Coisas Que Eu Nunca Te Disse

21 A Noite Depois do Show Parte II


Notas iniciais
ÊÊÊÊÊÊÊÊ!!! Cap da madrugada como presente do feriado cof cof kkkkkkkkkkk Espero que gostem dele *_* O próx terá RanRei cof cof Me deixem reviews amores, levem em consideração que meu olho ta ardendo, meus dedos doendo e minha mente cansada kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Amo vocês *_*

Os meninos do Starish estavam dando forças para o indiano que não parava de chorar.

Otoya: nee Cecil não fique assim. Ai-sempai e Ranmaru-sempai falaram aquilo porque são amigos do Camus-sempai.

Ren: você precisa se acalmar Cesshi.

O indiano tentava controlar as lagrimas.

Tokiya: Cecil me desculpa, mas a culpa é sua.

Otoya: Tokiya!!

O repreendeu.

Tokiya: mas é verdade! Por que raios foi beijar o Kisuke??

Masato: eu sou obrigado a concordar.

Olhavam sérios para o indiano. Ren e Otoya suspiraram.

Ren: não sejam tão duros com ele.

Otoya: Tokiya você é insensível!

Tokiya: sou realista!

O ruivo mostrou a língua para o moreno que revirou os olhos.

Ren: você também é muito frio Masa.

Masato: sou amigo dele. Isso não significa que passarei a mão em sua cabeça em todo o caso, se ele merecer sim agora se foi ele que pisou feio na bola, é evidente que vou repreendê-lo. Seja menos sentimental.

Ralhou o namorado que suspirou pesadamente. Cecil os olhava incrédulo.

Cecil: ei, não é pra brigarem por minha causa.

Os quatro desviaram sua atenção ao indiano.

Cecil: eu fui um idiota, eu sei disso. Não precisam passar a mão na minha cabeça, mas também não terminar de matar o que já ta quase morto.

Abaixou a cabeça.

Ren e Otoya: insensíveis.

Disseram aos dois morenos e se aproximaram do Aijima se ajoelhando perto de onde ele estava.

Masato: agora a culpa é nossa

Sussurrou ao Ichinose.

Tokiya: é o mal de dizer o que pensa.

Eles respiraram fundo.

Ren: primeiro por que o beijou?

Cecil suspirou e olhou para seus amigos.

Cecil: ele me pediu o beijo. Disse que vai se afastar de mim, porque sabe que amo o Camus e ele também me ama. Então antes que o que ele sinta por mim vire amor, ele vai se afastar. O beijo foi como uma despedida.

Tokiya: que despedida.

Disse meio irônico recebendo o olhar irritado do namorado.

Tokiya: ok, ok. Desculpe Cecil.

Cecil: eu errei. Não deveria ter o beijado! Mas mas o Kisuke sempre foi bom pra mim, me tratou tão bem, até mesmo melhor que o Camus.

Otoya: mas é do Camus-sempai que você gosta.

Cecil chorou mais uma vez.

Cecil: ele ta me odiando agora.

Masato: por que não fala com ele? Esclarece que foi um beijo de despedida.

Perguntou calmo.

Cecil: é capaz dele me expulsar a ponta pés. Vocês conhecem o temperamento dele!

Tokiya: mas ele te ama de verdade! Tenta.

Ren: isso. Não vai fazer igual aqueles bakas dos nossos sempais que não admitem.

Eles riram.

Cecil: bom, eu posso tentar.

Otoya: agora uma coisa importante você quer ficar com ele? Ou só esclarecer o mal entendido?

Cecil foi pego de surpresa e ficou um tempo calado.

Cecil: err b-bom eu

Masato: ok, já entendemos.

Disse sorrindo.

Tokiya: fala com ele esclarece o que aconteceu e ver sua reação e principalmente seus sentimentos. Se ver que não vai conseguir ficar sem ele, então dê uma chance ao seu coração e ao dele. Amar você, ele ama e todos sabem disso.

Otoya: Tokiyaa você sempre sabe o que dizer!

Elogiou sorrindo abertamente ao moreno que corou.

Ren: Tokiyaa você fica tão bonitinho corado.

Cecil: o amor é lindo.

Todos riram zoando o moreno que corou mais.

Tokiya: calados!!

Masato: mas o Ichinose tem razão, vá falar com ele. Seu coração tem que ser mais importante que seu orgulho Cecil.

Todos olharam incrédulos para Masato.

Otoya: nee nee Masa é você mesmo?

Ren: você tá tão romântico amor.

Ren falou imitando Otoya anteriormente. Masato revirou os olhos fazendo o Jinguji rir. Nesse momento Syo entra no banheiro.

