume sempre estará no meio deles.
Raiko suspirou.
Raiko: em nível de insegurança e burrice na matéria amor, Reiji gabaritou sem hesitar a prova.
Falou sarcástica.
Tokiya: por isso precisamos da sua ajuda pra fazer eles se entenderem.
Raiko: minha ajuda?
Otoya: nosso plano é…
Começou a explicar o que eles tinham pensado para a noite do natal.
...............................
Camus e Cecil estavam na sala de coreografia do Starish, o indiano ensaiava enquanto o veterano revisava as partituras das novas musicas do Quartet Night.
Cecil: droga… isso é cansativo!
Resmungou se espreguiçando. O loiro levantou a vista.
Camus: você ainda não tá 100% bom nessa parte da dança, tem que treinar mais.
Cecil: mas por que só eu?? Eu não vou dançar sozinho no palco!
Cruzou os braços.
Camus: porque você é o único que parece um robô enferrujado, os outros estão ótimos.
Cecil arqueou a sobrancelha irritado e virou a cara. Camus riu.
Cecil: eu odeio essa parte! Eu não consigo mexer as pernas dessa forma junto com os braços e…
Ele tentava fazer, mas se desequilibrou e iria ao chão se o loiro não tivesse corrido e o pego antes.
Cecil: droga…
Camus: cuidado Cecil! Se machucar não vai adiantar de nada.
O conde o colocou em pé, mas ainda estavam muito perto. Cecil o olhou.
Cecil: nee nee não posso dar uma pausa?
Perguntou olhando-o de forma cúmplice.
Camus: hm… depende.
Cecil: do que?
Perguntou sorrindo.
Camus: que seja rápido. Você tem que ensaiar. Na turnê de vocês o Quartet Night não estará aqui.
Avisou aproximando os lábios dos do menor.
Cecil: aah… por que vocês não vão estar aqui? Será um saco 15 dias sem vocês.
Camus sorriu.
Camus: o Starish vai sobreviver sem os senpais deles, alias vocês são capazes até de gostarem por ficarem livres da gente por duas semanas. Na verdade um mês, já que a nossa turnê pela Europa será um mês inteiro.
Cecil se aproximou mais do veterano.
Cecil: nem todos. Tenho certeza que o Syo e eu detestaremos esses 30 dias.
O conde riu.
Camus: eu nem imagino a razão.
Cecil sorriu fechando os olhos e aproximando seus lábios do senpai, quando eles iam se beijar a porta foi aberta revelando o ex-kouhai do conde.
Mikio: err…
Ele ficou estático vendo os dois quase se beijando. Cecil se afastou de Camus e fitou o outro cinicamente.
Cecil: como vai Mikio?
Mikio estava o encarando como se quisesse mata-lo com o pensamento.
Mikio: ótimo.
Cecil: ehh? Não parece. Está com cara de poucos amigos, o que houve?
Perguntou sarcástico e o outro precisou se controlar para não falar coisas que não devia ao indiano.
Camus: queria falar comigo Mikio?
Perguntou para quebrar o clima tenso ali.
Mikio: hai! Mas poderia ser a sós?
Cecil estreitou o cenho.
Camus: b-…
Ele foi interrompido pelo indiano.
Cecil: eu estava ensaiando Camus!
Mikio: você não vai morrer se o Camus não estiver aqui dois segundos não é?
Falou sarcástico.
Cecil: assim como você não vai morrer se esperar!
Rebateu irritado.
Camus: parem com isso!
Repreendeu sem paciência, os dois bufaram virando a cara.
Camus: tudo bem Mikio, mas não podemos demorar ok?
Mikio sorriu balançando a cabeça. Cecil olhou meio indignado para o conde até o mesmo se aproximar dele e beijá-lo rapidamente.
Camus: eu já volto.
Sorriu ao menor que estava paralisado pelo ato do senpai.
Mikio: vocês…?
Ele também estava estático.
Camus: ah… eu não te contei, desculpe Mikio. Mas o Cecil e eu estamos namorando.
Passou o braço pelo kouhai.
Mikio: achei que não se envolvesse com homens.
Ele não disfarçou a decepção.
Camus: e não me envolvia. Até me apaixonar por ele.
Cecil corou furiosamente.
Mikio: etto… bom, por isso eu não esperava.
Ele fitou o chão.
Mikio: então acho melhor deixar vocês dois sozinhos.
Camus: mas não queria falar comigo?
Mikio: não era tão importante assim. Tchau senpai, Cecil.
Ele acenou aos dois rapidamente e saiu. Cecil fitou o loiro.
Cecil: por que fez isso?
Estava incrédulo pela atitude do namorado. Camus suspirou.
Camus: ele tinha que saber um dia não é?
Se afastou do menor indo em direção ao sofá.
Cecil: mas não tem problema?
Camus sorriu.
Camus: teria, se eu não falasse nada. Ele ia continuar tendo falsas esperanças comigo e… surgiria problemas entre a gente não?
Cecil corou.
Cecil: quando vocês eram senpai e kouhai, ele tentou alguma vez…?
Camus: sim.
Respondeu voltando a fitar as partituras.
