Notas iniciais
Oi! Bom... meu amados leitores, ta aí mais um cap dessa fic, fico muito feliz com todos os reviews que recebi e pelo crescimento dos que estão acompanhando e os que favoritaram, obrigada de coração! PS: Tem lemon nesse cap, se não gosta, pulem essa parte. Não é do Ran e do Reiji, ainda é cedo pra eles kkkkkkkkk ah! É meu primeiro lemon, então se não estiver bom não me crucifiquem, me esforcei ao máximo pra escreve-lo. Pra não perder o costume *_~ deixem reviews. A fic, minha inspiração e meu coração agradecem! Se gostaram da fic comentem, fico feliz em responder a todos e saber suas opiniões *_*

Um mês se passou e Otoya a cada dia ficava pior. Tokiya desde o dia que se declarou se afastou completamente dele, eles mal se falavam, Ichinose nem o olhava direito, e só se viam nos ensaios, shows e raramente pelos corredores e pra piorar a cabeça do ruivo, Tokiya trocou de quarto com Cecil, agora ele dividia o dormitório com o indiano.

Otoya: “por que ele ta assim? Será vergonha??”

Ele perguntou mentalmente fitando seu violão.

Cecil: saudade do Tokiya?

Otoya foi despertado de seus pensamentos pela voz do amigo.

Otoya: hã? N.Não é isso…

Cecil: então você não sente falta dele?

Insistiu com um sorriso no rosto.

Otoya: eu… sim.

Suspirou derrotado.

Otoya: ele é meu melhor amigo, pelo menos eu o considerava assim. Agora acho que pra ele eu não significo o mesmo, se não ele não estaria tão afastado de mim.

Cecil: é, você tem razão. Tokiya não te vê como melhor amigo…

Otoya o olhou triste.

Cecil: ele te vê mais do que isso, afinal você é o homem que ele ama.

Otoya corou furiosamente com esse comentário indiscreto.

Otoya: C.Cecil!!

O indiano riu da vergonha do amigo.

Cecil: fala serio! STARISH inteira sabia que o Tokiya te amava, só você que não percebia.

Otoya o encarava surpreso.

Otoya: e por que nunca me disseram?

Cecil: isso é algo que era ele que tinha que falar, mas acho que o Tokiya sentia medo da sua reação, por isso demorou tanto pra se declarar.

Otoya: era pra mim ta agindo assim, no entanto ele que ta se afastando de mim.

Desabafou tristonho.

Otoya: eu sinto saudade dele…

Sussurrou bem baixinho, mas o indiano ouviu.

Cecil: sente mesmo?

Otoya corou.

Otoya: você ouviu??

Cecil sorriu cinicamente.

Cecil: sim.

Otoya: bo…bom… ele é meu amigo e…

Cecil: é disso que eu quero saber. O que você sente pelo Tokiya é só amizade mesmo?

Otoya deu um pulo da cama.

Otoya: é claro Cecil!! Eu não sou gay!

Ele gritou nervoso. Cecil tapou os ouvidos.

Cecil: agora eu e o resto da academia sabem disso Otoya.

Otoya: gomen…

Falou mais calmo se sentando novamente.

Cecil: eu digo isso porque… eu vejo que você ta sofrendo muito, podemos amar como for uma pessoa como amiga, mas não sofremos dessa tamanha intensidade, você nem ta comendo direito Otoya.

Falou preocupado.

Cecil: eu também já fui apaixonado por uma garota e olha só por quem fui me apaixonar agora.

Falou rindo. Otoya sorriu fracamente.

Otoya: eu… eu não sei o que sinto. Eu só sei que adoro o Tokiya e sinto falta de viver perto dele.

Admitiu. Cecil sorriu.

Cecil: por que não fala com o Reiji?

Ele sorriu internamente pela mini careta do amigo.

Otoya: eh… acho melhor não. Reiji-sempai ta ocupado com os negócios dele com o Quartet Night, fora que ta sendo o confidente número um do Tokiya.

Cecil segurou a risada que queria vir, Otoya realmente estava com ciúmes da aproximação do sempai com o moreno.

Cecil: verdade… eles ficaram bem próximos né?

O olhou cinicamente.

Otoya: sim…

Fitava o chão.

Cecil: quem sabe isso não seja a solução para os seus problemas.

Otoya o olhou curioso.

Otoya: como assim?

