Coisas Que Eu Nunca Te Disse
27 Reconciliação
Notas iniciais
O caminho até a Saotome agencia foi num completo silencio. Ryuya olhou de relance para Ringo, que por sinal estava sem a peruca de cabelos longos que havia a tirado no carro dele no caminho a agencia, apenas estava usando um vestido de lã, com uma meia 7/8 e sapatos altos. Eles andavam pelos corredores da academia que daria no porão do local. Ringo não puxava um assunto, o que era tão anti-Ringo, já que o idol de cabelos rosas geralmente falava como se o mundo fosse acabar no dia seguinte.
Ringo: espero que os artigos natalinos ainda existam.
Depois de um longo tempo, o menor se pronunciou pela primeira vez.
Ryuya: deve existir sim. Geralmente o presidente não joga fora as coisas que ele entoca no porão.
Ringo riu de leve.
Ringo: torço pra que esteja! Quero que a casa do Quartet Night fique perfeita para esse natal!!
Falou esboçando um grande sorriso. Ryuya riu.
Ringo: que foi?
Perguntou perplexo pelo riso dele. Ryuya abriu a porta e os dois entraram no porão.
Ryuya: é engraçado te ver vestido assim sem a peruca. Você volta a ser o “Ringo” e não o “Rin-chan”.
O menor corou de leve.
Ringo: bom, eu tava cansado um pouco daquela peruca. Por isso tirei…
Ele piscou ao Hyuga.
Ringo: apesar de usa-la muitos anos. Ela ainda me agonia.
O ruivo sorriu. Os dois adentraram o local e o Hyuga direcionou o Tsukimiya para uma parte bem afastada do centro do porão.
Ringo: nee… tem certeza que estão aqui esses artigos?
Perguntou olhando as caixas e não encontrava.
Ryuya: esta aqui!
Ringo se aproximou do outro animado.
Ringo: ohh!! Será perfeito! Está tudo em ótimo estado e são todos tão kawaiis!!
Ryuya ficou observando o amigo olhando cada objeto decorativo. De tanto olhar fixamente acabou atraindo a atenção do outro que corou ao ver seu olhar sobre ele.
Ringo: etto… já encontramos. Então vamos né? Esse lugar me dá arrepios.
Sorriu desconcertado e tentou passar pelo o outro, mas Ryuya o puxou pelo pulso.
Ryuya: é isso mesmo ou está tentando não ficar sozinho comigo?
Ringo o fitou incrédulo.
Ringo: por que eu não iria querer ficar sozinho com você? Somos amigos há anos e…
Ryuya: não se faça de desentendido Ringo!
O rosado encolheu os ombros.
Ringo: e-eu não to me fazendo de desentendido!
Ele puxou seu braço.
Ringo: realmente não entendo o porquê eu não iria querer ficar sozinho com meu amigo de anos!
Ryuya suspirou.
Ryuya: você sabe que não somos só amigos!
Ringo mordeu o lábio inferior.
Ringo: aonde você quer chegar com isso?! É claro que somos só amigos! Sempre fomos isso!
Ryuya: nem sempre…
Eles ficaram se olhando. Ringo engoliu em seco, não poderia falar sobre aquilo agora.
Ringo: vamos embora Ryuya. Os meninos estão esperando…
Ele saiu na frente do ruivo e tentou chegar à porta imediatamente, mas ao tentar abrir viu que a mesma estava trancada.
Ringo: não é possível…
Falou pra si mesmo.
Ryuya: eu sabia que você ia tentar fugir quando eu tocasse no passado, como sempre fez durante esses quatro anos.
Ringo se virou para o maior e o fitou seriamente.
Ringo: você me atraiu pra cá com esse proposito?
Ryuya ficou em silencio.
Ryuya: na verdade não. Só vi uma oportunidade perfeita de ficarmos sozinhos.
Ele suspirou.
Ryuya: nunca conseguimos ficar a sós. Sempre tem algo ou alguém que nos atrapalha.
O menor desviou o olhar.
Ringo: não precisa me trancar no porão pra falar comigo.
Ryuya: você fugiria de mim se não tivesse feito isso!
Ringo o fitou novamente.
Ringo: o que quer falar?
Perguntou, embora deduzisse o assunto.
Ryuya: você sabe… sobre nós dois.
Ringo: não existe nós dois. Há muito tempo essa palavra não existe mais!
Disse irritado.
Ryuya: porque você não quer!
Ringo: porque a vida não quis!!
Rebateu e precisou respirar fundo para não se deixar levar demais pelas emoções.
Ringo: não me faça ter que repetir o porquê de não estarmos juntos! Acabou Ryuya!
O ruivo puxou o menor pelo braço, trazendo-o para si.
Ryuya: foi há quatro anos Ringo! Quatro anos que o Haruki morreu!
Ringo mordeu o lábio inferior.
Ryuya: não podemos parar nossa vida por causa disso. Ele foi nosso melhor amigo…
Ringo: e apaixonado por você!
Ele se soltou de Ryuya.
Ringo: como acha que eu me senti?! Estávamos juntos há dois anos e de repente descubro que a pessoa que eu considerava um irmão pra mim, era apaixonado há muito tempo pelo meu namorado?!
O Hyuga não respondeu, apenas olhava como o menor estava desnorteado pelas lembranças.
Ringo: e o pior… é que ele não tinha culpa.
Ele riu amargamente.
Ringo: o Ha-kun te amava há mais tempo que eu. Imagine o que ele sentiu ao ver você namorando o melhor amigo dele...
Ringo virou de costas para o ruivo.
Ringo: e depois aquilo… a doença dele… eu abri mão de você para que ele vivesse os dias mais felizes da vida dele antes que morresse.
Ryuya abaixou o olhar.
Ringo: não me peça pra falar sobre isso, por favor…
Estava visível a emoção na voz do idol.
Ringo: abri mão do que eu sentia por você para ver meu amigo feliz… foi a coisa mais difícil que fiz na vida. Eu te amava Ryuya… eu te amava muito…
Uma lágrima desceu pelo rosto do menor, mas ele rapidamente a enxugou.
Ryuya: eu também sofri! Acha que não foi difícil pra mim forçar sorrisos para o Haruki, quando na verdade eu sentia sua falta?!
Ringo: para…
Pediu baixo tentando segurar as lagrimas.
Ryuya: acha que não foi difícil beija-lo, estar ao lado dele… quando na verdade eu queria você?!
Ringo encolheu os ombros.
Ringo: para… por favor…
Ryuya: acha que não sentir uma dor desgraçada quando comecei a te ver saindo com outros? Eu pensava que não significava mais nada pra você… que não me amava mais!
Ringo fechou os olhos fortemente.
Ryuya: e depois ele morreu… apesar da dor que sentia. Seria uma hipocrisia se não admitisse que lá no fundo uma faísca de esperança que você voltasse pra mim surgiu.
Ringo: chega Ryuya…
Ele estava quase chorando.
Ryuya: eu nunca esqueci você Ringo.
Os orbes do idol de cabelos rosas alargaram com a confissão.
Ryuya: eu ainda te amo.
