Notas iniciais
Yoo!! Amores... ~le carinha chorosa~ Desculpem a demora, eu me atrapalhei pra completar tive um maldito bloqueio mental e fique de deprê por isso. Mas me esforcei ao máximo para fazer um cap decente, ele só não ficou um dos mais divos por esse bloqueio que tive, mas acho que dá pra vocês gostarem nem que seja um pouquinho *-* Ele vai dedicado a Moshiya tan, Neli-chan e a Myu-chan pelas TRÊS RECOMENDAÇÕES QUE ME DEIXARAM PULANDO DE FELICIDADE!!! Explodi arco-iris quando as vi!!! OBRIGADA MINHAS DIVAS!!! Eu amo vocês!! Bom... boa leitura amores e espero seus reviews para alegrar meu kokoro que ta meio depre :(

Ranmaru não teve animo para voltar para sua cama depois que Reiji foi embora, ele não conseguia acreditar onde aquele encontro tinha chegado. Nunca em sua vida teve tanta raiva de Ayume como estava naquele momento, ele sabia que ela o amava e não podia criticá-la por querer lutar por ele, mas… precisava ela ter dito todas aquelas palavras duras na frente do Kotobuki?! E pior… precisava ser tão cruel falando dele depois que o albino tinha confessado que o amava?!

Ranmaru: droga…

Ele murmurou ainda de olhos fechados e deitado no chão. Ranmaru o amava, ele tinha se apaixonado por Reiji de forma tão rápida e intensa.

Ranmaru: “como chegou a esse ponto?”

Perguntou a si mesmo logo sendo vencido pelo sono outra vez.

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Raiko estava na cozinha tomando rápido seu suco de laranja e engolindo uns pedaços do bolo caseiro da mãe.

Reika: Raiko coma direito, desse jeito terá uma digestão.

Repreendeu preocupada com a morena.

Raiko: eu to atrasada pra faculdade mãe! Tenho um trabalho pra entregar e depois férias!

Reika riu. Raiko tomou seu suco e antes de sair olhou para a mais velha.

Raiko: o… Reiji… como ele tá?

Perguntou baixo. Reika a fitou incrédula, mas logo sorriu.

Reika: ele acabou adormecendo de tanto chorar, nunca pensei ver seu irmão daquele jeito tão vulnerável.

Raiko suspirou.

Raiko: então é amor mesmo?

Reika: com certeza, uma paixão de infância que virou amor com o passar dos anos e agora com a convivência.

Raiko ficou em silencio pensando no que Reiji havia dito noite passada sobre o encontro e depois com a chegada da Ayume.

Raiko: eu já vou, tchau mãe.

Ela pegou sua bolsa e saiu correndo.

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Cecil tinha saído do banho e viu Camus sentado na cama com cara de poucos amigos encarando o celular.

Cecil: o que houve?

O loiro suspirou e encarou o namorado.

Camus: o Ichinose e o Itokki ligaram…

Cecil: e?

Perguntou se aproximando do conde e se sentou ao seu lado.

Camus: Reika ligou para os dois, para que fossem a casa dela. Kotobuki tá desolado, o encontro dele com o Kurosaki não saiu como planejado por causa da Ayume.

Disse irritado. Cecil arregalou os olhos.

Cecil: o que exatamente aconteceu?

Camus contou ao indiano que entrou em choque ao saber tudo que a ex namorada do Kurosaki tinha feito.

Cecil: mas isso…!!

Ele levantou frustrado da cama.

Cecil: o Reiji-sempai deve tá sofrendo muito!!

Camus: o pior de tudo é ela virar patrocinadora da banda.

Cecil estava mais em choque ainda.

Cecil: não tem como algum de vocês fazerem isso?? Todos tem muito dinheiro e...

Camus: não podemos patrocinar nossa própria banda. E acho improvável trocarmos de patrocinador, é muito dinheiro que rola nesses assuntos.

Suspirou levantando-se da cama.

Camus: e quem tratará de todos os negócios relacionados ao grupo será o Kurosaki pelo fato dele ser o líder do Quartet Night.

O indiano suspirou.

Cecil: tem que haver um jeito Camus!

Ele o fitou.

Camus: precisaria de alguém mais rico e poderoso que a Ayume para tirar esse cargo dela. Fora que o charme da mesma contribui e muito na decisão do Saotome.

O conde suspirou e passou as mãos no cabelo.

Camus: os dois, nesse momento, devem estar péssimos. E pior… sem saber ainda que um corresponde o outro.

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Reiji havia acordado e pelo cheiro delicioso desconfiou que a mãe devia ter preparado o café da manhã e para sua maior surpresa ao visualizar o quarto inteiro, foi encontrar seus kouhais sentados de frente a ele.