Cecil: se o Tokiya se apaixonar pelo sempai, esquecerá você e poderá te tratar como amigo de novo. Todos sabem que o Reiji sai com homens e o Tokiya é muito bonito. Formariam um belo par né?

Envenenou e isso fez Otoya fechar as mãos irritado internamente, ele não sabia bem, mas se incomodou demais pela possibilidade de Tokiya e Reiji se apaixonarem.

Otoya: eles não fazem o tipo certo um do outro.

Respondeu meio frio. Cecil sorriu mais.

Cecil: opostos se atraem.

O provocou mais ainda.

Cecil: você e o Reiji praticamente são iguais e se Tokiya se apaixonou por você, por que não pode se apaixonar pelo Reiji?

Otoya arregalou levemente os olhos, Cecil tinha razão sobre isso. Nesse momento a porta é aberta e entra justamente o seu sempai, Otoya estreitou os olhos.

Reiji: e aí meninos! O que estão fazendo??

Perguntou animado e isso incomodou Otoya, de uns tempos pra cá, Reiji tava feliz demais.

Cecil: nada sempai, só conversando.

Ele sorriu.

Cecil: estávamos falando que você e o Tokiya formariam um belo casal.

Piscou discretamente a Reiji que primeiro se assustou, mas entendeu onde o indiano queria chegar e sorriu travesso.

Reiji: hm… nunca tinha pensado nisso.

Ele colocou o dedo indicador no queixo como se estivesse analisando a situação.

Reiji: mas sabe que tem razão Cesshi! Não me incomodaria de sair com o Toki! Ele é um moreno muito atraente.

Piscou malicioso aos dois. Otoya arregalou os olhos com que ele disse.

Otoya: mas você não pode!! Ele é seu kouhai e tem só 17 anos! É pedofilia!

Ele gritou alterado e fez Reiji e Cecil se surpreenderem.

Ai: tecnicamente seria pedofilia se Reiji tivesse 18 ou mais e Tokiya menos de 14.

Reiji pulou pelo susto ao ouvir a voz de Ai e quando virou pra trás deu de cara com seus três colegas de banda.

Camus: serio que você ta afim do Ichinose?

Perguntou cruzando os braços, Reiji corou.

Reiji: vocês ouviram?

Ranmaru: é evidente.

A voz dele saiu meio (digo bastante) irritada. Reiji quase enterra a cara igual a um avestruz.

Reiji: bom… eu…

Cecil: não acho que tenha problema algum o Reiji ser afim do Tokiya. Ambos sabem o que fazem.

Falou por fim tentando tirar o moreno da situação que estava.

Camus: mas vocês não tem nada a ver um com o outro, seria e mesma coisa que você e o Kurosaki juntos.

Reiji corou levemente e Ranmaru arregalou os olhos.

Ranmaru: combinação bizarra.

Virou a cara para o lado oposto, Reiji ficou o olhando.

Reiji: é, eu concordo.

Ranmaru o olhou de esguelha.

Ai: eu acho que você e o Tokiya formariam um belo casal, diferentes, mas acho que dá pra sair algo legal dessa relação.

Falou serenamente, Reiji sorriu.

Reiji: valeu Ai-Ai!

Ranmaru estava quase pulando no pescoço do moreno a sua frente, Reiji tinha sorte que seu olhar não podia mandar um raio fulminante em sua direção.

Ranmaru: você é estupido por acaso?! Ele é seu kouhai!

Otoya: exatamente!

Eles olhavam irritados para o moreno e Reiji se encolheu.

Ai: qual o problema? É super normal.

Otoya: não é nada normal sempai!

Ranmaru: você resolveu virar o defensor número um das relações amorosas sempai-kouhai foi?!

Ai suspirou pesadamente pelo estresse dos dois ali presentes, Cecil e Camus sorriram pela cena.

Camus: nisso concordo com o Mikaze. Não tem problema algum relacionamentos amorosos entre sempai e kouhai, acho que é mais proibido quando fazem parte da mesma banda.

Ranmaru o olhou mais estressado por ele dar razão a essa maluquice.

Cecil: ooh então você pensa assim Camus? É um grande avanço na humanidade!

Falou rindo e fez com que todos rissem ali, menos Otoya e Ranmaru.

Camus: ora…! Cale-se Aijima!!

Reiji: pelos deuses… vocês estão discutindo esse assunto como se eu fosse me casar amanhã com o Toki e adotar um cachorrinho! Menos!

