Notas iniciais
Ei meninas, como vocês estão? Esse capítulo ainda está light, eu decidi deixar ele menor e a outra parte eu posto no fim de semana, vamos lá me deem um voto de confiança. Boa Leitura e nos vemos nas notas finais.

POV REID

Assim que entrei em meu apartamento, logo depois de me despedir de Derek e Savannah, deixei que minha tristeza, medo e cansaço me dominassem e escorreguei pela porta até o chão e ali fiquei por vários minutos. Chorando, agradecendo a Deus, mas também pedindo.
Depois de longos minutos remoendo minha dor, me levantei e segui para o chuveiro. No caminho, minha dor aumentou, meu apartamento está cheio de lembranças nossas, seu cheiro está em todo lugar, uma das milhares de bolsas, que ela tem está jogada no sofá, sua carteira em cima da mesa de centro, suas roupas jogadas na minha cama, seus sapatos espalhados pela casa, sua toalha...
Adentrei em meu banheiro e novamente não pude conter minhas lágrimas. Tirei minhas roupas, sem realmente prestar atenção no que fazia, deixei a água quente do chuveiro cair sobre mim, enquanto eu sentado, olhava para as paredes e deixava as lágrimas rolarem pelo meu rosto.

Enquanto escolhia uma roupa quente, pois acho que logo já teremos neve. Pego um cachecol meu que está na cama, e percebo que ela o usou hoje, está com uma mistura do meu cheiro, com o cheiro de sua pele e do seu cabelo. Não posso evitar, e o coloco em meu pescoço.
Alcanço minha inseparável bolsa e encontro o presente que logo gostaria de dar a ela. Terei que providenciar outro. Este terá que esperar.
Sigo para o hospital de táxi, meu carro não é rápido o suficiente para ir ao hospital. Quando chego ao quarto em que ela está, encontro Garcia, com seu inseparável caderno escrevendo, eu acho que é como um diário para ela. Assim que ela me vê, sorri. Minha irmãzinha.

S.R – Alguma novidade? — questiono ansioso. — Os médicos disseram algo mais?
P.G – Novidade médica, nenhuma. Mas eu tenho uma. — levanto as sobrancelhas em forma de questionamento. — Enquanto eu conversava com ela, dizendo que ela tem que se recuperar logo, porque temos um encontro no Shopping depois das festas de fim de ano, e que você precisa dela, porque a ama, ela pareceu mexer os olhos, eu posso até ter visto demais, mas é como se ela estivesse tentando se comunicar, não sei, talvez tentando acordar. Acho que ela está nos escutando.
S.R – Eu espero que sim, pois isso significa que ela vai se recuperar mais rápido. Obrigado Pen, você é a melhor. Mas agora é melhor você ir para casa e descansar.
P.G – Eu sei, vou chamar um Taxi. — enquanto ela se afasta para um sofá que há ali, eu me preparo para sentar na cadeira, mas antes me inclino para beijá-la. E quando nossos lábios se tocam, o aparelho acusa o aumento de seus batimentos cardíacos. – Nem mesmo inconsciente ela deixa de reagir a você, ela tem razão em te chamar de Garotão.

Mesmo envergonhado, não posso evitar sorrir. Ela reagiu ao meu beijo. Isso me deixa muito feliz, quer dizer que ela está bem, não ótima. Mas o bem já me dá muito mais esperança do que eu tinha. Logo fico sozinho com ela, não quero dormir, mas o sono está me vencendo, então sigo para o sofá de míseros dois lugares que há ali e me acomodo o melhor que posso e viajo para um mundo inteiramente meu. Sonhando com a mulher que eu nasci para amar.
Quando volto a consciência novamente, um pouco assustado com o lugar, mas logo lembro dos acontecimentos, noto que estou coberto. Quem teria trazido esse cobertor para mim? Talvez Garcia tenha voltado e esteja lá fora. Antes de ir verificar isso, me encaminho até onde Ally está e toco em sua mão, e relaxo, ela parece bem mais quente do que estava antes. Repito o mantra na minha consciência – Acorda Ally. Volta pra mim meu amor.

POV ALLY

Minha cabeça está confusa. Tudo está escuro. Ouço passos, mas não escuto mais a voz de Spencer e também não sinto mais sua mão na minha. De repente sinto um toque frio no meu braço, que me incomoda, mas não consigo me mexer para demonstrar isso. Depois ouço uma voz sussurrada, deve ser a enfermeira, mas não é a mesma que estava aqui mais cedo, a voz é diferente, acho que ela está falando sozinha, só que parece fluxo de consciência e não um diálogo.