Otoya: Rei-chan… você acordou.

Disse sorrindo doce e se aproximando da cama. Reiji se sentou incrédulo os olhando.

Reiji: o que vocês…?

Tokiya: Reika-san nos contou sobre ontem.

Disse calmo e sentou junto com o ruivo na cama, cada um de um lado do veterano. Reiji abaixou o olhar.

Otoya: nós sentimos muito.

Falou com certa compaixão do sempai.

Reiji: eu deveria... deveria ter imaginado que seria impossível isso dar certo.

Tokiya: você não pode desistir dele sempai!

Otoya: isso! Precisa lutar! A Ayume não é melhor que você pra ele.

Reiji sorriu pela força dos juniores.

Reiji: obrigado por quererem me encorajar, mas…

Ele suspirou.

Reiji: ela tinha razão. Quando o Ran-Ran quiser alguém para constituir uma família será com ela que ele ficará.

Tokiya: claro que não! Constituímos uma família com quem amamos.

Reiji: um homem pode dar um filho a outro?

Os dois arregalaram os olhos.

Reiji: viu? O Ranmaru pertence a uma família que precisa de herdeiros. Ele pode não fazer questão agora, mas um dia vai querer.

Ele abaixou a cabeça.

Reiji: e eu não posso dar isso a ele, ela pode.

Tokiya: Kotobuki-sempai não vivemos no mundo da pedra. Existem diversas formas de dois homens terem um filho hoje em dia.

Reiji o olhou.

Reiji: mas um filho dele, e não adotado.

Otoya: fertilização então! Eu também quero ser pai e quando isso chegar Tokiya e eu vamos recorrer a isso.

O moreno o olhou chocado.

Otoya: eu quero ter um Tokiya júnior ou Otoya mirim.

Fez um bico emburrado ao Ichinose que estava paralisado. Reiji acabou rindo.

Reiji: ah Otoyan só você mesmo!

Disse em meio aos risos.

Otoya: o que foi? É tão errado assim querer um filho?

Tokiya: não acha que isso é muito cedo pra gente e…?

Otoya: eu sei que é. Mas um dia nós vamos ter um filho né?

Tokiya suspirou, mas sorriu de canto.

Tokiya: claro.

Otoya abriu um largo sorriso e eles riram do ataque de Reiji.

Reiji: aaah vocês são muito kawaii!!!

Ele pulou em cima dos dois que acabaram caindo na cama.

Reiji: eu quero ser o padrinho!! Eu vou ser né??

Perguntou meio assustador aos dois.

Otoya: etto... Claro Rei-chan! Você é nosso sempai eterno!

Reiji mudou a expressão e os abraçou outra vez.

Reiji: imagino o Toki e Otoyan mirins…

Ele riu tentando imaginar em sua mente. Os três riram.

Otoya: não desista dele Rei-chan.

Tokiya: algo me diz que… vocês ainda serão muito felizes.

Eles falaram baixos ao moreno que estava sobre os dois, Reiji sorriu.

Reiji: eu quero tanto acreditar nisso.

Fechou os olhos fortemente.

Reiji: eu só queria que ele me amasse 1% do que eu o amo há tantos anos.

Os kouhais se entreolharam e disseram mentalmente.

Tokiya/Otoya: “ele te ama”.

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Masato e Ren chegavam ao apartamento do sempai deles.

Masato: eu juro que tenho vontade de cortar o pescoço daquela cobra!!

Disse irritado enquanto Ren abria com cuidado a porta para não fazer barulho.

Ren: pelo estado que o Ichii estava, a coisa foi séria.

Masato: também não é pra menos! Com todas aquelas barbaridades que ela disse na frente do Reiji.

O moreno suspirou.

Ren: você acha que o sempai e ela podem…?

Perguntou baixo ao namorado que arregalou os olhos.

Masato: o que?? Você acha que o Kurosaki-sempai é o que Ren?! Eu tenho certeza que ele a expulsou depois!

Cruzou os braços seriamente. Ren sorriu.

Ren: você tem razão. O Ran-chan deve ter ficado com muita raiva e depois a expulsou, sem duvidas.

O moreno sorriu concordando. Ren abriu a porta e logo quando entraram viram o veterano no chão e parecia estar desacordado.

Masato: Kurosaki-sempai!

Ren: Ran-chan!

Eles correram até o sempai o sacudindo.

Masato: sempai?

Ele tocou no ombro do albino o balançando com cuidado.

Ren: sempai o senhor tá bem?

Ranmaru abriu os olhos com dificuldade vendo os rostos preocupados dos seus juniores.

Ranmaru: Ren? Masato?

Os dois suspiraram aliviados.