Ele estendeu as mãos pra cima pedindo tempo.

Reiji: falar nisso onde ele ta?

Otoya: como eu vou saber?

Falou áspero, Reiji sorriu internamente, seu plano tava dando certo, terceira etapa: ciúmes.

Cecil: ele disse que ficaria no quarto hoje porque estava trabalhando numa nova música.

Reiji: ótimo! Vou lá com ele.

Sorriu animado e acenou aos dois juniores saindo do quarto, mas antes de dar muitos passos Ranmaru puxou seu braço.

Reiji: Ran-Ran que foi?

Ranmaru: qual é o seu problema?! Por que você ta agindo assim com o Tokiya?! Pensei que torcesse pra ele ficar com o Otoya! Mudou de ideia foi?

Ele praticamente gritou em seu rosto. Reiji ficou surpreso por aquela reação.

Reiji: eu tenho minhas razões, você saberá em breve.

Falou calmo.

Ranmaru: quando? Quando receber o convite do seu casamento?

Falou as palavras maldosamente.

Reiji: quem sabe…

Revidou sorrindo travesso e isso irritou mais ao albino.

Reiji: você será meu padrinho, não se preocupe Ran-Ran.

Ranmaru apertou mais o braço do moreno, ele sentia sua cabeça ferver de ódio que se colocasse um ovo em cima fritaria.

Reiji: ai!

Ele gemeu de dor.

Reiji: você ta com ciúmes Ran-Ran?

Perguntou sorrindo, Ranmaru arregalou os olhos e soltou de uma vez o braço do moreno.

Ranmaru: não seja ridículo! Eu? Com ciúmes?

Riu sarcasticamente. Reiji massageou o local que ele tinha apertado.

Reiji: você e o Otoyan são muito *tsun-tsun*!

Sorriu mais brincalhão vendo Ranmaru cerrar os punhos de raiva.

Reiji: eu já vou ver meu amado kouhai. By by Ran-Ran.

O deu um beijo na bochecha, quase perto de sua boca, Ranmaru arregalou os olhos. Reiji acenou sorridente indo embora.

Ranmaru: eu mato esse cara um dia.

..........................

Ren suspirava pela oitava vez na ligação com seu irmão, ele tentava de todas as formas convencê-lo que esse ano a ceia de natal seria diferente das outras e não seria só uma ridícula, tediosa e irritante ideia de “ceia de negócios” como ele mesmo apelidava. Natal era só uma desculpa que a família Jinguji encontrava pra convidar sócios de empresas tradicionais a ceia em sua casa com o intuito de firmar contratos e claro… ele era o responsável pra entretê-los principalmente as filhas dos donos. Essa foi uma das razões que ele perdeu Masato, o garoto de cabelos azulados se irritava pelo fato que ele tinha que ser tão galanteador com as meninas e como a família Jinguji e Hijirikawa nunca passavam o natal juntas, Masato afirmava que ele não fazia ideia do que Ren poderia fazer rodeado de mulheres a noite inteira.

Ren: ok, ok. Eu vou, mas se esse ano for igual aos outros, nem se dê ao trabalho de me convencer ano que vem.

Ele quase podia sentir seu irmão sorrir do outro lado da linha.

Seiichirou: obrigado Ren, não vai se arrepender. Esse ano vai ser diferente dos outros.

Ren: espero… tchau.

Seiichirou: tchau.

Ren desligou a ligação e suspirou pesadamente, pela voz de seu irmão, ele podia ter uns 20% de esperança que realmente esse ano seria diferente.

Ren: queria mesmo é que o Masato me perdoasse… seria o melhor presente de natal pra mim.

Sorriu esperançoso, o moreno tinha mudado aquela frieza com ele, até mesmo sorriu algumas vezes por algo que ele dizia. Ren não sabia o porquê ele tinha mudado, mas havia ficado feliz com isso, agora era só esperar o momento certo para se aproximar.

Masato entrou completamente cabisbaixo no quarto.

Ren: o que aconteceu Hiji? Pela sua cara…

Perguntou o olhando de esguelha.

Masato: família+natal+ceia= tedio a noite inteira.

Ren sorriu.

Ren: meu irmão também me ligou.

Masato: você vai?

Ren: sim, não tenho muita escolha. Mas ele me prometeu que esse ano vai ser diferente, disse a ele que se for a mesma cafonisse de todos os anos eu não vou mais.