Syo: como você ta?

Cecil: melhorando.

Tokiya: você já ta indo?

Syo: sim, o Ai ta querendo ir e

Ele paralisou vendo o sorriso malicioso de todos os amigos, até mesmo de Cecil.

Syo: q-que foi??

Perguntou corando.

Ren: tenha uma boa noite baixinho.

Tokiya: uma excelente noite.

Cecil: maravilhosa noite.

Masato: uma inesquecível noite.

Syo estava fumaçando.

Syo: bakas!!

Se virou para ir embora.

Otoya: Syo

Syo: o que??

Perguntou já irritado.

Otoya: boa sorte.

Disse sorrindo abertamente e todos sorriram também. Syo acabou suspirando, mas sorriu agradecendo.

Syo: tchau.

Se despediu deles saindo.

............................

Ai estava na frente do bar esperando Syo, havia chamado um taxi.

Syo: vamos.

Ai: como o Cecil ta?

Syo: indo.

Disse preocupado.

Syo: eu acho que ele não optou pelo Kisuke-sempai. Ele ama o Camus, não substituímos alguém que amamos tão fácil.

Olhava diretamente nos orbes cianos do bluenette que corou de leve.

Ai: n-nós temos que ir.

Falou meio nervoso abrindo a porta do taxi, Syo sorriu.

Syo: ok.

............................

Cecil resolveu ir embora, mas pediu que seus amigos continuassem no bar. Não queria estragar a noite de ninguém com sua melancolia. Tokiya, Otoya, Ren e Masato estavam na mesa comendo alguns aperitivos e conversando sobre seus sempais.

Otoya: nós precisamos unir aqueles dois!! Eu já to ficando impaciente!

Masato: dois.

Ren: três.

Tokiya: óbvio, comigo quatro.

Eles riram.

Masato: nós temos que dar um empurrãozinho.

Ren: um empurrãozinho com mais cara de arremessar longe, porque eles estão mais devagar que uma tartaruga andando.

Otoya: cara o universo, os deuses e se bobear até os ETs de Marte sabe que eles se amam e eles ficam nessa bobagem de negar. Eu quero que o Rei-chan namore o Ranmaru-sempai!

Disse inconformado.

Tokiya: temos que fazer algo. Porque por eles é capaz que daqui a 40 anos eles ainda estarem nesse dilema.

Os juniores suspiraram.

Ren: o problema do Ran-chan é que é muito orgulhoso.

Tokiya: e do Kotobuki-sempai é a insegurança.

Otoya: aiii kami-sama!! Por que adultos são tão complicados?!

Masato: se bem que

Os três o olharam.

Masato: não éramos muito diferentes deles. Levei quatro meses pra acreditar que o Ren me amava, o Ren levou 7 anos para se declarar, Tokiya levou dois anos e Otoya levou um mês pra assumir que amava o Tokiya.

Eles se entreolharam.

Tokiya: acho que quando se trata de amor, tudo sempre é complicado.

Falou cruzando os braços.

Otoya: pra gente é fácil, porque de qualquer forma já estamos com quem amamos e somos correspondidos. Eles não percebem que um corresponde o outro e tem medo de se declararem por causa da rejeição.

Masato: o que podemos fazer é sempre jogar um pra cima do outro, revelar verdades através de brincadeiras e o mais importante impedir que eles fiquem com alguém!

Disse olhando especialmente para o casal ruivo-moreno.

Otoya: Rei-chan e sua galinhagem.

Tokiya suspirou.

Tokiya: precisamos impedir aquele Riki e qualquer outro de chegar perto do sempai.

Ren: ou trancamos os dois em um quarto e gritarmos de fora que eles se amam. Claro depois compramos uma passagem só de ida para algum país desconhecido, porque o Ran-chan arrancaria nosso estômago com as mãos.

Masato riu.

Otoya: é uma boa ideia.

Eles sorriram.

Masato: mas por enquanto vamos nos concentrar em afastar dois perigos deles. Ayume e Riki.

Apontou para a entrada do bar onde estava Ayume e do outro lado perto do balcão Riki. Os kouhais arregalaram os olhos.

Tokiya: não é possível que esse cara não desista!!

Ren: cara a Ayume não perdeu essa insistência irritante dela.

Masato: vamos nos mover?

Eles sorriram cumplices um ao outro.

..............................

Ayume olhava para todos os lados procurando o albino, havia viajado até ali sabendo que Ranmaru estaria com seus alunos no show que eles fizeram em Nagoya. Alguém que trabalhava como suporte para a banda informou que eles saíram em comemoração ao bar badalado da cidade.

Masato: Ayume, como vai?