Camus: mas naquele tempo eu não me envolvia com homens e foi essa a desculpa que dei a ele, no fim não era nenhuma mentira.
Cecil caminhou em direção a onde Camus estava e sentou ao seu lado.
Cecil: eu nunca gostei do Mikio, mas não queria que ficasse nenhum clima estranho entre vocês.
O conde riu de leve e o puxou para mais perto.
Camus: o Mikio é bem forte, ele vai superar isso e quando menos esperar estará apaixonado por outra pessoa de novo.
Aijima fitou o maior.
Cecil: obrigado…
Ele começou a corar, se sentia ridículo por sentir ciúme de Mikio, mas… quem ama sempre estará sujeito a esses sentimentos estúpidos não?
Cecil: p-por…
Ele foi interrompido pelos lábios do veterano, Camus o beijou delicadamente.
Camus: de nada.
Respondeu sorrindo de canto e voltou a beijá-lo outra vez.
........................
A aula de dança havia terminado. Raiko saia da academia com duas amigas quando levantou sua vista e viu Ken encostado em seu próprio carro de frente para a entrada.
Raiko: “o que ele…?”
Pensou perplexa desviando o olhar para o outro lado da rua como uma forma de fingir que não havia o visto.
Ken: realmente vai fingir que não me viu?
A voz rouca e cínica dele fez com que as duas garotas que estavam com a morena parassem o passo e o fitarem.
Raiko: “merda!!”
Nana: está falando conosco?
Perguntou abrindo um sorriso, tanto ela como a outra garota estavam deslumbrada com a beleza dele.
Ken: sim. Com a sua amiga que achou algum ponto interessante no poste da esquina.
Falou sarcástico. Raiko bufou.
Raiko: o que você quer??
Cruzou os braços.
Ken: calma Raiko.
Levantou as mãos como defesa.
Ken: não precisa ser tão espinhosa.
Raiko: é bom pra espantar coisas desagradáveis.
Ken: isso foi uma indireta?
Raiko: se a carapuça serviu.
Eles estavam se encarando sarcasticamente.
Yuu: etto… se conhecem de onde?
Perguntou olhando para a Kotobuki.
Raiko: de lugar nenhum!
Ken: quer que eu diga a circunstância bela e super comum que nos conhecemos?
Raiko o fuzilou.
Raiko: o que quer?!
Ken: falar com você.
Raiko: pra que?
Ken: é um assunto particular.
Raiko pôs as mãos na cintura.
Raiko: não vejo nenhum assunto que poderíamos ter.
Ken: eu posso te dar vários, basta querer.
Nana e Yuu arregalaram os olhos com a malicia das palavras. Raiko revirou os olhos.
Raiko: não vai receber um não como resposta né?
Ken: jamais.
Piscou a morena que bufou.
Raiko: Nana e Yuu podem ir, vou falar com esse encosto e depois vou pra casa.
Ken: tão delicada como coice de mula…
Murmurou e recebeu um olhar fuzilador da Kotobuki.
Nana: só me diz uma coisa…
Cochichou a Raiko.
Raiko: o que?
Nana: onde arranjo um igual a esse?
Perguntou cinicamente e Raiko revirou os olhos.
Yuu: ele é muito gostoso.
Raiko: duas pervertidas. Fiquem com ele e se dividam a vontade.
Falou irônica.
Nana: hmm… mas parece que ele quer é você.
Raiko a fitou por uns segundos e depois passou a mão na mecha do seu cabelo.
Raiko: se for isso, vai continuar querendo. Não sou para o bico dele.
As amigas riram e se despediram dela.
Ken: falavam de mim?
Perguntou sorrindo.
Raiko: e por que acha que perderia meu tempo falando de você pra elas?
Ken: porque geralmente sou um assunto preferido das mulheres.
Raiko: provavelmente das desocupadas na seca.
Ken acabou rindo o que impressionou a morena.
Ken: adoro esse seu humor com pintada de crueldade.
Raiko sorriu de canto.
Raiko: mas o que queria falar?
Perguntou cruzando os braços.
Ken: vamos a um café? Não vai querer que sejamos vistos conversando na rua né?
Raiko: é tão famoso assim?
Perguntou irônica.
Ken: eu não me envolvo muito com o mundo dos idols, mas… já fiz alguns trabalhos como modelo. Sou conhecido mais por ser filho de um dos sócios da agencia Saotome.
Raiko ficou surpresa e riu.
Raiko: então é o tipo perfeito de playboy que trabalha por esporte?
Falou maldosamente.
Ken: é sempre assim tão cruel?
Perguntou sorrindo.
Raiko: na verdade, esse é o dia que estou mais simpática.
Respondeu sarcástica e caminhou para o lado carona do carro.
Raiko: vamos logo a um café, assim me livro de você mais rápido.
Ken: que amor.
Revirou os olhos entrando no carro junto com a morena.
.........................
Ranmaru, Ai e Camus estavam na cozinha da mansão da banda, os três não entravam em acordo sobre os preparativos do dia seguinte.
Ringo: etto…
Ele estava sem saber o que fazer para diminuir a discussão que estava entre os três companheiros.