Masato suspirou.

Masato: já até desistir de fazer meu pai me prometer isso, ele sempre falha.

Se deitou em sua cama de peito pra cima, fechando os olhos.

Ren: mas a nossa diferença… é que o Seiichirou sabe que to falando sério quando disse que não iria mais.

Se sentou na cama fitando o ex namorado.

Masato: bem ou mal… é a minha família. Pode ser um saco, mas acho que passar o natal sozinho, seria pior.

Ele falava enquanto estava de olhos fechados, sua expressão era tão plena, tão perfeita, Masato era lindo e deixava Ren se sentindo um menino bobo perto dele. Ren se levantou da cama sorrateiramente e curvou seu rosto ficando a centímetros dos dele, Masato abriu os olhos sentindo uma respiração tocar em seu rosto. Quando seu olhar se encontrou com o dele e viu o quão próximos estavam, Masato corou furiosamente.

Ren: você fica tão sexy corado.

Sorriu sedutor.

Masato: R.Ren… o que você ta fazendo?

Perguntou nervoso.

Ren: reprimindo a vontade de te beijar.

Masato corou mais sobre o olhar intenso e cheio de malicia do maior sobre ele.

Masato: dividir o quarto com você é perigoso.

Ren sorriu mais e se aproximou mais dele.

Ren: por que? Por que eu posso te agarrar ou por que é difícil você se segurar perto de mim também?

Masato ficou o olhando e por incrível que pareça seu rubor foi suavizando.

Masato: os dois.

Ren se surpreendeu pela resposta do mais novo, mas rapidamente sorriu malicioso.

Ren: não superestime meu autocontrole Masato.

O moreno sorriu, por incrível que pareça, cinicamente.

Masato: te conheço há tanto tempo Ren… que sei muito bem até onde vai seus limites.

Ren: então sabe que está por um fio.

Falou sorrindo mais sedutor.

Masato: sim.

Eles não desviavam os olhos um do outro e Ren foi se aproximando mais do moreno quando seus lábios estavam quase se tocando a porta abriu revelando Ranmaru que ficou em choque ao vê-los tão perto.

Ranmaru: pelo visto atrapalhei algo.

Se encostou a porta. Ren estreitou os olhos.

Ren: por que é você que sempre interrompe?!

Exclamou irritado e Masato tinha corado pelo constrangimento. Ranmaru cruzou os braços.

Ranmaru: preferia que fosse o presidente?

Ren: engraçadinho.

Ranmaru sorriu. Masato se sentou.

Masato: o que faz aqui sempai?

Ranmaru: o Camus, Ai, o idiota, imbecil do Reiji e eu resolvemos dar uma passada pra saber se vocês estão indo bem sem a gente por perto.

Ren e Masato se olharam.

Ren: por que tanto ódio com o Reiji?

Colocou a mão no quadril o olhando desconfiado.

Masato: vocês não estão se dando bem?

Ranmaru suspirou.

Ranmaru: não é nada demais. Só aquele jeito dele que me irrita, agora resolveu dar em cima do Tokiya!

Ren e Masato seguraram o sorriso percebendo o motivo da irritação do Kurosaki.

Ren: é mesmo, o Ichi anda falando muito do sempai. Acho que ta rolando algo ali.

Masato: Ichinose as vezes dorme fora.

Eles falaram com uma certa inocência maldosa.

Ranmaru: dorme?

Eles assentiram e Ranmaru se irritou mais ainda, Reiji também havia dormido fora uns dias.

Ren: então… como vai os preparativos para a turnê?

Ranmaru: indo muito bem.

O maior entrou e fechou a porta se sentando em um puf.

Masato: falta poucas semanas para o natal, onde vai passar?

Ranmaru deu de ombros.

Ranmaru: provavelmente na casa da banda mesmo, nunca comemoro. Camus e Ai é a mesma coisa.

Ren: que inveja…

O albino sorriu.

Ranmaru: azar aos dois que tem que enfrentar aquela chatice de reunião familiar, odiava encarar as festas da família Kurosaki. Pelo menos agora meus pais moram em outro país e fico sozinho aqui.

Masato: não sente falta dos seus pais?

Ranmaru cerrou levemente os olhos e reprimiu algumas lembranças.

Ranmaru: é claro que não, eles enchiam o saco. É bem melhor ser sozinho, fora que acho que eles ainda não me perdoaram pela carreira que escolhi, queriam que eu fosse um magnata como todos os Kurosaki’s.