Ringo não segurou as lagrimas que vieram e com muita dificuldade as enxugou e se virou para o Hyuga.
Ringo: Ryuya…
Ele tentava não ficar com a voz embargada.
Ringo: eu sei que me amava. Nós tínhamos tudo pra ser felizes… mas passou… foi há muitos anos.
Ryuya estreitou o olhar.
Ringo: não somos mais os mesmos e…
Ryuya: o meu amor ainda é. E o seu também…
Ele se aproximou do idol rosado que recuou com medo.
Ryuya: eu sei que ainda deve haver algum vestígio do que sentia por mim naquela época. Eu vejo nos seus olhos… esse receio…
Ringo entreabriu os lábios para dizer algo, mas sua voz havia sumido.
Ryuya: pode não ser mais o mesmo. Mas sei que ainda deve existir um pouco daquele amor dentro de você.
Ringo: não faz isso…
Implorou desesperado e sua costa acabou tocando a parede, ele estava encurralado.
Ryuya: por que?
Ringo: porque eu não quero me machucar de novo!!
Gritou e dessa vez as lagrimas vieram sem ele conseguir impedir antes.
Ringo: só eu sei o que passei quando fui obrigado a te ver com outro! Eu sofri!! E pior que não poderia jogar minha magoa em cima de ninguém além de mim mesmo! Eu interferir entre você e o Haruki!
Ryuya: não tivemos culpa por termos nos apaixonado Ringo!! Eu não sabia que ele me amava! E nem você! E mesmo que soubéssemos… não íamos conseguir evitar… não tem como evitar um amor, mesmo quando a gente quer.
O menor desviou o olhar.
Ringo: eu nunca consegui me perdoar por isso.
Ryuya aproveitou que o outro abaixou a guarda e se aproximou mais. Seus corpos ficaram a poucos centímetros de distancia e o ruivo levou a mão delicadamente ao queixo do Tsukimiya, o erguendo. Ringo se assustou ao vê-lo tão perto e o rosto corou furiosamente.
Ryuya: Ringo… nos dê uma chance…
O mais novo fechou os olhos lentamente sentindo o carinho em seu queixo. Ryuya apoiou a testa na dele.
Ryuya: eu sei que nós dois sofremos muito. Mas eu to disposto a encarar tudo de novo… por você eu me arriscaria a sofrer outra vez…
Ringo o fitou.
Ryuya: eu só quero te ter comigo de novo. Eu quero amar você…
Murmurou roucamente aproximando os lábios dos do outro que estavam entreabertos. Ringo sentia o coração quase atravessar o peito pela forma como batia, sua respiração estava descompassada.
Ringo: eu não suportaria te perder de novo Ryuya…
Confessou. O ruivo sorriu de canto e acariciou de leve sua bochecha.
Ryuya: isso significa… que ainda me ama?
O Tsukimiya suspirou.
Ringo: sim. Sempre amei… você nunca saiu da minha cabeça durante esses anos, ficava com outros pra enganar você e a mim mesmo que não te amava mais.
Admitiu corando mais ainda. O Hyuga suspirou aliviado e pôs as duas mãos tocando o rosto do menor, uma a cada lado da sua face.
Ringo: m-mas…
Ryuya: “mas” nada.
Falou firmemente. Ringo o olhou meio incrédulo.
Ryuya: você fugiu de mim por quatro anos. Não fugirá de novo…
O menor não teve tempo de pensar em nada, só sentiu sua nuca ser puxada de encontro aos lábios do ruivo que o beijou de forma necessitava. Ringo arregalou os olhos ao ser beijado por Ryuya. Quatro anos… quatro anos que ele havia sonhado com aqueles lábios… o gosto do homem que ele era perdidamente apaixonado. Mas mesmo com todo aquele turbilhão de sentimentos, o medo ainda pairava sobre si, no entanto ele morreu quando o Hyuga desceu com a mão perigosamente pela costa do mais novo e enlaçou sua cintura firmemente, trazendo-o de encontro ao seu corpo.
Ringo: hmm…
Ele gemeu durante o beijo e desistiu de lutar contra suas próprias vontades. O Tsukimiya passou os braços pela nuca do idol, aproximando mais ainda seus corpos, que aquela altura já estavam colados completamente. O beijo durou até ambos perderem o folego, no entanto bastou uns segundos para seus pulmões se recuperarem que Ryuya puxou o rosado para outro beijo, dessa vez mais cálido que o anterior.
Ringo: R-Ryuya…
Gemeu com a respiração irregular. Os olhos do mais velho se estreitaram minimamente observando a expressão do outro, as bochechas ruborizadas, a boca entreaberta respirando ofegante, os olhos com um brilho que ele conhecia tão bem.
Ryuya: seus beijos… seu gosto…
Ele apertou possessivamente a cintura de Ringo.
Ryuya: eu quero você Ringo.
Falou diretamente na cara do mais novo que corou furiosamente.
Ringo: etto… R-Ryuya… nós… estam…
Ele desviou o olhar do mais alto.
Ryuya: eu disse… você não vai escapar novamente.
Dito aquilo, ele puxou a nuca do Tsukimiya e o beijou vorazmente, imprensando-o contra a parede com mais força. Ringo estremeceu ao sentir as mãos do Hyuga subindo por suas coxas, apalpando com vontade o que conseguisse e levantou de leve o vestido que usava, quase a altura de suas nádegas.
Ringo: aah… Ryuya…
Ele fechou os olhos em deleite sentindo seu pescoço ser atacado pelos beijos selvagens do mais velho. O rosado puxou com força a cabeleira do maior e sorriu satisfeito com o gemido rouco do mesmo.
Ringo: eu não aguento mais ficar longe de você. Então me faça seu Ryuya… agora.
Os olhos dele transmitiam determinação e desejo pelo outro. Ryuya sorriu de canto sedutoramente e voltou a beijar com paixão o Tsukimiya, ele sustentou as pernas do mais novo o obrigando a entrelaçar sua cintura para poder se apoiar nele. O Hyuga caminhou até uma mesa grande que havia algumas caixas e levou o corpo de Ringo contra o móvel que fez o mesmo gemer excitado. Ryuya empurrou todas as caixas, derrubando-as no chão sem se importar se poderia quebrar algo.
Ringo: Ryuya…
Ele gemeu puxando o maior para outro beijo e enlaçou sua cintura com as pernas dele, Ringo puxou-o com força para si e aquele ato fez com que as ereções já formadas se encostassem mesmo por debaixo do tecido.
Ryuya: está querendo me provocar Ringo?
Perguntou com a voz rouca. O rosado sorriu travesso.
Ringo: eu tenho lembranças maravilhosas de quando você perdia a cabeça.
Mordeu os lábios excitado, observando o Ryuya retirar o casaco e a blusa que usava, revelando seu tronco definido. Os olhos do idol mais novo desceram pela pele perfeita e tentadora que o outro possuía. O rosado não aguentou e o beijou outra vez, seus lábios se encaixavam perfeitamente e ambos perdiam a noção de quando terminava um beijo e já estava começando outro. O Hyuga desceu com as mãos que estavam na cintura de Ringo para suas coxas e subiu lentamente pelo corpo, tocando sem pudor cada parte da pele do menor que se arrepiou e o fitou sem esconder a malicia que já estava imperando nos seus orbes. Ryuya tirou o vestido por completo e jogou no chão, o Tsukimiya corou minimamente por estar quase totalmente exposto ao outro, bastava a cueca que usava para que Ryuya voltasse a vê-lo como antes.
