Notas iniciais
Tinha dito que talvez postasse ontem, porém eu cheguei linda e bela na frente do PC pra deixar vocês felizes, e não tinha internet :'( Bom sem muito papo, vamos ao capítulo. Nos vemos nas notas finais.

10 de março de 2015, terça-feira 08h30min

POV ALLY

Um calor gostoso me fez acordar, era quente e parecia estar me envolvendo, abri os olhos e sorri, estava completamente embrulhada nos braços de Spencer, o abracei mais apreciando seu calor me aquecer, sempre sonhei com esse tipo de intimidade, duas pessoas que se amam dormindo juntos porque apreciam estar na presença do outro, e não porque fizeram sexo na noite anterior.
Beijei seu peito nu, ele me apertou um pouco, afrouxando seu aperto em seguida, seus olhos se abriram e ele sorriu me encarando.

S.R – Bom dia.

ALLY – Oi. – seus lábios roçaram contra os meus, e já ia reclamar do hálito matinal, mas sua língua já invadia minha boca, ele tinha um beijo de bom dia tão bom.

Quando ele se afastou tinha um sorriso bonito no rosto, eu queria acordar todos os dias para esse sorriso.
S.R– O que faremos hoje?
ALLY – Eu realmente tenho que preparar as coisas para meu apartamento e deixar você em paz no seu espaço. – sorri quando ele pareceu decepcionado com a idéia – Mas eu só vou ao hotel fechar a conta, trazer minhas malas para cá, e se não for incômodo para você. Poderíamos passar o dia aqui, sem fazer nada, ou quase nada, pois a idéia de namorarmos como ontem me agrada muito. E como ontem eu desisti de fazer um jantar para você, hoje eu vou fazer seu café da manhã. O que você come pela manhã Garotão?
S.R – Na verdade como qualquer coisa, desde que tenha café.
ALLY – Ok. Então vou ver o que tem na sua dispensa.
S.R — Não deve ter muita coisa.
ALLY – Tudo bem, eu me viro — disse dando de ombros — Você pode ficar aí bonitinho. — pisquei e fui em direção a cozinha ainda vestida com a camiseta que ele havia me emprestado -
Fucei em todos os lugares para ver o que encontrava para nosso café da manhã.
ALLY – "não deve ter muita coisa" ele realmente não tem senso de humor, aqui não tem nada.

POV REID

Eu acordei com a sensação de estar completo e de algo muito quente próximo do meu corpo. Era a Ally, beijando meu peito, aperto um pouco mais seu corpo contra o meu, para soltar em seguida.
Meu coração batia acelerado, ainda mais por ela nesse exato momento estar com a cabeça deitada em meu peito próximo ao meu coração, local que agora ela ocupa, eu apreciava o carinho de olhos fechados, fazendo carinho nela também subindo e descendo minha mão livre por sua costa.
Eu me sentia tão leve e confortável com ela em meus braços e aquela era uma sensação que eu não me lembrava de ter sentido antes em qualquer momento de minha vida. Eu estava feliz, como nunca estive.
Conversamos um pouco e agora estou deitado olhando para o teto do meu quarto enquanto ela foi fazer café da manhã.
Como será que ela reagiria se eu dissesse que quero apresentar ela para meus amigos? Cedo demais, não estamos namorando não faz nem 24 horas.
Sim. Essa é a resposta que ela havia me dado. Eu só sei que preciso fazer isso dar certo, eu sinto que se eu perder alguém novamente será o meu fim. Decido levantar, não coloco uma camiseta, porque sei que ela prefere sem. Eu só posso estar louco, de atender esse tipo de tara dela.

... ALGUNS DIAS DEPOIS...