Ren: o que aconteceu para o senhor está deitado aqui?

Masato: por que não foi pra sua cama sempai?

Ranmaru gemeu ao tentar se sentar, suas costas estavam doloridas.

Ranmaru: bom, err...

Ele não sabia como dizer.

Ren: nós soubemos da Ayume ontem.

O Kurosaki suspirou.

Ranmaru: todas as minhas ideias para esse encontro foram literalmente arruinadas.

Ele desabafou e foi apoiado pelos dois que o ajudaram a levantar e o levaram para o quarto.

Ren: Ran-chan... Por que não diz logo que está apaixonado pelo Reiji?

Ranmaru fitou o kouhai.

Ranmaru: é o que pretendia ontem, estava indo tudo muito bem… mas aí ela apareceu e disse todas aquelas coisas na frente dele. Acho difícil ele querer algo comigo depois de…

Masato: você tem que parar com isso!

Ranmaru o olhou meio surpreso pelo tom de voz.

Masato: você e o Kotobuki-sempai são os únicos que não percebem que estão apaixonados um pelo o outro!!

Ren: etto… Masa…

Masato: calado Ren!!

Ren se calou depois daquela ordem.

Masato: Kurosaki-sempai… lembra quando nós dois estávamos separados e você vivia dizendo que eu era o maior idiota da terra porque o Ren me amava e eu não queria acreditar?

Ranmaru afirmou meio incrédulo.

Masato: com todo o respeito… agora sou eu que digo isso ao senhor!!

Ranmaru: Masato!! Mas o que-?!

Masato: o Kotobuki-sempai te ama!!

Explodiu fazendo o queixo de Ranmaru cair.

Ranmaru: mas…

Ren: ele tá certo Ran-chan… Reiji se apaixonou por você quase no mesmo período que o senhor se apaixonou por ele.

Ranmaru: mas por que ele não diz??

Masato: pela mesma razão que o senhor não diz!! Insegurança, medo do outro não corresponder…

Disse suspirando.

Masato: tenho certeza que ele também ia se declarar ontem, mas aí aquela idiota resolveu chegar e acabar com tudo!! Essas ex/cobras deveriam ser exterminadas da terra!

Falou aquilo olhando para Ren que engoliu em seco.

Ranmaru: vocês brigaram? Foi a Seira?

Perguntou baixo ao Ren.

Ren: nenhum dos dois.

Ranmaru: então deve ser TPM…

Ren: Masa é eternamente em TPM.

Eles murmuravam para si.

Masato: eu to ouvindo!!

Os dois se calaram.

Ranmaru: mesmo que ele me ame… as coisas que ele ouviu ontem, faria qualquer pessoa desistir de alguém que goste.

Ele passou a mão no cabelo.

Ranmaru: mas o que ela disse é a verdade.

Masato e Ren: ehhhh???

Perguntaram incrédulos.

Ranmaru: não a parte que ela é a melhor pra mim.

Ele sorriu fracamente.

Ranmaru: é sobre o que ela disse sobre a “fama” dele. Eu sei que ele sempre foi um galinha, saiu com 90% da agencia fora as saídas clandestinas com ídolos de outras empresas e que corro boas chances de ter o coração partido, mas…

Ele fitou os kouhais.

Ranmaru: mesmo assim o amo e não consigo me imaginar sendo feliz com outra pessoa.

Ren: então é só dizer essas palavras a ele.

Sorriu gentilmente ao veterano.

Masato: não mentimos quando dizemos que ele também te ama.

Ranmaru: como sabem disso?

Ren: convivemos com os kouhais dele esqueceu?

Masato: perdi a conta de quantas vezes escutei o Otoya dizer: “eu quero o Rei-chan com o Ranmaru-sempai! Será que só eles não percebem que se amam! Quando eles vão ficar juntos?? Nee nee Tokiya já imaginou o sempai namorando o Ranmaru-sempai??”

Falou entediado. Ranmaru corou e Ren teve uma crise de risos.

Ren: eu tive uma ideia.

Piscou ao albino.

Ranmaru: que ideia?

Perguntou meio receoso pelo olhar do Jinguji.

Ren: é um plano para você poder falar o que sente a ele.

Ranmaru: tenho, quase, a absoluta certeza que vou me arrepender, mas… qual é o plano?

Ren sorriu maliciosamente.

Ren: é assim…

Ren contou aos dois o que ele tinha pensado.

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Camus e Cecil saíram do quarto e no caminho encontraram Ai e Syo que iam em direção as escadas também, Ai estava pior que o dia anterior.

Camus: Mikaze?

O menor estremeceu ouvindo o conde chama-lo.

Ai: ah… oi Camus, acordaram agora?

Perguntou sem jeito.