Suspirou pesarosamente. Os dois kouhais o olhavam, sabiam que no fundo ele sentia falta sim dos pais e se magoava pelo fato deles nunca ligarem nem no natal e nem no aniversário dele há oito anos.

Masato: vocês vão passar o primeiro natal juntos, vocês sempre passam cada um em sua casa, e esse ano vão estar debaixo do mesmo teto. Por que não fazem algo?

Ranmaru fez uma careta.

Ranmaru: nem pensar. Não tenho saco pra datas festivas! Fora que Ai e Camus odeiam também e o Reiji provavelmente vai ficar com a família dele.

Masato e Ren sorriram da cara de desgosto do mais velho.

.........................

Reiji: sério??

Perguntou sorrindo abertamente.

Tokiya: sim, eu… preciso arrecadar dinheiro pra comprar isso. O natal já ta chegando.

Falava meio envergonhado, o mais velho achava muito bonitinho isso.

Reiji: você fica tão cute cute corado Toki!!

Tokiya corou mais ainda, porem fechou a cara.

Tokiya: cala a boca sempai!

Reiji riu.

Reiji: você e o Ran-Ran são tão parecidos… só que ele é mais explosivo.

Comentou com os pensamentos longe e sorriu.

Tokiya: pelo visto você realmente gosta dele.

Comentou com segundas intenções nas entrelinhas e Reiji percebeu isso.

Reiji: como amigo Toki! Lave essa sua mente suja e pervertida, guarde isso para o Otoyan.

Sorriu malicioso e Tokiya voltou a corar.

Tokiya: você que é um pervertido!

Reiji riu mais ainda.

Reiji: tem certeza que quer trabalhar? Digo… minha mãe adora você e o Otoyan, ela não acharia problema nenhum você ajuda-la no restaurante, mas… isso vai ser um pouco cansativo pra você. Eu posso perfeitamente te dar esse dinheiro Toki.

Falou tomando uma expressão madura.

Tokiya: eu queria comprar com meu próprio dinheiro Kotobuki. Eu já tenho metade, só preciso de mais um pouco. Não vai ser tão significativo o presente se eu não der por conta própria.

Reiji: então aceite pelo menos como um empréstimo, você me paga aos poucos.

Tokiya balançou a cabeça em negação.

Tokiya: prefiro trabalhar. Além disso, vai ser só esse período antes do natal, já fiz as contas e dá pra arrecadar o que preciso.

Reiji suspirou.

Reiji: tudo bem, então amanhã passo aqui e te pego pra deixar você lá no restaurante.

Tokiya sorriu.

......................

Ai entrou no quarto que Syo dividia com Natsuki, encontrando o loiro maior na cama cabisbaixo.

Ai: ei… o que houve Natsuki?

Perguntou preocupado vendo a expressão do loiro.

Natsuki: eu não fui aceito.

Ai: hm… aonde?

Natsuki: no fã-clube oficial do piyo-chan.

Ai segurou um sorriso, afinal ele sabia que isso era muito importante para Natsuki.

Ai: e por que?

Natsuki: não sei. Os membros são limitados e tem reuniões na semana e ganha até convites vips para os shows do piyo-chan sempai!

Ele falou animado, mas depois se entristeceu de novo.

Natsuki: eu queria tanto entrar, é a minha segunda tentativa falha.

Ai: me dê isso aqui.

Ai pegou o papel de inscrição e viu os nomes dos responsáveis e na hora se surpreendeu, sorriu internamente.

Ai: por que não tenta de novo? Eles verão o quão fã dele você é e acabaram te aceitando.

Sorriu minimamente ao kouhai.

Natsuki: o senhor acha?

Ai: tenho certeza.

Natsuki abriu um largo sorriso.

Natsuki: vou me inscrever agora mesmo!

Se levantou da cama eufórico.

Natsuki: ah! Syo-chan ta tomando banho, fiquem a vontade. Ele ta com saudades sua sempai.

Piscou ao bluenette (N/A: gíria para quem tem cabelo azul) que corou com o comentário e sorriu o vendo sair eufórico pela porta.

........................