Ela se assustou e virou para trás vendo os dois kouhais de seu ex.

Ayume: Ren e Masa! Como foi o show?

Perguntou sorrindo dando um pequeno abraço em ambos.

Ren: um sucesso.

Respondeu forçando um meio sorriso.

Masato: então você viu o sempai por aí?

Perguntou inocentemente.

Ayume: eu? Mas ele não tava com vocês?

Ren: tava, mas ele queria ir logo embora. Ia namorar um pouco o amor dele. Então como você ta aqui na entrada, pensamos que tinha o visto sair.

Masato: fomos no banheiro rapidinho e quando voltamos ele não tava mais.

Ren: cara Ran-chan realmente ta apaixonado por ela.

Ayume estava com os olhos arregalados. Os dois a olhavam com a cara mais inocente que podiam fazer.

Ayume: e-ela ta aqui?

Masato: sim, você não a viu?

Ayume: não, eu não encontrei o Ranmaru.

Ren: é uma pena. Teria conhecido a pessoa maravilhosa que ela é. Formam um casal lindo.

Masato: é como se fossem almas gêmeas.

Disse sorrindo, segurando a risada da cara que Ayume fez.

Ayume: mas estão j-juntos?

Ren: Ayume

Se aproximou sorrindo passando o braço pelo ombro da morena.

Ren: eu acho que quando você faz certas coisas com alguém constantemente é como se tivessem juntos. Você sabe como o sempai é, não gosta de entrar em detalhes sobre a vida dele.

Ayume mordeu o lábio nervosa.

Masato: bom, ta na hora de irmos Ren. Pelo visto por hoje não conseguiremos falar com o sempai, afinal não vamos querer interrompe-lo no quarto né?

Perguntou cinicamente.

Ren: hm jamais. Ran-chan nos jogaria da janela da suíte dele.

Eles riram. Ayume não conseguia pensar em nada, só ficava vagando as palavras dos juniores em sua cabeça.

Masato: ah e por que você está aqui Ayume?

Perguntou se fingindo de desentendido.

Ayume: b-bem, eh eu tenho uma campanha pra fazer amanhã e hoje resolvi dar um pulinho aqui. Apenas isso.

Respondeu sorrindo meio sem graça.

Ren: que bom. Porque seria viagem perdida se tivesse vindo atrás do sempai, afinal ele já foi embora.

Falou acenando-a indo embora.

Masato: outro motivo, é porque o coração dele finalmente pertence alguém agora. Não vamos atrapalhar isso.

Piscou a morena cinicamente indo embora também.

........................

Riki estava no balcão e havia pedido um drink.

Otoya: Riki-chan! Como vai??

Perguntou se debruçando sobre o balcão com Tokiya ao seu lado, Riki os olhou meio receoso.

Riki: bem. Eh

Tokiya: sabe queremos pedir desculpas sobre o modo que te tratamos mais cedo. Mas realmente precisávamos falar com o sempai, era uma coisa pessoal.

Riki ficou os observando e resolveu acreditar.

Riki: tudo bem meninos.

Sorriu aos dois.

Otoya: nee nee veio fazer o que aqui?

Riki: tentar falar com o Reiji.

Otoya: sério? Que pena Riki-chan! Você veio em vão.

Fez um bico pequeno, mas tava se divertindo por dentro.

Riki: hã?

Tokiya: Kotobuki-sempai foi embora há uns minutos.

Otoya: com o na-mo-ra-do.

Riki entrou em choque.

Riki: namorado??

Otoya: hai!!

Ele dizia sorridente.

Riki: mas ele me disse que estava sol-!

Tokiya: oficialmente sim, mas do jeito que as coisas estão se desenrolando não demorará muito para namorar.

Otoya: aaaah eu to tão feliz Riki-chan! Porque o Rei-chan finalmente ta com alguém que ele ame! Tem que ver como os olhos dele brilham perto do!

Tokiya: Otoya!

O repreendeu fingindo não gostar que o ruivo quase revelou o nome da pessoa, eles fizeram isso só pra deixar Riki mais curioso.

Riki: espera aí! Perto de quem?? Otoya e Tokiya! De quem estão falando?!

Eles se entreolharam.

Tokiya: sinto muito Riki, mas não podemos falar. É segredo.

Otoya: exatamente. Rei-chan e o err bom, os dois nos matariam se isso vazasse.

Disse sorrindo como um anjo. Riki estava a um ataque de nervos e de repente veio a imagem de mais cedo Ranmaru Kurosaki.

Riki: é o Ranmaru?!

Os dois arregalaram os olhos.

Otoya: eeeeeeeehhh??!! O que?! Não! Não! Nunca!!