Camus: por que você tá andando assim?

Arqueou a sobrancelha.

Ai: b-bom, foi o ensaio ontem.

Syo estava segurando uma risada da cara do namorado.

Camus: ensaio? Mas ontem você estava enferrujado, hoje está quase nem andando.

Cecil: nee nee sempai... O que fez durante a noite hein?

Ai corou até o ultimo fio de cabelo pela cara maliciosa do indiano. Camus entendeu o que o namorado insinuou e riu.

Camus: quem foi o uke ontem?

Os dois caíram na gargalhada da cara dos amigos.

Ai: calem-se!!!

Ele gritou exaltado.

Syo: etto...

Ai: a culpa é sua chibi! Eu disse que estava todo dolorido, mas mesmo assim você quis!

Syo: eu não te obriguei a nada!!

Ai: mas ficou se insinuando andando quase nu pelo quarto!! Queria que eu agisse como?!

Syo deu um riso sarcástico.

Syo: não pareceu reclamar com aquele gem-!!

Camus: ok, chega os dois!

Ele parou a briga antes que escutasse demais.

Camus: ninguém aqui precisa saber da intimidade de vocês.

Os dois bufaram e viraram a cara.

Cecil: não briguem. É natural estarem assim depois de dormirem juntos e considerando o estado que o senhor estava ontem sempai, já deveria imaginar que ia ficar assim…

Ai suspirou.

Ai: eu vou tomar café.

Disse emburrado indo em direção as escadas. O chibi que até então estava de cara virada quando viu que o veterano estava caminhando se pronunciou.

Syo: não seja baka… não pode descer a escada sem se apoiar, vai acabar caindo.

Ele correu na direção do bluenette, mesmo dolorido, mas de qualquer forma estava menos que Ai.

Ai: não corra assim, você também tá…

Syo: é, eu sei. Mas não vou te deixar descer sozinho.

O cortou e depois sorriu ao maior que acabou retribuindo.

Cecil: ah… eles são lindos não é?

Perguntou se apoiando ao conde que riu.

Camus: dois bakas isso sim.

Cecil riu.

Cecil: nee nee sempai… por que também não está dolorido?

Perguntou provocante ao loiro que revirou os olhos.

Camus: é obvio que eu não ficaria assim Cecil.

Disse superior e o indiano sorriu maquiavelicamente.

Cecil: ah é?

Ele deu um aperto na coxa de Camus que acabou gemendo de dor.

Cecil: tem certeza?

Indagou rindo.

Camus: agora eu mato você.

Cecil riu e saiu correndo com Camus atrás dele.

Syo: eii!!! Não corram desse jeito!!

Gritou aos dois que quase os derrubaram na escada.

Syo: sinceramente…

Bufou. Ai sorriu da careta que o chibi fez.

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Reiji estava com seus kouhais em uma locadora/café, haviam combinado de alugar uns filmes e aproveitaram para comer algo no local.

Otoya: aaah eu quero assistir esse!

Tokiya suspirou.

Tokiya: não quer logo que a gente veja o lago dos cisnes?

Perguntou sarcástico.

Otoya: eu via com as crianças lá do orfanato, mas não é meio infantil pra gente?

Perguntou inocente e isso fez Reiji rir.

Reiji: eu escolho os filmes.

Tokiya: menos de terror.

Otoya: mas você adora terror…

Tokiya: mas vocês detestam!

Ele cruzou os braços.

Tokiya: da ultima vez que assistimos, perdi uma camisa porque vocês rasgaram de tanto se agarrarem em mim.

Disse emburrado, os dois riram da cara dele.

Reiji: uma vez o Quartet Night assistiu e em uma cena eu acabei caindo da cama em cima do Ran-Ran e só desgrudei dele quando o Ai-Ai ligou a luz.

Disse caindo na gargalhada lembrando da cara do albino.

Reiji: a cara dele foi tão hilária, ele explodiu de raiva e…

Ele parou de falar e a expressão se entristeceu. Tokiya e Otoya o olharam gentilmente.

Otoya: Rei-chan…

O chamou.

Otoya: combinamos de você não ficar triste lembra?

Disse sorrindo pegando no ombro do veterano.

Tokiya: já sei, podemos ver aquela coletânea de filmes estranhos, mas que você adora.

Otoya riu.

Otoya: você é ótimo para propor algo Tokiya.

Ele deu de ombros.

Tokiya: eles são estranhos. Mas se ele gosta tanto e vai deixa-lo feliz, eu topo ver.

Sorriu minimamente ao Kotobuki.

Reiji: Toki… Otoyan… obrigado.

Agradeceu baixo. Eles sorriram, mas o sorriso na face dos três morreram ao escutar uma voz.