R.N – O que será que houve para ela ter perdido o controle? É moça, você tem uma família e tanto, seu irmão não cabe no sofá, mas está dormindo como um anjo. Será que ele me daria seu telefone se eu pedisse? Talvez eu devesse colocar um papel com o meu número em sua mão quando o cumprimentar. Ele é tão lindo, ele deve ter namorada. Ele deve estar com frio, vou buscar um cobertor assim que sair daqui.

Em seus sonhos, queridinha, ele não é meu irmão. E ele tem uma namorada sim, e essa sou eu. Ousada, ela está pensando em dar em cima do meu homem? Eu preciso acordar logo. Spencer deveria ter ido para casa, eu prefiro ficar sozinha, a ter galinhas ciscando no meu terreiro.

Meg – Sou a Enfermeira Meghan, vou cuidar da Srta. Hernandez durante o período da manhã. – ouço a enfermeira assanhada falar, assim que tomo consciência novamente. – Você é Spencer não é?!
S.R – Sim, Spencer Reid. Você viu quem me deixou esse cobertor? – Meu Amor, saia daqui logo, é melhor ela não dar em cima do meu homem. –
Meg – Sim, na verdade fui eu. – ela diz tentando parecer sensual. – Espero que não haja problemas quanto a isso. – na verdade eu poderia citar vários problemas quanto a isso. –
S.R – Han... Obrigado eu acho. – ele disse incerto e acho que ele está incomodado com algo, como eu gostaria de estar acordada. –
Meg – Não se preocupe, ela vai ficar bem. – ela disse e então eu senti a mão de Spencer nos meus cabelos. – Você deve estar cansado, estou no meu intervalo, não quer tomar café comigo? – Spencer, é melhor você não aceitar. Ele parou o cafuné que fazia nos meus cabelos por um nano segundo e depois recomeça. –
S.R – Não! Eu vou ficar aqui. – ele diz com a voz diferente, acho que ele percebeu que ela é uma vadia. –
Meg – Ela não vai acordar nos próximos vinte minutos, você não vai perder nada. Vamos me faça companhia. – Ah! Sua Galinha. Você tem sorte por eu estar dormindo, ou quase. –
S.R – Ainda assim, ficarei aqui. Você com certeza têm muitas amigas, que podem te acompanhar em um café. Eu estou aqui, e aqui vou ficar até ela acordar. – curto e grosso isso mesmo. O que está acontecendo com o mundo, uma garota não pode sofrer um acidente e entrar em coma, sem que Galinhas cisquem no seu terreno. –

POV REID

Não gostei daquela enfermeira, acho que ela deu em cima de mim. Não respeita nem minha namorada que por acaso é sua paciente. Isso é engraçado, antes nenhuma mulher olharia uma segunda vez pra mim com olhar apaixonado, mas desde que encontrei o amor da minha vida, todas resolveram que sou o homem certo para paquerar?! Olho para Ally e penso. “Acorda meu amor, sinto sua falta”.

Horas mais tarde, quando passa da hora do almoço, a porta se abre, e fico aliviado ao ver que é a enfermeira de antes que está entrando pela porta, e não a assanhada de hoje mais cedo. Assim que me vê ela sorri, ela não parece ter muito mais que 40 anos. Seu crachá diz Elisabeth R.N (Enfermeira Registrada)

Elis – Você parece bem melhor de algumas horas atrás. Fico feliz que segui meu conselho. – ela diz enquanto se aproxima de Ally e checa seus sinais vitais. –
S.R – Alguma mudança?
Elis – Não há nada para se preocupar. Mas entendo sua preocupação.
S.R – E quanto ao resultado do último exame feito?
Elis – Aqui. – ela diz e me mostra a ressonância. – Ela teve uma concussão cerebral, ou seja, um hematoma no tecido cerebral. O que indica que mesmo com o cinto, ela sofreu uma pancada muito forte. Ela teve pequenos vazamentos sanguíneos no tecido do cérebro, o que nos preocupou com a possível formação de coágulos. Mas já detectamos inclusive que não há mais inchaço, mostrando sinais de progresso. A medicação será retirada ainda hoje, e então depende somente dela acordar, teremos que respeitar seu tempo. Ela vai acordar quando estiver pronta.
S.R – Obrigado Enfermeira. Han... É você quem vai cuidar dela agora não é? Eu entendo que você precisasse descansar, mas prefiro que você fique.
Elis – A outra enfermeira foi rude de qualquer forma?
S.R – Não, pelo contrário, ela foi MUITO solícita, mas não me senti a vontade. – ela não deixa passar o fato de eu evidenciar a palavra muito, mas assente e se vai. –

[...]