Balançava as mãos freneticamente, porém Otoya fazia de proposito. Riki o conhecia e sabia como ele reagia quando estava nervoso e mentindo.

Tokiya: de onde tirou isso Riki?

Perguntou fingindo estar nervoso também.

Riki: eu não sou idiota! Eu não posso acreditar que é pelo Ranmaru que o Reiji se apaixonou e-!

Otoya: nós não falamos isso! Você é que ta dizendo Riki-chan!

Levantou as mãos como defesa.

Otoya: bem, de qualquer forma o Rei-chan deve estar ocupado agora. Não vai querer interrompe-lo né??

Sorriu docemente ao maior e puxou Tokiya pelo braço.

Tokiya: nós temos que ir. Viajamos cedo amanha.

Otoya: até mais Riki-chan. Tenha uma boa noite

Acenou ao ator sorrindo falsamente seguido por Tokiya.

........................

Cecil andava pelo corredor e quando ia entrar em seu quarto parou um pouco e mirou na direção em que o quarto de Camus estava, ele sentiu seu estomago se revirar de nervosismo e nem percebeu quando seus pés o levaram na direção do dormitório do conde.

Cecil levantou a mão hesitante, ela estava tremula. O indiano respirou fundo e bateu duas vezes, esperou a resposta que não veio. Cecil mordeu os lábios sentindo os olhos umedecerem e bateu mais duas vezes forte.

Camus estava deitado na cama, se revirava e não conseguia pregar os olhos. O conde ouviu as batidas e fechou fortemente os olhos, pressentia que era Cecil e resolveu não ir. Não tinha cara pra olhar para o kouhai, seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto que ele chorou e por mais que tentasse com todas as forças de seu corpo impedir de chorar, mas quando a imagem dos dois se beijando de forma tão intensa, tão entregue fazia inúmeras lagrimas virem automaticamente aos seus olhos. Camus se encolheu e apertou forte o peito sentindo-o doer outra vez.

Cecil estava desesperado, conhecia Camus, sabia que ele tinha o sono leve. Mesmo que estivesse dormindo com todas aquelas batidas ele já teria acordado, mas o conde não vinha não abria a porta e nem dava alguma resposta.

Cecil: C-Camus abre por favor

Ele pediu quase chorando, sua voz esta baixa e fanha. O loiro suspirou e colocou o travesseiro em seu ouvido, não iria. Já era humilhante estar chorando daquele jeito como um menino e não iria afundar ainda mais sua dignidade mostrando a Cecil como estava.

Cecil: droga!

Ele apoiou a testa na porta e as lagrimas começavam a descer pelo seus rosto e estava se sentindo o ser mais idiota da terra. Por que beijou o Kisuke?! Por que não acreditou quando Camus disse que o amava?!! Por que foi tão orgulhoso quando finalmente havia conseguido o que almejou por mais de um ano o amor de Camus.

Cecil: eu eu não queria

Ele tentou falar algo, mas percebeu que estava no meio do corredor e era perigoso se expor daquela forma em um lugar assim. Resolveu ir para seu quarto e falar com Camus quando amanhecesse.

.............................

Ai e Syo entraram no quarto do bluenette e Syo ficou surpreso em ver que o quarto mais parecia um apartamento.

Syo: isso é muito injusto! Sua suíte mais parece um apartamento!

Ai sorriu de leve.

Ai: eu disse antes. Vire um veterano e terá uma assim.

O chibi o olhou meio bravo, mas congelou ao notar um brilho estranho nos orbes cianos do maior que se sentou em uma poltrona.

Syo: err b-bem o que você queria falar sobre nós?

Perguntou nervoso. Ai fez um gesto para que ele se sentasse.

Ai: Syo eu vou ser honesto com você. Ver você nos braços do Satsuki partiu meu coração em inúmeros pedaços.

Syo abaixou o olhar.

Ai: eu odiei os dois naquele momento e juro que se naquele dia eu tivesse o poder de te arrancar do meu coração, eu teria feito.

Syo: Ai!

Ai: eu não terminei Syo.

O cortou calmamente.

Ai: mas você foi o único que amei até hoje, o único que me fez amar, sorrir com sinceridade, me fez pensar em alguém que não fosse em mim mesmo ou na banda, me fez feliz e também chorar.

Ele fixou seu olhar nos do menor que estava corado.

Ai: eu te amo demais para viver sem você. Eu não sei o que será de nós dois daqui a 5, 10, 15 anos nem sei se estaremos vivos ou juntos, mas por agora eu quero ficar com você. Eu te amo e não vou deixar que aquele incidente acabe com nosso relacionamento.