Ayume: Reiji?

O Kotobuki estremeceu, mas com todo o esforço virou para a morena e sorriu minimamente.

Reiji: Ayume como vai?

Ela sorriu embora quisesse mata-lo naquele momento, mas se lembrou na hora que Ranmaru disse que o Kotobuki não fazia ideia de que ele o amava.

Ayume: ótima, na verdade maravilhosa.

Reiji arqueou a sobrancelha pela animação da modelo.

Ayume: Tokiya e Otoya não é? Membros do Starish.

Os dois concordaram e a cumprimentaram, mas sem esboçar nenhum sorriso, algo que ela percebeu.

Ayume: sinto muito por ter atrapalhado vocês dois ontem, se eu soubesse que estavam escrevendo uma musica nem tinha ido.

Reiji engoliu em seco.

Reiji: não tem problema. Estávamos quase terminando mesmo.

Ayume sorriu forçada.

Ayume: bom, se bem que seria hipocrisia se dissesse que fiquei 100% arrependida.

Ela riu.

Ayume: a noite que tivemos… foi perfeita.

Reiji arregalou os olhos e o coração voltou a doer.

Reiji: vocês…?

Ayume sorriu satisfeita vendo que conseguiu o atingir.

Ayume: sim. Seu colega de banda é maravilhoso entre quatro paredes Reiji… e fora que somos ex namorados. Sempre rola uma recaída pra relembrar os nossos melhores momentos.

Piscou cínica ao Kotobuki que fechou o punho com ódio.

Ayume: nós temos uma historia que ninguém conseguirá apagar.

Aquilo veio como flecha acertando em cheio o peito de Reiji. Seus kouhais perceberam.

Otoya: hm… se a historia fosse tão boa assim, o Ranmaru-sempai já teria voltado não é mesmo?

Perguntou sarcástico e Ayume o fuzilou.

Ayume: crianças… não é um assunto que você entenderia.

Otoya: eu não sou nenhuma criança, assim como você não é nenhuma adulta experiente. Anos não definem o nível de amadurecimento, deveria saber disso.

Arqueou a sobrancelha irônico. Tokiya sorriu de canto.

Tokiya: além disso… quem vive de passado é museu. Kurosaki-sempai não é do tipo que fica remoendo coisa velha.

Ayume fuzilou desta vez o moreno.

Ayume: quando algo é bom, sempre vale a pena relembra-lo não é Reiji?

Perguntou cinicamente ao Kotobuki que a fitava sério.

Reiji: pode ser. Mas em casos de relacionamentos, velharia é dispensável. Figurinha repetida não preenche álbum, não é isso que dizem?

Otoya e Tokiya seguraram uma risada da cara da garota.

Ayume: quando se ama, essa regra não vale.

Reiji: concordo. Mas nós dois sabemos que ele não te ama.

Sorriu irônico, Ayume arregalou os olhos surpresa.

Reiji: agora se me der licença, tenho um compromisso com meus kouhais.

Piscou a morena e saiu levando Tokiya e Otoya dali. O que eles não sabiam era que alguém tinha assistido toda a cena e viu perfeitamente o sorriso vitorioso de Ayume por saber que feriu o ponto fraco de Reiji.

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Todos tomavam o café da manhã, mas Ai ainda não conseguia aceitar fácil o que acabou de saber pelo colega de banda.

Ai: não é possível que a Ayume tenha interrompido os dois!!

Bateu com força na mesa.

Camus: infelizmente sim.

Syo: e eu que pensava que ontem eles iam resolver tudo e hoje estariam juntos…

Suspirou pesadamente.

Ai: e o pior é ela virar nossa patrocinadora! Sério… o Saotome exagerou dessa vez nos absurdos dele!!

Exclamou irritado.

Camus: e não podemos fazer nada para mudar isso. Saotome, nos assuntos financeiros, não aceita nossas opiniões.

Cecil: ela vai ficar assim…? Sempre se metendo entre os sempais??

Camus e Ai se olharam.

Ai: o certo seria um deles se declararem, enquanto continuarem nesse jogo… ela sempre encontrará uma brecha para se pôr no meio.

Falou e logo em seguida deu um suspiro cansado.

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Ranmaru estava em seu apartamento, os kouhais não quiseram deixá-lo sozinho então o faziam companhia.

Ranmaru: eu não vou me jogar da cobertura, podem ir se quiserem.

Ren: não vamos te deixar sozinho Ran-chan.

Masato: é só para garantir.

Sorriu cínico.

Ranmaru: olhem o lado bom, se eu me matar… vocês se verão livres do sempai mal-humorado aqui.

Sorriu sarcástico.

Ren: por incrível que pareça, nos acostumamos com você.