O idol maior beijou com paixão o rosado e o deitou sobre a mesa, enquanto sua mão fazia um caminho lento até a sua boxer. Ele sentiu o companheiro tremer embaixo de si, quando ele contornou o elástico da barra da cueca e o gemido alto e sôfrego que o mesmo soltou quando Hyuga tocou em seu membro por cima do tecido, só o mostrava o quão necessitado Ringo se encontrava.
Ringo: p-por favor…
Implorou, fechando os olhos. Ryuya sorriu e retirou a única peça que o impedia de ter o seu amor de novo. O rosto do Tsukimiya atingiu um vermelho intenso, mas rápido esqueceu qualquer vestígio de vergonhar ao ter o membro envolvido pela mão grande e forte de Ryuya.
Ringo: a-ahn!
Ele gemeu com a masturbação média que o Hyuga fazia. O ruivo estava doido para sentir o gosto do amante em sua boca outra vez, fazia tempo que ele ansiava aquilo mais que tudo e por essa razão não poderia ficar o torturando. Ryuya desceu a cabeça, na altura do pênis do menor, e lambeu de inicio a ponta observando o corpo do mesmo arquear pelo prazer e surpresa.
Ryuya: você gozará bastante hoje, Ringo.
O timbre estava tão rouco de tesão que fez os pelos do mais novo se eriçarem e o mesmo gemer baixinho. O ruivo lambeu firmemente da base até a cabeça, refez aquele ato varias vezes até estar no ponto que ele queria e então pôs todo na boca, obrigando o Tsukimiya gritar seu nome. O Hyuga passou a chupar o idol menor intensamente, a cabeça subia e descia freneticamente, sua língua pressionava a base e uma de suas mãos apertavam o testículo de Ringo que já estava gritando seu nome. Ryuya pôs as duas pernas do outro por cima dos seus ombros e enquanto aumentava o ritmo da sucção, as mãos arranhavam a pele do rosado que tremia e arqueava o tronco fortemente.
Ringo: ahh! R-Ryuya…!!
Ele mordeu os lábios e agarrou com uma das mãos o cabelo do maior e a outra se agarrou ao móvel de madeira.
Ringo: “k-kami-sama!!”
Ele revirou os olhos com a sequência de chupadas que Ryuya deu só na sua glande. Ele não ia aguentar por muito tempo e passou a mover sua cintura para frente, contra a boca do idol mais velho que engoliu mais seu pênis e aumentou a pressão dos lábios e a força das chupadas. Mais alguns segundos e Ringo gozou, liberando um forte jato bem dentro da boca do Hyuga.
Ringo: ahh…
Ele gemeu sem folego. Ryuya sorriu cinicamente para a forma como o menor se encontrava. Ringo levantou a perna direita e com o pé passou a provocar o maior, subindo e descendo pelo peitoral e indo até o membro deste. O ruivo acabou gemendo rouco pela pressão em sua ereção. Ryuya deslizou a mão que estava no pé do rosado e desceu bem lentamente por toda a extensão de sua perna, pressionando a pele mesmo por cima da meia. Ringo gemeu com aquilo.
Ringo: me coma agora, Ryuya.
Disse sem cerimonias. O ruivo riu.
Ryuya: ora, ora… o Ringo pervertido voltou?
O menor mordeu o lábio inferior.
Ringo: ele nunca foi embora… só estava reservado pra você.
Provocou pressionando mais forte a ereção do Hyuga. Ringo se sentou e levou as mãos a calça do outro e abriu o zíper, descendo com a calça e a cueca de uma vez. Um sorriso malicioso brotou ao ver o quão duro Ryuya estava. Ele tocou com a ponta dos dedos no pênis e depois desceu o rosto na altura e lambeu a glande lentamente.
Ryuya: hmm…
Ele gemeu rouco com aquele ato. Ringo pôs o máximo que conseguiu na boca e passou a suga-lo com veemência. O ruivo se arrepiava pela língua que serpenteava seu membro o deixando mais duro e quando chegou ao ponto que estava quase gozando, o Tsukimiya parou.
Ryuya: o que?
Ringo riu de leve e passou os dedos pelo canto da sua boca sensualmente.
Ringo: quero você gozando dentro de mim… e acho que já tá na hora.
O fitou com determinação. Ryuya sorriu malicioso e se abaixou, devorado os lábios que ainda continham seu pré-gozo. Eles se beijavam com luxuria e Ryuya colocou o menor em pé e depois o virou de costas a ele, Ringo se apoiou com as mãos na mesa.
Ryuya: não faz ideia da falta que sinto de estar dentro de você, outra vez…
Ringo sorriu excitado.
Ringo: deve ser do tamanho da minha de querer você me dominando de novo.
Fechou os olhos lentamente em deleite, sentindo o dedo médio de Ryuya pressionando sua entrada.
Ryuya: eu não quero te causar dor, mas não tem nenhum lubrificante aqui…
O rosado riu.
Ringo: Ryuya… eu não sou nenhum virgem… pode entrar, por favor.
O ruivo ficou meio relutante. O Tsukimiya levou sua mão na direção da do Hyuga que estava na sua entrada e o forçou a colocar o dedo dentro.
Ringo: ahh…
Gemeu longamente ao ser invadido. O idol mais alto mordeu levemente o lábio inferior se deliciando da visão de um Ringo gemendo sofregamente e rebolando em seu dedo.
Ringo: R-Ryuya… ahh! Eu quero você dentro de mim… logo!
Falou excitado completamente. Ryuya sorriu de canto e começou a esfregar seu membro das nádegas do mais novo enquanto metia já dois dedos nele. O menor jogou a cabeça para traz gemendo mais desesperado.
Ringo: e-eu não aguento mais… Ryuya, por favor!
Implorou manhoso e rebolou, empurrando o quadril para trás e pressionando o falo ereto do outro.
Ryuya: argh…
Urrou excitado e Ringo sorriu satisfeito com a reação.
Ringo: v-você me trouxe pra cá… no fundo tinha a intenção de transarmos aqui não é?
Perguntou com dificuldade. O outro riu.
Ryuya: digamos que sexo no porão não estava na minha lista de fantasias sexuais, mas até que ela ta ficando bem interessante.
O Tsukimiya mordeu o lábio inferior.
Ringo: você tem uma lista de fantasias Ryuya?
Indagou provocante.
Ryuya: se quiser… eu te mostro ela depois…
Ringo arfou com a mordida em sua nuca.
Ryuya: iremos realizar todas mesmo.
Completou de forma maliciosa, arrancando uma risada baixa do menor.
.................................
Syo entrou no quarto do namorado sorrateiramente e o viu jogado na poltrona com um caderno na mão. Ai estava bastante concentrado, escrevendo algo.
Syo: uma música?