Eu ainda tinha dez dias de férias, mas devo admitir que se me dessem mais 20 dias não reclamaria. Esses dias ao lado da Ally foram maravilhosos. Eu nunca imaginei que teria uma mente tão criativa para programas românticos. E muito menos que seria atormentado com sonhos eróticos, totalmente perturbadores e vergonhosos, envolvendo ela. Eu tenho consciência de que ela me atrai profundamente, e não só o corpo, mas o cheiro o sorriso e até o olhar não me deixam dormir tranquilo. Agora ela com certeza deve estar atendendo um paciente e vou fazer uma visitinha, acabo de vir da academia onde fui agendar minha avaliação de retorno.
Cheguei ao prédio em que ela trabalha, e subo direto ao décimo andar. Encontro Rachel sua secretária, assim que ela me vê, sorri entusiasmada.
Rachel – Oi Dr. Reid.
S.R – Oi Rachel, a Allyson está com paciente?
Rachel – Está sim, mas a sessão deve acabar em 10 minutos. Pode se sentar e esperar, e vou logo avisando que a sua garota não está de bom humor. Por favor, faça algo sobre isso. — sempre direta-
S.R – Ah claro, farei o possível.
Me sento e espero a sessão acabar enquanto folheio uma revista qualquer sem prestar atenção realmente. Exatos 7 minutos e 38 segundos depois, vejo um homem relativamente grande, maior que Morgan, devo ressaltar sair chorando da sala como uma menininha. Parece que minha namorada é muito ruim com seus pacientes. Sou tirado de meus devaneios por sua voz doce.
ALLY – Oi amor, veio me visitar? Vamos, entre. Rachel pode ir almoçar. — vi o sorriso malicioso de Rachel, depois do que a Ally disse —
Rachel – Obrigada.
ALLY – Ela acha que vamos fazer algo impróprio no consultório. — disse ela depois de caminhar até mim e me beijar.
Nos beijamos com carinho como sempre. As únicas vezes que isso mudava, era quando dormíamos juntos. O que recentemente era quase todos os dias. Eu não tinha esses sonhos/pesadelos quando dormia com ela. Logo interrompi nosso beijo.
S.R – Como ela não pensaria em algo impróprio se ela nem pegou o elevador e você já está me beijando?
ALLY – Desculpe, não consigo evitar, você está apetitoso nessa roupa. – essa mulher vai ser meu fim – Me diz, porque estava assustado quando meu paciente saiu?
S.R – E você ainda pergunta? Se eu não te conhecesse, e fosse um possível paciente, desistiria da consulta na hora. Você deve ser uma bruxa com seus pacientes. – sorrio para a cara indignada que ela fez -
ALLY – Não sou uma bruxa. E pode acreditar, ele já progrediu muito desde que começamos um novo tipo de terapia.
S.R – Não posso nem imaginar como ele estava. – mas uma vez sorrio para ela. – Vem aqui.
Puxo ela para mais um beijo, não ardente. Só calmo e doce. Como ela, doce como seus lábios. Sento na poltrona dela, e ela senta no meu colo, de lado, nada de malícia. Nosso namoro está progredindo muito nos últimos dias. E malícia é constante, principalmente vindo dela. Mas se nos empolgarmos agora, não vamos parar tão cedo, mesmo que não tenhamos relações sexuais, sempre que estamos juntos é intenso, muito intenso.
ALLY — Estou com medo, logo terei a experiência de ter você longe de mim, prometa que vai se cuidar, por favor. Quero você salvando donzelas indefesas. — ela disse com olhos arregalados, depois que deixamos de nos beijar, e logo depois franziu o cenho. — Não sei se tenho medo ou ciúmes.
S.R — Você é absurda. Eu amo você.
ALLY – Eu sei, mas as mulheres podem te paquerar... Vamos á praia esse fim de semana? No próximo você já vai trabalhar. Podemos ficar lá juntos sem pensar em nada.
S.R — Não gosto de praias Ally, não pode ser para uma reserva? Ou sei lá, qualquer outro lugar que não seja uma praia? Que tal um resort? Tem piscina, mas sem areia?!
ALLY — Isso não me surpreende, pode acreditar, mas eu não gosto de mato, então um Resort parece ser a melhor opção? Olha, hoje é segunda, você tem até quinta para decidir. Podemos ir á noite, já que não tenho pacientes nas sextas.
S.R — Tudo bem, eu vou pensar no seu caso. Mas agora eu preciso ir.
ALLY — Adoraria ganhar um beijo antes.


[...]

Não gosto de praias, mas devo admitir que a idéia de sair da rotina com ela, me agrada. Se bem que, tudo que diz respeito a ela, foge da minha rotina e por consequência me agrada.
[...]

Já passa das 19 horas, Ally disse que está exausta e iria dormir cedo. Isso às vezes acontece normalmente nas segundas feiras. Decido tomar banho e deitar e dormir cedo assim como ela.
Logo que deito na cama, não demora muito e começo a sonhar, e sei onde isso vai dar. Mas me recuso a ir por esse caminho, me repreendo e vejo a cena do meu sonho mudar. E agora é um pesadelo. Vejo Maeve junto com Allyson, sei que é um sonho, mas não consigo acordar. Elas estão implorando para que eu as salve, mas não consigo me mover, elas estão morrendo na minha frente. E a cena é perturbadora. Obrigo-me a acordar, estou suando frio, preciso dela.