Eles riram.

Ranmaru: vocês não tem ensaio? Compromisso? Ou então se pegarem por aí?

Masato corou e Ren revirou os olhos.

Masato: sempai!!

Ranmaru riu da vergonha do moreno.

Ranmaru: vamos então fazer alguma coisa, só olhar pra cara dos dois não é um dos programas mais agradáveis.

Eles sorriram do temperamento do mais velho.

Ren: sua simpatia é contagiante.

Ranmaru: eu sei.

Piscou ao ruivo que riu outra vez. Ouviram batidas incessantes em sua porta.

Ranmaru: quem será? O porteiro não interfonou.

Perguntou desconfiado caminhando em direção da porta e quando abriu, seus orbes alargaram ao ver a irmã de Reiji.

Ranmaru: Raiko?

Ela estava séria o olhando.

Raiko: Ranmaru eu preciso te pergunta uma coisa.

Ela falou sem muita cerimonias.

Ranmaru: o que?

Estava surpreso em vê-la ali.

Raiko: a Ayume veio ontem aqui e ficou quando o Reiji foi embora, vocês transaram?

Ranmaru: hã?!

Ren e Masato viam aquilo com incredulidade.

Masato: direta ela hein?

Ren: muito.

Ranmaru encarava a morena estático.

Raiko: é só responder sim ou não.

Ranmaru: é evidente que não!!

Exclamou irritado.

Raiko: é só o que eu precisava saber, obrigada.

Deu as costas e foi embora. Ranmaru ficou mais surpreso ainda.

Ranmaru: essa garota…

Disse fechando a porta e indo atrás dela, os juniores ficaram estáticos.

Ranmaru: Raiko volta aqui!

Puxou seu braço.

Raiko: me solta!

Ranmaru: por que queria saber disso?!

Raiko: curiosidade.

Respondeu indiferente.

Ranmaru: curiosidade uma ova!! Responde logo garota!!

Gritou com ela.

Raiko: não grita comigo!!

Ranmaru: eu grito com quem eu quero!! E quer saber o que eu acho? Você é uma garota mimada que tem um irmão que faz tudo por você e não dá valor!! Continua insistindo em algo que houve no passado para odiá-lo no presente! Tenho pessoas que fazem a mesma coisa que você e eu posso dizer: você é uma completa idiota e tenho pena do Reiji amar tanto você!

Raiko estava pasma com tudo que o albino disse.

Raiko: você é muito prepotente! Arrogante!!

Ranmaru: qualidade que você tem de sobra!

Rebateu a deixando mais irritada.

Raiko: em vez de ficar me criticando… dá um jeito naquela cobra com falta de amor próprio da sua ex namorada!

Ranmaru: o que tem a Ayume?

Raiko: ela disse ao Reiji que vocês tiveram uma noite maravilhosa. Adivinha o porquê que ela disse?

Arqueou a sobrancelha irônica.

Raiko: ele gosta de você Ranmaru…

O albino arregalou os olhos, Raiko sorriu.

Raiko: e pelo que vejo é reciproco.

Ela sorriu mais vendo o rosto do albino ficar rosado.

Raiko: aquela cobra disse aquilo, justamente porque notou que ele também gosta de você e como tem medo de dizer a verdade… ela é o maior ponto fraco dele. Na cabeça daquele baka a Ayume é perfeita pra você. Então me faz um favor…

Ela apertou o botão do elevador.

Raiko: fica logo com meu irmão porque não aguento mais o ver daquele jeito.

O Kurosaki a olhou chocado pela expressão que Raiko tinha.

Raiko: eu tenho uma magoa no meu coração, mas isso não significa que eu não tenha o amado por todos esses anos.

As portas do elevador se abriram e ela entrou, mas antes de ir olhou outra vez para o albino.

Raiko: e você pelo que vejo vai ser um cunhado prepotente… mas acho que posso suportar.

Sorriu e acenou indo embora. Ranmaru estava petrificado no local.

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Ayume estava em seu camarim na agencia Saotome, estava se preparando para uma campanha que faria em poucos minutos.

Ayume: aquele maldito Reiji!!

Rosnou lembrando da conversa com ele mais cedo e de toda a humilhação que foi obrigada a passar quando Ranmaru disse que o amava.

Ayume: esses dois não podem ficar juntos!

Ela estava revoltada por saber que Ranmaru havia se apaixonado por Reiji. Como isso é possível?! Por que ele se apaixonou por um homem e pior ainda… por um cafajeste que nunca levou ninguém a sério.

Ayume: ele vai acabar machucando o Ranmaru…

Disse baixo a si mesma.

Ayume: se ao menos ele fosse confiável, quem sabe eu não pudesse aceitar isso.

