Coisas De Garotos E Garotas

5 Capítulo 4 - Organizando a putaria X Revelações


Notas iniciais
Tá pequeno em comparação aos outros capitulos, mas espero que gostem.....

As próximas semanas não foram outra coisa a não ser organizar a social. Basicamente todos da sala gostaram da ideia e até alguns veteranos estavam sabendo da bendita. O veterano – que fui descobrir, se chama Ian -, que havia jogado comigo e com os meninos, veio falar comigo sobre a festa:

- Então quer dizer que os calouros querem fazer uma social. – disse ele, parando ao meu lado na cantina. O olhei e dei um sorriso.

- É, parece que sim. – respondi.

- E como andam os preparativos? – perguntou.

- Na verdade nada de concreto ainda. Lançamos a ideia e as pessoas curtiram. Estamos vendo um local e quanto cobrar.

- Entendo. Se precisar de ajuda gata, só falar. – ele deu uma piscadinha e tocou no meu braço.

- E ai. – Bernardo brotou do meu lado e tomei um susto. Ian recolheu a mão e balançou a cabeça em direção a Bernardo.

- Coé cara. – disse ele. Bernardo passou o braço em volta do meu pescoço e se dirigiu a Ian:

- Sabe de algum lugar barato pra comprar bebida?

- Pô cara, bom mesmo é na Lapa. – respondeu. – Enfim, a gente se fala. – disse ele se dirigindo a mim, lançou um olhar pra Bernardo que sorriu pra mim.

- O que ele queria? – perguntou.

- Saber como vão os preparativos pra social. – Bernardo olhou pra onde o veterano foi e voltou sua atenção pra mim.

- Estamos só com um probleminha. – falou. – Não temos um local grande. – e então uma ideia passou pela minha cabeça. Sorri para Bernardo e peguei meu celular.

- Já volto. – peguei a coca que eu havia comprado e fui pra um lugar sem barulho. Disquei o numero que há muito não discava. Chamou e uma voz grossa atendeu do outro lado da linha.

- Fala prima! – disse meu primo com um tom de voz alegre. – Como você tá?

- Estou bem e você? – conversamos por um tempo nos atualizando sobre como andavam as coisas, meus avós e as coisas dele e fui direto ao assunto da minha ligação. – Pirralho, sabe se dá pra alugar o salão de festas do Solar?

- Pô, só falando com o Caíque. – respondeu ele.

- Vê com ele e me retorna a ligação? – ele disse que sim e desliguei. Olhei para onde Bernardo e os outros estavam e ele me lançou um sorriso. Nosso grupo havia aumentado. A loira que eu esbarrara na escada – Sophia -, se enturmara com a gente e também um menino corpulento e muito simpático — Lucas -, ria com outro de pircieng na orelha e que sempre vem com blusas estampadas de alguma coisa engraçada – a ultima vez fora a evolução do homem e por ultimo era o Homer Simpson, Arthur. Outra menina, baixinha e de cabelo castanho escuro – Juliana -, outra que sempre ia com os vestidos mais lindos que eu já vira – Camila -, e por ultimo, uma menina de cabelos escuros na altura do ombro, com uma borboleta tatuada no ombro – Maíra -, também haviam se integrado ao grupo. Riam de gargalhar e eu acabei rindo também, olhando-os de longe.

Meu celular vibrou e eu o atendi:

- Caíque disse que é 50 reais o aluguel. Pra que dia você quer? – parei pra pensar. Quando seria a social.

- Já te retorno. – falei e desliguei. Fui ate o pessoal e Bernardo passou o braço pelos meus ombros, me puxando pra perto dele. Todos me olharam.

- Onde você estava? – perguntou Becca.

- Acabei de ligar pro meu primo. Arranjei o local da social. – todos me olharam e abriram um sorriso. Bernardo me abraçou e Bento me deu um beijo na bochecha.

- Essa é a minha garota! – exclamou ele.

- Esperem! Calma gente! – fiz todos ficarem quietos e me dirigi a Bernardo. – Quando vai ser a social? – ele me olhou e dando um tapa na testa, deu de ombros.

- Não tenho ideia. – respondeu.

- Já estamos organizando essa joça há duas semanas. – reclamou Caio.

- Mas pelo menos está andando. – replicou Pilar, abocanhando um pedaço do seu Browne. Alguns concordaram com ela, outros ficaram em silencio. – Qual é galera, pelo menos a gente ta organizando a parada com calma, não precisa fazer isso com pressa. Até por que temos que arrecadar o dinheiro das pessoas. – ela comeu mais um pedaço do bolinho e continuou. – Marina já viu um lugar, temos que decidir quanto vamos cobrar da galera.

- Eu fiz uma social uma fez e cobrei 20 de cada um. – falou Sophia.

- Parece que 20 tá bom. – concordou Lucas.

- Qualquer coisa se sobrar dinheiro a gente compra mais bebida no dia. – disse Arthur.

- Tudo bem, já temos o local e quanto cobrar. Quando vai ser? – perguntou Bento.