Perguntou, ficando na ponta dos pés e olhando por cima do ombro do Mikaze. Ai sorriu.
Ai: não. É uma carta.
Syo: hm? Carta? Pra quem?
Se sentou ao lado dele.
Ai: há um mês, recebi uma carta de uma fã chamada Pandora. Ela fará aniversário daqui a três dias.
Syo o fitou.
Syo: vai responder não é?
Perguntou sorrindo. Ai concordou.
Ai: o Quartet Night recebe milhares de cartas e presentes todos os dias e de lugares diferentes… gosto de ler todas.
Ele sorriu.
Ai: deu pra perceber que essa menina é muito especial… me faz desejar escrever pra ela algo.
Syo: mas… como sabe que é o aniversario dela?
Ai: na carta comentou a respeito e pensei que seria especial receber a resposta no dia do seu aniversário.
Syo arregalou os olhos.
Syo: mas vai dar tempo de chegar lá?
Ai riu.
Ai: eu tenho meus conhecidos e posso dar um jeito.
Piscou cínico ao chibi.
Syo: ela vai amar receber esse presente.
O Mikaze deu ao menor a carta.
Ai: olha essa parte…
Syo fez como ele havia pedido e leu um trecho.
É difícil dizer com palavras o que eu sinto cada vez que te vejo ou ouço a sua voz, mas irei tentar.
A primeira vez que ouvi Poison Kiss eu entrei em um universo paralelo o de só existia felicidade... Mas quando ouvi a sua voz e te vi, alcancei o paraíso desse universo! Sua voz de anjo, seus olhos cianos, seus cabelos azuis perfeitos... Tudo em você me encanta! Cada vez que te vejo dançar, fico como boba apaixonada!
Syo arregalou os olhos e fitou Ai.
Syo: ela… realmente ama muito você.
Ele devolveu o papel ao Mikaze.
Syo: agora deu um pouco de ciúme…
Fez um bico emburrando e Ai começou a rir.
Ai: você é ciumento demais, chibi.
Provocou. O Kurusu bufou.
Syo: se eu recebesse uma carta assim, não ficaria com ciúmes??
Ai sorriu de canto.
Ai: não. Entenderia que você tem muitos fãs que te amam. Deveria estar acostumado com os fãs me amarem, sou incrível e todos eles sabem disso.
O chibi o fuzilou.
Syo: quero ver se essa sua fã ia continuar te amando se descobrisse o quão irritantemente convencido você é!
O Mikaze rodou os olhos.
Ai: eu aposto que sim. Se for ler toda a carta, iria ver que ela me elogia muito. Destaca todas as minhas inúmeras qualidades… aprenda com a Pando-san, Syo.
O provocou, segurando a risada da careta do namorado.
Syo: quer saber? Fica sozinho aí! Eu vou embora!
Falou irritado e antes que se afastasse do bluenette, Ai o puxou pelo pulso o fazendo cair por cima de si.
Syo: me solta, Ai!
O loiro estava corando com aquela proximidade.
Ai: shh…
Ele pôs o dedo indicador nos lábios do menor, pedindo silencio.
Ai: sabia que ela é um chibi?
Syo ficou surpreso.
Syo: eh? Como sabe??
Ai riu.
Ai: mencionou na carta que uma vez foi ao show do Quartet Night, e quando eu estava cantando Winter Blossom, ela tentou jogar um presente pra mim no palco. Mas como era muito baixinha, não conseguiu e também falou que odiava ser tão baixa.
O Kurusu estava chocado.
Syo: você não tá respondendo pra ela só pelo fato dela ser um “chibi” né?
O Mikaze sorriu cinicamente.
Ai: claro que não. Os sentimentos dela realmente me tocaram e mandarei o novo CD da banda pra ela autografado junto com a carta a felicitando pelo aniversario e agradecendo todo o amor dela por mim e pela banda.
Syo arqueou a sobrancelha desconfiado.
Ai: mas não nego que saber que ela é um chibi também me atraiu.
Murmurou no ouvido do kouhai.
Syo: sua tara por pessoas com altura abaixo da média me assusta às vezes…
O veterano mordeu o lábio inferior maliciosamente.
Ai: é Syo? Você é o culpado pela minha preferencia por chibis…
Mordeu o lábio inferior dele, depois de uma lambida bem lenta. Syo arfou.
Syo: A-Ai…
Ele fechou os olhos sentindo as mãos começarem a descer pelo corpo dele.
Ai: se eu tenho uma “tara” por chibis, você tem o mesmo pelo seu senpai. Eu mal toquei em você e já estar assim.
O Kurusu corou.
Syo: idiota!
Tentou se levantar, mas Ai o impediu. Syo acabou fitando a boca do veterano que estava próxima a sua e tentadoramente entreaberta. Ai sorriu de canto.
Ai: se quer um beijo, meu amor… é só pedir.
Syo voltou a corar mais furiosamente e suspirou.
Syo: você é irritante…
O puxou pela gola da blusa e tomou seus lábios. Ai se inclinou mais para frente, puxando a nuca do loiro firme e invadindo a boca deste com sua língua. O Kurusu gemeu quando foi obrigado a se sentar e encaixar melhor seu quadril no de Ai, o bluenette tinha uma mão segurando sua cintura possessivamente. Syo fechou os olhos em deleite quando Ai quebrou o beijo e imediatamente desceu com seus lábios para o queixo, em seguida para o pescoço o chupando.
Syo: Ai… o C-Camus e o R-Ranmaru estão… lá embaixo e…
Ai: shh…
Ele o sussurrou sedutoramente.
Ai: eles não são loucos de invadir meu quarto sem bater na porta antes.
O loiro arfava excitado.
Ai: eu quero transar com você, agora.
Disse naturalmente e de forma decidida. Ai pôs o caderno em cima da mesinha que havia perto da poltrona e se levantou da mesma, carregando Syo em seu colo.
Syo: não tinha que escrever a carta?
Perguntou cinicamente.
Ai: está na metade… você me dará inspiração para terminar o resto.
Respondeu malicioso tirando um riso do kouhai.
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Ken sorria da cara emburrada da Kotobuki ao seu lado.
Raiko: se não tirar o sorriso prepotente, eu pego o primeiro taxi pra casa.
Disse irritada.
Ken: ah me desculpe. Esqueci que só você pode ter esse sorriso.
Revidou cínico.
Raiko: me chamou pra cá por falta de encher outra pessoa e daí eu fui a vitima??
Ken riu.
Ken: na verdade… eu queria insistir mais naquela proposta que fiz quando você deu a surra na Ayume.
Sorriu de canto pela careta que a mesma fez.
Raiko: eu já disse que não dou pra isso.
Cruzou os braços.
Ken: se realmente não tivesse talento, eu não teria feito a proposta. Ao contrario do que pensa, eu não sou um playboy que só quer curtir a vida e transar sem compromisso por aí…
Raiko o fitou de esguelha.
Ken: eu realmente levo meu trabalho a sério.
A morena suspirou.
Raiko: eu sinto que você não vai me deixar em paz com isso…
O rapaz sorriu de canto confirmando o que a Kotobuki já sabia.