Syo estava com os olhos arregalados e sentia algumas lagrimas se formarem no local. Ai se levantou calmamente e se ajoelhou diante do chibi limpando o canto de seus olhos que estavam marejados.

Ai: eu percebi que seria insuportável demais viver meus dias sem você e apesar de ser tão irritante eu sempre te amaria.

Syo riu meio sufocado.

Syo: bom eu aguento a sua inexpressividade e também seu instinto controlador e perfeccionista, então nada mais justo que aguentar meu jeito irritante.

Eles riram. Syo colocou delicadamente suas mãos no rosto do maior acariciando-o.

Syo: quando percebeu isso?

Ai: 3 dias depois que nos separamos oficialmente.

Respondeu sorrindo, Syo o olhou surpreso.

Ai: é eu sei, sou muito fraco.

Syo riu baixo.

Syo: mas se havia percebido todo esse tempo por que não voltou pra mim?

Ai ficou o olhando e aproximou os lábios do menor, roçando de leve.

Ai: tava colocando as ideias no lugar, vendo o que faria e torturando você.

Deu um mínimo sorriso. Syo mordeu os lábios levemente.

Syo: bom, deu certo. Você conseguiu me castigar.

Eles ficaram com os olhos fixos no do outro, Syo sentiu seu coração parar com aquela proximidade. Um ano e cinco meses, mas Syo nunca se acostumaria ao nervosismo de ter o bluenette tão perto. O coração disparava toda vez, aquilo era uma espada de dois gumes, Ai era essa espada: fazia bem e mal ao seu coração.

Ai: você se engana chibi. Eu não castiguei você ainda.

O menor sentiu seu estômago se revirar dentro de si pelo sorriso maquiavélico que Ai abriu.

Syo: A-Ai v-você eh

Ai se inclinou sobre Syo.

Ai: por que esta tremendo Syo?

Syo estava quase deitado na cama e seu rosto estava pegando fogo.

Syo: o q-que v-você vai f-fazer comigo?

Ai sorriu pelo nervosismo do menor.

Ai: nada que você não goste.

Syo engoliu em seco. Ai se inclinou de vez o beijando de forma lenta, mas lasciva que atiçou todos os nervos do corpo do chibi que o agarrou pela nuca o puxando de vez para si, Ai caiu sobre o corpo do menor e suas mãos não resistiram e logo desceram para o pequeno corpo fazendo-o tremer de excitação.

Syo: hmm

Ele gemeu baixinho recebendo os beijos do maior em seu pescoço e apertou o corpo do veterano quando Ai deu uma mordida lentamente saborosa no local.

Ai: você já ta excitado chibi?

Esfregou forte seu sexo no de Syo que gemeu um pouco mais alto e carente.

Syo: você também ta!

Revidou meio irritado por aquela provocação. Ai afundou seu rosto no pescoço de Syo passando a ponta do nariz afilado na pele do menor que se arrepiou.

Ai: não seja impaciente Syo.

Syo mordeu o lábio sentindo a língua quente do maior passar pelo seu pescoço e subir ao lóbulo de sua orelha, o mordendo como forma de torturar Syo mais ainda. Ai subiu com seus beijos para a bochecha do mais novo e depois foi para seus lábios, onde os lambeu sem pressa e vendo como Syo estava impaciente o beijou e forma avida que foi correspondido do mesmo jeito.

Syo: vejo que vai me torturar muito hoje.

Desabafou fechando os olhos e enterrando a mão nos cabelos de Ai quando o mesmo voltava a dar varias mordidas e beijos deliciosos pelo pescoço de Syo.

Ai: sim.

Ele olhou nos olhos safira do chibi.

Ai: vamos do meu jeito, quando quiser que seja rápido eu farei.

Sorriu sentando de leve sobre o corpo de Syo e começou a desabotoar sua blusa.

Syo: você é cruel.

Ai: me amou assim.

Syo riu.

Syo: é.

Ai depois que retirou sua blusa levou seu dedo indicador ao lábio do loiro e foi descendo pelo corpo de Syo que estremecia e parou na barra de sua calça.

Ai: você ficou lindo nessa roupa.

Syo: o-obrigado, eu

Ai: mas ficará melhor sem ela.

Ele voltou a se curvar sobre Syo o beijando enquanto despia o loiro numa urgência incrível que fazia Syo soltar uns e outros gemidos.

Syo: A-Ai Nh eu

Ai: vou te fazer desejar ser só meu e meu para sempre Syo.

O menor corou.

Ai: nunca mais deixará que outro homem te toque.