Exatos dez minutos depois, eu estou em frente ao prédio dela, toco o interfone e alguns minutos depois ouço sua voz confusa e grogue de sono.
ALLY – Quem me acorda?
S.R – Sou eu meu amor, abre pra mim, estou aqui em baixo.
ALLY – Por quê?
S.R – Não consigo dormir? – respondo com outra pergunta-
Logo vejo ela enrolada em seu cobertor, abrindo a porta para mim, subimos as escadas em silêncio, ela me deixa para traz para fechar sua porta enquanto ela volta para a cama, presumo.
Sigo ela, e enquanto tiro o moletom, all star, meias, e minha camiseta e deito ao seu lado sentindo seu calor me aquecer.
S.R – Você está só de lingerie? Não acredito que desceu assim, e se alguém a visse?
ALLY – Não seja bobo, ninguém está acordado ás duas da manhã, pelo menos não em prédio de pessoas de família. E agora me deixe voltar para o meu sonho. – ela fechou os olhos e tinha um leve sorriso de satisfação -
S.R – Que tipo sonho? Eu estou nesse sonho?
ALLY – Ah, com certeza garotão. – Deus queira que não seja os mesmo que os meus. -
S.R – Quer que eu realize seus sonhos neném? – o que deu em mim? -
Ela sorri muito sacana, o que me faz engolir em seco, e me beija. Mas como sempre não passamos disso. Beijos e amassos muito quentes, mas nada, além disso. Logo estamos dormindo, eu estou tranquilo e relaxado por estar perto dela, e ela parece feliz por me ter aqui.

[...]

Ally dormia como um anjo ao meu lado, abraçada em um travesseiro, o cabelo escondia boa parte de seu rosto, a boca formava um bico fofo e o lençol cobria apenas da sua cintura pra baixo. Como eu disse, ela parecia um anjo, uma pena eu ter que acordá-la agora.
Dei inicio a missão de acordá-la com pequenos carinhos em sua pele nua, e ela se remexeu fazendo com que seu cabelo escondesse por completo seu rosto.
S.R — Neném acorda. –puxei seu cabelo para o lado e sussurrei carinhosamente em seu ouvido e com uma mão fazia pequenos círculos na pele de seu braço.

Ally em nada se alterou continuou em seu sono então resolvi que teria que pegar pesado. Comecei a mordiscar a pele de seu pescoço enquanto com a mão acariciava seu corpo.

S.R – Acorda neném. –mordisquei o lóbulo de sua orelha.
ALLY – Que foi? –resmungou ainda de olhos fechados a voz grossa de sono.
S.R – Está na hora de acordar. –sussurrei – Você tem que trabalhar meu anjo.
ALLY – Tá bom, e você meu amor, porque veio pra cá ontem?
S.R – Estou tendo alguns pesadelos. E dormir com você faz com que eles não apareçam.
ALLY – Que tipo de pesadelos?

S.R – Nada amor, deixa isso pra lá. Vai tomar seu banho, vou fazer seu café da manhã, afinal eu também sei cozinhar.

Depois de tomar-mos café da manhã enquanto eu cuidava da louça ela ia terminar de se arrumar, sua preguiça á atrasou um pouco. Antes de sair para trabalhar e me deixar no seu apartamento, ela me surpreendeu.
ALLY – Aqui, toma. –me entregou um molho de chaves.
S.R – O que é isso? –perguntei confuso olhando para as chaves em minha mão.
ALLY – São as chaves da portaria e daqui do apartamento, da próxima vez que você não conseguir dormir não vai precisar atrapalhar meu sono também. –disse com um pequeno sorrisinho.
S.R – Você quer que eu invada sua casa de madrugada não é?
ALLY – A idéia não me aprece nem um pouco ruim Garotão. –deu de ombros enquanto corava. –Agora eu vou, se não me atraso mesmo. Você pode ficar aqui se quiser, estou levando minhas chaves, passo no seu apartamento mais tarde.
S.R – Tudo bem. – resmunguei ficar de férias nunca foi bom, agora tinha encontrado um motivo maravilhoso para fugir do trabalho um pouco, e o meu motivo precisava trabalhar. – Vem aqui. – a beijei com carinho antes de ela seguir para o trabalho, é o dia seria longo. –