Ai: eu me recuso a fazer isso!!
Virou a cara irritado.
Ranmaru: eu não sou uma maquina de comida para conseguir cozinhar tudo!!
Camus: isso é culpa sua! Se jogasse o Kotobuki contra a parede e falasse logo que o ama não precisaríamos fazer isso!!
Ranmaru: vai ficar jogando na minha cara é?!! Justo o cara que levou uma vida pra descobrir que amava o Cecil e só tomou uma atitude quando ele estava a um triz de ir pra cama com o Kisuke!!
O conde o fuzilou.
Camus: cala essa boca Kurosaki!! O Cecil só deu um beijo naquele imbecil!!
Ranmaru: teria dado muito mais se você não se decidisse!! E como tinha dado!
Camus puxou o albino pela gola da camisa e o jogou contra a parede.
Camus: o Kotobuki é muito diferente não é? Pelo menos o Cecil não dormiu com metade de população japonesa!
Ranmaru arregalou os olhos e levou a mão ao pescoço do conde apertando firme.
Ranmaru: não se atreva a falar do Reiji assim!!
Camus: e você não fala do Cecil!!
Ai: idiotas!
Ele bateu com uma frigideira na cabeça dos dois.
Ranmaru: Ai!!
Camus: o que pensa que esta fazendo Mikaze?!!
Ai: fazendo os dois pararem com essa briga estupida!!
Os dois se fuzilavam.
Ai: ninguém aqui é perfeito e todos temos passados condenáveis. Isso não interessa agora!
Ringo: minna não briguem!
Eles olharam para o ídolo.
Ringo: eu tive uma ideia!
Sorriu e sentou na cadeira.
Ringo: a comida pode ser preparada pelo Ran-chan, Ren e o Ma-kun! Os três são divinos no fogão!
Ranmaru: mas os dois vão passar o natal com a família deles.
Ringo: eles estão querendo ir lá só até meia- noite, mas disseram que virão aqui para ajudar vocês nos preparativos.
Ranmaru suspirou.
Ranmaru: bom, com a ajuda dos dois é bem mais fácil.
Ringo: o Syo-chan vai passar o natal aqui não é mesmo?
Ai confirmou.
Ringo: vocês dois poderiam se responsabilizar pela decoração da arvore, Syo-chan entende de design e seu bom gosto combinado com o perfeccionismo será ótimo Ai-chan.
Ai: tudo bem.
Ringo: Camus-kun e Cecil-kun ficarão responsáveis pelas sobremesas.
Ranmaru: é a única coisa que ele sabe fazer mesmo.
O albino recebeu um olhar assassino do conde.
Ai: Ranmaru!
Repreendeu suspirando.
Ringo: Nacchan cuidará da decoração da mesa e o Toki, Oto-chan, Ryuya e eu cuidaremos da decoração da casa.
Ryuya: e quem mandou me colocar nesse meio?
Ele entrou na cozinha fitando o Tsukimiya.
Ringo: não seja chato Ryuya!! Você vai passar o natal aqui mesmo, não custa ajudar.
Fez um bico cruzando os braços.
Ryuya: vocês tinham que inventar isso esse ano? Todos os anos nunca comemoramos.
Falou entediado.
Camus: olhe quem inventou…
Apontou ao Kurosaki.
Ranmaru: em minha defesa, o Ren e o Masato que inventaram isso. Eu ainda não entendo o que uma festa de natal vai me ajudar.
Ai sorriu de canto lembrando do que tinha que fazer.
Ai: no fim vai dar certo, você vai ver.
Todos olharam intrigados para o bluenette.
Ringo: de qualquer forma, eu to muito animado por esse natal! É a primeira vez que passaremos todos juntos!
Os olhos dele brilhavam. Os quatro presentes suspiraram.
Ringo: chatos!
Mostrou a língua a eles.
Ryuya: bom, se não tenho outra escolha. É melhor procurar os artigos de decoração logo.
Olhou diretamente ao amigo de cabelos rosas.
Ringo: etto… não seria mais indicado esperar o Toki-kun e o Oto-chan?
Ryuya: adiantamos logo, quando eles chegarem amanhã é só arrumar.
Ringo desviou o olhar do Hyuga. Ranmaru, Camus e Ai se entreolharam estranhando o comportamento dos dois.
Ringo: tudo bem.
Ryuya: na academia, talvez tenha algo. Antigamente o Saotome fazia festas nessa época do ano.
Ringo: no porão??
Perguntou meio receoso. Ryuya o fitou.
Ryuya: algum problema?
Ringo desviou o olhar sentindo o rosto esquentar.
Ringo: não. Vamos lá. Meninos nos vemos depois.
Ryuya: até.
Eles se despediram dos três que estavam meio incrédulos.
Camus: só eu notei esse clima suspeito entre eles?
Os dois amigos riram.
Ai: eles estão estranhos de um tempo pra cá.
O albino sorriu.
Ranmaru: já imaginávamos que a historia deles não ia acabar tão facilmente não é? Já era mais do que na hora deles se resolverem logo.
Os três sorriram cumplices.
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