Syo estava relaxadamente na banheira de olhos fechados, precisava de um banho assim. A agenda do STARISH estava lotada com o ritmo de final de ano e ele estava super estressado mentalmente, fisicamente e psicologicamente. Outro problema é que fazia quase 15 dias que ele não via Ai, só se falavam pelo telefone e ter um “momento” só deles, eles não tinham a pouco mais de um mês. Ele conhecia o ídolo profissional, sabia o quão responsável era e quando estava com tanto trabalho ele se dedicava 100% a tudo, ele não poderia cobrar dele atenção seria egoísmo de sua parte.

Ai: você fica bem bonitinho de toca.

Syo pulou pelo susto e corou furiosamente ao virar pra trás e dar de cara com seu namorado e pra piorar a situação ele estava usando uma toca que Natsuki tinha afirmado que era um ótimo relaxante.

Syo: A.Ai… o q.que você ta fazendo aqui??

Ele estava quase afogando sua cabeça na agua da banheira. Ai sorriu.

Ai: meus amigos e eu resolvemos ver como vocês estão e aproveitei pra te ver.

Ele se aproximou mais.

Ai: eu to com saudade…

Sussurrou bem baixinho. Syo ficou o olhando e sorriu esquecendo a vergonha.

Syo: também senti sua falta.

Ele o beijou calorosamente e Ai agradeceu que a banheira não tinha espuma, assim ele tinha uma visão privilegiada do corpo do seu pequeno ídolo e também como Syo o abraçou e o trouxe para si, se ele tivesse com espuma teria coberto Ai também.

Ai: essa parte aqui… ta implorando atenção.

Sussurrou malicioso no ouvido do menor que gemeu ao sentir Ai o tocar profundamente em seu membro. Ele fazia movimentos de sobe e desce lentos só para provocar Syo mais ainda.

Syo: Ai… aah…

Ele apertou o braço do ídolo.

Ai: Syo… esse tempo todo que não fiz nada, você fez por conta própria?

Seu sorriso era obvio no tom de sua voz e Syo corou.

Syo: n.não faça… esse tipo de pergunta…

Ele gemeu alto quando Ai começou a bombeá-lo mais rapidamente e beijava o seu pescoço ao mesmo tempo.

Ai: mais de um ano juntos, você não se acostumou ainda?

Sorriu provocativo. Syo mordeu seus lábios sentindo seu corpo esquentar pelos estímulos e seu membro ficar cada vez mais ereto.

Syo: ooh assim… Ai eu vou…

Ele fechou os olhos em deleite e enterrou seu rosto na curvatura do pescoço do seu sempai.

Syo: Ai…!! aah!

Ai mordeu delicadamente o pescoço do menor deixando um leve vermelho em sua pele quando Syo praticamente gritou chegando ao orgasmo.

Ai: isso foi rápido.

Syo: baka!

Ai sorriu. Syo não aguentava mais e saiu da banheira deixando Ai um pouco confuso o vendo ir em direção a porta e rapidamente a trancou e tirou a toca que estava a atirando longe.

Ai: o que está fazendo?

Perguntou ainda confuso. Syo sorriu maliciosamente e jogou o mais velho no chão ficando por cima dele.

Syo: me entregando a você mais uma vez.

Sua voz estava sedutora e Ai corou levemente, era difícil Syo tomar uma atitude assim. Syo tirou a bermuda que Ai estava juntamente com sua boxer e voltou a se sentar em seu colo esfregando seus membros fazendo Ai gemer um pouco alto. Não demorou muito para Syo tirar completamente todas as vestes do namorado.

Ai: Syo…

Ele clamou seu nome em forma de gemido, Ai estava extasiado, seu baixo ventre estava dormente de prazer. Sua voz estava sutilmente rouca deixando o loiro mais excitado e acelerando os movimentos de sobe e desce com sua boca no membro do namorado.

Ai: S.Syo… desse jeito… eu… aah…

Ele gemeu novamente e observava com suas íris esverdeadas todos os movimentos do mais novo um pouco a baixo dele. Syo se sentia vulnerável sendo analisando daquela forma pelo mais velho, sentiu suas bochechas esquentarem fazendo tal ato pecaminoso, porém delicioso a ambos. Syo intercalava com sua mão e boca no membro já pulsante do bluenette, Ai sentia sua pele queimar de prazer.

Dando continuidade ao que fazia, Syo retomou os movimentos com sua boca, num viciante e prazeroso ato de chupadas intensas em todo o corpo da ereção de Ai. Arrancando grunhidos do ídolo azul em alguns momentos. O membro do mais velho contraía-se diversas vezes dentro de sua boca, o que levava o próprio loiro ficar mais excitado, sabia que Ai chegaria o clímax logo.