Sussurrava as palavras na boca de Syo enquanto sua mão descia a calça pelas pernas do loiro que o ajudou nessa tarefa a jogando longe. Ai voltou atacar o pescoço de Syo, dessa vez mais intenso do que antes e Syo enlaçou a cintura do maior com sua pernas fazendo Ai sorrir e o pegar com um só braço e jogá-lo mais para o meio da cama se deitando sobre ele sem cessar os beijos que agora foram para a boca de Syo a devorando em um beijo cálido e cheio de saudade. A língua mergulhava na boca buscando desesperada a de Syo que logo a encontrou. O chibi que também estava subindo pelas paredes de desejo pelo namorado desceu sua mão para a calça de Ai abrindo o zíper e deslizando-a com suas pernas, Ai ajudou o menor tirar totalmente a peça de roupas ficando só de cueca assim como ele.

Ai fez um caminho lento com sua língua da boca de Syo, passando pela mandíbula, pescoço e foi para os ombros. Beijou, mordeu, chupou o local ouvindo os gemidos de satisfação do menor. Desceu sua boca novamente, dessa vez para os mamilos refazendo os mesmos procedimentos que arrancaram sons mais altos do loiro. Enquanto Ai se divertia naquela região a mão desceu arranhando de leve o caminho até a barra da boxer do chibi que estremeceu sentindo a mão entrar ali e tocar seu membro sem pudor.

Syo: Ai! Ah!

Gemeu. Ai deixava uma trilha de chupões intensos pelo tórax e abdômen, marcas roxas, naquela noite Syo seria completamente dele, só dele. Faria o menor gritar seu nome, pedir por ele e fazer Syo prometer que jamais seria de outro alguém que não fosse dele. Ai sempre foi possessivo, controlador, cuidadoso com tudo que o pertencia e com seu namorado não poderia ser diferente.

Syo: Aii!! Aaahn Nh aah p-por favor

Syo estava quase morrendo com toda aquela tortura, seu membro ser massageado de forma tão gostosa, mas torturante! Ai sorriu e resolveu acabar com o sofrimento do seu chibi. Desceu o rosto para o quadril do menor e retirou sua boxer, vendo o volume que estava e o rosto ficar um vermelho profundo do chibi. Ai riu baixinho, Syo nunca se acostumava com o sexo entre eles, era tão fofo.

Ai lambeu toda a extensão da ereção do chibi sendo recompensado com o gemido longo e agudo de Syo. Ele beijava a base do membro e depois passou a lamber a glande, Syo se contorcia gemendo e deu um súbito grito quando Ai abocanhou de vez o membro sugando-o fortemente enquanto uma mão estimulava os testículos do loiro que agarrou forte a cabeleira do mais velho.

Syo: ahh!! Aah ahn! A-Ai aaahn!!

Ele pendeu a cabeça para trás gemendo cada vez mais alto. Seu membro era todo estimulado pela língua do veterano que estava o levando a loucura, o chupando daquela maneira Syo não aguentaria por muito tempo. A sensação da boca do bluenette em seu sexo era incrível, Ai sempre teve um talento absurdo com aquela língua que ou o levava ao delírio no sexo ou até mesmo no beijo. O Mikaze começou a chupa-lo mais rapidamente fazendo Syo ver estrelas e da boca sair gemidos cada vez mais altos.

Syo: aah!! A-A ahh!! Eu v-vou!

Ele arqueou a coluna e puxou com força o cabelo do veterano chegando ao orgasmo gemendo alto e inspirava desesperado buscando por oxigênio. Ai lambeu os lábios engolindo o gozo do menor e depois passou a recolher qualquer indicio em seu membro fazendo o Kurusu estremecer e gemer baixinho.

Ai: seu gosto é tão bom.

A tonalidade vermelho profundo voltou a imperar no rosto do chibi que desviou o olhar dos orbes que tinham um brilho pervertido.

Syo: n-não diga isso e

Ele se calou pelo beijo que o bluenette deu nele, um beijo delicado que transmitia todo o amor que tinha em seu coração pelo kouhai. O Kurusu voltou a ficar excitado sentindo seu gosto em um beijo tão apaixonado, mas que ainda emanava o desejo que Ai sentia por ele.

Ai: sensível

Sussurrou em seu ouvido, mordendo em seguida o lugar. Syo empurrou o maior e ficou sobre ele.

Syo: não acha que ta com muita roupa sempai?

Perguntou com um sorriso sapeca descendo as mãos para a cueca do veterano a retirando enquanto mordia os lábios querendo fazer Ai gemer tanto quanto gemeu anteriormente.

Ai: você é muito pervertido chibi seduzir dessa forma seu veterano.

Syo esboçou um sorriso descarado se abaixando e começando a brincar com a ereção do mais velho.

Syo: você é que me seduziu. Afinal de contas, o sempai aqui é você.