Raiko: ok, você venceu Ken.
Ela parou o passo se virando de frente para o moreno. Ambos estavam de frente para uma praça. Estavam dando uma volta ali antes do modelo levar a Kotobuki de volta pra casa.
Raiko: eu vou pensar com atenção na proposta e dou uma resposta pra você. Ligo para o seu celular ok?
Disse emburrada.
Ken: hmm… e como pode saber meu numero?
Cruzou os braços.
Raiko: algo me diz que aquele cartão que você me deu não correspondia a agencia, mas sim aos seus números particulares.
Falou ironicamente. Ken sorriu de forma sacana.
Ken: viu? Já me conhece muito bem em dois encontros que tivemos. Imagine se virarmos parceiros de trabalho.
Eles ficaram se olhando.
Raiko: levarei em consideração a ideia de ser sua companheira de trabalho. Isso aumenta um “pesinho” a mais para o lado negativo da resposta.
Ken acabou rindo do comentário da morena.
Raiko: estou falando sério, baka!
Disse irritada.
Ken: seu jeito é encantador…
Raiko: você deve ser louco foragido do hospício ou masoquista.
Falou tomando um gole do seu chocolate quente e voltou a caminhar.
Ken: louco eu não sei… masoquista é um caso a ser considerado.
Raiko notou a malicia das palavras dele e o fitou de esguelha.
Raiko: é bom saber logo Ken…
Ela se aproximou dele.
Raiko: independentemente da minha resposta para o trabalho, em relação a você sempre será negativa.
Disse séria.
Ken: não tem problema…
Ele murmurou roucamente. Deixando seu timbre de voz mais sexy.
Ken: eu gosto de mulher difícil.
Raiko estreitou os olhos.
Raiko: eu ultrapasso o nível de dificuldade que você já deve ter tido na vida, Ken.
Sorriu irônica.
Raiko: não sou para o seu bico.
O olhou pretenciosa.
Ken: ooh me desculpe madame. Não queria ofende-la, mas a culpa não é minha se vossa alteza conquistou o coração deste mero plebeu.
Se curvou diante dela e beijou sua mão, depois levantou a vista mirando-a cinicamente.
Raiko: é impressão minha ou você não leva nada a serio?
Arqueou a sobrancelha.
Ken: eu nasci pra viver, minha querida Raiko. Pessoas que levam a vida a serio demais raramente fazem algo histórico no mundo.
Deu de ombros e depois sorriu irônico.
Ken: mas isso não significa que não levo algumas coisas a sério. Poucas, mas existe sempre aquilo que você prioriza. No meu caso é minha família e meu trabalho.
Raiko: hmm…
Ela cruzou os braços.
Raiko: então nenhuma pobre coitada tem a infeliz honra de ser uma de suas prioridades?
Perguntou maldosa.
Ken: isso é uma forma nada comum de saber se sou solteiro?
Arqueou a sobrancelha irônico.
Raiko: não. É apenas uma forma maldosa de atacar você.
Respondeu zombeteira. Ken revirou os olhos.
Ken: você realmente é difícil…
Raiko: resolveu desistir?
Ken sorriu.
Ken: me instiga mais ainda a continuar.
Raiko suspirou.
Raiko: sua namorada ficará com ciúmes se continua insistindo.
Disse “inocentemente” voltando a andar.
Ken: não tenho uma namorada…
Raiko: hm…
Ken: tenho várias.
Raiko o olhou meio espantada, o fazendo rir.
Ken: era brincadeira Raiko.
Piscou a morena.
Reiji vinha em seu carro, estava passando do lado de uma praça quando viu sua irmã caçula acompanhada de Ken, ambos estavam conversando e caminhando lado a lado.
Reiji: o-o-o que???
Ele gritou no carro assustando sua assistente, Yoshino.
Yoshino: R-Reiji! O que houve??
Ela olhou para o rosto do Kotobuki que estava transformado.
Reiji: o que aquele galinha, cretino, cafajeste, pilantra, desgraçado e todos os defeitos do mundo ta fazendo ao lado da minha Rai-chan??!
Yoshino estava chocada e mirou na direção que ele olhava.
Yoshino: o Ken-sama com a Raiko??
Reiji estava fervendo de ódio e nem viu quando quase atropelou um gato.
Yoshino: Reiji! Um gato, cuidado!!
O moreno se assustou e jogou o carro para o lado, indo quase de encontro a um poste.
Reiji: tsk!! Droga!
Rosnou. O problema é com aquele escândalo, acabou chamando a atenção de algumas pessoas próximas.
Raiko: não acredito…
Desviou o olhar.
Ken: aquele ali é o Reiji?? É o carro dele.
Raiko suspirou.
Raiko: o que esse baka ta fazendo aqui?
Fechou os olhos, balançando a cabeça negativamente.
Ken: o que ele ta fazendo não sei… mas que ele vai arrancar minha cabeça, isso com certeza ele fará.
Raiko riu.
Raiko: serei agradecida eternamente ao meu aniki.
Ken: essa brincadeira não teve graça.
Falou com desgosto, fazendo a jovem rir mais. Reiji saiu do carro junto com Yoshino e foi em direção da irmã, sem se importar que não falasse com ela normalmente.
Reiji: Ken!!
O moreno engoliu em seco.
Ken: Reiji… calma… respira…
O Kotobuki se aproximava com um olhar assassino.
Reiji: eu posso saber o que você tá fazendo com a minha irmã? Quando se conheceram? Como se conheceram?? Por que estão conversando tão próximos?? Estão tendo alguma coisa??
Raiko suspirou junto com a assistente do idol e Ken bufou.
Ken: relaxa Reiji! Eu não sou um estuprador de jovens indefesas.
Reiji: você é pior! Já varreu metade a população feminina do mundo!
Raiko: uau!
Riu se divertindo com aquilo.
Ken: ehh?? Mentira! Não foi da população mundial…
Ele ficou pensativo.
Ken: no máximo uns 5 países.
Reiji ferveu de ódio.
Reiji: e você acha pouco?!
Ken: olha aqui! Você não é nenhum santo Reiji! Eu lembro como se fosse ontem aquela viagem para Espanha, na sua 2º turnê. O Ranmaru ficaria feliz em saber…
Sorriu cínico, vendo Reiji corar.
Reiji: não coloca o Ran-Ran nessa historia!! Alias, o que ele tem a ver com isso?!
Disse mais irritado.
Raiko: hello!! Dá para os dois pararem com isso??
Disse entediada.
Raiko: primeiro… Ken e eu não temos nada. Segundo: não somos próximos, ele é que fica me perseguindo. Terceiro: o conheci quando dei uma surra na Ayume. Quarto: parem com isso! Estão me envergonhando e se continuarem vou embora e finjo não conhecer nenhum dos dois. Quinto: ele meteu o nome do Ranmaru no meio, porque sabe que você o ama.
Falou naturalmente e direta, deixando todos de queixo caído.
Reiji: ehhhhhhh???? Você o que?? E como o Ken sabe do…?
Ken sorriu.
Ken: longa historia…
Balançou a mão calmamente.
Reiji: ok, esquece isso! Mas…
Ele se virou para Raiko.