Ela se olhou, estava com a roupa e a maquiagem toda em perfeito estado. Estava linda.

Ayume: como ele pode preferir um homem?!

A porta do seu camarim é aberta e entrou por ela uma garota na faixa dos seus 18 anos, era muito bela. Ayume nunca a tinha visto por ali.

Ayume: quem é você?

Perguntou se levantando da cadeira.

Raiko: que bom que está sozinha, eu preciso falar com você.

Ayume arqueou a sobrancelha estranhando aquela expressão e olhando bem o rosto da garota, ela era estranhamente parecida com alguém.

Ayume: “Reiji?”

Ela arregalou os olhos notando a semelhança entre eles e uma vez se recordou de ter visto uma foto daquela garota sendo flagrada por paparazzis.

Ayume: você é a irmã do Reiji não é?

Raiko sorriu.

Raiko: meio caminho andando, assim não preciso explicar o porquê de ter feito o que eu vim fazer aqui.

Ayume: hã? O que você quer garota?

Raiko tirou sua bolsa e jogou sobre uma poltrona ali.

Raiko: eu quero saber… o porquê que você disse ao meu irmão algo que nunca aconteceu?

Ayume: do que você tá falando?

Raiko: você disse que tinha transado com o Ranmaru, e nós duas sabemos que isso não aconteceu.

Ayume arregalou os olhos e depois os estreitou irritada.

Ayume: como pode saber? Você estava lá por acaso?!

Raiko sorriu de canto.

Raiko: perguntei ao próprio Ranmaru que imediatamente me respondeu: é evidente que não.

Ela sorriu da cara da modelo que estava paralisada.

Ayume: não sabia que ele tinha amizade com a família do Reiji.

Raiko: e não tem, pelo menos comigo. Ele se dá bem com a mamãe.

Ayume: então como…?

Raiko: eu perguntei a ele. Queria saber se ele seria tão idiota de se deitar com você outra vez.

Ayume riu sarcástica.

Ayume: ah claro… é evidente que você tá do lado do cafajeste do seu irmão.

Raiko a fulminou com os olhos.

Raiko: mas é por esse “cafajeste” que seu ex namorado se apaixonou não é?

Ayume: ele nunca vai ser feliz com o Reiji! Aquele cara é um promiscuo que não leva ninguém a sério!

Raiko: eu garanto que será mais feliz do que ele deve ter sido com você.

Ayume: e como pode saber disso garota?!

Raiko: porque garota

Disse ironicamente.

Raiko: ele ama o Reiji, ama de um jeito que você nunca foi capaz de fazer amá-la.

Ayume: cala a boca!

Raiko sorriu.

Raiko: por que não aceita logo que foi incapaz de conquistar um homem? Sua fama e dinheiro não valeram pra isso não é?

Arqueou a sobrancelha e sorriu maldosa.

Raiko: eu compreendo meu futuro cunhado, quem amaria uma cobra, fútil e com falta de amor próprio?

Ayume fechou o punho exaltada.

Ayume: falta de amor próprio? Fútil?

Raiko: fútil porque acha que dinheiro e status conquistam um homem. E falta de amor próprio porque insiste em se rastejar como cobra aos pés do Ranmaru que não te quer mais do que amiga.

Ayume estreitou os olhos e mordeu o lábio inferior irritada.

Raiko: implorar migalha de homem, um pouquinho de atenção… se humilhar para ter uma noite apenas e isso ainda sabendo que ele ama outro?

Ela riu.

Raiko: é uma vergonha você ser considerada símbolo feminino do país.

Aquilo foi a gota d’agua para a modelo que ia desferir um tapa na Kotobuki, mas a mesma segurou seu pulso com força.

Ayume: aí!

Raiko: não se atreva a encostar suas patas imundas em cima de mim.

Disse com desdém.

Ayume: você é uma insignificante como seu irmão!!

Gritou.

Ayume: eu não dou a mínima para o que pensa de mim! Eu amo o Ranmaru do jeito que o idiota do Reiji jamais amará!! Ele é um galinha repulsivo!

Raiko estreitou as sobrancelhas.

Ayume: ele é a “puta” da agencia sabia? Sabe se lá quantas doenças ele não deve ter pego por ser tão fácil e…!

Raiko perdeu a paciência e meteu um tapa que fez sua mão arder pela força no rosto da modelo que caiu no chão.

Raiko: ninguém fala do Reiji desse jeito!!! Sua vadia!

Ela se colocou por cima dela antes que se levantasse e começou a desferir diversos tapas em sua cara. Ayume gritava pra ela sair de cima e pedia socorro.

Ayume: SOCORRO!!! ALGUEM ME AJUDE!!!