Ai sorriu meio sacana observando Syo envolver com sua mão o pênis fazendo movimentos de vai e vem, o tom escuro dos orbes de Syo estavam mais escuros e as pupilas dilatas pelo tesão que sentia. A boca úmida, quente, cálida, o sugava com maestria, envolvendo o máximo que podia do falo. A língua serpenteava acompanhando o movimento cadenciadamente lento que o chibi fazia. Ai gemeu e segurou com força o lençol da cama enquanto a outra mão agarrava os cabelos de Syo.

Ai tentava ao máximo se controlar, mas era inútil. Suas pernas se abriam mais facilitando os movimentos que a cabeça de Syo fazia incessantemente. O corpo do veterano se contorcia e Syo arranhava com suas unhas a pele da coxa do bluenette causando uma deliciosa descarga elétrica no mesmo. Syo começou a suga-lo com gula, subindo e descendo com destreza e necessidade; Ai sentia as pernas ficando fracas e engoliu o orgulho gemendo alto o nome do kouhau que sorriu vitorioso conseguindo o que queria, o que fez acelerar ainda mais os movimentos e fazer o veterano gritar seu nome ao ser tão bem recebido pela boca do chibi.

Ai: Syo!! Aahh!!

Ele gritou fechando fortemente os olhos quando sentiu seu corpo ser tomado de forma violenta pelo orgasmo. Syo riu se divertindo ao analisar como Ai estava trêmulo e corado, uma visão perfeita.

Syo: e eu que sou sensível hein?

Se deitou sobre o corpo do veterano colocando por cima do membro de Ai sua bunda.

Ai: Syo o que?

Ele não terminou a pergunta quando Syo começou a se movimentar esfregando forte suas nádegas no membro de Ai.

Ai: ah!

Syo: shh preciso enchê-lo novamente.

Sussurrou rouco com os lábios no pescoço do maior que sorriu já sentindo o membro ganhar vida outra vez.

Ai: aahn

Syo: e eu que sou o sensível né?

O provocou olhando-o dentro dos olhos sorrindo.

Ai: não é difícil ficar assim.

As mãos foram para o quadril do kouhai dando um aperto. Syo cavalgava em cima de Ai deixando os dois completamente excitados. Ai não conseguia mais esperar e inverteu as posições ficando por cima de Syo

Ai: já chega chibi! Preciso ter você nesse instante.

Seu timbre tava assustadoramente sedutor que fez o menor corar. Ai levou o dedo médio ao orifício do kouhai e começou a fazer movimentos circulares no local vendo Syo morder o lábio inferior e aperta-lhe os ombros com força.

Ai: você sabia que quando se faz movimentos circulares assim no ânus, ele tem a tendência de dilatar e facilitar a penetração?

Syo gemeu sentindo seu interior todo pegar fogo.

Syo: p-por que? Me provoca tanto?

Ai sorriu e pressionou mais o dedo ao redor do canal.

Ai: já viu seu rosto corado? Não tem ideia de como é fofo.

Syo: ah

Ai: corado e excitado ao mesmo tempo é melhor ainda.

Beijou o chibi que se derreteu de vez e nem percebeu quando o dedo de Ai adentrou em si. Ai mordiscava seu pescoço enquanto seu segundo dedo se unia o primeiro e estocava Syo com delicadeza.

Syo: Ai!! Aahn!!

Ele arqueou de leve o tronco quando os dedos atingiram sua próstata, ao ouvir o gemido de puro prazer, Ai começou a estoca-lo sem pena no mesmo lugar fazendo Syo perder sua sanidade e se entregar de vez ao delicioso momento.

Syo: Ai! Por favor!!

Ele cravou as unhas quando o veterano começou a bombeá-lo também.

Ai: paciência Syo essa noite você gozará até não aguentar mais.

Syo corou furiosamente, mas acabou perdendo toda a vergonha com todos os movimentos que os dedos de Ai faziam em seu interior. Depois de um tempo torturando Syo, Ai começou a se preparar para penetra-lo, só ele sabia o quanto estava se controlando com todos aqueles sons extremamente eróticos saindo da boca do loiro.

Ai abriu as pernas de Syo o suficiente para que pudesse se encaixar bem nelas e posicionou seu membro na entrada que estava bem dilatada. Então ele o penetrou, uma penetração lenta e deliciosa, sentindo seu sexo ser sugado cada vez mais pra si como se ansiasse aquilo mais que qualquer coisa, o chamasse para dentro daquele canal apertado e quente. Syo cravou as unhas em suas costas enquanto era preenchido, a respiração ofegante do chibi fazia o maior enlouquecer mais. Depois de ter entrado, Syo levou as mãos trêmulas, como o resto do corpo, para os ombros do veterano que o olhou receoso.