Ai arqueou as costas e agarrou o cabelo de Syo quando o orgasmo chegou, se despejou dentro da boca do mais novo que engoliu como sempre fazia.

Syo: você fica tão sexy quando goza sabia?

Falou sorrindo deixando Ai completamente corado.

Ai: o que deu em você…? Se contaminou com o Ren foi?

Syo riu.

Syo: eu disse que tinha sentido sua falta.

Eles ficaram se olhando por uns segundos e Ai o puxou para um beijo cheio de desejo e amor se colocando por cima dele.

Syo: Ai… eu quero você agora.

O bluenette sorriu e concordou levando seus dedos até a boca do mais novo o fazendo chupa-los, depois que já estavam bem lubrificados ele foi colocando um por um com delicadeza dentro da entrada de Syo que mordeu os lábios reprimindo um pequeno gemido, não era exatamente dor, mas um certo desconforto que não demorou a passar fazendo com que as estocadas dos dedos de Ai em sua próstata fizesse os gemidos de Syo explodirem entre as paredes daquele banheiro, emanando todo o prazer que sentia ao ser estocado naquele ponto.

Syo: Ai… por favor…

Ele implorou agarrando a nuca do mais velho.

Ai: você é tão apressado.

Syo: e você é tão provocativo!

Ai riu do desespero do mais novo. Tirou seus dedos de dentro de Syo e colocou a cabeça do seu membro na entrada enfiando lentamente, não queria machucar seu namorado. Syo arqueou as costas sentindo ser invadido aos poucos, ele soltou sua respiração quando sentiu pôr fim a ereção de Ai por completo dentro dele.

Ai: agora terá o que tanto deseja…

Seu sorriso era carregado de malicia, Syo respirava ofegante.

Syo: não se… segure…

Ele pediu sorrindo. Ai concordou e deu uma forte estocada fazendo Syo gritar de prazer, a segunda, terceira e as outras investidas não foram muito diferentes da primeira, a força não diminuía nunca e os gritos de Syo ecoavam pelo banheiro e podendo ser ouvidos até mesmo no quarto, ele gemia tão alto que se entrasse alguém no dormitório, ouviria.

Syo: isso!! Ai… assim!! aahn!

Ele cravou suas unhas nas costas do mais velho o arranhando despertando dor e prazer em Ai.

Syo: mais! Aumente…!!

Ai fez como pedido e acelerou as estocadas e a força de cada uma fazendo Syo revirar os olhos e morder os lábios freneticamente tentando não gemer tão alto, o que era inútil. Ai agarrou a cintura de Syo e trouxe seu quadril de encontro ao dele o penetrando mais fundo, o mais velho enterrou seu rosto na curvatura do pescoço de Syo para beija-lo enquanto o estocava loucamente. Syo mandou seu autocontrole para o inferno e liberou todos os gemidos que estavam presos em sua garganta, gritando, se desfalecendo de tanto prazer. A mente de ambos estava vazia e só pensavam no fato que estavam ali se amando mais uma vez, se entregando de uma forma tão intensa ao parceiro que tanto amava, se satisfazendo-os tão plenamente com o outro, realizando seus desejos mais loucos e quentes.

Os movimentos do quadril de Syo eram impulsionados pela força que Ai se enterrava nele e por suas mãos em sua cintura, um rastro de saliva saia da boca do mais novo, pois não conseguia nem fechar a boca de tanto que gemia.

O prazer de estar dentro de Syo era inigualável, ele jamais tinha experimentado tão sensação, Ai o amava, o amava talvez até mais que a si mesmo e esse sentimento era completamente reciproco o que o fazia mais feliz ainda. As músicas de ambos mudaram de rumo quando se apaixonaram tão perdidamente um pelo o outro, eram mais verdadeiras e intensas assim como seu sentimento.

Syo: Ai… eu vou…!

Ai: e.eu também…!

Ai acelerou mais as investidas e depois da terceira estocada se derramou por completo dentro de Syo que também gozou. Ai caiu sobre o mais novo, ambos estavam ofegantes e com os corpos trêmulos pelos espasmos violentos que estavam tendo.

Syo: você tava diferente dessa vez.

Falou se acomodando mais perto do corpo de Ai.

Ai: isso é bom ou ruim?