Raiko: você tem uma excelente voz!! Agora vamos ver se sabe se defender sua puta escrota!!!!

Ayume: SUA LOUCA!!! ME SOLTA!!!

.......................

Ken era um funcionário da agencia e filho de um dos diretores, estava indo até o camarim de Ayume informar que tudo estava pronto, esperavam apenas ela para começar a gravação da campanha. Mas quando ele se aproximou ouviu os berros da modelo pedindo socorro e ficou escutando, concluiu que alguém estava batendo nela.

Segurança: Ken-sama! Vamos fazer alguma coisa.

O ruivo riu.

Ken: só um instante… deixa-a apanhar mais um pouco.

O segurança o olhou chocado.

Ken: vai me dizer que não está se divertindo?

Perguntou cínico e o homem riu.

Segurança: com todo o respeito, mas o senhor não vale nada.

Ken riu maleficamente.

Ken: quem estiver batendo nela, ganhou meu amor eterno.

Segurança: acho que é mulher.

Ken: sério? Então vou casar com ela.

Disse divertido.

Eles ficaram ouvindo e se deliciando com os gritos da morena, mas quando decidiram que já estava bom, também quando se ouviu um estrondo forte e barulho de algo quebrando resolveram interferir.

Ken: o que houve aqui??

Derrubou a porta fingindo surpresa. O segurança tirou Raiko que estava atracada no cabelo da modelo.

Ayume: Ken-san… e-e-essa louca… ela…

Ela estava chorando e no estado de calamidade. Ken olhou para Raiko que sorriu satisfeita e bateu na roupa para retirar a poeira.

Ken: quem é você?

Raiko: não é da sua conta!

Respondeu ríspida o fazendo olha-la mais profundo.

Ayume: eu vou… processar você!

Raiko riu.

Raiko: faça isso que eu direi com o maior prazer ao juiz e ao Japão o motivo pelo qual você apanhou. Faça isso Ayume-chan.

Falou cinicamente e caminhou para pegar sua bolsa.

Raiko: o que eu tinha pra falar, já falei. Sayonara.

Acenou a todos e saiu como se nada tivesse acontecido.

Ken: leve-a pra enfermaria!

Ordenou e saiu correndo atrás da Kotobuki.

......................

Raiko andava pelos corredores da agencia tranquilamente ate sentir seu braço ser puxado.

Ken: espera!

Raiko: o que você quer??

Perguntou direta.

Ken: por que bateu nela?

Raiko: não é da sua conta! Pergunte a própria Ayume, deve ser sua amiga não é?

Disse sarcástica.

Ken: só estou interessado em saber o porquê que a irmã mais nova de Reiji Kotobuki bateu na modelo mais famosa do país.

Raiko arregalou os olhos.

Raiko: você sabe?

Ken sorriu de canto e apontou para traz da morena, ela virou e viu um pôster enorme do Quartet Night com o Reiji.

Ken: você particularmente é a cara do seu irmão, na versão feminina com olhos cor de mel e cabelos castanho-arruivados.

Ela suspirou.

Raiko: é assunto meu e dela, agora como disse antes… se ela quiser contar, isso é problema dela.

Virou-se para ir embora, mas novamente Ken a parou.

Ken: por que é tão arisca? Seu irmão é o oposto.

Raiko: pelo menos uma coisa eu tenho que não me comparem.

Disse irônica.

Ken: já pensou em ser modelo?

Raiko: hã?

Ken: você é linda e perfeita para uma campanha que a agencia ta promovendo. Eles querem uma jovem energética, mas diferente do padrão das modelos como a Ayume.

Raiko arqueou a sobrancelha.

Raiko: ela é bonita, vadia, irritante, mas bonita.

Ken sorriu se divertindo com o temperamento dela.

Ken: mas é algo normal nas nossas atrizes, modelos… mas nenhuma tem uma beleza assim.

Disse focando no rosto dela, Raiko o olhou desconfiada.

Raiko: não tenho vocação pra essa vida. Meu negocio é medicina.

Ken: eu já ouvi algo que a irmã de Reiji Kotobuki cursava medicina…

Ele sorriu e retirou um cartão do seu bolso.

Ken: mas a oferta ainda tá de pé. É uma campanha para o próximo mês… se mudar de ideia.

Ele estendeu o cartão que a mesma fitou por uns segundos e resolveu pegar.

Raiko: não mudarei de ideia, mas pego por educação. Agora se me der licença.

Disse séria e deu meia volta indo embora. Ken sorriu e ficou a olhando ir embora.

Ken: linda e com a língua afiada.

Ele riu.

Notas finais
Gostaram? ~le se esconde~ Obrigada por lerem, mil beijinhos a todos *-*