Já que passaram quase dez horas desde que a medicação foi retirada, e apenas o soro permanece ligado ao seu braço. Mas ela ainda não acordou.
Eu despenco na cadeira que há ao lado da cama, em seguida, pego sua mão sem conexões delicadamente, e enterro meu rosto, sentindo seu perfume e seu toque. Mantenho minha vigília ao seu lado, eventualmente os enfermeiros voltam para analisar novamente seus sinais vitais, mas ela permanece calma e inconsciente.

S.R – Sinto muita falta sua, Neném, volte para mim meu amor. – sussurro, dando-lhe um beijo suave. – Eu Te Amo, por favor, acorde. – e ainda segurando suas mãos eu derivo para um sono inquieto. –

No dia seguinte, ela ainda não acordou, e eu percebo que preciso ligar para minha mãe, avisando que não poderei mais ir visitá-la. Isso provavelmente vai deixá-la triste, mas eu não posso deixar a Ally. Ela não sabia sobre nós ainda, eu ainda ir contar sobre nós, mas talvez eu deva contar para que ela entenda o motivo da viagem ter sido cancelada.

~ Ligação On
S.R – Oi mamãe, como você está? – pergunto assim que passam a ligação para o quarto dela. –
M.S* – Estou bem Spencer, mas você não está, posso sentir na sua voz, me diga o que está acontecendo. – ela sempre sabe. –
S.R – Mamãe, eu estou ligando para dizer que não poderei visitar a senhora antes das festas de fim de ano. – ela respira fundo e novamente a culpa me consome. –
M.S – Isso eu já esperava, você quase não vem me visitar, mas tem mais alguma coisa, não tem? – saber que ela já esperava que eu não fosse me machuca. –
S.R – Não seja tão dura comigo, eu realmente ia visitar você, eu tinha, bom na verdade eu tenho uma coisa para contar, uma surpresa.
M.S – Spencer, por favor, diga logo, estou velha para brincar de adivinhar. Que surpresa é essa? – ela me pede impaciente, me repreendendo, e eu sorrio. –
S.R – Eu estou namorando mamãe, e eu ia levar ela para Las Vegas, para apresentá-las. Mas ela sofreu um acidente, e agora está inconsciente. Os médicos já tiraram a medicação, mas ela ainda não está pronta.
M.S – Oh! Eu fico feliz por você querido, mas será que é uma boa nós nos conhecermos, e se ela não... – eu nem ao menos a deixo terminar. –
S.R – Ela sabe sobre você mamãe, e ela já te adora, vive dizendo que você é maravilhosa por ter me criado tão bem.
M.S – Ela deve ser encantadora. Tudo bem meu filho, eu vou esperar sua visita, e diga para ela, quando ela acordar, que quero muito conhecê-la.
S.R – Eu direi. Eu te amo mamãe. – digo e desligo. –
Ligação Off ~

Assim que me viro para Ally, me deparo com a intensidade azul que são seus olhos.

S.R – Graças a Deus, você acordou. Como eu senti sua falta meu amor. – me encaminho em sua direção e beijo ela com vontade, grato por ela corresponder, e nos separamos rindo quando seu batimento cardíaco aumenta. – Eu Te Amo.

POV ALLY

A escuridão que me manteve presa por tempo demais, começou a desaparecer, será que meu corpo finalmente havia desistido e se entregado a morte? Abri os olhos lentamente, mas logo uma luz forte me fez fechá-los rapidamente. Concentrei-me e escutei a voz de Spencer próxima e então eu percebi que na verdade meu corpo queria acordar, eu estava com cede e muita vontade de fazer xixi.
Tentei abri-los novamente e dessa vez, deu certo. Ainda era incômodo, mas agora suportável. Spencer estava ao telefone, com sua mãe.