Ai: ta tudo bem?

Syo respirou fundo.

Syo: s-sim. Faça-me seu outra vez. Me deixe senti-lo, me tenha daquele jeito que só você pode.

Sorriu beijado de leve os lábios do bluenette. Ele passou as pernas pela cintura do Mikaze o puxando com finalidade de faze-lo ir mais fundo dentro de si, arrancando gemidos dos dois. Ai não aguentou mais, o estocou com força e profundidade fazendo um grito de puro êxtase escapar dos lábios do loiro. O ritmo tava médio no inicio, mas com o tempo as estocadas ganharam intensidade e ritmo, um vai e vem alucinante que fazia os dois perderem a cabeça.

Syo: aaah Ai!! A-Assim!! Ahhh!!

Ele agarrou a nuca do maior com força, enquanto era invadido de uma forma cálida. O sexo com Ai sempre foi incrível, mas naquele dia estava mais quente, prazeroso, delicioso. Queria estar assim pra sempre, Ai dentro de si, o amando, o satisfazendo como só ele conseguia. Ai estava perdido na maravilhosa sensação de estar dentro de Syo, a cada estocada violenta em sua próstata, ele se contraia mais forte levando Ai a perder o 1% de sanidade que ainda restava em si.

Ai: Syo vou te fazer nunca esquecer essa sensação, mesmo quando estiver sozinho.

Syo: ahn Ai!! Está c-cada vez.... mais quente.... m-maior... aaah...!!

Syo se contorcia e gritava embaixo de Ai. Suas unhas se agarraram outra vez ao bluenette, arranhando suas costas, a cada investida gritava o nome do namorado. Syo sentia Ai ficar cada vez maior dentro de si, esfregar seu membro com força em seu interior, a ereção do veterano latejava em si.

Syo: "isso é muito delicioso!! O prazer se espalha por todo meu corpo!! O membro dele me invade com tanta força, como se fosse me partir ao meio!!"

Syo gritou ao ser masturbado enquanto Ai se enterrava mais em si.

Ai: Syo nunca deixe ninguém tocar em você

Syo se surpreendeu pelas palavras ditas em seu ouvido.

Ai: nunca pertença a alguém que não seja eu.

Ele acelerou mais o ritmo fazendo Syo fechar os olhos em deleite.

Ai: você é só meu pra sempre.

Syo abraçou o ídolo com força, colando totalmente seus corpos e gemia em seu ouvido.

Syo: eu te amo!! Pra sempre!! Eu sou seu sempre!! Aaah!!

Ai sorriu.

Ai: você promete?

Syo: sim.

Ai o beijou de forma urgente enquanto o ritmo dos quadris aumentou levando os dois ao delírio e ao orgasmo devastador que os fez gemerem alto. Ai saiu lentamente de dentro do kouhai e se deitou ao seu lado, completamente sem folego e exausto. Syo não estava diferente, seu rosto estava todo vermelho, suado, seu peito subia e descia rapidamente, respiração descompassada e o corpo todo trêmulo tendo espasmos violento.

Syo: sabe se toda vez que brigarmos assim, tivemos esse tipo de reconciliação. Acho que vamos brigar mais vezes.

Ai riu exausto.

Ai: pode ser. Mas vamos ficar tipo, uns 10 minutos só ok? Não aguento ficar longe de você por mais tempo que isso.

Syo sorriu docemente.

Syo: eu te amo! Te amo! Te amo mais que tudo na vida Ai!

Ele se virou e ficou por cima parcialmente do maior.

Syo: promete nunca mais me deixar?

Ai passou os dedos carinhosamente pelo rosto do chibi.

Ai: prometo.

Syo sorriu e o beijou ternamente.

Syo: e eu prometo que se o Satsuki ou qualquer outro me tocar vou quebrar a primeira coisa que vê na cabeça.

Ai riu.

Ai: tudo bem. Mas o Satsuki tem que tomar cuidado, machucar ele, machucará o Natsuki também.

Tocou delicadamente o indicador no nariz do loiro.

Ai: e nós adoramos aquele fanático pelo Piyo-chan.

Syo suspirou.

Syo: pior que sim. Prometo pensar em algo para para-lo, mas sem matar o Natsuki.

Disse rindo.

Ai: aishiteru.

Syo sorriu o beijando.

Syo: aishiteru.

Eles sorriram felizes por estarem finalmente juntos e assim permaneceriam por muito tempo. Quem sabe para sempre.

Notas finais
O que acharam??? Finalmente a reconciliação AixSyo!! Beijos amores!!