Reiji: você deu uma surra na Ayume?? Por favor, me diz que não é a mesma que estou pensando.
Raiko: é a mesma.
Deu de ombros.
Raiko: antes que me pergunte, ela mereceu cada unhada e tapa.
O queixo de Reiji caiu.
Yoshino: etto… por que não conversamos em outro lugar?? Aqui é um lugar público. Não é aconselhável.
Ken: também acho. E também acho que esse momento tem que ser de vocês dois, certo?
Piscou aos Kotobuki’s.
Ken: não esquece de pensar na minha oferta, Raiko. Vou ficar esperando a resposta.
A garota virou o rosto emburrada, mas concordou. Reiji o fuzilou.
Ken: e relaxa cunha- err… Reiji. Sua irmã é bem arisca e sabe se defender de um “cafajeste” como eu.
Reiji cerrou os punhos.
Reiji: Ken…!!
Falou entre os dentes e só não estrangulou o modelo, porque Ken foi mais rápido e saiu de perto deles rindo.
Raiko: pelo menos esse daí é honesto com sua galinhagem.
Riu levemente. Reiji a fitou.
Yoshino: eu também já vou…
Reiji: ehh? Mas…
Yoshino: pego um taxi Reiji.
Sorriu ao idol e se despediu de Raiko. Depois que estavam sozinhos, os irmãos se entreolharam e ficaram em silencio por uns segundos.
Reiji: desculpe… pelo escândalo.
Pediu envergonhado. Depois do surto que se deu conta do que havia feito.
Raiko: ok. Você sempre foi ciumento comigo mesmo, desde criança.
Reiji: eu sei, mas… você não é mais uma menina e…
Raiko: é isso ou é porque não somos mais irmãos como antigamente?
O fitou seriamente.
Reiji: não! Estamos afastados sim, mas… você sempre foi e sempre será minha irmã caçula. Nunca deixei de amar você… mesmo que vá me odiar pra sempre.
Raiko continuou o olhando e por dentro estava um turbilhão acontecendo, mas por fora queria continuar a mesma aparência inabalável que os anos a fizeram fingir ter.
Raiko: Reiji… acho que… nós precisamos ter uma conversa.
Reiji: agora?
Raiko: hai… vamos para dentro do seu carro. É melhor.
Disse desviando o olhar do dele e seguindo em direção ao veiculo. O Kotobuki mais velho ficou apreensivo, mas suspirou tentando se acalmar e seguiu a mais nova. Os dois entraram no carro e a morena foi a primeira a se pronunciar.
Raiko: eu tenho muitas coisas pra falar. Mas não sou boa pra isso… expor meus sentimentos… não é minha melhor qualidade.
Reiji sorriu fracamente.
Reiji: nem sempre foi assim.
Raiko: é, eu sei. Mas muitas coisas me fizeram mudar e você sabe disso.
Reiji concordou com um aceno de cabeça, tristemente.
Reiji: desculpa…
Raiko o fitou.
Reiji: eu deveria ter sido um irmão melhor pra você. Eu sempre falei que te protegeria de todas as maldades do mundo, sendo que eu fui o que mais machucou você!
Ele apertou com força o tecido do seu casaco.
Reiji: fui egoísta, imaturo, idiota e…
Raiko: você não teve culpa de nada.
Falou rapidamente, cortando o mais velho.
Reiji: hã??
Raiko suspirou.
Raiko: Nitori… você não sabia que eu o amava. Eu nunca disse a você por vergonha, era muito nova naquela época e nova pra ele também…
Ela olhava os flocos de neve caindo.
Raiko: eu realmente me apaixonei por ele. Pode ate ser considerado meu primeiro amor… eu chorei horrores por aquele cara, fiquei sem comer por dias, desanimada, de mau-humor, odiando a tudo e principalmente a você. Ele sabia que eu o amava e foi cretino o bastante pra usar isso e se aproximar de você e virar seu melhor amigo…
Reiji estava em choque.
Raiko: mas ele te amava, Reiji. O Nitori suspirava por você, como eu suspirava por ele. Digamos… que você representasse tudo que ele queria e admirava. A vontade de ser um idol foi por você… ele queria acompanhar todos os seus passos, viver seus sonhos, estar ao seu lado pra sempre.
Ela sorriu minimamente.
Raiko: ele sentiu um amor bonito. Mas você nunca amou o Nitori daquela forma. Ele sempre foi apenas seu melhor amigo, um irmão que não teve, um companheiro de brincadeiras.
O Kotobuki abaixou o olhar.
Raiko: quando ele se declarou… você ficou sem saber o que fazer não foi? Você o adorava, mas não o amava como homem. E por já ter sentindo atração pelo mesmo sexo, você topou namorar com ele… sem fazer ideia que sua irmã caçula amava de verdade o seu namorado.
Reiji mordeu o lábio inferior nervoso.
Reiji: eu não sabia! Se eu soubesse… eu jamais teria aceitado o pedido dele. Mas eu fiquei com…
Raiko: pena?
Reiji se calou.
Raiko: eu sei. Você ficou sem saber o que fazer quando ele se declarou, sentiu remorso por fazê-lo sofrer e numa tentativa falha… você tentou se apaixonar por ele.
Reiji: foi o pior erro da minha vida…
Raiko sorriu.
Raiko: você estava sendo apenas o Reiji que se importa e faz de tudo pra não magoar quem ama.
O idol suspirou.
Reiji: e nessa tentativa, eu magoei vários. Eu deveria ter sido honesto com ele! Deveria ter negado seu pedido e dito para sermos só amigos… assim ele não teria quase se matado…
Raiko fechou os olhos por uns segundos lembrando de Nitori.
Raiko: foi essa a outra razão que me fez ter raiva de você. Além de estar com o garoto que eu amava, você o magoou ao ponto dele tentar se matar pra esquecer você.
Reiji: Raiko…
Raiko: mas eu entendi depois. Entendi… que ninguém poderia decidir aquilo por ele. Nitori era desprovido de amor próprio, e se ele não era capaz de amar a si mesmo… ele não poderia amar alguém de verdade.
Ela passou a mão delicadamente no cabelo.
Raiko: mesmo que tivesse nunca namorado com ele, o Nitori ia acabar tentando alguma besteira por não saber lidar com os sentimentos dele.
A mais nova suspirou.
Raiko: ele… a morte do papai… a estupidez que eu fiz de achar você também era o culpado.
Reiji: mas eu sou! Eu deveria ter cuidado dele e não me dedicado tanto a carreira de idol…
Raiko o olhou de esguelha.
Raiko: eu passei anos achando isso. Mas daí a mamãe me fez uma revelação…
Reiji: revelação?
Raiko: eu pensei que você tinha sido egoísta o bastante pra não se importar com a doença do papai por causa dos seus shows, fãs e a carreira… mas a nossa mãe falou que o papai a proibiu de falar sobre o grau que a doença já estava. Ele não queria que você ficasse preocupado e se desconcentrasse do seu trabalho.
Reiji arregalou os olhos.
Reiji: o que?!