S.R – Mamãe, eu estou ligando para dizer que não poderei visitar a senhora antes das festas de fim de ano. – respiro fundo, e me sinto culpada por isso ele fica em silêncio, escutando o que ela diz. – Não seja tão dura comigo, eu realmente ia visitar você, eu tinha, bom na verdade eu tenho uma coisa para contar, uma surpresa. – ele diz e eu prendo minha respiração, ele vai contar para ela sobre nós. – Eu estou namorando mamãe, e eu ia levar ela para Las Vegas, para apresentá-las. Mas ela sofreu um acidente, e agora está inconsciente. Os médicos já tiraram a medicação, mas ela ainda não está pronta. – isso não é justo, ele não deveria mudar seus planos por mim, ele precisa ver a mãe, o que será que ela está dizendo agora? Ela sabe sobre você mamãe, e ela já te adora, vive dizendo que você é maravilhosa por ter me criado tão bem. – isso é a mais pura verdade, eu a adoro, afinal de contas ela me deu o homem da minha vida, ela criou o homem mais incrível que eu poderia conhecer, ela com certeza é uma mulher maravilhosa, independente da Esquizofrenia, o qualquer outra coisa. – Eu direi. Eu te amo mamãe. – ele diz e desliga o que ele dirá? Que ela me odeia? Oh! Deus. O que será que ela pensa de mim? Não devem ser coisas boas, mas não a culpo. Nós nem nos conhecemos e já estou afastando Spencer da mãe. Eu sou horrível.

De repente nós nos olhamos e eu relaxo instantaneamente com seu olhar amoroso, e aliviado. Não consigo desviar meus olhos dos seus, é por isso que eu sempre esperei. Ter alguém que me olhe do jeito que ele me olha. Com a mesma intensidade, com o mesmo amor, com o mesmo desejo e com a mesma felicidade.

Ele respira aliviado, assim que entende o que está acontecendo, e sorri, feliz por me ver acordada.

S.R – Graças a Deus, você acordou. Como eu senti sua falta meu amor. – ele vem em minha direção e me beija com uma vontade luxuriosa, eu respondo prontamente e depois de dois minutos, nos separamos, rindo já que meus batimentos cardíacos aumentaram vergonhosamente, mas essa é a sensação de sempre. – Eu Te Amo.

ALLY – Eu também Te Amo, mas eu estou com muita sede e ainda mais vontade de fazer xixi. Você pode me ajudar a levantar?

[...]

O médico finalmente veio me liberar, eu sinceramente não suporto mais ficar aqui. Mesmo com Spencer ao meu lado e a Penélope sempre me animando, assim como todos os outros que apareceram logo que acordei, eu prefiro minha casa. Enfermeiras esporadicamente estão dando em cima do meu homem, e o médico que veio me liberar está dando uma de engraçadinho para cima de mim. E Spencer está se controlando para não demonstrar seus Ciúmes, o médico está conversando com ele, mas de olhos grudados em mim. Mas pode deixar meu amor, vou colocá-lo no seu lugar.

Dr. – Bom Ally, vamos lá. – quem ele pensa que é para me chamar pelo meu apelido? – Vamos ver se está tudo bem com você. – ele sorri pra mim tentando ser sexy. Ah! Por favor. –
ALLY – Allyson, por favor. – ele arregala os olhos e Spencer dá um sorriso leve de triunfo. – Me chame de Allyson.
Dr. – Pensei que preferisse Ally. – mas você não tem permissão para me chamar assim. –
ALLY – E eu prefiro, mas apenas meus amigos e o meu namorado me chamam assim. Embora ele tenha me dado outros apelidos. – digo e olho para Spencer. – Não é meu amor?
S.R – Com certeza Neném.
Dr. – Pensei que vocês fossem irmãos. – rolo os olhos, babaca. –
ALLY – Ainda bem que não somos.

Logo depois do médico me liberar e sair correndo do meu quarto, a enfermeira entra, e assim que ela começa a falar, sei quem é. Pode uma garota ter uma folga aqui?

Meg – Finalmente você vai para casa. – ela sorri para mim. Galinha. – Está feliz Spencer? – Ah! De novo não. –
ALLY – Doutor Reid enfermeira. – ela me olha com um sorriso falso. –
Meg – Tenho certeza que seu irmão não se importa. – Ah! Pelo amor de Deus, será nós vamos ter que transar na frente de todo mundo para que fique claro? –
ALLY – Primeiro: Ele não é meu irmão ele é meu namorado. Segundo: Não tenha tanta certeza e mesmo que ele não se importe, eu me importo.

Quantas pessoas eu vou ter que colocar no seu devido lugar hoje? A enfermeira arregalou os olhos e continuou fazendo o que tinha que fazer. Spencer estava tentando disfarçar um sorriso, e falhando miseravelmente. É um fato que nós dois somos muito ciumentos e gostamos de marcar nosso território. E claro que assim como ele, eu também sou a moda antiga, eu sou mexicana e fui criada para ser de um único homem. Um homem que me respeite e me aceite como sou, um homem que queira ser para mim, o mesmo que eu quero ser para ele.

Notas finais
E então amores o que vocês acharam? Vamos me digam a verdade, vocês só elogiam kkkkkkkk Beijinhos de Luz