POV ALLY

Hoje era quinta feira e Spencer e eu iríamos para Phoenix no Arizona eu ainda não conhecia e ele disse que valia a pena, já fizemos reservas em um hotel maravilhoso chamado Near, tinha um pouco de mato, mas relevei, porque tinha música ao vivo e eu amo música ao vivo, me lembra de quando eu cantava em pequenos bares no México com meus amigos só por diversão. Eram bons tempos, quando eu não precisava me preocupar com nada além das notas no colégio.
Já tinha atendido meu ultimo paciente e ia encontrar Spencer no aeroporto, fizemos o Check in on line, ele levaria minha mala e eu já estava em um taxi a caminho do aeroporto. Seria um ótimo final de semana só ele e eu curtindo a vida como um casal, mas sem sexo. Estava caminhando pelo aeroporto a procura do meu homem e tinha consciência dos olhares masculinos que eram direcionados para mim, até alguns femininos. Assim que vi meu Garotão, percebi que ele também já havia me visto e havia visto também os homens que me comiam com os olhos, podia ver que ele estava com ciúmes e muito incomodado com isso. Sorri para ele e caminhei decidida, sem olhar para os lados. Ele estava delicioso, era a primeira vez que via ele de gravata, ele fica simplesmente lindo desse jeito. Assim que me aproximei dele o abracei pelo pescoço e dei um beijo cinematográfico, queria que todos soubessem que pertencemos um ao outro. Logo nos separamos e nos olhamos sorrindo cúmplices.
S.R – O que foi essa demonstração pública de afeto?
ALLY – Isso não foi demonstração de afeto, e sim uma demonstração de posse, eu sou sua assim como você é meu, e todos que estão nos olhando precisam saber disso. – sorri pra ele, porque sei que ele não viu, mas eu via umas vadias comendo ele com os olhos -
S.R – Não tem ninguém olhando pra mim amor, estão olhando pra você, até demais pro meu gosto, e ainda mais agora que você me beijou, estão olhando incrédulas.
ALLY – Que olhem, todos já sabem que somos um do outro e isso é o que importa.
Sentamos e esperamos nosso vôo ser anunciado o que não demorou muito, fomos rumo á um fim de semana fenomenal, sem sombra de dúvida.

POV REID

Quando eu vi um monte de olhos fixos na entrada do aeroporto, sabia que ela estava chegando, só ela atrairia tanto olhares. Esses quais me deixaram desconfortável, com muito ciúme e também inseguro. Me volto para a entrada do aeroporto e avisto ela, e entendo os olhares abobalhados, parece até cena de filme, parece que ela anda em câmera lenta e brilha. Os cabelos esvoaçantes, o brilho no olhar, a roupa simples, mas que valoriza o corpo e o sorriso dela quando me viu. Só me fez estar mais apaixonado ainda por ela. Mas o que realmente me surpreende, é quando ela se aproxima de mim, me abraça pelo pescoço e me dá um beijo digno de comédia romântica em cartaz no cinema. Não consigo evitar, abraço ela pela cintura e suspiro com o beijo, ela me fascina. Fui arrebatado por essa mulher.

Conversamos um pouco enquanto esperamos nosso vôo ser anunciado, e quando estamos no avião após sermos liberados para transitar no avião, levantamos a divisória do assento para que ela se aconchegue em mim e possa dormir, eu aproveito o momento para fazer o mesmo.

POV ALLY

Quando estamos no avião esperamos o piloto autorizar os passageiros transitarem no avião para dormir.
ALLY – Amor, você se importa se eu eliminar essa divisória e deitar em você para dormir? – joguei todo o meu charme. –
S.R – O que aconteceu com o Garotão?
ALLY – Pensei que você acharia constrangedor em público.
S.R – E é constrangedor. – ele levanta a divisória – Vem, deita aqui dorminhoca. – ele me dá um beijo, que é mais que um selinho, mas não é explícito, e eu sei por que, o cara do nosso lado está me olhando descaradamente. Devo admitir, gostei de vê-lo marcando território. -

E assim nosso vôo segue por algumas horas até pousarmos em Phoenix. Assim que chegamos já sei que vou amar esse lugar, ainda é madrugada no Arizona então nós estamos planejando dormir mais um pouco, mas antes precisamos enfrentar o recepcionista babaca, tarado e preconceituoso. Ainda bem que Spencer é calmo.

Notas finais
Hum, o que será que vai acontecer? O que vocês acham? Então é isso amores, eu não sei quando vou postar de novo porque semana que vem tenho dois testes bem básicos de valor baixo, mas os dois são de cálculo então preciso de concentração. Mas sexta que vem (08/05) eu prometo, antes não digo nada. Comentem amores digam o que estão achando ou o que esperam da fic. Beijinhos de Luz.