Raiko: sim… eu não imaginava. Mas a mamãe falou que o papai pediu isso. Ele sabia que ia morrer e não queria que você soubesse a gravidade da doença, então pediu que ela não dissesse a você nada, para que não te atrapalhasse na carreira que você lutou tanto para conseguir…
Raiko abaixou o olhar.
Raiko: quase sacrificou até o amor da sua família.
Reiji fechou os olhos fortemente. As lembranças do seu pai começavam a invadir sua mente, inclusive as recordações um pouco antes dele morrer, antes de Reiji sair na turnê na qual ele recebeu a noticia no meio da viagem que seu pai havia morrido.
Reii: e-e-eu… n-não deveria ter focado tanto… se eu tivesse feito direito… se eu…
Raiko: shh…
Ela se virou para Reiji.
Raiko: eu parei de culpar você pela morte dele. Mesmo que tivesse feito qualquer outra carreira… você não poderia evitar sua morte, Reiji. Você não é Deus pra isso…
Suspirou em seguida.
Raiko: eu tinha raiva de você pelo papai, Nitori… achava que foi sempre por suas atitudes egoístas e irresponsáveis que eles, eu e a mamãe sofremos.
Reiji enxugou uma lagrima antes que ela caísse.
Reiji: R-Raiko… eu fui egoísta… infantil… e-eu…
Raiko sorriu, o que surpreendeu Reiji na hora.
Raiko: você sempre foi impulsivo. Capaz de tudo pra conseguir o que quer…
Reiji: mas…
Raiko: quando isso mudou??
Reiji: mudou?
Raiko riu de leve.
Raiko: você não tá lutando pelo Ranmaru. Ta entregando ele de bandeja pra aquela pupila de jiboia da Ayume!
O moreno arregalou os olhos.
Reiji: Raiko! O que o Ran-Ran tem a ver com o assunto??
Perguntou corado e meio constrangido.
Raiko: ah Reiji…
Revirou os olhos.
Raiko: me poupe dessa cena de constrangimento. Eu não sou nenhuma ingênua para achar que você é virgem e que nunca foi pra cama com o Ranmaru.
Disse com um sorriso cínico. O Kotobuki corou ate o ultimo fio de cabelo.
Reiji: Raiko!!
A repreendeu emburrado. A menor riu.
Raiko: hai, hai. Desculpe…
Levantou as mãos pra cima.
Raiko: não é minha intenção falar sobre sua vida selvagem e sexual…
Reiji corou mais.
Raiko: mas estou falando sério. Você ta desistindo dele como um covarde. Cadê aquele Reiji que fugiu aos 14 anos de casa pra tentar uma carreira que nem sabia se ia dar certo??
O mais velho a fitava incrédulo.
Reiji: você deu uma surra na Ayume por isso?
Raiko ficou em silencio e virou a cara irritada.
Raiko: b-bom, eu descobri que ela mentiu pra você! O Ranmaru não foi imbecil o bastante pra ir pra cama com ela, a pupila de jiboia disse aquilo para que você se sentisse mal e desistisse do Ranmaru. Ela sabe que você ta apaixonado por ele…
Reiji entrou em pânico.
Reiji: ehhhhh??? Ela sabe…?? Mas como…? Eu…
Ele pôs a mão na cabeça.
Reiji: não é possível que eu seja tão transparente assim!
Raiko: digamos que você não disfarça muito quando automaticamente cora ao ouvir o nome dele…
Disse se segurando pra não rir.
Reiji: Raiko!
Dessa vez a menor acabou rindo da expressão que Reiji estava.
Reiji: etto… mas… espera aí…
Ele só naquele momento notou uma coisa que a irmã havia dito.
Reiji: ela mentiu sobre ter passado a noite com o Ran-Ran??
Raiko suspirou.
Raiko: sim. Eu tava naquela locadora, no dia que ela falou isso na frente dos seus kouhais. O que me fez desconfiar dela foi o maldito sorriso debochado e vitorioso que a desgraçada fez ao te ver sair abalado dali.
Reiji cerrou os punhos.
Raiko: eu fui a casa do “Ran-Ran” e perguntei ao próprio que me negou sem hesitar, no mesmo instante.
O Kotobuki petrificou.
Reiji: pera aí Raiko! Me diz, por favor, que você não comentou nada que eu…
Ele estava começando a ficar desesperado. Raiko engoliu em seco.
Raiko: não…
Reiji a fitou desconfiado.
Raiko: não me olhe com essa cara! Ele não sabe que você o ama. E eu deveria ter dito o quanto chorou na noite passada por causa dessa mentira!
A morena mentiu para que o mais velho não surtasse naquele momento. Reiji corou.
Reiji: e-eu não quero que ele saiba assim.
Raiko: se esperar por você, ele só vai saber no leito de morte daqui a décadas.
Disse irônica.
Reiji: eu não quero levar um fora dele!
Raiko: e por que acha que vai levar??
Reiji: tem ideia de quantas pessoas o Ran-Ran já rejeitou?
Disse tristonho.
Raiko: Reiji Kotobuki, você não é qualquer pessoa!!
Falou irritada.
Reiji: mas…
Raiko: “mas” nada!!
O cortou, o moreno se encolheu. A irmã havia ficado meio assustadora com os anos.
Raiko: eu já to cansada dessa falta de confiança, inutilidade, covardia e indecisão!
Reiji arregalou os olhos.
Raiko: aquela cobra vai acabar ganhando a única pessoa que você amou por causa dessa sua covardia de se declarar!!
Ela bufou.
Raiko: você o ama desde criança! Eu, sendo intrometida eu sei, li seu diário… anotações… seja lá o que for aquilo!
Reiji: você leu??
Raiko: sim. Foi por causa dele que entendi seus sentimentos em relação ao Nitori e como você ficou ao saber que ele te amava e tudo mais…
Reiji corou, existiam algumas coisas ali que eram meio constrangedoras para Raiko ler.
Raiko: e eu já disse que não sou nenhuma criança. Pode tirar essa cara…
Cruzou os braços.
Raiko: voltando… nesse diário eu vi o quanto você se apaixonou pelo Ranmaru! Vai realmente o deixar cair nos braços da Ayume??
Reiji ficou pensando em tudo que já aconteceu entre ele e Ranmaru, desde o começo, quando ambos estavam na academia ainda. E também pensou em Ayume e na mentira ridícula que inventou.
Reiji: aquela vaca inventou algo que me fez chorar e me sentir a pessoa mais azarada do mundo esses dias!
Cerrou os punhos com raiva.
Reiji: ok, você venceu Rai-chan! Não vou entrega-lo de mão beijada a ela, mas se ele me der um fora… não se espante se eu pegar o primeiro voo para outro país. Não teria mais coragem de olhar na cara dele.
Corou levemente abaixando o olhar. Raiko riu.
Raiko: hai, hai.
Revirou os olhos.
Reiji: agora… desde quando você virou partidária do Ran-Ran??
Arqueou a sobrancelha.
Raiko: eu não sou partidária dele!
Falou emburrada.
Raiko: apenas quero que pare de chorar e que fique menos idiota. Se bem que…
Ela sorriu irônica.
Raiko: é provável que fique mais se namorar com ele.