Perguntou o olhando. Syo sorriu ternamente.

Syo: muito bom.

Eles riram e se beijaram.

........................

Reiji caminhava tranquilamente pelos corredores querendo ver se seus companheiros já haviam ido embora e em uma hora quando passava em frente a sala de música ouviu de longe a voz de Masato, Ren e Cecil.

Masato: eu ainda acho improvável o Kurosaki-sempai fazer isso.

Ele falou com uma certa repreensão. Reiji ficou curioso sobre o assunto e mesmo sabendo que é errado ficou lá escutando.

Cecil: ele já fez isso antes.

Ren: mas depois de algum tempo e quando ele via que eles estavam dando sinais de ta afim dele. Mas o Ranmaru nunca deu em cima de alguém tão rápido, Reiji ta mais ou menos um mês só.

Reiji arregalou os olhos, eles estavam falando deles dois?

Cecil: Otoya e Tokiya comentaram algo que era possível ter uma certa “atração” do Reiji pelo Ranmaru, quem sabe ele percebeu isso e deu em cima do Reiji.

Masato: se o Kurosaki-sempai estivesse desconfiando disso, ele teria comentado algo, assim como fez as outras vezes.

Ren: ele não falou nada se rolou algo entre os dois.

Cecil: mas eu vi um clima meio estranho entre eles hoje no quarto do Otoya. Eu só não quero que ele machuque o Reiji.

Eles suspiraram.

Masato: nunca concordei muito com isso do sempai dar em cima do colega de banda quando percebe que ele ta afim dele, assim o cara pensa que o sempai também ta afim e acaba confessando os sentimentos.

Ren: só pra ele tira-lo da banda.

Reiji ficou em choque. Ranmaru estava fazendo isso com ele? Estava o testando?? Então as vezes que eles se beijaram foi tudo um teste? Então por que ele ainda não o tinha tirado da banda? Será pela turnê que está chegando?

Cecil: espero que tenha sido só impressão minha, não quero que Reiji-sempai se machuque.

Ren: e por que não pensar que o sempai pode ta interessado nele?

Masato: quase impossível. Kurosaki-sempai é a última pessoa do mundo que imagino gostando de alguém, nem mesmo com a Ayume ele se apaixonou e olha que eles namoraram por dois anos e se davam super bem.

Reiji não conseguia ouvir mais nada e começou a caminhar em rumo ao estacionamento, sua cabeça girava.

Reiji: ele… ta… só me usando…?

Reiji se segurou ao carro e pensou nas vezes que se beijaram, seu coração bateu apertado e ele não entendeu o motivo.

Reiji: droga!

Camus: Kotobuki qual o problema?

Reiji se assustou ao ouvir a voz de Camus.

Reiji: eh… nada Myu-chan.

Quando ele virou pra olha-lo deu de cara com Ranmaru também.

Ranmaru: tem certeza? Parece que viu um fantasma.

Reiji o olhava fixamente sério e Ranmaru estranhou.

Reiji: eu disse que não é nada.

Sua voz saiu baixa, porem fria. Ranmaru se surpreendeu, nunca o tinha visto assim.

Reiji: cadê o Ai-Ai?

Perguntou a Camus que estava meio estático o olhando.

Camus: possivelmente com o Kurusu, você já ta indo pra casa?

Reiji: não… vou passar em um lugar antes. Até mais…

Acenou aos dois e entrou no carro, em nenhum momento olhou para Ranmaru que estava estranhado aquilo.

Camus: o que fez pra ele?

Ranmaru: nada… e dessa vez é sério!

Falou olhando para expressão desconfiada de Camus.

Camus: ele ta estranho e é com você.

Ranmaru ficou em silencio.

Ranmaru: “o que deu nesse idiota?”

Notas finais
*Tsun-tsun é uma pessoa fria, insensível, que esconde seus sentimentos.* Uma pequena observação: no jogo o Ranmaru vinha de uma familia rica assim como Ren e Masato, mas o pai dele acabou perdendo tudo e depois morreu, assim ele precisou virar um idolo pra pagar a divida do pai. Aqui na minha fic o pai dele continua vivo e ele não perdeu sua fortuna a familia Kurosaki continua sendo poderosa como a Jinguji e Hijirikawa *_* Mas pra frente saberão melhor o que ouve entre Ranmaru e os pais. Obrigada por lerem, beijinhos da becky-chan!