- Por que não damos duas semanas pras pessoas darem o dinheiro? – perguntei. – Eu peço pro meu primo reservar um sábado. – a galera concordou e eu liguei pro meu primo. Viram o próximo sábado que seria a social, dei a data pro meu primo e em meia hora ele me retornou dizendo que já estava reservado.

Chegando em casa, liguei o computador. Jantei e tomei meu banho e voltei pro PC. Bernardo veio falar comigo e Ian também.

“Temos que ver quais bebidas vai ter na social” – disse Bernardo.

“E ai gatinha.” – mandou Ian.

“Dependendo do dinheiro que arrecadarmos, vemos quais bebidas comprar” – respondi Bernardo.

“Oi, tudo bem?” – mandei pra Ian.

“Acho que na Lapa não vamos achar por um preço bom.” – Bernardo.

“Qual é, essa social aí podia ser aberta pros veteranos também?” – Ian.

“Podemos ir ao Açaí. É um mercado de atacado na Tijuca.” – mandei pra Bernardo. Conhecedora da Tijuca, graças as amigas!

“Vou ver se vai ser aberto e te falo.” – mandei pra Ian.

Minha conversa com ambos foi basicamente sobre a social, até que Bernardo mudou de assunto.

“Você topa sair comigo?” – meu coração deu um pulo no peito. Enquanto isso, Ian me enchia de perguntas.

“Tá ficando com o Bernardin?”

O que? Não tô ficando com ninguém! Por sinal, Bernardo nunca tentou nada comigo, e poderia, no dia da choppada, já que eu estava bêbada, mas não fez nada.

Por que não?

“Não to ficando com o Bernardo” – respondi para o Ian. Ele mandou uma carinha feliz. Por quê da carinha feliz?

“Sair? Sair em que sentido?” – perguntei a Bernardo.

Nisso, Sophia veio falar comigo. E Becca também, numa conversa conjunta com a Pilar. Eu mal respondia as meninas, meu cérebro funcionava e registrava apenas as palavras de Ian e Bernardo. Ate que não deu mais pra ignorar as meninas.

“Vocês tão sabendo que a Pamela ficou com o veterano na choppada, saiu com ele no final de semana seguinte e ele falou pra todo mundo que comeu ela?” – li na conversa da Becca e Pilar. E sim, eu soube disso. E soube que ele a comeu nas escadas do prédio dele. Sim, a historia é verdadeira.

Sophia falava comigo:

“Cara, que sorte você tem” – mandou ela.

“Sorte? Por que?” – respondi.

“O cara mais bonito da sala tá afim de você!!!!!” – disse.

“Oi? Como assim?”

“Qual é Mari, o Bernardo, né?” – disse, em um tom óbvio. Acabei mandando uma carinha (O.O) pra ela e desconversei. Sorte que ela acabou mudando de assunto também.

No final, apenas Ian conversava comigo. As meninas saíram – afinal, eram duas da manhã -, e Bernardo fora dormir – ele tinha curso de manhã -, e só sobrou Ian mesmo.

“Pô cara, te achei muito bonita” – mandou ele. O que está havendo com esses caras?

“Obrigada.” – o que mais eu poderia responder? “Ian, eu vou sair, já tá na minha hora. Nos vemos na faculdade. Beijos”. – esperei ele mandar “Beijo” e saí.

Acordei tarde – pra variar -, mas a tempo de fazer tudo que eu precisava. Ajeitei as coisas em casa e fiz o trabalho do curso. Arrumei as coisas pra faculdade e fui tomar banho. Saí do banho e meu celular tocou:

- Oi Mari – era Pilar.

- Oi amiga.

- Já ta pronta? – perguntou ela. Ouvi um barulho de elevador.

- Vou me arrumar agora.

- Estou te esperando na portaria. – disse ela e desligou. Fui então, me arrumar.

Encontrei Pilar sentada na poltrona da portaria. Nos abraçamos e fomos pra faculdade, andando. Seriam uns 40 minutos e tínhamos tempo. Fomos conversando sobre a faculdade, a choppada, os meninos e por fim, a social.

- Tô sabendo que certo alguém quer ficar com você – comentou ela. Deus! Espero que ela não esteja falando do Ian.

- Tudo bem, sei que você esperava que eu soubesse do que você está falando, mas, eu não sei. – respondi carrancuda.

- Qual é Marina! Tô falando do Bernardo. – ela fez uma cara de “dã” pra mim e eu revirei os olhos.

-Ah! Fala serio Pili! – passei a mão pelo cabelo e fiz uma careta pra ela. – Isso não tem nada a ver. Somos amigos.

- Tá, mas ele não quer ser só seu amigo. – ela me olhou como se eu soubesse disso, mas não queria admitir. E sim, era exatamente isso.

- Não tem nada a ver. – repeti. Mas pra mim do que pra ela. Chegamos à faculdade e encontramos todos no pátio. Uns jogando, outros conversando.

Falei com a galera e me sentei num dos bancos com Becca, Juliana, Maíra, Camila, Sophia e Pilar. Conversávamos sobre banalidades e os meninos jogavam. Bateu o sinal e subimos pra aula.

Notas finais
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