Reiji: ehhh??
Raiko: você cora só de falar, ouvir, pensar ou ver o Ranmaru!
Falou e depois começou a rir da cara dele.
Reiji: não exagera!
Raiko: ah estou exagerando é?
Ela chegou mais perto dele.
Raiko: Ranmaru… Ranmaru… Ranmaru… Ranmaru… Ranmaru… Ran-Ran… Ranmaru Kurosaki…
Reiji a olhava assustado e mesmo querendo não corar, mas foi impossível. Já que a cada “Ranmaru” que ela falava, o moreno lembrava da pessoa que possuía esse nome e o rosto começava a esquentar.
Reiji: desisto! Já chega! Você venceu!
Exclamou derrotado e pôs as mãos na cabeça.
Raiko: eu sempre venço.
Disse convencida.
Raiko: mas não te julgo, Reiji. Ele é muito bonito. Como falei com o próprio bem de perto, ele tava sem camisa sabe? E nossa… que corpo é aquele??
Reiji a fitou seriamente e com a expressão se transformando numa irritada. Raiko voltou a rir.
Raiko: era brincadeira.
Sorriu de canto.
Raiko: que futuro namorado ciumento…
Provocou o mais velho. Reiji virou a cara.
Reiji: não sou ciumento! Só não quero você falando assim dele…
Raiko arqueou a sobrancelha.
Reiji: e-etto… p-porque não é adequado uma menina de 19 anos ficar falando assim!
A morena revirou os olhos.
Raiko: claro… vou fingir que o motivo é esse.
Reiji suspirou.
Reiji: nee… sobre você e eu… o que decidiu?
Raiko ficou séria depois da pergunta.
Raiko: eu, como havia dito antes, não te vejo mais como culpado por tudo que aconteceu. E m-mesmo… estando afastados… eu também me preocupava com você. Só não queria demonstrar. Prova disso é quase ter matado a Ayume de porrada quando descobrir que ela mentiu pra você e também por ter te ofendido na minha frente…
Os orbes acinzentados alargaram minimamente.
Raiko: não sei se podemos voltar a ser como antes. Eu não sou mais a mesma Raiko… mas… não nego que sinto sua falta e que te quero… de volta na minha vida.
Reiji começou a sorrir alegremente.
Raiko: irmãos vivem brigando não é?
Disse um pouco encabulada. Reiji riu.
Reiji: e continuam sendo sempre irmãos!
A menor o fitou e concordou com um balanço de cabeça. Ela estava um pouco corada por ter falado sobre seus sentimentos em pouco tempo mais do que já deve ter falado a vida toda.
Reiji: ka-wa-i!
Raiko: ehh??
Reiji: kawaii!! Você continua sendo minha Rai-chan kawaii!!
Raiko: baka!! Eu não sou kawaii!!
Reiji: é sim!
Raiko: não!
Reiji: é!
Raiko: não!!
Raiko se irritou.
Raiko: você que continua sendo um baka!!
Reiji sorriu mais.
Reiji: e você a minha maninha kawaii!
A morena soltou um muxoxo, mas acabou rindo dele cantarolando.
Raiko: você esqueceu de crescer, só pode.
Reiji: hey! Eu sei ser adulto quando quero!
Reiji: só não viro um chato e mal-humorado!
Raiko: me pergunto como se apaixonou pelo Ranmaru então…
Disse ironicamente. Reiji riu.
Reiji: não sei. Mas foi desde a primeira vez… quando ele pisou no meu pé e me derrubou!
A morena o fitou.
Raiko: que começo de historia marcante.
Reiji: verdade! Meu pé lembra ate hoje.
Disse rindo.
Raiko: eu acho que é isso que as pessoas chamam de “destino”.
Falou sorrindo em seguida.
Reiji: hai…
Ele fitou a neve por uns segundos.
Reiji: eu poderia ter me apaixonado por qualquer outra pessoa, mas o meu caminho colidiu com o dele naquela noite. Poderíamos ter estudado em academias diferentes… ter escolhido carreiras diferentes… até mesmo ter nascido em países diferentes… mas a vida sempre nos colocava juntos de algum jeito.
Os lábios se contorceram num sorriso singelo.
Reiji: nesse mundo de tantos anos, no meio de tantas pessoas, entre tantas possíveis paixões, esse encontro... E um amor que achei que nunca fosse capaz de sentir por alguém.
A Kotobuki o fitava.
Raiko: que sorte a sua não é mesmo?
Piscou ao mais velho.
Raiko: é só não vacilar agora. Algo me diz que ele te corresponderá.
Falou naturalmente.
Reiji: eh? Por que??
Raiko: intuição de irmã.
Deu de ombros.
Raiko: agora me leva pra casa, porque você expulsou minha carona.
Reiji fez uma careta.
Reiji: fala do Ken?
Raiko riu.
Raiko: sim.
Reiji: ainda precisa me dizer o que você e ele tem de tão interessante pra falar.
A jovem suspirou.
Raiko: não seja esquizofrênico, Reiji. Eu já disse que não temos nada e nem eu pretendo ter.
O Kotobuki a fitou de esguelha, ligando o motor do carro.
Reiji: hmm… mas o Ken é muito bonito e também envolvente. Sou amigo dele desde que entrei na Saotome como idol e o conheço bem.
Raiko: ele é seu amigo e você o tratou daquele jeito??
Reiji deu de ombros.
Reiji: amigos enquanto você tiver a 300 metros longe dele.
A menor começou a rir.
Raiko: fiquei com pena dele, pela primeira vez. Mas não se preocupe Reiji… eu sei me cuidar.
Piscou ao idol.
Reiji: ok.
Raiko sorriu minimamente e olhou para janela do carro e se lembrou de algo.
Raiko: ah Reiji… etto…
Ela fitou o irmão, fingindo estar acanhada.
Raiko: o natal amanha… você quer passar comigo e com a mamãe??
O moreno arregalou os olhos e a fitou, sorrindo muito feliz em seguida.
Reiji: claro! Eu… sinto falta de passar a ceia com vocês duas.
Raiko: você passou sozinho, todos esses anos?
Reiji: hai. Não tinha ninguém que pudesse passar comigo. Todos tinham suas famílias… ano passado que o Toki e o Otoyan ficaram comigo.
Comentou alegremente.
Raiko: nesse ano quero que você fique com a gente. Independentemente de onde formos passar…
Reiji: hm?
Raiko: bom, é porque as vezes vamos pra casa de alguma amiga da mamãe. Como é só nós duas, a mamãe não faz ceia. Pode ser que nesse ano isso mude…
Falou “inocentemente”.
Reiji: ah ta! Não tem problema! Não importa onde seja… se nesse natal estiver com vocês duas, já é perfeito pra mim.
Raiko sorriu.
Raiko: esse natal será surpreendente!
Reiji a olhou sem entender, mas a morena apenas riu e disse que queria que fosse assim.
Raiko: “espero que tudo saia como pensei…”
Ela sorriu internamente e mandou uma mensagem para Tokiya, tomando cuidado para Reiji não ver, avisando que já garantiu que o Reiji passe o natal com ela e a mãe.
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